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Casa dos Gritos

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Re: Casa dos Gritos

MensagemInglaterra [#111534] por Aaron Denvers » 25 Nov 2012, 19:10

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Caminhando pelas ruas de Hogsmead, Aaron seguia rapidamente, pois já estava no final da tarde e ele queria aproveitar o resto do horário de passeio com Cassie. Contudo, havia recebido uma mensagem estranha mais cedo, quando estava saindo da escola, de inicio ele não tinha entendido muito bem, mas para alguém saber o que aconteceu naquela noite, com certeza quem enviou a mensagem foi o Gerrard ou o Lorenzo, a Shanira estava morta, por tanto não poderia ser ela. Por via das duvidas, o Lufano caminhava atento, com a mão esquerda enfiada no bolso, segurando a varinha, totalmente atento a algum sinal de armadilha. Enquanto seguia em direção a casa dos gritos, o loiro relembrou da noite em que Shanira havia morrido, sendo vitima de uma figura estranha que até hoje, é um mistério. Hogwarts estava com um clima sombrio naquele dia, o loiro estava fora da cama quando tudo aconteceu, outros também estavam lá e dentre eles, estava Shanira que acabou sendo morta. Aaron não tinha muito contato com ela, mas a garota parecia ser maluquinha e andava muito com Raj, um outro Lufano revoltado que jogou no time da Hufflepuff em outros tempos.

Seguiu por uma estradinha já avistando construção mais mal assombrada de toda a Grã Bretanha, a casa do gritos, onde muitos alunos tentavam se aventurar e mostrar que não tinham medo do local. –
“Aposto como deve ser o Gerrard querendo conversar sobre aquele dia, será se a mão ainda está no mesmo local onde ele escondeu? Depois vou dar uma olhada lá.”– Pensou enquanto observava um casal caminhando na direção oposta dele, por alguns instantes, lembrou de Cassie, talvez a loira já estivesse no três vassouras esperando por ele. Parou observando os dois se afastarem, pensando no que iria fazer dali a alguns minutos, derrepente não sentia vontade de ir encontrar com o Gerrard na casa dos gritos, ele tinha a Melany, Aaron tinha quem? Olhou em direção a casa mal assombrada, estava quase desistindo quando pensou na hipótese do amigo Corvino ter descoberto alguma coisa sobre aquele mistério. -

“Matthews, espero muito que você não esteja me fazendo perder tempo...”– Retomou a caminhada, olhando fixamente para o seu objetivo. Aproximou-se da cerca, seguindo até o portãozinho, abrindo-o e adentrando, seguindo por uma estradinha velha que dava para frente da construção. Abriu a porta, adentrando o local, já havia explorado a casa dos gritos algumas vezes, mas o local sempre o assustava, tinha um clima pesado, uma energia ruim que fazia os pelos do rapaz ficarem de pé. Seguiu pelo saguão, indo até a cozinha abandonada, tudo estava bastante sujo e a iluminação era precária. Aaron observava atento, a mão segurando a varinha firme dentro do bolso, quando ele ouviu uma voz feminina vindo de trás dele. Aaron girou rapidamente, apontando a varinha para a portadora da voz. –Quem é vo.....– A voz do loiro se perdeu quando os olhos do mesmo registraram a presença de Shanira, aqueles cabelos ruivos tão fortes quanto os de Emilia, era ela, se não fosse, alguém estava brincando com ele. –Quem é você? E não venha me dizer que é a Shanira, eu vi ela morrer e Polissuco não algo impossível de se conseguir. – Disse enquanto segurava a varinha com firmeza, apontando para a garota.


Spoiler: Mostrar
Post horrivel, mas é melhor do que deixar a Nanda no vacuo xD
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Re: Casa dos Gritos

