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Três Vassouras

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Re: Três Vassouras

MensagemJapao [#188989] por Hikari Miyamoto » 26 Jan 2019, 21:24

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ENCONTRO ÀS CEGAS DO TINDER ZONKOS
CASAL 14 - HIKARI E IVANOVICH
TRÊS VASSOURAS
POST II


Ela não tinha paciência pra joguinhos. Sora estava sozinho em casa por causa daquela missão idiota e não podia deixá-lo à mercê da própria sorte. Se ele não ia falar que merda tinha pra dizer, então Hikari teria que tirar a força. Não que fosse algo muito difícil pra ela, mas, a julgar pelo tamanho, porte e postura do loiro, daria um trabalho desnecessário e a faria perder o precioso tempo. - A gente pode só se poupar dessa merda, você me dizer o que tem que dizer e aí ninguém se machuca?! Não estou pra joguinhos. – Com uma nova negativa dele, o corpo da japonesa estremeceu de raiva. Quanta insolência!

- Ah, mas eu não vim aqui atoa mesmo. - Assim que ele levantou para partir, ela segurou seu ombro, arrependendo-se imediatamente de tê-lo feito quando o homem puxou se braço e meteu contra as costas dela, neutralizando parte dos movimentos. Devido aos longos e desumanos treinamentos, Hikari sofria de hipoalgia, ou seja: dor física era mínima pra ela. Mesmo assim, aquele monte de homens olhando a cena com um sorrisinho no rosto a deixou irritada. - Interessante..., mas eu também sei fazer uns truques. - Brincou, passando a perna por dentro da dele para tirar o equilíbrio e usando a mão livre para empurra-lo para frente e se soltar. Ficou encarando o rapaz por um segundo... Aqueles olhos azuis lhe chamavam a atenção. Ela nunca tinha conhecido alguém que a neutralizasse nos primeiros minutos de conversa. Infelizmente, o silêncio e olhares dos dois findou quando um homem aleatório passou-a para o lado e disse: - Eu cuido disso pra você, princesa. Meninas bonitas não devem se meter nos assuntos dos homens. - Aquilo fez o sangue a Miyamoto ferver. Ela não tinha dedicado mais da metade da vida se matando para ser a melhor pra ter que ouvir gracinha de macho broxa. Antes que o babaca pudesse alcançar o loiro, Hikari o derrubou com uma chave de coxa, metendo a cara do infeliz no chão de uma vez. - Eu sou uma princesa bastante prendada. - Não foi uma boa ideia, num todo, apesar de ter valido a pena cada segundo. Infelizmente, quando soltou o bêbado, ele foi buscar sua turma: um grupo de outros homens grandes e de aparência ameaçadora. Entretanto, não havia um traço de medo nos olhos da mulher e, ao olhar para o loiro, viu que nem nele. - Está afim de se divertir, loirinho?

Hika não esperava por aquela resposta. Ela mesma podia dar conta daqueles, o que, 6 homens? Não tinha muita dificuldade, todavia, sempre lutava com Taro em suas missões e adorava ter um parceiro de brigas. Acenou positivamente, alargando ainda mais o sorriso sínico com a retórica do estranho. Quando os rivais partiram pra cima da dupla, foi um caos. Mesas, cadeiras e copos voaram para todos os lados. Os outros clientes tiveram de correr pra fora e mesmo os funcionários saíram de cena. O primeiro que caiu nas mãos da japonesa não durou muito, ele era grande demais pra se mover rapidamente e não tinha um pingo de coordenação. A garota o acertou no nariz com o cotovelo, quebrando na hora e bateu sua cabeça gigante na mesa até que estivesse desacordado. Viu o novo colega também neutralizando um segundo brutamontes e Deus, como aquele loiro era alto! Infelizmente, da posição que estava, não dava pra ver um infeliz se aproximando com uma garrafa partida, prestes a lançá-la contra ele. Hikari usou sua destreza para passar pelas mesas e aproveitou o apoio das costas largas do estrangeiro para usar como impulso quando acertou o novo intruso com um chute no estômago. Ele cuspiu sangue, mas não teve tempo de sentir dor com a coronhada e que levou da arma da japonesa bem na testa. Quando olhou pra trás, já não haviam mais caras. O loiro estava afundando os punhos na cabeça de um e os dois que sobraram saíram correndo. Ela se aproximou, tinha sangue nas mãos que não a pertenciam e mais um pouco respingando no pescoço e sobre a pele exposta dos seios também. - Com certeza você é o cara que eu estou procurando.
Todavia, toda a euforia se esvaiu das veias quando ouviu a resposta dele sobre o real propósito daquele encontro. - Eu também... - A voz era quase falhada pela respiração arfante. Alguma coisa estava estranha. Hikari mostrou o papel para o loiro, o mesmo que dizia como era a pessoa que devia encontrar e o que ele devia entregar. - Não tem mais nenhum loiro, gigante e extremamente atraente no bar. -

O adjetivo do final, era óbvio, foi ela quem colocou, encarando-o perigosamente, sem se preocupar com todo o sangue que a cobria. Aliás, ele também estava todo sujo, o que combinava com sua expressão ferina. Tinha um quê de selvagem naquele rapaz, algo que o tornava estranhamente hipnotizante. - Eu sou Miyamoto Hikari e, tenho o pressentimento de que fomos enganados. Senhor...? – Tão logo o nome do estranho deixou os lábios grossos, outro arrepio a cobriu dos pés à cabeça.

- Volkov? Dos Volkov? - Automaticamente, a menina deu um passo para trás. Conhecia a fama daquela família, sua sede de sangue e possuir mulheres de qualquer jeito. Não confiava neles, nem mesmo naquele que acabara de a ajudar. - Não entendo porque Eiji-tono me mandaria vir falar com você, só se... - Na mesma hora, a voz de Taro, o mais velho, ecoou em sua mente. “você tem que se divertir mais, maninha... Precisa conhecer alguém como você, sair, curtir!”. A japonesa ficou tão vermelha que as unhas cravaram na palma das mãos quando cerrou os punhos. - Eu sinto muito. Meu irmão armou pra mim... Digamos que ele acha que eu preciso me divertir mais. Desculpe ter tomado seu tempo, ele me paga. - Dizendo isso, deu o primeiro passo para frente, passando quase por cima do loiro. O cheiro dele era um misto de almíscar e sangue, e ficou grudado no narizinho dela.

Hikari estava prestes a ir embora, porém, o gesto do rapaz chamou sua atenção.
- Você está botando vodka no whisky de fogo? - Lentamente, curiosa como era, a japonesa se aproximou, observando-o por cima do ombro dele. Ela pegou outro copo e encheu do que parecia ser sakê, tirado também de um frasco que carregava no bolso. - Quer trocar? Vai que whisky e sakê também fica bom.

Ela sorriu minimamente, que bom que ele estava falando sobre algo e não parecendo um psicopata caladão. - Então, temos uma coisa em comum. Eu também bebo muito, desde criança. Se bem que... não acho que eu tenha chegado a ser criança. - Apesar do conceito triste, não havia magoa na voz. A moça entendia que fora necessário pra ser quem era e não se arrependia do tempo que ganhou treinando. - Uma pena não poder salvar meu irmão disso tudo. Ele está ficando igualzinho a nós, os Miyamoto, e só tem 13. É engraçado... - Já que não houve troca das bebidas, Hikari engoliu num único gole o que havia em seu copo. Ela amava o sabor do álcool, ainda que ele surtisse pouquíssimo efeito em seu corpo. - A forma como a gente protege um monte de estranhos, mas, nossas famílias sempre estão fodidas. - Pegando um pouco mais, agora da garrafa de whisky sobre o balcão, ela encheu o copo até a metade, engolindo de uma vez novamente. O drink sempre descia queimando, mas minimizou a careta, apenas torcendo o nariz. - Quer dar o fora daqui? Eu amaria se você soubesse de algum lugar divertido.

Quase não aguentou de tanta felicidade por não precisar mais ficar na companhia daqueles homens nojentos. Não que eles estivessem fazendo muita diferença além de parte do cenário destruído. - Do meu gosto? - Os lábios estavam unidos pela excitação. Não sabia bem o porquê, já que nenhum homem havia despertado esse tipo de interesse em seu corpo. Deu um passo à frente ao se levantar, ficando perigosamente com o rosto próximo ao peito dele. - Vamos lá. Vamos ver o que você sabe sobre o meu gosto. – E, sorrindo como uma felina prestes a atacar, ficou na ponta dos pés, dando uma lambida divertida de baixo acima do queixo dele. Virando-se pra a saída como se nada tivesse acontecido.


