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MensagemReino Unido [#138907] por Duque de Paus » 14 Set 2014, 12:49

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Se você passar pelo vilarejo de Hogsmeade, uma das paradas obrigatórias é a lojinha de doces mais conhecia por Dedosdemel. Por fora não se imagina quão imensa é por dentro, cheia de luzes coloridas, com ladrilhos de todas as cores e talhada com detalhes em ouro que refletem pela iluminação. As atendentes são sempre simpáticas, alegres e animadas, e a preferida dos clientes chama-se Madison. É uma parada obrigatória para todos os apaixonados pelos mais variados tipos de doces mágicos; feijõezinhos de todos os sabores, tabletes de nugá, caramelos cor de mel, sorvetes de coco cor de rosa, centenas de bombons dos mais variados sabores encontram-se em fileiras muito bem organizadas, seguidas dos conhecidos doces de “efeitos especiais” como Diabinhos negros de pimentas (faz soprar fogo), Sapos de creme de menta (faz a barriga saltar) e chicles de baba e bolas (forma bolhas azuis). E muitos mais são encontrados nesta loja, onde cada pedacinho descoberto é um novo doce conhecido tanto por jovens como adultos que freqüentam a loja, sempre ávidos por um pouco mais de açúcar na vida.


CLIQUE AQUI PARA ENTRAR NA LOJA!
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Re: Honeydukes [Dedosdemel]

MensagemInglaterra [#142859] por Lola Rousseou » 07 Jan 2015, 15:03

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Com os cabelos divididos de ambos os lados, ela os amarrou com duas xuxas, de modo que ficou com dois coques no cabelo, mas baixos, adorava usar os cabelos daquele jeito, lembrava sua mãe e, ela sabia que era mais fácil do que as tranças elaboradas das suas colegas de quarto. – Lola, você vem com a gente? – Roxy entrou no quarto com seu jeans e camiseta de mangas longas pulando animada, o motivo era visita ao povoado, sabíamos mais do que ninguém que eram muito especiais, não era todos os anos que liberavam as visitas e naquele ano, graças a Merlim, ela poderia ir. Só lembrava de um das lojas, dedos de mel, que havia ido com os pais no anterior para passear e não via a hora de voltar. – Claro que sim, só vou terminar de me vestir. – Respondendo baixo para a colega, Lola terminou seu cabelo e então ficou de pé para se arrumar.

Usando basicamente as mesmas roupas que Roxy, mas acrescentou luvas e um cachecol, estava frio, mesmo com os resquícios de inverno. Optou por suas botas de cano longo e baixas ao invés da sapatilha, mas não pode aproveitar muito sua visão no espelho, já que ouviu o grito de Ken da escada perto da porta do dormitório. – LOLA! ANDA LOGO! – Ele tinha razão, os alunos iriam se atrasar caso dela demorasse mais e tudo porque tinha acordado um pouco mais tarde do que o usual. Era fim de semana e gostava de dormir, mas naquele dia tinha sido demais. – To indo! To indo! – Gritou de volta, logo depois de pegar seu dinheiro no malão e colocar no bolso traseiro do jeans.

Cheguei! – Abriu seu melhor sorriso para Ken quando apareceu na sala comunal e corou quando ele retribuiu, mas não pode deixar de notar o olhar de Roxy que, meio segundo depois, a puxou pelo buraco da parede na direção da porta. – Lola, o que ta rolando entre você e o Ken? Porque aquele sorrisinho todo? – Ela perguntou como se estivesse pesquisando alguma coisa que não entendia e deixou Lola ainda mais nervosa, vermelha e com os olhos arregalados. – Nada Roxy! Somos... só... amigos! – Lola respondeu, mesmo sem saber como. – Ele é.. legal. – Foi tudo que conseguiu sair da boca e, depois ouviu a amiga rir. – Ok então. – Concluindo, ambas saíram pela porta da frente na direção do povoado.

Vai na frente, já te encontro. - Com a voz mais alta, devido ao barulho que vinha dos alunos pelas ruas, Roxy saiu na direção da Zonkos e Lola foi para a dedosdemel. Não via a hora de colocar algo doce na boca e finalmente relaxar, estava com abstinência de chocolate a semanas, desde que seu estoque havia acabado e estava esperando para comprar desde então. Quando chegou a porta movimentada, ela parou atrás de um garotinho, pouco menor que ela, que parecia indeciso entre entrar ou ficar ali olhando todo mundo, o problema é que ele estava bem no meio da passagem e, por estar de costas, a morena não conseguia identifica-lo, com um esforcinho, ela se espremeu na lateral da porta para olha-lo.

