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Casa dos Gritos

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Re: Casa dos Gritos

MensagemRussia [#167101] por Alik Yuriev » 12 Set 2016, 11:59

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    Sair de Hogwarts e respirar outros ares era um luxo cujo qual podia contar pelo menos um final de semana por mês após receber a mesada que normalmente ia embora mais rápido do que podia perceber, geralmente comprando coisas aleatórias por Hogsmead ou ficando tudo no próprio caldeirão furado mais precisamente por causa de um bendito bolo de frutas cristalizadas e cerveja amanteigada que comia sempre mesmo que sozinha entre outras besteiras que levava para o estoque de lanchinhos escondido no quarto.

    Porém aquele final de semana em questão não havia animado mesmo em sair, por mais convidativo que estivesse o dia. A escola estava lotada, o passeio ao vilarejo estava cheio de pessoas estranhas falando línguas estranhas que não entendia meia dúzia de palavras e queria simplesmente poupar o esforço. Isto é, se a colega de quarto tivesse permitido, mas depois de horas insistindo e um choro forçado, porém chato suficiente para me convencer, lá estava eu fazendo justamente o que não queria.

    Chupava um pirulito que havia comprado minutos antes na dedosdemel, não poupando a cara de c* de tédio. – Nossa você está azeda hoje Rebecca, esse pirulito por acaso é de limão pra fazer essa cara?- Graças aos céus tinha o braço largado pela amiga emburrada que a horas me puxava de um lado para outro. – Desculpa Vê, é que aqui está muito cheio... Hm, você pode ir andar por ai e conhecer os novatos, eu vou pra um lugar mais calmo e daqui uma hora nos encontramos aqui nesse mesmo lugar. Tudo bem assim?- Tudo bem que já estivesse por ali, não queria mesmo estragar o passeio da colega só porque eu era quem estava de mau humor ali.

    Mas nada que não pudesse ser resolvido. A menina logo sumiu entre um grupinho de amigos da sonserina e finalmente me vi livre para correr dali e comer um bolo. O que seria um belo final de tarde maravilhoso se não fosse à visão abarrotada de alunos dentro do estabelecimento assim que abri a porta do lugar, dali mesmo dando alguns passos para trás. Teria de me contentar com meu pirulito mesmo.

    Alguns minutos depois mudando de lugar varias e varias vezes finalmente um ponto vazio, praticamente deserto. A casa dos gritos sozinha largada as traças como sempre atraindo ‘muitos’ olhares para si. Tirando os primeiranistas, eram poucas as pessoas que ainda sustentavam as histórias de fantasmas assombrando aquele lugar, o que não era nenhuma novidade aos alunos de Hogwarts que praticamente conviviam com 24 horas com fantasmas vagando nos mais diversos lugares do castelo. Como da vez que um deles resolveu passear dentro do banheiro feminino causando histeria geral.

    Procurei por fim um lugar qualquer pra sentar sobre as raízes grandes de uma arvore por ali, dedicando agora total atenção unicamente ao pirulito exagerado nas mãos, olhando para a casa velha caindo aos pedaços e vez ou outra escutando os tais “gritos” que provinham do lugar que na verdade estava claro ser apenas o vento passando pela madeira podre arrancando rangidos.

    Estudava mentalmente o porquê aquela pilha velha de madeiras ainda não havia ruído, criando mil teorias quando um vulto cruzou minha visão e aqueles cabelos brancos tomaram completamente minha atenção, uma vez mais, diga-se de passagem. Era aquela garota do jantar cujo nome não lembrava, aliais nem sabia dizer se havia escutado o diretor falar durante a seleção. — Bem, então é isso. Adeus. Nossa história de amor termina aqui. — Não contive o riso com o comentário da menina se despedindo da casa. Levemente surpresa por ouvi-la falar inglês e não russo como os outros alunos vindos de Durmstrang. – Ah... Assim vai partir o coração dela... da casa.- Comentei rindo em resposta mesmo que não tivesse sido convidada a participar da conversa da garota com sei-lá-quem imaginário ali. Saltando do lugar para seguir até a jovem e estender a mão. – Rebecca Mason, prazer!- Cumprimentando a menina bem mais alta com um aperto de mão, em seguida virando-me para apoiar os braços na cerquinha de madeira que servia como delimitador para as pessoas não se aproximarem da casa. – Única coisa de interessante aqui é o silêncio não é?- Voltando a comer o pirulito quase infinito(?). Onde estava a vontade de evitar a multidão e contato mesmo? Fod*-se.



Interagindo: Lívia Blackstairs. <3
Citação: Verona NPC.
Off: Pessoa bipolar muda de ideia tão rápido quanto velocidade da luz -q .lixa .
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Re: Casa dos Gritos

MensagemReino Unido [#168247] por Agatha Schreave » 20 Out 2016, 19:11

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# i threw a wish in the well don't ask me i'll never tell
i looked to you as it fell and now you're in my way #




        Já estava se perguntando pra onde iria a seguir – talvez voltar pro castelo, parecia que já havia completado o “tour” de qualquer coisa possivelmente interessante que houvesse para ser visto em Hogsmeade – quando sua saída elegante foi interrompida por um comentário as suas costas, fazendo-a girar nos calcanhares novamente, desta vez para encontrar a dona daquela voz feminina que se dirigira a ela. Analisou a sua nova interlocutora de alto a baixo por alguns breves segundos, oferecendo-lhe então um sorriso amigável em seguida, enquanto aceitava a mão estendida e a cumprimentava com um aperto delicado.

        — Lívia. Blackstairs. O prazer é todo meu. — Respondeu em um tom divertido, como se falasse a uma velha amiga que a muito não via, enquanto dava-lhe uma piscadela e voltava o olhar novamente para a casa. — Ah, nem me fale. Mas eu acho que ela vai superar, você sabe, com o tempo e tudo mais. Vai acabar conhecendo alguém melhor, que combine mais com ela e possa lhe oferecer mais do que eu jamais ofereceria.

        Riu um pouquinho da própria brincadeira estupida, ela mesma se apoiando na cerca então, de frente para a outra menina, olhando-a de alto a baixo novamente e ainda sorrindo, mas agora de modo um tanto mais intimo. — Agora, com isso eu vou ser obrigada a discordar. O silêncio não é a única coisa interessante que eu estou vendo por aqui. Não é nem a primeira. — E piscou novamente, de modo cumplice. Um pouco ousada demais com alguém que literalmente acabara de conhecer talvez, mas ei, ela não era irmã gêmea de Tiberius Blackstairs à toa. Os genes não se negam e são impossíveis de serem ignorados, de modo que, ainda que a própria menina criticasse severamente aquele comportamento atrevido quando este provinha do irmão, isso não a impedia de agir exatamente da mesma forma quando a oportunidade lhe era tão docemente apresentada.

