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Três Vassouras

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Re: Três Vassouras

MensagemReino Unido [#148869] por Luna Lockwood » 05 Jun 2015, 15:12

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- 05 -


Um pouco mais tonta, depois de ter virado dois copinhos de doses e ela sabia que era a sua vez de falar qualquer coisa. Ao contrário do que parecia Jasper estava sendo sincero também quanto a suas informações, o grande negocio era o que Luna falaria dali por diante. Era dificil imaginar qualquer coisa simples que fosse indiferente para ser contada, mas nada além do hospital lhe vinha a cabeça. Um sorriso com o canto dos lábios e a medibruxa já tinha a voz um pouco rouca, apesar de ser forte pra bebida, as doses era um pouco mais pesadas e ela já começava a sentir os efeitos. - Ora, mas essa é a coisa boa. Confiar na palavra de uma completa estranha do bar, senhor Jasper! - Um jeito mais suave de fazer o comentário e logo tinha outra dose nas mãos.

- Agora, me deixe ver o que falar.. - Ela deixou o olhar correr ao redor do lugar e então suspirou novamente, algo que fosse interessante e ao mesmo tempo informal, ele não tinha motivos para saber a vida pessoal dela, ao contrário, mal se conheciam. - hum.. acho que minha memória esta piorando com o tempo.. não tenho muito o que contar. - Dando de ombros, voltou seu sorriso cada vez maior diante do comentário dele, mas ainda assim queria continuar a brincadeira. Já tinha um tempo desde que havia sentado em algum lugar pra beber com alguém, fazendo aquele tipo de brincadeira.

- Bom, vamos lá! Eu trabalho no hospital, sou medibruxa. E.. hum.. moro num apartamento em Liverpool com minha melhor amiga. - Terminou sua frase, em tom mais baixo e logo depois levou o copo até os lábios e virou seu liquido, que rasgou um pouco sua garganta, mas o ardor era familiar e a fez sorrir. - Cada copo vai piorando, é por isso que é tão fácil ficar bêbado. - Uma risada baixa da bruxa, e logo ela tinha as costas apoiadas na parte de trás da cadeira. O bar continuava bem cheio e movimentado, por isso a voz dela era alta, por vezes, e depois de se aproximar um pouco dele, para ouvi-lo melhor. - Acho que é sua vez, e acho bom falar a verdade, sou boa em ler as pessoas! - Uma careta breve e logo ela pediu outra rodada.


With: JasperS.
Notes: Um pouco menorzinho e confuso, mas ta pago Mih! ^.^
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Re: Três Vassouras

MensagemRomenia [#150180] por Nikolai Weylin » 26 Jun 2015, 22:44

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Mundo Conturbado,
Mente mais ainda.
Parte I


Minha cabeça ainda doía um tanto por causa da pancada algumas noites atrás. Tinha pedido para alguém me fazer um curativo melhor e acabei ganhando oito belos pontos na cabeça. Encarei então a caneca de chocolate quente com café que tinha nas mãos e afundei um pouco no banco estilo sofá que ficava junto de uma das janelas. Eu estava atrasado no meu trabalho. Muito atrasado. Acabei por seguir a ideia de Ynov e decidi tirar um período de férias, me dedicando ao meu trabalho legal e me preparando psicologicamente para o que vinha pela frente. Suspirei, vendo minha respiração embaçar a janela e voltei a atenção para a bebida, mal notando o momento em que tinha deslocado o olhar para o dia de outono do outro lado da janela. Tomei um bom gole, sentindo a mistura do doce e do levemente amargo do café e, falando sinceramente, aquilo era delicioso.

Corri os olhos pelo lugar, que na parte da manhã se encontrava cheio de pessoas que, bem, vinham tomar um café rápido. Era em uma hora dessas que meu estilo de vida pesava. A solidão, a... é, solidão mesmo. Adoraria dizer que sentia falta de alguém, de algum amor passado, mas sinceramente nunca tive algo do gênero, no entanto não costumava dormir muito tempo sozinho. Bocejei um pouco, fechando os olhos e cobrindo a boca com a mão. Estava bem no mundo da lua, voando alto quando ouvi uma voz conhecida chamar pelo nome de meu irmão, no entanto era comigo que aquele homem falava. -Hum?- Por mais que estivesse bebendo café eu ainda me encontrava bem sonolento, literalmente mais pra lá do que pra cá. Olhei na direção do homem que havia falado.

-Ah, Hideki.- Esbocei um sorriso ainda um tanto sonolento e esfreguei o olho direito por um instante, indicando o assento livre a minha frente para que o moreno se sentasse. –Bom dia, eu ainda estou meio... dormindo.- Meio? Completamente. Tomei outro gole da minha bebida e envolvi a caneca com ambas as mãos, aceitando de bom grado o calor oriundo da mesma. –Está tudo bem.- Disse. –Tudo bem mesmo. Foi em parte minha culpa também, então nem se preocupe.- Claro que me referia ao bar, não fazia ideia da festa que o time havia tido. –Como que arranjou isso ai?- Indiquei o olho roxo do rapaz e tomei outro gole da bebida.

“Na confusão? Que confusão?” Me sentia razoavelmente perdido no assunto. Não era pra menos, não estava fazendo bem o meu dever de casa. “Mas que grande m&rda.” Mordi o lábio, -Sinceramente eu não me lembro da confusão.- Disse em tom baixo. –Eu... bebi aquele dia, não foi?- Questionei. –As coisas estão meio confusas...- E encarei ele seriamente por alguns instantes, abrindo um sorriso meio bobo logo depois. –Se essa oferta de bebida ainda estiver de pé a noite, eu bem que topo.- E mais um gole do meu doce café com chocolate. –Aliás, eu não te agradeci aquela noite. Você cuidou de mim, não foi?- Não lembrava bem, só sei que quando acordei estava bem melhor do que poderia ter estado. –Não foi um curativo lá muito bom, mas deu pro gasto. A propósito, deixa eu ver esse olho.- Me sentei do lado dele, empurrando a mão dele que tentou conter a minha, avaliei o ferimento por alguns instantes, tocando levemente nos arredores do mesmo.

-Pelo menos não quebrou nada.- Murmurei, sentindo o osso zigomático, seguindo a extensão dele. É, até onde eu sabia estava tudo em ordem. –Foi eu mesmo quem te acertou?- Questionei, encostando com uma pequena pressão no lugar roxo, -Dói muito?- Cessei o toque com um suspiro e deslizei a mão pelo cabelo, sacudindo a cabeça. William certamente não era o tipo de homem que eu era. Okay, pequeno erro que já não tinha mais como reparar. Claro que sempre podia contar a verdade, mas não. Não conseguia. Era quase um mentiroso compulsivo. –Tem que colocar gelo ai... devia ter colocado na hora pra falar a verdade, ia deixar menos roxo.- Voltei para meu lugar, sorrindo novamente. –Então, na verdade eu sou enfermeiro.- As duas faces de Nikolai Weylin. Era estranho, mas era o jeito que eu tinha achado de me balancear nesse meu mundo conturbado. Imaginava eu que ajudar os necessitados agia como um contra peso para as almas que eu tirava deste mundo.

-Hum... Tentador não aceitar.- Tomei um gole do meu chocolafé. –E, como eu estou com fome, eu aceito um pedaço de bolo de chocolate.- E desviei o olhar, procurando um garçom e fazendo sinal para que se aproximasse logo em seguida. Fazer o que se eu não era um desses que recusava comida de graça? Eu era cara de pau mesmo. Isso e sentia que devia aceitar como um agrado para o asiático, afinal de contas aparentemente ele havia apanhado de ‘Will’, então... é.


