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Casa dos Gritos

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Re: Casa dos Gritos

MensagemFranca [#155765] por Dahlia Pettersson » 26 Jan 2016, 17:32

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Estranho como havia vezes ao contar minha história que ao invés de me sentir nervosa ou amedrontada, uma sensação de relatar o que acontecera com outra pessoa se fazia presente; claro, nem sempre, pois ainda era uma experiência ruim falar sobre com aqueles cuja intimidade estava num nível baixo, todavia confiava imensamente em Bryan. Ele era o tipo de pessoa que alguns poucos minutos de conversa eram suficientes para lhe deixar confortável e tranquila. As lembranças do orfanato ainda eram muit­o presentes em minha mente, todavia ao falar com alguém com certo íntimo fazia-me pensar em todas as memória boas adquiridas nos últimos anos. Uma delas, claro, era com o próprio lufano, e sempre que queria rir buscava-o em minhas memórias. Mesmo assim, sabia que precisava me conter. Haviam episódios de meu passado que não deveriam entrar no conhecimento daqueles que não estivessem intimamente envolvidos, fosse para preservar minha própria sanidade, fosse para própria segurança de Bryan. Desacreditava que ainda corria perigo, todavia uma coisa que aprendi em meus primeiros doze anos de vida é que todo cuidado era pouco, não importava a paranóia quanto a situação.

Finalmente, à medida que minha narrativa chegava ao fim, nos aproximamos da Casa dos Gritos. Meus olhos cruzaram-na sem medo no olhar, e sim uma sombra de dúvida e expectativa. Não é que eu fosse cética ou ignorasse totalmente o que diziam sobre, mas passei a vida inteira com pessoas que não me conhecia dizendo coisas aparentes, mas irreais, sobre mim, então por que apontar para uma casa e recitar falas sobre ela que não foram comprovadas com meu próprio olhar? No mais, não sabia se aqueles rumores rondavam mais por Hogwarts por conta da proximidade ou por própria cagonisse dos alunos. Fala sério, só pelo Bryan ter me dito que eles tiveram um Gotcha - e fiquei calada sobre ter participado de dois, um deles logo em meu primeiro ano, ao qual fiquei em segundo lugar - já me dizia que eles eram em nada originais. Não era uma surpresa que fossem inventar mentiras assustadoras sobre a Casa dos Gritos. Claro, talvez fosse uma maneira de manter pessoas curiosas, como nós, longe, mas eu não iria avacalhar e dar meia volta por causa de uma meia dúzia de sustos facilmente postos ali através de truques.

Passar pelo pequeno morro não foi exatamente difícil - enquanto preferia pensar que o oferecimento de mãos foi um gesto puramente cavalhereisco, como parecia comum ao lufano - e a visão da Casa dos Gritos logo fez-se imponente. Era um divertimento a mais a maneira como rangia, enquanto perguntava-me se era por conta do material velho da casa sofrendo algum tipo de atrito, e a relação dos barulhos com o medo de Bryan. Nao que o medo dele me divertisse cem por cento, me sentia um pouco mal também, mas esperava que ele ficasse bem após nossa pequena aventura. - Acredito que isso seja a ação do tempo. A casa deve estar construída com madeira velha, se somarmos tempo e outros materiais é bem possível que haja atrito, o que causaria barulhos parecidos. E quanto a fechadura... sempre tenha grampos em mãos. - Larguei a mão do Bryan - e que Mélusine me perdoasse por ter corado um pouco, esperando que o outro pensasse que a coloração vermelha era consequência do frio - e caminhei lentamente até a porta, com cuidado para não tropeçar e proteger meu rosto e pescoço da ventania. Esperava que ele viesse atrás de mim, mas de qualquer forma o chamaria quando desvendasse o mistério da fechadura.

Não havia entrado cem por cento em detalhes sobre meu tempo no orfanato com o lufano, mas se ele somasse dois mais dois - meu conhecimento de abrir fechaduras com grampos e o fato de que falava sobre aquele tempo com um pouco de sofrimento - logo entenderia da onde vinha minhas habilidades. Não que os funcionários fossem maus comigo no sentido de não me oferecerem comida e um local confortável para dormir, mas muitas vezes as meninas faziam questão de pegar primeiro o que era gostoso e deixar para mim apenas a quantidade sem gosto e necessária para minhas necessidades. Sendo assim, costumava acordar, principalmente quando dormia no porão, no meio da noite e ir até a cozinha na tentativa quase sempre feliz de comer o que sobrasse, e muitas vezes tinha coisas boas. As fechaduras eram velhas, mas diferentes da da Casa dos Gritos, todavia não precisei pensar muito para descobrir como abrí-la, minha voz fazendo-se presente assim que a porta rangeu alto e deu-nos passagem. - Não se preocupa, se tivesse alguma criatura viva já teria nos caçado e nos comido.

Óbviamente que ele não percebeu o tom de divertimento em minha voz, todavia avancei de qualquer maneira, deixando que meus olhos se acostumassem com a escuridão intensa do local. Havia sim uma ou duas janelinhas, tão pequena que deixavam passar pouca coisa, portanto os primeiros minutos ali dentro seriam puramente para início da exploração. Sabia que não devia me assustar com qualquer coisa, sendo uma casa velha era quase óbvio que haveriam animais como ratos - aos quais não me assustavam, tempo no porão, lembra? - e outros que podiam nos farejar, mesmo que o barulho dos rangidos estivessem ainda mais alto ali dentro. Claro, não tão altos a ponto de não conseguir ouvir meu acompanhante e mover-me em segurança, mas... - Realmente, esse lugar parece estar abandonado. Quase como se os proprietários também sentissem medo ao ponto de irem embora. - Agora já conseguia ver, ainda que com dificuldade, e percebi alguns móveis caídos. Havia poeira no local, muita poeira, fazendo com que espirrasse uma vez, deixando minhas mãos irem diretamente até meu rosto.

- Desculpa. Não imaginava que fosse tão ruim assim aqui dentro. Mas olha... A maneira como essas coisas estão largadas, deixadas de lado, não me lembram realmente alguém saindo com pressa, e sim brigas. - Virei meu rosto para observá-lo, esperando que ele acompanhasse meu raciocínio. Ali não era tão frio por conta da falta de ação do vento, todavia esperava mesmo que não fosse capaz de enxergar a vermelhidão em minha face. E nisso, com ele dando atenção a outras coisas que não os móveis, percebi sua face contorcer-se. Fosse o sinal de uma fala vindo, ou de um grito, sabia que era suficiente para que lhe assustasse de alguma forma. Prendi a respiração, sem saber exatamente o porquê, e esperei. (E como Bryan deveria estar rezando: Que saíssemos dali vivos.)


Spoiler: Mostrar
É um alívio finalmente fazer posts por um teclado comum *-* Perdão pelos parágrafos enormes, tô sem contagem de palavras, mas enfim...

Gostaria de dizer que muito fofo esses dois (como amigos mesmo, adoro a amizade deles) e que tô rindo da Belly toda f***-se enquanto o Bryan amedrontado pra caramba. Tadinho, gente *abraça o lufano*

E outra, não narrei as falas da Belly porque achei que não caberia no post; te falar pelo face mesmo.

Depois, podemos postar mais? <3 Gente, adoro-os *corre*
Dahlia Pettersson
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[ACROSS THE UNIVERSE] ~ por Bryan Roderick

MensagemReino Unido [#155783] por Bryan Roderick » 26 Jan 2016, 22:34

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Words are flowing out like endless rain into a paper cup,
They slither wildly as they slip away across the universe.

