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Cabeça de Javali

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Re: Cabeça de Javali

MensagemBelgica [#199081] por Liam Hall-Olson » 11 Abr 2020, 00:16

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Lava. Enxuga. Guarda.
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O mantra era entoado de forma quase que canônica pelo jovem esguio e mal amanhado, cujas mãos trabalhavam de forma incessante na missão, talvez tamanho desespero nada mais fosse que a tentativa em calar os barulhos que o mantinham acordado todas as noites... As engrenagens que pareciam seduzi-lo ao crime que ele não se encontrava disposto a cometer, por mais atrativo que o fosse. A verdade é que o jovem Vásquez definhava a cada dia, olheiras profundas nublavam os olhos perfeitamente azuis como um dia de verão, tornando-os acinzentados e perigosos como uma tempestade em meio ao oceano, as vestes, em geral, folgadas, agora pareciam pertencentes a um gigante, de tão incompatíveis com a magreza do menino, combinando perfeitamente com os cabelos emaranhados e cheio de pontas soltas para todos os lados.

Em suma, Théo Vásquez era o reflexo de seu próprio interior turbulento e exaustivo, cheio de incertezas, curiosamente, mesmo com tantos sinais, tudo o que as pessoas ao seu redor conseguiam realmente ver era o sorriso leve e as piadas levemente sem graça, mas que cumpriam o seu papel em arrancar gargalhadas. Talvez essa fosse sua sina, afinal, pensava ele, entreter os demais sem nunca conseguir a felicidade... Ele considerava justo, inclusive, depois de tudo o que tinha feito, estar vivo já lhe parecia uma vitória, ou seria um castigo? Théo não saberia responder, ou simplesmente não desprendida energia o bastante para fazê-lo.

Toc. Toc. Toc. Toc. O barulho repetitivo confundia-se aqueles emitidos por sua própria mente e o mantra doentio que ele não parava de repetir, de modo que sua atenção continuava longe demais para perceber que havia uma coruja bicando a janela a sua frente, ignora-la, possivelmente não foi o movimento mais inteligente, visto que ela, inconformada, encontrou uma forma - Merlin sabe como - de adentrar o recinto, passando a bicar a orelha, os cabelos e as vestes do jovem loiro, cuja concentração, mais uma vez, o atrapalhou, somente despertando do mundo dos pratos brilhantes quando sentiu o fino tecido de sua camisa ceder, rasgando, revelando suas costas extremamente alvas e levemente esqueléticas.


- Aiiii... -Choramingou, levando os dedos até a orelha quente de tanto ter sido beliscadas, demorou alguns minutos até que os olhos acinzentados finalmente encontrassem a origem de seu sofrimento, fazendo com que pulasse para o outro lado, encarando o animal de forma fixa, como quem observa ao fantasma do avô falecido no verão passado."Respira Théo, não pira", repetiu para si mesmo, levando os dedos até o próprio braço, dando um não tão leve beliscão no mesmo.- Aiii -Reclamou, novamente, fazendo um sinal de espere para a coruja, respirando profundamente, dobrando o próprio corpo em uma tentativa quase infantil de controlar as batidas alucinadas de seu coração maltratado.

- Então, errrr... Dona coruja -Começou, aproximando-se lentamente do animal, cujo olhar não vacilava em um único segundo, mantendo-se severo e ameaçador, lembrando-lhe muito o de seu professor favorito.- Eu não quero ser chato e sou tipo muito grato pela visita, mas eu não tenho mais contato com isso, sabe? Então, err... -O olhar do animal agora parecia lhe perfurar, de tão intenso, fazendo com que ele tremesse, sua voz saindo completamente falha e inconstante.- Você pode voltar e ser feliz (?)-A última palavra foi falada tão baixo que não passou de um fio, algo quase inaudível.- Não? -Questionou, incerto, levando a mão até a nuca, começando a caminhar para uma viela onde as meninas que trabalhavam no bordel normalmente fumavam.

- Tá bom, tá bom -Anunciou em sinal de rendição, colocando as mãos para cima, recolheu a carta, enfiando de qualquer forma no bolso traseiro de sua calça.- Pode ir agora, não posso deixar que ninguém te veja, carinha -Tudo o que recebeu foi um olhar severo, indicando que não sairia até que ele efetivamente lesse o conteúdo da carta, aquela era uma coruja bastante severa e determinada e Théo começava a perceber isso, tanto que preferiu não discutir, voltando a pegar a carta o mais rápido possível, apenas passeando os olhos pela mesma.



Olá, Théo
Tempos que não nos vemos, não é mesmo? Eu sei que deve estar se perguntando o motivo de só lhe escrever agora, já que claramente venho acompanhando sua vida desde que saiu de Hogwarts, ou deveria dizer foi forçado a o fazer? Sinceramente, esperava que eventualmente você encontrasse o seu próprio caminho, como vejo que não vem sendo o caso ( e eu não sou exatamente a pessoa mais paciente do mundo) peço que me encontre no cabeça de Javali no dia 13 de abril, estou mandando as passagens e esteja certo que Thanatos não vai deixar que não compareça.
Abraços cordiais.