Narrador, -Falas- e doces "Pensamentos" .
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Re: Três Vassouras

MensagemJapao [#150324] por Hideki Osamu » 30 Jun 2015, 10:35

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-Sabishisa wo shiru tame ni deau no da to.-
( Parte-I )


    Observava a paisagem tediante de fora da janela daquela pousada, já estava hospedado ali a muito tempo. Não tinha certeza se de fato ficaria naquela cidade mais as coisas com o time de quadribol iam bem e tinha plena certeza de que não seria incomodado por ninguém do Oriente. Respirei fundo pensando na noite anterior, não havia feito nada em especial e este era o problema. Não havia saído, nem bebido. Admitia interiormente que era desanimador fugir pra longe e continuar no mesmo lugar que se encontrava antes.

    Fechei os olhos por um segundo sentindo uma leve pontada no olho direito que latejava. Na mente a lembrança do soco de William se confundia com a imagem de um outro garoto oriental bem mais jovem na mesma posição de Will desferindo um soco, mais socos em ocasiões bem diferentes claro. Bufei sacudindo a cabeça negativamente, não remoeria aquilo afinal havia merecido aquele soco de Will. Abri os olhos encarando meu próprio reflexo na janela observando aquele roxo nada discreto envolta do olho. Procurei um óculos escuro que havia deixado dentro da gaveta no criado mudo ao lado da cama e coloquei no rosto para ao menos disfarçar e desviar os olhares curiosos das pessoas na rua. Não iria ficar ali pensando mil besteiras ainda menos revivendo gente do passado que pra ser sincero deveria estar mais que morta.

    Deixei a pousada ainda sem rumo certo de onde iria, ainda era cedo, mais cedo do que costumava acordar. Talvez fosse bom começar o dia com um café quente e depois pensaria no que fazer. Esfreguei as mãos geladas, enfiando elas nos bolsos da jaqueta. Caminhei mais algumas ruas até notar um movimento um pouco maior de pessoas, certamente estariam todas fugindo do friozinho do outono. Adentrei o local tirando os óculos escuros e observando a movimentação e o calor gostoso do local que talvez viesse daquele amontoado de pessoas. No ar o cheiro de bebidas quentes tomavam conta de minhas narinas, em especial o cheiro de café.

    Já me dirigia ao balcão principal que não estava tão cheio assim e havia algumas cadeiras vazias, quando observei aquele diabo de cabelo loiro sentado em uma mesa nos fundos do recinto. Era incrível como aquele passava tão rapidamente de anjo pra demônio na minha concepção. Respirei fundo buscando paciência, de onde não sei, mais precisava falar com o loiro, precisava pedir desculpas. Mudei a direção de meus passos decidido a pedir desculpas, conversar civilizadamente e esquecer aquele desejo de possessão pelo rapaz, afinal aquele olho roxo já havia sido uma resposta bem clara.


    -William!- Puxei uma cadeira, me sentando de frente ao rapaz, olhando-o um pouco desconfiado. Não sabia ao certo o que esperar depois da festa na casa do Hans. Pensava bem nas palavras que iria usar afim de preservar meu outro olhos bom, mais aparentemente o excesso de sono do outro talvez estivesse a meu favor. Fiz um sinal pro atendente que passava próximo. - Eu quero um café, sem açúcar por favor.- Me voltando pro loiro, encarando-o. - Então, quero te pedir desculpas por aquela confusão.-Me referia é claro a festa na casa do Hans, talvez uma das poucas vezes que me arrependia amargamente em beber tanto. - Como que arranjou isso ai?- Franzindo o cenho sem entender nada. Como Will não se lembrava de ter me dado um soco? Encarei confuso o rapaz, parecia até brincadeira que não se lembrasse de nada. Pensando bem nunca conseguia entender de fato as atitudes do loiro. Logo o atendente voltava com o café forte. Dei uma aspirada naquele ar quente que subia da xícara sentindo o calor esquentar meu rosto.- Devo ter caído, também não me lembro muita da confusão... Mas eu devo ter merecido isso. E olha se não fosse tão cedo te pagaria uma bebida pra me desculpar.-Ri, cerrando os olhos encarando fundo nos olhos de Nik tentando entender o que se passava ali. Confuso com as atitudes do loiro que até então julgava ser o Will, mais que novamente estava se mostrando uma pessoa totalmente diferente daquele dos treinos de quadribol. Totalmente diferente do cara que havia me dado um soco a dois dias.-Bom não sei se você bebeu, mais eu já tinha bebido um monte. Mais hoje prometo não beber tanto... de novo. - Ah claro que eu não podia ter só uma conversa simpática sem chamar alguém pra sair não é? E assombrosamente o rapaz tinha aceitado? Muito estranho mais não podia mesmo prever nada que viesse daquela pessoa.

    Ouvi o comentário sobre meu curativo e não contive o riso.
    - Não sou um bom candidato a enfermagem e acredite se eu tivesse usado minha varinha teria ficado bem pior.-Quase como um vulto vi o loiro sentando ao meu lado e vindo com as mãos em minha direção, afastei bruscamente a cabeça e empurrando sua mão ainda com receio de levar outro soco.- Você não se lembra.-Permaneci imóvel encarando Nik tão próximo, o olho doía ao ser tocado mais não diria isso se não o loiro iria parar e até que não estava ruim vê-lo tão próximo. E sim eu não valia nada mesmo.- Não.. não dói.- Falei baixo com um certo desânimo encarando aqueles olhos de amêndoas. Sentia as mãos quentes em meu rosto por fim se afastarem. - Eu até tentei, mais acho que acabei botando o gelo na bebida.-Ri dando de ombros e voltando ao meu café.- Sabe... ao contrário de mim você tem mãos leves, aposto que consegue fazer um bom curativo. Já pensou em fazer enfermagem?- Olhei de canto pro rapaz. O local estava enchendo aos poucos de pessoas que apareciam para tomarem seus café e aquecer um pouco. - Não quer pedir nada ara comer? um bolo? É por minha conta.- No íntimo não sabia o que se passava com Will, ou seja lá quem fosse aquela pessoa agora ao meu lado. Era quase como se o loiro se dividisse em dois. Mais certamente preferiria aquele de agora.

    - Por gentileza poderia trazer uma fatia de bolo, ah de chocolate e mais um café?- Fiz um gesto ao garçom apontando minha xícara que estava vazia. De repente quem sabe trocaria a bebida por café, seria um bom negócio afinal quase sempre que bebia acabava em alguma confusão, e a única vez que estava bebendo com alguém um simples café as coisas haviam fluído bem. Ri intimamente observando o loiro comer o bolo que não demorou pro garçom trazer. Pensava comigo mesmo se ele havia de fato aceitado meu convite pra sair ou eu havia ouvido errado? - Mais então, onde vou lhe pagar aquela bebida mais tarde?-Sorri de canto meio sínico. De forma nenhuma deixaria aquela oportunidade passar, ainda mais Will estando em sua versão tão boazinha. Mais em todo caso, eu ainda tinha um olho bom.