O rapaz olhou impressionado para o que a francesa havia conseguido com apenas um grampo de cabelo, mas não falou nada. Limitou-se a seguir casa adentro. A casa era ainda mais barulhenta por dentro, e empoeirada até não mais poder, além das teias de aranha e toda sorte de ratos e baratas que haveriam de aparecer logo logo. Bryan olhou para Isabelly, que permanecia firme, a não ser pelo espirro como reação a todo o mofo que havia se acumulado ali depois de tanto tempo, apesar de que não se poderia dizer que o lugar era pouco ventilado, pois o vento ainda passava por frestas nas paredes esburacadas. O lugar era realmente horroroso, mas ainda não tinha nada temível a ser visto: - Espero não ser comido por nenhum, ao menos não hoje. - acrescentou com um sorriso. A tensão parecia desvanecer aos poucos, não apenas porque não havia nada ali que não haveria em qualquer outra casa velha, mas principalmente porque Runcorn parecia resoluta o suficiente pelos dois. Não quis admitir para si mesmo, mas ela lembrava um pouco sua irmã, a mesma segurança. A cada passo sentia o chão todo ranger sob seus pés, a mão automaticamente indo à varinha a cada som mais ou menos diferente que ouvia, certamente ratos. Olhou com um sorriso amarelo para a francesa, assumindo a frente. Agora o temor de encontrar algo assustador era sobrepujado pelo temor de simplesmente não encontrar nada. O terror da Casa dos Gritos era a sua maior magia e seria um grande desapontamento que não fosse nada além de histórias.

- Vamos para o porão? - indagou o lufano, sorrindo amarelo para a amiga quando se colocarem entre dois lances de escadas: um descendente e outro que os levaria para o nível superior e depois ao sótão. O rapaz olhou por cima do corrimão, percebendo que o porão era bem mais escuro, e lá sim talvez alguma criatura residisse. Sentiu um frio apossar de sua barriga, a garganta levemente trancada: - Eu vou na frente. - e seguiu para o primeiro degrau, que soltou um altíssimo rangido, pois sua madeira estava solta. O texugo então ouviu um som alto de esvoaçar de asas, ou imaginou - certamente vinham do porão para onde seguiam. Sorriu amarelo para a garota novamente, dando a entender que talvez não devessem seguir, porém logo deixou que se acendesse um Roderick orgulhoso que não passaria por frangote diante de uma garota que era até mais jovem do que ele. Reuniu toda a coragem que tinha, talvez não muita, e reiniciou a descida, dessa vez com mais cautela, ainda que os rangidos e estampidos fossem inevitáveis: - Agora entendo o porquê de Casa dos Gritos. Ela não é nada silenciosa. - sussurrou o jovem para a garota que estava logo atrás dele. Ele se virou para vê-la. Aquela expressão lembrava muito Níniel, foi então que reuniu coragem para dar um último passo. Coragem demais. Sem perceber havia já alcançando o último degrau, de modo que a força reunida para aquela última descida colidiu toda com o chão poeirento do porão, que estremeceu e rangeu como não devia ranger havia muito tempo. Os olhos do rapaz se abriram num susto, ainda entendendo seu equívoco, quando o som de asas retornou, a princípio não tão alto, mas depois não apenas alto como cada vez mais próximo. E então sentiu que o próprio ar se revolvia, a sua varinha já em mãos. Em seu mutismo, deixou que Isabelly enunciasse por si o óbvio: morcergos, centenas deles, seguiam como uma onda para cima dos dois: - SOBE!!

interagindo com. Isabelly Runcorn
nota. foi divertido escrever :D
Bryan Roderick
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Re: Casa dos Gritos

MensagemFranca [#155794] por Dahlia Pettersson » 26 Jan 2016, 23:23

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E naquele exato momento um convite inesperado surgiu por parte de Bryan; a possibilidade de irmos até o porão da Casa dos Gritos. Pouco a pouco meu companheiro de aventuras percebia que não havia realmente motivo para ter medo daquele local, pelo menos não aparentemente, tirando é claro os rangidos altos e um pouquinho irritante quando ouvia-os por muito tempo. A atmofera de tensão pouco a pouco dissipava-se, dando lugar a um certo divertimento por parte dele e ainda mais confiança por minha parte. Sim, eu era autoconfiante e em parte aquela era uma característica negativa, todavia ficava muito feliz que minha confiança fosse capaz de deixar o lufano tranquilo. Não queria que nosso tempo de exploração ficasse num nível menor que o possível simplesmente porque ele sentia medo, ainda que eu - confesso - estivesse um pouco incerta sobre o que encontraríamos ali. Claro, não acreditava que fosse uma casa mau assombrada ou lar de criaturas perigosas, mas era sempre possível que alguém tivesse deixado surpresas; surpresas estas que não me agradariam.

- Tudo certo, por mim. - Deixei minha mão direita recair sobre minha varinha outra vez, a esquerda tratando de retirar alguns fios presos frente a meu rosto por conta do vento que entrava pelas frestas das janelas. Minha irmã era capaz de mover o cabelo de uma maneira esquisita, como se abrisse um leque, mas nunca fui capaz de fazer aquilo; não que quisesse, aquilo sim era assustador. Ao menos agora a coloração dos fios era um castanho escuro, diferenciando-me tanto dela quanto de meu sangue meia veela. E por que diabos estou pensando nisso agora? Ok, melhor concentrar na exploração. Engraçado como antes ele estava com medo e agora se oferecia para ir na frente, o que fez com que um sorriso viesse a eu rosto. Sabia que não era porque ele me via como uma figura delicada, o que eu não era, ou porque tinha parado totalmente com o medo, mas sim porque realmente agia como um cavalheiro às vezes. Era uma característica do lufano que me divertia bastante e só me fazia gostar ainda mais dele, afinal era fato que apreciava os poucos bons amigos que tinha.

Murmurei um “Concordo” enquanto descia, cuidadosamente, as escadas para o porão. Dava para ver que aquele lugar era ainda pior que o andar de cima, sem janelas que nos permitisse ver e ainda mais abandonado. A pouca luz era proveniente de onde estávamos, e mesmo assim fazia com que eu desgostasse um pouco dali. Estava acostumada com porões, todavia sempre fazia questão de encontrar maneiras de prover luz quando ia para o do orfanato, principalmente nos primeiros meses que o utilizei, na época não querendo lidar com criaturas como ratos ou surpresas deixadas por visitantes anteriores; ambos problemas que mais tarde resolveram aparecer. Daquela vez, no entanto, um problema bem diferente do que jamais tive de lidar surgiu, criaturinhas pequenas cujas asas começavam a bater veloz parecendo curiosas sobre os dois invasores. - Morcegos! Muitos deles! - Apenas não apontei pelo susto; não tinha medo de morcegos, mas era ruim o bastante ter vários deles ali. Assim que Bryan gritou para correr, obedeci na mesma hora, minha mão agora apertando a varinha para valer caso fosse necessário usá-la. Felizmente ele fechou a porta antes que os morcegos viessem em nossa direção.

- Essa... Essa foi realmente assustadora. - Exclamei, não exatamente sem fôlego pela corrida (mais do que acostumada com esforços), mas pela adrenalina de fugir dos animais e impedir que viessem até nós. - Acho que os acordamos ou coisa assim. - Aos poucos um sorriso leve brotava em meus lábios, enquanto observava-o, mais uma vez retirando os fios de minha face, dessa vez desarrumados pelo descer e subir de escadas junto ao vento. Engraçado como Bryan me lembrava Fred, pelo cavalherismo e tranquilidade, assim como aquela importância em saber o tempo todo se você está bem e a facilidade com que ficava confortável perto dos dois. Mesmo assim, pensar em Fred deve ter me feito corar na mesma hora, lembrando-me do Baile de Primavera, quando sem querer minha sedução proveniente da meia veelice fez efeito sobre meu melhor amigo. Ainda bem que consegui resolver depois, e as coisas não ficaram tão estranhas quanto possível entre nós. - Bem, acho que esse é o momento de explorar o andar de cima. Se não quiser ir embora logo agora, claro.

Que felizmente não tinha morcegos, e sim mais móveis; dessa vez, estátuas assustadoras e tinha quase certeza que vi sangue em uma das paredes.


Spoiler: Mostrar
Esse post foi divertido e bem rápido de fazer também o/ Acho que de importante é a própria interação Belly/Bryan e tá aí o “trigger” pra meia veelice dela. Pode narrar o que quiser antes deles subirem pro 2 andar e depois também, só deixei especificado no final algumas coisas pra ajudar -q Mas também pode adicionar, retirar, etc, etc. O que for melhor/mais fácil pra tu.