Théo encarava o conteúdo da carta absolutamente perplexo, nada no mundo teria o preparado para aquele momento, seu olhar vacilou entre a carta e a coruja, que aparentemente se chamava Thanatos, e não teve dúvidas de que ela realmente não o deixaria em paz, até que tivesse feito o ordenado, para além disso, não poderia negar que a curiosidade antiga havia sido cutucada, quem sabe até mesmo despertada, levando-o a caminhar quase que mecanicamente até o seu quarto.- Thanatos, hã? Me espera aqui e não faça nenhum barulho -Implorou, pouco antes de deixar a viela pútrida que antes era cenário de sua leitura.

O odor do cigarro barato parecia ter inundado a alma do próprio jovem, visto que mesmo após o seu distanciamento, encontrando-se embaixo do chuveiro, ele ainda conseguia sentir aquele cheiro impregnando suas narinas. Inconscientemente, ele esfregava cada parte de seu corpo, em uma tentativa quase débil de limpar seu corpo das marcas deixadas pela podridão daquele lugar. Não era sobre os corredores escuros, ou a viela fétida, ou ainda os cheiros fortes e constantes... Era o conceito de um espaço onde a própria vida humana era o 'objeto', eram as bebidas ostentação servidas em meio ao salão enquanto as meninas precisavam de esconder para tomar um gole de vodca feita no quintal da casa com coisas que ele preferia nem ao menos saber, pois certamente o fariam vomitar, além de temer pela vida daquelas pessoas.

Minutos ou horas depois o jovem já não aparentava ser tão pálido, ou desgrenhado, os cabelos ainda estavam um pouco maiores do que ele gostaria e certamente necessitavam de um corte, a magreza era tão perceptível quanto antes, mas os olhos, esses pareciam ter recebido uma forte carga de adrenalina, possuindo brilho para iluminar toda a Bélgica. O azul cintilante agora destacava o sorriso branco e bem alinhado, concedendo-lhe o que até mesmo poderia ser chamado de beleza, o que provavelmente era o principal motivo para ser evitado, afinal, em uma lugar onde o principal produto era o sexo, ser belo passava longe do almejado. Théo, esperto e maroto como Lara o era, se esquivou quase imperceptivelmente, pegando algumas vestes mais legais, jogando em uma bolsa e correndo na direção da viela, abandonando apenas as lágrimas e incertezas.


- Olha só carinha, você vai ter que confiar em mim, uma coruja por aqui chamaria muita atenção, você me encontra na próxima estação, beleza? -Confirmou, recebendo uma bicadinha carinhosa no lóbulo de sua orelha, fazendo com que ele sorrisse, acariciando as penas delicadamente.- Eu sabia que no fundo você era um amorzinho, Thanatos -A felicidade era tão palpável quanto a carta que repousava no bolso de suas vestes, uma armadura valida perante tantos horrores que vinha presenciando.


...

- Oi, eu sou o Théo... -"Não, não, você tá parecendo ridículo, cara".Repreendeu-se, voltando para o beco escuro, onde já se encontrava há pelo menos duas horas treinando como se aproximaria da pessoa que escreveu a carta.- Théo Vásquez, mas pode me chamar de perfeição -Piscou, colocando um dos dedos para frente como quem se acha a última bolacha do pacote."Não, pelo amor de Merlin, não", no fundo, ele sabia que seus pensamentos estavam corretos e ele mesmo fugiria se alguém se apresentasse daquela forma para si.""- Perfeição é? -"" A terceira voz, que definitivamente não era sua, ou dos seus pensamentos, invadiu seu sistema auditivo fazendo com que ele desse um pulo, indo parar do outro lado do beco, batendo com a cabeça na parede de forma bastante audível.

- Que susto, cara -Levou as mãos peito, encarando a pessoa a sua frente, sentindo sua respiração falhar miseravelmente... E se aquela pessoa fosse a que mandou a carta?"Meu pai, não acredito que paguei esse mico", pensou, incerto, tentando controlar a própria respiração de forma constante, segurando os vários surtos internos que começavam a se desenvolver em sua mente.- Depende de quem pergunta, não é mesmo? -Piscou, sentindo as bochechas se tornarem rapidamente rubras enquanto se apoiava na parede suja, esperando que ela pudesse lhe proteger de si mesmo e das muitas piadas ruins que sua boca teimava em soltar.



Espero que curtam
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Liam Hall-Olson
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Re: Cabeça de Javali

MensagemEstados Unidos [#200014] por Scarlett Adams » 22 Abr 2020, 00:40

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                Sendo uma pessoa que vivia entre os trouxas, Scarlett provavelmente estava sendo uma das pessoas que mais estava aproveitando aquela falha de magia em alguns pontos do castelo, afinal, sem a interferência mágica, a tecnologia poderia muito bem ser utilizada. Assim que se deu conta desse fato, a docente logo pediu para que Abraham fosse atrás de seu celular, afinal, aquele seria um meio muito mais eficaz de se comunicar com Taylor do que as clássicas cartas. Tinha aproveitado justamente para fazer aquilo assim que saiu do jantar, gastando uns bons minutos para descobrir o que a irmã mais nova estava fazendo da vida. E agora que tinha cumprido sua tarefa de familiar responsável, estava pronta para descansar. Ou não, já que tinha acabado de colocar o pijama e se jogar na cama, quando escutou batidas em sua porta.

