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Casa dos Gritos

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Re: Casa dos Gritos

MensagemAlemanha [#131154] por Aiden Dewes » 18 Dez 2013, 13:14

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      Por quanto tempo mais Jessica conseguiria fugir da tarefa de retornar à Hogwarts? A escola estava logo ali ao lado, mas ela evitava ao máximo pensar que estava tão perto de voltar – pela segunda ou terceira vez. Apenas dois motivos ainda a mantinham presa aquele lugar. Dois motivos exatamente iguais, embora um deles não estivesse tão vivo assim. Mesmo sendo um motivo considerável para sua volta, também é motivo suficiente para que se mantenha longe, bem longe dali. Sem saber o porquê, tinha medo de encontrar o outro gêmeo por aqueles corredores e não saber o que fazer. Sim, esta era a estranha que tinha tomado o lugar da verdadeira Jess. Insegura, até um pouco covarde. E era exatamente disso que ela não gostava. Ser uma covarde. Não conseguir enfrentar o que quer que fosse. Não conseguir encarar o irmão daquele que nem sequer sabe se um dia gostou ou não. Digamos que era uma relação de quase discussões e muito drama.

      Enquanto pensava sobre todos os seus problemas infindáveis, Jess olhava fixamente para a tão famosa Casa dos Gritos de Hogsmeade. Nunca ficara tão empolgada com a ideia de entrar ali, e agora essa ideia não parecia tão atraente. E se ela decidisse entrar ali sozinha e acontecesse alguma coisa? Só de imaginar lhe causava calafrios. Olhou ao redor e constatou que não havia ninguém por perto. Pela centésima vez. O silêncio daquele lugar era quase mortal, não fosse por alguns pequenos animais ali perto. Sentia-se, mais do que nunca, abandonada. Em muito se igualava àquela casa. Ambas vazias por dentro e por fora abandonadas. Por isso, mesmo que o silêncio a afugentasse, não havia lugar melhor do que aquele. Podia pensar tranquilamente e se quisesse chorar, bem... Quem a impediria?

      Estava relativamente frio naquela manhã, e Jessica ainda tentava descobrir o porquê de não colocar uma roupa mais quente. Usava somente uma calça jeans e uma blusa de manga comprida que em nada esquentava. Suas mãos estavam congelando, e colocá-las nos bolsos da calça de nada adiantava. Abraçou o próprio corpo na tentativa falha de aquecer pelo menos os braços, e já estava quase mudando de ideia em relação a ficar ali até o por do sol. Era quase como querer morrer de frio. Um sorriso meio torto surgiu em seus lábios. Morrer. Até que não era má ideia depois de pensar sobre tudo o que estava vivendo. – Seria bem melhor do que continuar passando por essas coisas – disse para si mesma, mais uma vez. O que a fazia pensar desse jeito? A antiga Jess não faria isso, muito menos se deixaria abater por coisas tão... “Fúteis”. – O que...? – ouviu passos ali perto, e logo se levantou do tronco no qual se encontrava sentada durante todo o começo da manhã. Havia se assustado com o barulho, e conforme se aproximava mais seu coração acelerava. Por que estava tão assustada afinal de contas? Era só uma pessoa qualquer passando para uma visita à Casa dos Gritos, ou... Alguém que ela realmente não esperava reencontrar tão cedo.




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Re: Casa dos Gritos

MensagemReino Unido [#131159] por Noah Hargreeves » 18 Dez 2013, 15:32

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    O garoto achou que houvesse passado ali a noite toda, ainda que desconhecesse os motivos que haviam-no levado até lá. Supôs que precisasse de um pouco de paz. Algum lugar onde pudesse pensar, sem toda aquela agitação associada à escola a atrapalhá-lo em suas divagações. Especialmente, sem ninguém que pudesse interrompê-las. E ah, Dean Löwenstein realmente possuía muito em que pensar. Tantas coisas haviam se sucedido umas as outras em sua curta vida, tornando-o um garoto deveras perturbado para sua idade. Ele passara por coisas que nenhum adulto, que dirá um menino de quinze anos, devesse passar. Não bastassem todos os problemas que ele já possuía consigo mesmo, parecia que todas as pessoas com quem ele já houvera convivido apenas haviam-no arranjado mais e mais deles. Não era a toa que tantas e tantas vezes torcera pela morte. Pedira e até mesmo implorara por ela. Mas ela não viera em seu socorro, de modo que ali estava ele, mais uma vez com diversas questões a atormentar-lhe a mente juvenil. Ele era um assassino? Havia mesmo matado o seu próprio irmão? E o Sean? Por onde andaria? O que estaria fazendo? O que estaria pensando? Ainda não havia entendido bem o que havia acontecido naquela noite em que sumira, pra depois aparecer trancafiado numa casa que, posteriormente, descobrira ser a casa de seu avô biológico, que não somente havia dado uma espécie de chá de sumiço nos seus próprios pais, como também nos pais de seus primos. Um destes primos, inclusive, via-se na mesma situação em que o próprio Dean, tendo também sido sequestrado e mantido preso por um longo tempo por aquele mesmo homem. Não bastasse tudo isso, ele ainda tinha, é claro, que preocupar-se com o fato de Nathaniel ter sumido, e poder reaparecer a qualquer momento dentro de sua mente, acabando com o pouco de sanidade que ainda lhe restava.