        — Eu só estou brincando, é claro. — Apressou-se em acrescentar então, mas adicionando em seguida. — Ou não. Isso vai depender de como você reaja. De qualquer forma, você pode me chamar de Livvy. Você é uma das alunas de Hogwarts? Ou veio com o pessoal de Beauxbatons para o intercâmbio? — Ela não falava Francês, mas ei, a própria Lívia estudava na escola Russa mas não estava falando russo, então nunca se sabe. — Eu sei que não é de Durmstrang por que, mesmo que eu obviamente não conheça todos os alunos de lá, eu certamente iria me lembrar se já houvesse visto alguém como você por lá.



# Interaction With: Rebecca Mason {♥}.
# Tags: Tiberius Blackstairs.
# Word Count: 417 Words.
# Music: Call Me Maybe - Carly Rae Jepsen.
# Notes: Finalmente!.
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Re: Casa dos Gritos

MensagemRussia [#171728] por Andrew C. Ubarkov » 27 Dez 2016, 14:54

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    " Heart beats fast
    Colors and promises
    How to be brave
    How can I love when I'm afraid to fall. "




    Não pude conter o riso ao ouvir as palavras da garota, quase engasgando com minha própria saliva tornando a risada em um tipo de tosse escrota. Pelo menos aquele engasgo me serviria de desculpas para o rubror que me tomava as bochechas antes pálidas diante do olhar que aquelas iris azuladas lançavam em minha direção. E este parecia ser o momento mais constrangedor até simplesmente congelar ouvindo a risada da menina, entreabrindo os lábios para tentar respirar com um tipo de suspiro quase doloroso.

    Aquela risada me doía internamente de uma forma inexplicavelmente boa, uma inquietude assombrosa tomava meu peito e por mais que soubesse que o ar entrava em meus pulmões ainda assim sentia-me como se estivesse afogando no seco. - É claro. - Repeti aquelas palavras para mim mesma, desviando os olhos para o pirulito nas mãos, girando o doce pelo palitinho."Como eu iria reajir?" Mordi o lábio inferior com força suficiente a ponto de sentir o gosto de fel na boca e tirar meus pensamentos de qualquer coisa que não fosse o pequeno caminho que tinha em mente no momento e por onde cogitava seriamente em sair correndo. Simples assim... Se minhas pernas ajudassem.

    - N-não. Eu sou de Hogwarts mesmo.- Voltando os olhos na direção da garota por alguns poucos segundos antes de voltar a encarar o pirulito. - Então você é de Durmstrang não é? Ah, eu lembro do uniforme no dia do jantar quando todos intercambistas chegaram.- Rindo. - Eu costumo ter uma memória muito boa também...- Tentava manter o tom de voz o mais normal possível naquela conversa, vez ou outra tentando olhar na direção da menina focando algo que não fosse seus olhos pelo simples fato de sentir um incômodo absurdo cada vez que tentava fixá-la nos olhos. Como se aquelas órbés cor do céu penetrassem minha alma onde ninguém merecia estar, ou pelo menos nunca havia estado.

    - E como é a Rússia? Bem diferente daqui não é? você não tem muito sotaque como os outros alunos de Durmstrang que conheci pela escola. Já passeou por Hogsmead? Não é tão grande, mas pelo menos podemos fugir do castelo um pouco aos finais de semana.- Inspirei fundo novamente me dando conta do quanto estava falando e enchendo a menina de perguntar idiotas que a mesma talvez ja estivesse cansada de responder. - O que ainda faz esse vilarejo ser legal não são as lojas, elas enjoam com o tempo, e sim as companhias.- De onde havia saído isso Rebecca? Vai saber. Não era tão boa naquele tipo de indireta mas sentia-me tão orgulhosa que acabei rindo de mim mesma.
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Re: Casa dos Gritos

MensagemFranca [#177198] por Maddie Hayle » 23 Jun 2017, 15:17

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with screams of delight?
Parte I


“Caríssimo Liam,
Você já parou pra pensar o porquê de assinarmos ‘caríssimo’ como início de uma carta? Até parece que pagamos pela presença de alguém, embora eu certamente esteja te devendo algumas diárias por causa das férias. De todo modo, encontrei algo que provavelmente é de seu interesse... Se você ainda dançar, é claro. Enfim, espero que esteja tudo caminhando bem pra você.
Com carinho, e sentindo que te devo uma,
Madison.

PS.: Me avise quando estiver em Paris.”


Junto da carta, enviada semanas antes, estava um encarte promocional sobre algum concurso de dança clássica – eu acho – que tomaria lugar em Paris. Normalmente aquele tipo de propaganda não teria chamado a minha atenção, pelo menos não mais do que qualquer outra coisa que via por ai, mas... aquele garoto simplesmente não abandonava meus pensamentos, fosse por sua peculiar calma de ser ou simplesmente por seus atos de bom samaritano, eu sentia que devia algo a ele tanto quanto ansiava vê-lo novamente. Muito embora para este último detalhe eu fosse forçado a me lembrar da pouca idade do rapazinho, mesmo que isso significasse ter de ignorar os sentimentos que quase afloraram durante a noite.

De todo modo, nada daquilo importava agora, afinal de contas com resposta ou não a carta – que era bem capaz de ter chegado ou sido devorada por uma coruja – eu estava em Hogwarts. Acompanhava, como outros alunos da instituição francesa, os jogos interescolares do desafio tribruxo em primeira mão em uma espécie de intercambio misturado a férias... isso é, se não estivesse tendo aulas de maneira normal. “Bem, nem tudo é perfeito nesse mundo, não é mesmo?” Refleti, mordendo os lábios a medida que deixava meus pés me guiarem em direção a Hogsmead, seguindo alguns colegas de casa – e em especial Sasha – para a pequena vila. Tinha em mente um plano perfeitamente traçado: encontrar algo doce e saudável que Liam pudesse comer. Ou seja, estava procurando algo que não existia. “Céus, poderia fazer geleia, mas metade dessa coisa é açúcar.” Refleti, com um suspiro.

- Ei...– Murmurei, alcançando o russo, -Aquela ali é a casa dos gritos?– Indaguei, exibindo um amplo sorriso diante da resposta. “Bem, quem sabe um pouco de terror não me dá uma ideia?” Na real eu só queria visitar o lugar mesmo, mas enfim... Isso não vem exatamente ao caso agora. – Pode ir, eu sei me achar daqui. Até mais, Sasha. – E se eu me importava que ele não fazia ideia de como andar por ali? Nah, nem um pouco pra falar a verdade. Aliás, eu não poderia me importar menos. Foi exatamente com isso em mente que segui a trilha, feita por vários pares de pés com coração aventureiro e curioso tal como o meu. “Dizem que é o prédio mais Mal Assombrado da Grã-Bretanha...” Se nem Hogwarts, que vivia abarrotada de fantasmas, o era... então esse lugar deveria ser f*da mesmo, em todos os aspectos possíveis.