                – Já vou. – afirmou, esboçando um semblante confuso com a situação, afinal, o que poderia ser? Antes mesmo que chegasse a se levantar, escutou a voz do diretor. Será que deveria trocar de roupa antes de abrir? Seria um tanto conveniente, já que né… Mas e se fosse alguma situação urgente? Perder tempo por conta de algo tão fútil poderia ser crítico. Pensando nesse último ponto, seguiu direto para a porta. – Estou sim, só um instante. – respondeu, tendo que gritar para se fazer ser ouvida. E assim que escutou que ele queria apenas conversar, logo se arrependeu por não ter se trocado antes. Onde já se viu, ficar de boas com uma pessoa, ou melhor, um príncipe, com ele todo arrumado e você com seu pijama de pufoso?! Só que agora seria estranho pedir para o outro esperar. Então, teve que se conter com colocar um roupão e esconder a maior parte do corpo atrás da porta ao abri-la.

                – Olá. Está tudo bem? – questionou, abrindo um sorriso tranquilo, esperando que, pelo menos, não estivesse descabelada por ficar deitada uns dois minutos. – Pode ficar tranquilo. – falou, afinal, não estava dormindo e nem nada do tipo, então realmente não tinha sido um grande problema. – Claro, posso te acompanhar sim. E sinto que vou ter que aceitar a proposta sobre me arrumar, já que bem, pijama pode até ser tendência em alguns lugares, mas nesse frio… Assim não dá. – respondeu, dando uma risada. Com a deixa, deu um último aceno antes de fechar a porta e procurar entre seus pertences roupas suficientemente quentes e confortáveis, além de aceitáveis, afinal, era apenas um passeio por um vilarejo, porém com uma pessoa importante. E para não ficar com a cara de cansada de sempre, passou uma leve camada de maquiagem e deu uma ajeitada nos cabelos. Nada extravagante, nem desleixado demais.

                – Bom, já podemos ir. – afirmou assim que tornou a abrir a porta do quarto, dispondo-se a caminhar junto a Nikolaus em direção a Hogsmeade. Considerando a hora, o percurso estava um tanto vazio, o que era bom de certa forma, mas, apesar disso, foi apenas quando chegaram no vilarejo que foram conversar melhor. – Eu que agradeço o convite. É sempre bom sair um pouco da rotina e dos limites do castelo. – respondeu, abrindo um sorriso. Tinha gostado das palavras escolhidas por ele, afinal, animar e encorajar se encaixava bem com seu estilo de vida, era bom inspirar aquele tipo de coisa, portanto. E, aparentemente, não estava inspirando apenas aquilo. A pausa por si só não foi inesperada, a pegada na mão que sim, bem como o elogio. Ou não. – Obrigada, mas convenhamos que isso era o mínimo, tinha que tentar chegar no seu nível. – disse, gesticulando para enfatizar ainda mais aquele fato. Sendo o príncipe que era, o diretor sempre poderia ser visto todo arrumado.

                – Se quer saber, acho que o seu problema não começou desde que assumiu a diretoria de Hogwarts. Deve ser um tanto complicado passar despercebido tendo nascido como membro da realeza. – comentou, deixando que uma risada lhe escapasse enquanto era conduzida até o banco de pedra. – É uma boa visão. – afirmou, sentando-se de frente para o castelo, parecendo tão normal quanto sempre, embora não fosse bem assim. Chegou até a pensar que aquela conversa tivesse algum tipo de relação com os problemas da escola, mas assim que escutou as perguntas do loiro a respeito de sua vida, sentiu o rubor tomar conta de seu rosto. Com sorte, poderia até culpar o frio por isso caso fosse algo notável. Mas sendo a pessoa que era, é claro que levou aquilo numa boa, não deixando que uma possível timidez a atrapalhasse naquele momento.

                – Merlin, se esse é o tipo de entrevista, não quero nem imaginar o cargo que poderia assumir. – brincou, porque é claro que nenhum tipo de ambiente profissional faria perguntas daquele tipo, não se fosse de fato sérios. – Mas tudo bem, farei apenas porque também vai chegar o momento da “vingança”. – comentou, afinal, segundo o outro, ela também teria o seu momento para fazer todas as perguntas que desejasse. – Vamos lá… Fora daqui eu tenho família sim. Inclusive, não sei se lembra da minha irmã, Taylor, que até chegou a estudar aqui na escola por um ano. Sem contar que não é só “fora” que tenho família, já que a Serena está aqui também. – disse, fazendo uma pausa para ponderar se tinha mais algum familiar que merecia ser mencionado. – Ok, também tenho amigos, afinal, quem não tem, certo? Mas confesso que o contato com a maior parte deles não é mais o mesmo, ainda mais agora que temos empregos e responsabilidades. – respondeu, pensando que realmente seria bom reunir geral assim que estivesse de férias.

                – E não, sem romances. – afirmou, por fim. Não seria conveniente dizer mais do que aquilo, certo? Não poderia dizer que ainda estava completamente livre de qualquer tipo de sentimento por Sean, porque havia um mínimo, talvez por pura nostalgia, mas, de qualquer forma, o fato era que não havia um romance entre eles. Não mais e provavelmente nunca mais. Ou seja, o melhor seria esquecer tudo, da mesma forma havia feito ele esquecer com um simples feitiço, e seguir em frente. Não só era o que almejava, mas também o que merecia. – Agora, tem mais alguma coisa que queria saber? Meu currículo escolar, talvez? Ou pode-se dizer que já estou aprovada? – perguntou, com um tom de brincadeira. – Além disso, podemos beber alguma coisa e sair do frio para enfim trocarmos os papéis? – questionou, já se levantando e oferecendo a mão para Nikolaus.