    "- Porque me atraio por pessoas complicadas?-"
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Re: Três Vassouras

MensagemPolonia [#150369] por Jasper Specter II » 30 Jun 2015, 20:20

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      O polonês loiro escutou as palavras de Luna Lockwood e deu um pequeno sorriso. Aquela brincadeira era um tanto boba, não? Balançou a cabeça imperceptivelmente. “Foi você que deu a ideia. Agora aguente firme!” Suspirou profundamente. - Acho que é sua vez, e acho bom falar a verdade, sou boa em ler as pessoas! – Riu com aquela frase. A jovem medibruxa não sabia o quanto ele também era bom em ler as pessoas. E ela não sabia o quanto ele era bom em manipular essas mesmas pessoas. Passou a língua sobre o lábio inferior, por incrível que parecia mesmo tendo bebido líquido, ainda assim sentia os lábios secos. Observou a moça pedir outra rodada e ponderou se o que ele estava fazendo naquele bar era realmente o certo a ser feito. Ficou em silêncio até o máximo que conseguia e então quando o garçom trouxe a nova rodada Jasper fez uma careta e semicerrou os olhos por alguns segundos. – O que eu posso dizer para você que seja verdadeiro? – Mordiscou os lábios.

      Puxou o pequeno copo agora novamente cheio de bebida alcoólica e apertou-o por uns instantes, pensativo.
      – Eu descobri que o meu meio-irmão é capitão de um time famoso de quadribol, o Montrose Magpies, e descobri que esse mesmo meio-irmão me odeia. – Por que eu falara aquilo? Bem, não fazia lá muita diferença saber o motivo, já que Luna saber sobre Hans ou conhecê-lo era uma possibilidade entre milhares. Trouxe o copo até a boca e sem hesitar engoliu o conteúdo ardente. Franziu o cenho e levantou a mão para impedir que a médica falasse, talvez ela estivesse apenas começando a falar sobre mais algum fato, dando continuação ao jogo. – Sabe o que eu acho? Que esse jogo é muito idiota. Vamos passar para o final, a parte do prêmio? – O conselheiro levantou-se da cadeira, arrastando-a para trás com a perna e então deu a volta na pequena mesa, até ficar de frente com a jovem sentada. – Eu sei que disse que não gosto de dançar, mas agora eu quero dançar. Vamos dançar? – Sorriu enquanto estendia a mão para a jovem. – Prometo que não sou nenhum louco ou algo do tipo, é só um agradecimento por ter me feito companhia.


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Re: Três Vassouras

MensagemBelgica [#150939] por Harvey Anna Lothringen » 15 Jul 2015, 15:17

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Ser zeladora era um trabalho incrivelmente exaustivo. Começava pelo fato básico de que eu precisava manter toda a parte interior do castelo arrumada. Não só revirá-lo inteiro para limpar ─ a parte de limpar era fácil, com a ajuda da magia, o ruim mesmo era ter de ficar andando a extensão inteira ─, como também ajudar os professores caso houvesse algum tipo de incidente e/ou resíduos nas aulas. Também era chamada para me voluntariar, às vezes, portanto precisava perder meu tempo ajudando-os. Não que reclamasse, chegava a ser divertido. Ainda tinha os próprios alunos, os quais eu precisava aplicar detenção sempre que via alguma coisa errada. Era estranho, já que passara a infância e adolescência fazendo coisas erradas, todavia tinha um emprego a zelar e não iria perdê-lo por falta de pulso firme. Não que fosse rígida demais, gostava de ser legal e às vezes até avaliava, dependendo do grau do que tinham feito para serem punidos. Isso tudo e também precisava zelar pelos alunos de outra forma, caso um deles se machucasse era eu quem levava para a enfermaria, caso houvesse qualquer problema eu também poderia ser chamada para ajudar, e por vezes até conversava com alguns.

Sendo assim, ser zeladora era cansativo. Por isso que eu amava tanto os fins de semana. Eram meus dias de descanso, longe do Instituto e fazendo o que desse na telha. Alguns fins de semana eu reservava para fazer viagens, normalmente curtas, nem que fosse para visitar um museu ou relaxar durante algumas horas. Em outros eu simplesmente ficava em casa, relaxando e pensando na vida. E haviam aqueles, é claro, que eu decidia aproveitar sem ir muito longe. Bem, um pouquinho longe. Mas o pó de flú sempre tornava tudo mais perto. Sendo assim, segui até a lareira que havia em minha casa e peguei um pouco de pó de flú.─ Três vassouras, aposentos de Rosaleen! ─ Falei, num tom claro, com os olhos fechados, logo sendo transportada para o lugar onde uma antiga amiga esperava. ─ Menina, você me deu um susto! Sabia que vinha hoje, mas podia ter enviado alguma coisa avisando a hora. Deu sorte de eu estar aqui, preciso pegar uma coisa antes de descer para atender os clien... Ah, achei! ─ Um sorriso se alastrou por meu rosto ao ver que ela estava lá, no que saí da lareira e segui em sua direção.

─ Desculpa, você sabe que eu sempre me esqueço. Culpa da mamãe que vivia me obrigando a ir às aulas de etiqueta, agora acho que meu cérebro fez questão de desaprender tudo que eu não aprendi. ─ Respondi, marota, abrindo meus braços para um abraço, que foi correspondido. Rosaleen era uma antiga amiga, já que desde criança eu costumava ir até lá, em algumas das minhas fugas do castelo. Se tornou ainda mais frequente quando eu comecei a estudar, principalmente nas férias, e agora gostava de ir lá para uma conversa rápida consigo. ─ Imagino que esteja cheio hoje, não? Só espero que consiga arranjar lugar. Então... Vamos? ─ Pisquei, marota, abrindo a porta e esperando que passasse, para então fechá-la e me dirigir até o andar térreo. Minha intenção era passar algumas horinhas, conversar com algumas pessoas ─ sempre encontrava conhecidos ou pessoas abertas a novas amizades ─ e então voltar para minha casa, dormir, e me preparar para mais uma semana corrida. Claro que tudo isso acompanhada de um pouco de hidromel ou cerveja amanteigada.

***


O bar estava cheio. Cheio demais, o que chegava a ser um pouco incômodo. Não precisei esperar muito para descobrir o motivo. Estava claro que aquele era um dos dias programados para as visitas dos estudantes de Hogwarts. Tinha tido um pouco de azar em ir à Hogsmead logo naquela data, porque costumava ficar cheia demais e com uma ou duas confusões, todavia não tinha como fugir e ainda queria descansar um pouco. O único problema é que não parecia haver mesas vagas e o balcão estava abarrotado de gente. "Talvez eu tenha sorte e exista algum lugar vazio ao fundo.", pensei, por mais que precisasse de muita sorte para estar certa. Sendo assim, segui até a parte mais funda do bar, meus olhares perseguindo toda a extensão do local para ver se não havia pessoas que estavam para desocupar suas mesas ou que quisessem oferecer alguma cadeira. Sem sucesso, o caminho que precisava traçar ia acabando; até meu olhar cruzar com uma cadeira livre! Bom, era uma mesinha para duas pessoas, apenas, e meus olhos não prestaram atenção para ver se estava totalmente desocupada, de forma que fui logo, já pensando que outro alguém poderia roubar aquele espaço.

Mesmo assim, parei antes de me sentar. Isso porque percebi quem estava sentada. Era uma menina, loira, muito bonita, provavelmente uma estudante, olhando diretamente para a mesa. Estava escrevendo alguma coisa, provavelmente uma caderneta ou um diário, e ao seu lado um copo de cerveja amanteigada ─ dava para reconhecer pela cor. O que mais me chamou a atenção foi sua expressão triste, um pouco perdida, como se de alguma forma não quisesse ser encontrada e, assim, guardar a tristeza para si. Mesmo assim, aquele lado protetor, especialmente agora com aquele trabalho em Durmstrang, falou um pouco mais forte e segui em sua direção. Tinha uma irmãzinha sete anos mais nova, parecida com aquela garota, e não suportaria vê-la daquela forma. ─ Oi, ãh... Boa tarde. Não há cadeiras vagas, você se importa se eu sentar? ─ Questionei, com dúvidas sobre o que dizer ou como deveria me aproximar, com o tom tranquilo e ao mesmo tempo incerto, esperando que meu pedido fosse aceito. E, se aceito, precisaria pensar numa maneira de me aproximar sem forçar demais a barra. É, ninguém falou que seria fácil.


