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Na Zonko's não citamos nenhum dos personagens dos livros ou filmes. Vivemos no mundo mágico, mas nem Harry Potter, Voldemort, Dumbledore, Comensais da Morte e etc. existiram em nosso mundo, com isso você não pode usar nenhum sobrenome dos personagens dos filmes ou livros. O fórum encontra-se nos dias atuais, no ano de 2013 d.c. e as condições climáticas variam de dia para dia e de tópico para tópico, conforme você poderá observar. O nosso período letivo dura oito meses contando com as férias. Nossos adultos recebem por dia de presença e seus tópicos em ON lhe renderão pontos e goldens (nossa moeda). Você nunca poderá interpretar a ação de outro personagem (salvo com autorização), mas poderá interpretar livremente o seu personagem (seja sempre coerente), lembrando que toda ação possui uma reação. A capital do Mundo mágico está localizada em Vaduz, Liechtenstein.

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Honeydukes [Dedosdemel]

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Re: Honeydukes [Dedosdemel]

MensagemEstados Unidos [#143893] por Eden Phoenix » 27 Jan 2015, 15:22

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Mania de perseguição? Eu que o diga.
Parte III


Aquele tom sério dela só o fazia entender que aquela Russa era mais difícil de se entender do que ele imaginava, o que na verdade não era surpresa nenhuma considerando que a Sibéria era um lugar altamente imprevisível e que mesmo um dia lindo poderia se tornarem uma tormenta sem fim. Aquela, no caso, era a Natasha pra ele. No mesmo momento em que jazia assim calma ela mudava e virava no Giraia e ele já não a entendia mais. –Por que achaque muda tudo?- Perguntou ele de maneira calma, observando a ruiva.

Claro que um bebê mudava a vida das pessoas, pois as mesmas tinham de se adequar para a presença de um, mas não era algo assim tão difícil ou tão inimaginável como ela parecia estar pensando. –Não há razão para não continuar sendo do jeito que era antes, quando estávamos bem. Não vou obrigar você a casar nem nada...- Embora aquela certamente fosse a vontade dele, mas dizia ela que não queria uma família então não o faria. Na cabeça dele quem criaria a criança seria ele, assim como fazia com o irmão. –Vai ficar tudo bem, sabe? Vai dar tudo certo, você vai ver.- Esboçou um pequeno sorriso usando de seu tom mais confiante, embora ele mesmo não tivesse assim muita certeza sobre o assunto. De qualquer jeito imaginava que ele deveria agir de maneira forte, sabe, pra não causar desespero e caos.

-Ei, espera ai! Como assim eu não entendo nada?- E a cada segundo que passava com essa russa descobria que menos entedia ela. –Ah, você quer morar comigo então?- Ergueu a sobrancelha. Por ele tudo bem, a casa era enorme mesmo. Adoraria mais companhia além do irmãozinho. -Por mim... Melhor ainda se vier.- E observou ela, suspirando um pouco. -Olha, sinceramente eu não te entendo.- E não mesmo. Como dito antes, quando achava que estava entendendo ‘PIMBA!’ algo acontecia e ele descobria que não entendia era necas de catibiriba. Ele revirou os olhos com a resposta dela. Desde quando mulher gravida tinha TPM? -Natasha.- Novamente seguia ela, -Me ajuda a te ajudar. Eu realmente não faço ideia do que você está querendo, e você sem falar nada não ajuda. Para de brigar comigo, se acalma e explica.- Ouviu em silencio a explicação da menina e agora sentia que tudo fazia sentido. A expressão no rosto dele se amenizou e ele riu baixinho, ai essa Russa. -Agora sim estamos falando a mesma língua.- Disse ele. -Vem morar comigo...- Se era isso que ela queria, então ofereceria.

Na verdade ofereceria para ela todas as estrelas do céu se lhe fosse possível alcança-las. Sentia que iria ao fim do mundo por ela e mais. Sacudiu a cabeça quanto a ter comprado uma casa mais perto. --Não. Seria na Alemanha mesmo, mas não é difícil ir pra lá e também não é longe assim.- Ainda mais porque trabalhavam em Liechtenstein então era mesmo ali na esquina. Um trem e estariam lá ou usando a rede de flu. Ele recuperou a cesta dele e deu de ombros, -Quando quiser. Quando se sentir a vontade para vir.- Já achava um grande avanço ela aceitar ir, deixaria que fosse ao tempo dela então. Verificou os doces, tendo certeza de que tudo o que o irmão tinha pedido estava ali presente. –Exigência?- Vish, isso não estava soando muito bom. -Qual?- E na verdade já esperava aquilo. –Tudo bem. Posso parar de beber.- E olhou pra ela. –Mas com uma condição também. Você tem que parar de esconder as coisas de mim, Novoselova.