Com: Ivanovich Volkov
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Hikari Miyamoto
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Re: Três Vassouras

MensagemInglaterra [#189007] por Calleb Archie D'Alterre Bellamy » 28 Jan 2019, 14:42

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Gostava de como os lábios dela pareciam ao bebericar o que havia em seu copo. Mais ainda no momento em que se abriram para deixar escapar aquele nome tão curto e sensual: Lola. - Adoro como seu nome soa, Lola. - E demorei um pouco mais do que o necessário para deixar cada letra ter seu momento, sua devoção. Ainda sentia o calor da mão dela entre os dedos, a pele morena causava uma sensação de formigamento na minha que era alva, porém bronzeada de sol e marcada de sal. Eu devia parecer um velho caquético para a menina, não que ela aprentasse ser tão nova assim. - Calleb. - Disse, simplesmente. - Não que eu me importe se me chamar do que tiver vontade, você pode. - Uma piscadinha de lado e estava feito, o famoso sorriso maroto dançava, cortando minha boca num gesto quase imatura. Tinha disso, às vezes. Voltar a ser um moleque descalço, correndo pelos portos de Kingsbridge.

Nesse momento, o som da jukebox antiga de Rosmerta ecoou num chiado característico dos clássicos. Era uma balada country bastante conhecida e que eu já tinha cantado inúmeras vezes em viagens e noites perdidas no mar. Era um velho rato de navio, ahoy! Isso eu era. E ratazanas não dispensam uma boa farra quando os gatos deixam o convés. Foi a total desinibição que me fez levantar e estender a mão à morena, virando com a que estava livre, toda a caneca de rum.
- Vem, vamos sacudir esses corpos que o diabo nos deu. - Antes mesmo de receber uma resposta, comecei o movimento com as pernas, um passinho simples, mas altamente sincronizado. Rosmerta, conhecia meus dotes artísticos, lançando uma gaita em minha direção. Apanhei num pulo e levei aos lábios instantaneamente, tocando o instrumento com ele e soprando no ritmo em seguida. Era uma canção antiga da banda needtobreathe, um som gostoso demais feito com violão e banjo.

As orbes azuis voltaram-se para as dela uma última vez, levando nossos rostos bem próximos um do outro enquanto tocava. Naquele instante, respirava uma centena de chocolates doces, alcaçuz e geléia fresca, tudo o que eu mais amava no universo. Maldito cão sarnento que me enfiava sempre nas piores situações. Uma menina... Tudo por uma menina.
- Confia em mim? - Eu era um desespero em forma de tentativas. Apesar de meio bêbado, nunca perdia completamente os sentidos e o controle das ações. Se ela fosse comigo, não a deixaria partir, se optasse por ficar, todavia, pensaria muito antes de tentar chegar em qualquer outro exemplar do sexo feminino tão bonito e bem distribuído em seus dotes. Mesmo com tanta vontade de pressioná-la contra uma parede e saber que doçuras seu gosto teria além do cheiro delicioso, optei por me afastar, curtindo a melodia com os olhos fechados, evitando a tontura. Gostaria que Allie estivesse ali, também. Ela amava dançar, tanto quanto eu.

- Posso não ganhar um beijo, mas uma dança não vai machucar. - Foi a tentativa final. Com a gaita nos lábios novamente, acompanhou com o corpo e com o som que ela produzia, aquela música agitada. As noites eram mesmo um antro para vagabundos como eu e vagabundos nunca ficavam com a garota.


com Lola <3
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Re: Três Vassouras

MensagemInglaterra [#189079] por Lola Rousseou » 31 Jan 2019, 17:49

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[curiosity.4]


Oscar Wilde era um autor trouxa bastante conceituado, e como boa nerd, Lola havia lido muitos de seus livros. Não só porque suas ideias eram interessantes, mas porque a visão dele sobre o mundo era diferente. Bruxos e trouxas tinham razões distintas para se viver, com objetivos completamente opostos em alguns aspectos, mas não era algo que Lola se limitava. Ela lembrava-se de uma citação muito bem elaborada, dizendo que ''Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe.'' A principio, não houve entendimento por parte da corvina, ainda mais por ser tão jovem, mas depois da doença de sua mãe e da forma como seu pai saiu de casa, ficou bem claro que eles não viviam mais, apenas... existiam. E nunca de uma maneira boa. Naquela situação, se pegou refletindo sobre si mesma e concluiu que também não estava vivendo, apenas, existindo. Colocando-se a frente de responsabilidades que não eram dela, para suprir a necessidade que sua mãe não mais conseguia. Então, por uma fração de segundo, se perdeu pelo homem e respirou fundo. Porque não poderia... viver?

Se conhecia o suficiente para não ser enganada por lábia, mas algo dentro de si, gritava com todas as forças que poderia confiar nele. Ela não sabia porque, mas acreditou. Seu interior parecia uma poção que deu errado. Estava com a mente levemente confusa, alterada pela bebida e com as emoções a flor da pele de uma forma que não havia passado em muito tempo. Suas mãos suavam e ela não sabia se era pelo álcool ou se pela afobação de ter alguém conversando realmente com ela. Sem falar sobre escola, livros ou sua condição psicologicamente propensa ao desastre. Lola não conseguia encontrar motivos para se afastar dele ou recuar diante da investida, porque estava se divertindo de verdade, pela primeira vez em meses e aquilo a empolgou muito mais do que uma nova descoberta literária. Levantando-se de seu assento, colocou a mão sobre a dele e sorriu. - Confiar em um estranho? Porque não? - Dançar não era, de fato, sua praia, mas iria adorar tentar com ele.

xxx


Seu toque de recolher se aproximava, e mesmo após algumas músicas, ela voltou a se encaminhar para o balcão com Calleb ao seu lado. - Eu vou precisar ir, realmente. - Sua voz foi cortada pelo sussurro e então deu dois passos para mais próxima dele, enquanto a fila para pagamento não andava. - Eu realmente me diverti hoje, já tinha algum tempo que isso não acontecia. - Era uma verdade absoluta, mas não era para ele saber. O motivo dela contar nem ela sabia. Seu rosto corou um pouco, enquanto ela insistia em colocar alguns fios de cabelo para trás da orelha e então respirou fundo pela voz dele novamente. - Ah sim, eu... preciso voltar a escola. Estamos no horário para retornar do passeio e... regras são regras. - Por um breve minuto, ela pensou em mentir, mas sabia que isso não iria adiantar, ainda mais porque ela claramente era uma aluna de Hogwarts. Seu cachecol azul e cinza confirmava a qualquer pessoa. E não levando em conta o fato de que vários estudantes, no decorrer das horas, haviam acenado para ela.

Ajustando seu casaco contra o corpo, ela caminhou na direção da porta de saída alguns segundos depois de abandonar o balcão, deixando o estranho para trás. Lola sabia que os momentos vividos ali seriam uma lembrança revivida por todas as semanas seguintes, e mal podia esperar para chegar ao seu dormitório para escrever contando tudo a July e Sarah. Já tinham algumas semanas desde enviara cartas as duas e estava mais do que na hora de saber notícias dela, estava esperando que pudesse ficar a noite toda acordada e escrever os detalhes sobre o quão bem Calleb cheirava. Uma mistura de mar com rum, e colônia masculina. Ela sorriu para si mesma, mas o que não esperava, era ouvir a voz dele novamente tão cedo, muito menos, com uma proposta incomum. - Eu... realmente não sei. Tenho horário pra voltar... de verdade. - Seu interior estava pulando de empolgação e felicidade, apesar do lado racional que a fazia corvina estar mandando ela correr na direção do castelo. Só que ela não foi, e a hesitação foi o suficiente para fazê-lo se aproximar e levá-la dali. Oh Merlim, que a noite fosse tão boa quanto a sensação dos braços dele ao redor de seu corpo.


Notes: WOOW! .saf2
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Lola Rousseou
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Postado Por: Joyce Dayanne.


Re: Três Vassouras

MensagemInglaterra [#195202] por Anthony Benett » 25 Nov 2019, 16:40

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Um pouco de diversão – Parte I


Ele estava cansado. Bem mais cansado do que achou que ficaria após andar pelo Beco Diagonal. Era a hora de tomar o caminho de Hogsmeade. Nunca havia estado ali e julgou ser uma oportunidade perfeita para visitar o lugar. Revisou o que possuía na mochila pela terceira vez consecutiva. Eram seus últimos momentos como adolescente desempregado, certo? Logo logo estaria como auror em serviço em alguma rua por aí ou atrás de alguma escrivaninha preenchendo relatórios. Ele odiava a ideia de ter de preencher relatórios. Não gostava disso nem quando estava em aula e algum professor pedia... Por que gostaria disso agora que estava formado?