MensagemMexico [#112652] por Raul A. Jacobs » 10 Dez 2012, 22:22

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A brisa de verão acariciava as feições bem delineadas do loiro, jogando seus cabelos para trás concedendo-lhe certo ar sedutor. Encarava a velha construção sendo invadido pela nostalgia, os anos pareciam não afetar a áurea temerosa que cercava o local. Era algo tão intrínseco ao ambiente que era capaz de sentir pequenos calafrios arrepiarem cada um de seus pelos ainda que estivessem em pleno verão. Liberou sua mente para que voltasse alguns anos atrás, quando finalmente se formara livrando-se daquele pesadelo que era estudar em Hogwarts e ser inteiramente dependente de sua família paterna. Embora hoje sua relação familiar se encontrasse mais estável, não arrependia-se de ter escolhido afastar-se de progenitor. O motivo que o fizera retomar tal ligação? A pequena loira de feições impassíveis e palavras gélidas que aproximava-se da colina a passos firmes e determinados, ela caminhava com altivez pertinente a família, o queixo erguido em sinal de desafio constante, postura ereta e indiferente, como se fosse o centro do mundo. E por último. E mais importante. O olhar, gélido, indiferente, superior, o mesmo olhar que era capaz de congelar e aquecer qualquer um que o encarasse, o mesmo olhar pertencente ao jovem loiro.

Observou-a aproximar-se encarando-o friamente, aquele olhar cético que é capaz de congelar suas entranhas. Contudo Charles já não preocupava-se com isso, desde que conhecera a pequena irmã mais intimamente teve a certeza de que tudo aquilo não passava de fachada. A verdade é que Maisha era um amor, extremamente carinhosa e superprotetora, um sonho de menina. O problema era alguém conseguir quebrar a camada gélida que cercava-a. Esperou pacientemente até que a mais nova chegasse até si. Sorriu pelo canto dos lábios deixando que os olhares se desafiassem por alguns segundos. O negro e o mel confundiam-se em uma batalha cruel onde não havia vitoriosos, nem perdedores. O gelo entrelaçava-se ao calor envolvente e embargador dos olhares, levando quem os observasse a almejar afogar-se nas malicias daquele simples olhar.


- Está atrasada, pirralha – falou displicente sentindo seu braço ser atingido por um soco nada gentil da outra que já encontrava-se sorrindo animadamente. Um sorriso sincero, raro e radiante. Impossível não sorrir junto. Sentiu seu corpo ser envolvido por um abraço completamente desprovido de amarras, algo além do carnal, as almas entregavam-se, felicitando-se pelo reencontro. – Então, como estão as aulas? –perguntou ainda sorrindo assanhando os cabelos da menor que fingia encontrar-se irritada, embora ele soubesse que ela estava divertindo-se. Escutou atentamente os relatos da pequena, falava sobre como os professores eram chatos e inúteis, como todos os alunos da escola pareciam não ter nada na cabeça. Em suma, ela estava inteiramente feliz por estar de volta ao local que tanto amava. Sorriu internamente ao ouvi-la insistir em repetir o quanto odiava um garoto, Sean, o nome.

- E quando vou conhecer meu cunhadinho? – provocou sorridente sentindo seu ombro arder pelo segundo murro deferido pela mais nova. Não se importava, acostumara-se com os ataques físicos da menor, não era como se realmente machucassem, embora não fossem inteiramente inofensivos. Ela deferiu mais alguns xingamentos ao tal garoto, alegrando-o internamente, desde que Maisha havia enfrentado o mundo para estar ao lado de Nadja e esta a abandonara que a pequena encontrava-se vulnerável e cética com relação a relacionamentos, era bom vê-la ‘empolgada’ com uma nova pessoa.

O sol começava a se pôr ao longe, junto com toda a alegria que cercava os irmãos, à hora de voltarem a tomar rumos separados aproximava-se, despedaçando o coração do loiro. Por mais que não desejasse admitir, sentia falta da ‘pirralha’. Suas reclamações constantes e murros faziam parte de seu dia. Ainda sim forçou um sorriso e um abraço gélido ao final. Os olhares se encontraram novamente expressando tudo o que as palavras eram insuficientes para explicitar. Virou observando a pequena afastar-se, com a mesma feição impassível e passos firmes. Passou alguns minutos observando-a, zelando pela segurança daquela que tornara-se seu bem mais precioso.

Sentiu um pequeno esbarrão em seu ombro fazendo-o virar com certa agressividade, afinal encontrava-se em um ambiente não muito favorável para família Vladislav. Observou atentamente as feições de seu ‘agressor’, conhecia-o de algum lugar, embora não tivesse plena certeza de onde. Observou-o atentamente, forçando a memória, finalmente um flash de memória o atingiu. Conheceram-se no Brasil, nas férias, seu nome era Caleb.
– Oi, há quanto tempo Caleb – falou encarando-o na esperança de que o outro ainda recordasse o encontro que tiveram.