Narrador, - Falas - e "Pensamentos".
Interagindo com: Natasha Novoselova.
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Eden Phoenix
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Re: Honeydukes [Dedosdemel]

MensagemInglaterra [#146984] por Oliver Porter » 12 Abr 2015, 16:03

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Oliver Porter dá uma fugidinha
e no meio de uma loja de doces
reencontra um velho amigo.

                
- Eu não vou repetir! Vocês não podem fazer isso comigo! – Bateu a porta do ninho, residência onde morava a família Porter, após uma das discussões com Fred, aquele que era chamado de pai pelo menino.– Idiotas, idiotas idiotas! – Bateu os pés na grama, enquanto caminhava em direção à qualquer lugar bem longe daquela família.

                Como ousaram!? Retirar o menino de Hogwarts na altura daquele campeonato! Isso era maldade, ah se era! E, além do mais por um motivo tão bobo, apenas por conta de alguns sequestros e problemas idiotas que acontecem em qualquer lugar!“ – Vou provar que consigo me virar sozinho, ah se vou!” –Pensou, de cenhos franzidos, assim que conseguira chegar nos portões de Hogsmeade.

                Fora uma longa caminhada, seu rosto que sempre se mostrara branquelo e liso, agora possuía gotículas de suor. Arfou cansado, por um grande percurso havia corrido, isso tudo para que pudesse chegar ao mais longe que conseguia em pouco tempo. Vestia uma camisa negra, de botões que se antes descia até seus pulsos, agora estava arregaçada até os cotovelos do menino, deixando-os expostos.

                - É, essa parte eu não previ... – Pensou alto. Não imaginava o que faria quando chegasse tão longe, o fato apenas de chegar já era um grande passo, por isso não previra o próximo. Logo iria escurecer, seus pais orientavam-no de sempre chegar em casa assim que anoitecesse, mas dessa vez seria diferente, ah se seria!

                Tendo bastante tempo e nenhum dinheiro, Oliver começou a peregrinar pelas ruas movimentadas da vila. Entre um e outro esbarro, Oliver observavas as vitrines das lojas, as quais expunham seus objetos tão bonitos e grandiosos. Não precisava de nada daquilo, tudo que era brinquedo ou artefato interessante já tinha ou não passava pela sua cabeça ter, mas mesmo assim sentia-se tão adulto por admirar objetos tão bonitos, assim como entrar nas lojas para perguntar seus preços.

                Ao final de sua jornada, decidira enfim entrar na loja que mais valorizava no local, o navio de doçuras, a casa de João e Maria, o âmago do amor... a tão majestosa Honeydukes! Foi em sua direção, a passos largos e com um belo soriso em seu rosto.

                Ao abrir a porta, dera-se conta de que o local se tornava mais bonito a cada dia que visitava. Tantas novidades sobre as prateleiras, tantos atendentes simpáticos e tantas doçuras que voavam por aí, dando cambalhotas e explodindo, como se aquilo não passasse de uma brincadeira açucarada. Seus olhos brilharam, correm em direção à um conjunto de prateleiras com um docinho verde. Lembrava sua casa, achara bonito. Preparou-se para tocar em um dos potes, mas assim que levantara a mão, outra maior e sustentada por um braço mais extenso que o dele o tocara. – Hey, mal educado! Eu ia pegar! – Disse de cenhos franzidos, enquanto recolhia o braço para observar aquele que havia interrompido sua imersão naquela magia.

                - Cha...charles?! –Espantou-se, dando um passo para trás para fita-lo melhor. – Você ainda existe! – Disse, exibindo um largo sorriso e estendendo a destra como um cumprimento. – Não consegui nem te agradecer aquele dia que você bateu no cara! Você salvou minha vida! – Exibiu um sorriso ainda maior.– É verdade, pensei que no começo você tinha se aliado à ele, mas depois você fez aquele lance com a varinha e o estendeu no ar...foi tããão legal! – Tagarelou, enquanto observava suas feições.

                - Mas hein, cara, ouvi falar que você se formou! Finalmente, né?! Vou me formar mais tarde agora, papai me tirou da escola por causa dos sequestros, saca?! Aí eu vim pra cá, agora tô provando pra eles que consigo me virar sozinho! – Oliver Porter não parava de falar, movendo os pés de um lado para o outro, sustentando o peso do corpo diferencialmente.
                - E...você vai querer esse doce aí? É tão bonito, deve ser uma delícia. Além do mais, é da cor da nossa casa, tá ligado, né?! É, Oliver, claro que ele tá ligado, não é burro! – Parou para pensar por um tempo. – Desculpa, estou fazendo de novo... Cacá diz que quando eu me empolgo eu falo demais... Desculpa aí. – Finalmente ficou quieto, esperando que ele tivesse alguma reação.
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Oliver Porter
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Re: Honeydukes [Dedosdemel]