    Todos aqueles pareciam-lhe ser motivos mais do que validos para que desejasse estar ali, sozinho, na casa dos gritos. Supôs que já devesse ser de manhã, ainda que ele houvesse estado ali desde a noite passada, deitado em um canto qualquer e encarando o teto sem vê-lo realmente. Talvez ele já devesse ter retornado a Hogwarts, mas só de pensar em tal possibilidade, todo o seu ser reagia em protesto. Ele não queria misturar-se aquela gente. Em realidade, não queria misturar-se com ninguém. Queria permanecer sozinho. Como sempre fora, e como sempre deveria ser. Ele já deveria imaginar que aquilo não iria acontecer. É claro que algo faria com que aquele seu plano desse errado, assim como acontecera com todos os outros que já tivera em sua vida. É claro que alguém acabaria indo até ali, perturbar-lhe a tão desejada solidão. É claro que ele acabaria ouvindo passos, seguidos por uma voz qualquer, que então o atormentaria até que ele se visse sendo obrigado a deixar o local e retornar em fim a escola. É claro que ele odiaria terrivelmente tudo aquilo. Sim, todas essas seriam constatações pra lá de óbvias, caso ele não houvesse imediatamente reconhecido aquela voz feminina. Uma voz que ele reconheceria em qualquer tempo, e em qualquer lugar, não importa como, onde, ou quando. Uma voz que imediatamente fez com que um violento tremor lhe percorresse toda a espinha, enviando ondas de adrenalina por todo o seu corpo e fazendo com que ele se erguesse de supetão, indo em direção ao som como um homem perdido no deserto iria em direção à água.

    E ali estava. Ela. Mesmo aquela distância, ele era capaz de reconhecer a silhueta sentada como seria capaz de reconhecer o próprio rosto se o visse em um espelho. Ah, doce e bela Jessica. Se algum dia ele pensasse sobre o amor, sobre o mais puro e verdadeiro amor, teria sido a imagem daquela menina a vir-lhe a mente. Sim, pois como ele poderia amá-la mais do que alguma vez houvesse amado seu próprio irmão – Sean – que estivera do seu lado à vida toda, era algo que ele não sabia. Mais do que alguma vez poderia ter pensado em amar seu melhor e praticamente único amigo, Theodore, era algo que ele não seria capaz de explicar. Mais do que alguma vez ele havia amado a si mesmo, também não saberia dizer. Tudo quanto sabia era que a queria, mais do queria o ar que respirava, e sempre quisera. Talvez desde a primeira vez em que pusera os olhos nela. Jessica, a quem um dia ele chamara de “loira-sem-sal”, mas que não poderia parecer-lhe mais linda do que o era naquele momento. Um momento em que seu coração batia de forma tão acelerada, que parecia querer saltar-lhe pra fora da boca. Um momento em que suas pernas tremiam, e pareciam moles como manteiga, enquanto ele se aproximava dela a passos pesados. Um momento em que todo o seu ser ansiava por ela.


    -Jessica– Ele chamou-a, com a voz soando mais alta e clara do que ele achou que soaria. Pensou que sairia insegura, fraca, trêmula, mas não. Ela soava de forma mais do que decidida, o que o surpreendeu e agradou ao mesmo tempo. A menina ergueu-se, talvez tomada pela surpresa de vê-lo ali, e parecia não saber o que dizer. E nem precisaria. –Eu senti a sua falta.– Foi tudo o que ele disse, antes de puxá-la pra si, pela cintura, e colar seus lábios aos dela. Sua língua, avida, procurou a dela, como se necessitasse urgentemente sentir-lhe o sabor. E realmente, precisava. E foi assim que um beijo tornou-se dois, e posteriormente três, ou até mesmo quarto. Ele não queria soltá-la. Não poderia soltá-la. Não iria soltá-la, talvez temendo que, caso o fizesse, jamais fosse capaz de trazê-la de volta para si novamente.



    {...................................................................}



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Re: Casa dos Gritos

MensagemAlemanha [#131199] por Aiden Dewes » 19 Dez 2013, 14:15

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      Como aquilo poderia estar acontecendo? Não, não havia ficado louca, escutara seu nome claramente e o estava vendo logo ali à sua frente. Dean não era um fantasma, ele estava bem vivo. Como? Suas mãos tremiam constantemente, e nenhuma palavra saia de sua boca enquanto observava a imagem – ainda inacreditavelmente viva – do rapaz se aproximando. Aliás, como poderia conseguir dizer alguma coisa se estava chocada demais para conseguir formular pelo menos uma frase que fizesse sentido? Na verdade, o que se seguiu depois da aproximação não foi uma coisa que fez muito sentido para Jessica. Ele a havia beijado. Dean a havia beijado e ela nem sequer reagira a isso. Aquela altura do campeonato, Jess já não tinha mais forças para nada – nem para falar, quem dirá para se afastar do garoto. Não sabia bem o motivo, mas mesmo que tivesse força suficiente para afastá-lo, não queria. Não precisava.

      - Ah, Dean... – ela se afastou prontamente encarando os pés, já que lhe faltava um pouco de coragem para olhá-lo nos olhos. – Por que fez isso? – sentia seu rosto ficando cada vez mais vermelho e seus olhos ardendo, teimando em derramar algumas lágrimas; não estava entendendo mais nada. – Primeiro você morre e depois ta aqui, vivo e... Você não morreu – as palavras saiam enroladas em meio a um choro fraco. Ah, como aquilo doía. Doía tanto quanto ouvir falsas promessas ou um joelho ralado. Suas lágrimas pareciam cortar-lhe a face, e o frio dali só piorava sua situação. – Por que Dean...? Você me deixou, deixou seu irmão e... Todo mundo! – Jessica já não tinha mais controle nenhum sobre seu frágil emocional. Escondeu o rosto entre as mãos, talvez envergonhada demais por estar agindo daquela maneira fora do normal. Desde quando ela havia se tornado a rainha do drama?