Off: Ta ai Raelzito! Meio fraquinho, mas é um começo.
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Raul A. Jacobs
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Re: Casa dos Gritos

MensagemInglaterra [#113076] por Victorie Leblanc » 14 Dez 2012, 18:14

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Ho


                Era manhã e a pequena nevasca gelava-me de modo diferente a excitação que me tinha naquele momento. Era-me real a primeira visita que me teria ao povoado vizinho do castelo bem elaborado de Hogwarts. Eu, estava trajando-me dum terno macio e sedosamente gostoso para aquela ocasião de flocos beijando-me as bordas. Toquei-me na mala algumas anotações e livros que me seriam úteis na expedição que queria exercer. Fixei meus olhos no que me era necessário à ocasião e então, volvendo-me nos calcanhares, deixei-me partir o corpo excitado e soberbo daquele momento de descoberta que me teve.

                Desci os degraus passo por passo, inflei-me os pulmões da mescla gélida e densa que me estava a atmosfera e, aos poucos num jeito gradual, soltei-me o sorriso singelo para com aquele momento que me era especial demais. Celebrei-me tecnicamente pelo feito que me estava acometendo, eu estava de modo intensamente feliz e não me conseguia segurar o autoestima que se fizera presente na ocasião vivida. Descrevendo-me aos tantos, tudo torcia-me o âmago de maneira fugaz e não me deixava de desencadear o rosto sério em sorridente. Os dentes alvos e o olhar brilhante afagaram meu íntimo e esboçaram minha emoção por todo aquele início matinal.

                Hogsmeade, era-me beleza viva, beleza triste, beleza cinza. Tinha-se certo teor de mistério em cada redoma de sua extensão e isto cativava-me mais por estar ali. Os bolores da neve cintilavam como se estivessem sambando com lantejoulas e purpurinas por cada telhado encoberto. As árvores inundavam de modo enigmático todo o paradigma que continha em meu olhar calculista; estavam com o manto gelado brilhando distintamente com o sol que as reavistava de tempo em tempo. As ruas eram belas e a arquitetura era sem igual, contudo o que me emendou profundamente em um querer de conhecer e desvendar, fora-me uma casa que jazia de ar muito intrigante onde a via da calçada não banhava mais o chão...

                Segui-a, até perder-me os pés na grossa camada de neve que ali se instaurara, então, refiz-me firme e ofegantemente abri a porta que rangeu cabulosamente assustadora. Avistei uma saleta repleta de remendos e de madeira podre por todos os lados. Retirei o livro da mochila que pendia na espinha dorsal e o comecei a ler.





Notas:
Aprendendo o feitiço Estupefaça
Postagem 01, introdutória

Itens Utilizados:

  • As forças das trevas: um guia p/ autoproteção - Quentin Trimble

    Usou um As forças das trevas: um guia p/ autoproteção - Quentin Trimble.

Editado pela última vez por Victorie Leblanc em 14 Dez 2012, 18:51, em um total de 1 vez.
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Re: Casa dos Gritos

MensagemInglaterra [#113077] por Victorie Leblanc » 14 Dez 2012, 18:16

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Gs


                Os olhos percorreram de modo leve e extremamente precisos cada linha imposta para o destonar do eixo correto da realização do feitiço que almejava. Uns pontos mais ressaltados e outros com nem tanta ênfase imposta, um fatiamento composto de forma tênue para que me fosse correto e tranquilo o aprendizado ultra querido da magia. Fiz-me um bom trabalho e me refiz novamente outros apontamentos para o desatar lívido de preocupações desnecessárias, estava quase que completamente seguro do que me ia encenar.

                Celebrava-me a atmosfera acinzentada por de dentro da casa que me fora dita como assombrada. Era-me real que a própria tinha o seu típico pigmento assustador adjunto de suas histórias mais bem boladas, ou bem vividas. Mas, não me era o que me fora pendurado no véu profundo do âmago. Lá, estava-me numa zona confortante, sozinho e tranquilo para o que me pudesse seguir a exercer. Sem medo ou pé atrás. Não me continha preocupações ocas em outros casos desassociados ao meu e me era livre ao que me fosse exatamente o essencial às ações.

