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Casa dos Gritos

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Re: Casa dos Gritos

MensagemFinlandia [#147880] por Miguel Enkelis » 12 Mai 2015, 13:48

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The Old Times!

Os velhos tempos!

#Décimo Nono Post!


Os velhos e bons tempos, sim, talvez esta, fosse uma das maiores motivações do finlandês em escolher a Casa dos Gritos como uma reaproximação com sua mulher, Imitiela Enkelis. Durante a parte do dia, ela e suas duas filhas, estavam fazendo compras para a lista de materiais das novas alunas de Hogwarts, enquanto Miguel, estava trabalhando, sendo que no final da tarde, se juntou à família nas compras – Aquelas duas ainda vão aprontar alguma coisa com a gente – Enkelis, que sempre tivera um ar observador, podia perceber no olhar das pequenas finlandesas que algo estaria por vir muito em breve delas, mas o dia fora muito cansativo para ambas, que preferiram descansar na Mansão dos Enkelis e deixar qualquer que fosse a ideia que tivessem, para depois, algo que fizera o auror pensar sobre ele e sua esposa.

- Imi! Vamos deixar as crianças descansarem um pouco – Dera uma pausa na fala, olhando Aniela e Bellia na sala, organizando todo o material que compraram enquanto o casal estava na cozinha, preparando um lanche para finalizar a tarde – Elas vão ter muito o que fazer agora e tenho certeza que a Bells não vai ter folego o suficiente para continuar aprontando, deve ter aprontado o suficiente no Beco Diagonal – Sorriu então para a finlandesa, sabia que apesar de ter aparecido somente no final do dia, a caçula dos Enkelis já devia ter aprontado muito antes do pai chegar, mas continuou ainda assim – E a Aniela pode dar alguma bronca nela se for o caso – Se aproximara então da mulher, segurando suas mãos – Estive pensando, elas tiveram a tarde delas e olha, acho que elas não vão se importar em nós termos o nosso finalzinho de noite, o que você acha? – Fizera uma feição de interrogação esperando alguma resposta da mulher, mas logo se aproximou ainda mais da esposa, quase que sussurrando ao seu ouvido, tentando impedir que as filhas o ouvissem conversando – Vai me dizer que você não percebeu o olhar dessas duas para nós? Tenho certeza que elas vão aprontar algo muito em breve – Completou divertido e querendo deixar um ar de curioso para a mulher, ao menos na esperança que ela ainda continuasse com esta característica – Espero que ela ainda continue com o desejo de sempre querer saber mais – E então se afastou um pouco dela, mas ainda olhando sua feição – Quer saber? Não me responde, vou estar lá na Casa dos Gritos, te encontro lá em uma hora? Não me pergunte o porquê, nem o que vou fazer, somente apareça – Neste instante, apoiara as mãos no rosto de Imitiela, a beijando na testa, piscou de canto para a loira e se retirou da cozinha sem dar nenhuma outra resposta para sua esposa.

De certa forma, a loira finlandesa, sempre se mostrava com um gostinho de quero mais, demonstrando curiosidade e desejo de saber das coisas – Espero que tenha dado certo – Pensava o finlandês enquanto ia pegando um sobretudo preto, sua varinha e algumas coisas para passar aquela noite com a mulher – Acho que... – Passou o olhar em um álbum de fotos do casal na época de Hogwarts – Vai ser uma noite muito boa – Sorriu para si mesmo, pegando as fotos e colocando em um dos bolsos de sua vestimenta – Espero que eu ainda esteja bom em preparar surpresas – E com este comentário, com uma feição de determinado, pegou sua varinha e voltou para o hall de entrada da casa – Anie! Bells! Não deixem a mamãe se atrasar, nós vamos sair um pouquinho, mas por favor, não aprontem na casa, vai ser bom para vocês também a mamãe sair comigo hoje a noite – Sorrindo para as filhas, desviou o olhar para a esposa que ainda estava na cozinha, ouvindo tudo que o finlandês tinha a dizer – Vejo vocês... – Abrira a porta e caminhara até a rua, já era noite e fazia um pouco de frio em Londres, suficiente para colocar ao menos a vizinhança dos Enkelis para dentro de suas casas, então não demorou muito e aparatou dali, com destino, Hogsmeade.

Em questão de segundos, o auror se encontrava nas ruas do vilarejo bruxo, próximo à Hogwarts – Aos velhos tempos! – Inspirara profundamente, respirando o ar do local, como se tivesse recuperando todas as lembranças do tempo de escola em que vinha com seus amigos, seu irmão e hoje, o motivo principal, com sua esposa, o casal Enkelis sempre passava por ali nas visitas escolares – A boa e velha Hogwarts – O finlandês se encontrava parado, admirando o castelo bruxo ao fundo, lembrando de seus filhos que agora representavam a família entre os alunos, feliz em estar ali, voltara a olhar ao seu redor, poucos eram os bruxos que estavam andando pelas ruas, mas os estabelecimentos, principalmente o famoso bar Três Vassouras, estava aberto e como sempre, cheio de bruxos e bruxas, era um dos locais mais movimentados dali, mesmo quando a escola britânica estava de férias, sempre tinha quem fosse ao estabelecimento – Pouco movimento, muito frio e noite... Decido visitar aqui sempre nos melhores momentos – Pensando nestes quesitos o Enkelis voltara a andar, mas que verdade seja dita, desde seus quinze anos, sempre visitava o vilarejo nessas condições, nunca conseguia ir em um dia de Sol ali, no entanto, mesmo com o ar de inconformado na falta de sorte, seguiu na direção da Casa dos Gritos, o porquê da escolha? Dali era possível vislumbrar Hogwarts e também com um motivo especial, Imitiela e Miguel tiveram um passado para contar na residência assombrada e temida por muito dos estudantes – Só espero que ela se lembre o quão frio é aqui – E realmente, a caminhada até a casa já não era das melhores, com a ventania e frio costumeiro do local, o frio atenuava ainda mais.

Após alguns minutos de caminhada, as ruas já começavam a sumir, o ponto de encontro do casal, poderia se dizer que era na parte mais alta de Hogsmeade – Já fazia tempo que eu não sentia tanto frio assim – Colocando as mãos dentro dos bolsos do sobretudo que balançava na altura da perna com o vento, deixando à mostra a calça que vestia, com o objetivo de se esquentar um pouco mais, seguiu da maneira que conseguiu, caminhando na trilha deixada para a Casa dos Gritos, o caminho não era dos melhores e a ventania atrapalhava ainda mais, as árvores farfalhavam, deixando folhas caírem em todo o caminho – Finalmente! – Enfim, o finlandês se encontrava próximo à residência – Vou esperar aqui do lado de fora, espero que ela não demore e venha – Sentou-se então em um dos bancos ali perto, puxou o álbum de fotos do bolso e começou a folhear o mesmo, muitas eram as fotos do casal e bastante inclusive onde Enkelis se encontrava naquele exato momento – Ela vai gostar – Pensara levantando o olhar visualizando o mesmo local que tirara a foto que estava vendo no álbum, Hogwarts ao fundo e o casal se beijando.

Mas o silêncio de Miguel admirando a paisagem enquanto folheava as fotos de infância, junto com a ventania passando no local, fora interrompido, o som de passos caminhando por ali se fez audível, fazendo com que o finlandês guardasse novamente o álbum dentro do sobretudo – Imi? – Pronunciou em voz alta, vendo a silhueta de um corpo a poucos metros de si, indo em sua direção, mas o auror conhecia bem a mulher para não reconhecer seus passos – Amor! Que bom que você veio – Abrira os braços para lhe abraçar, mas não antes de reparar em como estava vestida – Acho que foi pegar nossas roupas da época em que morávamos na Finlândia não é? – Sorrira para a loira e concluiu – Está muito bela! Parece que voltar aqui nos fez voltar no tempo, não é mesmo? – Dera um suave abraço na esposa e apontou para a Casa dos Gritos e Hogwarts no horizonte e involuntariamente, segurara a mão da loira ao seu lado, ambos estavam lentamente, voltando a ficar próximos e Enkelis queria muito que isso acontecesse, a presença de Imitiela era algo que lhe fazia muito bem.

Aquela noite, esperava Miguel ser das mais promissoras para o casal, buscou sua maior sinceridade em convida-la e o local, estrategicamente pensado para relembrar quando ambos eram pequenos, o finlandês não iria utilizar disto o tempo todo, mas esperava que a mulher por si só, sentisse esse ar da infância invadindo seus pulmões, depois disto, o que poderia se esperar do auror? Somente que ele ainda continuasse bom em fazer surpresas para Imitiela Enkelis e que o principal, ela gostasse, o objetivo daquela noite, era finalmente aproximar ambos de uma vez por todas, esperava ele conseguir que a finlandesa se aproximasse também, tudo estava para dar certo, bastava o ele escolher as melhores ações e as melhores palavras dali para frente, se daria certo ou não, somente aguardando a noite terminar para saber, mas Enkelis estava torcendo muito para que desse.
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Re: Casa dos Gritos

MensagemNoruega [#147882] por Astrid Maud Glücksburg » 12 Mai 2015, 15:38

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{A date with the past}


Imitiela abriu a porta de casa com o alívio estampado no rosto. Fora um dia cansativo o qual Bellia e Anie não deram descanso. A matriarca Enkelis ainda se perguntava de onde as filhas retiravam tanta energia, tanta disposição. Obviamente aquilo seriam os traços genéticos do pai. Seu amado Miguel. Pensar no marido sem a pontada de sofrimento ainda era impossível. Não podia esquecer de toda a conversa, da traição, de tudo que Miguel fizera. Embora ele demonstrasse frequentemente grande arrependimento e ela própria pudesse ler a culpa nos olhos do finlandês como uma carta confessa, Imitiela não conseguia esquecer a cena que ela mesma forjara em seus pensamentos: Miguel e Bay juntos. Aquela imagem tornara-se o pesadelo da loira, atormentando-a todas as noites em que pousava sua cabeça nos travesseiros. Com a cabeça tumultuada de problemas conjugais e o corpo cansado de tanto andar, Imi abriu espaço para as filhas passarem pela porta de entrada, fechando-a logo que elas estavam no hall com o próprio Miguel seguindo as pequenas Enkelis, carregando as compras escolares.