      Ficar tanto tempo afastada de praticamente toda a humanidade não fizera tão bem a si quanto achou que faria. Não saber controlar emoções; tudo isso incluído em seu novo lado não tão bom assim. Como conseguia conviver com esse lado ainda é um mistério que ela constantemente tenta desvendar em sua mente. Quem sabe, se um dia Jess conseguir explicar o que sente por Dean – ou pelo outro gêmeo –, talvez isso lhe mostre o caminho para a chave do mistério. E se em uma remota possibilidade Jessica conseguir deixar seu universo utópico, as coisas nas quais ela tanto pensa podem finalmente ter uma solução. Só basta realmente querer.




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notes essa confusão toda um dia vai me atrapalhar
pequeno mas feito de coração u.u
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Re: Casa dos Gritos

MensagemReino Unido [#132790] por Noah Hargreeves » 12 Fev 2014, 00:14

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    Cedo demais, ela se afastou. Dean podia sentir até o mais profundo de sua alma a ausência dela em seus braços, como se estes não estivessem completos sem o corpo da garota envolto neles. Jessica parecia surpresa e confusa, o que era perfeitamente compreensível dada aquela situação na qual se encontravam. Ele também estava confuso, é claro, com mil coisas diferentes passando por sua cabeça naquele momento, mas ele não prestava real atenção em nenhuma delas. Nada seria capaz de desviar sua mente da loira que agora tinha diante de si, ele não se prenderia a nenhum pensamento que pudesse tirar sua total atenção dela, nem por um único momento –Eu amo você– Foi tudo que ele disse em resposta a pergunta feita sobre o por que de tê-la beijado. Foi tudo que ele disse pura e simplesmente por que era tudo o que havia para dizer. Não havia outro motivo, outra razão, pra tê-lo feito senão aquela, de modo que nenhuma explicação mais longa seria necessária. Não sobre o beijo, ao menos, mas além dele sabia que haviam muitas, muitas coisas que ele tinha a obrigação de explicar. É claro que saber que tinha tal dever não fazia com que ele soubesse como responder as indagações seguintes da loira, ainda que o devesse.


    -O que você quer dizer com “primeiro você morre”?– Ele perguntou, franzindo ligeiramente a testa. Teria tal afirmação alguma ligação com sua lembrança vaga e confusa sobre aquela última noite com Sean? Ele deveria mesmo ter morrido naquela noite? Como? Por que? Sacudiu a cabeça, espantando aqueles pensamentos. Dane-se o Sean. Dane-se aquela noite. Dane-se tudo que não fosse Jessica Sibyl. –Esqueça, não responda, não importa. O fato é que não, eu não morri. Eu estou aqui, e...– E? E o que? O que o fato de ele estar ali significava para a garota? Ela estava chorando, e ele não sabia se eram lagrimas de felicidade, tristeza, ou alguma outra coisa. Jessica queria que ele estivesse morto? Esperava sinceramente que não. –Jessica... Eu sei que eu deveria lhe dar uma explicação. Uma explicação sobre tudo o que aconteceu. Sobre o motivo de eu ter sumido. Sobre o que aconteceu em todo o tempo que eu estive fora, mas a verdade é que eu não posso fazer isso. E não é que eu não queira. Eu não posso fazer isso simplesmente por que eu não sei. Eu não sei como explicar o que houve, por que nem eu mesmo entendo. Minha cabeça, minhas memórias, está tudo uma grande confusão, e eu não sei direito como encaixar as peças pra explicá-las a você. Você merece mais do que isso, eu sei, e eu sinto muito, mas o importante é que...


    Ele parou pra tomar fôlego, respirando profundamente por um momento, então se aproximando mais da garota e retirando suas mãos da frente de seu rosto com delicadeza –Por favor, não esconda seu rosto. Eu já passei tempo demais sem vê-lo...– Pediu, de forma suave, e continuou, olhando fundo em seus olhos –O importante Jessica, é que você saiba que eu nunca, nunca mesmo, teria ido pra longe de você intencionalmente. Eu nunca quis, em nenhum momento, ficar longe de você, e não teria feito isso se eu pudesse evitar. Por favor, acredite em mim. Longe de você nunca foi e nunca será onde eu queira estar.– Ele colocou toda a sua sinceramente naquelas palavras, pois eram a mais pura das verdades, torcendo de todo o coração que Jessica não somente acreditasse nelas, como também que elas fossem suficientes para a garota ao menos começar a pensar em perdoá-lo.




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Re: Casa dos Gritos

MensagemAlemanha [#133695] por Aiden Dewes » 05 Mar 2014, 16:34

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      Por que queria tanto saber o que havia acontecido com Dean? Por que se importava com o motivo de ele ter ‘desaparecido’? Já não bastava estar à sua frente, vivo, e dizendo que a amava? Por mais que tentasse acreditar naquelas palavras, não conseguia encontrar uma razão para que elas fossem verdade. Ainda com as mãos no rosto, Jessica percebia pelo tom de voz do garoto que era difícil encontrar uma resposta plausível para seus questionamentos. Pensara seriamente que não precisava ter lhe perguntado o que quer que fosse. Deveria simplesmente ter aceitado o fato de estar vendo-o ali, depois de tanto tempo. Era difícil, porém, aceitar que havia sido abandonada, mesmo que antes a presença de Dean não lhe fizesse diferença. Tanto ele quanto o outro gêmeo. Havia sido deixada para trás, esquecida e abandonada por uma pessoa que agora dizia amá-la. Como poderia acreditar nele?