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Vestindo: http://byannabelle.com/portfolio/sunny-tuesday/

Não tá lá o melhor post do mundo, mas eu curti o/ E também é só pra começar. Desculpa a falta de interação, na próxima eu vou desenvolver mais, prometo.
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Re: Três Vassouras

MensagemHolanda [#150944] por Jade Rooijakkers » 15 Jul 2015, 17:15

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by now you should've somehow
realized what you gotta do
you never really had a doubt
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      Conhecimento é poder, já dizia Thomas Hobbes, dentre as armas que poderiam ser utilizadas contra a injustiça e a ignorância o conhecimento era a única que Violette considerava aceitável. Ainda que os últimos acontecimentos tivessem quebrado muito do que ela possuía como inabalável internamente, ela estava mais do que disposta a encarar essa nova fase como um mergulho em sua própria alma e uma busca incansável por informações. Os inúmeros livros filosóficos foram substituídos por temas relacionados a psicologia e auto análise. Obviamente a pessoa se dedicar a estudar distúrbios psicológicos próprios era um perigo, aja vista que a mente é repleta de armadilhas e pode camuflar sintomas de acordo com a sua 'vontade', contudo este era um risco que ela estava mais do que disposta a assumir. Como forma de precaução ela desenvolveu algumas técnicas próprias para verificar a autenticidade dos seus sintomas.

      A solidão e descrença haviam tomado conta de si durante os dois primeiros meses que passou na escola, agora estava mais do que na hora dela começar a reverter tal situação. A francesa não costumava ser o tipo de pessoa que aguarda milagres e coisas do gênero, embora acreditasse nos mesmos, ela também acreditava no esforço pessoal e na busca por salvação. Afinal, de nada adiantava observar a vida passar como se fosse um filme trágico, era preciso lutar, participar e escrever a sua própria história. O problema da dor é que ela é tão viciante quanto qualquer ilícita, no começo ela sempre vem em pequena quantidade, mas com o tempo ela vai se espalhando e acaba tomando conta de sua vida. Violette não estava disposta a esperar até que tudo aquilo tomasse proporções ainda maiores para começar a interferir, justamente por isso acabou optando por regressar ao ponto em que tudo havia começado a desmoronar. A carta que havia encaminhado para o editor chefe do jornal!

      O movimento constante de pessoas em sua volta pareciam não alterar sua concentração absoluta nas palavras que começavam a ser delineadas pelo pergaminho. Aquele final de semana deveria ser bem diferente, já que era reservado a visitas ao povoado de Hogsmeade, o único povoado exclusivamente por bruxos da Grã-Bretanha. Em qualquer outra fase Violette adoraria se debruçar nas histórias do local e explorar cada pequeno detalhe que lhe fosse possível. Infelizmente ela ainda não se encontrava inteiramente pronta para voltar a ser quem sempre foi, ela ainda estava perdida demais para se preocupar com qualquer outra coisa que não envolvesse o reencontro dela consigo mesmo. De modo que assim que chegou ao pequeno povoado ela se dirigiu ao pub local e escolheu uma das mesas mais escondidas para começar a escrever a carta para Donald Langston, o editor chefe do maior jornal do mundo bruxo. Nessa descrição ela poderia facilmente acrescentar esnobe, mas preferiu ser mais 'educada'.

      Meses atrás a loira havia encaminhado uma carta para o senhor descrevendo os acontecimentos que cercaram o navio de classe inferior que deveria levar seus membros a uma ilha. Embora ela tivesse amplo conhecimento a cerca da corrupção deslavada que mantinha o ministério isento de responsabilidades catastróficas, realmente não imaginava que o Senhor fosse fechar os olhos de modo tão descarado. A primeira possibilidade, preferida pela francesa, era de que ele não havia recebido o recado, talvez a carta tivesse se perdido no correio coruja, ainda que achasse difícil, preferia se agarrar a segunda possibilidade. Já a segunda não era tão otimista, já que registrava o fato de que ele realmente havia sido comprado pelo ministério e para essa segunda possibilidade a solução não era tão simples. Obviamente ela tinha um plano, ainda que preferisse não chegar a utilizá-lo. Preferia encará-lo como meios para o fim, mas a verdade é que seria tão sujo quanto Donald ao aceitar ordens do ministério.

      Donald Langston, além de coordenar um jornal, possuía interesses bastante peculiares, por assim dizer. Violette havia tomado conhecimento de tais interesses e sabia muito bem que ele não desejaria que eles chegassem ao público, o problema desse plano era o desprezo supremo que a francesa sentia pelo mesmo. Apesar de sempre ter sido ativista de todos os direitos fundamentais, considerava os métodos para atingir-los tão importantes quanto os próprios resultados. Suas mãos tremiam ao escrever as palavras e algumas lágrimas teimavam em querer escorrer por seu rosto. A dificuldade do certo nunca lhe assombrara com tanta intensidade quanto naqueles últimos meses. Obviamente ela lera muitas biografias de revolucionários e sempre haviam dificuldades, só não imaginava que tais dificuldades ainda fossem presentes na modernidade. Não que ela não estivesse pronta para dar sua alma por uma causa, ela estava, só não se considerava a pessoa certa para utilizar-se de quaisquer meios por um fim, ainda que esse fosse essencial.

      A voz suave e um pouco hesitante de alguém trouxe a pequena de volta para a realidade a fazendo encarar sua interlocutora com atenção. Embora parecesse ser um pouco mais velha, o sorriso sincero e até mesmo um pouco tímido desarmou-a instantaneamente. - Boa tarde! - respondeu devolvendo-lhe um sorriso tão sincero quanto poderia fazê-lo naquele momento, dado sua situação delicada
      .- Claro, pode sentar sim... Quer beber alguma coisa? -inquiriu ainda tentando manter o sorriso aberto, ainda que este não chegasse aos seus olhos umedecidos. - Eu sou a Violette - completou lhe oferecendo a mão para que completassem a apresentação de praxe. Normalmente a loira não tinha muitos problemas em manter uma conversa casual, mas toda aquela turbulência em sua vida havia lhe mudado um pouco e conversar já não fazia parte de seu cotidiano. Ainda assim ela tentou chamar a atenção da garçonete e solicitou uma cerveja amanteigada, já que Harvey havia dito que a acompanharia na bebida. - Você estuda em Hogwarts?-perguntou um pouco incerta já que nunca havia visto-a nos corredores.





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there are many things that I would like to say to you
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because maybe, you're gonna be the one that saves me
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Re: Três Vassouras

MensagemBelgica [#150947] por Harvey Anna Lothringen » 15 Jul 2015, 19:07

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Se alguém perguntasse diretamente sobre minha infância e chegasse a certo ponto da conversa em que eu precisasse responder se algum dia me sentira solitária, seria provavelmente o ponto mais complicado. Isso porque passei desde meu nascimento sendo rodeada por pessoas, desde mordomos, faxineiros, cozinheiros, babás, criadas, criadas pessoais, professores, minha própria família. Desses tantos, poucos eu sentia que estavam do meu lado; e com isso quero dizer que se importavam verdadeiramente comigo. Meu pai, por exemplo, era alguém que se importava, mas sempre se mantinha longe. Tinha aquela áurea misteriosa e distante, mesmo que fosse me apoiar em tudo que eu desejasse. Minhas irmãs, principalmente Laet e Noëlla pareciam se importar, também, todavia não corria até elas para contar tudo que acontecia comigo. E por mais que eu adorasse a companhia dos cozinheiros e faxineiros, eles eram "baixos demais" para estarem comigo. Já as criadas se importavam mais com seus empregos e os mordomos, bem... estes tinham dores de cabeças o suficiente para um ano inteiro sem a minha interferência. E, para finalizar, o pessoal da mídia; sobre esses eu não preciso citar, muito menos comentar.