MensagemInglaterra [#147713] por Charles Badgley » 04 Mai 2015, 21:40

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    Os rumos que a minha vida tomava poderiam ter me levado para qualquer lugar, pois, depois de me formar em Hogwarts e de saber que seria enviado para o fim do mundo em uma escola russa após uma recomendação da própria ex-diretora da escola inglesa, era de se esperar que eu estivesse ocupado em um lugar longínquo e não perdido em Hogsmeade, como estive hoje. Poderiam dizer que eram saudades daquela parte britânica, mas a verdade é que fui ali com a simples intenção de espairecer. Tinha tanta coisa na minha cabeça, tanta coisa para resolver e fazer que eu precisava de um fôlego, e não tinha melhor lugar, a meu ver, do que Hogsmeade…

    Ou não, talvez eu apenas precisasse das entranhas do Cabeça de Javali para beber e fumar à vontade até que se dissipasse o peso da desgraça que uma vida adulta traz. Não que tudo estivesse uma droga, eu só estava cansado mesmo.

    Aparatei no início da estrada daquele vilarejo e sem demora, comecei a caminhar em direção ao bar... Talvez eu tivesse conseguido chegar em meu destino sem contratempos se não visse uma figura que me era familiar. Um dos pequenos pupilos da minha antiga casa em Hogwarts, Slytherin, tinha acabado de entrar na chamativa Dedos de Mel. O segui. Provavelmente em uma outra oportunidade, eu não teria adquirido interesse em um molequinho de doze anos. Entretanto, ultimamente eu estava convivendo tanto com outros pirralhos que talvez tenha criado uma afinidade quase magnética com aqueles minisseres.

    Entrei na loja ouvindo o sino da campainha. Naquele horário, o estabelecimento estava vazio, então não foi difícil encontrar a figura traquina do Oliver Porter. Ao vê-lo se erguer na ponta dos pés para alcançar um pote de cor verde, lembrei da primeira vez que tive um contato direto com o garoto, quando ele foi acusado de ter se aproveitado da boa vontade de um outro aluno e de ter ficado com algumas moedas clandestinas para si. Ri ao lembrar do ato do pequeno espertinho e não duvidava que ele estivesse pegando alguns doces sem ter como pagar por eles, então, antes que a ação de Oliver desse merda, tirei das mãos dele aquele chamativo pote cheio de guloseimas.

    A minha presença logo foi notada pelo menor, claro, e ele ficou feliz em me ver, também pudera, a briga que Porter arrumou nas entranhas da floresta proibida também ficou marcada na memória do rapazinho e, se não fosse por mim, talvez ele ainda tivesse um Ravenclaw no seu pé reivindicando direitos sob algumas moedas.
    - Haha você não precisava ter corrido daquele jeito que nem uma maricas… - Brinquei ao lembrar do menino que, naquele dia na floresta, saiu apavorado mesmo depois de eu ter cuidado daquele Ravenclaw. Lembro que, quando aquietei os nervos do valentão, ao olhar para o ponto onde tinha deixado o pequeno, não havia mais ninguém, seja um Slytherin, pirralho ou o próprio Oliver e, vale salientar que desde então, não me recordava de ter visto o menino novamente em toda a escola.

    - E… Como assim você foi largado aqui sozinho em Hogsmeade…? - Perguntei com a testa franzida quando o baixinho anunciou que estava ali ''para provar alguma coisa'' perdido em meio ao vilarejo. Oliver, por sua vez, como a criança ''formiga'' que era, não respondeu, preocupado com o pote de doce que eu tinha pego. - … Tem certeza que isso é bom? Bem… Talvez eu leve sim. - Respondi, pensativo, avaliando se a irmãzinha da Kamille ia gostar daquelas coisas tão gosmentas. Para mim e para Oliver pareciam aceitáveis doces que se assemelham com lagartas extremamente gordas como aquelas que, quando se mordia, explodia e derramava na boca aquela gosma verde néon. Mesmo que eu estivesse levemente desconfiado se uma garotinha ia gostar daquilo, dei de ombros, pois no final das contas, achei que era algo muito ''da hora'' então certeza que Karen ia gostar também.

    - Mas escuta aqui, rapaz, não devíamos estar preocupados com as minhas compras. Cadê a sua mãe? - Curvei-me levemente com o olhar severo e autoritário. Era fim de tarde, então não faltava muito para o anoitecer, ou seja, não demoraria para que o horário se tornasse indevido para um menininho de doze anos estar sozinho em um vilarejo cheio de todo o tipo de gente e, com a preocupação que nunca devotaria a um adulto, mas que sempre se concentraria em uma situação como aquela por conta do menininho, me prontifiquei para, mesmo que a força – ou usasse só a força mesmo – levar o pirralho para casa.
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Re: Honeydukes [Dedosdemel]

MensagemEstados Unidos [#149209] por Sebastian Ramshaw » 11 Jun 2015, 13:44

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    A primeira semana de aula passou na velocidade da luz. Mal tive tempo de por os pés na escola e já estava com uma tonelada de dever de casa para fazer, especialmente de Ervas e Líquidos Mágicos que agora estava sendo lecionada pelo Tio Caronte. Felizmente o sábado chegou, trazendo um clima levemente frio. Lembrei que era dia de ir até Hogsmeade, o povoado mágico na qual era permitido que os alunos visitassem uma vez por semana se tivesse a assinatura dos pais. Confesso que primeiramente pensei que não poderia nos passeios já que não falo mais com o meu Tio, porem, o Sr. McLean me surpreendeu ao trazer um pergaminho de autorização assinado. Resumindo, estou pronto para ir até a Dedosdemel, Zonko’s, Três Vassouras e passar bem longe da casa de chá e mais longe ainda da casa dos Gritos.

