Dados Básicos do Fórum:

Na Zonko's não citamos nenhum dos personagens dos livros ou filmes. Vivemos no mundo mágico, mas nem Harry Potter, Voldemort, Dumbledore, Comensais da Morte e etc. existiram em nosso mundo, com isso você não pode usar nenhum sobrenome dos personagens dos filmes ou livros. O fórum encontra-se nos dias atuais, no ano de 2013 d.c. e as condições climáticas variam de dia para dia e de tópico para tópico, conforme você poderá observar. O nosso período letivo dura oito meses contando com as férias. Nossos adultos recebem por dia de presença e seus tópicos em ON lhe renderão pontos e goldens (nossa moeda). Você nunca poderá interpretar a ação de outro personagem (salvo com autorização), mas poderá interpretar livremente o seu personagem (seja sempre coerente), lembrando que toda ação possui uma reação. A capital do Mundo mágico está localizada em Vaduz, Liechtenstein.

Últimas publicações do Livro Vermelho:

Título Autor Visitas Data
Diário do Josh - Últimos dias antes da escola. Joshua P. A. Nolan 2352 17/01/2019 às 14:12:01
Chegada à Durmstrang Mihail Weylin 1869 22/11/2018 às 21:19:24
É LUFA - LUFA!! Oh Ha Na 2282 08/09/2018 às 21:24:13
Indo para Hogwarts! Oh Ha Na 2036 08/09/2018 às 21:20:17
A súcubo do Apocalipse Lilith Ambrew 1989 08/09/2018 às 12:11:11

Central de Ajuda Zonko's:



Entre em contato por: [email protected]

Casa dos Gritos

Moderadores: Chefes de Departamento, Confederação Internacional dos Bruxos, Ministério da Magia, Special Ministério da Magia

Re: Casa dos Gritos

MensagemRussia [#194305] por Alik Yuriev » 31 Ago 2019, 19:55

  • 17 Pts.
  • 18 Pts.
  • 23 Pts.
    Seria irônico dizer que sabia controlar mais meu próprio corpo que muitos adolescentes da mesma idade mesmo sendo muitas vezes o próprio exemplo de impulsividade e descontrole? Pois.
    Mas ridiculamente era essa habilidade que me permitiria pensar e imaginar tudo que havia imaginado durante aquelas minutos fantasiando idiotices com um sorvete e logo em seguida poder levantar e ir embora andando sem passar vergonha. Para ser sincero conscientemente não havia parado para pensar no quão estranho poderia parecer ter duas pessoas diferentes habitando ali, dentro de mim, isso porque ser outra pessoa se tornara algo simples de fingir. Precisava vestir tantas vezes aquela roupa que já havia me convencido que fosse outro Alik presente nas horas necessárias e que precisaria evocar muitas vezes mais.

    - Você não tinha medo na primeira vez que pisamos lá? A maioria dos alunos estavam com medo.- Dei de ombros desviando automaticamente os olhos em direção a casa ao longe junto com o gesto do mais novo, saindo completamente de meus devaneios anteriores, estreitando levemente os olhos na direção da casa antiga sondando cada palavra do mais novo. - E o que você vai fazer? Gritar até assustar os visitantes?- Voltei os olhos em direção ao mais novo novamente desta vez me levantando e indo em sua direção. -Aquele lugar deve estar realmente vazio... E se não encontrarmos nenhuma fada para te morder e assim eu me vingar por aquela aula?- Estava próximo o suficiente para segurar a mão do ruivo com o sorvete e levar aos meus lábios não o sorvete em si, mas a mão do mais novo, lambendo seus dedos saboreando não o gosto estranho entre doce e ácido do limão e sim o vermelho do rosto do outro talvez efeito do gelado do sorvete que lhe deixara a boca contornada e vermelha.

    - Vamos. Um passo para trás e podia assim puxar o mais novo para que se colocasse de pé. Havia um caminho relativamente longo com grama alta não aparada por anos até que alcansacemos a antiga construção com a certeza de que ninguém nos veria.

    Nunca mais havia voltado a entrar naquela casa em ruínas, mas confesso ter estado algumas vezes naquelas trilhas que levavam até o local acompanhado não para ficar olhando uma casa velha e por experiência sabia que aquele seria o último ponto que a maioria dos alunos visitavam depois do próprio vilarejo e suas lojas e em um dia como aquele muitos ainda estariam entretidos, porém não por muito tempo. - Vai amarelar agora?- Já estava a alguns passos abrindo o portão de madeira ressecada que separava os terrenos da casa do outro lado da estrada, olhando por sobre os ombros Uri ainda parado no mesmo lugar.