                Olhei-me ao redor tendo esmo na visão para que me fosse achado algo apoiante para atuar a magia que vibrava em meu corpo. Desci-me em olhares na redondeza e encontrei madeiras mal colocadas que me foram simples arrancá-las para usar. Meus alvos seriam paus já que me fui solto e alegremente sozinho àquela expedição lúcida.

                Concentrando-me de vez no que seria minha primeira tentativa àquele aprendizado, rebusquei-me o ar eufórico de outrora num modo a contemplar o manuseio simplório da varinha, porém de extrema valia à ocasião perfeita do ato. Um toque aqui e outro ali, ajustando de forma que me houvesse um bom grado e que me fosse hábil o lançamento do encantamento que poderia deixar o alvo desmaiado, contudo, não deixaria as madeiras, mas poderia ter-me noção do que aconteceria com as mesmas, visto que a magia que me estava próximo a realizar não continha um simples efeito. Poderia ter outros, talvez inferiores, mas outros que tanto fossem precisos quanto o desmaio do atingido
– Estupefaça!





Notas:
Aprendendo o feitiço Estupefaça
Postagem 02, tentativa
Editado pela última vez por Victorie Leblanc em 14 Dez 2012, 18:50, em um total de 1 vez.
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Re: Casa dos Gritos

MensagemInglaterra [#113078] por Victorie Leblanc » 14 Dez 2012, 18:19

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Mea


                Senti-me um tremor do cotovelo até o último dedo que me havia deixado firmeza na vara, senti-me a magia contorná-los de modo sagaz e atingir num tom habilidoso e desconhecido as madeiras que estavam ali naquele momento. Voaram com teor feroz imposto pela potência duma magia com pouco controle e se chocaram contra a janela que estava entreaberta, para felicidade não houvera sequer um rachamento na vidraça, talvez ela fosse reforçada de magia resistente ou sei-me lá o quê. No momento só queria-me saber de como dosar a força e controlar todo o movimento para que não houvesse um descontrole e uma rebatida de paus na parede e logo contra mim. Estava-me só, mas o cuidado era-me essência para tudo que almejava, vide que quem bem feito quer realizar algo, tem tamanha preocupação para com aquilo e procura o melhor, procura o modo mais correto à si e realiza.

                Com a varinha em mão, diretamente apontei ao grupinho de paus que se estavam mortos no chão e os avivei trazendo-os para cima e, recolocando-os magicamente no local que entes estavam: debruçados sobre o corrimão da escadaria da casa que não me era assombrada, e sim, apenas rumor. Poderia claro haver coisas ruins passadas, mas não algum agouro que vagueava denegrindo e fantasiando coisas àquela residencia tão popular do povoado. Parei-me para me olhar o que seria um novo tremelhique nas mãos e segurei com uma pequena risadinha alegre o que me parecia ser um nervoso repentino. Então, aos tantos, fiz-me calmaria e concentração aos toques finais que me acreditava estar dando para um bom controle mágico do feitiço.

                Não reli o livro, tampouco resolvi pegá-lo para que notas fossem-me postas para o crescimento daquele aprendizado. Era-me durão e me achava completamente capacitado para exercer qualquer feitiço que fosse sujeito àquela ocasião momentânea especifica. Não tive mais delongas, nem pensamentos soberbos com possibilidade de erro – apesar que me poderia acontecer – estava-me tranquilo e pronto. Segurei a voz no diafragma e cuspi a palavra firme que me queria aprender por completo:
– Estupefaça!





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Postagem 03, tentativa
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Re: Casa dos Gritos

MensagemInglaterra [#113084] por Victorie Leblanc » 14 Dez 2012, 18:45

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De


                Insucesso, fora o que me correu quando havia tido a maior segurança para a realização do feitiço. Tamanha expectativa, tamanha a queda, não é mesmo? Pois bem, óbvio. Assim fora-me ver o tosco erro de se entrar com o peitoril extremamente inflado e num salto maior que a perna. Somos dispostos a errarmos e sempre seremos propícios para com essa coisa penante e chatinha. Recolhi-me o que me foram insultos próprios ao âmago gordo e urinei chateadamente no insucesso cometido. Estava-me absorto de toda aquela pressão que me estava fazendo, mas assim mesmo continuei a rebater mais peças ao mural vergonhoso que me estampava no peito.