    Arrumei o meu cachecol e me aproximei dos alunos que aguardavam no pátio. Ao chegar lá, procurei por July, alias é o que sempre faço quando chego nesses locais, enfim, não avistei a garota de cara, devia ter combinado com ela no jantar de ontem, porem acabei esquecendo. Suspirei e comecei a caminhar junto com os outros discentes, seguindo pela estradinha que atravessava o jardim e levava até os portões do castelo. – Essa escola deve ter um zilhão de feitiços de proteção, aposto. – Pensei enquanto estudava as estatuas de javali que estavam posicionadas sobre os muros da escola. Atravessamos o portal e de cara, já dava para enxergar Hogsmeade de longe. – Dedosdemel, ai vou eu. – Um sorriso percorreu a minha face, a animação tomando conta de mim, ah como é bom estar de volta.

    As ruas do povoado estavam quase vazias, porem assim que chegamos ao local, tudo mudou. Grupos e mais grupos de alunos se dividiam, cada um indo em direção a uma loja ou pub. Eu segui com a grande maioria que foi para a Dedosdemel. Logo na entrada, um pequeno tumulto teve inicio, dois alunos do primeiro ano estavam discutindo, parece que um pisou no pé do outro. Me aproximei e espiei por cima das cabeças (uma das poucas vantagens de ser alto e desastrado) e não reconheci as duas crianças. Felizmente, um aluno do segundo ano aproximou-se e resolveu todo o problema. Eu o reconheci, era o monitor da Lufa Lufa, Derek alguma coisa, apenas o conhecia de vista.

    Assim que os ânimos foram controlados, todos começaram a entrar na loja. Tive que me apertar para poder passar ao lado de dois garotos do quinto ano que decidiram que eu era magro demais e dava para entrarmos juntos. – Idiotas. – Lancei um olhar feio para eles enquanto arrumava o meu óculos. Em seguida, fui até o balcão da loja para pegar alguns doces. Acabei pegando uma pequena fila, algo que já estava bastante acostumado a enfrentar toda vez que ia naquela loja. – Hey Derek, ótimo trabalho lá na entrada. – Cumprimentei o garoto que aparentava sentir orgulho de si mesmo. – Olha, também peguei esses doces que fazem você ganhar a voz de animal, são bem legais né? – Apontei para a sacolinha que ele carregava, exatamente igual a minha. Também vi outros doces, como feijões de todos os sabores, varinhas de alcaçuz, sapos de chocolate, delicia gasosa e alguns pirulitos. – Quer tentar a sorte? Uma vez consegui um de cavalo, o Quatro-olhos me disse que foi a melhor imitação que já viu. – Retirei uma bala de cor verde de dentro do pacote e joguei para ele.

Off: Interação com Derek von Hagher, porem está aberta a quem quiser participar, apenas peço que entre em contato avisando por MP ou FB.
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Sebastian Ramshaw
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Re: Honeydukes [Dedosdemel]

MensagemReino Unido [#149220] por Kelly Ansley » 11 Jun 2015, 18:40

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    A monitoria estava tomando grande parte de seu tempo, e por isso suas lições atrasadas já se acumulavam logo nos primeiros dias de aula. Mesmo com tudo deixado para a última hora e com o retorno de seu velho costume de fazer os deveres durante a madrugada, quando o salão comunal ficava em paz, estava gostando mais daquele ano do que do anterior. No começo tudo era novo e colocava-se diante dele como se pedisse para ser descoberto, e agora, mesmo que soubesse ser impossível descobrir todos os segredos da escola (ele e May, seu melhor amigo, tinham achado uma passagem estranha no fundo do Corujal), algumas coisas começavam a soar maçantes. Via sempre as mesmas salas de aula e conversava com os mesmo quadros. Uma reforma seria muito radical e acabaria com toda a magia que repousava na tradicionalidade do castelo, mas mais criatividade por parte dos professores seria algo interessante de se por em prática. Será que ele, como um monitor do segundo ano, tinha alguma autoridade para fazer sugestões ao novo diretor? E se Kalet fosse tão mau humorado quanto Elrond (ou Naomi)? Não, era melhor ficar na sua e se contentar com a busca por lugares desconhecidos da escola. Falando nisso, por onde andaria May?