E rindo. Só se ferram quando tão juntos, gente AUSHUASHUASHUASHUA. Belly: Ãh, juro que nosso próximo encontro não vai envolver meia veelice e morcegos assustadores. Mesmo. Prom... Player: *Corta a personagem* Falo nada. Prometo nada. .wawa *sorriso maligno*
Dahlia Pettersson
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[HELTER SKELTER] ~ por Bryan Roderick

MensagemReino Unido [#155848] por Bryan Roderick » 27 Jan 2016, 19:59

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LOOK OUT, CAUSE HERE SHE COMES
When I get to the bottom I go back to the top of the slide

O coração batia muito forte quando haviam retornado ao térreo. Bryan tinha a mão no peito, a respiração ofegante. Olhava para Isabelly, ligeiramente mais calma, embora também compartilhasse da mesma injeção de adrenalina. O rapaz a observou por um instante, pensando naquela situação toda na qual haviam se metido: os dois sozinho explorando a Casa dos Gritos, correndo de morcegos porão acima; - É, acho que acordamos alguém afinal. Espero que não haja vampiros aqui. - controlou o riso, um riso que vinha mais pelo estranho da situação que por qualquer coisa que haviam dito. Achava uma reação divertida a de rir quando alguém se livra de uma situação tensa e preocupante, esse riso de nervosismo, mas se controlou para não parecer maluco ou que ria de sua amiga. Ela sugeriu que subissem, e parecia séria em sugerir isso, porém o rapaz já pensava em sair dali. Olhou ao redor, pensando. O que eram aquelas marcas na parede? Sangue? Talvez não fosse prudente prosseguir por ora. Seu peito ainda arfava: - Acho que deu de aventuras por hoje. O que acha de bebermos mais alguma coisa? Temos tempo ainda, e seria bem agradável estar num lugar iluminado para variar, sem madeiras rangendo e morcegos voando atrás de mim. - sorriu. A ideia de ir ali havia sido sua em primeiro lugar, por isso não imaginava que ela iria se opôr agora.

- Você me lembra um pouco minha irmã, sabia? - disse levianamente quando saíam do lugar, sem acreditar que havia acabado de proferir aquelas palavras. Não ousava falar dela havia já três anos, nem sequer a mencionava, para de repente soltar isso tão gratuitamente. Sentia-se diferente em relação a ela desde o teste de habilidade ministerial em Hogwarts, porém isso não o impediu de se sentir surpreso com o que dizia: - Ela sempre foi mais corajosa que eu, sabe? - mas o sorriso que esboçou dessa vez era um pouco triste. Esperava que ela não perguntasse nada mais. Talvez tivesse tido a liberdade por ela ter contado um pouco da sua infância, ainda assim não queria falar de Níniel. Isso era algo seu. Quando desciam o morro, deu novamente a mão para a francesa - questão de cavalheirismo. Era inegável que se sentia bem à vontade com ela, era um pouco diferente estar com ela, diferente até do que estar com a Dempsey ou a Khrum. Em silêncio tentou descobrir o que era, mas sem sucesso. Desceram até onde o vento não era tão forte, defendidos por algumas árvores que beiravam as proximidades da Casa dos Gritos. O lufano parou ali para olhar para trás, soltando a mão da amiga: - Estranho pensar que agora já sei como é por dentro. - disse sorrindo meio encabulado, imaginando que ela deveria estar pensando que ele só conheceu a primeira sala do térreo e a escada para o porão - Bem, faço uma ideia pelo menos. Se você aceitar, podemos voltar outra hora para conhecer a casa toda. - e riu da sua própria ideia, apesar de estar sendo franco enquanto propunha isso. Olhou-a nos olhos, sorrindo ainda. Ela tinha uns belos olhos.

interagindo com. Isabelly Runcorn
nota. curtinho mas agradável de escrever. Se quiser, acesse o link com a Karleen (?)
Bryan Roderick
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Re: Casa dos Gritos

MensagemFranca [#155891] por Dahlia Pettersson » 28 Jan 2016, 10:47

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Talvez tenham sido os sinais de que o que encontraríamos no andar de cima não seria de todo agradável, talvez tenha sido o desapego ao espírito de aventura enquanto o lufano descobria que, tal como imaginara, aquele local não era de todo perigoso, ou uma mistura de ambos, todavia logo após sugerir subirmos ao segundo andar Bryan surgiu com um segundo convite (inegavelmente mais apreciado que o anterior). Como já devo ter narrado algumas vezes, a companhia do lufano era uma das melhores possíveis e realmente gostava de passar tempo ao lado do rapaz. Claro, o número de vezes em que estivemos juntos num mesmo ambiente não era tão grande quanto o desejado, todavia somando-os - e excluindo o episódio vergonhoso (para mim) do loiro semi-nu - com as trocas de carta estava mais do que claro que encontrara um bom amigo. Ao menos, era assim que a Belly “comum” o via, sem toda a parte de um passado desejavelmente esquecível e sangue de meia veela.

Isto é, meus pensamentos caminhavam para um caminho muito mais perigoso que a Casa dos Gritos jamais apresentaria. Enquanto sorria e respondia alguma coisa qualquer e positiva, minha mente trabalhava para lembrar-me de alguns episódios do ano letivo passado em Beauxbatons. O mais important deles, claro, o Baile de Primavera. Mas não era só a coisa toda com o Fred, ainda que aquela tivesse sido a mais memorável, como também o que se sucedera antes da ocasião. Foi como se de uma hora para a outra as pessoas do sexo oposto notassem que eu, Isabelly (até agora sem um sobrenome cem por cento confortável), existisse. Sério, nunca tinha recebido tantas invitações na vida, inclusive tentei separar um tempo pra responder educadamente a maioria delas, sem sucesso. No final optei por ignorar, perguntando-me se Melanie passava pelas mesmas coisas, e decidi ir com meu melhor amigo, a única pessoa que eu podia confiar para não olhar em mim de maneira... Bem, eu não sei exatamente de qual maneira as pessoas me olhavam.

Até o sangue meia veela fazer-se presente. Fosse pelo tempo no orfanato, fosse por preferir focar em estudos e amizades, nunca dei muita atenção para romance. Isto é, não que não adorasse ler um bom livro que envolvesse o gênero - ainda que estivesse longe de ser meu predileto -, mas nunca pensei muito na possibilidade de vivenciar um ou, de alguma forma, encontrar-me em situações parecidas com as descritas nas histórias. Até seduzir o brighitiano mais legal do planeta. Pois é. Ainda bem que eu me toquei a tempo de não nos beijarmos ou algo assim, porque teria sido muito estranho, mas foi o bastante para que eu ficassem com medo daquela meia veelice se ativar novamente. E mesmo assim não parava de pensar naqueles episódios enquanto observava Bryan e tentava, juro, prestar atenção em sua fala seguinte.

Não foi exatamente sua fala que fez com que minha atenção retornasse a si - quer dizer, eu entendi o que ele falou e etc -, mas sim a expressão infeliz no rosto. Sabia como se sentia, como era se lembrar de alguma coisa e automaticamente sentir-se para baixo. Hoje em dia não era exatamente tristeza que sentia quando pensava no orfanato, mas durante muito tempo foi. Além do mais, Bryan era meu amigo, e uma coisa que odiava era ver meus amigos tristes; para mim já bastava eu de infeliz por conta do “mundo real” (a história toda de ser bruxa e frequentar Beauxbatons ainda parecia meio mágico, ignorematirada, mesmo após tanto tempo me acostumando com). Quer dizer, não era errado querer consolá-lo, era? Eu sempre consolava Jenny da melhor forma possível, e faria o mesmo com o Fred caso um dia se mostrasse necessário, mas me sentia um pouco estranha, diferente, em pensar em abraçar e tentar trazer um pouco de alegria para a mente (coração?) do lufano.

Ah, claro, tinha todo o lance dele me dar as mãos ao descer. E eu adoraria ignorar, porque da mesma forma que narrei antes não achava um gesto totalmente não inocente, mas outra vez me senti estranha, quase como se um calor passasse por minha pele. Ainda assim, não era um sentimento bom, ao menos não confortável o bastante para eu desejar que ele continuasse com a mão sobre a minha. Era.... Bem, como gostava de usar essa palavra, estranho mesmo. Esquisito. Pra ruim. E, mesmo assim, não a soltei, não era como se fosse culpa do Bryan, sabia que não, mas sim algo da minha mente que gostava de me zoar e me colocar em situações não tão divertidas.