“A não ser, é claro, que estejam considerando a quantidade de fantasmas por metro quadrado. Talvez ali seja simplesmente mais cheio quanto a proporção...” Assim como diziam, por exemplo, que a maior boca do mundo pertencia a algum bichinho minúsculo e isso se dava ao fato, simplesmente, por conta da proporção das mandíbulas em relação ao corpo. Devaneios aparte, abri um sorriso largo – embora ocultasse um leve desapontamento por encontra-lo sem ter achado um presente adequado – ao encontrar uma silhueta reconhecida, observando de longe a Casa dos Gritos. Aproximei-me em silêncio, encostando-me na cerca ao lado do sonserino assim que consegui alcança-lo.

-Olha só quem encontramos aqui...– Comentei, buscando os olhos do rapazinho, demorando-me na visão por alguns segundos, estudando-o. “Ele parece mais magro...” O suficiente para que eu, que mal o conhecia, me preocupasse. – Alguém que eu adoraria ver entrar naquela casa comigo, sabe? Ela parece silenciosa demais para uma Casa dos Gritos. Acho que falta ali dentro quem tenha uma boa voz para fazer jus a ela. – E, meus caros amigos, leitores e espectadores, se sua mente trilhou para o lado perverso da história, você acertou em cheio sobre o que eu queria dizer. E que o mundo entendesse como bem quisesse, não é mesmo?


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Re: Casa dos Gritos

MensagemFranca [#177244] por Selina Kyle Marvill DiCristi » 28 Jun 2017, 00:50

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- HO – Cumprimentou o melhor amigo seguindo seus passos elétricos com um ritmo admirável, o que fez com que o sonserino inflasse o peito em orgulho enquanto puxava o outro para que seguissem o fluxo que seguia em direção a velha aldeia mágica. - Mano, cê viu aquela prova? - Soltou assim que percebeu o silêncio começar a tomar conta da ‘conversa’, no geral, Liam não se importava com os momentos reticenciais ocorridos, contudo, naquele dia, o seu coração teimava em ameaçar se lançar do precipício, ou seja, sair de sua boca, atingindo o velho e sujo caminho enlameado, o que certamente não contribuiria para o que precisaria fazer em alguns minutos.

As palavras tão apressadas quanto um rap americano deixavam os lábios de Terrence atingindo os ouvidos do jovem australiano, ainda que seu significado não chegasse a ser efetivamente absorvido por este, cujos pensamentos encontravam-se inteiramente imersos em certa carta recebida dias atrás.
- Hunrum... –Acenou meio incerto, já que tinha certeza de que se atrevesse-se a abrir a boca certamente palavras não seriam as únicas a resvalar por ela, de modo que optou por forçar um sorriso e deixar o amigo continuar com o monologo, não era como se ele fosse sentir muito por isso, afinal, se havia algo que o lufano gostava de fazer, era falar.

- Doces –Murmurou sentindo o estomago revirar algumas vezes enquanto era carregado pela rua pelo amigo, cuja única preocupação parecia ser renovar seu estoque de bombas de bosta e doces. Internamente, Liam o invejava por isso, gostaria de conseguir desligar as engrenagens de seu cérebro que insistiam em revisitar até mesmo as virgulas da última carta recebida pelo francês. “Maddie quer me ver”, repetia insensatamente repudiando a forma como cada pedacinho de seu ser parecia se manifestar com a simples lembrança do loiro, em especial, aquelas que concerniam o final da primeira noite que passaram juntos.

Os lábios do jovem australiano flamejavam com a lembrança do leve roçar vivido no início das férias, o ‘problema’, na concepção do pequeno, era o fato de não ser gay, de modo que não conseguia compreender o que o fazia sentir-se daquela forma na presença do outro. Mentalmente, ele repassava tudo o que já havia visto sobre o mundo homossexual, o que era bastante, diga-se de passagem, já que começara a visitar sites pornôs muito cedo, devido à incerteza que o cercava, o fato de jamais ter sentido interesse algum por relações entre homens, fez com que ‘batesse o martelo’ na afirmação de ser heterossexual. O ‘problema’, novamente, é que ele poderia não sentir nada assistindo aquilo, mas isso certamente não se aplicava a imaginar-se fazendo algo com Maddie.

As lembranças das férias confundiam-se com sonhos e ‘delírios’ fazendo com que um sorriso leve e descomprometido finalmente adornasse os lábios róseos do sonserino, fazendo-o retomar as feições amigáveis e acalentadoras que lhe eram tão usuais.
– Eu tenho que encontrar um amigo... – Comentou já acenando para se despedir enquanto acompanhava os movimentos ousados do outro.– Volto logo – Garantiu de longe enquanto seus pés o guiavam aos pulos ao local mencionado pelo loiro anteriormente, verdade que a Casa dos Gritos não seria o cenário por ele escolhido, aliás, apenas em lembrar-se dos momentos passados em seu interior sentia alguns calafrios o envolver, fazendo com que arrepiasse por inteiro, ainda que não soubesse mensurar em quais proporções aquilo se devia ao caminho que seguia ou a pessoa com quem encontraria ao seu final.

Os cabelos loiros esvoaçantes foram a primeira coisa que o jovem australiano conseguiu vislumbrar, sendo isto mais do que o suficiente para acelerar seu coração eliminando quaisquer resquícios de medo que ainda pudesse ter. A visão fez com que sentisse o tempo paralisar enquanto seus olhos se deleitavam com cada detalhe que lhe era fornecido, Maddie definitivamente parecia ter sido esculpido ali, em toda a sua graça e musicalidade, até mesmo a ‘escuridão’ comum ao ambiente parecia se afastar perante tamanha beleza e positividade. Um sorriso leve e sincero surgiu nos lábios do pequeno ao mesmo tempo em que se aproximava magneticamente para o centro de suas atenções e anseios.


- Maddie – Sussurrou finalmente se desencostando da cerca na qual havia se apoiado para observar a aproximação do loiro, não que tivesse ciência disso, já que havia sido algo tão automático que sequer saberia precisar o que havia acontecido. A verdade, contudo, é que ele havia chegado praticamente ao mesmo tempo que o loiro, entretanto havia vindo pela direção oposta, de modo que se sentiu inteiramente paralisado com a visão do outro. O encontro dos olhares foi mais do que o bastante para fazer um sorriso aberto surgir nos lábios róseos enquanto as írises trocavam informações tão latentes quanto o próprio encontro, ali, através dos olhares, o menino finalmente se abriu, se reconheceu, se permitiu admitir o quanto sentira falta do outro e, provavelmente pela primeira vez, reconhecer que sua amizade não era o bastante.