      Escutara atentamente cada palavra que ele dissera. Sabia como ele se sentia. Estava tão confusa quanto. Infelizmente, não sabia o que pensar de tudo aquilo. Se ele tinha ou não uma explicação, isso já não importava mais. Só não poderia dizer que estava tudo bem quando não estava. Dean havia se aproximado e tirado suas mãos do rosto. Seus olhos a fixaram, e por mais que desejasse desviar o olhar, não conseguia; talvez estivesse fraca demais para rejeitar aqueles olhos azuis que tanto sentira falta. – Dean... – Jess passou os braços pela cintura do garoto e encostou a cabeça em seu peito. Não queria mais que ele a visse chorando, era constrangedor demais para ela. – Por favor, me prometa... Prometa que você nunca mais vai sumir assim, não vai me deixar de novo – conseguia escutar o coração dele batendo enquanto ainda o mantinha em seus braços.

      Talvez fosse exatamente aquilo que estava precisando. Alguém para abraçar, alguém para pedir promessas e alguém que lhe dissesse o que precisava ouvir. Dean era exatamente o que precisava. E ele estava ali. Sempre esteve.– Não vou suportar te perder de novo. Me desculpe por qualquer coisa que eu tenha feito ou dito antes... Não percebi o quanto eu precisava de você. Já perdi tantas coisas importantes na minha vida, e... Não quero te perder também. – Jess soltou seus braços da cintura do outro e encontrou novamente com aqueles olhos. Um sorriso se desenhou em seus lábios ao dar-se conta de que ele não era nenhuma ilusão. Sim, ainda não havia acreditado que Dean estava vivo, mas de fato ele estava, e a olhava como nunca havia olhado antes. Como ninguém havia olhado antes. Involuntariamente, lágrimas voltaram a rolar por seu rosto. Lágrimas estas de felicidade. Felicidade por tê-lo de volta. – Obrigado por ter voltado – abraçou-o novamente, depositando um beijo em seu rosto. Pela primeira vez em algum tempo, Jessica conseguira ver naturalidade em seus gestos. Sinceridade. E, inexplicavelmente, sentimentos que ela desconhecia. Mas sabia que eram bons. Eram bons porque só sentia isso por ele.




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Re: Casa dos Gritos

MensagemReino Unido [#134714] por Noah Hargreeves » 15 Abr 2014, 22:18

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    Dean não possuía palavras fortes o suficiente para descrever o quanto detestava ver Jessica chorando. Não, não era o barulho que o incomodava, tampouco achava que os olhos vermelhos a deixassem feia ou quaisquer coisas parecidas. Nem de longe, afinal a loira era perfeita de qualquer forma. O motivo real é que ele não aguentava vê-la sofrendo. Seu coração doía, como se em solidariedade a dor que via refletida nos olhos castanhos do seu anjo, e ele seria capaz de fazer qualquer coisa, qualquer coisa mesmo, para poder fazer tais sentimentos desaparecem do coração de Sibyl, nem que pra isso ele precisasse puxar todo aquele sofrimento pra si mesmo e ter que lidar com ele junto a todo o seu próprio sofrimento. Quando ela o abraçou, ele a embalou gentilmente em seus braços, acariciando seus cabelos loiros e sentindo-se estranhamente satisfeito por dentro. Não satisfeito pela situação em si, que em realidade não era das melhores, mas completamente feliz pelo simples e puro fato de tê-la ali, tão perto de si, aconchegando-se junto a seu corpo por livre e espontânea vontade. Pela primeira vez em muito, muito tempo, o sorriso que tomou os seus lábios foi o mais sincero possível.


    -Eu nunca mais irei pra longe de você, Jessica, eu prometo. Eu antes preferiria perder o meu coração a perder você. O que na verdade, é praticamente a mesma coisa, já que nos últimos tempos ele só tem batido pela esperança de encontrá-la novamente. Agora que encontrei, não seria tolo de deixá-la escapar mais uma vez.– A verdade, apenas a mais pura verdade. Assim como naquele momento Jessica alegava que não suportaria perdê-lo – palavras mais doces que estas jamais haviam sido pronunciadas antes – ele tampouco poderia pensar em estar distante dela outra vez. Não o suportaria, jamais. –Você não vai me perder, anjo, e não existe nada pelo que você me deva desculpas. Desde que entrou em minha vida, você tem sido a minha salvação. Nunca fez nada de errado. Estou feliz que me considere como algo importante na sua, pois você certamente o é na minha.


