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Casa dos Gritos

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Casa dos Gritos

MensagemReino Unido [#52531] por Duque de Paus » 19 Jul 2010, 14:12

  • 7 Pts.
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Ao final da rua principal do povoado, em cima de um pequeno morro de terra geralmente encoberto pelo manto branco da neve, onde o calçamento não existe mais, dificultando a chegada até ao local, localiza-se uma modesta casa. É vista de longe por alguns, temida por muitos, imponente, apesar das inúmeras remendas. As janelas bem como as portas estão ocluídas por tábuas de madeira que ragem ao mais singelo toque. A casa também é conhecida como a Casa dos Gritos. Raros foram os que tiveram coragem de passar pelos terrenos da mesma. Dizem que quem se arrisca a passar pelos seus portões não tem nunca mais uma boa noite de sono e que quem entra lá dentro, nunca sai.
Considerada a casa mais mal-assombrada da Grã-Bretanha, os boatos se espalham e crescem ao longo dos anos e pela boca de cada um. Até mesmo os fantasmas de Hogwarts evitam falar do local e também de visitá-lo. Lar de uma estranha figura, que, em noites quietas e sombrias, grita em desespero, ninguém sabe ao certo o porquê deles serem tão desesperadores. Há, quem diga, que são almas amaldiçoadas que vivem no local, e que gritam por sua salvação, pedindo para deixar este mundo para um local melhor.
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Postado Por: Ministério da Magia.


Re: Casa dos Gritos

MensagemBrasil [#74462] por Carol Jacobs » 20 Mar 2011, 22:25

  • 3 Pts.
Alguma vez na vida você já teve a sensação de estar perdido? De estar indo pelo caminho errado? Ou, talvez, não saber aonde ir? É exatamente assim que me sinto nesse momento. Imagino que seja difícil, ou até mesmo insuportável para qualquer um estar nessa situação, no entanto para mim é simplesmente... deplorável. Mas sabe quando as coisas acontecem tão rapidamente que você simplesmente perde a noção e não consegue parar para raciocinar? Pronto, esse era o ponto principal de toda a minha agonia, desde que cheguei a Hogwarts um numero sem fim de eventos extraordinários e inusitados ocorreram simultaneamente de modo que só agora, quase ao fim do ano letivo, que finalmente estou parando para refletir um pouco sobre tudo. Sentei-me em uma pedra qualquer aproveitando para afundar meus pés e mãos na espessa camada de gelo que cercava a tenebrosa Casa dos Gritos. Senti o frio penetrar as camadas de proteção da luva fazendo com que minhas mãos ardessem, mas ainda sim não afastei as mesmas da neve... Merecia sentir dor. Algumas pessoas falam que é através da dor que dar-se o crescimento espiritual, imagino que meu espírito esteja no céu agora porque tudo que meu corpo consegue absorver é a dor.

Eu sei, não é digno de uma sonserina se sentir assim, muito menos de uma Vladislav, mas a verdade é que cansei de erguer a cabeça e impor minha mascara impenetrável, talvez amanhã tudo isso passe, talvez não. O importante é que nesse momento estou cansada demais para continuar com esse teatro, essa briga de gato e rato. Hoje não vou sair daqui, hoje não vou lutar, hoje deixarei que a dor tome conta do meu ser, hoje, só hoje, me permitirei ser humana, ser criança. Esfreguei minhas mãos já dormentes pelo contato com o gelo e passei a fazer algumas bolinhas com o mesmo. Avistei um menino de cabelos negros aproximar-se distraído e não consegui segurar o sorriso sapeca que despontou de meus lábios. Ergui uma das mãos mirando o rapaz e lancei a pequena bola de neve no recém chegado. A crise de risos que se sucedeu ao ocorrido foi inevitável, juro, tentei me controlar, mas não dava era tão bom aquilo, sabe quando você é invadido por uma sensação de felicidade? Eu acho que era isso que estava sentindo, obviamente não tenho como ter certeza, pois não me recordo de quando pude utilizar essa palavra verdadeiramente. Mas o fato é que eu estava feliz, ou assim me parecia, enfim, não importa se era ou não. O que realmente importava agora era esperar a resposta do recém chegado e ver se ele entraria na brincadeira ou não.



Ta ai Dinho espero que goste, bjs.
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Postado Por: Rach.


Re: Casa dos Gritos

MensagemInglaterra [#77540] por Daniel Garnet » 17 Abr 2011, 21:30

  • 10 Pts.
"I'll wait here forever just to, to see you smile
'Cause it's true: I am nothing without you"

(Sum 41)



Era engraçado ouvir de meu pai que “te dou autorização pra você visitar Hogsmeade, filho”. Agora ele resolveu bancar o pai que se importa?! Eu me ausentei um ano da escola, perdi minha vaga no time de quadribol – que pode ser pouco, mas era algo meu, que eu havia conquistado –, reprovei de ano e perdi a confiança dos meus amigos. Entendam, a culpa não é minha. E na cara, aquele idiota ainda me escreve “vou passar para te fazer uma visita, me espere perto da casa dos gritos”. Minha vontade era a de deixá-lo ali plantado, para sempre. Com sorte ele congelava, e assim me esquecia. Ok, isso foi cruel, mas eu estou com raiva, então dá um desconto. Tanta preocupação na minha cabeça... recuperar as matérias perdidas, lidar com a situação de monitor, a morte do vovô, e agora, para completar, Hans Schlüter. Parecia um carma, todos os meus problemas resolveram se reunir num único local. Eu precisava de ar, precisava de um tempo sozinho, de esquecer todas as dores, de não pensar mais naquelas pessoas... de ver coisas novas, de relaxar, olhar outros rostos. Sei lá. Eu precisava fugir. E Hogsmeade, o lugar que eu escolhi para me livrar dos meus problemas, se tornou meu maior martírio. Só espero que papai não queira criar um papo muito longo, pois não quero ter de lidar com ele e o sonserino, ao mesmo tempo.Já era vergonhoso demais eu estar no segundo ano aos treze anos.