Qual seria a profissão ideal para ele? Ele não conseguia pensar, por mais que tentasse. Talvez precisasse de um pouco mais de tempo para se encontrar. Talvez precisasse de mais uns dois ou três anos na escola. Que inferno! Era uma droga ter sido bom aluno durante todo esse tempo. Se ao menos tivesse reprovado... Um aninho que fosse. Caminhava a passos lentos com as mãos nos bolsos da calça. Fazia frio em Hogsmeade. Muito frio. Claro, menos que na Rússia onde estudara por sete anos, mas ainda assim estava frio. Soltou a respiração percebendo as nuances da fumaça que se formava de seus lábios e nariz quando o ar quente entrou em contato com o ar gelado do ambiente.

Aonde iria primeiro? Estava entardecendo e a maioria das lojas estava fechando as portas. O que dera em sua cabeça para ir naquele lugar àquela hora? Seu tempo estava acabando. Sua juventude estava acabando. Que inferno! Mas... O que ele ganharia se lamentando? Absolutamente nada. Pelo contrário. Estaria era perdendo seu precioso tempo. Ajeitou a alça da mochila em suas costas quando viu que o Três Vassouras estava aberto. O lugar era conhecido e ele tinha bastante curiosidade sobre o estabelecimento. E agora tinha idade para provar de todo o tipo de bebida que estava sendo vendida por lá, certo? Era maior de idade.

Pois é. Maior de idade. Um adulto. Abriu a porta e tomou a direção do balcão para fazer seu pedido. Não tinha a menor ideia do que iria querer. Talvez uma poção que paralisasse o tempo? Talvez. Mas ele não sabia da existência de nenhuma. Com o tempo não se brinca. Falar aquilo o fazia se lembrar do velho professor lobisomen que lecionara para ele. Era estranho pensar que no ano seguinte ele não teria mais aula com o homem. Estranho demais. Ergueu a mão para pegar o cardápio. Pensou em pedir um hambúrguer e um refrigerante de pêssego, mas isso seria totalmente contra o que ele estava planejando fazer ali, certo? — Uma taça de hidromel, por favor... — Pediu ao senhor esquisito que tomava conta do local. Ele disse que não poderia dar bebida alcoólica para menores e Haechan suspirou pesadamente. — Não sou menor de idade. Fiz dezoito em novembro passado. Me formei esse ano. Se quiser posso mostrar meus documentos. — E o cara realmente quis. Haechan revirou os olhos retirando a identidade da mochila e a entregou ao senhor. Só depois de conferi-la umas quatro vezes que o homem foi buscar seu pedido. — Essa noite vai ser longa... — Murmurou para si mesmo quando o senhor já estava longe o suficiente para não ouvi-lo. Nem havia percebido que havia uma pessoa sentada ao seu lado. Não ainda.


Interação para: Alek ♥

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Re: Três Vassouras

MensagemEspanha [#195952] por Alex Hernandez » 16 Jan 2020, 21:21

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Ela achava que a manicure havia colocado glíter demais na sua unha. E, ao mesmo tempo, a cor tinha ficado tão... Incrível! Aquele tom de rosa cintilante... Tinha total certeza de que se tentasse sozinha fazer aquilo não iria conseguir. A verdade é que era um desastre. Era bruta demais, desastrada demais. Não gostava de ser assim, queria ser um pouco mais delicada, tinha gostos delicados, mas... Era como dizem por aí... Nem tudo era do jeito que a pessoa quer. Tinha de aprender a conviver com seu próprio jeito. Agora estava livre da escola, podia deixar seu lado mais agressivo adormecido. Pelo menos ela esperava isso.

Estudar em Durmstrang havia a moldado para ser ainda pior do que já era. Aulas de luta, combate... Táticas de guerra! Se perguntava todos os dias o motivo de seus pais não a terem mandado para Beauxbatons! Teria sido tão mais fácil... Tão mais fácil de desenvolver seu lado meigo. Mas agora ela estava ali... Um soldado formado vestido de rosa. E medindo pouco mais de um metro e meio. Que credibilidade ela passava? Se quisesse investir em lutas, jamais seria leva à sério. Se quisesse ir atrás de coisas de moda e afins, não poderia por ser bruta demais. O que o destino reservava para ela? Ela sentia que nunca iria arrumar um emprego decente na vida. Será que morreria debaixo do teto de seus pais?

Não! De jeito nenhum! Ela era uma mulher forte e conseguiria se bancar. Só precisava descobrir o que queria da vida. No momento o que ela queria era uma canequinha de hidromel. O três vassouras vendia, certo? Sim, ela se lembrava de ir ali quando era bem pequena com seus pais ingleses. Adentrou o local como uma bola purpurinada, atraindo olhares de todos. Mais uma coisa que ela não gostava, mas não iria deixar de vestir o que gostava por causa de outras pessoas. Não ia não. Estava caminhando na direção do balcão e já preparava sua bolsinha rosa de camurça para retirar dela sua carteira quando ouviu um assovio. Alguém havia realmente feito isso? — E aí, gostosa? Veio procurar companhia?

Seu sangue ferveu. Ela podia perdoar muitas coisas, mas aquele tipo de cantadinha barata que obviamente duvidava de sua integridade não. O homem estava atrás dela e a garota se virou em um movimento preciso, dando uma rasteira nele e o imobilizando no chão. — Não. Talvez eu tenha vindo procurar confusão. Você veio me dar o que eu tô procurando? — Rosnou entre os dentes em um acesso de fúria e sentiu o cara tremer embaixo de seu corpo diminuto. Algumas pessoas já estavam se levantando. Alguns caras grandes estavam vindo até ela. Seguranças do lugar? Ela havia causado uma grande confusão. De novo. Sua cabeça era quente demais. Ela respirou fundo e soltou o cara. Devagar. Caminhou com as mãos erguidas para mostrar que não faria nada mais. — Ok... Tudo bem. Eu só vim beber um pouco. Não vim causar nenhum incômodo. Sinto muito. — Resmungou voltando a seguir na direção do balcão. Odiava quando seu lado ogro falava mais alto que seu lado princesa. E, infelizmente, aquilo acontecia com uma frequência maior do que ela gostaria de admitir.


Tá aí, Cléo... Um lixo, mas escrito x.........x

Post sem relação com os demais arcos no local. Se passa em um dia diferente.
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Postado Por: Nick/Pinscher.


Re: Três Vassouras

MensagemBelgica [#199110] por Nikolaus Marcus Lothringen » 11 Abr 2020, 14:13

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Assumir os problemas…

… e pedir ajuda

#Sexagésimo Sexto Post!


Nikolaus sempre foi uma pessoa que procurava por discrição, agir por conta própria para resolver seus problemas e, é claro, ser cordial e ajudar ao próximo sempre que possível. Sua família e amigos próximos, diriam isso. Mas as vezes, é necessário assumir falhas “Ainda bem que não estou indo me encontrar com a Harvey, porque olha... Se fosse ela...” caminhava rindo silenciosamente com seu pensamento pelas ruas de Hogsmeade. Dias antes, havia disparado três cartas: uma para Anne Beatrice Mountbatten, outra para Noella Zita Lothringen e a última, para os representantes da C.I.B. Havia marcado uma reunião com todos eles no Três Vassouras e o motivo? Conversar sobre o futuro de Hogwarts.

O ambiente no vilarejo bruxo estava tranquilo e ameno, fazia um pouco de frio, justificando o sobretudo preto que Nikolaus utilizava em sua caminhada, saudando um ou outro comerciante que encontrava no meio do caminho – Sim, senhorita. Vamos cuidar do que está acontecendo ali, é uma névoa, mas não qualquer névoa. – e deixou a jovem dona de uma das lojas, com qualquer outra pergunta que pudesse ter depois do comentário, sem resposta. Mas ao dar alguns passos à frente, o belga virou-se e dali da rua principal, conseguiu visualizar sua escola envolta pela névoa que estava lhe causando problemas – Mal dá para ver as torres mais altas... – seu ar era triste, mas estava se dirigindo para uma reunião que poderia resolver tudo isso. Respirando fundo, seguiu para seu destino à alguns metros do local em que estava.