    Ele ainda sorria quando a garota se afastou apenas o suficiente para olhá-lo, e, ao ver que esta também trazia um sorriso em seu rosto, sentiu-se completamente aquecido por dentro. Feliz, e até mesmo um tanto quanto orgulhoso, por ser o motivo daquela demonstração de felicidade. –Viu? É assim que você deveria estar sempre, sorrindo. O seu sorriso é algo realmente lindo de se ver.– Disse, contemplando-a como se contemplasse a visão das estrelas, depois de um longo tempo no escuro –E você tampouco precisa me agradecer. Eu nunca fui realmente embora, não em espirito ao menos. Sempre estive pensando em você.– E permitiu-se abraçá-la ainda por um longo momento em silêncio, apenas desfrutando do prazer de sua mera presença ali, quando então algum senso de responsabilidade em um canto oculto de sua mente atentou para o fato de que seria melhor voltarem para o castelo. Não que ligasse pra si mesmo, mas não queria que a garota tivesse problemas por sua causa. –É melhor voltarmos antes que alguém acabe notando nossa ausência na escola.– Disse de forma gentil, rindo levemente ao notar a hesitação da loirinha –Não se preocupe, anjo, eu irei deixá-la em segurança na porta de seu salão comunal, e depois irei para o meu. Prometo que não sumirei novamente, e você pode me chamar a qualquer momento que precisar de mim.– E estendeu-lhe o braço em um convite, que ela, ainda um pouco relutante, acabou por aceitar.


    Dean sentia-se feliz como a muito não sentia, enquanto encaminhava-se para o castelo de braços dados com a garota. Não, ele não sumiria novamente, e, no que dependesse dele, pretendia cumprir sua promessa de estar ali sempre que ela precisasse custasse o que custasse. Apertou-a gentilmente junto ao seu corpo, e sorriu novamente pra ela enquanto andavam. Pela primeira vez desde que voltara pra lá, finalmente começou a achar que estar em Hogwarts não seria tão ruim assim afinal, e, quanto mais aproximavam-se dos portões do castelo, mais a lembrança de Durmstrang ia esvaindo-se de sua mente...




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Re: Casa dos Gritos

MensagemAustria [#136158] por Sean von Vöwell » 15 Jul 2014, 15:09

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    - Ei, Sean, será que pode me dar... –O idiota gorducho pedia quase a crocitar como um corvo quando finalmente saímos da Dedosmel, e nada pude fazer a não ser estender metade de minhas varinhas de alcaçuz aos dois garotos. Boa ação? Claro que não. Aquilo não era nada além da parte de um plano. O pagamento por um futuro serviço bem feito, que estava claro quando avistei as paredes velhas, molhadas e aos pedaços da casa de gritos.

    Olhando de um lado para o outro, apenas sinalizei com as mãos para que se afastassem, entrando no lugar através de frestas de um porão mau aberto. Se tudo desse certo, aqueles dois saberiam fazer o serviço direito, minha casa do terror, enquanto os olhos do menino com uma enorme fantasia de lobo apenas me encarava em um canto escuro. Olhos verdes, e com tanta vividez e felicidade, que ninguém desconfiaria sem perguntar-nos o sobrenome que eu e aquele ser éramos unidos pelo sangue.

    - Melhor tomar isso para uivar, Ryan... E tente se manter fora da visão de Maisha, é para assustá-la, não para persegui-la. –Instrui em voz baixa, e, com um sorriso travesso ele apenas concordava. Irmãozinho inocente? Diria mais que era o demônio em pelo humana. Principalmente quando estendeu a mão, puxando sua parcela dos doces. Hipócrita, ambicioso e a imagem perfeita de um futuro agiota. Aquela era a imagem perfeita de Ryan von Vöwell e seus pagamentos. Pelo menos doces eram baratos. E eu não teria outra dor de cabeça ouvindo a voz daquela mulher insuportável que chamava de mãe gritar o quanto eramos irmãos e tínhamos que nos dar bem. Trégua? Apenas para um objetivo comum, e contra alguém ainda mais irritante.

    Irmãos menores a parte, era hora do meu encontro marcado. Portanto, sem nem olhar, ou qualquer intensão, apenas deixei que a carranca mau encarada tomasse conta de meu belo rosto e que o cabelo loiro desarrumado caísse ainda mais desalinhado que o normal em minha testa, antes de entrar pela entrada principal do lugar marcado e andar pela sala escura, apenas com as janelas imundas e quebradas e a luz da varinha iluminarem meu caminho até um segundo vulto. Esse negro e esverdeado.– Vejo que não fugiu ou foi embora com o rabo entre as pernas. Devo parabeniza-la por isso, Serpente albina? – Perguntei em provocação com uma expressão desafiadora, sarcástica e quase maliciosa. A mesma imutavel e perigosa de todos os nossos joguinhos.

    With: Maisha Nikolai Vladislav
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Re: Casa dos Gritos

MensagemInglaterra [#136163] por Oliver Porter » 15 Jul 2014, 16:11

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                Passo por passo seguia os três meninos em seu caminho. Seu ombro doía pelos diabos, assim como o pescoço. Sabia que dormir naquela rua pedregosa não era muito saudável, mas o que podia fazer? Agora a rua era sua casa, e o chão pedregoso sua macia cama. Os cachorros seus amigos mais íntimos e os ratos, em momentos de desespero, seu alimento. Suas roupas já estavam completamente imundas. A camisa de manga longa, levada até os cotovelos, mostrava-se amarelada e repleta de manchas pretas, a calça negra era contemplada por fiapos brancos espalhados em sua extensão, e já não usava mais os sapatos. Embora o cheiro do bruxinho estivesse desagradável, o sapato não parecia ser de um menino de rua. Oliver guardava-os para os dias de frio, sabendo que com o tempo o cheiro deles poderia torna-los insuportáveis e inutilizáveis.