Sua intenção era pedir que entrasse ou desse licença, mas ao reconhecer abriu um enorme sorriso pra ele. Era May. O conhecia das aulas e do inicio do ano, havia entrado para a corvinal e era um menino muito fofo, na concepção da morena. – Você falou alguma coisa? – Ela o olhou com mais interesse, sem perder o sorriso. May parecia perdido e corou um pouco pela forma de interação. Ela sabia como ele se sentia, chegar ali sem conhecer ninguém era complicado, mas nada que o tempo não ajudasse. – Eu sou a Lola, você é o May não é?. O conheço das aulas. – Comentou, pouco antes de pegar na mão dele e o puxar da porta na direção da janela interna da dedosdemel, ali tinha um sofazinho onde os alunos sentavam pra comer, apesar de ter alguns alunos lá, ela sabia que ele caberia no espaço que tinha. – É melhor sair da porta ou pode ser atropelado. Sente aqui, eu compro alguns doces pra nós. – Lola era sempre gentil, ainda mais com quem ela via que merecia. May a cativava desde o inicio do ano, mas nunca tivera uma oportunidade de fazer amizade. Bom, até aquele dia. Dando as costas, ela começou a enfrentar a fila para a prateleira de goloseimas.


With: May Eastewood. <3
Notes: Teka, sua linda, espero que goste! *-*
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Re: Honeydukes [Dedosdemel]

MensagemInglaterra [#142862] por May Eastwood » 07 Jan 2015, 15:18

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    O primeiro final de semana demarcou um momento relaxante. Como Hogwarts tinha iniciado suas aulas no dia seguinte ao jantar, May sentia-se muito entusiasmado para saber tudo de todas as matérias, então se presume que passou o dia todo na biblioteca – e essa ideia esta correta. A primeira vez que viu o local surpreendeu-se com todos os volumes em todas as prateleiras empoeiradas, bem como em toda a magia que o castelo expelia. Soube por alto da seção proibida, e depois de um pouco de coragem, resolveu passar por perto só para verificar se era isso mesmo. De fato era muito surreal, quase como um sonho... Além de totalmente histórico. Sim, pois o castelo em si respirava história.

    Mas a biblioteca foi sua segunda casa. A Corvinal, ou, melhor dizendo, o salão comunal que esta possuía era simpático. Tinha aprendido a gostar de ficar lá depois dos três primeiros dias, mas após isso percebeu que encontros com os irmãos podiam ocorrer. June basicamente o ignorava – e por vezes esquecia que era o seu irmão -; July era sempre muito simpatica e perguntava se precisava de algo, ou que sua mãe mandou alguma coisa; September, por sua vez, sempre que podia encostava-se ao irmão caçula para ditar regras de conduta, bem como impor seu conhecimento perante o mais novo. Ele gostava... No começo. Depois disso passou a entender que aquela atitude era um pouco desgostosa. Ainda que o admirasse veementemente, pois, para May, September era como um exemplo a se seguir.

    Então logo se compreende que a primeira semana rendeu muita confusão para ele - e ainda estava no período de adaptação. May, ao lado de sua inesquecível amiga, agora rumavam para o primeiro final de semana em Hogsmeade, onde os veteranos arrumavam doces e artigos de traquinagem em umas de tantas lojas existentes no vilarejo. Segundo tinha lido, Hogsmeade era antiga e história por igual, mas mais recente que o castelo em si. Nela tinham sido construídos prédios que abrigavam correios, lojas, restaurantes e bares; um perfeito ponto turístico para atrair os mais novos sedentos por aventuras. Isso sem falar na lendária cerveja amanteigada. Só a ideia de provar da bebida já o deixava com água na boca.

    Os protocolos exigiam uma autorização expressa, que vinha acompanhada da carta recebida num almoço de família pelo Eastwood de maio. Com essa autorização assinada, ele poderia visitar o vilarejo, mas antes tinha que passar pelo olhar severo dos funcionários, e depois seguir em fila até o vilarejo em si. Lá a situação saia de controle. No fim do dia, segundo as orientações do inspetor, todos teriam que se encontrar quando o sino tocasse, a fim de seguir em fila novamente para a academia. Isso, claro, só no primeiro dia. Depois disso, eles teriam que se virar para lembrar o horário que os portões do castelo fechavam.

    Tão logo ingressou na fila, May já estava em uma rua cheia de crianças e adolescentes – sim, porque as crianças de onze anos classificam os maiores de 14 como adolescentes, ou seja, outra espécie -, onde cada um era por si e todos contra todos. Seus olhos ficaram vidrados com a confusão dentro de uma loja chamada Dedos-de-Mel. Aquilo não era muito comum, ainda que em sua casa confusões grandes pudessem acontecer. Engoliu em seco e deu um passo na direção da porta, olhando em volta apenas se certificando de que aquilo não era uma armadilha.

    Entra lá, seu bobo! Vai comer um daqueles doces e se diverte! Faz novos amigos! Você tá precisando...”. May parecia reclamar demais dentro de sua cabeça, e parecia mais excitada que ele para fazer essas coisas. Para o corvino era diferente; para ele era como se fosse uma prova do tribruxo com lulas gigantes – que ele soube existir no lago da escola -, ou algo muito similar.