O Auror tinha encontrado as três em uma das últimas lojas que visitaram no Beco e Imitiela ainda sentia aquele furor de agradecimento pelo aparecimento do marido. Naquela manhã de domingo, Miguel tinha saído logo cedo para ir ao Ministério, deixando um único bilhete ao lado da esposa, enquanto ela dormia, informando-a onde ele estava indo. A finlandesa já estava acostumada com aqueles episódios e, por essa razão, esperava reencontrar Miguel somente a noite quando a hora do jantar já tivesse findado. Qual não fora sua surpresa ao ser abordada pelo moreno dentro da loja da Madame Malkin. Ele estava mudado. Esforçava-se mais para participar das atividades familiares, mesmo com o emprego tumultuando-lhe a vida.

As meninas logo se preocuparam em arrancar os pacotes do pai e leva-los para a sala onde puseram-se a organizar e vasculhas tudo. Sejam cuidadosas heim? Não vão estragar tudo antes das aulas começarem! anunciou a mãe alto o suficiente para que elas pudessem ouvi-la. Ambas responderam afirmativamente, Bellia deixando um tom relapso na voz preocupando Imitiela. A filha ainda a deixaria com os cabelos precocemente brancos. Miguel, talvez tentando acalmá-la, respondeu –a com aquela voz perturbadoramente calma. Imi! Vamos deixar as crianças descansarem um pouco. a loira virou a cabeça, mirando Miguel por cima dos ombros, as expressões tornando-se mais brandas. Você está certo, Miki.. sentenciou vencida. A tanto tempo não chamava o marido por aquele apelido carinhoso e quase infantil. Sentiu-se tola por voltar a fazê-lo. Talvez fora tomada pela nostalgia proporcionada pela visita ao Beco Diagonal.

O convite posterior que se seguira a deixara sem fala. Não esperava por aquilo. Aparentemente o romântico e surpreendente Miguel estava dando o ar da graça novamente. Aquela ideia tomou Imitiela com uma sensação boa e reconfortante, secretamente torcia para que aquilo acontecesse. Ele também apontara as filhas que, coincidentemente naquele instante quando Imitiela lançou o olhar curioso a elas, estavam cochichando algo e calaram-se ao perceber que a mãe as olhava. "Nesse mato tem Agoureiro!" pensou, fazendo menção à criatura mágica que fazia ninho em moitas baixas, um ditado bruxo similar ao “Nesse mato tem coelho” habitualmente usado pelos trouxas. Com a curiosidade atiçada pelo marido, Imi deixou um sorriso escapar no canto dos lábios. Aquela expressão tão familiar que a finlandesa exibia sempre em momentos como aqueles onde ela corroía-se para descobrir algo.

A proximidade de Miguel e o toque suave do homem em suas mãos também atiçaram na bruxa outros desejos. Sentia tanta falta daquela proximidade que passava constantemente pela tentação de toma-lo nos braços como faria em outras ocasiões, onde a sombra de Bay Çelik não pairasse sobre suas cabeças. Antes que Imitiela pudesse se render aos encantos de Miguel, ele se afastou não esperando resposta. Aquilo cutucou ainda mais a curiosidade dentro do âmago da senhora Enkelis. O patriarca dirigiu-se as filhas pedindo que elas o ajudassem com aquele plano mirabolante, fosse ele qual fosse. Elas, por sua vez, demonstraram grande excitação com a ideia e prometeram ajudar em um uníssimo “Sim, papai”.

Imitiela revirou os olhos ao ouvir a porta da rua bater e antes que pudesse dizer qualquer coisa Aniela já a questionava. Você vai né, mamãe? Seria feio deixar o papai esperando e você me ensinou que é errado fazer coisas feias! e então Imitiela via suas próprias regras serem usadas contra ela. Não pode deixar de rir com isso. Espertinha! Vou tomar um banho e ligar para a Sra. White. Se ela puder ficar com vocês então eu irei. Combinado? Sem discussões, Bells! acrescentou rapidamente ao perceber que a filha já iria rebater aquela condição.
E a próxima meia hora transcorreu rápida como um piscar de olhos. Imitiela ligara para a vizinha, uma senhora solitária e trouxa que morava na casa da frente e, para sua sorte, Sra. White estava completamente disponível e adoraria cuidar de seus “anjinhos”. Com isso a finlandesa tomou um rápido banho e vestiu-se, passando perfume e ajeitando os cabelos. Olhava-se no espelho enquanto terminava a maquiagem quando ouviu a campainha soar do andar de baixo. Atentam a porta, meninas! Mamãe já vai descer gritou, apressando-se com o batom e pegando o casaco sobre a cama na sequência. Desceu as escadas correndo enquanto vestia o grosso casaco de lã, não o usava desde que tinham deixado a Finlândia para trás.

Não sei como agradecer, Sra. White! disse sorrindo ao vislumbras a senhora gordinha e baixinha de cabelos tão brancos quanto a neve. A mulher apenas sorriu e murmurou algo que Imitiela não entendeu, na verdade não estava mais prestando atenção, preocupada em atrasar-se. Comportem-se! disse as filhas antes de sair, dando um beijo na testa de cada uma antes de sair. Quando estava na rua, olhou para o lados verificando se ninguém mais a observava e, então, aparatou. Surgindo nas ruas vazias e frias de Hogsmade segundos depois.

Tudo era como ela se lembrava e a nostalgia invandiu-lhe o coração ao visualizar a paisagem ao fundo recortada pelas torres altas do castelo de Hogwarts. Fora ali que o romance do casal Enkelis começara e Imitiela não podia simplesmente ignorar isso. Miguel seu safado... falara consigo mesma, percebendo as intenções do marido em provoca-la com aquelas lembranças tão prazerosas. Sem mais delongas, fechou o casaco para proteger-se do frio, e começou a andar decidida até a casa dos gritos. O salto alto ecoando contra o asfalto provocava um som ritmado que ecoava pelas ruas estreitas do vilarejo anunciando sua chegada às proximidades do local de encontro.

Avistou Miguel de longe, provavelmente esperando por ela ansiosamente. O abraço do finlandês viera num momento oportuno quando a guarda de Imitiela estava baixa graças aos sentimentos saudosistas. Uma viagem no tempo estrategicamente elaborada, não é Miki? e mais uma vez o apelido surgia, com um abraço mais apertado por parte da loira. O perfume que os cabelos negros do homem exalavam provocava-lhe arrepios, tornando a tarefa de separar-se daquele abraço quase impossível. Aqui sempre foi o ponto mais frio de Hogsmeade, impossível esquecer. Já vim preparada. murmurou encarando-o diretamente nos olhos, ficando em silêncio. Um silêncio suficiente para despertar memórias adormecidas. Inúmeras vezes os dois, na adolescência, visitaram aquela casa para trocarem segredos ou simplesmente ficarem conversando por horas a fio. E pensar que somente quando saíram de Hogwarts deram seu primeiro beijo. Obviamente voltaram àquele marcante local diversas outras vezes, onde namoravam durante toda a noite. O olhar da loira pareceu distanciar-se daquela realidade e somente quando Miguel a tomou pela mão Imitiela pareceu despertar de seu transe. Desculpe...estava mas ele não deixara ela completar a frase, sorrindo para ela retrucando um silencioso “Eu também”.


Trama Particular
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Clothes: Imitiela veste isso
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Re: Casa dos Gritos

MensagemFinlandia [#148070] por Miguel Enkelis » 18 Mai 2015, 15:24

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A little old surprise!

Uma pequena e antiga surpresa!

#Vigésimo Post!


Aquele final de dia, estava dando muito certo à princípio, Miguel Enkelis se inspirara na visita às filhas nas compras da lista de material do ano letivo, passar boa parte do dia no Beco Diagonal, fez o finlandês se sentir retornando à sua infância e muito bem, o casal Enkelis ainda não estava nas melhores das situações, assim sendo, resgatar uma característica muito marcante do relacionamento de ambos, o auror ser uma pessoa carinhosa e buscar o lado criativo para fazer surpresas, decididamente não lhe faria mal – Vou convidar mamãe para sair, ajude o papai tá? – Sorrira fazendo um cafuné para Aniela, em um momento que a filha se distanciara da mãe por um curto período, tanto a loira, como Bellia, olhavam para o casal como se fossem aprontar algo cedo ou tarde, isto então, acabou se tornando um motivador para o convite de Miguel à Imitiela, ambos se encontrariam na Casa dos Gritos em Hogsmeade, onde tudo começou.

A senhora Enkelis estava ali, parada diante de Enkelis, aparentemente, com um sentimento saudosista correndo em todo o seu corpo, fazendo com que o jovem auror, ao menos ele estava se sentindo assim naquela noite, sorrisse do comentário feito pela mulher – Tudo estrategicamente pensado meu amor – Se remexera levemente, empolgado com a presença da finlandesa ali e dando uma piscada de leve para ela, logo após, ambos caíram em um carinhoso e prolongado abraço – Que saudade dessa garota, desse cheiro só dela – Caiu em um leve devaneio ao perceber que a própria loira não queria se soltar do marido e o cheiro de seu perfume ia invadindo o pulmão de Miguel, sendo que quando finalmente se soltaram, completou apontando para a Casa dos Gritos e Hogwarts no horizonte – Mas convenhamos, já revivemos nossa infância no Beco Diagonal, por que não terminar só nós aqui? – Sorriu para a nova médica da família, em um momento que ambos caíram nas lembranças da infância, de como tudo começou, até que ele acordara a finlandesa da viagem no tempo, recebendo um pedido de desculpas que logo fora censurado por ele – Relaxa, eu também estou assim – Fizera uma feição de compreensão pela situação e ao mesmo tempo alegre por ambos estarem ali naquela noite.