- Tem razão, seria divertido. Ao menos consegui te convencer que tem nada de mais na Casa dos Gritos. - Sorri para ele, agora muito mais calma já que tinha soltado minha mão, enquanto andávamos em direção a saída. Nunca ouvi falar muito sobre aquele local, por isso mesmo não sentia tanto terror ao falar sobre, e agora poderia falar com quase certeza de que não havia algo perigoso. Ao menos, se tivesse pra valer, não na maior parte do tempo, afinal saímos dali vivos (e o único azar que teríamos seria cagarem na nossa cabeça, o que nunca foi muito perigoso para os métodos bruxos de cura). Não falamos muito sobre onde iríamos beber alguma coisa, todavia tinha quase certeza de que seria no Beco Diagonal mesmo - o que era bom, levando em conta que eu estava hospedada por perto, na Cabeça do Javali. Bem, ao menos era esse o plano, antes de eu colocar tudo a perder.

Eu não sei exatamente quem culpar. Talvez tenha sido o Bryan e a maneira como olhou para mim; não com paixão, desejo, ou qualquer sentimento que seria esperado em um livro, mas sim quase que com uma mistura de curiosidade e surpresa. Talvez tenha sido meus pensamentos quanto todo o blábláblá de meia veelice e sedução, sem dar-me freios ou focar no fato de que estava acompanhada de um amigo (cuja relação com o qual eu prezava bastante). Talvez tenha sido nada disso, e sim alguma coisa “escrita para acontecer” em algum lugar. Não sou exatamente de acreditar em destino, mas vai quê? Uma daquelas teorias malucas vindas de gente que joga The Sims que eu descobri após espiar - juro que foi por pura curiosidade, não fiz nada que a levasse a pensar que alguém mexera no computador enquanto ela tinha ido ao banheiro - o facebook de uma garota.

De qualquer forma, aconteceu. Quer dizer, nunca entendi muito aquele tipo de assunto. Frequentemente Jenny relatava os encontros com o namorado comigo, além de todo o conhecimento adquirido através de observar e conversar com minha irmã. Tinha os livros, claro, sempre úteis quando se quer descobrir qualquer coisa, especialmente um assunto não tão misterioso, assim como filmes, séries, documentos, relatos, etc, etc. Tinha quase 15 anos, mas certeza de que haviam crianças com a metade da minha idade que entendiam tanto ou mais sobre que eu. Mesmo assim, nunca foi minha intenção me aproximar. Não foi exatamente rápido ou agressivo, mas repentino o bastante para que eu própria me assustasse. Quase lento, ainda que não houvesse realmente expectativa no ar, e a próxima coisa que soube é que Bryan correspondeu e meus lábios estavam sobre os deles.

Pra começo de conversa, foi uma sensação estranha. Eu fechei os olhos, claro, sabia que era preciso fechar os olhos, mas minha mente raciocinou rápido o bastante para que só o fizesse depois que conseguisse uma boa mira - se já ia beijar o cara, não muito a fim de tornar a situação ainda mais constragedora pro meu lado. Mesmo assim, mesmo tendo lido e ouvido tanta coisa, ainda era meio duvidoso o que fazer. Tinha quase certeza de que Bryan era tão inexperiente quanto eu, ou talvez até fosse mas não desse o braço a torcer. Mesmo assim, foi beeeeeeem esquisito. Sério, pior do que não saber o que fazer com as mãos - acabei colocando-as sobre as costas dele -, também não sabia muito bem o que fazer com a minha língua. Quase saudades das provas de matemática, eram mais fáceis.

Engraçado que, de qualquer forma, relaxei. Talvez fosse o fato de eu ter quase 15 anos e estar mais do que na hora de passar por aquilo, talvez fosse minha consciência agora totalmente cem por cento inteirinha “ativada”, ou simplesmente que ele era uma pessoa que eu confiava praquele tipo de coisa. Não era tão ruim ter meu primeiro beijo com o Bryan, era? Quer dizer, depois de algumas tentativas eu finalmente - UHU - acertei o que fazer, e definitivamente não posso dizer que foi realmente ruim. Quer dizer, tive tanto tempo ouvindo sobre e juntando a meia veelice eu “peguei rápido no tranco”, e meu companheiro de aventuras (?) fez o mesmo. Eu até movi um pouco minhas mãos, pra não ficar aquela coisa definitiviamente estranha.

Mas, mesmo não sendo de todo ruim, não foi algo para relaxar completamente e aproveitar. Foi até rápido, se fosse parar pra pensar, e talvez fosse meu segundo beijo. Isto é, algumas semanas atrás tinha ficado presa com minha melhor amiga, meu “inimigo” e o garoto que mais me odiava na face da terra. Jogar verdade ou consequência foi ideia minha, e se por um lado deu pra acertar as coisas entre Jenny e Josh e entre mim e ele, além de ter uma conversa decente com o Klaus pela primeira vez na vida, Jenny nos obrigou a nos beijar. Comumente chamado de selinho, ou talvez tivesse sido mais demorado, mas foi muito diferente da experiência de beijar Bryan. Não o beijo em si, aquele segundo sim podia ser contado como um beijo, mas tudo que eu senti. Sério, lembrava-me muito bem da Cave:

Desde estar completamente confusa porque aquele era o Klaus que me odiava mesmo que eu tivesse certeza que não fosse um ódio real, e aquele Klaus totalmente verdadeiro não deu o braço a torcer quanto ao desafio da minha amiga. E lembro de me levantar e minhas pernas estarem completamente bambas, para além de só respirar de verdade depois que a coisa toda aconteceu; com o Bryan não tinha aquilo. Aquela expectativa, aquele nervosismo enorme, aquela vontade de fazer direito e a preocupação com o que o Klaus pensava/pensaria (que na hora tinha certeza que vinha do fato de eu não gostar dele desgostar de mim). Com o Bryan era calmo, sério, comprenetado, quase ensaiado, e com o Klaus foi... Foi literalmente me jogar de braços abertos num oceano. Não sabia o que esperar nem o que viria pela frente, mas mesmo assim aproveitando cada sensação repercurtida.

Merda. Eu tava beijando o Bryan, o gato gostoso possívelmente solteiro Bryan que além de ser um cavalheiro era gentil e parecia muito inteligente - adicionando o fato de que eu já havia visto-o semi-nu e pude comprovar os dois primeiros quesitos -, e pensava no Klaus.

Merda.

p*** que pariu, é nesses momentos que eu penso em mim e lembro de como a minha vida é ferrada.

Fala sério, por que eu não podia ter gostado do beijo? Por que eu não podia gostar pra valer do Bryan, tipo aquelas garotas completamente apaixonadas pelos caras mais velhos e mais legais pela frente? Sério, nenhuma possibilidade da gente chegar a conclusão que a companhia um do outro é legal e entrar numa espécie de amizade colorida?

Não. Claro que não. Porque eu pensava no Klaus Vanderhoff, secundanista (quase terceiranista) monitor junto comigo! FALA SÉRIO, MÉLUSINE! Dá pra me ferrar menos, não? Mostrar piedade? Alô! Por favorzinho.

Merda.

Ah, já é a terceira vez que falo mer... Desculpa, quarta, merda.

- E-e-eu... Juro, eu não... Isso não... Não era para acontecer, e... - Foram as únicas palavras que saíram de minha boca naquele primeiro momento, quando enfim separei-me do loiro e tive a chance de além de recuperar meus braços para perto do meu corpo, observar a expressão tão confusa quanto a minha deveria estar. E certeza de que eu corei totalmente pela vergonha da situação. Ai, merda. E se ele gostasse de mim e achasse que eu gostasse dele? E se aquele beijo significasse que ele começaria a nutrir sentimentos? Ai não, ai não, ai não! Aquilo não podia estar acontecendo. Não comigo.

Porque não bastava eu ter praticamente atacado um grande amigo, também tinha chegado a conclusão de que havia uma possibilidade bem enorme pra caramba igual a maior roda gigante do mundo de eu gostar do Klaus.