    Eu vou entrar... Só preciso ganhar coragem. Não gosto de aglomerações. – Comentou baixo e virou o rosto ligeiramente para o lado, sem perceber que ao seu lado existia uma menina do segundo ano, que ele tinha visto vez ou outra nas aulas. Ela parecia olhá-lo como quem não entendia o que ele tinha dito. Aquilo o fez engolir em seco. Ainda mais porque ela era bonita. E pessoas bonitas faziam borboletas voarem em seu estômago. – Nã...ão, moça. Estava... Falando sozinho... E.

    Mas antes mesmo que pudesse evitar, seu rosto ficou completamente avermelhado, e ele ficou extremamente sem jeito no meio da porta de entrada de uma das lojas mais movimentadas. Mal sentiu o toque e seu corpo foi puxado para perto, de forma a se sentar em um estofado que ele não reparou existir ali. Sorriu, sem jeito, depois voltou a encarar os joelhos num ato típico de sua pessoa. Em contra partida, a amiga mental o questionava sobre quando teria realmente coragem de olhar as pessoas nos olhos e oferecer um sorriso, nem que fosse para ser gentil.

    Hm.. Sim, sou May. – Ainda sem jeito por ser reconhecido. – Não prec...

    Contudo, antes das palavras saltarem sua boca, ele a viu seguir para a fila de alunos famintos por açúcar, alguns os quais ele reconheceu das vezes que andava perdido pelos corredores do castelo. Engoliu em seco e recuou o medo para dentro de seu âmago, respirando fundo antes de se erguer para encontra-la. Não percebeu que seu ato, por mais inocente que fosse, talvez causasse revolta nos alunos que tinham chego depois da morena, de forma que parecesse que ele furava a fila para comprar mais rápido. Enfiou a mão no bolso, a procura de sicles ou nuques, algo que pudesse contribuir para a compra, e acabou se deparando com três dos de bronze e um de prata, o resto de sua mesada.

    Lola? – Perguntou, já próximo da menina. – Aqui está.

    E, sem jeito, estendeu a pequena mão com as moedas, esperando que ela não se ofendesse pela insistência em ajuda-la com a despesa.


    Off. Saudade desse May inocente que não vejo há alguns posts. OUASDHSOUDHSADHO Maldita May! Mas aí está!
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Re: Honeydukes [Dedosdemel]

MensagemInglaterra [#143179] por Lola Rousseou » 11 Jan 2015, 21:54

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Com as mãos nos bolsos do casaco, Lola tinha o corpo espremido pelos alunos mais velhos que estavam na fila e, aos poucos, ela ia se aproximando cada vez mais do balcão, e logo depois teria que chamar May para saber quais doces ele iria querer. No entanto, antes que pudesse virar, Ken a abordou novamente na fila. Ele parecia estar sempre próximo quando ela menos esperava. - Lola, aproveita que esta na fila e compre alguns doces pra mim. Vai demorar muito se eu for lá pra trás.. - A voz baixa e quase chorosa do corvino fez a morena rir e logo depois, aqueles momentos com ele eram impagáveis, claro.

Bom, você esta, tecnicamente, furando a fila, meu rapaz. - Apesar da voz divertida e da sobrancelha erguida, o menino a levou a sério e fez um biquinho assustado, ironico, que levou Lola a gargalhar mais alto. - Relaxa Ken, eu compro sim. Quais vai querer? - Um grito de satisfação escapou da garganta dele, pouco antes de sorrir e entregar algumas moedas a morena. - Eu quero balinhas de coma, algumas pra mascar e, claro, uma boa quantidade de pirulitos. - A cada palavra, ela não conseguia esconder a risadinha baixa, ele era mesmo uma figura impagável, no entanto, nada mais a faria estar bem. Lola adorava o amigo e, desde que Meg havia ido embora, ele era a unica pessoa que ela tinha.

Olha só, parece que você tem um admirador envergonhado. - A voz de Ken era divertida, mas logo que Lola virou o rosto e notou quem era, abriu o seu melhor sorriso para May. era um garoto encantador. - Ken, vai lá pra fora. Eu te entrego os doces depois! - Lola parecia mais séria, tudo que menos queria era deixa o pobre May desconfortável na presença do amigo mais velho. Ele era um pouco chato, na grande maioria das vezes, e a morena detestaria que fosse a primeira impressão de May dos amigos dela. Um pouco relutante, Ken saiu, e então Lola voltou sua atenção a May para receber as moedas dele, o que ela não pode deixar de fazer. - Obrigada May, mas eu poderia pagar. Você não quer guardar seu dinheiro pra comprar doces depois? - baixando um pouco a cabeça, ele fitou os olhos do menino por mais algum tempo, esperando deixa-lo mais a vontade, ignorando o falatórios dos alunos atrás dela na fila, que achavam que o pequeno iria furar a fila.