                Ora, como aqueles gostavam de andar! Passaram primeiro nos correios. Oliver sentou-se no chão, na calçada ao lado da porta, como um próprio menino de rua, para esperá-los sair. Sabia que se tentasse adentrar ao local, algum atendente muito provavelmente o expulsaria, então preferiu ficar do lado de fora. Não tardaram a chegar e logo começaram a caminhar novamente, seguidos pelo pequeno Copperfield. O garoto, muito sagas, se escondia em cada frestinha e porta aberta que encontrava, procurando não ser visto. Quase desistiu quando viu-os caminharem em direção à saída de Hogsmeade, não queria sair de lá, pelo menos havia muitas pessoas para quem gritaria se algum malfeitor tentasse fazê-lo mal.

                “Zonko’s, Logros e Brincadeira” – Leu atentamente, enquanto procurava se esconder. Com o percurso, começara a perceber claramente que havia um líder entre os três garotos. O mais alto, loiro e mais bonito a todo o momento intimidava o gorducho (que por sinal possuía uma voz estranhamente engraçada) e o magrelo (que era totalmente neutro na opinião de Oliver), e que pareciam não querer realizar algum ato que o “líder” havia planejado previamente. Por mais que quisesse, Oliver nunca achava uma deixa para tentar roubar alguma coisa, então foi seguindo-os...

                Até que no final de certa rua, em cima de um pequeno morro avistou uma casa não muito simpática. Logo de vista já reparara que ela era realmente sóbria e um tanto quanto triste. Sentiu a neve em seus pés enquanto seguia-os, agora mais funda, e procurou tomar cuidado, esperando-os andarem um pouco mais na sua frente, para não ser visto. Tocou no colarinho do suéter que usava para esquentar seu corpo, sentindo certa aflição. “Esse lugar não é legal...hum...que droga, não acredito que vou entrar nessa roubada! Se bem que...pode ter muito dinheiro lá dentro. É, é melhor entrar... ahh...que droga, não sei...será?! Tá! Eu vou!” – Pensou, e determinado adentrou ao local, logo após os outros meninos.

                É, de fato o local era sombrio. Janelas quebradas, piso imundo, alguns móveis empoeirados, lâmpadas que eram sustentadas por fios, e tudo aquilo que fazia o pequeno Oliver tremer nas bases. Segurou-se para não espirrar com toda a poeira, e fazendo muito esforço conseguiu. Viu que o menino mais alto acendera uma luz pela ponta da varinha, e então começou a segui-lo a passos leves. Tinha que tomar muito cuidado para não fazer barulho. Quando ouviu a voz dele novamente, percebeu que havia outra pessoa no local, e abaixando-se atrás de um sofá velho, ficou atento. Agora não se importava tanto com o roubo em si, parecia ter se infiltrado em uma incrível aventura.
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Oliver Porter
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Re: Casa dos Gritos

MensagemReino Unido [#138986] por Noah Hargreeves » 17 Set 2014, 19:31

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{ flashback: terrenos de durmstrang, tarde da noite, três anos atrás
O OCORRIDO NA VISÃO DE DEAN LÖWENSTEIN }



    Passos apressados ecoaram no corredor escuro, à medida que a sola do sapato do garoto atingia o chão de pedra. A figura alta, no extremo oposto de onde ele se encontrava, não olhou pra trás sequer uma vez, como se não ouvisse os seus chamados, muito embora estes fossem quase gritos – Jhonny!– Ele chamou mais uma vez, em um desespero evidente, mas a figura não lhe dispensou qualquer atenção, virando-se sem cerimonias na curva do corredor e desaparecendo de sua vista. Dean parou por apenas alguns instantes pra recobrar o fôlego, mas, quando chegou ao local onde o outro havia parado, já não encontrou qualquer sinal deste. Amaldiçoando-se mentalmente, o loiro socou com força a parede de Durmstrang, só conseguindo com isso ferir a própria mão. Seus pensamentos passavam-lhe pela cabeça como um turbilhão, e a necessidade de encontrar o irmão mais velho era quase como uma dor física em seu peito –Jhonny, Jhonny... – Ele repetiu pra si mesmo, e, ao olhar novamente para o corredor, lá estava ele mais uma vez, parado como um fantasma a encará-lo –O que você quer de mim, Dean? – Ele perguntou finalmente, e o garoto correu para segurar-lhe o braço, temendo que este pudesse fugir mais uma vez. O mais velho não pareceu apreciar muito aquilo, e tentou inutilmente soltar-se, contorcendo seu rosto em uma careta profunda ao perceber que o aperto do mais novo era forte demais pra ele – Eu não tenho a noite toda, e não quero que me peguem fora da cama– Disse de modo ríspido, e o garoto apressou-se em começar a explicar – Me desculpe, Jhonny, eu... Eu precisava falar com você. Uma conversa, é tudo que eu quero, eu juro, e depois vou deixá-lo em paz – Prometeu, e, muito embora não parecesse nada satisfeito com aquilo, o garoto mais velho concordou em acompanhá-lo até o labirinto nos terrenos da escola, e ambos andaram em silencio durante vários momentos, até estarem completamente imersos e perdidos no interior deste.