Finalmente chegara no Três Vassouras e, pelo horário, certamente estaria vazio. Os ponteiros de seu relógio de pulso marcavam oito horas da manhã – Bom Dia... Poderia me ver uma mesa mais isolada, por gentileza? Para quatro pessoas. – Nikolaus havia comunicado o dono do local de sua reunião, para que então, garantisse total privacidade no ambiente e assim, o funcionário que estava ali, levou o diretor de Hogwarts para uma ala afastada das mesas principais – Muito obrigado. – e ali, o príncipe belga começou a organizar a mesa para suas explicações sobre a atual situação da escola britânica, deixando uma pasta com relatórios para cada convidado “Se forem comer, deixo que eles escolham, melhor.” parou por alguns segundos se perguntando o que ofereceria ao representante da C.I.B., mas nada fez, apenas sentou-se e aguardou pelas diretoras, faltavam dez minutos para o horário marcado.

E, não demorando muito, Anne Beatrice chegou junto com Noella – Senhoritas! – levantou-se sorrindo ao ver os rostos familiares – Como está, Bea? Faz certo tempo que não lhe vejo... – saudou a diretora de Durmstrang com um beijo à mão, como era seu costume e um abraço no fim – E você, minha querida irmã, como está? – sorriu e a abraçou com um beijo no rosto. Convidou ambas para se sentarem – Caso desejem pedir algo, será por minha conta, eu sou o anfitrião e faço questão. Certo? – as duas princesas acenaram com a cabeça e, logo surgiu a pergunta por parte da belga, fazendo com que o seu irmão ficasse ligeiramente inquieto – Bom, sendo bem direto: Hogwarts precisa de ajuda, acredito que viram a névoa ali no castelo, certo? O motivo da reunião, é ela... – passou a mão à cabeça e chamou alguém para que servisse aos três, tentando se esvair do olhar da diretora de Beauxbatons – Vou contar tudo quando o Conselheiro Ancião da C.I.B. chegar... No mais, quais são as novidades por parte de vocês? – e todos ali, após realizarem seus pedidos, conversaram por cerca de cinco minutos antes da principal visita daquela manhã chegar pela porta do Três Vassouras.

- Já venho... – Nikolaus ao perceber, fez questão de recepcionar o convidado pessoalmente – Acredito que o senhor, seja o conselheiro ancião? – o bruxo acenou em silêncio com a cabeça. Foi aí que o belga o saudou com um aperto de mão – Sou Nikolaus Lothringen, diretor de Hogwarts. Pode me acompanhar, por favor? – e assim, conduziu o mais velho até o local em que as demais diretoras estavam. Foi quando as apresentações formais aconteceram, todos se levantaram, se cumprimentaram e apresentaram – Muito bem, senhor Ezekwesili. Lhe explicarei tudo sobre a reunião, entretanto, caso deseje pedir algo, sinta-se à vontade, ficará por minha conta. – sorriu e fez um gesto para que todos naquele momento, se sentassem. Respirou fundo e era sua hora, teria que explicar a todos seu último ano letivo e, contar com a ajuda dos que lhe ouviam.

- Bom, inicialmente, agradeço realmente a presença de todos aqui. Tentei garantir que o Três Vassouras estivesse com o mínimo de pessoas possíveis para que tivéssemos a devida privacidade. – e realmente, olhando para os lados, o ambiente condizia com o que era dito – Acredito que todos viram a névoa que envolve Hogwarts. Pois bem, o castelo está envolto por ela e ela, tem força o suficiente para anular todo tipo de magia por onde está. Então, sim... O castelo está sem magia, é apenas um castelo trouxa, ao menos temporariamente. – tomou um copo de água e continuou – Chamamos representantes do ministério britânico e eles nos auxiliaram com as operações necessárias. Os relatórios a informações que conseguimos, estão nestas pastas... – deu um breve minuto para que todos lessem ao menos por cima, o conteúdo do que estava ali – Ao que percebemos, a causa disso tudo, é uma caixa mística de vários anos atrás. Aparentemente, um antigo diretor aprisionou alguma entidade que até o final do ano, estava solta e, graças aos nossos professores, conseguimos aprisioná-la novamente. Acreditávamos que isto fosse resolver nosso problema, entretanto, a névoa continua ali e seu efeito também. Ela não está avançando mais, com isto, uma parte do castelo ainda está intacta, porém, não conseguimos fazer com que ela se dissipasse totalmente. – deu uma pausa para ver se surgia alguma pergunta, entretanto, todos ainda prestavam a atenção totalmente no que era dito.

- Tudo isso começou no sétimo andar e foi descendo lentamente até o terceiro. Sendo assim, esta é a zona sem magia da escola. Fizemos as devidas evacuações, realojamos os salões comunais, entretanto, não quero colocar nenhum aluno em maior risco. A proteção mágica de Hogwarts pode cair e, para evitar qualquer tipo de invasão, gostaria de pedir ajuda. – olhou especialmente para as diretoras de Beauxbatons e Durmstrang por alguns segundos e continuou – Tenho professores excelentes com rituais, com magia oculta e defesa contra as artes das trevas. Porém, assumir que precisa de ajuda não é feio e, estou aqui para isso. – respirou fundo e deu sequência à conclusão de seu discurso, dirigindo-se especificamente para o Conselheiro e, depois, para as princesas – Diante do que foi apresentado e o que está nestas pastas, gostaria que me auxiliassem para o remanejamento dos alunos de Hogwarts para Beauxbatons e Durmstrang. Conheço as duas diretoras como membros de minha família e, acredito que elas recepcionarão meus alunos dignamente, não sendo um ano perdido para eles. Neste interim, os primeiros meses, disponibilizarei parte da minha equipe de funcionários para que, se possível, junto com algum especialista da C.I.B., auxiliassem no processo de extinguir a névoa e recuperar a magia da minha escola. – encerrou sua fala, olhou para os três rostos convidados e concluiu – Caso tenham algum questionamento ou comentário antes de qualquer resposta, sintam-se à vontade para fazê-lo. Estou realmente à disposição. – sorriu, tomou mais um gole de sua água e assim, ficou em silêncio enquanto todos liam mais atentamente ao conteúdo das pastas e relacionavam com o que Nikolaus havia apresentado. O futuro do próximo ano letivo da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts dependia especificamente desta reunião e, seu diretor, esperava realmente contar com a ajuda dos três que estavam lhe ouvindo naquele momento.

Revisão: Revisado, mas alguma coisa sempre passa.
Trama: Post integrante da pré-trama de Hogwarts 2020 (reunião dos Diretores + C.I.B.)
Explicação: A pasta com os relatórios, contem todas as informações detalhadas. Nikolaus explicou o principal, para que tenham conhecimento, mas tudo está mais bem descrito, nos relatórios da pasta.
Interação: Comerciante aleatório, funcionário do Três Vassouras, Noella Zita Lothringen, Anne Beatrice Mountbatten e Majid Taj Ezekwesili.
OFF: Acho que é isso aí, espero que gostem e dê certo.. xD
# Nikolaus Joachim Marcus d'Aviano Lothringen #
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Re: Três Vassouras

MensagemBelgica [#199915] por Noëlla Zita Lothringen » 20 Abr 2020, 23:50

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Ao receber a carta de Nikolaus, esperava se tratar de algum assunto de família, talvez algum evento entre os irmãos no castelo de verão ou até mesmo na casa de algum deles, afinal, era sobre aquele era o normal durante as férias. Mas uma carta solicitando um encontro, não só com ela, mas também com Bea e algum representante da CIB? Aquilo era estranho, ainda mais quanto mencionado que deveriam conversar a respeito de Hogwarts. O que teria acontecido? As únicas informações que tinha eram provenientes de jornais bruxos, afinal, tinha estado preocupada demais durante aquele ano letivo resolvendo os problemas da própria academia francesa para dar atenção à questão da suposta névoa que se espalhava pelo castelo britânico.

– Você viu o horário? Será que ele não tinha como marcar um momento pior? – reclamou, comentando para Leta. Se é que servia de consolo, pelo menos teria o fuso horário a seu favor, mas não que isso significasse muita coisa, ainda teria que acordar bem cedo para se arrumar, durante as férias! Período que deveria ser usado para um mínimo de descanso. Mas tudo bem, depois daria uma bronca pessoalmente no irmão mais novo, por agora, apenas se contentaria com a obrigação e com a própria curiosidade, tentando imaginar o que deveria ser o motivo para aquele encontro tão incomum. – Será que ele está pensando em renunciar? – questionou para a elfa, que realmente não tinha a ideia do que estava acontecendo. – Se for o caso, acredito que Amadeo não será a única decepção para nossa mãe. – comentou, dando uma risada ao imaginar a mais velha indo até Hogwarts buscar Nikolaus pela orelha para lhe dar um sermão, cena completamente plausível.