With: May *-*
Notes: Ficou mega ruinzão, sorry! .snif
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Re: Honeydukes [Dedosdemel]

MensagemInglaterra [#143589] por May Eastwood » 19 Jan 2015, 17:48

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    Certamente ela acha que somos pobres. Olha a cara de dó no rosto dela! Mas, apesar da voz em sua mente certamente aprovar que a intenção da menina era embaraça-lo, o garoto só via um rosto bonito, olhos amendoados e cabelos negros e sedosos, além das bochechas salientes levemente rosadas, contrastando com a pele aparentemente macia. Lola era bonita e gentil, era isso o que ele pensava, de modo que afastasse os insultos que a outra despejava em cima da segundanista. Ele não reparou muito bem no amigo que fez um comentário levemente sarcástico e brincalhão, ao passo que a outra, em sua mente, não deixou passar. Era óbvio que May tinha problemas com a nova companhia que o primeiranista tinha arranjado para si. Engolindo seco, desviou os olhos dos dela, tímido e sem jeito.

    Não, tudo bem. – Forçou o tom de voz para que saísse mais alto do que o costume. – Aliás, eu nunca vi na Dedosdemel antes, então... Eu tenho dinheiro no meu cofre em formato de dragão.

    Um comentário desnecessário para muitos, embaraçoso para outros; para ele e sua ingenuidade era apenas uma forma de mostrar a ela que tinha certeza com relação ao ato feito. Deixou a moeda cair na palma de sua mão macia, evitando, ao máximo, o contato direto com a pele da menina, já que certamente seu rosto ficaria mais rubro do que a cor da grifinória. Em contra partida, a amiga desaprovava veementemente a utilização daquele dinheiro, afinal tinham o plano de juntar a mesada para comprar Hogwarts e fazer da escola um reino isolado e bloqueado para viajantes, reforçando os feitiços de proteção existentes nas muralhas – isso, claro, ela confabulou sozinha, sem a necessidade da aprovação do outro.

    O que é aquilo?

    Seu dedo apontou para um amontoado acastanhado que parecia se remexer para lá e para cá, ansiosos para saltar dos potes de vidro que o prendiam. Forçando a vista, constatou que eram baratas em cachos, muito parecidas com uvas só que amarronzadas e estranhas. Engoliu em seco, se lembrando das coisas que June falava na mesa durante as refeições de família, sem saber que eram fatos. Afastou o rosto rapidamente, observando os caramelos e as coisas coloridas. Nunca provou qualquer doce daquele porque, quando eram trazidos pelos estudantes até a casa, não sobravam para ele. Os pequenos tinham preferência sempre, segundo sua mãe. “Só para se assegurar que não comerá besteiras, peça aquilo que ela pedir...

    Eu só comi feijõezinhos de todos os sabores e sapos de chocolate. – Comentou leviamente. – Quais são seus doces preferidos daqui?


        INFORMAÇÕES
        Tags: June Eastwood, Hellen Eastwood, Ken (amigo de Lola), Lola Rousseou.
        Interação: Lola Rousseou.
        Extras: Desdevendo todo mundo! \o/
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Re: Honeydukes [Dedosdemel]

MensagemRussia [#143738] por Natasha Novoselova » 22 Jan 2015, 22:58

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Mania de perseguição.
Parte I


Só tinha ido ali uma vez, quando era criança em uma visita de sua família a Hogsmeade, mas achava que tinha algo mágico naquela loja de doces. Lembrava pouco dos doces de lá, mas se lembrava como tinha sido um dia feliz, a sensação boa ao poder escolher alguns doces, a felicidade ao devorá-los um a um. Entrou na loja e sorriu um tanto, maravilhando-se com a visão de tantas opções de doces. Antes de entrar ali estava num péssimo humor, mas nesse momento não fazia mais sentido aquela irritação. Começou a pegar um de cada. Sentia-se como uma criança indo numa loja dessas pela primeira vez. Nesse momento esquecia-se do grande problema de sua vida, esquecia-se dele, esquecia-se de tudo.

Mas, como a vida era cruel, impiedosa, horrível e com certeza a odiava, andando pelo lugar esbarrou em ninguém mais, ninguém menos que Blaike. Sim, o próprio. Aquele de quem estava fugindo há dias, aquele com quem terminou. Aquele que era o pai do bebê que estava em seu ventre. Tão logo que ela esbarrou nele, sentiu ele agarrar seu braço. Observou-o com os olhos arregalados. Como poderia fugir dali? Como conseguiria se livrar dessa situação? O que ele queria dela? Todas essas perguntas rondavam sua mente no momento. Engoliu em seco ao realmente olhar para ele. Estava com uma aparência tão ruim, era de cortar o coração. - O-o que..? - O que tinha acontecido com ele? Estava tão chocada que nem conseguia perguntar. - E-eu... N-não... - Respirou fundo, ficar gaguejando daquele modo de nervoso não era nada legal. - Não sei. - Disse após se controlar um tanto. Ele estava tão perto... Queria fugir, mas queria ficar com ele para sempre também.