- Você sabe que ela é assombrada, né? –Devolveu encarando-o ainda mais profundamente, sim, tudo em si gritava a péssima ideia que era voltar aquele lugar, infelizmente esta não era a parte de si que parecia comandar aquele momento. – Eu conheço o caminho – Soltou já avançando a mão na direção do loiro sentindo vários choques perpassarem seu corpo, e, devo acrescentar, estes em nada eram relacionados ao medo de adentrar a Casa dos Gritos. – Vem – Chamou apenas para disfarçar os batimentos cardíacos extremamente acelerados que faziam com que sensações completamente novas o percorressem, normalmente esse seria o momento que ele recorreria à internet para pesquisar o seu significado, infelizmente ali o Google não se encontrava acessível, logo, ele precisaria experimentar para saber o que realmente sentia.


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Re: Casa dos Gritos

MensagemFranca [#177349] por Maddie Hayle » 02 Jul 2017, 23:17

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Parte II


-Claro que sim. – Abri um sorriso, - É exatamente isso que eu quero tirar a limpo, digo... Como um casebre desse tamanho consegue ser mais assombrado do que Hogwarts? – Indaguei, sustentando o olhar dele como um desafio. A afirmação de que conhecia o caminho fez com um brilho divertido atravessasse meus olhos, de modo que bastou que ele erguesse a mão para que eu a apertasse e o puxasse de maneira brincalhona em direção a trilha, permitindo que liderasse então. –Rápido, antes que algum estraga prazeres apareça.– Apressei, seguindo-o por debaixo da cerca e correndo ao seu encalço na direção da velha construção.

Era engraçado como essas coisas, além do próprio rapaz, faziam com que meu coração batesse tão rápido de maneira desenfreada. –O que...– Falei, em um tom ofegante a medida que recuperava o fôlego, - Você acha que aconteceu nessa casa?– Era uma pergunta simples, que na verdade fazia com que mil e uma ideias brotassem em minha mente a medida que recuperava a postura, erguendo-me ereto e observando o hall de entrada e seus móveis decadentes com alguma atenção. –Algum assassinato em massa? – Dei alguns passos adiante, realmente explorando o lugar, com cuidado andando em meio os tacos de madeira com aparência apodrecida. No chão eu conseguia ver a marca de pegadas, o que deixava óbvio que não éramos os únicos a visitar aquele lugar.

-Ou quem sabe um suicídio em massa por causa de algum culto estranho...– Virei-me, encarando o sonserino, -O que você acha, Liam?– Ri, dando de ombros diante das palavras. “Ele está com medo, é? Curioso para alguém que vive nas masmorras. ” Refleti, assentindo e optando por atender a seu pedido. –Claro. Vá na frente.– Pedi, uma vez mais o seguindo. –Eu não consigo não pensar...– Comentei, quebrando o breve silêncio que se instalara em meio aqueles poucos passos. – Digo, todo lugar tem uma história... é quase como se todo lugar tivesse uma música.– Expliquei, deixando que as pontas de meus dedos tocassem com cuidado as paredes, tentando não me espetar em farpas ou qualquer coisa do gênero.

- Digo, se ficarmos em silêncio seriamos capazes de ouvir a história dessa casa...– Parei, quando o mais novo fizera o mesmo, agora dentro do cômodo escolhido por ele. –Por exemplo...– Aproximei-me, parando de frente ao rapaz e calando-me, a fim de ouvir os sons da casa. Conseguia ouvir o vento uivando em um tom fúnebre, baixo e grave, assim como a casa estalar diante do nosso peso e o som de algo batendo contra alguma janela, toda a casa fazia um som. Lamuriante, tão triste que chegava a ser belo. –Já pensou... que essa casa poderia contar uma história de amor?– Encarei os olhos do loiro. –Era noite...– Comecei, sem me afastar um centímetro sequer. –E aqui morava a jovem Dama, cujo o casamento fora arranjado com o filho do prefeito. Ela, no entanto, nunca o amou...– Me afastei lentamente, observando o quarto ao redor.

-Ele não a deixava respirar, afogada em deveres de uma boa esposa. E ela... ah... Era tão triste, o que ela poderia fazer? Tão sozinha, tão só em casa....– Meus olhos recaíram em um banco quebrado, junto de uma janela. A mesma dava vista para o que poderia ter sido um jardim. –A pentear seus cabelos e costurar junto da janela, até que um dia seus olhos o encontraram. Ele era jovem, e belo... um jardineiro, cujo a simplicidade e caráter faziam com que o filho do prefeito parecesse um traste...– Torci o nariz. –Não foi culpa dela, sabe? Se apaixonar assim, deixar que seu coração fosse roubado por aquele jovem artista, pois cuidar de flores requer um talento excepcional...– Afirmei, virando-me de novo.

-Ela passou dias o observando e ele a ela. Os dois em segredo, cortejavam-se com o olhar. Se apaixonaram assim, sem dizer uma palavra sequer... E então um dia ele entrou na casa, passou por aquela porta ali.– Apontei, com um leve inclinar de cabeça, -Ele trouxe uma rosa a ela, com a desculpa de que ela precisava ver como seu trabalho andava. Depois disso, ela passou a frequentar os jardins. Lia lá, cantarolava e tudo mais sempre que seu marido saia. O amor deles era inocente, sabe? – Suspirei um pouco, com ar sonhador. –Uma noite o marido dela saíra para beber com seus amigos e jogar.... hum... qualquer coisa que jogassem naquela época e ela... ela convidara o Jardineiro a manter-lhe companhia, ela o chamou para dançar...– Uma vez mais me aproximei de Liam, oferecendo-lhe a mão.

-A vitrola tocava uma sonata, de Beethoven... Moonlight sonata. – Cantarolei brevemente os acordes sóbrios da música, abrindo um sorriso tímido. – Me concede essa dança, meu caro amigo? – Indaguei, em uma pergunta sincera e verdadeira, com a esperança que ele aceitasse meu convite.


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Re: Casa dos Gritos

MensagemFranca [#180140] por Selina Kyle Marvill DiCristi » 27 Set 2017, 00:13

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Sensações e percepções são algo interessante, a mesma coisa pode oferecer experiências estranhamente opostas, dependendo do ponto de vista oferecido. A Casa dos Gritos, por exemplo, não era a melhor das lembranças para o nosso jovem protagonista, entretanto, quando visitada com as mãos entrelaçadas as do francês a mesma parecia se iluminar, fazendo com que o seu coração disparasse contra o seu peito, mas, ao contrário do que havia ocorrido na aula, a sensação espalhada era deliciosa. A voz do loiro agraciava seus ouvidos como uma canção de ninar, acalmando sua respiração, liberando seus medos ao mesmo tempo em que ele circundava as costas das mãos alvas e delicadas, incrivelmente apreciáveis, assemelhando-se a seda de tão maravilhosas.