                Chutei o que seria o parapeito da escada no modo de transbordar a minha raiva pelo local, não me era fácil aborrecer-me, mas naquela ocasião que a expectativa cobria-me a cabeça, foi extremamente essencial o chute que fizera doer meu pé instantaneamente. Não me queria recorrer aos livros, queria-me ser auto o suficiente, completo, forte, viril. Contudo o que me ocorria era a birra duma criança tosca que não conquistou com o choro seu brinquedo na lojinha. E após e, cada vez mais, sofria-me sozinho o eu brigão com o eu inflado. Tive-me a cabeça girando e o corpo esquecido, raiva teve-me por esta ocasião especifica.

                Senti-me frio e me senti quenturas, não me sabia o que era sensação e o que era negação. Estava-me apenas num julgamento fulo e numa falta de concentração tamanha, todavia ressalto que só teria este momento comigo, em outros casos que se envolvessem seres de outros jeitos senão o meu, eu mostraria-me inteiro controle e permitiria a mentira de me dizer que estava tudo sob controle, tudo certo e que era apenas um blefe tosco que me estava exercendo para uma futura estratégia. É, eu iria fugir das ações ocas que teria acometido-me. Não relevando este momento, ergui o que seria um braço derrotado e apontei para o que seria um grupinho de madeiras vitoriosas. Elas deveriam cair por agora...
– Estupefaça!





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Re: Casa dos Gritos

MensagemPolonia [#113106] por Hazel Sniegowski » 14 Dez 2012, 21:10

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O aluno Patrick Crvénkovski aprendeu o feitiço Estupefaça com sucesso e está autorizado a postar a finalização.
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Hazel Sniegowski
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Postado Por: Nati.


Re: Casa dos Gritos

MensagemInglaterra [#113134] por Victorie Leblanc » 15 Dez 2012, 03:35

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Hogsmeade


                Eu havia conseguido o que me fora almejado. Apesar do descontrole estar beirando as redomas do meu corpo, eu havia conquistado de maneira nem pensada o que de fato eu queria no momento: um controle no feitiço. Fui apaziguando-me de maneira singela, apenas respirando o ar gélido e relaxante daquela casa negra e acinzentada. Vi os flocos da neve branquíssima que caíam perante a rua cinza e tive um gozo aliviante num sorriso belo, calmo e de extrema felicidade. Como me fora confortante conquistar o que era requirido naquela ocasião, como fora!

                Sorrindo, livre e leve, avistei o grupinho de madeiras que se havia quebrado ao meio. Fazendo-as flutuar, coloquei-as no mesmo lugar que estavam desde o início da minha atividade prática naquela casa silenciosa. Fiz juízo ao nome da minha casa e com toda a vontade que me tinha no momento, havia completado a tarefa que no princípio fora singela e após, ficara um tanto dificultosa. Fiz-me o necessário e estava com extrema alegria por cima de mim, cada ato parecia uma cena de teatro e me tirava um tanto a respiração, de modo estranhamente misterioso eu amava-me cada movimento corpóreo que fazia, sendo ele útil ou não válido àquela ocasião.


                Então abafando em demasia esta tamanha excitação – que me corria nas veias, no pensamento, no rosto, no íntimo e por tudo – conquistei-me o passe para que eu pudesse deixar a linda e intrigante Hogsmeade. Eu estava hábil com o feitiço e era de grande gozo que me tive esta emoção por dentro. Então com esta tal habilidade já acreditada, apontei a varinha para os pedaços que ali estavam e proferi com a voz num misto de riso com engasgo: – Estupefaça!

                Logo as medeiras que ainda restavam, tomaram tamanho impulso contra a parede que num baque oco quebraram-se mais do que já estavam e, com o teor de controle que me tinha, não houve voo de fiapo algum tanto dos alvos quanto do local que eles haviam se chocado. Volvi meu corpo à porta e saí galgando tudo que me aprendi. Agora era hora de se duelar pelo mundo bruxo!