PAF! - Ai! - Eu falei, levando a mão à cabeça. Uma bolada de neve me atingira e quase me empurrara ao chão. Aquela sensação de umidade e o frio me fizeram arrepiar, e me deixaram bastante irritado e confuso. Principalmente confuso. Olhei em volta, aquela neve fina que caía já havia coberto quase tudo de branco. Era bonito, e deprimente, ao mesmo tempo. Virei-me o suficiente até encontrar uma figura, levemente sorridente, de cabelos loiros e cachecol verde. Era pequenina, talvez pela a idade. Parecia-me um pouco inconstante, mas esse nem foi o problema. Olhei-a, curioso. Uma sonserina, sem dúvida, mas qual seria o seu nome?! Brincadeira de Hans, será?! Não. Acho que esse tipo de coisa não faz o estilo dele. Aproximei-me, e procurei encontrar seus olhos, ainda absorto. Linda, sem dúvida, e bastante misteriosa. O tipo de pessoa que me faz querer saber mais, entender, conhecer... eu queria falar alguma coisa, mas só fui capaz de retribuir um sorriso duro. Meu nariz coçava, acho que era o frio agredindo meu sistema respiratório de novo. Foi então que me toquei, ao perceber que eu achava graça daquilo, que os problemas haviam desaparecido. Obviamente que por um pequeno prazo, mas, ao menos, aquele martelar de preocupações se resumiam em uma brincadeira infantil. Isso em fez ficar vermelho, e abaixar a cabeça. Há muito tempo eu não sei o quê é isso... brincar. Esfreguei as mãos, aquecendo-as (apesar de estar com luvas pretas), e preparando-me para criar uma pequena bola de neve.

Lancei à sonserina misteriosa um sorriso maroto, enquanto esticava-me para trás, para depois criar o impulso de arremessar-lhe a bolinha. Era quase como arremessar uma goles, será que eu lembro como se faz?! Taquei-lhe, mirando o cabelo. Eu tinha pena, então reduzi a força no final. Ela era tão meiga. Acho que, longe da competição da escola, se não fossem as cores... os dormitórios... o chapéu seletor... quem sabe, todos ali, poderíamos ser amigos. Digo, podemos ser, mas há uma barreira que é tão separatista que, muitas das vezes, nos impedem de simplesmente agir como crianças. Lidar com o diferente. Quem disse que pra ser bom precisar ser igual?! Eu estava disposto a provar isso. - Antes que essa guerra se inicie. - Eu fiz uma pausa, nós armados até os dentes. Eu parei rapidamente pra respirar, e cumprimentar. - Sou Daniel. Daniel Garnet. E você? - Esperei que ela respondesse, para abrir um sorriso e finalmente dar inicio ao meu desejo bobo de criança. - Quem não agüentar desiste. Pronta pra guerrinha de neve?! Um, dois... - mas a menina acertara-lhe uma bolada bem na cara e eu arremessei também. Corri para fugir das bolas e comecei a tacar também, rindo abertamente. - Não vale! - Eu disse. Procurava um montinho para fazer de barreira, o coração acelerado e as gargalhadas, da sonserina e do lufano, se mesclavam diante da disputa. Me joguei, escorregando para detrás de um pequeno montinho, o peito acelerado e preparado para dar continuidade a brincadeira. Sonserina e Lufano. Não agora... pois agora éramos apenas duas crianças.


.:Off - Tá aí Rach, espero que tenha curtido essa interaçãozinha... bem light e bem criança mesmo. To adorando fazer... mil bjs amore :.
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Postado Por: Dinho.


Re: Casa dos Gritos

MensagemFranca [#81191] por Alexia H. Neveu » 08 Jun 2011, 00:02

  • 5 Pts.
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Narração
- Falas Emilia -


                Casa dos Gritos? Era uma boa idéia. Afinal, Hopkins não bebia, não havia gostado nenhum pouco daquele lugar e já havia marcado presença. Segurou a mão do garoto e depois de se despedir do pessoal saiu junto com o mesmo pelas ruas da bela Hogsmeade. O tempo estava esfriando rapidamente e a lufana se amaldiçoava por não ter trazido um casaco. Luno andava ao seu lado, mas ele não conseguia enganar Hopkins. Apesar do sorriso nos lábios e a aparente alegria, a menina havia percebido a palidez excessiva em sua face, as olheiras que rodeavam seus belos olhos e até que o garoto parecia mais magro. Ele poderia até ter crescido, mas estava mais magro com certeza... Ela teria que tomar alguma atitude, era sua amiga e tinha todo o direito de cuidar do bem estar do companheiro, além do mais, ela não conseguia não pensar nele, não importava qual fosse o assunto.

                Quando finalmente acordou de seus devaneios estavam parados em frente à famosa Casa dos Gritos. Sua aparência era realmente assombrosa... As paredes esbranquiçadas por causa da neve, as portas e janelas meio que fechadas com tábuas de qualquer jeito. Parecia realmente um lugar mal assombrado... E com a leve ventania que passou pelos dois a menina sentiu um calafrio na espinha e apertou mais ainda a mão do amigo:
– Então? Vamos entrar? - O amigo assentiu, talvez lá dentro estivesse mais quente do que estava ali naquele momento. Sem demora, Emilia puxou o amigo para frente do lugar, mas parecia não ter entradas. Ela andou por alguns espaços até que encontrou uma abertura: – Por aqui Phelan! - O lufano veio ao encontro da amiga e sem dificuldade alguma por serem “baixinhos”, os dois entraram no lugar.