As ideias dos acontecimentos que cercavam o mistério da casa fizeram com que o jovem sonserino apertasse a mão do francês um pouco mais fortemente, transparecendo parte do medo que corroía suas veias, ainda que este fosse amenizado pelas sensações proporcionadas pelo outro.
- Eu acho que prefiro não saber -Explicou sentindo a voz vacilar alguns tons enquanto apertava sua mão um pouco mais forte.- Mas conheço um lugar legal... -Não, o lugar não era exatamente ‘legal’, embora possuísse diversos móveis rasgados pelo que lhe pareciam garras, pelo menos ele ‘conhecia’ o quarto, sabia que ali nada os atacaria, já que havia passado algumas horas no mesmo durante a aula de História.

- Vem -Chamou delicadamente, guiando o loiro pelo corredor que os levaria até as escadas, onde, ao seu fim, poderiam finalmente encontrar o quarto onde havia passado as horas com Terrence.- Nós tivemos uma aula aqui -Explicou ganhando um pouco de tempo, já que Maddie voltara a mencionar a história do local, fazendo seu coração acelerar violentamente. Afinal, uma coisa era visitar a Casa em companhia de um docente, cujas normas escolares certamente impediriam que machucasse um aluno, outra era o fazer completamente aleatoriamente, correndo o risco de encontrar coisas que ele possivelmente não possuía idade ou conhecimento para enfrentar.- Maddie, você tem certeza que quer ficar por aqui? -Perguntou tremendo um pouco mais, apertando a mão do outro ainda mais descaradamente.

Liam abriu a porta do cômodo, sentindo o coração ser acalentado pela visão conhecida, em especial, a gravatá amarelada de Terrence. Na última vez que havia estado ali, o amigo havia a jogado no momento da ‘fuga’ arquitetada por eles. “Vai dar um toque especial”, ele explicara antes de afrouxar o nó, facilitando o processo de retirada. A lembrança arrancou um sorriso um pouco mais leve dos lábios extremamente róseos do jovem bailarino, aumentando, ainda que minimamente, sua confiança, ainda que esta tenha durado apenas o tempo de sentir a proximidade do loiro. O seu coração voltou a esmagar sua caixa torácica, espalhando sensações cada vez mais diversas por seu corpo, forçando-o a se perder na intensidade multicolorida revelada pelos olhos de Maddie.


Um suspiro discreto escapou-lhe os lábios no momento em que a voz doce e hipnotizante do loiro lhe invadiu por completo. O vazio sepulcral do ambiente amplificou o efeito da voz dele, fazendo com que todo o seu corpo respondesse a mesma: seus olhos não conseguiam se desviar nem por um único segundo dos do dele, sua pele arrepiava-se ao som daquelas palavras, cujo sentido ele já não conseguia absorver, até mesmo sua boca parecia ser invadida com o sabor único que era ouvir Maddie. O silêncio que seguiu as palavras iniciais, doeu nos ouvidos do australiano, era como ter o melhor doce em seus lábios e tê-lo tirado de si por uma criança mais velha, ele simplesmente não conseguia se conter, tocando-o para lhe despertar do transe, fazendo-o voltar a falar, agraciando-lhe com todas as formas de ser que poderia exibir.

O sonserino se pendurava em cada uma das palavras pronunciadas, lamentando, agora, a distância que lhes havia sido imposta.
“Por que ele não pode falar perto de mim? ” Perguntou-se meio frustrado, sentindo seu olhar voltar a ser atraído pelo outro, decorando cada pequeno detalhe do trajeto feito por ele, mentalizando-o não apenas em suas lembranças, mas em sua alma, pois ele já parecia ter sido tatuado em seu corpo tempos atrás. Um novo suspiro escapou por seus lábios, revelando a respiração descompassada, sinais concretos do quanto o menino encontrava-se entregue, ainda que ele próprio não conseguisse compreender tal fato. Então, o loiro chegou em um ponto crucial da história: “Não foi culpa dela, sabe? Se apaixonar assim...” E a verdade dos fatos finalmente o atingiu.

Não era sua culpa desejar encontrar-se na presença do loiro o tempo inteiro, ou sentir o corpo responder ao simples toque de sua voz... Ele estava apaixonado! O mais ridículo, em sua opinião, era não ter conseguido detectar os sinais anteriormente, já que era algo que se encontrava estampado desde o começo: Cada um dos sintomas sentido era relatado em todos os sites de amor que já havia lido, inclusive aqueles destinados ao público feminino. O ‘baque’ da percepção fez com que ele sentisse suas mãos suassem, especialmente ao perceber a nova aproximação do francês, agora, oferecendo-se para dançar consigo.

A cena inteira parecia fomentar reações em seu corpo: O sorriso deslumbrante de Maddie, o tom de voz levemente provocante que lhe era tão habitual.... E, por fim, o toque das mãos que liberou todos os sentimentos de uma única vez, tornando até mesmo a tarefa de respirar extremamente dificultosa.
- Eu nunca dancei valsa... -Sussurrou entrelaçando o corpo do loiro, sentindo o coração praticamente saltar por sua boca enquanto se deixava guiar pelos passos bem executados do outro. “Merlin! Será que ele não tem defeitos? O pensamento o atingiu no momento em que sentiu seu corpo ser completamente controlado pelos passos dele, ou seja, além de cantar e tocar, Maddie também era um exímio dançarino, deixando nosso jovem protagonista completamente encantado, ou melhor, ainda mais encantado do que já se encontrava.

- Maddie -Chamou baixinho não resistindo em levar as mãos até os cabelos loiros, arranhando sua nuca com delicadeza, desfrutando do cheiro único que inflamava suas narinas com aquelas sensações que somente ele era capaz de lhe provocar. Ele não sabia exatamente o que fazer, mas sentia essa necessidade crescente de fazer algo, então, optou por colar ainda mais o corpo ao do francês, ainda que soubesse que isso não era algo apropriado para aquele tipo de dança, mas, pela primeira vez, não se importava, apenas precisava aproveitar aqueles sentimentos que o invadiam. Precisa sentir mais de Maddie! Precisava saber até onde tudo aquilo iria lhe levar, ainda que para tanto estivesse correndo riscos.
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Re: Casa dos Gritos

MensagemFranca [#180908] por Maddie Hayle » 22 Out 2017, 21:27

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Shall we fill the night
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with screams of delight?
Parte III


-Tudo bem...– Assegurei, com calma, enquanto deslizava minha mão para a do sonserino. Me permiti corrigir sua postura brevemente, descendo uma das mãos do garoto para a minha cintura antes de, lenta e calmamente, começar a conduzi-lo pela casa, seguindo os acordes de uma canção imaginária. Em minha mente eu conseguia imaginar tudo, a noite que havia caído, fria e úmida com uma lareira acesa no canto do quarto. A vitrola tocava uma música em volume baixo, como se temesse denunciar todo o amor proibido. – Ele também aceitou...– Sussurrei, erguendo os olhos para os do rapaz, uma vez que sentia nele a confiança de passos bem elaborados, dados com segurança.