Spoiler: Mostrar
Aqui estou eu, presa num avião, faltando seis horas para chegar no Brasil, mas feliz DEMAIS que fiz e terminei esse post. Juro, a primeira coisa que fiz quando reli o último parágrafo foi dizer: “Meu Deus, meu Deus, eu consegui. Tô muito feliz”. E tô mesmo <3 Tão legal escrever com a Belly. Tão legal zoar a Belly. Tão legal ela pegar o gato gostoso entre outras características Bryan ao mesmo tempo que descobre que tá apaixonada pelo Klaus. E.... Gente, que lindo *-*

Eu acho que o post ficou melhor do que eu queria. Quer dizer, é a Belly, né? Totalmente lógica e focada no raciocínio. Tentei fazer esse contraposto entre ela ser quase uma robô quando tá pensando em romance = Bryan, mas ficar totalmente perdida quando pensa em romance = Klaus. Acho bem a cara dela isso aí, e pra mim ficou muito Isabelly (Runcorn? Blanch Marchand? Bloom? Nenhum? Vocês decidem) esse post.

Eeeeeeeeeeeeeeeeeeenfim, partiu fazer uma festa que a minha guria perdeu o BV e já tá velh... Belly: *invade* Falou a player com a idade igual a minha que também nunca passou por essas coisas. *Feliz pela possibilidade de zoar a Mah*. E precisava mesmo de showzinho todo? Pelo amor de Deus, não era só fazer eu pensar sobre o Klaus e chegar a conclusão de que gost... Mah *invade de novo*: NÃO! TEM QUE TER DRAMA! MUITO! <3 Adoro drama! E adoro o Bryan. E adoro (+1) o Klaus. E adoro (+1000) drama. Então tem que ser assim ò.ó *coloca fita adesiva na boca da personagem*

Belly: -.-’ (*Desiste e sai*)

Mah: Wins *dança*


Ãh.... Perdão por isso aí em cima... Tô inspirada... E.... Er.... *some antes que fale mais besteira*


Spoiler: Mostrar
Agora sou eu comentando meu post após ter chegado em casa. GENTE, QUE COISA MAIS BELLY. Ultimamente tão saindo uns posts tão <3
Belly: Me ama.
Mah: .-. Amar significa poder deixar a pessoa ir, se eu ir você não vive mais, então não diga essas coisas .wawa
Dahlia Pettersson
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[BOYS] ~ por Bryan Roderick

MensagemReino Unido [#155981] por Bryan Roderick » 28 Jan 2016, 23:37

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I've been told when a boy kiss a girl
Take a trip around the world

Nunca havia parado para pensar em como seria esse momento, o primeiro beijo. Haveria de ser com uma garota especial, o amor de sua vida, ou qualquer coisa assim? Debaixo de um visco ou de uma amoreira? Nunca havia lhe despertado tais romantismos, tampouco o seu contrário: jamais se desesperara por uma garota, correndo atrás dela, querendo agarrá-la por algum corredor como sempre se ficava sabendo quando ocorria em Hogwarts. Isabelly era certamente bonita, isso o lufano já havia notado desde a primeira vez que a vira, porém nem quando estivera seminu diante dela havia chegado a pensar nela de outro modo - talvez ainda menos quando estava seminu, desesperado para se vestir e deixar o navio. Foi como um estale, um clique. Estava olhando para os olhos azuis claro da francesa e então tudo aconteceu... Sem entender bem o que ocorria, viu o rosto da garota se aproximar vagarosamente do seu, embora as suas próprias mãos já não estivessem coladas ao seu próprio corpo e sim ao dela. Quem havia dado o primeiro passo? A garota que não havia muito havia comparado com sua irmã agora assumia um papel completamente diferente, parecia irresistível, irresistível mesmo a ele que nunca dera a mínima.

Foi quase por instinto que fechou os olhos quando sentiu os lábios dela tocarem os seus, as mãos até então semiconscientes ligadas à cintura dela dela se fecharam num abraço, fazendo os dois se aproximarem ainda mais. O primeiro instante de surpresa desvaneceu como que levado pela brisa que ainda atingia os dois jovens. Parecia tão cômodo, tão bom. Embora fosse a sua primeira vez, era como se soubesse muito bem o que fazer, como se soubesse desde sempre. Nem pensava, apenas se deixava levar - nem sabia bem pelo quê. Ele sentia que ela estava insegura, parecia estranho perceber tantas coisas pelo modo como o corpo dela respondia, o jeito rígido que ela se encaixava em seu abraço, os movimentos vacilantes, o próprio abraço dela inseguro de ser abraço. Quanto tempo aquilo havia durado, ele se perguntaria depois, ou como aquilo havia chegado a tal ponto; refaria os passos, de Hogsmead à Casa dos Gritos, do térreo ao porão, do porão até ali. Quando ela havia deixado de ser apenas a sua amiga francesa e se tornara aquela garota irresistível que o fizera agir contra todas as suas expectativas? E ainda mais secretamente, ruborizado, se perguntaria inconfessavelmente se ela havia gostado. Nunca, jamais perguntaria! Nem por carta, nunca! Por um momento pareceu que um pouco desses pensamentos, antecipadamente, brotaram em sua mente e fizeram sua consciência emergir para onde quer que tivesse ido. Não parou de beijá-la imediatamente, não, pois também sua consciência foi retomando o espaço perdido aos poucos, de forma que o seu próprio corpo ia tomando espaço para voltar ao normal. O rapaz distanciou o rosto e abriu os olhos, não tinha bem uma expressão, também não sorria como era costumeiro, na verdade não sabia o que pensar. Não sabia o que deveria expressar ou fazer depois daquilo, não sabia o que devia estar sentindo. O momento depois do beijo parecia que não ia chegar, não existia durante o beijo, e no entanto ali estava ele, de olhos fitos em Runcorn, incapaz de esboçar um sorriso que fosse. Toda a segurança que sentira até ali desmoronou de repente. Sentiu o rosto queimar, sentindo-se consolado apenas porque viu que a amiga também estava vermelha. Os braços dele já estavam com ele, e os dela com ela. Ela foi a primeira a dizer algo, embora tão reticente quanto estava ele próprio em seus pensamentos. E ele? Havia gostado? Sentiu seu rosto queimar ainda mais ao se ver pensando nisso.

O texugo queria sair dali o mais rápido possível, esconder-se, ver ela apenas depois de colocar as coisas no lugar. Tudo aquilo que havia desaparecido durante o beijo agora parecia cair como um piano sobre sua cabeça. Ela era sua amiga afinal, não era? Ou sentia algo mais por ele? Ele não sentia nada por ela, ao menos, ou sentia? Como seria a próxima vez que se vissem? E se toda vez que a visse voltasse a lembrar desse momento? E se a quisesse beijar toda vez que a visse? Queria? Seria ainda mais vergonhoso admitir que talvez quisesse já, porém sentiu seu corpo esquentar ainda mais - não só o rosto. Deveria parecer um palhaço, ali, olhando para ela sem falar nada. Tentou pensar em algo para falar, qualquer coisa, um pedido de desculpas, uma justificativa, ou qualquer coisa que se colocasse entre aqueles dois olhares perdidos, incertos diante do que haviam feito. Incapaz de falar, incapaz até de sorrir, restou-lhe fazer a coisa mais inacreditável que poderia ter escolhido fazer: deu um passo em silêncio, e outro, e, parado diante dela, abraçou-a forte. Também não entendia porque estava fazendo isso agora, mas era diferente do beijo, não era nenhum impulso ou instinto que o fazia abraçá-la, e de alguma forma havia mais ternura nesse abraço do que houvera durante o beijo. Talvez fosse o medo de perdê-la para aquele beijo, perder sua amiga: o abraço era um modo de segurá-la, dizer que não queria isso. Jamais seria capaz de expressar isso em palavras, ou mesmo de entender que era isso o que queria dizer, mas estava tudo bem.

interagindo com. Isabelly Runcorn
nota. dels, nem eu sei o que ele tá fazendo. adorei o post
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Re: Casa dos Gritos

MensagemFranca [#156061] por Dahlia Pettersson » 29 Jan 2016, 18:11

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Sim, eu estava ferrada. Completamente. Aquele era para ser um dia proveitoso, no qual colocaria a conversa com o Bryan em dia e faríamos o que mais fosse possível ─ visitar algumas lojas, comer/beber alguma coisa, até mesmo explorar a Casa dos Gritos como realmente fizemos ─, mas ao invés disso eu precisava estragar tudo. Ainda não entendia como aquilo aconteceu, como em um momento estava encarando-o e no segundo seguinte tinha juntado nossos rostos e iniciado aquele beijo completamente estranho e desconfortável e... droga. Podia perder um grande amigo, uma pessoa que me importava pra caramba com, e a preço de quê? Tudo por que eu tinha um sangue de veela estúpido? Porque, claro, não fui eu quem fiz aquilo, tinha certeza. Foi quase como na vez que seduzi o Fred involuntariamente, como se tivesse alguma coisa me controlando. Mas dessa vez foi tudo tão mais estranho, tão mais consciente. Era quase como se eu quisesse aquilo, como se desejasse que acontecesse, e mesmo tendo sido desconfortável não foi de todo ruim. Mas eu não podia querer que aquilo acontecesse, queria? Porque eu não gostava dele, e passei o beijo inteiro pensando no Klaus.