    Me certifiquei de entrar primeiro na casa assim que alcançamos a porta, pisando mais forte que o normal a cada passo para certificar que a madeira não cederia abaixo dos nossos pés. Não recordava tanto quanto pensava daquele lugar e claramente apesar da história popular e mais conhecida dizer que estaria abandonada a centenas de anos o estado de conservação da casa era ótimo internamente apesar das inúmeras camadas de poeiras que havia sobre alguns móveis. - Fique perto.- Não era medo dos famosos fantasmas e sim de que houvesse algum bicho escondido ali que pudesse vir a machucar o ruivo que me fizera segurá-lo literalmente pela mão atrás de mim enquanto avançava por entre os corredores, abrindo cautelosamente cada porta pelo caminho fazendo por vezes ecoar o ranger alto das dobradiças secas.

    - Vai começar a gritar agora ou quer que eu te avise quando houver platéia lá fora?- Sussurrei entre um meio sorriso e sem esperar exatamente uma resposta do mais novo o puxei para dentro do próximo cômodo apertando-o num abraço e calando seus lábios com um beijo sedento de saudade, de verdade.

    No castelo podia abraçá-lo afinal éramos irmãos, mas não daquele jeito, não com tanta liberdade e fora um deslize ou outro mais arriscado em alguns locais raríssimas vezes, não havia voltado a tocá-lo e doía internamente tê-lo ao lado e ainda assim ser restrito a tudo, analisar e medir cada gesto para nada parecer suspeito mesmo que suspeitar daquele tabu fosse algo que ninguém de fato faria, mas sabe como é? Quem deve sempre tem medo.
    E se não fosse ele talvez continuasse tão relapso quanto era antes, mas era do Uriah que estávamos falando e Merlin sabe o medo que sentia de que de alguma forma um simples gesto fizesse alguma fofoca surgirem e então algum professor ou outro funcionário intrometido e então ele... Nosso pai, ouvir algo da escola.

    - Estou com saudades, Uri. Com tanta... saudade.- Sussurrei em nossa língua mãe em meio ao protesto do mais novo ao morde-lhe o lábio inferior, colando nossas testas juntas e apertando sua cintura entre meus braços ainda envoltos nele como se para segura-lo perto.
    Não se tratava apenas de sexo (coisa que até então havia acontecido só na viajem durante o verão mesmo), mas de ter e compartilhar o que antes trocavamos em carta, da sensação de compreensão, de ser entendido.

    Mas óbvio que também estava sedento pelo seu calor, seu cheiro que me atormentava dias afins como se ele fosse um lago cristalino de água fresca e eu um viajante no deserto e na maioria das vezes havia um muro alto de grades que não me permitia beber do lago me fazendo lamentar e definhar. Porém naquele momento não havia grade, não havia o risco de alguém nos ver ou saber quem éramos, nenhum professor, aluno ou quadro estúpido a espreita.

    Só... O lago e eu.



Fala; Fala outros; Pensamentos; Narração.
Interagindo: Uri Yuriev.
Off: Nem eu entendo esse menino , mas né..? .lixa
Imagem
Alik Yuriev
5° Ano Ravenclaw
Avatar do usuário
Francisco Lachowski
 
Reg.: 07 de Oct de 2014
Últ.: 01 de Sep de 2019
  • Mensagens: 304
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Masculino

Rolagem dos Dados:
  • 17 Pts.
  • 18 Pts.
  • 23 Pts.

Postado Por: Jack.


Re: Casa dos Gritos

MensagemRussia [#194504] por Uri Yuriev » 08 Set 2019, 21:10

  • 16 Pts.
  • 19 Pts.
  • 14 Pts.
CONTEUDO SUGESTIVO, LEIA POR RISCO PRÓPRIO.

Sticks and stones may break my bones
_________________________________

But chains and whips excite me ~
Parte II


- Claro que a maioria estava com medo, nós éramos do que? Segundo e terceiro ano? Primeiro? Eu achava que era algo aterrorizante.– Rebati, bufando brevemente diante da provocação, erguendo levemente o rosto numa atitude que eu só poderia explicar como pura e simplesmente esnobe. Um sorriso repleto de segundas intenções se fez presente de maneira quase instantânea no meu rosto, seguido por um simples dar de ombros quase inocente. – Se eu tiver motivos pra gritar...– Deixei que aquelas palavras flutuassem no espaço entre nós, deliciando-me com o sabor azedo do sorvete quase no fim. – Por quê? Quer me morder?

Talvez eu devesse aprender que toda ação tem uma reação. Era óbvio que minhas provocações, nesse quesito, não seriam vazias e teriam retaliação... como acontecia agora. Senti o rosto queimar e a voz fugir de mim, mordendo levemente o lábio inferior com um suspiro, os pelos se eriçando na minha nuca seguidos de um arrepiar delicioso daqueles que te faz querer mais. – T-tá...– Deixei escapar, baixinho, terminando o sorvete com algumas mordidas, seguindo-o rapidamente, lambendo os dedos melados antes de tentar limpá-los com o resto do guardanapo que trazia no bolso. –C-calma, Alik... Eu vou acabar tropeçando... – Lembrei suspirando.