O que quero dizer é: passei a infância/adolescência rodeada de pessoas. Mesmo assim, nunca houvera uma em que eu quisesse correr para contar o que acontecia, ou contasse todos os meus segredos, alguém a qual me apoiasse ou que pedisse ajuda quando fosse necessário. Quando eu me machucava, dizia que estava tudo bem e dispensava quem quisesse me ajudar, seguindo meu caminho, mesmo que fosse muito difícil, para a enfermaria ou a um lugar onde pudesse me curar. As peças eu pregava sozinha, com algumas interferências de Noëlla ─ mas a maioria era sempre eu ─, e também era sempre eu quem recebia a culpa. Podia pensar em outros mil exemplos, mas a mensagem sempre seria clara. De qualquer forma, nunca me senti realmente sozinha. Sempre fora governada pela independência e a solidão, para mim, era algo relativo. Se estivesse sozinha, mas me sentindo bem, então não significava necessariamente que estava solitária. Eu tinha a mim, oras, com todas as minhas qualidades e defeitos. Com toda minha criatividade e credibilidade. Isso, por si só, não deveria ser mais do que suficiente? Também, nunca senti falta de algo mais.

E então, aos dezessete anos, veio aquela viagem por um ano e meio, contrariando tudo que minha mãe desejava. Não me senti sozinha naquela viagem, também, mas conheci muitas pessoas cujos rostos aos poucos sumiriam de minha mente, não fossem os milhares de retratos e o pequeno diário que cultivara naqueles 18 meses. Conhecera o mundo, praticamente, ou pelo menos a parte dele que eu queria. Compreendi novas culturas e alimentos, meus olhos passaram a conhecer muitas pessoas e paisagens diferentes, além de toda uma bagagem não concreta que nem mesmo o objeto mais caro do mundo poderia alcançar o mesmo valor.

Podia sentir uma espécie de solidão emanando daquela menina sentada a uma distância tão curta. No entanto, não a conhecia, e não queria formar conjunturas sobre alguém que poderia ter todo tipo de história distinta a contar. Esperar o inesperado parecia ser uma boa forma de pensar e era assim que eu gostaria de pensar sobre aquela menina enquanto ainda não a conhecesse. ─ Acho que posso lhe acompanhar na cerveja amanteigada. ─ Respondi, num tom animado, meus olhos se prendendo rapidamente sobre seu sorriso, analisando-o de forma tão rápida que talvez ela nem tivesse percebido. Era um sorriso falso; conhecia aquele tipo de sorriso, ou pelo menos aprendera a conhecer com tantos eventos sociais a qual era forçada a ir e situações chatas/constrangedoras que acabava me metendo com a ajuda de meu gênio rebelde. Mas não era um sorriso totalmente infeliz. Era mais como se ela não tivesse motivos para sorrir e mesmo assim quisesse passar uma boa impressão. Peguei-me então pensando que seria bom se aquele sorriso fosse verdadeiro. Meu instinto protetor mantendo-se em minha mente, talvez. Não era a primeira e não seria a última vez que ele iria se fazer presente ─ se eu estivesse certa ─, caso mantivesse em contato com aquela loira.

─ Desculpe, queria tanto um lugar que acabei me esquecendo dos bons modos. ─ E só quando pronunciei que percebi a ironia daquela frase. Não era eu quem vivia matando as aulas de etiqueta? ─ Sou Harvey A... Esquece, meu nome é grande demais. Só Harvey está bom. Também é um prazer, Violette. ─ Sorri, realmente animada e feliz por conhecê-la, apesar de não ter motivos reais para isso. É, apesar de toda a independência, eu era mesmo alguém que gostava de conhecer pessoas novas. Mais e mais histórias. Agora meu tom estava bem mais leve, não tão hesitante, uma espécie de confiança que costumava me acompanhar aos poucos voltando para minha voz. ─ Pra dizer a verdade faz dois anos que eu não estudo. Eu fui de Beauxbatons, na casa da Mélusine, conhece? E hoje em dia trabalho como zeladora em Durmstrang, só que tenho folga nos fins de semana, por isso estou aqui. ─ Não era realmente comum falar sobre meus estudos e emprego para alguém que mal conhecia, mas... por que não? Ela parecia triste, sozinha, seria bom tirar um pouco seus pensamentos do que quer que estivesse acontecendo.

Isto é, também sentia vontade de perguntar, mas se eu mal a conhecia, como questionar sem assustá-la? Seria muito melhor manter a conversa por algum tempo e então dizer o que eu estava pensando verdadeiramente. ─ Não conheço Hogwarts muito bem, mas imagino que você seja de lá. Estou certa? ─ Observei com o canto dos olhos que Rosaleen vinha em nossa direção, carregando o copo de cerveja amanteigada, todavia ainda estava um pouco longe e mantive meu olhar sobre Violette, prestando atenção no que dizia, minha face denunciando que estava curiosa ante a menção dos religiosos. ─ Religiosos? Não estou sabendo, estive longe do universo bruxo por vários meses e acabei nem conferindo o jornal, imaginando que deve ser algo grandioso para ser citado no Lumus. O que aconteceu? ─ Tudo bem, fazia vários meses desde o fim de minha viagem, mas estive ocupada com tanta coisa que acabei deixando de lado as notícias sobre os bruxos. A maioria das coisas importantes eu escutava aqui e ali, por isso não me sentia tão perdida. Agora, na verdade, estava era me sentindo mal por ter perdido uma coisa importante sobre a escola que tanto amava.

Para completar, sua explicação foi como um soco no estômago. Minha expressão não escondeu aquilo, foi até difícil virar meus olhos para escutar o que Rosaleen dizia, trazendo a bebida. ─ Obrigada, dona Rosaleen. Aqui está. ─ Sorri, marota, um pouco forçado pelo que tinha ouvido, oferecendo alguns galeões e dirigindo minhas mãos à borda do copo. ─ Isso é simplesmente terrível. Merlin sabe o quanto é terrível tirar a liberdade de alguém. Esses religiosos, eles não... não machucaram algum aluno, certo? ─ Se tivessem machucado mesmo algum aluno, então eu adoraria ter estado lá com a minha varinha para, no mínimo, torturá-los. Bem, machucaram. E pelo visto seriamente, pela palavra que usara. ─ Juro, se eu fosse aluna naquela época, aqueles religiosos iriam se ver comigo. Eu costumava ser bastante encrenqueira, apesar de nunca causar mal para alguém, e não dava a mínima para quebrar as regras. Provavelmente acharia um jeito de me divertir às custas deles. ─ Não que fosse um orgulho o fato de eu quebrar regras, mas algumas eram realmente desnecessárias, e pelo visto havia muitas desnecessárias nos tempos de "ditadura".