                Realmente aquele lugar não devia ser limpo há séculos. Escombros e sujeira estavam espalhados por todos os lados e o cheio de mofo era forte, além da escuridão... Rapidamente a ruivinha sacou sua varinha e sussurrou:
– Lummus. - Não mudou muita coisa da aparência deplorável daquele imóvel, mas era uma ótima oportunidade para a lufana fazer o que queria desde que viu seu amigo estendido em uma cama na ala hospitalar. Olhou seriamente para ele, o que Phelan escondia? Tentou puxar assunto sem assustar o amigo, mas não foi bem o que conseguiu:– Phelan... Depois daquele seu desmaio eu percebi que você está mais pálido, parece mais fraco, cabisbaixo e eu sei que você não é assim. O que está acontecendo? - Ela não queria de forma alguma perturbar ou chatear o amigo, só estava preocupada com ele e precisava saber o que ele realmente tinha...



OFF:
Citados:
Phelan Ulysses Wolfgang.
Emilia vesteesta roupa!
Tags: Postado Will, eu coloquei algumas coisas sobre a trama do Phelan, se não quiser falar sobre ela sem problemas, ele pode inventar algo, tá?
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Postado Por: Niza.


[SOZINHO] ~ por Phelan Ulysses Wolfgang

MensagemReino Unido [#81248] por Bryan Roderick » 08 Jun 2011, 20:38

  • 17 Pts.
[SOZINHO]

My shadow's the only one that walks beside me
My shallow heart's the only thing that's beating
Sometimes I wish someone out there will find me
'til then I walk alone


(Billie Joe Armstrong, in Boulevard of Broken Dreams)

Hopkins segurava forte a sua mão, e só isto lhe parecia então importante. Os cabelos revoltos balançavam pela ventania gélida que perpassava pelos jovens, eles em clandestina caminhada, secreto andar pela alva imensidão. O manto de neve se fazia traiçoeira armadilha para o lento caminhar do par. Ela, no entanto, lhe segurava forte a mãe, e só isto lhe parecia importante.

A caminhada não demorara muito, mas fora o suficiente para deixá-los congelados. Phelan tentava não transparecer, mas por vezes era inevitável que batesse o queixo ou ficasse a esfregar freneticamente uma mão contra a outra, ou ambas contra as pernas. Tão logo se aproximaram da casa, os garotos investigaram a parede de madeira a fim de encontrar uma passagem pela qual pudessem adentrar, certos de que lá dentro não sofreriam tanto pelo vento, o frio, e a neve. Phelan quedava quieto, apenas a procura de alguma parte mais frágil que pudesse quebrar sem nenhum feitiço: não estava certo de que em Hogsmeade teria tamanha liberdade. Temia que qualquer feitiço pudesse chamar a atenção de qualquer alma bisbilhoteira que por qualquer razão poderia voltar o seu olhar à esquecida Casa dos Gritos. Ouviu logo a chamada de atenção da amiga e alegrou-se em supor que logo estaria abrigado, nem que por débeis e esparsas tábuas. A ventania uma vez mais quis abraçá-los, levando o pequeno Phelan a se arrepiar, porém em breve foi consolado por mais uma vez ter sua mão segurada pela amiga. De onde vinha aquele estranho desejo de estar tão somente unido a ela ainda que tudo o mais fosse adverso? Por que se lembrava do que lhe dissera Henri em suas cartas? Entraram na casa sem qualquer hesitação. As desbravações ocorridas naquela casa nos últimos anos, infelizmente, desmistificavam totalmente as lendas assombradoras sobre ela, restando apenas uma diferente forma de aventura: a de conhecer.

Ao ouvir o feitiço Lummus da amiga, ele também sacou a sua varinha e a empunhou, não para reforçar o feitiço - que seria inútil - mas sobretudo por precaução que o que quer que fosse que vivesse lá dentro - e certamente algo desagradável vivia por lá! - talvez não gostasse de luz (ou não viveria numa casa escura e isolada, visitada uma vez por década, se muito). Ele ainda observava para ver se algo surgiria nos segundos subseqüentes quando a própria amiga o pegou desprevenido, perguntando-lhe o que lhe acontecia para estar como estava. Uma lâmpada débil se iluminava no trevoso corredor; não, não da casa, mas de Phelan. Tantas vezes ele vinha se perguntando se ao menos ela não tinha o direito de saber... Como não contar a ela? Porém, como contar?! Era um corredor sem portas laterais, sem saídas senão uma porta ao fim, uma única porta ao fim. Ela saber não tornava a caminha mais breve como também não a acelerava, mas talvez fosse algo mais a puxá-lo para uma parede nua. Desde que a notícia lhe chegara aos ouvidos, nunca tivera tanta vontade de chorar sem que pudesse fazê-lo. Ainda precisava fazer algo antes de tudo se encaminhar para o seu fim absoluto e definitivo, teria antes que saber se Henri tinha razão no que escrevia em suas cartas, se o que sugeria era verdade. E se fosse... Talvez fosse mais difícil contar, mas então certamente teria de fazê-lo. E olhou para a garota, aproximando-se tanto quanto possível, quase ocupando o mesmo espaço, e então a múltiplos sons estridentes soaram pela casa junto a um voejar de asas céleres. Os animais se aproximavam, embora fosse claro que viessem do andar de cima: certamente o movimento de Emilia em resposta a sua atitude fizera a luz atingir em cheio uma brecha que separava o primeiro do segundo piso. Tirou sua jaqueta com rapidez e cobriu a amiga com ela (o que, aliás, o cavalheirismo deveria tê-lo mandado fazer há muito tempo já, ainda que não dessa forma apressada e quase desesperada) e se abaixou, forçando-a a se abaixar também, colocando as suas mãos sobres os ombros dela. Esquecendo-se mais uma vez do frágil assunto no qual ela tocara, ele simplesmente lhe respondeu que encerrasse o feitiço, o que talvez fosse melhor. Se corressem só iria piorar a situação.