- Ele não poderia perder aquela oportunidade de dançar assim com ela, afinal de contas, nunca saberia se teria outra chance de fazê-lo. Era pegar ou largar, uma afronta contra seus mestres... era o início de adultério, a palavra que, quem sabe, forçaria a jovem dama a pregar um A escarlate em suas vestes. – Era difícil continuar com a história com ele assim tão perto, seu cheiro me drogava, o calor de seu corpo me elevava a uma sensação de ecstasy. Eu queria sentir mais, queria que o garoto fosse mais velho. Desejava que sua inocência não soasse para mim como um empecilho. “Calma...” Forçava-me a pensar, tal como me obrigava a não macular o corpo do rapaz. Não ainda, não agora. Eu deveria esperar, um ano... dois. Dois seria o necessário, o suficiente para que ele pudesse ainda aproveitar as virtudes da infância.

Queria saber qual o gosto de seus lábios.

No fundo eu desejava que o sabor fosse de doces, algo infantil assim, mas sabia que não. Não os de Liam em sua constante busca pela perfeição, de modo que imaginava que – talvez – o gosto fosse de algum chá sem açúcar, talvez um pouco de mel, quem sabe cenouras e hortaliças frescas. Mordi meus lábios, forçando tal pensamento a abandonar minha mente. – Mas ela também não se importava... Por um amor sincero valeria a pena, digo... qual o propósito da vida, se não encontrar aquela pessoa especial? – Franzi levemente o cenho, fechando os olhos e relaxando o corpo, me envolvendo com os passos, roçando o corpo vez ou outra contra as pernas do mais alto.

- De que adiante viver sem nunca sentir o coração pular no peito, o corpo se arrepiar, a mente se perder em devaneios e desejos. É algo único pelo o qual vale a pena morrer.– Calei-me, não conseguia mais contar a história, não com todo o envolvimento que tinha agora. Liam aprendera rapidamente os passos, de modo que guia-lo era como dançar nas nuvens, com uma espécie de leveza angelical. “Ou talvez a minha cabeça esteja nas nuvens...” Aquele jogo de sedução tinha se virado contra mim. Eu era açoitado pelos meus próprios planos, era eu que vivia em devaneios. Por um instante me perguntei se o mais novo, atrás dos olhos verdes, sentia a mesma coisa por mim... ou se era apenas curiosidade.

Garotos dessa idade eram curiosos, eles gostavam de testar os limites tanto quanto curtiam novas situações. Eu sabia disso, mais do que perfeitamente, porque eu havia vivido essa idade plenamente. Fiz do meu corpo um templo de luxuria e talvez, só talvez, me arrependesse daquele pequeno fato. Eu não era mais uma criança, tampouco era meu corpo ou meus pensamentos. “Maddie...” A voz dele me trouxe de volta ao mundo terreno, fazendo com que eu erguesse a cabeça para mirar seus olhos, espertos e juvenis com um que de quem desejava mais. Fora assim que eu havia me perdido, anos atrás, talvez nessa mesma idade.

A curiosidade de saber como toques eram, a necessidade comandada por hormônios que começavam a alterar nosso corpo, tudo isso nos levava a loucura, tudo isso nos empurrava cada vez mais rumo a um caminho sem volta. Meu coração acelerou com a proximidade do rapaz e eu, por um reflexo, segui o movimento, colando-me ao australiano. Parte de mim dizia que isso era perigoso, que era um meio de colocar tudo a perder. Eu sabia que o atrito entre os corpos, assim como a proximidade, poderia levar a uma dura revelação, mas não me importava. Ele era um garoto também, aprenderia cedo ou tarde - se é que já não soubesse – sobre as maravilhas do prazer. Talvez até pensasse nisso mais tarde, talvez eu fosse o motivo para que ele tivesse sonhos agitados durante a noite e precisasse trocar a roupa de cama enquanto ninguém olhava.

“Pare.” Me avisei, mas era impossível. Eu havia descendido pela trilha que não deveria ter tomado. Eu desejava muito mais do que era certo possuir. Um gemido baixo me escapou os lábios de maneira acidental, fazendo com minhas bochechas se esquentassem de maneira imediata em um corar intenso. Eu queria me perder naquela sensação, simplesmente a dança não me era o suficiente, a caricia também não. Me sentia como uma criança carente, exigindo mais e mais... “Eu sou uma criança...” Filho da luxuria, beijado por Eros, entregue as palavras românticas de um sedutor barato. Era francês, como eu havia dito ao garoto certa vez, na noite em que nós nos conhecemos, era um amante do amor, por mais engraçado que isso soe.

Deitei a cabeça em seu peito, esperando que o som de seu coração forçasse algum juízo em minha mente. Ainda sentia sua mão em meus cabelos, intimamente ansiando por um leve puxar, uma caricia mais bruta. “Foco...” Inalei profundamente, embebedando-me ainda mais na fragrância do menino. Um misto de perfume e suor, misturado ao meu perfume devido a aproximação. Seria legal, sairmos cheirando um ao outro... sentia a necessidade súbita de lhe furtar o casaco, uma camiseta, ou mesmo um cachecol, qualquer coisa que aprisionasse o cheiro do loiro. Qualquer coisa que eu pudesse usar nos momentos que estivesse dando asas à imaginação e ouvidos a uma necessidade animalesca, sempre que desejasse gozar da juventude.

-E-ela... – Minha voz falhou, eu corei mais, timidamente. – Queria mais. – Não conseguia mais me controlar, tampouco imaginava que o rapaz conseguisse. Ele correspondia aos meus toques e eu aos dele, aliás, era tudo culpa deste maldito anjo! Tentava-me, pode Deus, como ele tentava! Inflamava meus sentidos, brincava com minha mente. Era literalmente como dizia a canção, minha garganta estranha quando não te vejo, me vem um desejo louco de gritar. Eu havia perdido o jogo. Me rendi às asas da paixão, era nada mais do que um servo para o coração. O cupido lançara, certeiro, sua seta em minha alma. Respirar parecia impossível agora. –Queria algo que realmente pudesse se lembrar. Ela queria uma aventura, um motivo a mais que uma simples dança. Os espólios da guerra, daquela que eles travavam naquela sala, entre a moral e o sentimento.– Ergui meus olhos novamente, deslizando as mãos para cima, a fim de coloca-las nos ombros do bailarino.