    -Estou ouvindo – Jhonnathan disse, enquanto cruzava os braços sob o peito e o encarava. Dean demorou-se ainda alguns instantes, sem saber como começar, mas por fim falou –Nós achamos que você estivesse morto – E calou-se novamente, assustado com a gargalhada súbita que deixou os lábios do outro ao ouvi-lo – Bem, certamente era essa a intenção– O gêmeo disse de modo cruel, com um sorriso zombeteiro –Fico feliz que tenha funcionado – A expressão do loiro ao ouvir aquilo era da mais pura perplexidade, e, quando ele por fim conseguiu formar palavras, sua voz saiu quase estrangulada – Você... Você desapareceu todos esses anos... Deixando eu, o Sean, nossa mãe, nosso pai... Deixando todos acharem que você tinha morrido e... E você fez isso de propósito? – Ele não podia acreditar na veracidade daquilo, e, enquanto tentava convencer a si mesmo que tudo não passava de uma brincadeira de mal gosto, suas esperanças foram rapidamente esmagadas pelo olhar – um que só poderia ser descrito como terrivelmente sinistro – que viu em seu irmão –Nosso pai? Não. Nosso pai sabia de tudo desde o inicio. Quem você acha que armou o meu sequestro antes de tudo?– Os olhos de Dean estavam completamente arregalados com aquela revelação, mas, antes que este pudesse esboçar qualquer reação, o mais velho avançou até ele, empurrando-o com as duas mãos bruscamente em direção ao chão, fazendo este cair de costas com um baque – Sim... Sim ele estava por trás disso. As viagens de negócio que ele sempre fazia desde que eu sumi eram apenas uma desculpa pra me ver onde eu estava. Três filhos, trigêmeos, e ele precisava garantir que pelo menos um deles saísse da maneira certa, não concorda? Enquanto a nossa mãe exercia influência sobre você e o Charles, transformando o primeiro em nada mais do que um menino revoltado, e você em um completo fracote, ele não podia permitir que o mesmo acontecesse comigo. Então pra salvar pelo menos um de nós, ele armou o meu sequestro, pra me arrancar das garras dela, pra me arrancar do convívio de todos vocês, onde eu não poderia ser maculado por aquela atmosfera. Onde ele pudesse me criar da maneira como ele quisesse, pra que eu crescesse e desse o orgulho que ele tão ardentemente esperava... E eu não vou decepcioná-lo– Com um olhar macabro e determinado, o mais velho retirou uma adaga de suas vestes, colocando um dos pés sob o peito do irmão caído e usando-o para mantê-lo pressionado contra o chão, mirando a lâmina brilhante diretamente em seu peito –Suas últimas palavras?– Ele perguntou com um tom de melodrama, mas não esperou resposta, abaixando a arma de modo certeiro contra ele.


    Para Dean, foi como se a lâmina estivesse vindo em câmera lenta, com seu brilho quase cegante, e, naquele momento, ele teve certeza que estava acabado, no entanto, o ódio que sentia após ouvir aquela confissão era tal, que mesmo sem perceber que sua mão havia deslocado-se em direção a varinha, e, muito embora o loiro jamais fosse conseguir recordar-se do momento exato em que pronunciara o feitiço, o fato é que, antes que Jhonnathan tivesse tempo de concluir seu golpe, um jorro de luz atirou-o pra longe, fazendo suas costas baterem contra a parede do labirinto e seu corpo deslizar até o chão. Com o impacto, a adaga sumiu de suas mãos, indo parar em algum lugar entre as folhagens, enquanto o mais novo erguia-se agilmente, com uma força que, até então, jamais imaginara possuir. Todo o corpo de Dean tremia involuntariamente, e lágrimas descontroladas de puro ódio desciam-lhe pela face, enquanto este encarava o irmão –Você faz alguma ideia, por menor que seja do que você causou? Do estrago que você fez a minha vida? Foi por sua culpa! Sua culpa! Desde que você sumiu, mamãe entrou em surto, nunca mais foi à mesma. Ela nunca conseguiu superar a dor de perder você, e foi por isso que ela se afastou de nós... Se afastou de mim! Ela se refugiou em um mundo de futilidades e mais futilidades pra superar a perda, e foi por isso que ela nunca mais olhou pra mim! Por isso que eu tive de ouvir dela, tantas e tantas vezes que ela estava pouco se importando comigo, com a minha saúde ou se eu ia morrer ou não! Enquanto a cada dia que se passava, enquanto a cada dia eu ficava mais e mais louco, eu não tinha a minha mãe me apoiando do meu lado por culpa do seu estúpido esquema! – As lágrimas a essa altura já formavam uma cascata em seu rosto, enquanto ele arfava em busca de fôlego. Por toda a sua vida tudo que ele havia desejado era obter a aprovação – e o amor – de sua mãe, e saber que essa possibilidade lhe fora tirada por um mero capricho do ser a sua frente era mais do que ele podia suportar – Hey... Jhonny... – Ele chamou no melhor tom venenoso que pode imprimir a sua voz, enquanto avançava sobre o irmão, apertando seu pescoço – Eu tenho uma novidade pra você... Esse homem, esse que você tanto não quer decepcionar, ele sequer é seu pai de verdade. Você e o Sean fizeram da minha vida um inferno enquanto buscavam obter a aprovação dele, e ele nem mesmo é qualquer coisa de vocês. Novidade, irmãozinho– Ele colocou todo seu desprezo ao pronunciar aquela palavra –Nós fomos roubados de uma porcaria de hospital, e só Merlin sabe quem foram aqueles que realmente nos deram a vida. Você esteve esperando todo esse tempo pelo amor do pai errado– Quanto mais ele falava, mais o aperto de suas mãos no pescoço do mais velho aumentava, mas foi em vão. Talvez o choque daquela revelação houvesse sido tudo que Jhonny precisava pra recobrar suas forças, pois ele deu um chute certeiro no garoto sobre ele, fazendo este cair mais uma vez –É mentira! – Ele gritou – Isso é uma mentira. O que foi, irmãozinho– O mais velho colocava tanto ódio naquela simples palavra como ele havia colocado, com uma pitada renovada de sarcasmo – Você pretendia conversar comigo e oferecer seu amor e apoio ao pobrezinho sequestrado e traumatizado? E quanto viu que estava perdendo seu tempo, decidiu apelar pra falsas histórias? – A risada que deixou os lábios de Dean ao ouvir aquilo foi quase insana, a pura representação da loucura, e, por um breve instante, Jhonny pareceu assustado –Mentira, você diz? Não, Jhonnathan, você sabe que não é. E porque eu mentiria sobre isso afinal? Acha que eu gosto de saber que por toda a minha vida estive lutando por uma mulher que sequer é realmente minha mãe? Mas se mesmo eu desprezo essa verdade, você deve desprezá-la ainda mais do que eu... Você tem razão, eu realmente queria conversar com você, entender o que aconteceu, e te ajudar se possível, mas agora... Agora tudo que eu quero é acabar com você– E então, antes que pudesse se dar conta de como acontecera, ambos os irmãos estavam rolando na relva, em uma luta desenfreada pra chegar até a faca. O chão arranhava suas peles, formigando, e suas mãos estendiam-se até o limite em busca do objeto, preso alguns centímetros fora de alcance –Você... Vai... Me... Pagar! – O mais novo gritou, cego pelo ódio, enquanto sua mão alcançava o cabo do objeto, e ele rolava por cima do irmão, pressionando a lâmina fria contra sua garganta. A expressão de Jhonny era simplesmente indescritível –Você vai mesmo fazer isso? Vai mesmo matar seu próprio irmão? – Perguntou com a voz desesperada, mas naquele momento Dean era guiado apenas pelo desejo de vingança, sem conseguir realmente pensar – Você já deveria estar morto a muito tempo. Você e aquele homem assim planejaram, e agora eu farei com que seja verdade– O primeiro golpe foi desferido com toda sua força, fazendo o sangue do irmão jorrar sobre ele e manchar suas vestes, e, ao ouvir o grito ensandecido deste, o prazer daquele ato assassino tornou-se ainda maior, fazendo com que este desferisse um segundo e um terceiro, até ver-se saciado, e então...