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Nota: Niza, espero que não tenha ficado denso demais, dramático demais, porém acho que é justo que se apresentem enfim algumas mudanças no comportamento de Phelan, como não poderia ser diferente estando simultaneamente descobrindo o seu primeiro amor e caminhando para a morte “certa”. Peço que insista no assunto da tua postagem anterior, para avançarmos na trama dos dois - e, claro, espero que tenha gostado também deste post. Tentei dar tudo de mim. Acho que a faculdade até na construção de imagens poéticas está ajudando, e isso é bom. Bem, como o Phelan se desfez da jaqueta e no esquema anterior não apresentava camisa alguma, faz-se atualizado o esquema: esta.
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Postado Por: Will.


Re: Casa dos Gritos

MensagemFranca [#81340] por Alexia H. Neveu » 10 Jun 2011, 21:20

  • 1 Pts.
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Narração
-Falas Emilia
“Pensamentos”




                Devo confessar algo... E para que eu faça isso, preciso estar sozinha, sem a minha “narradora” para me atrapalhar. Então estou aqui, Emilia Hopkins com a companhia de Phelan Ulysses Wolfgang, vulgo Luno... Não sei bem como começou ou até mesmo quando, só sei que estou apaixonada. Sim, estou mesmo e não tenho vergonha nenhuma de dizer isso. Mas, sabe o que acontece... É um sentimento tão forte que eu não sei nem como explicar. Meu corpo responde a sua presença, minhas mãos soam quando ele está perto, minhas pernas ficam bambas e eu não consigo raciocinar... Será que é amor? Poderia ser apenas algo passageiro? Eu não sei dizer. Só sei que eu estou gostando de tudo...

                Eu o olhava, apenas imaginando como seria se ele me pegasse em seus braços e me levasse às nuvens. Aliás, eu sempre estava nas nuvens com ele, só que a cada dia meu coração batia mais descompassado e eu não conseguia controlar minhas emoções, eu precisava gritar tudo aquilo, será que não havia chegado à oportunidade? Estávamos em um lugar deserto, escuro e perigoso... A Casa dos Gritos. Não íamos fazer nada que vocês estejam pensando, obvio. Queríamos apenas um pouco de privacidade, pelo menos de minha parte sim. Eu sei que Phelan também sente algo por mim, sei que é até algo parecido com o que sinto por ele, mas além de estar-mos dando tempo ao tempo ele tentava me esconder algo. EU o conhecia desde o início de nosso primeiro ano letivo, estávamos nos encaminhando para o terceiro, não tinha como esconder as coisas de mim, não mesmo!

                Era minha oportunidade e quando ele me cobriu com seu casaco e me protegeu dos supostos “monstros” eu pude visualizar seus olhos, apesar da palidez de sua face eles ainda brilhavam... Intensamente. Não consegui me segurar e quando fomos levantando passei a mão levemente em seu rosto, ao redor de suas bochechas e queixo, ele era perfeito para mim. Começou como apenas um amigo de estripulias, mas estávamos crescendo e eu finalmente havia percebido que ele se tornava mais que um simples “amigo”, ele era um amor... Um grande amor... Nunca mais as coisas seriam como antes, eu não deixaria. Encarei seus olhos claros e sorri, eu estava muito feliz com sua presença, era um momento mágico... Estávamos em meio a uma sala escura, suja, cobertos por um manto se olhando intensamente. Tá, sei que o lugar não era tão perfeito, e quem se importava? Phelan estava comigo! Apenas isso era suficiente para mim.

                Aproximei-se mais do garoto e segurei seu rosto entre minhas mãos fazendo com que ele me encarasse, que o teto caísse sobre nossas cabeças, nada mais importava. Apenas eu e Luno... Era hora:
– Luno, eu sei que já te disse que gosto de você. E... Também sei que você sente o mesmo. Mas, eu quero que você confie em mim, que se sinta seguro em minha presença, que fique feliz todos os dias de sua vida e não porque eu esteja com você, mas porque eu preciso de seu sorriso para iluminar minha vida... - Eu não queria, mas meus olhos estavam marejados. – Eu gosto muito de você e não quero que esconda as coisas de mim, não agüentaria que nada de ruim acontecesse com você. Então, sinta-se a vontade para me falar o que te perturba quando se sentir preparado tudo bem?

                Seu sorriso era doce e quando ele mostrou aquele belo par de olhos brilhantes não me segurei mais, meu rosto se aproximou do seu, nossos lábios estavam a centímetros de distância. O que está fazendo Emilia? Está louca? E se ele não quiser te beijar? Calada consciência! Não preciso de ninguém para me dizer o que fazer, só quero beijá-lo aqui e agora! Acariciei sua face suavemente e meus lábios encontraram o de Luno, eles estavam frios, talvez pelo fato do tempo lá fora... Quando nossos lábios se tocaram levemente, me senti flutuando... Flutuando no mesmo lugar. Não queria soltá-lo, não tinha para que deixá-lo se separar de mim, naquele momento éramos apenas UM. Será que era daquele jeito que os casais apaixonados se sentiam? Não sei dizer, talvez Manu soubesse explicar. Aliás, não preciso dela, porque eu já tenho quem preciso aqui na minha frente...

                Não sei quando tempo durou, mas quando nos separamos, as emoções vieram todas de uma vez... Só sei que senti meu corpo tremer, um calor subiu por toda minha coluna e chegou a arrepiar meus cabelos. Abri meus olhos e encontrei o mar de seus belos olhos verdes. Me sentia estranha, meu coração parecia que sairia pela minha boca, eu suava mais frio do que o tempo lá fora, minhas pernas tremiam e ameaçavam dobrar a qualquer momento... Mas, ele parecia apenas me encarar, sem palavras. Levei a mão a meus lábios e consegui sussurrar:
– Me desculpe Luno. Eu... Eu... Não queria deixá-lo constrangido... Mas, eu precisava... Precisava muito te beijar... - Era a mais pura verdade, eu não tinha para que mentir, era a pessoa que me fazia mais feliz em toda a Hogwarts e eu queria que tudo fosse perfeito entre a gente, será que ele teria gostado? Ou eu havia me precipitado em tudo? O jeito era esperar sua resposta... Espero que seja positiva...