A verdade, é que realmente, aquele convite, aquela noite, já estavam estrategicamente planejados e os acontecimentos do dia, somente fizeram Miguel trazer à tona tudo o que estava pensando por alguns dias e hoje, seria o dia que confirmaria se tudo o que fizera, iria valer a pena ou não – Bom, não vamos ficar aqui do lado de fora, não é? Está muito frio aqui – Decidido em suas falas, procurou não passar qualquer que fosse o sinal do que iria acontecer dali para frente, porém, antes que caminhassem para o interior da casa, o auror olhou para a mulher a admirando – Muito embora eu te ache linda com esse sobretudo, vamos nos aquecer lá dentro... – Ainda segurando a mão da esposa, começou a andar na direção da entrada da casa e indiretamente, convidando a loira a fazer o mesmo, não estavam muito longe de entrar, então todo o caminho difícil que era comum para entrar ali, se fez desnecessário, em questão de poucos minutos, ambos estavam dentro de um ambiente um tanto quanto mais quente, mas de certa forma, sombrio também – Decididamente o local ser romântico não é, mas pela história em si, vale a pena trazer ela para cá – Arqueara a sobrancelha vendo a mulher andando à sua frente – Já sabe até onde vamos é? – Comentara com Imitiela em tom de brincadeira – Não vai dar certo se ela for na frente – Sempre que o casal ia visitar o local, era comum uma primeira parada na sala de estar da casa, local este, onde estava toda a surpresa de Miguel para Imi – Pode parando por aí meu Amor! – Aumentara o tom da voz, realmente com a intenção de quem fosse dar uma bronca nela, mas dera uma risada divertida – Estou brincando, só espere por mim, quero ir até a sala junto contigo – Piscou de leve para a mulher e ambos continuaram a caminhada.

O local, decididamente não era dos melhores para o que se aconteceria dali para frente, no entanto, como o próprio auror pensara consigo mesmo, todas as lembranças que eles passaram ali, a primeira declaração, as conversas e várias outras coisas que Miguel e Imitiela passaram na Casa dos Gritos, tornara-se uma justificativa razoável para o finlandês – Essa casa continua a mesma não é? Passem quantos anos forem, tem as inscrições de casais... – Olhara de canto para a mulher para tentar ver se ela se lembraria do que fizeram anos atrás – Pedaços de madeira caindo para todos os lados, teias de aranha, é antiga a casa – Terminou concluindo e parou por alguns instantes, pensando em sua família, em seu filho Ariel que já estava estudando em Hogwarts – Será que Ariel já veio para cá? Seria interessante imaginar ele se declarando para alguma menina bem no mesmo lugar que a gente o fez – Sorriu sem jeito para a esposa, percebendo que estava falante demais e apressou-se a dizer – Bom, já estamos perto da sala, dizem, que entrar aqui dentro, é uma das maiores aventuras da vida de quem se arrisca, mas bom, você já trabalhou como aurora e eu ainda sou, isso é o de menos não é? – Lançou o desafio para a curiosa Imitiela e se aproximou mais dela, fixando o olhar com a loira, passando toda a confiança e segurança que podia – Mas dessa vez, um desafio, quero ser seus olhos daqui para frente, até chegarmos em nosso ponto de encontro, afinal, qual é a graça de ver uma surpresa que não com um pouco de curiosidade – Terminara dando uma risada da feição que a aposentada aurora fizera – Feche os olhos – Falou baixo e de maneira carinhosa – Deixa eu ver se ainda está aqui – Tateou o bolso de seu sobretudo, ainda havia uma caixinha ali, o conteúdo, seria um dos presentes que daria à ela, com isto, logo em seguida, colocou suas mãos ao rosto da jovem loira impedindo qualquer visão que ela tentasse buscar e voltaram a caminhar um pouco mais, parecia que não, mas o próprio finlandês estava com o coração acelerado e ansioso com a situação que ambos estavam, mas foi falando com a finlandesa enquanto caminhavam pelo último corredor até se depararem com a surpresa preparada.

- Sabe Amor – Começou a falar enquanto ambos iam andando, a verdade, é que o ambiente não era muito difícil de se andar dali em diante, mas um pouco de suspense, deixaria as coisas mais interessantes – Quando a gente fica sozinho, começamos a aprender fazer as coisas, ao menos tentar, espero que você aprove... – Dera uma risada de se imaginar preparando algo para uma pessoa que conseguia deixa-lo totalmente sem reação quando era ela a fazer alguma surpresa – Mas hoje, é minha vez, quero ser seus olhos até chegarmos e espero que você confie em mim que não vou deixar nada te acontecer até ali, só não garanto depois... – E em uma brincadeira, jogou um pouco seu corpo para o lado, fazendo com que Imitiela a acompanhasse em uma falsa queda ao chão – Ooops! Quase que a gente cai! – Sorrira divertido para a loira – Okay, não abra os olhos ainda, prometo te levar inteira até o local da surpresa – A verdade é que não tinha nada que fizesse ambos cair, Miguel estava se sentindo muito feliz e começara a descontrair a situação, já que a mãe dos Enkelis estava de olhos fechados, aproveitara deste momento.

- Muito bem, chegamos – Os dois se encontravam no arco de entrada do cômodo, havia uma mesa ali e algumas cadeiras em seu entorno, porém, cuidadosamente mais limpas do que o restante da casa e deixado sob o móvel de madeira, uma pequena caixa, dali sairia a surpresa – Daqui para frente não me responsabilizo mais, vou baixar as mãos, mas continue com os olhos fechados – Sussurrou ao seu ouvido, baixando a mão levemente até o bolso, uma caixinha almofadada que guardava um lindo colar-relicário, mas este, com uma foto de toda a família, abrira então a caixa, tirando de dentro um colar de ouro em formato de coração, com um pingente ao lado e uma pedra, sendo esta, a favorita da finlandesa, um diamante vermelho, que diga-se de passagem, fora muito caro para a compra, mas o esforço para comprar, valeria a pena na situação – Sei que você já tem um, mas este, tem um novo significado e bom, é com todos nós – Passou então os braços pelo pescoço da enfermeira, já com o colar em mãos e continuou – Este aqui, é um relicário com a foto de todos da família, uma família, que nunca mais irá se separar meu Amor... – Pousou suavemente a mão sob o pingente do colar e sob seu peito, como se estivesse entregando realmente uma joia, virou sua mulher de frente para si – Pode abrir os olhos – No mesmo instante que ela abrira, Miguel lhe dera um abraço apertado, sussurrando ao seu ouvido – Te Amo Imi... – Soltou-se então dela, mas com as mãos apoiadas no ombro de uma pessoa que estava com uma feição de sem reação alguma – Mas não acabou por aqui, tem mais coisas que resolvi aprontar – Fizera uma feição idêntica à que fazia quando estava tentando conquistar a Enkelis anos antes, virou ela então para visualizar a sala, realmente bem mais arrumada que o restante da casa – Ah sim! Esqueci... – Pegou a varinha do bolso, apontou para a caixinha e magicamente, tudo se revelou, duas taças de vinho com uma caixa de chocolate, sendo que a caixa flutuou ao centro da mesa, bem como as taças, uma para cada ponta, onde o casal sentaria e por fim, uma cesta de felicidades à nova profissão também acompanhara a caixa de chocolate – Bom, vamos nos sentar e conversar um pouquinho, teremos toda a noite para isto - Pegou a mão dela, levando-a até a cadeira que sentaria, puxou a cadeira e o jantar se fez aparecer – Este é por minha conta, acho que eu aprendi alguma coisa na cozinha afinal – Sorriu de canto para ela e concluiu – Espero que a comida não esteja tão ruim e que você goste – Parou, olhou para a mulher e terminara realmente dizendo – Realmente falei demais, agora é sua vez – Ficou ali, admirando a reação da finlandesa sem dizer nenhuma palavra, ao menos, na esperança que ela gostasse de tudo aquilo.

O próprio Miguel se encontrava sem reação ao que quer que fosse que Imitiela Enkelis fizesse a partir dali, mas decididamente, ele faria esta data jamais ser esquecida, tão importante quanto o dia que ambos se declararam, seria este dia que os Enkelis se reconciliariam – Obrigado meninas! – Sorriu como que estivesse tentando transmitir o pensamento à Aniela e Bellia que deram um empurrãozinho para a enfermeira da família vir ao encontro – Ainda acho que estou bom com surpresas – Comentou baixinho, olhando da mulher, para a mesa, com um jantar relativamente básico mas importante, afinal, a Casa dos Gritos não era um local lá muito propicio à isto, mas a situação, se faria valer.
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Re: Casa dos Gritos

MensagemNoruega [#148154] por Astrid Maud Glücksburg » 22 Mai 2015, 23:25

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Para Imitiela estar naquele local com aquele homem a fazia rever todos os seus sentimentos e incertezas. Por mais que a enfermeira quisesse dar as costas, deixa-lo para trás e recomeçar a vida sem Miguel, jamais seria capaz de fazê-lo. Miguel representava não somente seu amor de infância, tão doce e inocente, quanto a pessoa responsável por torna-la mulher. Tinham amadurecidos juntos, sonhado uma vida inteira juntos e agora beiravam uma crise no relacionamento e, segundo as palavras do próprio bruxo, a enfrentariam juntos. Mas qual fora o momento em que a magia se perdera? Quando a distância entre Miguel e Imitiela assumira tamanha proporção? Como poderiam almas gêmeas serem fadadas ao fracasso? A finlandesa questionava-se sobre tudo, buscando respostas que não apareciam. Em troca apenas fantasiava com vãs teorias desconexas sobre os rumos que o casal Enkelis tomaria.

Parada diante de Miguel, uma névoa invisível de nostalgia rodeava Imitiela, fazendo-a reviver antigas memórias, ainda tão vivas que não pareciam ter sofrido a ação dos anos. Ele a olhava daquela forma carinhosa e compreensiva, acolhendo-a com todo seu incomensurável amor. E o elogio que se seguiu apenas serviu de acalento ao ego ferido da finlandesa. A quanto tempo não ouvia palavras como aquelas? Para ela, parecia uma eternidade. Seu coração derreteu-se, provocando um sorriso encabulado em seu rosto pálido. Mas e se tudo não passasse de uma tática vil e mesquinha para voltar ao seio da família após, talvez, ter sido desprezado pela razão de todo aquele desconforto conjugal? Uma pergunta como aquela só poderia ter sido formulada pela mente de uma enciumada e decepcionada Imitiela. No fundo, ela sabia que Miguel jamais seria capaz de algo assim.