Não pôde evitar de ir com ele para onde ele a puxou, mas tratou de se soltar dele quando ele quis ver seu pulso, sabia a intenção dele e não queria que ele visse os cortes novos. Desde que acabou tinha feito vários, o nervoso era quase constante, precisava resolver de algum modo. Além de que perder um pouquinho de sangue não causava nada ao bebê. E então veio "A pergunta". O que poderia responder? "Então, eu terminei com você porque queria matar o seu filho". Essa seria a única verdade, mas não podia contá-la. Sentia-se nervosa, estava começando a se sentir mal. Segurou com certa força no braço dele, fechando os olhos. - Eu não estou bem. - Murmurou, sentia que podia desmaiar. Continuou segurando nele enquanto ele servia de apoio. Como podia fugir dessa situação? Tinha de passar mal bem na frente dele? Ele foi médico... E se percebesse algo? Queria sumir dali. - Preciso sair daqui. - murmurou. Estava muito nervosa mesmo no momento e não tinha lá muito o que pudesse fazer. Logo sentiu ele lhe pegar no colo, mas não protestou. Assim que sentaram em algum lugar, abriu os olhos e abraçou seu braço com força. - Não, fica aqui. - Não queria mais ficar longe dele, doía achar que tinha de se afastar por um segundo sequer. Estava perdida.


Interacting with: Blaike Zephaniah Velius
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Re: Honeydukes [Dedosdemel]

MensagemEstados Unidos [#143765] por Eden Phoenix » 23 Jan 2015, 17:39

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Mania de perseguição? Eu que o diga.
Parte I


“Por que eu estou aqui?” Se perguntava pela milésima vez, encarando com pouca vontade a enorme variedade de doces presentes naquela loja. Por mais que sua vontade fosse estar em algum bar, enchendo a cara de whisky e afins tinha um trabalho a fazer, tudo graças ao pequeno Raz que havia feito uma encomenda de doces recentemente e que ele, como um doce irmão mais velho, foi comprar tudo o que havia naquela listinha. Para falar a verdade não tinha o que reclamar daquele garotinho. O pequeno Elliot não dava trabalho algum a ele, era um garoto dedicado aos estudos e tirando pelo ocasional pedido de doces ou de bombas de bosta ele não pedia nada, nada mesmo. Fora que depois do acidente que havia sofrido achava que o garoto merecia tudo que pedia e mais. Avaliou o que tinha em uma pequena cesta, estava com basicamente tudo ali já. A essa altura estava apenas escolhendo um ou outro agrado a mais para o garoto quando sentiu aquele esbarrão.

Sua reação fora nada mais que um reflexo, segurando a pessoa por impulso para que a mesma não caísse. Foi só ai, quando olhou para a pessoa para saber se ela estava bem que notou de quem se tratava. Conheceria aquele cabelo ruivo em qualquer lugar e a qualquer hora do dia, com sol ou sem sol e até no maior breu. Queria estar com uma aparência melhor para vê-la novamente, mas num fim de semana como esses não tomava cuidado algum consigo mesmo. Tinha a barba por fazer, os olho irritados e olheiras um tanto fundas que estavam sendo criadas desde aquele dia. Também se mantinha a maior parte do tempo longe da sobriedade, o que significava um humor não muito bom pela manhã por conta de ressacas constantes, embora ultimamente ele tenha preferido não voltar ao estado sóbrio. –Tudo bem?- Se limitou a perguntar por hora, para ser esbarrado assim numa loja desse tamanho era de se esperar que a pessoa não estivesse tão bem assim, pelo menos era o que ele vinha a pensar quando se tratava dela.

Acaso? Não, isso não existe no vocabulário de um alguém que quer desesperadamente fazer com que o passado mudasse, fosse para desfazer aquela noite ou, então de uma maneira mais drástica, para fazer que a paixão nunca houvesse acontecido. Suspirou um pouco, mantendo os olhos fixo nela. –Eu perguntei se você está bem, Natasha.- Repetiu de maneira mais lenta e calma, ainda sem soltar o braço da ruiva. –Não sabe?- A puxou para algum ponto menos movimentado da loja. –Como não sabe?- Esse mistério que ela fazia em não conseguir responder servia em si como uma resposta, mas ele queria fazer com que ela dissesse. Quase queria ser cruel a ponto de faze-la dizer que precisava dele apenas para abandona-la de novo, fazer com que ela sentisse o que ele vinha passando, mas nunca poderia fazer isso. Não, isso seria se torturar e preferia se vingar amando mais ainda. Começava a virar gentilmente o pulso dela, precisava ver como estavam e em que estado se encontravam.