-Eles hesitaram... tentaram resistir...– Trazia-o para perto delicadamente, dando ao mais novo todas as chances possíveis de soltar de meus braços. Queria que percebesse o que eu fazia, ao mesmo tempo que desejava pega-lo de surpresa. Outra coisa que queria é que ele me parasse, que se livrasse de meus braços e colocasse um fim a meus sórdidos ideais, mas ele não o fez. –Mas era tarde, o amor vencera essa batalha.– Conclui, com ar tímido, focando meus olhos cheios de segundas intenções nos do rapaz. Foi assim que me permiti, desisti de todos os meus esforços para me controlar. Havia parado de dançar a essa altura, mantendo o corpo colado no do rapaz e os braços ao redor de seu pescoço em um abraço. Meus dedos encontraram o caminho para os cabelos do dançarino, se embolando e puxando os fios de leve como eu, outrora, havia desejado. Aproximei-me, lentamente, dando espaço... dando tempo...

E então tomei-lhe os lábios delicadamente, sentindo sobre os meus o delicado toque aveludado do rapaz. Deixei que meus olhos se fechassem, não queria ver... não queria desperdiçar nenhum segundo que fosse daquele momento, exatamente pois compreendia que o mesmo poderia não durar. Sempre haveria a possibilidade de Liam se perguntar o que estava fazendo, do sonserino se arrepender, de eu ter interpretado mal os sinais por conta de meus próprios desejos. Jamais saberia, por hora me perderia naquele segundo, me entregaria de corpo e alma a ele, ansiando que durasse, ansiando que jamais terminasse.


O que o garoto vê, -O que o garoto ouve-, -O que o garoto diz- e o que o garoto "pensa".
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Maddie Hayle
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Re: Casa dos Gritos

MensagemInglaterra [#189838] por Lola Rousseou » 31 Mar 2019, 11:21

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[FESTA!]



Primeiro um jantar sem magia. Não era nenhum pouco natural e isso serviu para deixar as coisas infinitamente mais lentas, o que ocasionou em muito mais tempo para arrumação de tudo no dormitório e com ela mesma. O problema, na realidade, foi ter que lidar com tudo as pressas, já que tinha outros planos para dali a alguns dias. Seria possível efetuar tudo sem qualquer problema? Bom, no fundo, ela não sabia, mas iria adorar tentar executar. Não poderia sair de Hogwarts sem ao menos mais uma noite de diversão enlouquecida. Claro que sua detenção algumas semanas antes a tinha feito pensar em como sair de lá sem ser notada, e talvez fosse uma boa hora com a distração dos docentes e de todos que – eventualmente, poderiam causar problemas pro plano em si.

Cutucando a costela de Kiara, ela mordeu o lábio e então sorriu empolgada. – É possível que a gente se forme sem honras aqui e acabe descontando pontos na reta final da taça das casas? – A pergunta parecia válida, mas logo depois uma leve crise de risos foi ouvida em todo o quarto pelas duas. Lola sentia-se mais segura com Kiara do que qualquer outra, o que significava que isso poderia servir de boa lição para ambas. – Eu queria que tivéssemos mais tempo ou tivéssemos feito isso antes... – Não era de todo mentira, mas fugir do castelo para uma festa clandestina seria bem mais emocionante do que usar o banheiro dos monitores. Quer dizer, quem garante que qualquer um deles iria deixar acontecer e os das outras casas não iriam querer denunciar? Seria bem arriscado e por isso a casa dos gritos parecia uma opção viável, apesar de um pouco incomum para uma festa. Ela não era lá muito espaçosa, se levar em consideração que as escadas rangiam mais do que qualquer coisa e a passagem ficava muito próxima de ser quase uma armadilha mortal.

Ela, por outro lado, parecia animada o que deixou Lola animada também. - Você quer ir na frente ou eu vou? Quer saber, talvez seja melhor eu ir. Preciso encontrar o Calleb pra... você sabe. Pegar a encomenda. – Uma piscada depois e ela soube que Kiara havia entendido. - Você pode ficar e guiar os mais novos... ou quem mais quiser ir. Se bem que... talvez seja melhor irmos juntas, o que você acha? – Seria mais seguro, de fato, irem todos de uma única vez. Caso contrário, se algum aluno mais novo fosse pego fora da cama ou perdido, iria gerar muitos rumores e possivelmente suspeita. Não era uma boa ideia. Terminando seu coque no alto da cabeça, ela começou a ouvir mais atentamente a ideia de Kiara e fez mais sentido. Dessa forma, voltou a sentar na cama para calçar suas botas.

xxx

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Seria divertido começar tudo aquilo e mais ainda conseguir o que havia planejado com Calleb. Se fosse pra seguir a carta direitinho, ele deveria estar esperando-a na parte de trás da casa dos gritos, o que a levaria a sair pela porta principal, no escuro e arriscando a ser atacada por um animal qualquer. Penou ter que usar suas botas de camurça naquela situação, mas não podia deixar de negar que estava muito empolgada com toda a história. O cheiro do lugar, no entanto, era horrível. Encarou a colega com uma careta e deixou que todos os outros alunos seguissem o caminho escada acima. - Talvez a gente devesse ter trazido perfume. Que coisa...- Uma careta e ela riu pelo comentário da amiga. Era com certeza uma ideia bem maluca e completamente fora do lado racional das corvinas. O surpreendente, no entanto, foi ela não se importar nem um pouco com a possível bronca.

Logo que todos, aparentemente estava lá dentro, ela encarou a amiga e suspirou. - Eu preciso ir lá pra fora encontrar o Calleb... ou ver se ele já chegou. Daqui a pouco eu subo de volta. Aproveita pra ligar o som! – O lugar não estava frio, mas logo que pisou fora da casa dos gritos, ela soube que deveria ter levado um casaco. Sua jaqueta de couro preta poderia ser útil de muitas formas, mas não com ventos tão fortes. Se pegou imaginando se deveria voltar, enquanto contornava a cada a procura de um determinado marujo e mordeu o lábio quando o encontrou. O estilo despojado e de camisa suja, parecia ainda mais atraente. Ele cheirava a cerveja e ela riu. – Oi. – Ao se aproximar, ela pode sentir o hálito e suspirou. – Eu espero que não tenha bebido a minha encomenda. - E logo procurou ao redor, encontrando uma enorme sacola nos pés dele.