Sem perceber, ainda tomada por todo a insegurança, estava dentro da casa em questão de segundos. Seu corpo, guiado pela inércia dos movimentos, adiantou-se rumo ao confortável clima que a casa dos gritos oferecia naquele momento, comparado ao rigoroso vento gélido que soprava sem dó do lado de fora. Respirou profundamente e fechou os olhos sentindo-se, estranhamente, em casa. Acostumara-se àquele ambiente, por mais horripilante que ele fosse. As madeiras soltas, as lascas espalhadas, os estalos provocados por cada passo sobre o assoalho, a pintura desgastada, o odor do mofo e a fina poeira que cobria os móveis tão velhos quanto a casa. Todos os detalhes decorados, imaculados. Tudo parecia proporcionar indescritível satisfação, acolhimento. Mais uma vez, seu próprio corpo a traía, guiando-a mais para dentro da casa, levando-a para sala local onde tantas vezes estivera com Miguel anos atrás. Porém, fora surpreendida pelo chamado do marido fazendo-a estagnar a caminhada e olhar o finlandês por sobre o ombro. Desculpe, papai! retrucou em tom de brincadeira em resposta ao tom de voz autoritário usado pelo auror.

Imitiela só voltou a caminhar quando Miguel pôs-se ao seu lado, ouvindo-o falar sobre mais uma parte de seu passado. "Que jogo baixo, Miki" pensou, com um sorriso no canto dos lábios. Sabia bem o exato ponto que ele queria chegar. Casais como nós... murmurou com a voz doce. Abraçou o próprio corpo revendo em sua memória um jovem grifino com canivete em punho, desenhando um torto coração no assoalho da sala e, ao lado do garoto, uma corvina completamente apaixonada. A finlandesa só acordara de seu transe ao ter sua atenção desviada para o filho mais velho: Ariel. Ariel? Aqui? perguntou em choque. Mas ele só tem 13 anos, Miguel! mas sentiu-se uma tola com aquela frase e acabou rindo de si mesma, de seu excesso de proteção materna. Ariel é sua cópia exata, Miki...ele não perceberá o amor tão rápido mesmo que ele dance diante de seu nariz! disse rindo, relembrando o quanto Miguel demorara a perceber o interesse de Imitiela por ele.

E então as surpresas começaram e a loira não pode esconder a curiosidade crescente. Fechar os olhos? o olhava com desconfiança. "O que você está aprontando?" perguntava-se internamente. Mas não questionou mais, deixou que ele a pegasse pelas mãos e a conduzisse. Não era necessário estar de olhos abertos para saber onde iam, conhecia a casa como a palma de sua mão, mas deixou-se envolver pelo jogo. Por essa razão, surpreendera-se quando Miguel simulou uma queda. Ao perceber a brincadeira acabou caindo na risada, dando um leve tapa no braço esquerdo do marido. Seu bobo e sentiu como se tivessem voltado no tempo e fossem novamente dois alunos de Hogwarts escapando dos olhares dos professores. A enfermeira da família sou eu! Se eu me machucar quem cuida de mim? falou em tom interrogativo, ainda rindo.

Finalmente, Miguel anunciava que estavam na sala e largou as mãos de Imi, embora não a deixasse abrir os olhos ainda. Lutou contra o desejo profundo de espiar o que estava acontecendo e, aqueles poucos segundos de espera, deixaram-na impaciente e instigada. "Por que ele conhece todos os meus pontos fracos?" pensou consigo mesma. Era assustador o modo como Miguel a conhecia tão bem, cada detalhe, cada minúcia. E, apesar disso, tinha feito a única coisa que seria capaz de abalar os sentimentos da loira por ele. Corrompera todas as suas certezas deixando-a perdida no mar de insegurança.

Não demorou muito e Miguel voltava a falar. Sua voz ficava cada segundo mais próxima dos ouvidos de Imi, fazendo-a desconfiar que ele se aproximava dela. E de fato isso aconteceu. Com grande destreza, Miguel colocou o novo colar no pescoço da finlandesa e permitiu que ela olhasse. Imitiela abriu os olhos, piscando algumas vezes acostumando-se com a pouca luz. Abaixou a cabeça e fixou o olhar no novo relicário, agora ao lado do antigo e inseparável pingente que guardava a foto do casal Enkelis. Levando os dedos finos à peça, abriu-a e admirou a foto familiar presa no interior da joia. Um sorriso abobalhado iluminou-se em seu rosto. Miki, é linda...Todos nós.. murmurou enquanto deslizava a ponta do dedo pelo interior do relicário sobre a foto. Imitiela ergueu o olhar, marejado, prestes a agradecer o marido quando o moreno parecia pronto a surpreendê-la ainda mais. Ele a abraçava e, naquele instante, a loira sentia seu mundo parar de girar. Queria que o momento não findasse e, por fim, ela permanecesse nos braços de Miguel por tempo indeterminado. Talvez a eternidade também não fosse suficiente. Tombou a cabeça para trás, deixando-se envolver, quando o ouviu sussurrar-lhe aquelas palavrinhas mágicas. Eu também te amo respondeu com candura, esquecendo por um momento toda a desavença.

Miguel, para o desespero de Imitiela, afastou-se. Soltando-a daquele abraço, liberou a bruxa de volta à dura realidade. Tudo cheirava a magia. O romantismo pairava sobre as cabeças do jovem casal, pregando-lhes uma peça, fazendo-os reviver cada passo do passado como se aqueles áureos dias não tivessem findando. Imitiela observou Miguel pegar a varinha e agitá-la, revelando o restante das surpresas. Admirou encantada as taças de vinho, bem como a caixa de chocolates e a cesta. Cada detalhe meticulosamente pensado e elaborado. Miguel parecia ter traçado toda aquela noite em sua cabeça. Um plano perfeito. A reconquista perfeita?

A finlandesa sentiu o toque do marido em sua mão, segurando-a delicadamente, levando-a para mesa. Você parece ter esquematizado tudo, não é? perguntou em meio a um sorriso, acompanhando-o. Realmente falei demais, agora é sua vez sorriu ao ouvir aquela frase e limitou-se a responder baixo, quase uma confissão. Adoro ouvi-lo falar... deu alguns passos em direção à cadeira que ele puxava para ela, mas parou diante de Miguel o encarando fixamente nos olhos. Uma simples troca de olhares que agia como uma explosão de fogos de ano novo. Imitiela via-se refletir naqueles olhos azuis, calmos como águas paradas de um profundo lago. A proximidade dos dois era grande, restando um espaço milimétrico que os separava.

Nada mais parecia importar e, dentro de sua cabeça, uma suave melodia embalava-a como em uma cena de filme. Sentiu-se infantil, pequena, diante do homem que tanto significado tinha em sua vida. E de repente as respostas para as perguntas iniciais se formaram. A Magia não tinha se perdido. A distância entre eles era apenas imposta pelo medo. Almas gêmeas jamais poderiam estar fadadas ao fracasso. Miki murmurou mais uma vez. O olhar da loira desceu poucos centímetros mirando os lábios de Miguel como um objeto de desejo, uma meta a ser alcançada, voltando a olhá-lo nos olhos segundos depois. O ato repetiu-se por mais algumas vezes, entregando os pensamentos mais profundos de Imitiela. Sua respiração pausada e fraca, o coração acelerado fazia-a sentir as vibrações rápidas dos batimentos cardíacos. Aquela respiração quase ofegante, misturava-se à dele, tornando-se uma entidade única. Sem notar, a mão de Imitiela subiu lentamente pelo braço do marido, repousando em seu rosto, encaixando com tamanha perfeição que parecia ter sido criada para àquele propósito. E talvez tivesse sido.

Tinha tanto a dizer, mas as palavras sufocavam-na, presas na garganta. Como, depois de tantos anos, ele ainda a tirava o fôlego daquela forma? Suas cabeças aproximaram-se ainda mais, encostando a testa na dele. Podia sentir que Miguel também a queria, implorava por aquele contato. Um leve roçar de lábios fora o gatilho final para aquele perigoso jogo e, finalmente, a enfermeira entregou-se à volúpia, ao desenfreado desejo. Lançou-se aos braços dele, fazendo seus corpos se chocarem um contra o outro, enquanto tombava a cabeça para o lado e selava o ato com um beijo salgado. Já era impossível conter as lágrimas. Ela o amava e era tudo que precisava saber.



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Re: Casa dos Gritos

MensagemFinlandia [#148279] por Miguel Enkelis » 28 Mai 2015, 15:12

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Going back to the past!

Voltando para o passado!

#Vigésimo Segundo Post!


Se aquela noite tinha sido estrategicamente planejada anteriormente? Sim, Miguel não poderia negar nisto, mas não para reconquistar a mulher, talvez, uma comemoração de aniversário de casamento, ou simplesmente, fazer uma visita ao lugar onde o casal assumiu a paixão um pelo outro, a Casa dos Gritos. O auror apenas poderia dizer isto, a única coisa que foi planejada, porque todo o resto, sentimentos, palavras envolvidas entre os dois, fluíam da maneira mais sincera, natural e verdadeira que podiam. Estar de volta ao ambiente que cresceram durante a infância, estar perto da escola onde estudaram, permitiu aos Enkelis voltar a um ar totalmente nostálgico e que estava fazendo muito bem em um final de dia reconfortante.

Era engraçado como a própria Imitiela se divertia com a situação, Miguel, após comentar de uma possível presença de seu filho, Ariel, também se declarando onde estavam, recebeu como resposta da esposa – Ariel é sua cópia exata, Miki...ele não perceberá o amor tão rápido mesmo que ele dance diante de seu nariz – Não restando outra opção ao finlandês, em dar uma gargalhada, levando a mão à cabeça, ficando sem graça do comentário, mas mesmo assim, respondeu Imitiela – Poxa amor, foi uma demora que valeu a pena vai, aproveitamos bastante o tempo de proximidade entre nós – Tentou se desculpar pelo fato de que realmente, o casal demorara uns bons anos para assumirem o sentimento um pelo outro, precisou o Enkelis, estar em uma situação de perigo, ali mesmo, onde estavam neste exato momento, para poder ver o quanto gostava da loira finlandesa e desde então, nunca mais deixar ela – Nunca mais vou te deixar Imi – Sorria abobado enquanto levava a enfermeira até o local da surpresa, pensando o quanto um fora feito para o outro e não podia deixar a magia se perder mais uma vez – Ei! – Bradou divertido em resposta ao leve tapa que a senhora Enkelis dera no marido pela simulação da queda, já que ela estava de olhos fechados – Ah eu sou bobo sim, mas você vai gostar de me ver assim hoje, acredito que vá... – E continuou levando-a até a sala da residência, onde se daria toda a surpresa que estava preparada para, não talvez aquele momento em específico, mas poderia muito bem ser adaptada ao caso, a ocasião merecia.