Durante todo o intervalo até a reunião, teve que conter para não mandar nenhuma carta pedindo algum spoiler sobre o que estava acontecendo para o mais novo, ou até mesmo uma para Anne, perguntando se ela estava mais inteirada no assunto. Porém, ciente de que aquilo seria quase que fofocar, preferiu ficar quieta e representar plenamente a imagem da escola que representava, não comentando nada daquilo nem com as pessoas mais próximas. E quando finalmente chegou o momento, ainda foi um pouco relutante que se dispôs a levantar da cama que parecia especialmente confortável, ainda mais com o corpo masculino que antes lhe servia de travesseiro. Justamente para não acordar o loiro que seguiu praticamente na ponta dos pés para se arrumar, fazendo o possível para assumir um ar de seriedade, mesmo que aquelas fossem suas merecidas férias.

– Leta, pode me trazer um chá, por favor? – pediu, praticamente sussurrando. Até onde sabia, o local de encontro era um pub, ou seja, era melhor não confiar nas capacidades de desconhecidos de criarem uma maravilha com folhas de cidreira. Somente após tomar o tradicional chá e comer alguns pãezinhos que a elfa insistiu em levar que se dirigiu enfim para Hogsmeade, não deixando de julgar mais uma vez a escolha de local. Nikolaus realmente precisava de algumas dicas a respeito daquele tipo de situação, porque olha… Considerando o horário e o fato do ano letivo já ter acabado, o vilarejo estava um tanto vazio, tornando extremamente fácil a tarefa de encontrar a amiga de infância ainda na rua. – Bom dia, Bea. – cumprimentou, se aproximando com pressa para abraçar a inglesa. Graças aos cargos que ocupavam, não conseguiam se encontrar com tanta frequência, criando não só saudade, como uma série de assuntos e novidades acumuladas.

– Como você está? Sinto muito por não ter conseguido mandar muitas cartas, esse ano foi um pouco complicado. – afirmou, não deixando de sorrir, afinal, agora que podia tratar o assunto como resolvido, não possuía mais as preocupações de antes. – Acho que podemos aproveitar essa oportunidade para fazermos alguma coisa depois. – comentou, afinal, seria uma boa oportunidade, até mesmo porque se continuassem aquela conversa ali mesmo, o atraso para a reunião seria grande. E bem, antes de tudo, estavam ali por conta de Hogwarts. Que a propósito… – Se para mim a visão já está estranha, para você deve ser uma situação ainda pior. Nunca aconteceu antes, certo? – disse, referindo-se ao castelo, parcialmente encoberto pela névoa. Anne tinha sido ex-aluna da escola britânica, enquanto Noëlla apenas tinha feito algumas visitas, principalmente enquanto Kalet que comandava a instituição.

– De qualquer forma, devemos seguir logo, estou ansiosa para saber o que fez Nik me obrigar a vir aqui tão cedo. – verbalizou, não conseguindo não reclamar daquele ponto mais uma vez. E realmente esperava que o ponto de encontro fosse justificado de alguma forma, porque mentalmente já tinha enumerado dezenas de opções melhores. – Bom dia, querido irmão. Estaria melhor depois de mais algumas horas de sono, mas estou fazendo o meu melhor. – respondeu, mesclando entre o tom irônico e o simpático enquanto abraçava o mais novo. – Muito obrigada, mas no momento, meu pedido se resume a explicações. O que aconteceu para estarmos aqui agora? – questionou, referindo-se a basicamente tudo, embora apenas o assunto da reunião tivesse sido o foco da resposta de Nikolaus. Se é que poderia chamar aquilo de resposta. Porém, teria que se contentar, afinal, ainda faltava um dos convocados. De qualquer forma, estava certa a respeito da névoa, mas não que precisasse ser um gênio para descobrir aquilo.

– No meu caso, acho que é o de sempre, apenas alguns alunos aprontando, impostores tentando atrapalhar meu trabalho, o ministério vindo salvar… O de sempre. – respondeu, abrindo um sorriso divertido. Realmente não era incomum ver as escolas passando por algum tipo de problema, o que apenas tornava o cargo dos três um pouco mais desafiador do que aparentava ser. Talvez até pudesse descrever melhor a situação de Beauxbatons posteriormente, mas naquele contexto, preferiu abrir espaço para que Bea se pronunciasse, mantendo o clima mais leve da conversa até o momento em que o representante da CIB apareceu no recinto. – Bom dia, senhor. Noëlla Lothringen, prazer. – falou, dando uma versão um tanto resumida de seu nome, mais conveniente para a ocasião, já que títulos de nobreza e afins não fariam nenhuma diferença naquele contexto.

E finalmente foi o momento de acabar com sua curiosidade, porque Nikolaus preferiu iniciar a reunião de fato sem maiores rodeios. Mas convenhamos que teve que ocultar a leve indignação ao escutar a possível causa do horário marcado. Se era por privacidade, era só escolher outro lugar. Mas tudo bem, porque logo suas emoções mudaram para a surpresa ao escutar a comparação entre Hogwarts e um castelo trouxa qualquer devido à névoa. Nunca tinha visto um fenômeno daquele tipo ser capaz que cancelar magia, o que justificava as dificuldades do ministério britânico e dos próprios funcionários em lidar com o problema. A parte da entidade, no entanto, foi um pouco mais esclarecedora. Tinha um pouco de experiência com aquele tipo de caso, ainda mais depois da aparição de Carman e suas crias. E bem, caso se tratasse de algo naquele nível, Hogwarts realmente precisaria de sorte.

De todo modo, a situação de Nikolaus estava clara, ainda mais com as informações lidas. Sua escola estava praticamente inutilizável. Seria inadmissível permitir que os alunos retornassem para Hogwarts enquanto o problema da névoa não fosse resolvido, não só por questões de segurança, mas também pelo óbvio: onde já se viu uma escola de magia sem magia? Pelo menos a névoa tinha parado de se espalhar, caso contrário, até mesmo o vilarejo em que se encontravam teria que ser evacuado. Precisariam lidar então com dois problemas distintos: arrumar um jeito para extinguir a névoa e fornecer um ambiente apropriado para que os estudantes da escola britânica continuassem seus estudos em segurança enquanto o castelo continuasse impróprio. Então fez sentido a convocação de cada um ali, bem como suas possíveis contribuições.

Anteriormente, as escolas já se mostraram capazes de receber uma quantidade extra de alunos, não só em tribruxos, como também no próprio intercâmbio, ou sejam, seriam plenamente capazes de abrigar os estudantes britânicos. Agora que a questão dos Noir já havia sido resolvida, Beauxbatons mostrava-se uma opção muito mais viável do que aquele castelo enevoado. E o mesmo devia servir para Durmstrang, sem histórico de atentados recentes. Os argumentos eram concretos, as soluções possíveis, mas o pedido… Esse aí realmente foi bastante peculiar. Como assim Nikolaus conhecia elas como se fossem parte da família? Ao escutar aquelas palavras, teve que focar o olhar no suco de laranja que havia pedido para não soltar uma risada. A vontade era de perguntar se por acaso Astrid já tinha deserdado seu terceiro filho. Ou talvez se Nik esqueceu que eles, novamente, por acaso, compartilhavam o mesmo sobrenome.