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OFF:
Citados:
Phelan Ulysses Wolfgang.
Emilia veste esta roupa!
Tags: Will... Talvez tenha ficado meio meloso, ou inocente demais, ou sei lá... Fiquei super nervosa com a cena do primeiro beijo dos dois, mas eu até gostei. Espero que goste também!
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Postado Por: Niza.


[A ROSA] ~ por Phelan Ulysses Wolfgang

MensagemReino Unido [#81620] por Bryan Roderick » 15 Jun 2011, 17:51

  • 5 Pts.
[A ROSA]

- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer.
Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.
Tu és responsável pela tua rosa...


(Antoine de Saint-Exupéry, in O Pequeno Príncipe)

A luz se apagou. Restava-lhes apenas a débil luz que adentrava pelas frestas das tábuas; ainda que o andar de cima ainda mantivesse alguns guinchos e bater de asas, era evidente que os animais estavam se acalmando pouco a pouco. Phelan levantou-se junto a Emilia logo que pôde, deixando com ela sua jaqueta. Não sabia ao certo se ela estava temerosa, ou energética por continuar a exploração: o olhar dela, de qualquer maneira, era sério, e logo que ele se deu conta de que ela o fitava, ele sorriu. Não sabia por que fazia isso, mas sempre fazia - e gostava tanto quando ela respondia! Talvez fosse por isso que fizesse. Mas ela não respondeu... Ela simplesmente se aproximou dele, ainda com alguma estranha seriedade, semelhante ao que Phelan fizera pouco tempo antes, porém agora ele pensou em recuar. Desconhecia, afinal, quais eram as pretensões dela. Por que ela estava séria?, ele não sabia. Ela logo pôs suas mãos em seu rosto.

Talvez nunca tivesse sentido tão contraditórias sensações num mesmo instante: aquilo o agradava, ainda que o assustasse, estava alegre, ainda que preocupado, estava inseguro, ainda que paciente para o que quer que fosse. Ele pensou em falar algo, chegou mesmo a abrir a boca, mas ela começou primeiro; à medida em que ela falava, os seus sentimentos aos poucos pareciam se delinear, se esclarecer. Não era aquilo, afinal, o que ele também queria por parte dela? E, ao mesmo tempo, vinha-lhe o decreto da medibruxa à mente:
“Sem um doador compatível, você não tem mais que um ano e meio de vida, Phelan!” - seria impossível lidar com isso. Queria poder dizer que não poderia sorrir sempre, e (principalmente) não estaria sempre ali para também vê-la sorrir. Queria poder dizer que ela não podia... Não devia... Mas ele é que não podia nem devia...! E não conseguia, por mais que quisesse. Os olhos dela marejavam, é verdade, ele bem via, mas os dele não estavam diferentes: ele suportava para que não chorasse na frente de Emilia. Ele pensou então que não deveriam mais ficar ali, contudo, supondo que ela tiraria as mãos de seu rosto quando terminasse de falar, enganou-se. Emilia acariciou-lhe o rosto e lentamente aproximou ainda mais a sua face da de Phelan. Ele enfim tomou consciência do que ela queria e planejava, e ele aceitou, pois sentia o mesmo: enfim ele a abraçou e, tocando os seus lábios aos dela, ele a beijou.

Por um instante, tudo o mais se desvaneceu e sumiu. Em nada e névoa se redundou tudo o que não fosse ele e Emilia, de forma que não queria mais voltar, não mais para casa, nem mais para Hogwarts. Bastava-lhe estar ali, desde com ela. Ela, ela, ela. Tão simplesmente estar com ela, pensar nela, viver com ela. Bastava-lhe tão somente... Ou, se não com ela, com nada. Mas não pensou, não quis pensar: quis apenas estar ali e, finalmente, após tantos meses nunca presente no presente, viver o agora com Emilia Hopkins, por quem agora estava certo ser enamorado.

Aquele agora inefável, porém, passou, e eles se separaram. Ele se sentia tal como se sua alma tivesse viajado e só agora retornasse ébrio do que sentira; talvez inconsciente do mundo a que agora retornava. Despertou-lhe tão somente a renovada voz sussurrada de Hopkins. Ele não pôde mais conter as lágrimas e a abraçou para que ela não visse: a realidade lhe voltara. Sem saber como lhe sairia a voz, tentou falar normalmente:
- Não, está tudo certo, tudo bem. Eu acho que também queria que fosse assim, mas estou agora me sentido tão estranho. Nunca me senti tão bem assim, mas o que nós fizemos está certo, Emilia? - ele não se dera conta, mas era a primeira vez que a chamava pelo primeiro nome desde que se conheceram no primeiro ano. Não se arrependia do que fizera, ou do que aceitara fazer, mas meditava que não havia volta agora; não eram mais palavras que poderiam ser simplesmente ignoradas ou esquecidas, como aquelas ditas no corujal. Pesava-lhe sobre os ombros a responsabilidade sobre Hopkins, a sua rosa. Pesava-lhe querer estar com ela, e saber que não poderia: continuar com ela seria enganá-la até que chegasse o fim, não continuar seria morrer desde já. Ele a abraçou mais forte e secou as lágrimas... Não tinha em conta que assim se daria aquela aventura.