Tudo estava correndo muito bem, acontecendo tão perfeitamente que poderia se dizer que Miguel pegou um vira tempo para voltar cerca de vinte anos atrás e ver ele e sua mulher, em uma noite inesquecível quando ainda eram adolescentes, parecia que a idade naquele momento, não influenciava em nada – Tão bom me sentir assim, querido, bem, jovem, seguro de minhas ações... – Pensava o finlandês enquanto recebia um abraço acalorado da esposa, um gesto um tanto quando prolongado por ambos, a verdade é que ninguém mais queria se separar um do outro enquanto estavam juntos, mas, a noite não poderia acabar somente em um passeio pela Casa dos Gritos, o auror preparara uma surpresa especial para Imitiela, sob a mesa, surgiram uma cesta, duas taças de vinho, uma caixa de chocolate e um pequeno jantar para não deixar em branco, porém talvez, este último, iria ficar para depois, a paixão nos jovens crescia tão rapidamente, a enfermeira da família lhe questionava enquanto estavam diante de todas as surpresas – Okay meu amor, me pegou no flagra, essa ia ser uma surpresa mais para frente, mas valeria muito mais a pena fazer isto hoje – Deu então uma piscadela para a esposa fazendo uma feição de que fora pego no flagra, porém, após o silêncio do Enkelis diante da cadeira que puxara para a jovem loira sentar-se, tudo mudou, um simples chamado dela, pelo apelido de infância, a aproximação, estavam tão perto um do outro que a batida do coração parecia ritmada de maneira acelerada em ambos os corpos, naquele instante, eles se tornaram um.

- Meu anjo – Chamou a esposa de uma maneira carinhosa, fazendo referência à origem dos nomes da família, e isto, fora só o que Miguel respondera, que tivera tempo de responder, Imitiela repousou a mão em seu rosto e baixou o olhar para os lábios do finlandês – Tanto tempo – Por dentro, apesar de estar um tanto quanto ansioso, o coração gelado do auror, deixara de ser tão gelado assim, na verdade, estava explodindo de alegria e o ápice, o casal Enkelis, depois de algumas semanas de desavenças, finalmente se entregaram ao espírito da paixão, um beijo longo e prolongado aconteceu, o auror não queria se separar da esposa naquele gesto – Tão bom – Passou o braço pela cintura da esposa, a trazendo para mais perto ainda, enquanto o outro também repousava em seu rosto, em um gesto carinhoso alisando o cabelo da loira, todas as lembranças, basicamente um filme do casal se conhecendo até os tempos de hoje, se passaram diante dos olhos do patriarca da família e ele tinha certeza, que para ela também, porém, tudo que é bom dura pouco, não podiam simplesmente passar a noite inteira se beijando, então ambos se afastaram ainda de mãos dadas em um tom jovial e Enkelis não resistiu em fazer um comentário que fizera anos antes – Imitiela, você tem um beijo muito único, um beijo muito bom, como pode isso? – E dera uma risada se afastando em tom divertido – Se lembra que eu disse isso quando éramos mais novos? – Fazendo referência em uma das noites que tiveram ali e que ambos caíram na risada com a resposta que a loira corvina de alguns anos atrás respondera – Bom, como dizem, fui comentar que falei demais, mas qual é aquele ditado mesmo? – Fizera um olhar pensativo, revirando os olhos na direção do teto enquanto pegava as duas taças de vinho – Um beijo vale mais que mil palavras? – Arqueou a sobrancelha perguntando para Imitiela – Se não for este, acabei de inventar um que vale para a ocasião, você me deixou sem palavras e sem reação alguma... – Entregou uma das taças à mulher – Em comemoração à nós, sem nenhum motivo em específico, apenas à nossa felicidade de agora e nossa felicidade futura, nossa e de nossos filhos, vamos brindar à nossa família – E ergueu a taça que ainda estava consigo, levantando-a na direção de uma chorosa e encabulada Enkelis – E vamos tomar esse vinho como recém casados – Falou baixinho piscando para a esposa que respondera ao gesto e então na hora de beber, entrelaçaram os braços e tomaram o vinho de uma maneira como se estivessem acabando de sair de um casamento.

- Imitiela Enkelis, acho que uma nova declaração também é válida – Respirou fundo, pousando sua taça na mesa ali perto, segurou a mão livre da enfermeira e voltou a falar – Sim, queria lhe fazer isto algum dia, você é uma pessoa especial que estamos juntos desde quando éramos crianças, como negar que fizemos planos juntos, que um ajudou ao outro se tornar mais adulto e você a me fazer enxergar o quanto eu gostava de ti e ainda gosto – Neste instante, dera um sorriso sem graça, enxugando uma lágrima que ameaçava cair dos olhos – Só você, é você! Uma excelente mãe e uma excelente mulher, uma excelente amiga que gosta de me ouvir! Como pode isso? Eu falo demais! – Bradou inconformado dando uma leve gargalhada – Te amo meu amor! – Beijara a mão da esposa ao dizer isto e então voltou a olhar para a esposa com uma feição de que as surpresas da noite ainda não tinham acabado – Lembra-se de nossas inscrições aqui nesta sala? De meu coração torto? – Pegou a mão dela e começou a andar perto da lareira da sala – Era uma noite um pouco fria, estávamos perto da lareira, eu com meu canivete que agora está com o Ariel, desenhei um coração aqui – Sentou-se ao chão, deixando a mão da loira no movimento, mas convidou-a a fazer o mesmo – Vem cá, sente-se – Olhou para uma finlandesa que estava radiante naquela noite e não demorou muito a fazer o mesmo, sentou-se perto do marido que voltou a segurar sua mão – Pois bem, olha o que eu achei – Passara uma das mãos no assoalho do cômodo em que estava, limpando um pouco do pó que ainda tinha, cobrindo as inscrições “M&I” dentro de um torto coração que o finlandês fizera na noite que ambos passaram a namorar oficialmente – Está um pouquinho desgastado e torto, mas bom, nunca fui um bom desenhista – E voltou a olhar para a senhora Enkelis em um tom divertido – Vem cá sua linda! – A puxou então para um abraço, deitando a loira em seu colo logo em seguida – Vamos renovar esse símbolo do nosso começo de namoro? – Puxou então o canivete que tinha pego com seu filho antes dele ir para as férias e mostrou para ela – Porém não antes de dizer que você é uma boba muito linda, que me faz apaixonar por ti a cada dia que se passa – E sem dar nenhuma pista do que iria fazer a seguir, olhou então para ela que estava em seu colo, levantou-a um pouco em sua direção com o braço e a beijou novamente, um segundo e intenso beijo naquela noite, demonstrando o quão o casal estava disposto a vencer qualquer que fosse o desafio, juntos, como um só, como uma família que os Enkelis eram e continuarão sendo.

Um encontro despretensioso em princípio, mas que passou a se tornar um final de dia romântico e nostálgico, tanto para Imitiela como para Miguel. Da maneira de como as coisas estavam correndo, absolutamente dali para frente, as coisas não seriam mais as mesmas, somente tendiam a melhorar – Melhor maneira para recomeçar tudo? Renovar o amor um pelo outro no ambiente onde tudo começou? – Afastou-se milimétricamente da ex aurora, abrindo suavemente os olhos para encará-la – Tudo vai ficar melhor – Sussurrou para ela e então voltou a beijar, deixando claro o desejo de que aquela noite nunca mais acabasse e pudessem reviver a história de como tudo começou não somente uma, mas várias outras vezes, internamente, era o desejo do finlandês, sair dali como um casal renovado e disposto a enfrentar novos desafios.
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Re: Casa dos Gritos

MensagemNoruega [#149790] por Astrid Maud Glücksburg » 21 Jun 2015, 19:40

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{ Something always brings me back to you}



Depois de longos 3 meses de ausência, Imitiela sentia-se completa novamente. Nunca escondera o quanto sentia falta de Miguel e o quão esperançosa era pelo seu retorno. Porém o destino aprontara das suas artimanhas com a finlandesa e, para seu imenso desgosto, o grande amor de sua vida voltara com uma trágica notícia. A reconciliação demorava a acontecer, porém ali, sob as madeiras velhas e os móveis empoeirados, o casal Enkelis tornava-se novamente um único ser. A loira entregava-se aquele beijo como se a própria vida dependesse daquele ato. Já quase se esquecera daquele gosto e, no momento em que os lábios se uniram fervorosamente, a memória foi ativada como um reator. Sua vida passava rápida como um filme, cena a cena, em câmera lenta. As lágrimas escorriam pelo pescoço, morrendo no decote da mulher que só pensava em acabar com toda a saudade que sentira de seu marido naquele gesto de carinho mútuo. O envolvera pelo pescoço, com ambos os braços, trazendo mais para perto e intensificando o beijo tanto quanto lhe era permitido. Os segundos correram melindrosos e, sem que ela pudesse impedir, Miguel afastou a boca da dela vagarosamente. Sem abrir os olhos, deixando a testa encostada na dele, soltou um muxoxo que demonstrava a insatisfação com o esposo. Por que ele tinha parado de beijá-la, afinal?