                – Eu sei que você falou Três Vassouras, mas o Cabeça de Javali tem uns drinks muito mais interessantes. – comentou, já puxando o outro rumo ao bar, que, inclusive, estava mais parte do local onde se encontravam. – Até porque, nem só se cerveja amanteigada se vive, não é mesmo? – continuou, abrindo um sorriso com a cena toda. Assim que cruzaram a entrada da taverna, teve a certeza de que aquela tinha sido uma boa ideia só de não ter mais que lidar com o vento gélido. – Me vê uma Margarita da Prosperidade, por favor. – pediu para a atendente assim que se aproximou do balcão, não precisando pensar muito, já que aquela era uma de suas favoritas. – E não se preocupe, já estou pensando no interrogatório. – disse, agora direcionando-se a Nikolaus.

                – Obrigada. – agradeceu assim que a bebida lhe foi entregue pouco tempo depois. – Aquela parece ser uma mesa boa. – falou, apontando para um lugar vago mais no canto da taverna. No caminho, aproveitou para dar o primeiro gole no drink, já começando a sentir a alegria característica tomar conta de seu corpo. Acomodando-se, olhou bem para o rosto do loiro antes de prosseguir. – Acho que a primeira pergunta que me vem em mente é: o que você costuma fazer quando não está na escola? – verbalizou, pensando um pouco sobre aquilo até abrir um sorriso. – Com o que gosta de se divertir? Como é a vida além do cargo de diretoria? E para terminar essa primeira bateria de perguntas: qual foi a coisa mais louca que já fez e qual tem mais vontade de fazer? – indagou, aumentando mais ainda a expressão de diversão que carregava. – E nem adianta reclamar, você se meteu nessa sozinho. – comentou, piscando na direção do belga antes de assumir uma postura clássica de quem estava prestes a escutar, com as mãos unidas e os braços apoiados na mesa.


With: Nikolaus Marcus Lothringen
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Re: Cabeça de Javali

MensagemBelgica [#201331] por Nikolaus Marcus Lothringen » 08 Mai 2020, 19:58

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Sair da rotina…

... Novos acontecimentos!

#Sexagésimo Oitavo Post!


Sair da rotina, não seguir um padrão e simplesmente, deixar a situação te levar. E fazer isto em uma ocasião não tão formal assim e, na companhia de alguém que te faz bem... Sim, esta é a atual situação de Nikolaus Marcus Lothringen que chamou Scarlett Adams para estar ao seu lado por algumas horas – Olha, acho que podemos dizer que as perguntas se encerraram por enquanto. – respondeu em tom divertido. Esperava ficar cada vez mais próximo da estadunidense – E... Okay, eu concordo com você, está frio, precisamos de algum drink diferente, vamos para o Cabeça de Javali, parece ser uma boa. – o importante era o momento, aonde estaria, não importava muito. Nesta situação, o belga se entregou à sugestão da jovem e a acompanhou “Gostei.” um sorriso bobo pôde ser visto no rosto do diretor de Hogwarts, fazia muito tempo que não passava por uma situação de proximidade com alguém, como a que estava agora. Então sendo guiado pela amiga, a seguiu até o estabelecimento em que ficariam por mais algum tempo.

- Margarita da Prosperidade? – uma feição pensativa tomou conta de Nikolaus. Realmente eram drinques novos para ele – Acho que vou do mesmo, deve ser bom. – sair do tradicional as vezes é bom e Scarlett estava ajudando com louvor o belga a fazer isso. Pedidos feitos, bebidas em mãos, a dupla seguiu para uma das mesas do Cabeça de Javali. Adams parecia estar realmente curiosa tanto quanto para saber um pouco mais sobre o príncipe belga. A primeira bateria de perguntas foi feita, o diretor deu uma risada do último comentário, logo após, bebendo um gole da bebida – Sabe... Esse drinque realmente é bom, você aparentemente deve gostar bastante, não? – indagou percebendo que a jovem já estava até mesmo um pouco mais alegre pelo líquido que ingeriu – E sim, admito. Eu quem me enfiei nessa. – por alguns segundos, passou a mão em seu cabelo, pensando por onde começar a responder. Até que respirou fundo e deu início às respostas – Bom, o que eu costumo fazer quando não estou na escola? Como você deve saber, faço parte da realeza belga. Não que seja algo que me vanglorio sobre... – tentou deixar bem claro esta parte, pois ao contrário de muito membro real, o loiro não fazia questão de expor esta parte da sua vida. Mas como estava criando proximidade com alguém, não via mal em contar um pouco mais sobre ele mesmo.