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Nota: espero que gostes, Niza. Sinto que algo está faltando, mas tentei fazer o texto o mais belo possível. Penso que podes finalizar este arco já na próxima postagem.
Bryan Roderick
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Re: Casa dos Gritos

MensagemFranca [#81670] por Alexia H. Neveu » 16 Jun 2011, 11:53

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Narração
-Falas Emilia
“Pensamentos”




                Er... Voltei? Bom, minha pequena Emilia achou que fosse se livrar de mim, mas estava bem enganada. Ela não era nada sem mim e eu muito menos sem ela... Bem, isso não vem ao caso agora... Na verdade, não tenho palavras para explicar o que estava acontecendo, talvez a melhor palavra para que todos entendessem aquele momento era simplesmente MÁGICO. Quando aquelas duas “crianças” se abraçaram, finalmente a dita magia fez parte do lugar, a Casa dos Gritos passou a ser apenas uma simples paisagem qualquer, porque já não importava onde estavam e muito menos se era seguro ou não. O que importava apenas era o sentimento imposto por aquele jovem casal... E quem disse que Emilia queria que ele acabasse? Pela ruivinha, o mundo ao redor podia explodir naquele instante e ela com certeza morreria satisfeita e feliz... Mas, claro que o mundo não acabaria e eles não podiam passar o resto da vida ali, aos poucos se separaram e as lágrimas aos poucos inundaram o rosto de Hopkins tamanha emoção que sentia... Haviam realmente dado seu primeiro beijo?

                Não foi um sonho? Então ele gosta de mim realmente? A resposta da lufana veio seguida de um abraço forte e caloroso de seu amigo especial. Aliás, depois de tudo que houve quem disse que Emilia o queria apenas como um amigo? Quando eles se separaram ela percebeu que o loirinho também estava emocionado, aquilo encheu seu coração de ternura. Ele a amava? O belo perguntou sobre o que tinham feito, se era certo ou não... A menina não segurou o riso, até naquele momento Phelan sabia ser engraçado: – Porque estaríamos errados Luno? Não mandamos em nossos corações, eu gosto de você e é reciproco não? Então não estamos fazendo nada de errado, pelo menos eu acho que já estava na hora de colocar-mos tudo em pratos limpos e decidir-mos de vez o que queremos para nossas vidas. – A confusão havia acabado, ela gostava dele e ele dela, na verdade se os dois se amassem? Porque não viver aquele amor o mais rápido possível? Ela o abraçou novamente, queria dar-lhe a certeza que não precisava mais ter medo ao seu lado, que não teria mais receio algum em lhe abraçar, lhe beijar, queria fazê-lo o menino mais feliz de todo o mundo... Só precisava que ele aceitasse.

                Era chegada a hora de decidirem o que era melhor que os dois. E claro que como havia sido Emilia que tinha começado tudo então ela tinha que continuar:
– Sabe de uma coisa. Eu acho que está na hora de fazer o que eu queria desde o corujal e não tinha coragem... Então eu queria saber se... Se... - A ruivinha estava muito nervosa, será que Luno iria aceitar seu pedido? Ou ele diria o contrário? Chega Emilia! Não era hora de insegurança, tinha que tomar uma decisão e seria ali, naquele instante que eles decidiriam o rumo de suas vidas dali em diante, encarou o amigo, depois segurou sua mão e falou firmemente: – Bom, eu queria saber... Tá, já chega: Phelan Ulysses Wolfgang, você quer namorar comigo?


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Phelan Ulysses Wolfgang.
Emilia veste esta roupa!
Tags: Arco finalizado, continuação nas férias do Egito... Will não sei, sinto que faltou algo... Bom, depois me diz o que achou tá? Qualquer coisa eu edito, aumento, sei lá
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Alexia H. Neveu
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Re: Casa dos Gritos

MensagemAlemanha [#97883] por Katherina Ayesha Friedrich » 21 Mar 2012, 19:13

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Sparkling angel I believed
you were my saviour in my time of need.
Blinded by faith I couldn't hear
all the whispers, the warnings so clear.
I see the angels





O que há pior para se temer não é o que se encontra no exterior. Não totalmente. As pessoas são cruéis, mas nada se compara com estar presa em sua própria mente e ver no que isto pode lhe levar. Muitas vezes não devemos julgar pela aparência, isso pode acabar sendo nossa destruição, mas é isso que nossa mente nos faz, principalmente se ela estiver completamente enegrecida pelo esquecimento. As vezes a pessoa que quer realmente te ajudar será aquela que a sua mente lhe dirá para se afastar, já aquela realmente que você deve temer é aquela que a sua mente se trancará e nada lhe informará, como consequência tudo se acabará.

O pior são os sonhos, quando eles se tornam verdadeiramente reais, isso enlouquece e confunde ate a mais brilhante das mentes. Imagine então a mente de uma criança que fora totalmente apagada. Enegrecida com um pano de veludo negro, onde nem a luz passaria. Mas quando tudo o que a pessoa quer é se lembrar de tudo e sua mente vem dando-lhe informações que podem ser verdadeiras ou não?

Este era o terrível caso da jovem russa, ela lutava desesperadamente contra sua própria mente, aquela que deveria, de acordo com ela, ser seu maior refugio. Nada estava a fazendo desistir, nem mesmo os avisos de sua mãe, uma mulher que lhe parecia uma desconhecida que fisicamente parecia tanto com a jovem. Seu primo era aquele que a vigiava, estava cansada de procurar, tentar resolver seu problema de sua própria maneira e ele a interromper, quebrar toda a sua esperança de que um dia fosse se lembrar de quem fora antes de esquecer toda uma vida.

A única pessoa que a tentava ajudar realmente era Jhon, ele sim procurava mostrar quem ela fora antes do acidente. Sabia que era bruxa, demorou a entender, mas as coisas que pudera fazer a haviam estimulado a acreditar, era de uma família nobre da Rússia e o que mais? Aquilo apenas não bastava e ate mesmo Jhon que tentava tirar informações sobre ela pelo primo sentia-se preso ao nada. Junto com seu primo, ao lado dele, nem mesmo a metros longe dele consegui se sentir livre para saber das coisas. Sentia-se ser sufocada aos poucos. Por isso graças às vezes a imprudência de Jhon ela conseguiu, talvez arranjar um lugar de paz.