Parei, recuperando o folego por alguns momentos. Sabe, uma coisa era tentá-lo e provocá-lo dessa maneira, outra era ele comprar e aceitar aquelas investidas e, bem, retribuir. Hesitei durante alguns momentos, ideias do que poderia acontecer entre quatro paredes avançando a uma velocidade incrível em minha mente. Sentia o estomago se agitar, como se milhares de borboletas tentassem perfurar um buraco em minha barriga para sair de sua prisão. – A-amarelar? – Gaguejei, deixando meu nervosismo escapar sem querer. – Claro que não, por quê? Você quer desistir? Medo das fadinhas, Alik? – Brinquei, forçando aquele nervosismo goela abaixo. Me adiantei, seguindo a forma borrada deste.

-Não precisa pedir duas vezes... – Sussurrei em resposta, apertando-lhe os dedos de leve entre os meus. Diferente do exterior, a casa em si tinha uma iluminação tênue que dificultava a minha vida, ali dentro eu era literalmente cego e pouco conseguia discernir além de um ponto ou outro de luz. Mesmo a visão periférica, menos afetada pela doença, não era capaz de me dizer muito sobre o lugar além de aumentar a aura assombrosa. Meu coração batia forte no peito a essa altura e cada pisão que Alik dava me fazia tremer de leve com um breve susto.

-P-pensando melhor eu acho que... – Minhas palavras foram interrompidas por um tropeço e quase queda, silenciadas de imediato por lábios quentes e macios e o raspar áspero de um rosto que parecia querer crescer uma barba. Fechei os olhos de imediato, apoiando brevemente o peso do corpo no mais velho, encontrando novamente meu equilíbrio e abraçando-lhe o pescoço, mesmo que tivesse de me esticar um pouco e ficar na ponta dos pés para isso. Queria manter aquilo para sempre, de modo que abrir os lábios foi um gesto automático. Queria mais. Era engraçado como certas coisas faziam falta depois de conhecidas.

Pensando desta maneira, acho que era certo dizer que queria ter continuado inocente por mais tempo, ai – talvez – não estaria sofrendo tanto quanto agora. Vivendo por migalhas, me atirando em cima de cada toque, aproveitando ao máximo cada instante roubado. O ar me escapou com um choramingar baixo assim que aquele beijo – tão desejado – fora findado. Um gemido baixo encontrou seu caminho entre os lábios agora desocupados. Assenti debilmente em resposta, me deixando levar por aquele sentimento que me ocupara a mente antes, mais cedo durante o verão. – Da*... – Disse baixinho. –Eu também... eu também...- Abaixei as mãos.

Apoiei meu corpo novamente contra o dele, apertando-lhe os braços de leve antes de levar os dedos gentilmente ao rosto do outro, acariciando lhe as bochechas com cuidado, deslocando o rosto para roubar-lhe um novo beijo, mais calmo, mais rápido. –E-eu consigo ficar quieto, s-sabe disso...– Murmurei, sentindo o rosto queimar. Era um convite imprudente e eu sabia disso, não só era aquela casa um lugar... bem.... publico, mas também não exatamente salubre. O que conseguiríamos ali? Joelhos esfolados e uma nova rodada de anti-tetânica? Voltei a lhe abraçar o pescoço, acariciando gentilmente o cabelo da nuca. Talvez o banho fosse um local mais propenso.

Sentia meu coração martelar no peito, talvez isso fosse um motivo a mais para pressionar tanto o corpo contra o dele. Queria que ele sentisse aquilo também... –Eu preciso tanto de você...– Proferi por fim, os lábios roçando contra os dele no desespero de não querer me afastar. Do que tinha medo? Que aquele momento se despedaçasse em uma nuvem de poeira? –O tempo todo... as vezes, de noite, eu penso em você e... – Pausei, o rosto mais vermelho que nunca, “E preciso trocar o pijama” era como aquela frase teria continuado, preferi deixar aquela informação ao vento.

-E eu queria ter um lugar assim, sem ninguém... só a gente... pra fazermos o que quisermos...


O que o garoto 'vê', -O que o garoto ouve-, -O que o garoto diz- e o que o garoto "pensa" .
Tagged:-
Interagindo com: AlikU
Notas: Uri, sossega essa periquita.
*Da = Sim (Russo)
Imagem
Uri Yuriev
4° Ano Ravenclaw
Avatar do usuário
Maksymilian 'Max' Barczak
"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos." - O pequeno Principe
 
Reg.: 26 de Jun de 2016
Últ.: 09 de Sep de 2019
  • Mensagens: 116
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Masculino

Rolagem dos Dados:
  • 16 Pts.
  • 19 Pts.
  • 14 Pts.

Postado Por: Todd (ou Nescau, se preferir).


Anterior

Voltar para Hogsmeade

Quem está online

Usuários navegando neste fórum: Nenhum usuário registrado e 1 visitante