    Derek não via o melhor amigo desde o jantar de seleção e a primeira aula do ano, quando Lufa-Lufa e Corvinal tiveram um período conjunto. Precisava contar suas novas teses e mostrar as runas que achara em um lugar diferente dos túneis da Lufa ao Eastwood, mas não o vira desde a primeira manhã na escola. Um pouco aborrecido mas sem perder o sentimento de felicidade que o invadia sempre que lembrava que finalmente estava no segundo ano e era um dos responsáveis pela segurança e ordem da escola ele viu mais uma semana se passar e, no sábado, se juntou à multidão de alunos que seguia o guarda-caças em direção ao vilarejo bruxo vizinho de Hogwarts.
    “Por que aqui?” Durante todo o caminho perguntou-se se existia algum motivo na localização da escola, mas sabia que seria muito mais interessante discutir isso tendo May ao seu lado. “Talvez ele esteja em Hogsmeade!” E, se tivesse sorte, ele estaria certo, pois via em alguma lugar a frente uma massa enorme de pessoas vestindo azul. Podiam ser vários corvinos, ou ainda uma reunião familiar dos Eastwoods (em ambos os casos ele encontraria o amigo no meio da massa).

    Quando se deu conta da realidade a sua volta já estavam no vilarejo, e os alunos começavam a tomar caminhos diferentes. Diante das opções de loja, Derek com certeza escolheria a Zonko’s, onde compraria algum objeto maluco que fizesse coisas malucas e que certamente a mãe o proibiria de ter em casa. Entretanto, viu a massa de filhos de Rowena dirigindo-se para a Dedosdemel e resolveu segui-los na esperança de encontrar May. Tudo que encontrou na porta do estabelecimento, entretanto, foi uma briga de primeiranistas. Se fossem alunos mais velhos o loiro certamente fingiria que não tivesse percebido o desentendimento, já que poderia sobrar pra ele (alguns dias na Ala Hospitalar com mais ossos quebrados? Não, obrigado), mas sentiu que o dever o chamava e que ele podia ser útil quando o assunto era crianças mais novas que ele.


    — Ei você, o que está acontecendo? — Falou com a voz mais forte que conseguiu forçar sua garganta, mas não obteve sucesso. Mesmo com o seu timbre esganiçado de sempre, porém, os dois garotos pararam de discutir e viraram-se para ele. Não sabia o que devia falar naquele momento, então improvisou. — V-vocês não querem ser mandados de volta para o castelo, querem? — Nem sabia se tinha poder suficiente para fazer isso, mas foi o que primeiro veio em sua cabeça. — Sendo assim, é melhor pararem de bagunça ou terei que mandá-los de volta. — E correu para dentro da loja de doces antes que alguém visse seu semblante nada sério. Ele não conseguia ser severo, não tinha jeito mesmo.

    Ao entrar já tinha se esquecido de May, tudo porque ainda pensava em tudo referente ao sei jeito como monitor. Mecanicamente pegou vários tipos de doces (ele realmente não economizava o dinheiro da família) e se dirigiu para uma pequena fila que se formava atrás do balcão, onde foi surpreendido com um elogio e uma oferta. O primeiro o pegou de surpresa, já que nunca pensou que ouviria de alguém tão mais velho quanto aquele garoto de óculos um elogio sobre o seu comportamento como monitor, e a primeira coisa que fez foi agradecer de uma maneira tão baixa e vergonhosa que pôde jurar que o garoto não tinha ouvido. Quem era ele afinal? Cabelo ruivo, magrelo e alto, óculos de armação larga. Seria... Sebastian? Sarah provavelmente havia apresentado o menino para ele, mas sua memória de peixe não guardaria um nome com tanta facilidade. Até que se lembrou que o garoto era o ofidioglota que havia conduzido os lufanos para a tal câmara embaixo do antigo banheiro feminino quando a nada sã Elrond decidiu trancá-los para fora do castelo durante as noites. Assim sendo, deveria ele se sentir honrado por ter sido elogiado por um veterano tão importante? Ou de importante o Sr. Ramshaw não tinha nada? Não tinha as respostas, já que não conhecia muito bem o garoto.

    A oferta pegou-o de surpresa assim como o elogio. No susto agarrou a bala que o garoto atirou para ele e encarou-a antes de levá-la até a boca. — Você conhece Karly Astrid, do sexto ano? — Nem esperou pela resposta, supôs que Sebastian, por ser mais velho, conhecesse sua velha amiga e então lançou a bala pra dentro de sua boca, ouvindo a resposta dele enquanto mastigava. — Uma vez ela pegou uma que fazia barulho de hipopótam- — Antes que completasse, porém, sua voz ficou um pouco rouca e ele, a partir dali, começou a soltar gritinhos de porco no lugar de palavras. Ouviu várias risadas e entre elas a de Sebastian, que parecia ansioso para testar um feijão e buscou um no fundo de sua sacola. Antes que ele comesse a voz de Derek voltou, e o menino se lembrou de ter visto o ruivo junto de July muitas vezes.