Os terrenos da escola eram perto demais de seu único familiar que tinha naquela escola, mas o pior era estar dentro de sua própria casa e com ele extremamente perto. Perto demais para ser controlada por ele. Perto demais de entrar em colapso. Sair era tudo que desejava e toda a paz que almejava e de alguma forma conseguiria.



...



Sparkling angel, I couldn't see
your dark intentions(…)
Fallen angel, tell me why?
(…) This world may have failed you,
it doesn't give you reason why.
You could have chosen a different path in life.




- Ainda acho isto uma péssima ideia Diannedisse JhonSe sua mãe descobrir que te ajudei... Primeiro meu pai perde o emprego, segundo seu primo me mata e não será de forma agradável.a jovem não pode de revirar os olhos enquanto caminhava por toda a Hogsmeade.Bem eu não sei qual será a terceira e realmente não quero descobrir nenhuma das formas... Na verdade sei qual vai ser a terceira! Seu tio vai querer dar meus órgãos aos... Sei lá o que ele tem como bicho de estimação!

A jovem parou quando ambos chegaram a entrada do Três Vassouras. Seu primeiro pensamento foi de perguntar a Jhon se alguma vez esteve naquele lugar, mas não apenas virou-se e encarou os olhos negros de seu “amigo”. Azul platinado no negro encarando um ao outro.Dará certo se você cumprir o que prometeu.disse a jovem com a expressão seria e impenetrável, a mesma que já estávamos acostumados a ver em seus olhos e em sua face de porcelana.Irei à casa dos gritos, não vou desperdiçar essa oportunidade que tivemos com a vinda de seu pai pra cá.


- Ora, por favor, Dianne, isso é loucura, porque não fazemos isso quando voltarmos para escola?a jovem olhou para o amigo com um sorriso irônico, naquele instante pudemos ver a antiga russa.Não me diga que esta com medo Jhon? – perguntou a jovem – Isso não é de seu feitio Jhonathan pensei que você fosse mais destemido, corajoso. Não é assim?Chantagem? Não era apenas o jeito das palavras saírem dos lábios da Russa e o rapaz ao seu lado sabia disso, ele sabia que ela estava tentando de todas as formas a ser quem era antes, mas mesmo assim aquilo o deixava desconcertado. Ele estava com medo? Sim, mas não era por ele... Dana-se ele queria ir à casa dos gritos e iria sozinho se fosse possível, mas o seu medo era pela corvina a sua frente.Você ganhou a aposta, e como consequência eu terei que cumprir o que eu disse. Irei à casa dos Gritos sozinha.


A jovem sorriu para o amigo é logo foi se afastando. Jhon queria segui-la, protege-la, mas sabia que nunca seria perdoado se fizesse algo assim. Além disso, ele sabia que ela havia perdido de proposito e o que ela realmente queria era provar a si mesma que não era totalmente fraca ou medrosa. O riso dele foi ouvido pela corvina que já estava bem distante, mas aquilo lhe deu forças para continuar. A jovem sentia que ele não a seguiria e que mesmo conhecendo-a tão pouco era o bastante para não segui-la. Aquilo era a prova, que algum dia ela teve uma parceria com o idiota do Jhonathan Pietro Mathews.


...


A única coisa que ainda mantinha a jovem russa andando em direção a casa dos gritos era seu orgulho já tão ferido pela sua maldita debilidade. Não lembrar para alguns seria uma enorme dadiva, mas para ela era um martírio, nem ao menos lembrar o que havia acontecido para perder todas as suas lembranças, isso a irritava. Será que era tão frágil assim a ponto de cair sozinha e... Esquecer? Bem, não era o que Jhon dizia, mas confiar nele era difícil ainda mais com o contexto: “Sangue de seu sangue nunca mentiria para ti”. Um suspiro resignado sai dos lábios da jovem. O que poderia temer numa casa abandonada como aquela? Bem ela poderia enumerar uma lista enorme de probabilidades, das mais simples as mais sinistras possíveis.

Dianne parou dando-se uma sacudida mental. Ora vamos, estava parecendo uma tola, não iria acontecer nada. Tudo que tinha que fazer era entrar lá e certificar-se que Jhon saberia que esteve na casa e ela ainda estava pensando no que poderia fazer para provar tal coisa quando já estava praticamente dentro do lugar. Um suor frio escorreu de sua face, o medo parecia querer brotar e faze-la correr como uma criança desesperada, e era isso mesmo que iria fazer quando ouviu algo no andar superior e se deu conta do que estava fazendo.
Mas que diabos, sua tonta – [color=#E6E6FA]diz a jovem para si mesma – Ande é vai ver o que tem lá em cima e pare de bancar a medrosa.[/color] – Suspirando a jovem começou a subir as escadas vagarosamente e com isso o som de uma voz foi aumentando. Por um momento a jovem queria virar-se e sair correndo, mas e se fosse Jhon querendo lhe pregar uma peça? Bem ela iria dar uns bons tapas naquele mestiço idiota se este fosse o caso.

Com uma coragem que não lhe parecia ser sua a jovem subiu ate o ultimo andar, procurando o som que tinha ouvido antes. Sentiu-se uma tola quando não ouviu mais nada e estava pronta para descer e procurar algo para comprovar sua vinda a casa quando ouviu novamente a voz, na verdade parecia mais um grito... Rapidamente a jovem foi ate perto da porta de onde tinha ouvindo e entre abriu.

Atitude tola da jovem. Porque bisbilhotar? Na verdade sua curiosidade havia a feito andar ate lá abrir um pouco a porta, mas naquele momento ela pediu para que tudo que visse ou ouvisse naquele lugar fosse um sonho e que ela acordasse logo, mas parecia que não ia ser assim. Soube ao encarar os olhos do homem dentro do quarto. Bem que agora, dar uma de medrosa seria bom.