Era coisa demais para minha cabeça. Meia veela. O amigo que vi semi-nu uma vez e agora sabia como era beijá-lo. Ações involuntárias que aos poucos se tornavam voluntárias e me eram estranhas. A possibilidade enorme de realmente gostar do único garoto que na maior parte do tempo parecia me odiar. O pior de tudo é que não tinha ideia de como concertar aquelas coisas. Não sabia que futuramente o mesmo aconteceria com outras pessoas por causa de meu sangue, não sabia se minha relação com o Bryan ficasse cada vez mais esquisita e aos poucos parássemos de ser amigos, não sabia o que realmente sentia pelo Vanderhoff mélusino. E de todas as coisas, eu odiava não saber. Odiava a incerteza de uma dúvida, aquela maneira que elas vão te consumindo e seu cérebro não consegue parar de pensar sobre até você ter alcançado cada mínimo detalhe das perguntas e mesmo assim, ao pensar num todo, perceber que resolveu nada. Odiava aquilo e tinha um medo enorme do mesmo acontecer com todos os itens supracitados. Claro, o principal era o que precisava resolver por agora: Minha relação com o Bryan (e como ficaria dali para frente).

Porque, como se não bastasse, parecia que ele ia me beijar de novo. Droga! Será que ele queria aquilo? Será que eu agi de um modo a parecer disponível? Quer dizer, eu tô, ele foi a primeira pessoa que beijei e nunca tive um namorado ou gostei de alguém na... ok, agora talvez gostasse de alguém, mas deu pra entender! E não era o Bryan. Quer dizer, não imaginava que meu beijo fosse tão ruim a ponto dele não ter gostado, mas também não sabia se ele sentia algo a mais ao ponto de querer aquilo comigo, ou se quisesse talvez fosse pelo ato em si e não por mim? Caramba, é confuso demais pra minha cabeça. E uma parte enorme, grande mesmo, de mim queria ler sua mente, compreender o que ele estava pensando, uma maneira rápida e simples, além de muito possível por conta de meus dons, de responder todas aquelas perguntas. Mas não, eu não podia, podia? Quer dizer, eram os pensamentos de alguém, privados e tudo o mais. Não é como se eu fosse ler de qualquer um, mesmo naquela situação e... talvez dar uma espiada? Não, Belly, foco. Você não pode. Bem, ao menos era isso que se passava pela minha cabeça, até o momento que senti-o contra mim, mas não exatamente da mesma forma que antes.

Um... abraço? De todas as coisas que poderiam acontecer a partir dali, a que aconteceu foi ele me dar um abraço? Era... inesperado, sim, bastante inesperado. E não foi um abraço qualquer, dava pra sentir bastante coisa. Bryan não era muito mais alto que eu, então meu rosto ficava entre seu peito e acima de seu ombro, o que era relativamente estranho. Dava pra escutar o coração dele, que àquela altura do campeonato batia tão forte quanto o meu, mas eu sabia que não era porque gostava de mim, não podia ser. E, bem... A maneira como me segurava, era quase desesperador, sabe? Quer dizer, se fosse um desesperador de gostar de mim, tenho certeza de que teria me beijado outra vez, então talvez... talvez tivesse esperança dele não gostar e estar tão amedrontado quanto eu? Quero dizer, amedrontado de pensar que nossa amizade se perderia a partir dali por causa daquele beijo. Aquele beijo idiota e estúpido mesmo não sendo tão ruim (só pra deixar claro) que poderia terminar com a nossa amizade. Fala sério, Belly, por que você é tão imbecil às vezes?

E então me soltou. Demorou um tempo, bastante tempo, na verdade, e aquela altura eu já tinha correspondido o abraço. Droga, eu gostava daquele Bryan! O Bryan que conseguia me deixar tranquila e tinha um dos melhores abraços existentes, que se preocupava com as pessoas independente de quem eram e que sorriam mesmo nas situações difíceis. Esperava mesmo que fosse possível continuar sermos amigos. E mesmo depois do abraço encarei-o por uns instantes, respirando fundo e tomando fôlego pro que falaria a seguir. Droga, devia mesmo ter lido a mente dele, seria tão mais fácil! ─ Eu não... sei muito bem o que aconteceu aqui. Quer dizer, você sabe, não sabe? Digo, sabe que sou meia veela. Droga. Essas coisas, elas... já aconteceu uma vez, quando eu seduzi um amigo meu sem querer. Não teve beijo nem nada, quer dizer, você foi a primeira, segun.. primeira pessoa que eu beijei, e não foi ruim, mas... mas não fui eu quem fiz aquilo, entendeu? Foi essa meia veelice, e quando vi já estava acontecendo, e... eu devia ter parado, mas não. Droga. Desculpa. Eu realmente não quero que esse beijo acabe com nossa amizade ou qualquer coisa assim. ─ Porque além de fazer coisas estúpidas, eu não falava coisa com coisa. Se ele gostasse de mim, estaria ferrada. E se ele não gostasse, já tava mesmo. Por favor, Mélusine, me ajuda nisso aqui também!


Spoiler: Mostrar
Will, sabe por que eu adoro fazer arcos entre Belly e Bryan? Porque eu sempre rio. Sério, sempre termino um post rindo ou chorando de rir. Gente, AUSHUASHASHUA, essa Belly <3 Foi lindo fazer esse, saiu super rápido, na maior facilidade, e o resultado final tá ótimo pra mim *-* A cara dela.

Aiai, espero que os dois continuem amigos por um tempo, vão ficar velinhos e rindo relembrando desse dia (?) Belly: *chuta* Para de falar coisas estranhas, Mah.

Enfim, adoooooooorei escrever esse post. E como te disse, sem pensar muito em quando o arco vai acabar, tô mais na onda da Belly mesmo.

E ainda bem que a Belly é assim, que numa dessas ela chegava e "Já sei como resolver a situação, bora ser amigos com benefícios" AUSHUASHAHUA Não ia dar certo. Belly, valeu por ser do jeito que é -q
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Re: Casa dos Gritos

MensagemRussia [#156312] por Sasha Yuriev » 31 Jan 2016, 18:34

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Ainda andava com a cabeça meio cheia depois daquela breve conversa com o professor de Esportes e Transportes Mágicos... Sinceramente, foi bom ter tirado aquela duvida, obviamente, no entanto acabei mais encucado do que antes. O mistério descobrir que criaturas estranhas e sombrias eram aquelas apenas aumentaram depois da breve explicação do docente e de uma pequena pesquisa na biblioteca no dia seguinte. Respirei fundo, deslizando as mãos pelos cabelos, desalinhando-os sem querer enquanto admirava, sem prestar muita atenção, as lojinhas das ruas de Hogsmead. “Talvez... tenha sido aquela noite...” Refleti durante alguns instantes, parado diante da velha casa dos gritos e inclinando a cabeça para o lado.