- Então é claro, acabo me envolvendo muito com os deveres reais da Bélgica. Protocolos, reuniões e coisas nesse sentido. Não é algo que me prendo muito, mas parte das minhas férias, envolvem isso... – uma pausa, mais um gole da Margarita da Prosperidade e um pouco da alegria também tomando conta de si. Deu continuidade então, admirando os olhos da jovem lhe encarando – Depois disso, tenho uma mansão em Marselha, na França. Vivo sozinho lá... Se um dia você for visitar, e espero que vá, verá que tem bastante natureza, muito verde... Gosto muito de caminhar, praticar algum tipo de esporte fora de um castelo ou minha casa, no fim, procuro sempre estar ao ar livre. Leio bastante também, procuro sempre aumentar o conhecimento com base na leitura. Talvez eu tenha sido um bom aluno da Corvinal? – brincou com o fato da amiga ser diretora desta casa. Descontraindo um pouco, deu sequência – Bom e claro, pratico muito exercício físico, ter servido a marinha belga me fez ser assim. Então vez ou outra, me encontrará correndo ou algo assim nos arredores da minha casa. – por alguns instantes parou, olhou para a bruxa à sua frente e comentou – É, realmente parte da minha vida fora do cargo de diretor, não envolve tantas pessoas não. Minha família, amigos próximos da marinha, Anne, a diretora de Durmstrang... Mas dizer que tenho muitos amigos pessoais, não... Tento viver uma vida não muito mágica fora daqui. – e por alguns instantes, ficou em silêncio, tomando mais um gole da bebida. Não costumava contar muita coisa de sua vida para os outros, mas Adams estava conseguindo algo que muita gente não conseguia de Lothringen e, sem saber, acabava de ganhar total intimidade com o diretor.

Aproximou-se um pouco mais da jovem de cabelos rosas e continuou para a última pergunta – Algo fora do normal que eu tenha feito? Sabe, servir a marinha belga como médico não é algo fácil não... Aliás, você sabe desse meu histórico, não é? – questionou mas não deu espaço para resposta – Bom... Posso dizer que eu era da equipe de resgate e não ligava muito pela proteção que me envolvia por ser príncipe, já me enfiei em cada uma para resgatar soldados, principalmente em alto mar. As vezes até já usei um pouquinho da magia, mas em geral, gostava das coisas bem ao modo trouxa mesmo.. Sabe? Usar equipamentos de resgate, nadar até o lugar, evitar que abatessem pessoal nosso... A Bélgica não se envolve muito em guerras, mas a patrulha marítima era complicada. Tive bons momentos como militar... – suas últimas palavras soaram em tom saudosista. Mas a última pergunta feita por Scarlett veio bem a calhar, foi aí que Nikolaus se remexeu, tomou uma certa postura mas continuou perto de sua companhia – O que mais tenho vontade de fazer? – ficou em silêncio olhando para os olhos da estadunidense – Com todos esses protocolos, minha vida militar e acadêmica, é muito difícil alguém atrair minha atenção e bom, você conseguiu. – por alguns instantes, lembrou-se de seu passado. Porém considerando o que acontecera, sua ex-namorada talvez não se lembraria mais do belga, a vida tinha que seguir.

Cuidadosamente, o loiro aproximou-se mais um pouco e, com a mão direita, alisou o cabelo da jovem, indo para seu rosto – Eu... De verdade... Gostaria de ter alguém para compartilhar as coisas... Que me tirasse dos protocolos, fosse bem descontraída e, fosse uma excelente companhia para se estar ao lado. Eu vejo isso em você... – cada sentença foi dita calmamente mas representavam o mais sincero sentimento de Lothringen que, respirou fundo, fechou os olhos e aproximou ainda mais seu rosto com o de Adams, os lábios se encontraram e o frio daquele dia foi invadido por uma sensação quente e aconchegante. O belga teve como gesto, dar um beijo na estadunidense, apoiando sua mão no pescoço da bruxa enquanto alisava seu cabelo. Apesar de todos os protocolos e cordialidade, tentava ser o mais carinhoso possível quando encontrava alguém próximo e, como resposta, sentiu seu gesto se prolongar um pouco mais (não sabia ao certo por parte de quem, mas sentiu). Com o coração um pouco mais acelerado, o diretor de Hogwarts se afastou, abrindo os olhos com um sorriso em sua face – Lembra aquela parte de recontratar alguém? Acho que é você quem vai ter que dizer sim ou não... Por mim é sim... E claro, vamos deixar um pouco o lado profissional, isso eu me viro. – respirou fundo, se afastou mais um pouco agora, apoiou sua mão às da sua amiga e pensou consigo mesmo “Tentar se aproximar de alguém sendo um príncipe, não parece ser algo fácil.” mordeu seus lábios e esperou qualquer reação vindo da outra. Aquele passeio no fim, poderia se tornar muito mais do que um simples momento para relaxar e sim, poderia mudar mesmo que um pouco, a vida do dois que ali estavam.