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Postagem 05, finalização
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Re: Casa dos Gritos

MensagemAlemanha [#113587] por Caleb von der Grimmelshausen » 18 Dez 2012, 20:04

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      O gosto amargo da derrota ainda preenchia o âmago de Caleb naquela tarde. Talvez tivesse abusado demais da sorte, pois simplesmente se recusava a acreditar na imagem de seu time sendo rechaçado durante a partida de quadribol contra a Sonserina. Não fosse por sua estupidez e o modo como agia quase sempre, talvez ele tivesse conseguido segurar a goles, protegendo seus aros, ao invés de simplesmente deixar que mais uma coisa se esvaísse por entre seus dedos. Ele chutava uma pinha seca, a caminho de Hogsmead, decido a encontrar algum consolo pelas calçadas enlameadas de algum bar. Possivelmente o Cabeça de Javali, pois costumava ser sujo e naquele momento era mais digno de sua vergonha.

      - Não seja tolo, Dillamond. Não perca seu tempo comigo, agora.

      Caleb resmungou, agitando o ombro para que a coruja marrom empoleirada em seu ombro fosse embora. Mas era em vão. Assim como sua infelicidade momentânea, o animal parecia incapaz de fugir, evidenciando o quão chateado estava ao ver seu dono naquele estado. Seu lamento em forma de pios baixos e mais roucos que o habitual tampouco ajudava para apaziguar a sensação, e o loiro por diversos momentos precisou se conter para não unir-se aquela lamentação.

      Munido agora de uma cerveja amanteigada barata, velha e quente, o alemão analisou o emaranhado de pessoas agitadas pelo vilarejo. Aquela época do ano, carregada pelo espírito natalino, a única coisa que se podia ser vista era pilhas e mais pilhas de presentes, escondendo sorrisos e gargalhadas animadas por debaixo de confetes e fitas encaracoladas, revestidas por embrulhos de cores vivas e quentes. Em algum lugar da praça um coral cantarolava uma canção festiva ao som de sinos e o tintilar de cristais, numa sintonia harmoniosa que aos poucos afundava no peito do rapaz. No chão, a neve alcançava a altura de seus tornozelos, e a alguns metros de distância três crianças cantarolavam a mesma melodia enquanto esculpiam um boneco na neve, fazendo Caleb sorrir por um instante, enquanto eles terminavam de pendurar o terceiro cachecol ao redor da enorme cabeça branco-azulada.

      Mas havia algo de muito errado naquilo tudo. Algo que não seria visto aos olhos de pessoas comuns; aos olhos de quem não sentia sequer um terço do que o alemão vinha sentindo. Ok, falar apenas de quadribol o faz parecer superficial e mesquinho, mas o nível de acusações estava muito mais elevado que isto. E era por este detalhe que aquela felicidade contagiante não surtia o efeito esperado àquele período do ano. Seu coração estava blindado para aquele tipo de emoção, e pouco ele era capaz de fazer para mudar aquela realidade. Foi apenas quando um dos três pequenos inocentes choramingou um muxoxo em direção a um pequeno corte recente feito em um dos dedos que Caleb finalmente conseguiu pensar num local adequado a seu estado de espírito.

      O sol já estava quase completamente escondido quando o topo da Casa dos Gritos se fez visível por entre os galhos secos de algumas árvores. Dando vida a história do local, Dillamond começou a se agitar ainda no ombro do loiro, e este, sentindo a mesma apreensão que a criatura, acariciou suas penas ternamente. Caleb suspirou lentamente a tempo suficiente de sugar o ar necessário para ampará-lo no susto que sentira quando um toque inesperado o empurrou para o lado, e antes mesmo que ele pudesse sacar a varinha sentindo um acúmulo de suor frio formar-se em sua têmpora, ele reconheceu a silhueta agressora.


      - Sim, muito tempo.

      Ele respondeu, automaticamente, num misto de surpresa, raiva e pavor ao mesmo tempo. Analisou a figura parada de pé, agora ao seu lado, e instantaneamente o nome dela surgiu em sua memória: Charles. Lembrava-se pouco a respeito do jovem, ele precisava admitir, principalmente porque eles somente se conheciam porque o Caleb de outrora quis que eles se conhecessem. A beleza do outro era inquestionável, e isto também facilitava para que o cérebro do louro funcionasse. Ele se empertigou, pigarreando rapidamente, antes de continuar.