A conversa aos poucos passou a um tom mais leve, e não consegui controlar a risada com sua fala, realmente achando divertido o que ela dissera. ─Pode ter certeza que eu teria me voluntariado a esse beijo, e ainda teria feito com que mais de um religioso visse. ─ Não era algo que deveria ser dito levando em conta minha posição como zeladora, mas idaí? Ela não estudava em Durmstrang, de qualquer jeito, não parecia algo que me traria problemas. ─ E por que você foi expulsa? Se quiser falar, claro. ─ O que veio a seguir me deixou verdadeiramente feliz, por mais que eu só a conhecesse fazia o quê?, dez minutos? Ela não só sorriu, um daqueles sorrisos que era fácil perceber que eram verdadeiros, como também parecia muito mais animada ao falar. ─ Pois é, também acho. E, sinceramente? Teria sido expulsa na semana seguinte a quando esses religiosos apareceram. Acho que você fez o certo, Violette. Mas então, o que tá achando de Hogwarts? Espero que a escola também não tenha passado, ou esteja passando, por problemas, porque aí seria muita falta de sorte.


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Harvey definitivamente não sabe brincar de ser adulta -q E eu adorei esse post, gente *-* Tá lindo! <3
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Re: Três Vassouras

MensagemHolanda [#150949] por Jade Rooijakkers » 15 Jul 2015, 22:37

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when life leaves you high and dry
realized i'll be at your door tonight
if you need help, if you need help
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      A complexidade humana vem sendo alvo de estudos desde os tempos mais primórdios da nossa existência, mesmo assim os resultados são pouco conclusivos. A maioria das pessoas almeja dias melhores, usualmente associados a condição financeira, contudo quando se faz uma análise mais profunda a conclusão é de que todos, sem exceção, buscam o amor e a compreensão. O problema, e também o que gera tantos desentendimentos, é que a maioria das pessoas já está tão estragada pelo negativismo de outras que até mesmo o que deveria ser instintivo se torna um fardo. E ao invés de elas distribuírem aquilo que mais desejam, acabam por fazer o oposto, espalham a ignorância, incompreensão, ódio, dentre tantos outros sentimentos de péssimo gosto. Elas simplesmente esqueceram de sentir.

      Violette não era como as pessoas comuns, ela não desejava uma vida financeira invejável, por exemplo, ela preferia sonhar com um mundo mais justo, onde os ideais valessem mais do que o dinheiro. E ainda que seu mundo estivesse desmoronando um pouco a cada nova experiência ela se negava a ser indelicada com quem quer que fosse. Ela poderia estar no fundo do poço, mas jamais carregaria um inocente consigo, muito pelo contrário, na verdade. Sim, ao iniciar aquele dia ela não possuía em mente conversar com uma desconhecida, mas ainda sim ela se encontrava ali. Ela poderia ser rude, ou até mesmo não aceitar a companhia da outra, mas não havia necessidade para tanto, ainda mais quando ela parecia tão disposta a ser simpática.


      - Muito prazer, Harvey-comentou sorrindo, ainda que um pouco falsamente devido a tristeza que ainda teimava em visitá-la. O seu sorriso se tornou um pouco maior e certamente mais sincero quando a outra lhe respondeu que havia estudado na Beauxbatons, ainda que não o fizesse agora. A escola francesa morava no coração da loirinha e só de estar na presença de alguém que lá estudou. - Sim, estudo em Hogwarts atualmente, mas também costumava estuda na Beauxbatons e também era da Mélusine... Infelizmente precisei me afastar por causa dos últimos acontecimentos - completou sentindo suas feições se tornarem um pouco mais tensas. Aquelas eram lembranças que preferiria esquecer, caso lhe fosse possível, preferia lembrar-se de sua escola linda e pacífica como o fora anteriormente.

      - Alguns padres assumiram o comando da escola - continuou tentando encerrar o assunto, ainda que ele não parecesse doer tanto quando conversado com alguém que parecia se interessar pelo mesmo. Harvey explicou que havia passado alguns anos afastada do mundo bruxo viajando pelo mundo, o que fez com que a menina se sentisse um pouco mais feliz por tê-la ali. Pessoas desapegadas eram exatamente o tipo que Violette adorava conversar e algo na aura da outra a fazia sentir-se cada vez mais a vontade em sua presença, de modo que não se refutou em dá-lhes alguns detalhes dos acontecimentos. Além do mais ela parecia ter entendido perfeitamente todo o contexto da situação ainda que a francesa não tivesse explicado muito.

      - Sim, foi realmente horrível... Eles tomaram o controle da escola para si e impuseram uma série de regras descabidas... Chegando até a desrespeitar as deusas batizando as casas com nomes de santas aclamadas pela Igreja - confidenciou a outra enquanto a garçonete se aproximava para entregar o pedido de Harvey. O comentário da zeladora sobre não machucar os alunos quase fez a loira gargalhar. Ela não costumava ser irônica, mas a inocência do comentário realmente pareceu libertar esse lado de si. Por fim acabou não conseguindo se controlar e sentiu uma risada levemente seca sair de seus próprios lábios. Aparentemente a ironia se encaixava muito bem nessa nova fase de sua vida, já que não havia nada a ser feito para que a mudança ocorresse, pelo menos poderia rir da situação.

      - Na verdade muitos alunos se machucaram, mas o mais caótico foi a tortura contra cinco alunos em frente a todos os demais. Um dos maiores absurdos que já tive o desprazer de presenciar, caso me pergunte. O Ministério interferiu na escola um pouco depois desses ataques, não que eles consigam ser muito melhores, mas pelo menos libertaram a escola daquela ameaça. - Concluiu as explicações pensando em como havia se exposto, desde que saíra da escola no ano passado não havia pronunciado uma única palavra sobre os acontecimentos. Era dor demais para ser expressa em palavras. Em sua mente ainda vinham as imagens de Chase sendo chicoteada simplesmente por sua sexualidade, como se isso fosse motivo para violar um dos princípios mais importantes: o da dignidade humana.

      Quem diria que depois de tantos meses de reclusão e sofrimento interno a loirinha iria encontrar alguém com quem se identificar em meio a um bar repleto de pessoas? Acho que ninguém, mas o fato de Harvey ter enfatizado que teria se rebelado contra toda a situação fez com que Violette acreditasse que sim, ainda existiam pessoas dispostas a arriscar tudo simplesmente pelo que acha certo. - Não posso dizer que discordo, na verdade, fui convidada a me retirar da escola justamente por ter me revoltado. Meu maior arrependimento, contudo, é não ter cometido nenhum 'crime contra a Igreja'. Ainda acho que teria causado um grande impacto se tivesse beijado uma garota na frente daquele frei - comentou sentindo suas bochechas se contraírem em um sorriso maroto.

      A francesa nunca foi do tipo revolucionária infratora, mas depois de tudo o que havia passado com o ministério realmente considerava que abordagens dramáticas poderiam ser efetivas. E para um frei não deveria haver nada mais chocante do que amor entre pessoas do mesmo sexo. Embora ela nunca houvesse pensado na possibilidade de realmente beijar alguma mulher, essa era uma bandeira defendida por ela tanto quanto qualquer outra, afinal era direito de todos amar quem desejasse sem precisar se preocupar com o julgamento de hipócritas imundos. E quando ela achou que a zeladora não poderia mais surpreendê-la, ela o fez, comentando que teria se voluntariado para beijá-la e chocar todos aqueles religiosos. Apesar da francesa ter certeza que seria pelo bem da causa, ela não conseguiu evitar de sentir suas bochechas esquentarem e ganharem uma tonalidade rósea.