Queria eu entrar ali dentro... Por nada, apenas pela mera vontade de conhecer aquele lugar por dentro, sabe-se lá o que encontraríamos ali dentro, não é? Abri a bolsa estilo carteiro que sempre levava comigo, vasculhando seu interior durante alguns instantes antes de puxar para fora uma câmera. Tinha me apaixonado por aquela belezinha algum tempo atrás, enquanto explorava a loja de Artigos Mágicos uma segunda vez e, juntando bastante a minha verba da mesada, agora a tinha nas mãos. Tirei Pumpkin dali também, enfiando o nariz no jeans macio que compunha a raposinha feita a mão. Inalei profundamente aquele cheirinho delicioso de amaciante e a coloquei em cima da cerca, dando alguns passos para trás de modo a fotografa-la e ter, como um belíssimo background, a casa mais mal assombrada da Grã-Bretanha.

“Será?” Me questionei, vasculhando o espaço pelo visor da câmera, tirando uma foto e então a abaixando novamente, prendendo a proteção das lentes no lugar correto e tornando a, cuidadosamente, guardar meu precioso tesouro na bolsa. – Será que tem alguém que.... verifica a ‘assombracidade’ das casas, Pun? Digo, essa aqui é considerada a mais assombrada da Grã-Bretanha, mas por que? Porque... ela realmente é? – Questionei, olhando para o bichinho e, como de costume, sem conseguir resposta alguma do mesmo. Suspirei, me afastando então do recinto. Talvez... mais tarde fosse a hora de descobrira verdade sobre aquilo. Talvez com alguma companhia, sempre era mais legal visitar esses lugares com, bem, companhia.

“Uma companhia adequada seria melhor ainda...” O que me lembrava de que eu precisava, mesmo, de um melhor amigo. Um companheiro de aventuras para ser, comigo, um desbravador de todos os lugares, alguém para descobrir todos os segredos do mundo... Para que eu pudesse dividir os meus próprios fantasmas e demônios de um passado não tão distante. Tão novo e já tão cheio de problemas... Bem, C’est la vie.

Narrador,, -Outros- , -Falas - e doces "Pensamentos" .
Tagged: -
Interagindo com: -
Imaginação: -
Imagem de Titulo (se presente): -
Notas: 16

Itens Utilizados:

  • Câmera HighMotion

    Usou um Câmera HighMotion.

Imagem


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Código: Selecionar todos
[centro][fonte="Engravers MT"][size=120]Titulo I[/size][/fonte]
[fonte="Engravers MT"][size=90]Titulo II[/size][/fonte]
[off]Parte I[/off][/centro]

[justificar][narracao] [/narracao][/justificar]

[esquerda][narracao]Narrador,[/narracao], [falaoutros]-Outros-[/falaoutros], -[fala]Falas[/fala]- e doces [pensamento]"Pensamentos"[/pensamento].
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[b]Interagindo com:[/b]  -
[b]Notas:[/b] -[/off][/esquerda]
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Re: Casa dos Gritos

MensagemEstados Unidos [#163725] por Benedict Chalfant » 23 Jun 2016, 05:03

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CONTÊM CENAS INAPROPRIADAS PARA MENORES DE 40 ANOS
[violência, sequestro, sangue, sensualidade, quase-pedofilia]



Spoiler: Mostrar
Capítulo Final da Jornada de Benedict Chalfant


        Apesar de ser bastante jovem, Chalfant se sentia velho por dentro. A sua alma era um tanto enegrecida, talvez por causa de sua infância – não conhecera seus pais, sua família, vivendo desde que se conhecia por gente em um orfanato religioso onde era obrigatório rezar quatro vezes por dia, as madres eram estúpidas demais e o diretor do orfanato adorava olhar e tocar em Benedict quando ele dormia. Ele guardava aquele trauma para si de maneira que às vezes precisava pensar muito para saber se aquelas coisas realmente tinham acontecido. Encontrara uma gaveta em sua mente e colocara todos os seus medos dentro, fechando-a logo em seguida e jogando a chave em algum lugar que ele desconhecia. Os gritos dos alunos, as conversas afobadas, os risinhos, tudo lhe fazia lembrar-se de sua infância e por isso preferia o silêncio da floresta negra ao trepidar louco do grande castelo britânico.

        Caminhava lentamente, cuidando para não pisar em qualquer galho entrelaçado ao chão.
        – Eu entendo como vocês se sentem quando são invadidos. – Comentou ao tocar uma árvore que parecia ser a senhora das árvores, uns séculos de idade, no mínimo. Encostou-se nela e foi agachando até o chão, sentando-se de costas e cruzando as pernas igual índio. A relva, a umidade do solo passando por entre suas pernas descobertas, aquela sensação boa que lhe tirava o calor. – Eu encontrei uma garota em um jogo de quadribol que fui. Ela era bastante bonita, sabe? – Suspirou, sorrindo para o nada. – Mas não me trouxe aquela sensação de satisfação, a que eu sempre procuro. Parecia que faltava algo. Algo que não existe! – Expirou enquanto escutava barulho de cascos se aproximando. – Você sabe o que falta, Sr. Chalfant, mas continue neste caminho. Eu estava observando as estrelas ontem a noite e vi algo que não agradou, em relação ao Senhor. Não deixe a tentação crescer e nem os monstros interiores se soltarem, ou não terá volta. – O centauro passou as mãos sobre os cabelos de Benedict e com um sorriso triste começou a trotear para longe, deixando o americano olhando por entre as árvores, para Hogwarts.

        [...]


        Sempre é bom encontrar uma pessoa que faz parte de sua história. Ou que caminhou ao menos alguns passos ao seu lado. É uma experiência maravilhosa. Saber das novidades, o que anda fazendo, onde e como está. Naquele dia em que Benedict reencontrou o diretor do orfanato onde viveu desde seus dois anos de idade, a sua perspectiva de vida mudou e aquele medo, aquele trauma que mantinha consigo apenas... Desapareceu. Conversando com o velho, sentiu-se pela primeira vez livre das garras do medo, do que era certo e errado. Algo em sua mente transformou. Voltou decidido para Hogwarts. Tinha em seus pensamentos um plano controverso. Ele havia finalmente entendido que o que o velho diretor fazia com ele nas noites do orfanato eram apenas lições, para o que viria a seguir. O diretor o amara, como ninguém havia amado. Chalfant sempre fora solitário e demorara demais para perceber que fora amado, mas havia rejeitado o amor.

        Há algum tempo começara a ter amizade com uma primeiranista, notava que sempre andava sozinha, com o semblante abatido. Sentia pena por ela. Queria demonstrar que gostava dela e que ela não precisava mais temer a solidão, a escuridão, por que ele seria a luz da sua vida. Sabia que não era apenas afeto fraternal. Uma vez conversaram lado a lado e Benedict parou de prestar atenção no que a garotinha dizia – ela era linda, seus cabelos pretos, compridos e lisos, olhos cor de mel e o rosto bastante expressivo. Claro que o guarda-caça desejou comunicar a sua admiração, mas esperou que a menina tomasse atitude. Não sabia se seus olhos haviam lhe dito alguma coisa, mas uma das pernas da primeiranista encostou-se na dele.

        Instantaneamente sentiu que uma energia muito forte escapava-lhe e à medida que saía voltava, pulsante. Teve o pressentimento de estar sendo-lhe útil, de estar confortando-lhe com uma energia positiva, capaz de amenizar as dores do seu coração. Em um dado momento da conversa, Benedict sorriu-lhe com ansiedade mórbida, querendo transformar aquela ligação que sentia com a garota, mais profunda. O encontro com o diretor do orfanato apenas lhe deu coragem para agir. Aproveitou que era horário de almoço e sabia que ela estaria sentada em uma das muretas de pedra perto dos jardins. Seu coração pulou para sua boca quando a viu, com aquele sorriso dócil chamando-o alegremente. Convidou-a para tomar um lanche em sua cabana, depois que suas aulas da tarde acabassem e esperou pacientemente, sua mente maquinando e revendo o plano diversas vezes. Ela seria dele. Ela seria dele. Ela seria dele.

        A pobre garotinha não sabia que o suco estava batizado com um tranquilizante que Chalfant havia comprado na Travessa do Tranco em sua última viagem. Assim que tomou seu primeiro gole, ainda com um sorriso no rosto desfaleceu, sua queda sendo abraçada pelos braços ternos do americano, que a deitou em sua cama de solteiro. Seu sono era tão profundo e parecia que sonhava. Seu rosto doce e luminoso de mulher implorou-lhe uma lágrima e então rezou por ela. Pediu que muitas estrelas iluminassem o seu céu. Benedict mal podia conter a emoção quando se levantou e notou que a noite caía. A hora chegava. O elo finalmente se tornaria eterno.