    — Você... você conhece a July da Corvinal, né? Sabe por onde anda o irmão dela, May? — Tentou não parecer muito preocupado, o que seria mais estranho pelo fato dele ter ainda em sua voz alguns resquícios de um porco. — Não vejo ele desde o primeiro dia de aula... — E esperou ansioso para ver no que se transformaria a voz de Ramshaw e descobrir se ele tinha notícias do seu amigo.

Off: eu sei que a gente tinha combinado coisa mais prática, mals pelo tamanho Rent ashhusahauhaus
Citados: May Eastwood [Teka]; Elrond Eledhwen [Alt]; Karly Astrid [NPC]
Interação: Sebastian Ramshaw [Rent]
Voz do Derek: https://www.youtube.com/watch?v=XSDfLI9AB6U
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Re: Honeydukes [Dedosdemel]

MensagemIslandia [#149337] por Ewyn Llyr » 13 Jun 2015, 22:17

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A Ruiva.
Parte II


Eu tinha gostado dela. Era uma pessoa agradável e no final ela estava tentando fazer o mesmo que eu, se encaixar e ser adorada pela pessoa nova. Digo que ela tinha conseguido, me ganhara no primeiro instante com aquele bolo de chocolate maravilhoso. Manjar dos Deuses por sinal. Observei meu irmão andando de um lado para o outro da sala, apanhando com classe de um berço desses de montar. –Blaike, você sabe que está fazendo isso errado, não é? Por que não checa as instruções?- O olhar que ele lançara para queria me dizer muito claramente para que eu calasse a boca, no entanto abri um sorriso travesso. –Você tá bravo só porque sabe que é verdade.- Ri. –Aqui, vou te ajudar porque EU li o manual. Aliás, se eu conseguir você me leva na Dedos de Mel?- E ele concordara. Ah, meu querido irmão, se soubesse como os baixinhos são espertos...

Algumas horas depois chegávamos ao povoado de Hogsmead, comigo puxando o braço do moreno alegremente. –Adorei apostar com você, ‘manão- Ri, me abaixando pra escapar de um peteleco na orelha e mudei de adulto, pegando a mão da ruiva. –Natasha, vem comigo na loja de doces?- Aquele sorriso estava novamente presente em meu rosto, me fazendo apresentar menos idade do que eu realmente tinha. –Te mostro os melhores doces que tem lá!- Soltei a mão dela e corri na frente em direção a Dedos De Mel. Eu sinceramente adorava aquela loja. Tinha tanto doce, era como o céu em terra, no entanto acho que o que eu mais gostava era o fato de aquela ser uma loja bruxa e, assim como todas as lojas bruxas, você nunca sabia o que se esperar.

Doces que fazem isso ou aquilo, tipo os feijõezinhos que te fazem imitar isso ou aquilo, ou literalmente os feijõezinhos de todos, TODOS mesmo os sabores. Peguei uma cesta começando a preenche-la com tudo quanto é tipo de delicias açucaradas que encontrava ali. Me virei ao ouvir a voz de meu irmão me chamando e fui até eles, -Eu amo os doces daqui, vai comprar pra mim, não vai?- E olhei para ruiva, -Pede pra ele deixar, por favor, por favorziiiiinho!- Fiz minha melhor carinha de gato de botas para ambos, realmente fazendo beicinho. –Eu prometo que eu não como tudo de uma vez, e que eu vou dar doces pra vocês dois também.- Não que os adultos ai precisassem de doce, porque o que doce faz pros grandes é engordar. Se bem que, pensando por outro lado, Blaike ia ter dois menino.... É, talvez fosse melhor ele começar a acumular energia. Entreguei a minha cesta para que meu escravo pessoal--- uhhh quero dizer, meu irmão, pudesse pagar meus doces e me virei para a, noiva? Namorada? Esposa? Bem, a garota dele.

-Vocês já escolheram os nomes, Natasha?- Perguntei em um tom curioso, observando a enorme barriga da Russa. Me embolava todo tentando imaginar como um bebê cabia ali dentro, dois então... era quase surreal. –Vocês ai dentro querem doce também?- Perguntei, me aproximando da barriga e falando diretamente com ela. Sei lá, achava legal isso. Li em algum lugar que bebês ouvem mesmo ali dentro no quentinho, protegidos desse mundo doido, doido sem pé nem cabeça.


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Re: Honeydukes [Dedosdemel]

MensagemEstados Unidos [#149353] por Sebastian Ramshaw » 14 Jun 2015, 14:19

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    Vasculhei a minha sacola de doces enquanto Derek me perguntava sobre uma garota do sexto ano. Vasculhei a mente, pensativo, tentando lembrar se conhecia aquela pessoa. Tudo bem que eu não sou nenhum pouco popular, entretanto as vezes reconheço alguns nomes devido as aulas conjuntas que tínhamos em grande excesso na escola. – Lamento, cara, não conheço essa menina. – Respondi sincero. Derek, que ainda estava com a bala em mãos, comentou comigo sobre essa garota ter consigo uma das que fazem barulho de hipopótamo. Eu achei aquilo incrível, esse era realmente difícil de conseguir, geralmente vem leão, cavalo, águia e até mesmo cachorro. O mais raro que consegui foi o de uma zebra, quando ainda estava no Instituto de Salém nos Estados Unidos.