      Um sorriso sincero e bem mais estonteante surgiu em seus lábios ao perceber que de todas as pessoas, ela havia esbarrado em uma cuja essência ainda não havia sido corrompida. Silenciosamente ela lançou uma prece as deusas agradecendo por aquele momento único. Inclinou-se um pouco mais sobre a mesa na tentativa de se aproximar da outra e estender um pouco mais a conversa.
      - Bom, eu escrevi algumas cartas ao jornal relatando a situação da escola, saí em horários impróprios e tentei organizar uma revolução junto com a diretora e alguns outros professores - comentou respondendo a sua pergunta sobre o motivo de ter sido convidada a se retirar da escola. E o sorriso brincalhão voltou a iluminar seu rosto enquanto erguia a mão e solicitava que a garçonete voltasse a se aproximar da mesa.

      - Eu queria experimentar algo diferente de cerveja amanteigada, preferencialmente um pouco mais forte, o que sugere? - O espírito da revolta realmente parecia ter tomado conta do corpo da loira, não tanto, porque na verdade ela estava acostumada a tomar coisas alcoólicas, tendo em vista que sua família era detentora de uma das maiores produtoras de vinho da França. Harvey, obviamente, logo lhe deu o que pareceu uma excelente opção, ainda que a tivesse alertado sobre a possibilidade de precisar voltar embriagada para a escola, o que só comprovava que ela ainda tinha muito a conhecer de Violette. - Não precisa se preocupar, senhorita responsabilidade -comentou sorrindo e puxando sua cadeira um pouco mais para perto da outra. - Minha família é produtora de vinho, não fico bêbada tão fácil assim, também não costumo forçar meus limites, sou uma moça comportada, prometo. - completou fazendo sinal de jura com os dedos.





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i'll shut down the city lights
i'll lie, cheat, I'll beg and bribe
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Re: Três Vassouras

MensagemReino Unido [#150963] por Cacá Porter » 16 Jul 2015, 14:26

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Até aquele momento, não sabia o motivo pra ele ter sumido. Sentiu um certo pesar por não ser próxima o bastante pra que ele lhe contasse na época, talvez assim ela pudesse ter se feito mais presente, seja por cartas, seja enfiando a cabeça na lareira. Lembrava da dor e da angustia que sentira ao descobrir que não retornaria mais à Hogwarts, mesmo que Nick a tivesse gentilmente acompanhado à Beauxbatons, imagine ver-se sozinho e ainda com uma preocupação extra com a saúde de um familiar. Cara, aquilo deve ter sido devastador na época!

Sorriu pra ele, solidária e depois contente por receber a noticia de que o Sr Griffor – será que era o Sr Gryffor? – está bem melhor agora. Ia oferecer seus conhecimentos e contatos pro caso do avô dele precisar, mas o suco de amoras com limão chegou e estava tão roxinho e lindo naquele copo esbranquiçado pelo gelo, que ela não conseguiu resistir e tratou de prová-lo, o que acabou por fazê-la beber meio copo num gole só. Não era bonito, mas estava com sede e Will era seu amigo – era, né? Podia continuar dizendo que era, já que o sentia assim, ainda mais ele contando que ela era uma das poucas pessoas que ele viu, se isso não era especial, bem, não sabia dizer o que seria.

- Esse lugar guarda muitas memórias, né? Claro, não é como se retornando a gente pudesse voltar ao mesmo ponto em que o deixamos, mas é como se pudéssemos ao menos voltar pra casa. – olhou pro mesmo lado que ele e achou aquilo muito engraçado.Mostrou a língua pras crianças do outro lado do vidro, ainda com resquícios de amoras ao redor dos lábios e riu, enquanto caçava um guardanapo na mesa pra dar conta daquilo.

Pensou em dizer que estava feliz, sim, sem preocupações e tal, mas não tinha jeito. Ela era transparente demais, nunca soube mentir ou qualquer coisa do tipo, mas ao menos tentava encobrir da superfície. Os olhos dele passaram por sua bata e, céus! Ela não escondia nada mesmo! Era mais fácil voltar a usar as roupas comuns e parar de cobrir-se com metros de tecido. O negócio é que sua barriga estava um pouco maior do que o normal, e ela se tranquilizava lembrando que o pai da criança era meio gigante, mesmo que não tivesse nem um pingo dessa espécie na linhagem – o que devia ser uma fraude! Como que alguém chega a quase dois metros sozinho? Ok, ok, já vivera o suficiente pra ver que ela é que estava na contramão da Europa ao ser baixinha, mas era sempre mais fácil culpar o outro – e era de se esperar que o pãozinho tivesse muito fermento. Viu os lábios dele formarem a pergunta, mas foi uma diferente da que esperava, o que causou uma certa confusão na hora de assimilar, fazendo-a apertar os olhos numa careta antes de começar a rir.

- Casada? – repetiu pra se certificar. Esperava um “grávida” no lugar daquela palavra. – Não. Quem sabe um dia? Estou namorando o Aaron, não sei se lembra dele...Aaron Denvers, da Lufa lufa? Ele é batedor também, mas num time diferente. Bom, claro que ele não seria do mesmo time que o meu, as Harpias, pra jogar por elas tem que ser mulher e bem, ele definitivamente não é. Se bem que meu pai queria que casássemos. Foi bem claro quanto a isso, quando eu contei que estava grávida...-pronto, o assunto estava na mesa –, mas eu não quero me casar só por conta disso. Por isso só vou pensar no assunto depois que tiver meu bebe nos braços e todos esses hormônios loucos deixarem o meu corpo. Você está com fome? Acho que to querendo uma porção de pasteis de abóbora. E você? Casou-se precocemente com uma gueixa e a trouxe pra Europa pra um ano sabático?
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Re: Três Vassouras

MensagemBelgica [#150964] por Harvey Anna Lothringen » 16 Jul 2015, 14:34

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"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos." Não lembro exatamente onde ouvi essa frase e muito menos quem era seu autor, todavia as palavras ficaram gravadas em minha mente de uma forma que estranhamente parecia certo. Não podia desmenti-las, pois em sua essência havia um poço de razão. Desde pequena, era assim que eu tentava levar minha própria vida. Desprendendo-me de regras e amarradas, desfazendo nós e fugindo de becos sem saída; algumas vez eu tropeçava, noutras o caminho fazia-se livre e, é claro, sempre havia as vezes em que a única opção era dar meia volta. Nessa última eu tentava ao máximo não me render e usar a criatividade para achar uma passagem, mesmo que precisasse arriscar-me e sair um tanto quanto ferida. Não tinha medo do que iria encontrar ao final e durante a ida. Meu único medo era arrepender-me de não ter feito alguma coisa. Arrepender-me de ter feito algo parecia um arrependimento que valia a pena, mesmo que o arrependimento em si não fosse uma sensação boa para se experimentar.

Se alguma vez eu desejei ter um roteiro ao qual seguir? Sinceramente... não. É claro que errei, me arrependi e tive de lidar com situações que poderiam ter sido contornadas não fosse meu gênio ou modo de agir, todavia parecia muito mais real do que simplesmente seguir de uma forma previsível e já pensada. Se destino realmente existisse, gostaria eu de desafiá-lo, apenas para sentir o gosto da euforia ao tentar algo que poderia ser grande demais para minha rebeldia e ingenuidade. Ainda assim, faria questão de ir até o fim e tentar tudo que estava ─ e não estava ─ ao meu alcance para vencê-lo, seja lá o que significasse vencer. No fim das contas, libertar-se de amarras demandava mais do que desejo ou força de vontade. Era uma espécie de exercício, tentando um pouquinho todo dia, mesmo quando aquele esforço parecesse demasiado sucinto, e então, ao fim de algum tempo, percebendo que valeu à pena.