Revisão: Já sabem, não é? xD
OFF: E vamos tentar fazer o Nikolaus se soltar um pouco mais, acho que ele encontrou alguém para isso. Assim ele espera. xD
Interagindo com: Scarlett Adams.
# Nikolaus Joachim Marcus d'Aviano Lothringen #
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Re: Cabeça de Javali

MensagemInglaterra [#201743] por July Eastwood » 14 Mai 2020, 10:53

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    Diante do silêncio e da tensão, viu-se dar dois passos para frente, uma tentativa de aproximação imediatamente frustrada por Sebastian. Como se não bastasse a distância emocional, agora teria que lidar com a física também. Mas talvez aquilo fosse melhor, assim poderia pensar mais racionalmente a respeito de tudo sem ter que ceder para seu lado apaixonado e carente. Claro que apesar de chegar a pensar isso, não foi exatamente o suficiente para melhorar seu humor afinal, era apenas mais uma espécie de rejeição para alguém que ainda não estava acostumado, embora o passado a tivesse forçando para aquele caminho. Cruzando os braços na frente do corpo, deixou que a linguagem corporal indicasse o quão desconfortável estava com aquilo tudo, para dizer o mínimo. Até já conseguia sentir o arrependimento por ter ido, o que conflitava completamente com sua necessidade por explicações, por afeto. Céus, estava uma bagunça. Não só ela, mas também Saw e tudo o que havia entre eles. Por que ele tinha permitido que tudo acontecesse daquela forma?

    – O que..? – foi a única coisa que conseguiu dizer assim que viu a silhueta de um homem com idade avançada se aproximando. Mas não só isso, não era apenas um senhor qualquer, era a face do vice-diretor de Hogwarts. Seria aquilo algum tipo de pegadinha ou de intervenção? Até poderia fazer sentido se fosse qualquer outra pessoa envolvida, mas o professor Stein tinha a ver com a sua vida amorosa (se é que ainda poderia chamar daquilo)? Nada. Ou seja, nada tinha sentido, muito menos as palavras que saiam da boca do (muito) mais velho. Era ele? Ele quem? A associação entre o homem e Sebastian parecia surreal demais para que continuasse pensando naquela possibilidade. E claro que não recusaria as explicações, não quando precisava delas mais do que nunca. Talvez precisasse se sentar também. Sua mente pareceu girar naquele instante com tantas frustrações e confusões. Mas não ousaria se aproximar de qualquer móvel, não quando tinha sido impedida de chegar mais perto instantes antes. Deixando o corpo pesar para trás então, acabou recostando-se na própria parede, deixando-se relaxar minimamente enquanto inspirava uma boa quantidade de ar e mantinha o olhar focado no vice-diretor enquanto tentava raciocinar.

    Completamente sem reação, focou nas costas do homem que sequer parecia ser capaz de encará-la naquele momento, questionando mentalmente o que deveria ser o frasco que ele tomava naquele momento. Chegou até a cogitar uma poção polissuco ou qualquer coisa que pudesse trazer algum tipo de sentido para a situação, mas era apenas um tônico para gagueira, algo necessário para Sebastian. Será? Ainda era muito difícil acreditar que na sua frente estava o ruivo que, até onde sabia, era apenas três anos mais velho. A história, no entanto, começou batendo com as informações que ela sabia. Saw tinha um tio chamado Nico e bem tinha se formado em Hogwarts, mas não que essa última parte significasse muito, já que não conhecia muito a respeito de Stein. A parte referente à família também poderia ser verdade, apenas aquela questão dele ser um Vladislav que era uma informação nova. Não entendia exatamente a história daquela família, apenas conhecia algumas pessoas com aquele sobrenome, que, até então, não significava nada.

    Permaneceu calada enquanto escutava cada detalhe da história, as relíquias da família, os assassinatos, as traições, o castelo com catacumbas secretas e amaldiçoadas, até o fim, do feitiço que tornou o seu Sebastian naquilo. As coisas ainda continuavam inacreditáveis demais, mas conhecendo o mundo mágico, entendia que aquilo era totalmente possível. Ou seja, tudo aquilo chegava em um ponto: o vice-diretor era o seu namorado (ou deveria dizer ex?). Aquele era um ponto da história que não conseguia compreender. Mas não era só isso. Entendia que tudo tinha um caráter secreto, que se o conhecimento das relíquias caíssem nas mãos erradas poderia ser um caos, mas isso não era exatamente uma justificativa. A confiança não deveria estar implícita nos relacionamentos? Se estava bem, o mínimo que Sebastian deveria ter feito é ter dito alguma coisa antes em vez de sumir e sua vida. Ou, pelo menos, aparentar tê-lo feito. Até uma mentira talvez fosse melhor ou quem sabe um término formal. Faria com que a menina passasse menos tempo se preocupando, sofrendo e até mesmo se culpando.

    – E não foi exatamente isso o que o seu medo acabou fazendo? – falou após alguns instantes pensando. O olhar continuava sobre Sebastian, embora encará-lo parecesse ser mais difícil a cada instante. Sentia uma sensação estranha no estômago, uma tristeza intensa, mas que não parecia ser o suficiente para fazê-la chorar, não quando a indignação ainda estava tão forte. Um pedido de perdão havia sido feito, mas antes de responder isso, precisava ponderar sobre muitas coisas. – Eu preciso de um tempo. – afirmou, sentindo a respiração falhar. Deixando que o corpo deslizasse até o chão, sentou-se com as pernas dobradas em sua frente, usando aquela posição para ter como foco os joelhos em vez de qualquer ponto da realidade ao seu redor. Fazia sentido o fato do rapaz ter abandonado o espelho de duas faces, pelo menos desde que tinha adquirido aquela aparência, mas as cartas, isso era algo mais difícil de se aceitar. Se fosse pensar de verdade, parecia até mesmo um caso de egoísmo, caso contrário, ele não teria deixado a menina passar por tudo o que passou, ainda mais tendo presenciado parte daquilo sob o disfarce de professor. Aquilo era tão inacreditável!