    {...................................................................}



    {Word Count: 1.670.}
    {Interaction With: Há época: Jean Löwenstein (NPC).}
    {Tags: Sean von Vöwell. Robert Clechester (NPC). Mary Clechester (NPC).}
    {Music: Há época: Kyomu Densen - Ali Project.}
    {Wearing: Há época: Uniforme Romanov.}
    {Notes: Inicio com esse post, a trama particular do personagem para esse ano. Abaixo (ou não, caso alguém poste antes) será postada a interação com Mavis.}
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Re: Casa dos Gritos

MensagemBelgica [#146120] por Gaheris Hazard » 27 Mar 2015, 12:51

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Gaheris teve de jogar-se ao chão para apanhar a figurinha na rua principal de Hogsmead. Tomou cuidado para não raspá-la no chão e deixa-la danificada, apanhou com a ponta dos dedos o pedacinho de papel e guardou-o no bolso frontal da camisa que usava. Colocou-se em pé e olhou para trás, vendo Bob já em pé tirando a poeira da roupa. Hazard sabia o que viria a seguir.

A cara de Bob era de poucos amigos, parecia que ele não gostara nada de ter sido atirado ao chão. Gaheris sorriu para o amigo que gritava “você me paga, Hazard!” e começou a correr para escapar do garoto. Virou em um das ruas que cortavam a principal, e logo em seguida virou a direita para virar a esquerda logo em seguida e voltar para a rua principal, lá poderia tentar escapar de Bob em meio a multidão.

A estratégia não fora das melhores, a raiva de Bob parecia agir como um propulsor, proporcionando-lhe uma velocidade maior, tão rápida quanto a de Gaheris. O moreno frequentemente olhava para trás, para ver se conseguia manter a mesma distância de Bob. Passou entre grupos de pessoas, desviou de caminhantes solitários, voltou a entrar em becos para voltar novamente à rua principal e Bob parecia ser quase um maratonista profissional.

Se não conseguia desvencilhar do garoto que queria dar-lhe uns cascudos ali, talvez conseguisse fora do vilarejo. Quando voltou, mais uma vez, à rua principal, correu ela até o final, desviando das pessoas com quem encontrava pelo caminho. Corria na direção oposta a que o levaria para Hogwarts e quando chegou ao fim da rua teve que gastar o pouco fôlego que lhe restava lutando contra um morro. Venceu, mas no final já não se aguentava mais em pé. Arqueou as costas e dobrou os joelhos, apoiando ambas as mãos nele enquanto buscava mais ar para os pulmões.

Não avistou Bob atrás de si, mas avistou uma nova figurinha das Harpias. Não havia dito que era mestre em completar álbuns? Abaixou-se para apanhar o pedaço de papel e guardou-o junto com o anterior, para então notar onde estava. Encontrava-se a poucos metros de uma cerca de madeira, vários metros além dela estava a famosa Casa dos Gritos, o lugar mais mal assombrado da Grã-Bretanha. Não era um bom lugar para se estar. Deu as costas para o mausoléu abandonado e decidiu voltar para o vilarejo, atentando-se para um possível ataque de Bob.
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