        Arrastou-a, uma coberta por debaixo de seu corpo desfalecido por todo o caminho até o Salgueiro Lutador, tão concentrado no que fazia, tomando cuidado para que nada machucasse a primeiranista. Tocou com a ponta de seu pé direito o nó que paralisava a árvore e prosseguiu seu caminho. Só podia sonhar com o que iria acontecer, o amor dos dois finalmente em um só, a alma por qual tanto procurara, achada e finalmente sua. A Casa dos Gritos não era a sua maior fantasia, mas serviria para seu propósito. Com dificuldade levantou pelos degraus até o mais alto andar, arrastando-a até o que antigamente seria um quarto. As janelas quebradas, as paredes arranhadas como se animais tivessem estado ali. Mal sabia que existia um animal na Casa dos Gritos, e este animal era ele próprio.

        Ajeitou a menina, tirando os cabelos emaranhados da frente de seu rosto branco como a neve e sorriu com a beleza hipnotizante. Ajoelhou-se ao lado do corpo da primeiranista e com algum receio tocou a pele de seu rosto, sentindo o arrepiar ultrapassar os pelos de seus braços e os da nuca. O fogo interior se acendeu e ele gentilmente começou a deslizar os seus dedos pelo pescoço da morena, inclinando-se e sentindo o cheiro tão doce que emanava de seu corpo. Tocou os lábios no pescoço da garota inconsciente e sentiu o gosto tão doce quanto o cheiro. Ela poderia ser a encarnação de Afrodite. Levantou as vestes da menina o suficiente para ver a calcinha que ela usava e riu ao ver que era de um desenho trouxa. Começou a tirar o cinto de sua calça jeans e estava prestes a descer o zíper da calça quando a pobre garota recobrou os sentidos.

        O horror de ver aquela cena, de ver seu adorado amigo em cima de si, tocando seus seios e sorrindo de maneira maliciosa tirou a sua inocência para sempre e o grito que rasgou por sua garganta foi tão brutal, desesperado, que assustou Benedict, fazendo-o recuar até a parede oposta. Benedict Chalfant lembrava-se agora do que seu amigo centauro dissera algumas semanas atrás:
        Não deixe a tentação crescer e nem os monstros interiores se soltarem, ou não terá volta. Havia despertado daquele terror que estava prestes a cometer. Sentia-se um lixo, queria consertar aquilo. Não queria tornar a vida daquela garota como a sua própria. Não queria destruí-la por dentro. – Mel... Me desculpe, deixa eu tentar te expli... – Os gritos de terror da primeiranista não diminuíam e conforme ele tentava se aproximar novamente, ela se encolhia no canto.

        Foi então que tudo aconteceu tão rápido. A jovem garota de cabelos pretos, olhos cor de mel, pegou um caco de vidro da janela despedaçada há muito tempo atrás e em um grito feroz avançou em direção ao americano. A dor que Benedict sentiu foi menor do que a surpresa em seu interior.
        – Como você pôde... – O sangue parecia querer invadir-lhe a garganta e o impediu de completar a pergunta. Sua visão começara a ficar embaçada e turva, os olhos arregalados, as mãos em volta do ferimento no pescoço, o caco ainda enfiado onde fora deixado pela primeiranista agora olhando-o horrorizada, encolhida no canto. O sangue jorrava em uma velocidade assustadora e Chalfant sentia a necessidade de falar-lhe seus impulsos, falar-lhe o que tinha acontecido, que eles deveriam ficar juntos, mas sabia que não havia tempo. Lamentou seu patético destino e a certeza de que só não fora feliz por que não aprendera a amar. Nem sentiu quando deslizou para o chão, a vida esvaindo-se pelo pescoço, entregando suas últimas energias ao desconhecido, chorando pela única e última vez, apenas uma lágrima, negra e fria.



Fim de Benedict Chalfant. A garota foi encontrada um dia depois em estado de choque e Benedict teve o destino que merecia. Talvez seu fantasma assombre a Casa dos Gritos, nunca se sabe.
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Benedict Chalfant
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Re: Casa dos Gritos

MensagemReino Unido [#167094] por Agatha Schreave » 12 Set 2016, 10:42

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# i threw a wish in the well don't ask me i'll never tell
i looked to you as it fell and now you're in my way #




        Conseguir ficar longe do irmão, mesmo que por apenas algumas poucas horas, era uma dádiva absoluta e duramente conquistada, que precisava ser aproveitada ao máximo possível. Felizmente, o intercâmbio para Hogwarts parecia apresentar-lhe uma oportunidade perfeita, praticamente dada de bandeja. Tiberius passava a maior parte de seu tempo “correndo atrás” de um garoto qualquer que havia conhecido no intercâmbio – o qual Lívia tinha pelo menos setenta e cinco por cento de certeza que não daria bola pra ele no final – e Kit estava muito ocupado tentando acabar com o romance em potencial pra se preocupar com ela. Graças a isso, a garota logo se via livre, leve e solta para fazer sua própria exploração dos arredores, na mais completa paz, pelo que parecia a primeira vez em muito, muito tempo.

        Em um final de semana propicio, havia decidido dar uma olhada nos arredores de Hogsmeade, visto que, em Durmstrang, passava a maior parte de seu tempo dentro da escola, e quase não pudera conhecer nada além dela. Ali, por sua vez, Kit havia lhe falado de pelo menos uns três lugares os quais segundo ele ela simplesmente tinha que conhecer. E fora assim que ela encontrara-se andando de um lado pro outro do pequeno vilarejo, adentrando todo lugar que pudesse.

        Fora até a Dedosdemel e gastara uma boa parte de seu pobre e suado dinheirinho, mas ao menos deixara a loja com uma boa quantidade de doces. Depois, seguira até o Três Vassouras onde pedira uma tal cerveja amanteigada, que aparentemente não tinha haver com a cerveja trouxa – que ela detestava profundamente – e saíra ainda a bebendo em direção a loja de logros, onde comprara qualquer coisinha que pudesse usar pra infernizar Tiberius quando estivessem novamente em Durmstrang. E, por último, mas não menos importante, decidiu então dar uma olhada na tal “Casa dos Gritos” e ver se era mesmo tão assustadora quanto alguns haviam lhe dito, muito embora pessoalmente duvidasse bastante das possibilidades daquilo.

        Dito, e feito. Confirmando suas piores suspeitas, a Casa dos Gritos não passava disso mesmo. Uma casa, levemente em ruínas. Supôs que ela pudesse de fato parecer intimidadora pra algumas pessoas, mas, pra ela que crescera em um orfanato, certamente não valera todos os seus passos até ali. O porão do velho prédio que chamava de lar parecia deveras mais assombrado do que isso, e além disso, o que eram alguns gritos pra quem vivia cercada por diversas crianças barulhentas, que produziam sons francamente desumanos quando estavam brigando sobre quem chegaria primeiro a panela de mingau?

        — Bem, isso foi muito decepcionante. — Comentou pra si mesma, retirando um pacote de feijõezinhos de todos os sabores da sacola que carregava, e começando a comê-los distraidamente, enquanto olhava pra casa, como se ainda a espera que de repente ela mudasse e a surpreendesse com algum assombro repentino, coisa que, obviamente, não aconteceu, e quinze segundos depois ela já estava tão entediada que francamente começava a ficar triste, olhando para um feijãozinho em particular com ares de quem dizia que até ele havia perdido a graça ali, naquele ambiente. — Bem, então é isso. Adeus. Nossa história de amor termina aqui. — Informou a casa (?), girando elegantemente nos calcanhares então e preparando-se para sair dali.



# Interaction With: Rebecca Mason {♥}.
# Tags: Tiberius Blackstairs. Kit Lovestairs. Lucas Dae {NPC alheio}.
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# Music: Call Me Maybe - Carly Rae Jepsen.
# Notes: Meio tipo pombo, mas é meu primeiro post com ela, depois juro que melhoro ç.ç.
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Agatha Schreave
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