    – Como você pôde? – questionou, decidindo que talvez precisasse falar para se livrar do caos de pensamentos que invadia sua mente. – Você não precisava me contar que estava atrás de uma relíquia de família. Não precisava me falar sequer que fazia parte dessa família ou onde estava. O que eu queria, ou melhor, o que eu precisava era que você me falasse que estava bem. Você não sabe o que passou na minha cabeça durante todo esse tempo. Achei que você tivesse morrido, que estivesse doente, desaparecido ou mais uma série de coisas ruins. Foram noites acordada pensando no pior. E isso falando só na parte da preocupação, porque claramente não foi só isso. O sentimento de ser deixada de lado, da rejeição, do esquecimento… Não era algo que eu merecia. Na verdade, isso é algo que ninguém merece. – falou, sentindo os olhos marejarem quando enfim olhou na direção de Sebastian. Queria dizer tantas coisas, em uma velocidade que sequer era capaz de articular as palavras direito, mas havia uma diferença enorme entre o que pensava e o que saía por sua boca, não podia deixar que os pensamentos irados tomassem conta de si, pelo menos não totalmente.

    – Agora, o que eu não consigo entender é o que vem depois. Como você foi parar em Hogwarts, onde eu estava? Céus, você até chegou a falar comigo! E ainda assim, não foi capaz de falar nada. Pelo menos não para mim, já que um grupo de pessoas foi digno de saber a história, enquanto a pessoa que provavelmente mais se importava ficou no escuro. – verbalizou, deixando que o peso daquelas palavras a atingisse, bem como as primeiras lágrimas. A verdade é que aquilo era demais e o que mais queria naquele momento era sair daquele lugar e fingir que aquilo nunca tinha acontecido, duas coisas que não conseguia fazer naquele instante. Talvez a ignorância fosse melhor do que o conhecimento de que seu último ano escolar foi envolto por uma grande mentira, mas agora já era. Agora já sabia de tudo, ou melhor, de quase tudo, e não tinha a menor ideia de como reagir. Precisava de mais. De mais explicações, de mais provas de que Sebastian realmente se importava, mesmo que tudo indicasse o contrário. E acima de tudo, precisava decidir a respeito do futuro, porque estava bem claro que aquilo se encontrava em suas mãos agora.

Off: Não revisei, por motivos de preguiça, como sempre.
Além disso, parei aí porque a resposta parece ser relevante pra ela.
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Re: Cabeça de Javali

MensagemTailandia [#204339] por Kwan Kreepolrerk » 26 Jun 2020, 10:42

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"Do you remember how it started?
Fairytale got twisted and decayed
The innocence has all been broken
How did we get this way?"

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A coleira incomodava bastante. Era de ferro e o sol não estava exatamente ameno. Esquentava. Queimava. Apertava. Coçava. E simplesmente não tinha como arrancar aquela coisa de seu pescoço. Não se incomodava, porém, com os olhares das pessoas a sua volta. “Vítima de alguma brincadeirinha BDSM?”, “Mais uma das modas estranhas entre os adolescentes daqui?” deveriam estar pensando. Mas Kwan não se preocupava em nada com o que poderiam vir a pensar dele. Muito pelo contrário. Achava até mesmo divertido fazer novas suposições a cada novo olhar, a cada nova expressão que flagrava. Seria um excelente passatempo durante aqueles dias de liberdade, fosse lá quantos dias exatamente ele fosse ter pela sempre.

Qual seria a cara da madame quando avisassem que seu cachorrinho fugiu de novo? Um sorriso involuntário se formou nos lábios do rapaz enquanto caminhava. Estava aí uma coisa pela qual ele pagaria para ver. A velha ficaria louca. Gritaria como se os pulmões lhe fossem estourar pelas narinas. E então, só então, convocaria cada um de seus lacaios para que trouxessem seu brinquedinho de volta. Kwan fechou os olhos extasiado com a imagem que se formava em sua mente. Queria aproveitá-la em sua imaginação, uma vez que não teria como aproveitá-la pessoalmente. Madame deveria ter adestrado seu cãozinho quando teve a chance... Agora já era muito tarde para algo assim.

Quando abriu os olhos novamente, mais olhares escandalizados voltados a sua figura puderam ser observados. Deviam achar que ele era louco. Ergueu a destra até o rosto e coçou a bochecha como um cão sarnento a coçaria, bocejando logo depois. Que pensassem que ele era louco. Não estariam fazendo nenhum juízo errado acerca dele mesmo. Era louco. Nunca havia sido são. Talvez fosse algo próximo a isso apenas na infância. Mas até isso haviam tirado dele, não haviam? Madame não tinha coração. Mas, se tivesse, Kwan faria questão de arrancá-lo em algum momento para comer como petisco. Qualquer animal fica agitado comendo apenas ração todos os dias, não?