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Re: Casa dos Gritos

MensagemEscocia [#98052] por Scorpius Finnick » 27 Mar 2012, 21:52

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Yaten provém de uma linhagem de bruxos muito conhecidos na Rússia ocidental. O fato de viver as escondidas ainda era um grande mistério em sua vida, uma vez que ninguém se atrevia a revelar muito de sua história passada. Sua tia Ludwika se calava sempre que o assunto era além de como seus pais eram ou se pareciam, num máximo, contava alguns bons feitos de seus pais e parava por ali. O senhor Z, um homem que conhecia desde pequeno e que sempre esteve próximo á família tampouco revelava nada que não achasse prudente. Por mais que isso viesse a irritar o menino e enchê-lo de duvidas, de nada mais importava naquele momento. Durante onze anos fora “aprisionado” em um vilarejo trouxa se passando por um para não ser encontrado. Onze anos depois, agora, caminhava pela estrada principal de Hogsmeade apreciando cada loja e edifício diferente que jamais havia visto de sua residência. Ainda não havia ingressado na tão sonhada Hogwarts, não, faltavam poucos dias, mas os alunos já poderiam se aventurar por entre as maravilhas que as lojas de diversos tipos proporcionavam aos pequenos. Yaten se deliciava em silêncio com um grande pirulito de morango, seu sabor preferido. Levava nos bolsos uma pequena quantia em dinheiro de bruxo para os seus gastos, que sua tia o havia dado. Não era muito, não poderia gastar muito, mas pelo pouco que sempre teve, apenas por estar ali, já era um grande presente, pensava. Ao contrário dos demais de sua idade, o pequeno Kharkatov estava sozinho e perambulava como assim desejava. Nem mesmo o senhor Z estava próximo, havia ido á Hogwarts para assuntos pessoais. Yaten havia escutado de sua tia que Z, talvez, ia se candidatar á docente. O menino continuava chupando seu pirulito, como se nada mais importasse, a calma, apesar da grande massa de gente de todos os tipos transitassem ali, era maravilhosa.

Uma garota de cabelos loiros, que não parecia ser muito mais velha que o pequeno, jazia sozinha em frente á uma loja muito distinta das demais. Yaten lera o letreiro acima: “A Casa Dos Gritos”. Mas jamais ouvira qualquer coisa parecida, ficou curioso para saber o que queria dizer. Parara ainda longe da menina, esperando que ela entrasse, ainda que notasse seu medo. E assim o fez, a menina enfim adentrara a escuridão interna da casa. Yaten não a seguira, por mais que tivesse vontade, se manteve parado ainda com o doce no céu de sua boca. A multidão transitava para todos os lados, e parecia ser muito normal crianças de onze anos caminhando de um lado á outro. Quando, por fim o garoto imaginara que a menina já havia tomado distância, foi que ele dera o primeiro passo em sua direção. A entrada era escura e havia uma longa escadaria que para o pequeno era uma incógnita total. O menino começou a subir em silêncio, nada era possível escutar, pouco se via. O único ruído que cortava o silêncio eram os rangidos dos degraus, e a medida que o garoto tomava altura, uma voz ecoava com mais força pelos cantos do interior da casa. Ainda que tivesse receoso, ainda que sentisse a palma de suas mãos estranhas e formigantes, ainda que a escuridão o lembrasse do que não desejava lembrar. Ainda que sentisse a solidão o envolvendo a cada degrau que subia, ainda que o sabor do medo invadisse seu paladar, o pequeno não cessou sua gana de descobrir os reais segredos daquela casa. A voz estranha se tornava cada vez mais nítida aos ouvidos...

O andar de cima era inteiramente de madeira. O cheiro lembrava a mofo húmido. O menino tomara cuidado para não pisar onde estava demasiadamente frágil, ainda que não tivesse experiência e o ambiente estivesse tão escuro que era difícil conseguir mirar algo com veemência. Apenas um toco de vela avermelhada balançava de um lado á outro e a sua luz escassa que era produzida pelo fogo iluminava com dificuldade algumas partes do local. Não havia si quer, qualquer vestígio de que alguém á poucos minutos havia estado por ali.
"Talvez tivesse tomado o caminho errado, pensou Yaten. Talvez a casa fosse um labirinto." O que o dava certeza de que se aproximava de seu triunfo, ou pior pesadelo, era de que a voz ecoante ganhava mais força á cada passo que dava naquela mesma direção. Kharkatov puxou dos bolsos, com força, o único instrumento que lhe dava tranquilidade e segurança naquele momento, sua varinha. Ao contornar uma esquina pudera, enfim, ver a tal garota de cabelos loiros em frente á uma porta que se abria com a ajuda da pequena. Yaten não se mexeu mais. Seu coração batia forte e suava de tal forma que parecia querer ter um colapso. Um fecho de luz invadiu a escuridão local obrigando o menino a fechar os olhos quase imediatamente, ainda que tentasse mantê-los abertos, era quase impossível.

Quando finalmente a imagem ficou clara. A menina havia adentrado o aposento novo, e a porta se mantinha aberta. Yaten fugou se sentindo intimidade, não era justo ser mais medroso que uma menina, era? O garoto se adiantou atrás, como se estivesse seguindo um destino certo, um destino sem volta. Transpassou a porta logo atrás daqueles cabelos loiros e o que vira á sua frente, fora mais do que imaginaria ver num lugar como aquele. Naquele momento, descobriu que, talvez, o pequeno feche luz que quase o cegara, poderia ser o ultimo que veria. Ainda que tivesse a varinha firmemente em sua mão esquerda.


Bom, postei interagindo com á personagem acima. Quem quiser entrar na histórinha maléfica, fique avontade =)
.:Scorpius Finnick || 3º ano || Artilheiro || Cleansweep 70:.

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