-Por que cortou?- Não precisava ver os pulsos da ruiva para saber que ela havia feito aquilo. A linguagem corporal dela e o fato de ela não deixar que ele os visse entregava a resposta de bandeja, quase como se pendurassem um sinal em neon que dizia ainda com um megafone que ela havia se machucado. –Você não está bem, não é Natasha?- Usava de um tom de voz sério, quase como se estivesse brigando com ela, dando bronca em uma criança teimosa e mal criada que se machucou por desobedecer o que lhe falaram. –Estava tão melhor comigo...- E ai aquela pergunta lhe voltou a mente. –Por que terminou?- Novamente segurava o braço dela, não podia deixa-la fugir novamente sem responder aquela pergunta.

-Seria melhor se você se sentasse.- Podia notar que ela estava mal, branca que nem papel. Manteve o apoio na Russa. Olhou em volta, procurando algum lugar para que ela pudesse sentar. Deixou a cesta de doce em algum balcão, -Respire fundo. Tenta relaxar.- Agora falava mais calmo, tentando auxilia-la a entrar em algum estado menos tenso, porém sem sucesso. –Certo, vamos então.- Deixou o que ela tinha em mãos naquele balcão também e simplesmente a pegou no colo, levando-a para fora e a colocando em um banco por ali. –Quer que eu te arranje água ou alguma coisa assim para beber?- Perguntou ele, embora temesse sair dali e não encontra-la quando voltasse.

-Tem certeza?- Mas não reclamou quanto aquilo. Sentou direito perto dela e suspirou um pouco, observando a menina. Preferiu se manter em silencio por hora, deslizando os dedos em meio ao cabelo dela para tentar acalma-la mais. –Sabe, não entendo o que você fez, nem o por que.- Não conseguia se manter quieto por tanto tempo assim. Tinha de entender porque ela tinha terminado. –Não me queria mais? Se... enjoou de mim ou alguma coisa assim? Eu... fiz algo de errado? Por favor, pelo amor de qualquer divindade me responde porque me largou assim, porque eu não entendo e não consigo imaginar qual motivo é, o porque de isso ter acontecido...- Desespero? Era mais que isso. Era como viver uma tortura constante tentando achar uma resposta para aquela pergunta e, mesmo assim, andar em círculos sem chegar a lugar algum.


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Interagindo com: Natasha Novoselova.
Tagged: Raz Van Grey.
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Re: Honeydukes [Dedosdemel]

MensagemRussia [#143773] por Natasha Novoselova » 23 Jan 2015, 19:26

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Mania de perseguição.
Parte II


Ele estava tão perto, Natasha podia sentir aquele toque delicado em seu cabelo, podia sentir o cheiro dele misturado com álcool, ele tinha voltado a beber então, suspirou. Assentiu apenas quando ele lhe perguntou se tinha certeza, não tinha mais forças para resistir, não tinha mais como se afastar dele. Apenas queria ficar com ele para sempre e todo o sempre. Ficou em silêncio por um tempo, sentindo apenas o toque dele. Era gostoso e reconfortante, a acalmava. Sentia-se calma pela primeira vez desde que descobriu que estava grávida. Ouviu o que ele tinha a dizer em silêncio, podia notar o desespero na voz dele. Aquilo tinha feito mal a ambos, muito mal, e era hora de acabar. Hora de acabar de uma vez por todas com essa situação horrível. Respirou fundo e entrelaçou os dedos com os dele, observando as mãos unidas por um momento. - Blaike, eu... - Ficou quieta por um momento, escolhendo as palavras, tanto tinha a dizer e tanto medo tinha acumulado. Sabia que falar agora seria ter de encarar uma vida nova, sabia que teria de ter o que não queria, sabia bem de tudo isso, mas, de repente, a ideia de ficar sem ele era ainda mais assustadora que a de formar uma família. - Eu... - Disse depois de um longo tempo, ainda escolhia as palavras bem. - Terminei por medo. - Completou por fim, ficando em silêncio, queria ver se ele diria algo antes de continuar a falar.

A russa esperava mesmo que ele fizesse aquelas perguntas, esperava que ficasse confuso, era tudo mesmo muito confuso para ele que não sabia do que ela sabia. - Lembra quando conversamos e você me disse que queria ter uma família e eu disse que nunca tinha pensado sobre o assunto? Bem, eu tinha na verdade e... Eu nunca quis uma família. Eu tinha medo de condenar uma criança a me ter de mãe. Eu tinha medo de que ela tivesse tantos problemas quanto eu tenho e... Saber que você queria uma família já me assustava a princípio. - Parou de falar para respirar fundo, deixava também que ele assimilasse aquilo. Sem nenhuma reação visível, decidiu continuar. - O que eu quero dizer é que... - Fez uma pausa, se perguntava se tinha tomado a decisão certa, mas em sua mente só se passava uma coisa "Eu o amo" E isso bastava. Teria uma família com ele? Sim, se ele assim quisesse. - Eu estou grávida. - Disse por fim. Grande parte de si esperava que ele se levantasse e fosse embora a abandonando ali sozinha, esperava também que ele dissesse que não queria mais ter uma família e que não queria mais vê-la. Tudo de ruim que poderia acontecer passava por sua mente naquele momento.