    Tem uns bem raros, uma vez a minha e... Uma amiga da minha antiga escola, conseguiu o de um T-rex, foi muito louco. – Comentei sorrindo ao lembrar do evento, uma das poucas lembranças felizes que tive naquela escola. Voltei minha atenção para Derek que agora fazia barulhos de porco. Aquilo foi muito engraçado, os grunhidos altos vindo de um cara pequeno e magro, era uma cena cômica que me arrancou boas risadas. – Show! – Estendi o punho para ele, aguardando até ele tocar o meu. Em seguida, após o efeito do doce ter acabado, me perguntou sobre July. Automaticamente um sorriso veio em minha face, lembrei do treino que tivemos juntos recentemente, estudar com a corvina era bastante agradável, porem aprender feitiços com ela era mais divertido ainda, aquela tarde fora a primeira de muitas, com certeza. Já estávamos até planejando nosso próximo treinamento.

    Conheço sim, contudo, não vejo o pequeno Eastwood tem tempo. – Comentei pensativo, tentando lembrar da ultima vez que o vi, talvez fora no jantar de seleção, não sei exatamente já que a minha irmã não parava de me enlouquecer em seu primeiro dia de aula. Derek por sua vez não pareceu muito feliz com a minha resposta, era notável a sua preocupação com o irmão caçula de July. – Relaxa, o May deve estar bem, na próxima vez que eu encontrar com a Jules, pergunto sobre ele... Ou melhor, mando um recado através dela, beleza? – E conclui pegando uma das balas magicas e jogando na boca. Senti um gostinho amargo na língua, seguido por uma leve pressão na garganta. Quando abri a boca para falar, o barulho que saiu, para a minha surpresa e divertimento de quem estava próximo, fora o de uma hiena.

    Comecei a rir juntamente com Derek, aparentemente, o efeito magico o distraiu um pouco. – Eita, esse foi um dos difíceis. – Falei quando a minha voz voltou ao normal, apenas tossindo aqui e ali uma risada do animal. Após nosso pequeno espetáculo, era a minha vez de pagar pelos doces. Fui até o caixa e retirei algumas moedas, foi ai que percebi que minhas economias estavam no fim, só tinha dinheiro para aquele passeio pelo que percebi. Agora que não aceito mais nada do meu Tio, e obviamente, recusei também o dinheiro do meu Pai. Talvez fosse a hora de arrumar um desses estágios. – Ei, Derek, que tal irmos a zonko’s? Ainda tenho dinheiro para um jogo de fogos de artificio. – Mencionei após pagar pelos doces e contabilizar as moedas na minha carteira. –
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Re: Honeydukes [Dedosdemel]

MensagemInglaterra [#152412] por Oliver Porter » 15 Set 2015, 23:24

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                Fitou Charles por um tempo enquanto tagarelava, concentrando-se nos olhos do outro. Estava de fato cansado, mas sentia-se muito agradecido ao homem por tudo que tinha feito no incidente da floresta. Retirou uma mecha do cabelo castanho de cima do olho, cruzando os braços logo em seguida. Moveu a cabeça para frente, franzindo o cenho. – Hey, maricas não! Eu achava que você iria me matar, idiota! – Disse. Qualquer um que visse o menino falando pensaria: “Oooora, mas que evolução, Oliver Porter! E que audácia!”. De fato Oliver tinha amadurecido muito, mas nunca deixara de ser um pirralho irritante e bastante meigo.

                Pensou em tentar mentir, dizer que fora seu pai que liberara-o de deixar a casa onde residiam para passear um pouco por Hogwarts. Claro, no entardecer, sozinho, no meio de toda aquela gente, Charles iria acreditar piamente no menino sim! Portanto não disse, focando sua atenção ao doce que ele pegara. – Não sei se é bom, mas espero que seja, porque EU vou comprar! – Enfatizou o “eu”, mantendo a face amuada e dando pulinhos a fim de retirar a guloseima da mão dele, que se movia hora para o alto, hora para os lados. Oliver parecia um cachorrinho atrás de um osso da mão de seu dono. Era humilhante, mas valia a pena, Olie sabia que valia muito a pena! – Dê-me isso! Eu vou comprar, andei procurando isso por muito tempo! – Chegou a quase implorar. Ora, mas um homem daquele tamanho tirando doce de criança? Ele não tinha coração? Era um mongol gigante, mesmo!