– Enquanto diretora de Beauxbatons… – falou, sentindo-se obrigada a fazer uma pausa mínima para completar mentalmente “e quase membro da sua família”, o que talvez não tenha sido uma ideia muito boa. – Gostaria de dizer que será um prazer disponibilizar a academia francesa para os alunos de Hogwarts enquanto for necessário. – completou, abrindo um largo sorriso que servia para mascarar o riso que lutava para escapar. – No mais, se precisarem de qualquer outro tipo de ajuda, também estaremos dispostos a fornecer. – disse, por fim, redirecionando o olhar diretamente para o conselheiro ancião, afinal, tinha certeza que encarar Nikolaus ou Anne seria capaz de derrubar sua seriedade em segundos. E bem, considerando a gravidade da situação, o aval da Confederação poderia ser decisivo. É, talvez devesse focar realmente no suco de laranja, bebendo esse demoradamente enquanto os outros se pronunciavam para resolver o que seria de Hogwarts.
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Re: Três Vassouras

MensagemInglaterra [#200079] por Anne Beatrice Mountbatten » 23 Abr 2020, 15:09

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Para Anne Beatrice sua memória sempre foi um grande mistério. Nunca foi capaz de entender ao certo como conseguia recordar-se tão bem de histórias, datas, locais, nomes e similares, mas esquecia com um piscar de olhos que em seus discursos deveria apresentar-se como marechal e não apenas como diretora de Durmstrang ou que, eventualmente, antes de uma longa viagem, deveria encher o tanque de gasolina de sua moto, visto que estava para acabar, ou até mesmo onde havia deixado um e outro importante documento solicitado por Cameron – que, Bea suspeitava, por vezes devia julgar que ela estava fazendo de propósito para ter a chance de rir do desespero dele. Todavia, apesar destes lapsos, não negava adorar a parte boa de sua mente, tal como a forma que, por exemplo, ao ver a carta contendo o selo de Hogwarts, de imediato lhe veio a imagem cortês e discreta de Nik, diretor da escola britânica, junto de reminiscências variadas, uma vez que se conheciam desde a infância.

Sorriu com certo carinho ante as boas lembranças do belga, tanto quanto das bagunças em seus tempos na escola que este dirigia, abrindo o lacre para verificar quais seriam as novidades. Conforme as íris esverdeadas corriam pelas linhas ali escritas, logo sentiu seu semblante fechar. Nada extenso em demasia; uma carta que, diferente do que esperava, não contava sobre casualidades ou continha um interessante convite para que aproveitassem as férias, mas sim solicitava uma reunião que, pelo o que podia compreender, teria um caráter mais oficial e contaria com a presença também de Ëlla, como diretora de Beauxbatons, e um membro da Confederação Internacional dos Bruxos, mas sem grandes detalhes além destes, do dia, de uma hora nada aprazível e do local do encontro, que não era o mais conveniente. Um conjunto de pequenas luzes vermelhas que fez a loira, por um breve instante, recordar-se de matérias nada agradáveis vindas dos jornais bruxos britânicos e, ao mesmo tempo, momentos de trapalhadas pueris do príncipe em suas fraldas.

Um vislumbre fofamente caótico que, após respirar profundamente algumas vezes, quase como em meditação, a inglesa tentou manter longe de si e acrescentar algum otimismo e lógica, não apenas o impulso inicial de suas emoções. Algo não tão impossível, afinal, sabia muito bem o quanto jornais tendiam a serem exagerados – qual era a chance de existir uma névoa que sumisse com a magia? Parecia até mesmo algo saído de um conto de fadas – e que, além disso, Nik era um homem adulto que já carregava a alcunha de diretor havia tanto tempo que devia saber o que estava fazendo. Assim sendo, Bea concluiu que devia ser outra a razão daquele encontro. Algo que não fosse exatamente focada na situação da escola de magia em si; talvez uma proposta envolvendo as três escolas europeias ou algum tipo de dinâmica acerca dos funcionários e/ou alunos ou alguma proposta de oportunidades aos ex-alunos junto à C.I.B., enfim, muitas opções possíveis. Não tinha que pensar que era sobre Hogwarts.

Mas era.

Enquanto, tempos depois, se aproximava da região de Hogsmead, pôde sentir algo de estranho no ar, um pressentimento difícil de explicar, tanto quanto ver a silhueta do castelo ao longe, parcialmente encoberta de um modo que, considerando tratar-se da Grã-Bretanha, poderia ser até normal. No entanto, no momento em que estacionou sua moto em um local mais próximo do vilarejo bruxo, tirou o capacete, girou o rosto na direção do castelo e viu nada além de uma densa névoa que ocultavas as altas torres e a silhueta inconfundível de Hogwarts, soube que ali havia um real problema e que era por ele que ali estava. Fitou ao estado de sua escola do coração com certo choque, lentamente estreitando os olhos, ao mesmo tempo que sua mente se recordava das inúmeras peças que, quando eram crianças, Kalet pregava no pequeno Nik e que Anne Beatrice, mesmo que na época achasse errado por parte do amigo, naquele momento se sentia muito tentada a rememorar de forma prática.

“COMO, Nikolaus Joachim, você foi capaz de permitir que algo assim acontecesse? COMO?
– sibilou a inglesa em um tom ferino, encarando com descrença à situação enquanto tentava recordar-se de alguma coisa similar na história bruxa, sem grandes sucessos. Fechou os olhos, privando-se daquela visão incômoda, e respirou fundo algumas vezes antes de deixar o capacete sobre o veículo. Encantou o conjunto para evitar um eventual furto – duvidava que fosse acontecer, mas se havia aprendido algo em seus anos como diretora de Durmstrang, era que todo o cuidado era pouco. Com um giro de varinha ajeitou as vestes sociais que trajava, colocou a capa que deixara dobrada mais atrás, guardando o item mágico enquanto avançava na direção de Hogsmead. Seu olhar corria as construções bruxas que há tantos anos não visitava, mas que pareciam pouco ter mudado, mesmo após o ataque que ali havia acontecido anos antes. Aspirou o ar familiar, satisfeita, de repente ouvindo uma voz que a fez girar e abrir um largo sorriso.

– Ëlla!
– exclamou, retribuindo o abraço de sua amiga de infância – Bom dia. – acrescentou, divertida, enquanto se separavam, escutando-a com atenção – Bem, graças às férias. – replicou, satisfeita – E não se preocupe, mesmo porque não apenas compreendo a turbulência que vem com o ano letivo, como também não é como se eu mesma houvesse sido autora de muitas cartas. – garantiu com certa casualidade, ponderando por um momento quando havia, realmente, tido tempo para parar e pensar nos amigos nos últimos meses. Deixou para lá, sorrindo com a proposta da belga – De acordo! Será ótimo colocar a conversa em dia, relembrar os velhos tempos – e procurou afastar a imagem mental de um mini-Nik sendo virado de ponta-cabeça no ar – entre outras coisas. – afirmou com um meneio de cabeça, parando no movimento para, mais uma vez, encarar o castelo, visível de onde estavam.

– É. Nunca aconteceu nada do tipo até onde eu saiba.
– replicou com um leve vindo entre as sobrancelhas, desviando o olhar – Chega a doer algo como isso. – admitiu, ainda que não soubesse ao certo se se referia a dor que ela própria sentia em ver a escola na qual havia crescido naquele estado ou a dor que tinha vontade de empregar contra o irmão mais novo da amiga. Suspirou – Tem razão. – concordou, logo erguendo de leve uma sobrancelha visto o tom e reparando em um pequeno detalhe que lhe fugira ante a animação de rever a loira – Um momento. Achei que você iria pernoitar em Hogwarts a convite de seu irmão ou algo assim. – observou, logo percebendo que não parecia o caso, o que a fez revirar os olhos e suspirar, evocando a paciência bem-humorada que os anos haviam lhe dado e a qual, junto da educação e diplomacia especialmente cultivada nos últimos anos, tentou manter, mesmo ao ver a figura do príncipe mais novo que, ao mesmo tempo em que lhe trazia muito carinho e saudade, trazia uma incrível vontade de puxar a varinha e testar feitiços.

– Nik.
– sentenciou com um sorriso, logo tendo sua mão beijada daquele modo antiquadamente elegante – Realmente, faz muito tempo que não nos vemos. Você me parece muito bem. – comentou sorrindo e, com algum custo, guardando para si um “diferentemente de Hogwarts”. Crispou os lábios por um breve segundo, limitando-se a acompanhar enquanto os irmãos se cumprimentavam antes que se sentassem. Com a questão de Nik, apenas assentiu, incerta se erguer a voz a faria dizer em excesso, logo ouvindo a amiga de infância pronunciar-se, indo direto ao ponto e recebendo uma resposta, no mínimo... – ...Surpreendente. – observou com um quê de sarcasmo ante a resposta do loiro sobre a razão da reunião, agradecendo mentalmente que ele teve o bom senso de chamar alguém, o que deu tempo para que Bea apenas inspirasse e expirasse com toda a calma possível.