Os olhos, ainda fechados, estavam pesados e foi com tremendo esforço que Imitiela voltou a abri-los. Ao ouvir o infantil comentário, dito pela primeira vez a anos atrás, a chefe de enfermagem riu, como a meses não fazia. Um riso aberto e sonoro de pura felicidade. Você ainda se lembra disso? perguntou um pouco incrédula, afinal já fazia muito tempo. Mas não era necessário perguntar, pois ela própria lembrava-se como se fosse ontem. Era impossível esquecer cada mísero detalhe que envolvesse Miguel Enkelis, a razão de seu existir. Naquela época meu beijo também era salgado? riu mais uma vez, levando uma das mãos aos olhos limpando-os com cuidado para não borrar a maquiagem. E de fato, naquela terrível noite a situação era similar. Porém o choro da finlandesa era de gratidão por terem saídos daquela situação juntos e com vida. Miguel a salvara, como um nobre príncipe montado em seu alazão branco, e ela, como a boa jovem presa no alto da torre, lhe jurara amor eterno. Todavia, seus devaneios foram interrompidos pela taça que lhe era entregue. Por que a família sempre vem primeiro. bradou com elegância, deixando o peso daquelas palavras refletirem na consciência de Miguel. Para ela, aquele era seu lema, seu batido jargão. Apanhou a taça e deixou-se levar por aquela brincadeirinha, entrelaçando o braço ao dele e o fitando fixamente nos olhos enquanto bebiam do líquido rubro. Acho que ainda sou fraca para bebida, querido murmurou ao sentir o gosto forte do álcool a entorpecer-lhe o paladar. Na verdade, a loira tinha pouco costume com qualquer tipo de vício e, fosse pelas gestações, fosse pelo costume, nunca fora de beber. Era de se esperar que, duas taças mais tarde, já estivesse perdida em uma ligeira tontura e uma gostosa sensação de relaxamento.

Miguel, por sua vez, começava um pequeno discurso. E, pouco a pouco, a loira estava inerte tomada pela emoção das palavras do marido. "Ah, Miki. Como você consegue me deixar assim depois de todos esses anos?" pensou consigo mesma, o olhando completamente fascinada. O finlandês exercia sobre ela certo magnetismo, algo inexplicável. Levou uma das mãos ao rosto dele, o ajudando a enxugar as próprias lágrimas. Eu também te amo, Miki. Sempre amei e sempre vou amar. Não há ninguém e nada que possa mudar isso. segredou a ele, romanticamente. Pouco depois já estavam caminhando pela sala mais uma vez. Você deu seu canivete ao Ariel? Miguel!! Ele é uma criança, como você pode dar um objeto perfuro-cortante a ele?? as palavras saíram mais rápidas que os próprios pensamentos ao ouvir que um de seus preciosos filhos portava algo afiado com o qual pudesse se machucar. Mas logo caiu em si, aquele não era o momento de brigar com Miguel tão pouco de preocupar-se com Ariel, afinal de contas, o menino era responsável e não faria besteiras. Mas, antes que ele fosse para Hogwarts, tomaria o utensílio dele. Desculpe! Depois eu resolvo sua besteira, Sr. Enkelis disse em meio a uma sonora gargalhada, sentando ao lado dele. Sabe o quanto me preocupo com nossos bebês, não é? a bruxa ainda tinha o velho hábito de chamar assim os seus filhos, embora fosse consciente do quão crescidinhos todos já estavam.

Olhou para o entalho feito na madeira, o torto coração e sorriu saudosista. Você não era bom com desenhos, mas compensava com todo o resto sussurrou e, apesar de não ter tido intenção de tornar o comentário tão pervertido no começo, não pode evitar o olhar malicioso lançado ao esposo. Pega de surpresa, deixou-se levar ao colo do bruxo, ajeitando-se sobre ele. Começo de namoro? Acho que já estamos velhos para sermos namoradinhos apaixonados, Miki disse rindo, tirando uma madeixa loira da frente dos próprios olhos. Mas ao olhar o canivete que ele tirava dos bolsos, sorriu aliviada. Eu estou te proibindo de devolver isso ao Ariel, me entendeu? embora estivesse falando sério, a finlandesa ria abertamente, lançando ao marido um de seus olhares autoritários e pontuais, indicando que aquilo não estava em negociação e, nada do que ele dissesse, a faria mudar de ideia. Mas não teve tempo para dizer mais nada, ele voltava a beijala com mais vontade que antes e ela, por sua vez, envolvera-se completamente no ato. Deixando seus dedos se emaranharem nos cabelos de Miguel e seus lábios reconhecerem os dele, redescobrindo cda centímetro.

Tudo vai ficar melhor disse Miguel, ao afastar-se milimetricamente da boca da loira, antes de voltar a beijá-la com volúpia. "Eu sei que vai" respondeu Imitiela mentalmente, esperando que ele fosse capaz de receber alguma vibração positiva vinda do corpo da senhora Enkelis. Nada podia separá-los novamente. Afastou mais uma vez os lábios dos dele, murmurando docemente. Acho que não precisamos mais disso mordeu os lábios, enquanto segurava a gola do grosso casaco que Miguel vestia. Aquela noite, tão despretensiosa, prometia ser uma acalorada reconciliação.


{...}


As horas correram velozmente no dia anterior e camuflados pelo véu noturno, umas taças de vinho e declarações de amor, o casal Enkelis passara a noite na casa dos gritos. Abraçados, em frente a lareira, dormiam abraçados. Imitiela repousava com a cabeça sobre o peito do marido, com o sorriso refletindo tudo que tinha acontecido durante a madrugada. Cobertos pelo sobretudo da própria finlandesa, ainda não manifestação nenhum sinal que estavam prestes a acordar. Os primeiros raios solares entraram pelas frestas das janelas bloqueadas com pedaços de madeira, mas ainda não eram longos o suficiente para incomodar o descanso dos justos que ambos desfrutavam. Somente algumas horas passadas daquela fria, porém ensolarada, manhã os fachos de luz atingiram o rosto da loira, despertando-a num susto.

Levando uma das mãos aos olhos, tapando-os em desespero, Imi remexeu-se sob o casaco que servia de edredom aos dois. Levou algum tempo até que se acostumasse com a claridade e abrisse os olhos completamente. Olhou na direção de Miguel, ainda dormindo completamente protegido da luminosidade matinal, e sorriu. Não fora um sonho, ele realmente estava ali com ela. Imitiela percebera que sua cabeça lateja, uma pontada leve e constante, e ao olhar par ao lado vislumbrou duas taças e a garrafa vazia de vinho. Isso explica muita coisa murmurou a si mesma, rindo. Esticando o braço para o lado, tateava o chão em busca da própria blusa. Ao encontrá-la, depois de muito se esticar para o lado, a vestiu rapidamente. O vento gelado arrepiada os pelos do braço e por isso a loira voltou para perto de Miguel, voltando a abraçá-lo, ambos amparados pelo calor do casaco. Bom dia flor do dia disse ao pé do ouvido dele, beijando aquela região por tempo suficiente para acordar Miguel. Aparentemente, as responsabilidades habituais não importavam a eles. Não por enquanto.


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Re: Casa dos Gritos

MensagemFinlandia [#151500] por Miguel Enkelis » 06 Ago 2015, 19:52

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Honeymoon: Again!

Lua de Mel: Mais uma vez!

#Vigésimo Sexto Post!


Como se dizia o ditado trouxa, tudo que é bom, dura pouco, não que isso se devesse levar ao pé da letra naquela situação em que Miguel e Imitiela Enkelis praticamente estavam vivendo uma segunda lua de mel, mas a verdade, é que o tempo ali estava passando rapidamente – Porque o dia já tem que acabar? – Se lamentou, olhando pela janela do ambiente, vendo uma escuridão total, mas fora desperto de seus pensamentos pela razão de querer que tudo ali se prolongasse, sua mulher, a finlandesa pela qual o auror jamais deveria ter se separado – Hum... Naquela época seu beijo era doce e carinhoso, como você – Sorriu meio que sem jeito, confessando que gostava demais da mulher que de certa forma, deu um rumo novo na vida do Enkelis, apesar de seu jeito durona e pulso firme, com os familiares, especialmente com os quatro filhos do casal, algo que pôde ser confirmado por uma frase da loira – Porque a família sempre vem primeiro – Neste instante, o moreno se imergiu rapidamente em seus pensamentos, pensando em tudo o que aconteceu no passado e que deveria fazer valer este lema, na verdade, não deveria ter esquecido – Sim, a família sempre virá em primeiro lugar, independe do que aconteça – A partir dali, daquele encontro de um casal apaixonado, o patriarca da família passaria a refletir sobre estes dizeres e levar consigo pelo resto de sua vida como sua motivação.

Os minutos que se passaram do brinde ao casal, a forma como beberam o vinho até o momento atual, onde os Enkelis se encontravam, pareceram ter uma curta duração, mas era um sentimento notoriamente mútuo que tudo ali, apesar desta sensação do relógio estar trabalhando mais rápido, ninguém queria que o dia fosse esquecido, cada beijo, cada lágrima, cada palavra dita um pelo outro ficaria gravado como realmente, um novo recomeço que estava se mostrando promissor – Nunca mais – Respirou fundo, procurando apagar de sua mente os últimos meses, porém aos poucos, ambos acabaram ficando mais descontraídos ainda, tudo por conta de um canivete que Miguel resolvera dar de presente ao seu filho mais velho – Ei... Calma amor! – Sorriu divertido ao ver a reação da loira que sentava-se ao seu lado – Ele sabe se virar... – Não era mistério algum que o auror queria Ariel seguindo seus próprios passos e representar a segurança ministerial, quem sabe até, tomando seu lugar, mas achou melhor deixar o comentário por ali e voltar-se ao momento em que ambos estavam, tão próximo e tão natural – Sei... Uma mãe um tanto quanto coruja e protetora... – Comentou com uma leve risada e continuou – Mas é verdade, devo dizer que nossos filhos devem se orgulhar e eu também de ter uma mulher assim – A olhou fixamente por alguns minutos logo após ter reforçado o desenho que tinha feito anos atrás, puxando-a para seu colo – Já estamos velhos? Discordo disso, temos nossos filhos, mas quem disse que ainda não podemos nos beijar... E aquele comentário... – Pronunciou mais baixo as últimas palavras, arqueando a sobrancelha, sorrindo de canto enquanto fazia referência a um comentário dito pela finlandesa, que não pareceu malicioso a princípio, mas o ar descontraído entre o casal só tendia a aumentar, Imitiela já ria mais abertamente e o Enkelis, estava cada vez mais feliz em vê-la daquela forma – Mas é um símbolo familiar, veio do meu pai e ele não vai se cortar, me responsabilizo – Protestou mas sabia que seria voto vencido – Depois explicarei para ele – E a última conversa mais casual daquela noite terminou ali – Acho que não precisamos mais disso – A loira mordeu o lábio e segurou a gola do casaco que o auror vestia – Não precisaremos? – Encarou a esposa com um olhar um pouco mais malicioso do que fizera em toda aquela noite, ficando de joelhos ao lado dela, sorrindo de uma forma contagiante.