Observou ele ter uma reação até que engraçada, achou besta ela ter terminado e até sorriu, claro que isso antes de ele ter percebido o que ela pretendia fazer. - É, não queria. - Olhou para a mão que estava unida a dele - Mas eu não poderia fazer isso. Eu não poderia matá-lo e... Depois eu apenas pretendia... - Ia dizer isso? Que pretendia dar o filho dele para adoção? Bem, tinha dito que ia matar ele né. - Mas eu... Não posso me livrar dele.- Pousou a mão na barriga. - Eu não quero que nada aconteça a ele. Eu tenho me cuidado mais para que ele ou ela fique bem. Eu só... Achei que você teria uma vida melhor sem mim. - Não sabia bem porque tinha dito essa última frase, mas realmente achava que ele ficaria melhor sem ela, não achava que ele ia estar tão decadente quanto o via agora. Não entendia o porquê de ele estar tão ruim.

Ouviu ele falando, parecia tão chateado, o entendia por isso, e ela teve vontade de chorar. Ao final de sua fala realmente não conseguiu conter as lágrimas. Chorava sem ruído algum, um costume. Puxou a bebida da mão dele então. - Para de beber essa merda. - Tacou o cantil longe, num acesso de raiva. - Eu... Preciso ir... - Levantou, sentia-se péssima e cada parte da sua mente gritava que ele a odiava agora. Como podia ele gostar dela depois de ela quase ter matado o filho dele? Como podia gostar dela com ela sendo tão ruim. Só tinha vontade de acabar com a própria vida nesse momento, estava tonta, desnorteada. Precisava do conforto momentâneo da lâmina rasgando-lhe a pele. Onde estava com a cabeça quando decidiu falar tudo aquilo? Devia ter fugido antes. Parou quando sentiu o homem a prender num abraço, estava óbvio que ele não deixaria ela fugir. - Por que? - Perguntou então, completamente confusa. Nem sabia mais direito o que queria saber, só sabia que precisava se livrar daquele sentimento, precisava se livrar de tudo aquilo. Só... Queria sumir.


Interacting with: Blaike Zephaniah Velius
Notes: Então, ela tá meio em pânico ali. Entãaaao se vira Blaike. Não revisado :*
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Re: Honeydukes [Dedosdemel]

MensagemEstados Unidos [#143809] por Eden Phoenix » 24 Jan 2015, 22:29

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Mania de perseguição? Eu que o diga.
Parte II


E aquele silencio, aquela maneira de ela enrolar para responde-lo, tudo aquilo o empurrava cada vez mais pra perto de um colapso nervoso. Sabe, suspense é bom em algumas ocasiões, mas não em ocasiões como essa onde ele já estava beirando a insanidade sem precisar de muita ajuda para aquilo. Observou os dedos entrelaçados deles, olhando para a ruiva ainda naquela expectativa. Num momento como esses queria ele ter a habilidade de ler mentes, ou quem sabe simplesmente conseguir decifrar aquela mulher de temperamento tão semelhante a Sibéria. Novamente, como já pensado antes por ele, Natasha era a personificação daquele território inóspito e de clima tão hostil e severo. -Medo? Medo de que?- Perguntou ele um tanto confuso. Nunca imaginara que ela pudesse ter medo de algo, se bem que desde que haviam terminado ele podia jurar que pressentia tal sentimento nela toda vez que a via. Talvez fosse medo dele, de que ele se aproximasse como fizera agora. Falando nisso se arrependia de não tê-lo feito antes.

Observou ela enquanto a ruiva voltava a falar, assentindo vez ou outra para mostrar que estava atento e ouvindo suas palavras. Já diziam os antigos que pelo barulho da carroça se sabe o que vem dentro, e essa conversa não era diferente e a essa altura do campeonato o alemão já fazia ideia do que ela diria a seguir, embora preferisse se manter calado e com a testa franzida, deixando que ela se desenrolasse dessa situação que havia se metido. “Grávida? Como assim grávida?” Bem, sabia o como mas... –E você terminou comigo por causa disso?- Não entendia. Revirou os olhos então esboçando um sorriso para a mulher a sua frente, como se aquilo tudo não fizesse sentido algum pra ele. Era como se a situação fosse hilária. Pra que se livrar de uma criança se ela sabia muito bem que ele queria uma? Podia simplesmente tê-la e entrega-la a ele, não é? –Que besteira, Natasha. Você que tem medo e decidiu ter essa criança sozinha...- E dai caiu a ficha e ele se calou. O sorriso desapareceu de seu rosto e ele novamente ficou sério, olhando para ela. –Não... Você não queria ter o bebê, não é?- Talvez ela fosse realmente como a Sibéria. Pelo menos cada vez mais mostrava ser quase tão fria quanto.