– Não muitas.
– considerou após a fala de sua amiga, ponderando até que ponto poderia ou não comentar dos acontecimentos de Durmstrang – Lidar com distintos e exigentes senhores, encontrar no flagra os jovens amnésicos que esquecem de estar em um instituto de normas rígidas, ter a visão da minha adolescência enevoada... Nada de notável. – replicou com um leve erguer de sobrancelha, mas em um tom de brincadeira, tentando trazer algum humor à situação, visto que a alternativa não era das melhores – Mas... E como está a sua vida à parte de Hogwarts? – emendou, sorrindo – Encontrou uma potencial cunhadinha para a Ëlla? – acrescentou, sem rodeios, a fim de quebrar um pouco a linha do momento e diminuir as chances de pensar em excesso sobre a situação de Hogwarts. Uma conversa casual que ajudou a preencher o breve tempo até a chegada do conselheiro ancião. As íris esverdeadas fitaram ao distinto bruxo, quase aliviada ao ter a impressão de que, ao menos, não havia ali um aspecto similar aos “anciões” com as quais usualmente precisava lidar.

– Bom dia e muito prazer. Anne Beatrice Mountbatten, diretora de Durmstrang.
– sentenciou, cumprimentando-o com cortesia simpática, usual para ocasiões como aquela, ajeitando-se novamente em seu lugar e preparando-se mentalmente para qualquer que fosse a explicação que viria com a chegada do representante da confederação. De fato, como garantido pelo belga, este não demorou a dar início à reunião, explicando sobre ela em si e, então, a situação da escola britânica. Um relato que fez com que Bea sentisse sua face pesar em seriedade enquanto escutava à narrativa de Nik, verificando por um momento a pasta que lhe era entregue. Seu olhar percorreu as linhas de relatos, por vezes pausando para ler mais uma vez algo que lhe parecera fora do lugar, sentindo um vinco formar-se entre suas sobrancelhas ante tudo o que era ali descrito, seguido da explicação complementar do jovem diretor, a qual claramente demonstrava inúmeros pontos ainda desconhecidos acerca do caso.

Fechou a pasta, observando Nikolaus, ciente de que aquilo era ainda pior do que havia imaginado de início. Afinal, quando havia lido sobre a ausência da magia, que por si só era algo inusitado, julgara tratar-se de algo pontual e até mesmo inconstante, não absoluto como era descrito e, mais que isso, a ponto de fazer com que Hogwarts se tornasse apenas mais um dos inúmeros castelos trouxas que existia ao longo da Grã-Bretanha. Aliás, o que era uma escola de magia sem, justamente, a magia? Nada. Algo que, após consultar rapidamente os arquivos entregues, a fim de averiguar uma data que havia tido a impressão de ver, fez a inglesa questionar-se como Nikolaus e seus funcionários haviam conseguido manter os alunos lá dentro por mais de meio ano sob circunstâncias como aquela? Além disso, como teria sido a reação dos jovens que ali frequentavam, especialmente os que se encontravam em seus anos finais?

Piscou por um instante mais longo, buscando afastar as preocupações e questões que, talvez, estivessem respondidas naquela pasta que Nik entregara, erguendo as pálpebras para fitar ao belga, que prosseguia em suas explicações, citando aspectos mais ou menos familiares a Bea, dado os conhecimentos que, desde seu ingresso em Durmstrang, passara a aprender sobre rituais e o oculto. Pontos que, sem dúvidas, ajudavam a entender o porquê da dificuldade. Sorveu um gole de seu chá. Não que sua vontade de jogar o amigo no lago negro por não ter protegido adequadamente Hogwarts ou ter permitido chegar ao ponto que havia chegado houvesse diminuído em muito, mas, então, ao menos compreendia que apesar do absurdo da situação, uma vez que até mesmo o ministério local havia sido envolvido e ninguém havia encontrado uma real solução ao problema até o momento, aquilo tudo era algo que estava bastante além do controle do loiro e não era culpa dele, exceto se houvesse sido ele o tal diretor que colocara a caixa em Hogwarts – e neste caso, teriam sérios problemas.

Abandonou aquela consideração, tão logo ouviu a palavra “ajuda” que, então, parecia ser de fato o motivo daquele encontro. Escutou atenta os dizeres do mais novo e, ao ouvi-lo dizer que conhecia “as duas diretoras como membros” de sua família, foi obrigada a sorver mais um gole de seu chá, enquanto seu olhar caía sobre a face de Noëlla. Porque por mais que a frase se aplicasse bem a ela, Bea, não era coerente no caso da diretora de Beauxbatons, que não se tratava de alguém “como um membro”, mas, de fato, um membro. Desviou o olhar e abriu a pasta para ocupar-se e não rir, visto que a amiga visivelmente estava se contendo para tanto – ou tentando achar no suco de laranja onde havia ido parar seu parentesco com Nik, o que seria altamente válido e compreensível. Engoliu junto de mais um gole de chá o que restava da vontade de rir, depositando o recipiente sobre a mesa, ao mesmo tempo em ouvia a amiga de infância erguer a voz em uma réplica educada ao pedido do irmão, dando o tempo necessário para que a inglesa se recompusesse.

– Falando como Anne Beatrice e ex-aluna de Hogwarts, eu repetiria as palavras da Srta. Lothringen com todo o prazer.
– sentenciou com seriedade profissional – Todavia, como diretora do Instituto Durmstrang, considerando o contexto apresentado, não nego que tenho diversos pontos de preocupação, os quais teríamos que discutir e alinhar visto a diferença considerável existente entre o ensino das duas escolas. – pontuou, analítica – Além disso, creio que devido à situação atual, apenas minha palavra seria insuficiente, sendo necessária uma solicitação formal junto ao órgão estudantil russo, responsável por Durmstrang. Uma solicitação consistente, por assim dizer. – disse, evitando a vontade de desviar o olhar do amigo para o membro da C.I.B. – – Contudo, uma vez que consigamos resolver estes pontos e considerando os anos de aliança entre as escolas da Europa, creio que não há problema em dizer que em vista desta emergência, os alunos de Hogwarts são bem-vindos e Durmstrang estará disposto a ofertar qualquer outro auxílio necessário. – enunciou com clareza, ainda que pudesse claramente ouvir protestos, fossem verbais ou visuais, tanto de funcionários... como dos próprios alunos que viriam de Hogwarts.


Off: Zoado e não revisado, mas aí estamos. <3

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Re: Três Vassouras

MensagemAfrica do Sul [#200752] por Majid Taj Ezekwesili » 01 Mai 2020, 17:27

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    A manhã daquele dia chegara, e com ela, notícias que desagradariam qualquer observador mais astuto. Os jornais trouxas estampavam o cenário nebuloso que se formava ao redor do mundo livre, o que fazia aumentar a tensão em níveis já vistos anteriormente em épocas desoladoras da humanidade. Os olhos escuros varreram o jornal trouxa tão rápido que não pode absorver por completo as informações que o texto trazia consigo, mas não era preciso, pois o que interessava Majid estava muito bem esclarecido no título. Sentado em seu escritório o homem analisava as informações que recebia da central de inteligência e as unia com o que acabara de ler. Apesar dos dados, ainda era muito cedo para levantar qualquer hipótese, de tal maneira que suas preocupações se baseavam em meras especulações, de maneira que ele não poderia convocar uma reunião do conselho para tratar de insinuações de tempos de terror, portanto, por hora resolvera deixar o caso quieto.

    O conselheiro guardou os exemplares midiáticos de povo trouxa e o armazenara na gaveta da mesa, pois talvez fossem úteis futuramente. Antes mesmo que pudesse fechar a gaveta, dois toques na porta o chamou a atenção. – Entre! A porta está aberta. – Rapidamente respondeu, permitindo a entrada de um jovem rapaz que prontamente o alertou acerca de seus compromissos para o dia, dentre eles uma reunião com os diretores das escolas mágicas europeias, pelo menos três delas. Ezekwesili agradeceu a lembrança, apesar de ainda não precisar ser lembrado a cada hora do que ele precisava fazer. Era estranho ser convidado para reunir-se com os chefes de instituições, uma vez que os ministérios locais possuem essa autonomia mais que bem esclarecida e, caso estes falhassem havia ainda a Secretaria Internacional da Educação que – acreditava ele – prontamente atenderia qualquer demanda educacional. Diante da situação só poderia ser algo bem mais complicado que uma simples necessidade escolar, talvez algo mais sério que estaria colocando em risco a vida dos estudantes. Ou poderia não ser nada de importante, o que era uma pena, pois ele adorava uma boa teoria de destruição.