Isso seria divertido. - Obrigada de novo por isso... eu meio que não tinha outro fornecedor. – Era um eufemismo, já que ela não tinha qualquer outra pessoa que tivesse acesso a álcool sem ser responsável. A situação, no entanto, a deixou um pouco mais corajosa consigo mesma em estar em torno do marinheiro mais velho. Ela culparia o álcool, mas ainda não havia bebido – então era apenas vontade mesmo. Aproximando-se, levou os lábios até os dele com um selinho demorado. – Vejo você em alguns dias. – A ideia era se afastar e voltar até onde estava acontecendo sua comemoração de formatura, mas ele parecia ter outros planos, os quais ela... não estava nenhum pouco em negar. Ao contrário, se dependesse da morena, aquela noite era memorável de muitas maneiras. Uma pena não poder ser realmente. O que ela não estava esperando era ser puxada de volta, antes de se afastar totalmente e meio segundo depois um comentário sobre suas botas ou maquiagem, ela não assimilou direito antes de ser beijada como um furação. Wow...

xxx


Ela sabia que tinha demorado demais a voltar, ainda mais com batom borrado. O olhar vago enquanto sorria como uma boba por vários minutos. Podia ouvir Kiara perguntando o que tinha acontecido, enquanto ela colocava a sacola de bebidas em uma das mesinhas improvisadas e o rosto da morena ficou ainda mais corado. - É melhor eu falar mais tarde...- Não era uma mentira total, tinha muita gente ali para acabar falando bobagens. Por um segundo, ela escondeu o rosto entre as mãos e sorriu para a amiga com um olhar cheio de significados. Pelo que já havia contado sobre Calleb, era possível que ela imaginasse sozinha o que tinha acontecido naquela meia hora que deveria ter levado apenas dez minutos. De repente, a noite da morena ficou melhor e ainda nem tinha aproveitado a festa direito. Era isso ai. Boa formatura!


Notes: FEEEEEEEEEEEEEEEEEEESTA!
With: Todos os corvinos e quem mais quiser fugir pra festa de formatura improvisada.
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Postado Por: Joyce Dayanne.


Re: Casa dos Gritos

MensagemInglaterra [#190239] por Seth R. Beckhan » 12 Abr 2019, 15:18

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Screaming's Party
Ato #001

    Era noite. Os olhos esmeraldas do sonserino visualizavam seu reflexo mais uma vez, totalizando cerca de vinte e três vezes na última hora. O relógio no pulso marcava a hora exata para o início de uma tradicional “comemoração” clandestina de formatura. Os estudantes que se despediam de Hogwarts sempre encontravam um jeito de comemorar além, obviamente, do típico jantar de encerramento. Era o ano da formatura de nosso protagonista e ele não poderia ficar de fora daquela comemoração. A tal festa ser organizada pela loira dos olhos bondosos que fisgara o coração do rapaz, era um motivo extra para seu comparecimento à Casa dos Gritos naquela noite. Na cama, há poucos metros de Rosier, uma pequena bolsinha de briba com fundo expansível estava repleta de bebidas dos mais variados teores alcóolicos. A maioridade para o sonserino veio conjuntamente a uma série de permissões no qual Seth esperava há muitos anos.

    Preciso ir, Shijima! — Direcionou seu pesado e perfumado corpo para cima da cama, jogando-se em direção a pequena e peluda alva lebre. Um beijo demorado na bochecha felpuda de seu pet foi suficiente para despedir-se – enquanto estava sóbrio. Passou sua grossa mão nas madeixas loiras, conferindo uma última vez que estava tudo em seu devido lugar. Pegou o distintivo de Monitor-Chefe e colocou-o em seu peito. — Uma última noite aproveitando desse poder... — Balbuciou. Por aquele – dentre tantos motivos, a festa deveria valer a pena, ficando marcado na memória de todos os participantes. Amarrou a bolsa de briba em seu punho, com a varinha de freixo bem preso no suporte em seu bolso. Não que fosse precisar utilizá-la aquela noite, mas é sempre bom estar precavido. Tênis, camisa polo, calça jeans... Estava bem causal para a reunião.

    Uma das principais vantagens de ter o Salão Comunal nas masmorras é o fato de poder trafegar para o exterior de forma bem discreta e sorrateira. Beckhan, conhecia bem aqueles corredores e não teve problemas de ir sozinho até o exterior da escola. Passando pelas proteções mágicas e olhos dos curiosos que fitavam o reluzente distintivo em seu peito, e se tivesse qualquer problema poderia usar como desculpa uma ronda – com toda sua autoridade. Pois bem, o loiro estava envolto de uma capa negra que esvoaçava a cada passada dada pelo rapaz. Poucos minutos depois, tamanha sua agilidade e discrição, já era possível visualizar a entrada não tão harmoniosa da Casa dos Gritos, o local sugerido pelo sonserino para aquela comemoração. — E eu achei que elas não iam topar...— Murmurou enquanto adentrava no terreno mórbido da área e cruzava-o em passos largos.

    Ouvindo o som que vinha de dentro daquele velho casebre, Seth foi ousado em golpear com um grande chute aquela porta antiga – que caía aos pedaços. Seu ato, quiçá, chamou a atenção de todos para si. O distintivo reluzia em seu peito, em seu rosto, uma expressão séria e de repreensão. O monitor-chefe adentrou no recinto, sentindo-se fuzilado por alguns olhares. — O PAPAI CHEGOU! — A seriedade deu passagem para o rosto tipicamente festivo e zoeiro do sonserino. O loiro estalou os dedos fazendo com que a pequena bolsa de briba fosse aberta e, magicamente, várias garrafas de bebidas alcoólicas – dos mais diferentes tipos e gostos, levitaram até uma das mesas vazias. Apoderou-se de um copo branco-perolado em formato de caveira que continha uma de suas bebidas preferidas: Bloody Mary.

    O som retornou ao seu volume original e todos voltaram a curtir. O formando passou o olhar rapidamente por toda extensão do recinto em busca de uma única pessoa. Não foi difícil encontrá-la tamanha beleza no meio daqueles mortais e, no instante em que bateu o olho na formanda da Corvinal, o inglês sentiu seu coração acelerar. O ar tornou-se pesado. — Ela é perfeita! — Sussurrou abrindo um largo sorriso quando seus olhos esmeraldas encontraram-se na imensidão azul de Kiara. Não disse nada, apenas aproximou-se silenciosamente, passando seu braço esquerdo pela pequena cintura da corvina, puxando-a o mais próximo que podia de seu corpo. Colou-a a si, tacou-lhe um intenso, caloroso e delicado beijo. Aqueles lábios tão desejados pelo nosso protagonista. — Senti sua falta... — Sorriu alguns minutos após desgrudar da garota. — Então, vamos brindar? — Ergueu o seu copo de caveira sugerindo um brinde coletivo.

    With: Kiara Reid Fitzpatrick;
    Tagged: Outros presentes;
    Notes: É... Seth, é. Qualquer interação é Bem-Vinda. Só chamar no probleminha!
    Music: Crazy, Gnarls Barkley

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Itens Utilizados:

  • Animal: Coelho

    Usou um Animal: Coelho.

  • Bloody Mary

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