Seus olhos fundos avistaram um estabelecimento que lhe pareceu agradável. Não pode, no entanto, ler o nome do local, uma vez que não possuía conhecimento para isso. Não fazia a menor ideia do que esperar do ato, mas passou pela porta despreocupadamente, apenas porque havia a encontrado aberta. Não lhe era algo totalmente desconhecido de toda a forma. Conseguiu distinguir pelo cheiro a presença de bebidas. Madame adorava quando ele bebia. Pelo menos uma coisa ele tinha em comum com Madame, certo? Ele também adorava quando o álcool entrava em sua corrente sanguínea.

Enfiou a mão no bolso da calça jeans que trajava e retirou de dentro algumas moedas. Deveria bastar. Caminhou até o balcão e depositou as peças de prata sobre ele, produzindo um ruído alto o suficiente para que o homem que ali trabalhava se voltasse em sua direção parecendo assustado. Kwan abriu um sorriso, daqueles que mostravam todos os dentes. — Eu quero aquela. — Apontou para uma garrafa exposta na prateleira atrás do atendente. — E aquela... E aquela... E aquela... — Alternando de garrafa a cada vez que olhava para um rótulo mais chamativo. As moedas valiam muito, disso ele sabia e, em menos de cinco minutos, ele estava se deliciando com os frutos de sua primeira compra. Arrancou a tampa com os dentes e virou o conteúdo da primeira garrafa como se fosse apenas uma garrafinha d’água. Era hora de fazer isso com as outras também. A tontura conhecida demoraria para chegar, mas, quando chegasse, seria absurdamente bem vinda.


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Re: Cabeça de Javali

MensagemTaiwan [#204583] por Kris Chen » 29 Jun 2020, 23:46

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01. It taught me to be gentle & understanding


Quem diria que chegaria o dia em que Kris Chen entraria numa taverna sem ser arrastado por outra pessoa? Havia uma grande hesitação em cada um dos passos do jovem lobisomem conforme seguia as ruas vazias até Cabeça de Javali. Seus olhos um pouco mais tristonhos que os de costume acompanharam todo o estabelecimento até as correntes enferrujadas do letreiro e seu aspecto mórbido que poucos realmente se importavam com.

Fazia exatos dez anos da morte de Brandon. Não era uma noite feliz ou na qual estava realmente confortado por algum ideal construtivista seu como o de costume, em que se forçava a ser otimista e lutar contra aquela sensação pesada que algumas vezes o lembrava do luto. Era um pouco trágico que ainda conseguisse ouvir a voz de seu amado gritando para que se afastasse, ameaçando-o e dizendo que nunca mais queria vê-lo, enquanto um Kris muito mais teimoso e insistente tentava segurá-lo e forçá-lo a encará-lo quando ambos estavam irritados e chorando. Se, naquele dia, Kris não tivesse corrido atrás de Brandon, não apenas hoje não seria um lobisomem como seu ex namorado ainda estaria vivo. Se falasse aquilo em voz alta, mesmo que fosse com alguém de confiança como Andrej, seria chamado de idiota. Ele próprio sabia que aquilo era estupidez de sua parte.

Aquele dia do ano era o único dia em que permitia se culpar e relembrar as mágoas. Era um adulto e, pelos deuses, merecia deixar que o álcool afogasse um pouco daquela saudade. Fosse da teimosia de dois jovens inconsequentes, ou da série de beijos que recebia aos risos enquanto tentava afastar o homem excessivamente carinhoso. Deixou que suas mãos tocassem o próprio braço, lembrando-se da mordida firme das presas que ainda o marcavam. Sua maldição, sua punição e também seu maior presente, que o proporcionavam ver o mundo de uma maneira completamente diferente que um jovem de dezesseis anos.

Sentou-se em uma das mesas mais ao canto e recluso, passando as mãos cautelosamente sobre o próprio colo enquanto encarava a madeira, reprensando um pouco se deveria estar ali e não em outro continente, honrando o túmulo de sua paixão morta. Da última vez em que estivera lá, a mãe dele parecia realmente irritada com sua presença. Talvez não fosse mesmo bem vindo entre os sangue puro, menos ainda quando era aquele que a mulher acreditava ser uma menina pelas cartas de seu falecido primogênito recém tornado adulto.

Ah, s-sim, eu gostaria de... uma tequila sunshine, por favor. — levantou-se um pouco de sobressalto ao ouvir o atendente perguntando se ele somente se sentaria ali e não pediria nada. Seu olhar se ergueu um pouco mais, notando um garoto com uma coleira. O cheiro dele... era de alguém como ele, certo? Não que fosse absolutamente estranho, já que o outro lobisomem também estava aparentemente apenas aproveitando a noite e seria estranho que alguém ficasse reparando em sua coleira. Desviou rápido o olhar para o atendente outra vez, se adiantando para pegar o copo que lhe era oferecido. — Obrigado. — se esforçou para não gaguejar daquela vez, comendo a cereja artificial oferecida como enfeite antes de realmente bebericar um pouco o líquido em sua taça. Fechou os olhos numa careta um pouco maior antes de tomar mais alguns goles da bebida, até onde sua garganta aceitasse o álcool sem pedir por intervalo, num brinde consigo mesmo à memória de Brandon, o homem de quem Kris havia tirado a chance de hoje estar ali, bebendo boas doses de álcool e exibindo seu lindo e confiante sorriso de costume.

Menção a: Brandon & Kwan
Música: Aaron Yan - Unstoppable Sun
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Kris Chen
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