- Tudo bem... – Levantou-se, tirando o sobretudo e o colocando ao lado dos dois, como se fizesse uma coberta de uma cama – Já está tarde não é? – Questionou a mulher, olhando mais uma vez para fora, vendo uma imponente Lua do lado de fora e algumas poucas luzes do vilarejo de Hogsmeade ainda acesas – Precisaremos passar a noite aqui – Miguel parou por alguns segundos pensando – Não que realmente seja preciso passar a noite, mas precisamos ter um momento só nosso – Piscou algumas vezes, admirando a esposa com um sorriso no rosto – Mas não que isso já não esteja no planejado? – A indagou, sentindo-se confortável com aquela situação, enquanto ia até a mesa para pegar mais uma taça de vinho para ambos – Está frio não é? – Entregou a taça na mão da enfermeira, se colocando ao lado dela mais uma vez, bebendo do líquido rubro mais rapidamente e assim, a loira o fez também, não tardando para ambos se entregarem aos braços um do outro – Vamos ser justos, você também não precisa mais disto – Piscou com um sorriso para Imitiela, tirando o grosso casaco da jovem, se colocando em cima da mulher logo após – Será que é só isso que não precisamos? – A encarou por alguns segundos, admirando o belo corpo da finlandesa à sua frente, bem como o sorriso de felicidade contagiante que ela fazia em retribuição – Serei todo seu amor, nunca mais acontecerá isto – Se lamentou por uma última vez, se aproximando da mulher, sussurrando ao seu ouvido – Acho que serei um auror malvado – Estendeu os braços da Enkelis, os segurando como se quisesse passar a impressão que ela estava presa, selando de uma vez por todas, o amor que tinha pela matriarca da família com um novo e caloroso beijo, que durou muito mais do que os anteriores, uma noite despretensiosa que estava prometendo ser uma acalorada reconciliação de um casal que nunca mais se separaria daquele dia em diante.

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Se tudo o que ocorrera naquela noite, Miguel um dia imaginara para um aniversário de casamento ou algo do gênero, o que aconteceu nas horas anteriores, tamanha a entrega que um teve para com o outro, foi a melhor coisa que pôde ocorrer e de forma improvisada e natural – Te amo minha garota – Sussurrou o finlandês com sua mulher abraçada com o rosto apoiado em seu peito – Tão linda... – Era visível o quão feliz estava o auror, enquanto acariciava o cabelo da loira em seu último gesto antes de dormir. As horas passaram rapidamente desde quando os Enkelis fecharam os olhos, o moreno, em seus sonhos, repassava cada excelente momento em sua vida com Imitiela, até chegarem em uma reunião de família, com todos os filhos e mulher nos jardins da Mansão em Londres, porém, sua visão fora interrompida, alguém lhe acordava – Bom dia flor do dia – Miki acordou lentamente, piscando os olhos várias vezes, tentando se acostumar com a iluminação que começava a incidir no ambiente – Flor do dia? – Sorriu para a esposa de maneira divertida, olhando para ela diretamente nos olhos – Quem costumava dizer isto era eu sabe? E agora me roubou o seu bom dia... – Continuou a olhando, como se quisesse enxergar a alma da mulher, alisando seu rosto e ainda em um abraço de baixo do sobretudo da matriarca – Já que me roubou o bom dia, vem cá – Se aproximou dela, se entrelaçando em um abraço apertado, terminando com um beijo mais carinhoso e acolhedor, realmente como se fosse uma maneira de desejar o bom dia, mal sabia ele, que este gesto o seguiria por todos os próximos dias que ambos acordassem lado a lado.

- Acordou primeiro que eu... – Sentou-se, deixando todo seu tórax descoberto, olhando para os lados, encontrou uma garrafa de vinho e próxima à ela, suas roupas – Erm... – Sorriu ligeiramente sem graça e puxou as roupas para perto se vestindo – Dormiu bem? – Indagou mas continuou fazendo uma nova pergunta – Na verdade, a noite foi ótima não é? – Conversava enquanto se vestia, levantando-se e ficando de frente para a enfermeira – Vem... – Estendeu a mão para Imi, a ajudando se levantar – Não planejei nadinha hein? – Sorriu divertido, tentando passar um ar de inocente mas continuou – Queria muito ficar aqui ao seu lado, só nós, em um ambiente onde começamos tudo de novo... – Pegou o casaco de frio branco, colocando na Senhora Enkelis – Mas a família vem em primeiro lugar não é? – Após colocar sobretudo nela, ficou de frente mais uma vez, segurando suas mãos e continuou – Farei valer isso e já por este motivo, nós não avisamos a nossos filhos que íamos dormir fora, será que Bellia já colocou a casa de cabeça para baixo? – Começou a olhar de certa forma que seus olhos se arregalaram e uma feição de desespero pôde ser notada, mas ao mesmo tempo, sorriu da reação da enfermeira – Acho que não... – Comentou em um olhar pensativo – De todo o modo... Seja lá qual for a bagunça que aprontaram, valeu a pena para nós, com eles, a gente se vira quando chegar – Finalizou seu discurso com um beijo na testa de esposa, esperando ela se arrumar para partirem da Casa dos Gritos o quanto antes.

Para quem não soubesse a história do casal, muitos diriam que o encontro e tudo o que aconteceu na residência mais temida de Hogsmeade era um péssimo lugar para algo romântico, mas na verdade, tanto Miguel quanto Imitiela, não precisavam de um local propício e que despertasse o amor entre ambos e sim, um precisava do outro, um precisava sentir o outro fisicamente e mentalmente, assim, todo o resto fluiria naturalmente tal como era a relação dos finlandeses, além do mais, estavam onde tudo começou, alguns anos atrás, em uma visita dos estudantes de Hogwarts ao vilarejo bruxo e toda a história de Miguel, Imitiela, Ariel, Aniela, Gabriel e Bellia começariam a partir de um “sim” dado pela loira – Nova vida... – Murmurou para si mesmo, se sentindo regenerado da noite anterior e desejando uma nova vida pela frente, ganhando novamente a confiança da Enkelis e toda sua família, não a abandonando nunca mais – A família, vem em primeiro lugar – Repetiu mentalmente o lema que certamente seria levado a diante, enquanto segurava a mão de sua mulher – O que faremos? – Indagou para a jovem, aguardando ao seu lado, seja lá qual fosse a decisão que a loira tomaria para o restante do dia de ambos.
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Miguel Enkelis
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Re: Casa dos Gritos

MensagemNoruega [#151509] por Astrid Maud Glücksburg » 07 Ago 2015, 10:37

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{Always}



A noite tinha sido extremamente gratificante ao saudoso casal Enkelis. A natural reconciliação, os beijos e as carícias compartilhadas, as declarações e sussurros segredados, tudo fluiu de tal maneira a não deixar que os bruxos notassem as horas correndo a fio, sem demonstrar nenhuma piedade. Tão rápido quanto a noite passou, a manhã chegou e, tão cruel quanto a anterior, despertara a ambos do merecido sono dos justos. Naquele momento Imitiela e Miguel aproveitavam o pouco tempo que os restava antes de emergirem do mundo dos sonhos e respirarem o ar pesado da realidade. Afinal de contas, não poderiam se esconder na casa dos gritos para sempre. Muito embora fosse esse o desejo de ambos.

Eu não roubei nada! Tudo que é seu é meu, esqueceu? respondeu a loira em tom divertido enquanto se aninhava ainda mais nos braços do marido. Ele, com seu olhar penetrante, cegava-a para o resto do mundo. Em seu campo de visão, naquele momento, só existia Miguel e seu calorosa aura resplandecente. Por que o tempo não para? perguntou Imitiela, mais a si mesmo do que ao esposo. Entretanto, ele a respondeu com um abraço apertado e, mais uma vez, tudo se findou em um beijo amoroso. A loira, trançando os braços ao redor do pescoço de Miguel, entregou-se por completo aquele gesto carinhoso de “Bom dia” e agradeceu por poder tê-lo em seus braços novamente. Quando, finalmente, se afastaram, ela permaneceu com os olhos fechados e murmurou com a voz embargada de alegria. Eu senti tanto a sua falta e, sem esperar que ele retrucasse algo, voltou a beijá-lo mais uma vez, um beijo mais curto, interrompido por Miguel.

O auror sentou-se no chão, deixando uma Imitiela ainda sonolenta deitada ao seu lado. Digamos que a luz matutina escolheu bem a mim para despertar. disse rindo em resposta ao comentário inicial do marido. Imitiela não tinha o hábito de levantar cedo, mas o fazia todas as manhãs porque era preciso, porém, sempre que podia, gostava de desfrutar de boas e longas horas de sono. Relaxa como estava, senão fosse pela claridade, não teria levantado tão cedo. Miguel, pelo contrário, era como um despertador pontual todas as manhãs acordando no mesmo horário. Por outro lado, aquela manhã fora um tanto quanto atípica. Se dormi bem? O que você acha? e ao fazer aquelas perguntas o rosto da bruxa iluminou-se em uma expressão maliciosa e os olhos da mulher percorreram as costas nuas de Miguel. Inclinando-se para frente, Imitiela percorreu a lombar do marido com beijos breves, até atingir o topo de suas costas, mordendo-o levemente o ombro. Dormi como um anjo... riu e então afastou-se, permitindo que ele se vestisse como assim o auror parecia desejar. Sem graça! brincou, fazendo beicinho, como se estivesse contrariada pelos tecidos que agora cobriam o corpo do Sr. Enkelis.