A loirinha a minha frente parecia abalada, como se estivesse pronta para um desafio, mas não tivesse forças para alcançá-lo. Alguém que poderia lutar, se fosse preciso, ou se achasse que era certo, mas que aos poucos deixava de acreditar em sua própria fé. E não, não estou me referindo a algum tipo de fé religiosa, mas sim aquela crença que nos move, dizendo-nos que estamos certos e que há outras pessoas também dispostas a lutar pelos mesmos motivos. Ainda assim, não parecia totalmente desmotivada. Talvez isso tivesse sido uma das coisas que chamara minha atenção não antes de sentar-me, mas depois, durante aquela conversa que acabara de começar e mesmo assim parecia muito mais envolvente do que as que eu tinha com outros desconhecidos no mesmo bar. Não acreditava que pessoas de conteúdo não frequentassem lugares como aquele, todavia era difícil encontrar alguém que nutria tanta maturidade em sua fala num ambiente tão despojado e maltratado pelo tempo quanto aquele. Era uma ótima surpresa e fazia minha vontade de relaxar ir embora facilmente, apenas para continuar envolta naquela conversa. No fim, surpresas agradáveis como aquela sempre mantinham sua discrição, e isso era algo a qual quase me acostumara durante as intermináveis viagens e lugares percorridos nos meses passados.

Sua seguinte pergunta pegou-me de surpresa. Verdade que ela estava muito mais relaxada do que quando aquele bate-papo começara e já havia sorrido de modo sincero algumas vezes ─ o que fizera com que aquela preocupação aos poucos fosse embora, ainda que um resquício de si estivesse tentado a não me abandonar ─, para não mencionar o fato de que suas falas traziam um pouco de empolgação, da mesma forma que eu estava interessada em ouvir o que quer que ela tivesse a dizer. Ainda assim, aquela pergunta pareceu uma mudança drástica e não saberia responder se era um avanço ou um regresso. Pensei, então, sem deixar o tempo escorrer, em qual seria a melhor das respostas, por mais que pudesse parecer um pouco chata. Pelo menos ainda me sentiria responsável e, por que não?, tão preocupada quanto nos minutos antes de sentar-me. ─ Eu poderia sugerir um pouco de Hidromel ou Uísque de fogo, mas... têm certeza que você pode tomar essas coisas? Não querendo ser chata, mas seria ruim se você aparecesse bêbada em Hogwarts, não? ─ Não que eu fosse a pessoa mais confiável para dizer aquilo. Ainda lembrava-me vividamente da primeira vez que havia bebido, feliz que minha irmã mais velha não estudava mais em Beauxbatons para "brigar" comigo, por mais que ela provavelmente apenas comentasse alguma coisa e mantivesse segredo de meus pais.

Acabei rindo quando ela me chamou de "Senhorita Responsabilidade", por mais que a risada tivesse saído baixa e não muito extensa, mesmo porque aquele apelido era bastante cômico. Decidi, então, que já conhecia muito mais sobre ela do que ela sobre mim, por mais que o que eu conhecia fosse muito pouco, tendo em vista que ela aparentava ter uns quinze ou dezesseis. ─ Está bem, acredito em você. ─ Murmurei, com um sorriso em minhas feições, observando Rosaleen se distanciar depois de oferecer a bebida que ela pedira. Ao menos eu estava ali, certo? Poderia tomar providências caso ela se animasse demais e passasse dos limites, o que eu sinceramente não esperava que fosse acontecer ─ o que não mudava o fato de que pessoas desconhecidas eram imprevisíveis. ─ Não sei se posso aceitar o apelido. Eu tinha quinze anos da primeira vez que bebi. Não cheguei a ficar muito bêbada e também não foi por causa de amigos que eu o fiz, mas no dia seguinte jurei que nunca mais beberia. Bebi na festa seguinte. Eu sou muito boa com promessas que faço para outras pessoas, ou que envolvem outras pessoas, mas quando é apenas da minha conta e risco... ─ Nem mesmo sabia por que tinha adicionado aquela frase final, não era algo que normalmente falaria, mas de alguma forma parecia importante evidenciar aquilo.

─ Tudo que eu posso dizer sobre minha família vai fazer com que eu pareça uma princesa mimada que vive no meio de riquezas e não têm ideia de como é trabalhar um único dia da vida. Ao menos já me disseram isso uma vez, depois que eu falei um pouco sobre minha família para um trouxa. ─ Aquela frase era até um pouco irônica, porque eu realmente era uma princesa no sentido literal da palavra, por mais que não almejasse o trono e uma coroa na cabeça fosse o último dos meus sonhos. Na verdade, o primeiro dos meus pesadelos. ─ Acredite ou não, eu sou a princesa da Bélgica. Bem, atualmente a nona na sucessão do trono, mas desde que eu morra sendo a segunda, morrerei feliz. ─ Dei de ombros, com um sorriso brincalhão aos lábios, levando um pouco de cerveja amanteigada aos lábios e, ao final do gole, percebendo que tinha acabado. ─ Dentre os vários títulos, ainda não sei se o mais legal é "Matadora de aulas de etiqueta" ou "Principal encrenqueira do castelo". ─ Pisquei, porque no fim das contas estava apenas brincando e, pra finalizar, completei. ─ De qualquer forma, eu prefiro só Harvey, mesmo.

Não, eu não era muito fã de ficar falando sobre mim no sentido de monólogos que acabam sendo irritantes para quem estava ouvindo, mas logo uma pergunta vinda de Violette se fez presente e animei-me para responder, já com a resposta na ponta da língua. ─ Eles nunca souberam muito bem o que eu fazia em Beauxbatons, porque na maioria das vezes não era nada muito sério e o pessoal da direção não se animava em avisar, mas acho que minha família já esperava que eu me metesse em encrenca, tendo em vista como eu agia no castelo. O que acontecia era que eu levava detenções até demais, mas pelo menos não causava realmente mal às minhas vítimas. ─ Fiz aspas no ar ao citar vítimas, indicando que minha "traquinagens" não passavam de brincadeiras. Sua reação, no entanto, foi divertida, e até me deixou um pouco surpresa. Mesmo assim, tentei não demonstrar que tinha me surpreendido e continuei com aquela brincadeira. ─ Olha, você pode tentar, só não prometo que irei continuar aqui vendo você se ajoelhar ou que não irei brigar contigo. ─ Era estranho, mas eu sempre fazia questão que não se ajoelhassem, pelo menos o povo que me conhecia, como os que trabalhavam no castelo.

─ É por sua conta e risco. ─ Pisquei, prendendo um sorriso, e então deixei que viesse a meu rosto, expondo-o. ─ Fico feliz que esteja gostando, porque eu também estou. Acho que agora posso dizer com noventa e nove por cento de certeza que foi um prazer conhecer-te, Violette. ─ Já devo ter narrado anteriormente, mas repito que o mais legal em conhecer pessoas novas era o fato de que estas sempre poderiam nos surpreender. E Violette parecia uma caixinha de surpresas, assim como uma caixinha de emoções. Agora estava mais relaxada, vendo-a daquela forma, brincalhona e parecendo realmente feliz. Fingi uma careta quando ela me chamou de "Princesa Harvey", desviando o rosto para o lado, todavia tinha uma expressão brincalhona quando voltei a encará-la. ─ Acho que posso te perdoar. E como você esperava que seria? ─ Questionei, encarando-a, ainda com a expressão relaxada, mas sem o sorriso, tentando demonstrar que estava interessada, porque era verdade. Talvez ela ficasse feliz em saber que alguém gostaria de ouvir.
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Harvey Anna Lothringen
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