    Bom! Sendo um desastre educacional ou uma simples conversa formal ele se faria presente, afinal não poderia perder a oportunidade de conhecer aqueles que propagam o conhecimento para o futuro da comunidade mágica. Antes, porém, tratou de enviar uma coruja à Comissão de Segurança para investigar umas informações, um simples favor para um velho amigo do chefe, em seguida, ele aparatou para Hogsmeade. O vilarejo unicamente mágico da Grã-Bretanha era realmente muito bonito, e apesar de Majid já ter ouvido diversas maravilhas sobre a cerveja amanteigada e os doces dali ele nunca tivera o real prazer de estar naquele lugar, até aquele dia. O ambiente estava muito calmo, talvez a maior movimentação ocorresse com a presença dos estudantes, mas foi graças à pouca agitação que ele conseguiu andar pelo meio da ruelas de onde pode ter uma visão privilegiada do castelo de Hogwarts, uma beleza de certo, exceto pela névoa que o encobria, uma situação que parecia fugir do normal, talvez justificando sua presença naquela reunião.

    Após dar uma boa admirada no castelo da escola inglesa, o homem retornou a sua procura pelo local de onde a reunião ocorreria. Aparentemente os ingleses tinha uma estranha cultura de marcar encontros importantes em pubs e bares, algo que Majid estranhou, mas não criticou, afinal com a pouca movimentação parecia ser bem tranquilo reunir-se em um bar chamado três vassouras. – Belo nome. – Em voz alta admirou a fachada do local esquecendo-se que tinha hora marcada. Por vezes, os atrasos do homem eram tidos como relapsos, mas a verdade era que coisas interessantes mereciam ser apreciadas. O problema era que para ele tudo era interessante. Entrou no ambiente quando percebeu que não havia mais nada ali para ser visto e apreciar. Assim que entrou, percebeu um homem jovem vindo ao seu encontro. Ficou espantado quando descobrira de quem se tratava, pois sempre imaginou os diretores das escolas como sendo senhores já de idade. Saudou o jovem com um aperto de mãos e respondeu ao seu questionamento. – Sim, eu mesmo. Majid Taj Ezekwesili. – Acompanhou o mais novo até o local orientado e lá teve mais uma surpresa.

    Hogwarts, Durmstrang e Beauxbatons tinham diretores muito novos e a dizer pelos índices educacionais tratava-se de jovens muito competentes. – O prazer é todo meu senhorias! – Cumprimentou as duas mulheres de maneira mais gentil e formal possível, principalmente por saber que se tratava das responsáveis de instituições que prezavam pela etiqueta e formalidade. Assim que se sentou, aproveitou para pedir uma água, pois devido a idade a boca ficava seca com um simples bom dia. Posteriormente destinou sua atenção ao chefe de Hogwarts que sem delongas começara justificar o motivo de estarem ali. Não houve surpresa de sua parte quando sua hipótese da névoa estava correta, apenas não compreendia como algo mágico podia anular magia. Agarrou uma das pastas e imediatamente a abriu para verificar a qual conclusão o ministério inglês havia chegou, e pelo pouco que conseguira ler antes de precisar voltar a atenção para a conversa, a situação parecia ser bem mais dramática do que ele imaginara. Com as novas informações dadas por Nikolaus mais dúvidas iam surgindo, a principal era como a tal entidade conseguira escapar de seu aprisionamento, talvez com a ajudar de mãos humanas, era algo que precisava ser considerado.

    O diretor revelou ainda a que nível a névoa justificando seu pedido seguinte. Aparentemente naquele ano Hogwarts teriam um ano muito ruim, principalmente por ter que enviar seus alunos para as outras duas escolas. Como era de se esperar tanto Durmstrang e Beauxbatons aceitaram a tarefa de acolher os jovens da escola inglesa, o que por si só já desencadearia uma série de trabalhos para deixar tudo pronto, mas isso não cabia ao conselheiro da Confederação se preocupar. Seu designo era definir alguém competente que pudesse ajudar Hogwarts, afinal nem mesmo o ministério local conseguir resolver, então ele não poderia mandar qualquer um. Talvez Westhuizen pudessem ajudar, mas ele não poderia pedir para um chefe de comissão largar seu posto para resolver uma situação desta. Após pensar alguns segundos veio um nome em sua mente que, de certo, provocaria reboliços na Comissão de Segurança, mas em seu auge Babylas Neveu fora o melhor, e apesar de seus quase noventa anos ele parecia ser bastante útil ainda. – No que concerne o pedido de ajuda à Confederação, estamos dispostos a ajudar no que for preciso, mas acredito que eu não precisarei enviar uma comissão inteira para Hogwarts, apenas um homem será suficiente. – Sentenciou, apesar de achar que sua indicação talvez não fosse a melhor. – Enviarei uma coruja a ele hoje ainda pedindo que entre em contato com você com urgência. – Estava certo de Neveu aceitaria.



    Off: Me desculpem a demora, mas tenho problemas em escrever com personagens novos.
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Majid Taj Ezekwesili
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Re: Três Vassouras

MensagemEstados Unidos [#200893] por Beverly C. Harrison » 02 Mai 2020, 22:49

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Já fazia um pouco mais de um ano desde a morte de sua mãe e ela nunca achou que fosse sentir tanta falta como naquele verão fazia de tudo para sair de casa, seu pai estava mais perdido do que nunca Charlie se recusava a sair do quarto a não ser que fosse para comer, então quem tentava cuidar do pequeno James era ela e a empregada da casa. James demonstrou seus dons mágicos alguns dias depois de seu nascimento fazendo o mobile de seu berço flutuar até o teto. O bebe no entanto parecia bipolar. Quando Beverly o deixou sozinho no gramado do quintal ele colocou fogo em volta de um pobre formigueiro porque uma formiga havia picado seu braço. Ela sabia qudr não era normal demonstrar magia tão cedo e isso também a assustava mas ela não podia contar ao seu pai.Ela entrou no quarto do bebe para verificar se tudo estava bem antes de encontrar sua tia Vicky na sala de visitas. James brincava com seus brinquedos sentado no chão fazendo-os rodar em volta de sua cabeça uma brincadeira da qual ele aparentemente gostava muito ele os rodava até perder a paciencia e atirava na porta.-Tchau pai! To indo James ta no quarto brincando, quando eu voltar conserto os brinquedos, enquanto isso a Rachel ta avisada que eu to saindo então se precisar é só a chamar.-Avisava ela enquanto descia as escadas da mansão até a sala de visitas.

Vicky não andava das melhores também desde que havia perdido sua irmã ela não estava conseguindo lidar muito bem com tudo e também evitava ficar em casa. Naquele dia Beverly tinha sido convidada para ir a Hogsmead junto da tia e ela nunca agradedeceu tanto um convite de sua tia. Além de sua mãe também havia perdido Vicenzo, sem mencionar os dois anos perdidos na escola. Precisava de uma pausa de sua casa.
- Pronta mocinha?-Beverly segurou a mão de sua tia e a sensação de enjoo da chave de portal invadiu seu corpo, mas não demorou muito a passar quando seus pés tocaram o chão de Hogsmead.-Então o que pretende fazer?-Vicky tinha olheiras horriveis sem mencionar que lhe faltava vida. Já não era mais a mulher a qual ela sempre admirou. Perder a irmã acabou com ela.-Acho que vou dar uma passada na dedos de mel e depois no três vassouras.- Soltou a mão de sua tia e foi até a dedos de mel procurar um doce para comer enquanto afogava as mágoas no tres vassouras. E la estavam eles os sapos de chocolate. Pegou alguns da prateleira e correu até o caixa.

Chegando ao tres vassouras sentou numa mesa um pouco mais distante das outras e pediu uma cerveja amanteigada assim como sempre fazia quando visitava o vilarejo durante o período escolar. Tirou um medalhão da bolsa e o abriu nele tinha uma foto de Vicenzo e do outro uma de sua mãe. Ela respirou fundo e permitiu-se derrubar todas as lágrimas ainda contidas.

Era dificil segurar os soluços e no fundo ela nem mesmo queria.Precisava chorar. Só parou quando um homem desconhecido se sentou na mesa ao lado e lhe pergunto se estava tudo bem parecendo meio desconfiado. Ela empurrou as caixas de chocolate um pouco para frente limpou a ultima lagrima com as costas da mão e com a outra arrumou uma mecha de cabelo atrás da orelh, antes de encarar o estranho ao seu lado seus grandes olhos azuis deviam estar extremamente inchados e vermelhos.
- Só alguns problemas faniliares-Disse a garota com um sorriso timido e um tanto sem graça. Sua mãe sempre lhe disse para não falar com estranho, mas aquele não lhe inspirava medo. Pelo contrário sua intuição dizia que ele talvez pudesse lhe ajudar.
Editado pela última vez por Beverly C. Harrison em 22 Mai 2020, 09:20, em um total de 2 vezes.
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Beverly C. Harrison
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