Aceitando a mão do finlandês, a mulher se levantou, aproveitando o momento para se espreguiçar fazendo a blusa levantar brevemente exibindo a barriga sem nenhum resquício das duas gravidezes. O corpo de Imitiela fora gentil, não resguardava nenhuma marca ou flacidez, pelo contrário, sequer parecia que a finlandesa tivera três filhos. Não planejou? perguntou, arqueando a sobrancelha interrogativamente. Você até me embebedou! o tom de voz assumia certa descrença e indignação, mascaradas por uma pitada de bom humor. Olhando em volta, Imitiela buscou sua calça e, assim que a encontrou, vestiu-a rapidamente, protegendo as pernas do vento gelado e cortante que invadia a casa. Mas a família vem em primeiro lugar completou a frase de Miguel, simultaneamente a ele, fazendo um coro. Ambos caíram na risada. Imitiela era tão previsível assim? Ou o mérito seria do homem que a conhecia tão bem? Parecia ser um pouco dos dois.

As crianças! exclamou a finlandesa, arregalando os olhos e sentindo o peso da culpa sobre os ombros. Como fora capaz de negligenciar os filhos daquela maneira? A babá sequer fora avisada que os pais ficariam fora, teria ela cuidado dos quatro Enkelis durante toda a noite? Ou os pais, ao retornarem ao lar, encontrariam todos os departamentos do ministério tentando conter algum problema mais sério? Perdida em exageros de seus próprios pensamentos, a loira afastou-se por um instante do estado de conforto que estava e, levada por toda a preocupação, viu-se tensa logo pela manhã. Talvez, guiado pela expressão da esposa, Miguel tratou rapidamente de acalmá-la com palavras reconfortantes. ...a gente se vira quando chegar... aquela fala fora o suficiente para devolver a calmaria ao copo da bruxa que, assentindo com a cabeça, concordou com ele. Se não ficamos de cabelo branco até agora, acho que nada mais que eles façam possa nos surpreender. A casa ficará tão vazia sem eles... lamentou-se, já sentindo a saudade corroê-la por dentro só de pensar que os quatro filhos abandonariam a mansão Enkelis durante o período escolar. Imitiela sentiria falta até mesmo de toda bagunça espalhada pela casa.

Sentindo a própria mão ser aquecida pelos dedos de Miguel, sorriu e ergueu o rosto para olhá-lo diretamente nos olhos. A diferença de altura do casal não era grande o que permitia Imitiela alcançá-lo na ponta dos pés, sem muito esforço. E foi o que ela fez. Aproximou-se de Miguel e voltou a abraça-lo, mordendo o próprio lábio inferior com uma feição pensativa. Acho que não tempos muita opção senão aparatar para casa e ver o tamanho do estrago! riu, depositando um beijo demorado na ponta do nariz de Miki. Mas que tal antes me comprar um saquinho de alcaçuz na Dedos de Mel? São os meus preferidos até hoje! por um breve instante, o rosto de Imitiela assemelhava-se ao que era 20 anos atrás, quando os adolescentes Enkelis andavam por Hogsmead e todas as vezes, antes de voltar ao castelo, Miguel a presenteava com um saco de seu doce preferido. Será que ele lembraria daquela memória tão distante tal qual ela fazia naquele momento. A vida parecia voltar a sorrir ao casal, aquele era um novo começo de algo que prometia durar para sempre.

Trama Particular
With: Miguel Enkelis
Clothes: Imitiela veste isso
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Re: Casa dos Gritos

MensagemNoruega [#154611] por Devon Solskjær » 11 Jan 2016, 17:13

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        -Vamos recapitular mais uma vez de quem foi mesmo essa ideia horrível...– Sugeriu Simon, em um tom neutro e despreocupado, que contrastava de forma extremamente óbvia com seu olhar perturbado.

        -Do Jace, é claro. – Clarissa lançou um olhar gélido para o rapaz de cabelos dourados, que simplesmente deu de ombros sem nenhuma vergonha.

        -Se vocês não possuem o equilíbrio mental necessário para fazer uma festa do pijama na casa dos gritos, não sei como podem chamar a si mesmos de bruxos. – Retrucou, ganhando um rolar de olhos geral em resposta.

        -Eu achei que os grifinorios devessem ser corajosos e ousados.– Provocou então Devon, falando pela primeira vez, enquanto lançava um sorrisinho sarcástico na direção de Simon, que simplesmente mostrou-lhe a língua. – Mas devo ter lido as características da casa de forma errônea.

        -O chapéu seletor deve ter lido as suas características de forma errônea também.– Comentou Isabelle, em tom debochado. – Você não é muito leal para ser um lufano.

        Devon levou uma das mãos ao próprio peito, em uma simulação exagerada de ofensa, abrindo a boca em um “o” redondo perfeito, e chegando ao cumulo de suspirar dramaticamente.

        -Assim você me ofende, Izzy!– Disse. – Eu sou uma pessoa extremamente leal... A mim mesmo. – E lançou-lhe uma piscadela cúmplice.

        -Bem, bem, bem, já chega!– Jace chamou a atenção então, fazendo todos voltarem-se para olhá-lo. –Estão lembrando das regras? Temos que passar a noite toda aqui, até de manhã bem cedo. Vocês podem mudar de ideia e sair, é claro, mas...– Ele deixou o restante da frase implícito no ar.

        Simon rolou os olhos e soltou um leve bufar.

        -Francamente, Jace, eu acho que você está vendo filmes trouxas adolescentes demais pra sugerir um tipo de aposta ridícula como essa. Seu pai ficaria muito decepcionado se soubesse como você vem passando suas horas.

        Jace riu. Um som alto, claro e divertido, que reverberou por todo o amplo ambiente, ecoando pelas paredes sinistras e fazendo com que todos os amigos estremecessem quase que imperceptivelmente.

        -Pense o que quiser meu caro Simon, mas, enquanto isso...– Ele lançou um olhar perturbador para todos os amigos presentes, enquanto erguia uma lanterna e passava a luz fraca pelos rostos pálidos de cada um, examinando-os minuciosamente. – Que os jogos comecem...



Notes: Esse post foi só pra testar se eu ainda sei escrever. Deu pra perceber que eu tô lendo os Instrumentos Mortais?
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Devon Solskjær
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[ELEANOR RIGBY] ~ por Bryan Roderick

MensagemReino Unido [#155754] por Bryan Roderick » 26 Jan 2016, 14:26

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All the lonely people
Where do they all belong?

Assentia serenamente enquanto Runcorn lhe contava sobre o evento da academia francesa. Bryan sempre ouvia falar de Beauxbatons com certo tom de piada, a impressão é de que eram todos afrescalhados, porém não era o que parecia quando pensava em rochas caindo sobre a cabeça dos alunos: - Hogwarts não teve nada de extraordinário esse ano, para falar a verdade. Sem ataques, sem Sombra, nem dragão, apesar do ataque do dragão aqui em Hogsmeade. Teve o Gotcha! Já ouvi falar? Eu quase ganhei, perdi para uma corvina. Ainda assim foi divertido. - terminou com um sorriso, dando um último gole na bebida à sua frente. Ela era órfã? - passou-lhe pela mente. Nunca havia imaginado isso, nem sabia de ninguém mais que fosse. Não imaginava como era a vida de alguém sem os pais. Todavia deixou esse assunto afundar em sua mente, permitindo a sua ideia anterior viesse à tona: - Belly, já que estamos aqui - sentiu o rosto esquentar como se fosse pedir algo indecente, mas continuou - o que você acha de ir comigo até a Casa dos Gritos? Eu sempre quis ir lá, mas tenho medo de ir só. - piscou o olho, não sabia bem o porquê, mas o fez. Prontamente e corajosa, a francesinha aceitou seu convite pondo a confiança na varinha que trazia. Bryan era mais vacilante a esse respeito. Trazia, é claro, sua varinha, porém sabia que não podia usá-la fora dos terrenos de Hogwarts enquanto fosse menor de idade.

Deixando que ela terminasse com sua própria bebida, levantou-se convidativo para que seguissem para a próxima aventura. Como ela podia estar tão confiante de que não havia problema nenhum em entrar na casa mais mal-assombrada da Grã-Bretanha:
- Você já ouviu falar da Casa dos Gritos, né? - questinou quando já rumava ao final do vilarejo - As pessoas não costumam voltar quando vão lá, e se ouve toda espécie de sons vindos de lá, e uivos... Ao menos é o que todo mundo diz. - apesar da tentativa, ela parecia cética em relação a tudo aquilo, tanto que ele próprio se questionou se haveria de ser verdade. À medida que se aproximavam do final da rua e, por conseguinte, da casa, o número de pessoas rareava. Pensou por um momento em pedir que contasse sobre a infância dela, mas desistiu por parecer indelicado demais. Fosse ela muito boa em perceber a curiosidade do rapaz sobre o assunto, ou fosse de sua própria vontade contar, foi da iniciativa dela que contou sobre sua história. Ao invés de falar, apenas olhou para ela e sorriu: haviam chegado a um morro que antecedia o acesso ao local. Virou-se para ela e ofereceu a mão para subirem o obstáculo, ela ainda contava sobre sua infância, e ele a ouvia com atenção. Quando a olhou um pensamento cortou inesperadamente a narrativa: ela ficava bonita com os cabelos esvoaçados pelo vento. Ele sentiu o rosto queimar novamente, dessa vez por esse pensamento que viera não sabia bem de onde. Agarrou a mão dela e se virou para que ela não a visse, tratando de focar novamente no que ela lhe contava.

A Casa dos Gritos não estava cercada de neve, como era costumeiro, mas isso em nada diminuía a sua imponência. Embora não tivesse neve, ventava muito, um vento que agora pouco não havia notado em meio ao vilarejo de Hogsmeade, um vento que lhe cortava friamente o rosto e bagunçava o cabelo, e também movia assustadoramente as estruturas da velha construção, gerando ruídos altos. A narrativa da garota encerrou bem a tempo dele comentar:
- Mas mudando de assunto, você percebeu como range? Como pode ter ficado de pé há tanto tempo? E como vamos entrar com as portas todas fechadas? - essa última pergunta era talvez a mais pertinente para o estado atual. Não tinham nenhum instrumento que não fossem suas varinhas, e até teria sido fácil entrar se pudessem usar feitiços, só que isso permanecia como um último recurso. O Ministério não ficaria nada feliz que dois adolescentes usassem magia fora da escola simplesmente para abrir uma porta, ou pior, uma porta para entrar na Casa dos Gritos: - O que você acha?

nota. se não quiser colocar no post, me conte em off o que ela contou para o Bryan
interagindo com. Isabelly Runcorn
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