-Não precisava, sabe? Terminar e nem nada assim.- Soltou a mão dela, deslizando a própria agora livre pelo cabelo, jogando-o para trás e o bagunçando um pouco com o movimento. –Eu estaria do seu lado.- E estava visivelmente chateado. Entendia que ela tinha medo, e que no caso dela era natural e até previsível pensar em adoção, mas querer tirar o bebê... Isso não deveria passar pela cabeça de ninguém, ainda mais quando a criança em questão era dele e quando ele mesmo queria tanto um bebê. -Devia ter me contado logo.- Tirou o cantil do bolso, tomando um longo gole da bebida destilada presente em seu interior. Acreditava que se tratava de vodka a bebida da vez presente ali dentro. Olhou surpreso para ela quando seu cantil fora arremessado para longe, apenas agora notando as lagrimas que escorriam pelo rosto alvo da Russa. Trabalhava em processar a informação do que acontecia agora. O cantil a distancia, a Russa chorando, a russa se afastando... calma, se afastando? Levantou de imediato, observando-a se mover a esmo e se aproximou dela, parando-a em um abraço apertado.

“Por que?” Aquela era uma pergunta que ele vinha tentando responder a algum tempo, e mesmo assim se sentia feito um cego em tiroteio, totalmente perdido. –Não sei...- Respondeu baixinho, mantendo aquela menina teimosa presa em seus braços. –Talvez eu simplesmente goste de sofrer um pouco.- Deu de ombros e beijou a testa dela, suspirando um pouco. –Por que?- Devolveu a pergunta então. –Por que o céu é azul, por que temos medo? Por que agimos de maneira estupida? Por que eu, por que você?- Se afastou um pouco, levando uma mão fechada até o rosto dela para delicadamente secar as lagrimas que escorriam por aquela pele branca. –Sabe... melhor parar de perguntar. Melhor parar de tentar entender. Melhor seria simplesmente aproveitar tudo enquanto ainda há tempo.


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Re: Honeydukes [Dedosdemel]

MensagemRussia [#143832] por Natasha Novoselova » 25 Jan 2015, 17:09

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Mania de perseguição.
Parte III


Natasha queria chorar, queria gritar e no entanto não fazia ideia do porque. Estava sentindo que ia explodir ali e precisava simplesmente de algo para extravasar. Ouvia as palavras sem sentido dele que só a irritavam mais e mais. - Blaike. - Começou de modo sério enquanto sentia sua mão em seu rosto. Ele estava apenas secando suas lágrimas provavelmente. - O que vai ser agora? O que vai acontecer? - Não gostava de não saber. - Quer dizer... Esse bebê... Muda tudo né? O que vamos fazer? - Tinha certo desespero na voz. E o pior é que ele não parecia entender. Como não mudaria nada? Tinha de mudar! - Isso não... Você não entende! - Disse, frustrada e se afastou dele. - Deixa pra lá. - Voltou para dentro da loja de doces. O homem pareceu ficar confuso e até um pouco irritado com aquilo. A russa parou e o encarou. - Você não entende! Vamos ter um filho, não é como se desse para continuar a vida normalmente como era antes. Não é como se eu pudesse simplesmente voltar para casa ansiando ver você novamente no trabalho no dia seguinte. Eu não quero assim. - Qual era a dificuldade dele para entender que ela queria fazer tudo direito? Que queria ficar com ele para sempre? Não queria voltar para casa sozinha e encarar outra daquelas noites tristes e vazias abraçando um cachorro de pelúcia.

Natasha bufou em sinal claro de irritação. - Dá pra ver que não entende mesmo! - Foi recuperar sua cesta de doces ali dentro da loja e foi enchendo ela de várias coisas. Talvez estivesse um pouco brava demais, mas não conseguia evitar. Por que ele não podia simplesmente adivinhar o que ela queria? Parou de andar por fim quando ele falou com ela e ficou apenas encarando ele por um momento. - O que eu quero? - Perguntou com a voz calma. - Eu sei que disse que não queria uma família, mas já que vamos ter um filho, por que não formar uma já? Uma família dividida não ia ser bom pra ele. Eu queria... - Ficou quieta, provavelmente estava parecendo ridícula ali. Mas queria casar com ele e viver para sempre ao seu lado. Era pedir demais? - Morar com você? Lá na Alemanha? - Perguntou. - Ou você comprou uma casa mais perto? - Aquilo parecia ir um pouco rápido demais, admitia, mas era melhor daquele jeito. Pensou então o que faria com sua casa. Gostava dela? Não, era só um lugar sem lembranças. Mas agora tinha lembranças lá, lembranças dele na verdade. Mas sem ele era apenas uma casa vazia como no início. Iria morar com ele sem pensar duas vezes. - Tá, tudo bem. Mas... Quando? - Perguntou, voltava a andar e pegar doces. Assentiu um pouco para ele apenas e continuou pegando doces ali. Se sentia mais feliz na verdade. - Mas eu tenho uma exigência... - Começou, parando novamente para olhar para ele. - Você tem de parar de beber. - Finalizou.


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