      - Devo ficar preocupado por encontrar você num lugar como este?
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Caleb von der Grimmelshausen
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Re: Casa dos Gritos

MensagemMexico [#113958] por Raul A. Jacobs » 22 Dez 2012, 18:36

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As palavras do alemão funcionaram como uma válvula reconstituinte para o loiro. Encarou-o incrédulo sentindo um sorriso fácil e espontâneo despontar do canto de seus lábios e rapidamente invadir toda sua feição.– Não, não precisa ter medo. – Respondeu ainda sorrindo jogando os cabelos para trás em um gesto displicente. Voltou a observar o menino, que ainda não parecia inteiramente convencido de que ele era inofensivo, então decidiu completar: - Vim visitar minha irmã, Maisha, ela é da sonserina, não sei se conhece. –Deixou que seus olhos se encontrassem por alguns segundos para que a sinceridade de suas palavras atingisse o outro. Pouco recordava-se da conversa que tivera com Caleb, até porque esta havia sido interrompida por outro jovem, contudo possuía absoluta convicção de que adorara-o desde o começo, até porque caso não tivesse gostado, de certo nem se lembraria de suas feições.

- E você, o que faz por aqui? Devo ficar preocupado? – perguntou divertido, sabia que não corria riscos, afinal aquele lugar, embora cercado de mitos, não oferecia nenhum risco. Exceto os causados pelas pessoas que poderia eventualmente encontrar. Caleb certamente não encontrava-se na lista de pessoas suspeitas, ou perigosas. Sentiu um ligeiro tremor invadir sua espinha dorsal ao escutar um barulho incomum advindo de algum lugar a sua direita. Puxou a varinha instantaneamente apontando para o lugar de onde advinha a instabilidade. Deu alguns passos em direção ao local com a varinha firmemente apontada, muitos poderiam considerar isso um absurdo, afinal inúmeras crianças pregavam trotes naquelas redondezas; contudo os tempos de paz começavam a se esvair, logo um barulho, às vezes, não era um simples bicho, ou brincadeira.

Cravou o olhar em um pequeno esquilo que começava a subir em uma arvore, provavelmente o responsável pelo barulho anterior. Esvaziou o ar de seus pulmões relaxando um pouco a guarda voltando sua atenção para o jovem alemão. Este parecia encontrar-se completamente aterrorizado, talvez pelo susto, ou simplesmente por não gostar do ambiente, era difícil definir. Charles observou o lugar mais uma vez certificando-se de que não havia nenhum perigo eminente para então caminhar até o outro.
– Ta tudo bem, não tem nada por aqui – falou calmamente aproximando-se lentamente, quase pedindo permissão, como o outro não demonstrou nenhum tipo de aversão, ele o puxou para si abraçando-o carinhosamente.

- Não era nada – falou acariciando levemente os cabelos do outro. Sentiu algo estranho manifestar-se em seu âmago, mas simplesmente ignorou. Continuou abraçado com o outro, embora este que estivesse assustado sentia como se ele precisasse mais daquele abraço do que o menino. A ausência e solidão que cercavam sua vida pareciam esvair-se entre seus dedos na medida em que acariciava as madeixas sedosas do outro. “O que **** ta acontecendo comigo?” pensou enquanto sentia seu corpo encaixar-se cada vez mais com o dou outro. Nunca tivera preconceito com relações homossexuais, contudo nunca imaginara-se tendo algo com outro homem. Naquele momento isso começava a mudar. O calor que começava a emanar do corpo de Caleb somada as sensações que seu corpo lhe provocava começava a despertar-lhe o desejo.

Suspirou puxando o corpo do outro ligeiramente para si. Sentiu o desejo em seu âmago expandir-se enquanto se perdia no azul dos olhos dele. Deslizou a ponta dos dedos por suas feições bem delineadas pousando em seus lábios róseos. Usou a mão que o envolvia para trazê-lo para mais perto, com o olhar pediu permissão para prosseguir, recebeu de volta um olhar predatório, quase um convite. Deixou que os lábios se encontrassem sutilmente, uma caricia suave, desfrutou da leveza do outro antes de aprofundar o contato sendo invadido pela língua experiente de Caleb. Deliciou-se com seu sabor, suave e forte ao mesmo tempo.


Sorry o atraso, agora vai da pra postar mais rápido. Espero que goste. E o que tu não me faz escrever, hein Rael.
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Raul A. Jacobs
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