                - Você não tem nada a ver com isso, Charles. Dê-me logo essa merda! – Xingou, empurrando o outro para enfim tomar o doce nas mãos. É claro que nem se sua força triplicasse conseguiria retirar o pacotinho da mão dele. Chutou a canela do outro, ainda mais irritado. Imbecil! Oliver o odiou mais do que tudo, sentiu-se mais bravo do que com o pai, com a mãe e com Cacá. Parou para pensar um instante neles, relaxando os ombros. Olhou para Charles, para o doce. Não sentia mais vontade de comprar, não queria mais doce nenhum. Queria mesmo era voltar pra casa. Sim, Oliver mudava de opinião e se arrependia rápido demais. Lembrou-se de tudo que a família fizera por ele: Retirara-o das ruas do Beco Diagonal, da mão de uma família que o maltratava, que não o amava, e o acolheu como um filho de um irmão. Desejou voltar para casa e abraçar a todos, pedir desculpas e fazer tudo que eles mandassem. Ficaria o resto do ano em casa, não se importava em voltar mais para Hogwarts.

                Sentiu os olhos marejarem, as sobrancelhas caírem. Queria voltar para casa, mas não podia. O orgulho não deixava, não deixava-o pedir desculpas, não deixava se curvar à eles, aceitar fazer qualquer coisa que eles quisessem. Talvez até gostaria de fazer isso tudo, mas havia uma força de tal tamanho, mesma direção mas que ia de sentido oposto àquele sentimento. Odiou-se nesse momento, como era uma má pessoa! Os pais deviam estar o procurando desesperados, com medo de que qualquer coisa acontecesse ao menino, e ele ali, conversando com Charles. Fitou novamente o outro, girando os calcanhares com as duas mãos no rosto. Correu para fora do estabelecimento. Queria ir para qualquer lugar que tivesse mais ar.
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Re: Honeydukes [Dedosdemel]

MensagemInglaterra [#152476] por Charles Badgley » 21 Set 2015, 13:59

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    Segurava o pote cheio de doces fora do alcance do pequeno Oliver. Eu estava apenas querendo tirar uma com o pirralho da minha ex-casa em Hogwarts, Slytherin, mas aparentemente, o nanico não estava muito paciente para brincadeiras. Normalmente eu não ligaria para aquilo, aliás, o fato de ele responder com raiva às minhas zombarias só era um propulsor para que eu o irritasse ainda mais. Contudo, não tinha saído da minha cabeça a informação de que ele estava sozinho em Hogsmeade. Se fosse em época de ano letivo, ficaria tranquilo, pois uma hora ou outra o inspetor da escola apareceria no encalço de Porter para buscá-lo, todavia, não era esse o caso. Estávamos em época de férias, afinal…

    Oliver estava sozinho em um vilarejo cheio de gente desconhecida que talvez não se importasse com a sua presença, mas de certo de que não foi uma atitude sensata sair de casa desacompanhado. Porter se encontrava na minha presença irritado com as minhas provocações, chegando ao ponto de me chutar, mesmo sendo um nanico indefeso e que eu, se quisesse, poderia quebrar em dois. Uma coisa eu sabia era que Oliver se tratava de um garoto muito atrevido e que não media as consequências dos seus atos, o que me fazia duvidar se ele não havia sido colocado na casa errada em Hogwarts. Todavia, apesar de ter me chutado, não revidei a ''altura'', afinal, estava de frente a um moleque de doze anos. Pela nossa diferença de idade, era claro que ele não merecia um desconto ao meu nível apesar da ousadia.
    - Ahhh então você vai comprar, mas com o dinheiro de quem dessa vez? - Provoquei, recordando-me mais uma vez da história em que o garotinho protagonizou ao ser cobrado ferozmente por um Ravenclaw que, meses atrás, havia levado um calote daquele mesmo pirralho.

    Apesar da minha diversão em ''estar tirando doce da mão de uma criança'' e me regojizando ainda mais por deixá-lo extremamente nervoso, a minha preocupação com a ausência dos pais do garoto ficou ainda maior quando, de repente, ele saiu correndo da DedosdeMel, não sei se por causa da falta de paciência comigo ou por qualquer outra coisa. Eu teria perdido alguns segundos, no final das contas, para gastar uns sicles com algumas guloseimas para ele, para mim e para outras crianças da minha vida, porém, o garotinho saiu de perto de mim quase chorando, correndo para fora da loja. Devolvi o frasco de doces gosmentos à prateleira e fui atrás do moleque.

    Pensando bem, mesmo que estivéssemos em época de escola, tudo já começava de forma errada porque em Hogwarts, apenas alunos a partir do terceiro ano tinham autorização para visitar o vilarejo, ou seja, mesmo em uma situação normal, não seria possível ver o pequeno Oliver desacompanhado naquele lugar. Então, claro que naquela conjuntura, era ainda mais estranho ver Porter ou qualquer outra criança da sua idade, sozinho andando por aquelas lojas. Eu não tinha a miníma noção de qual era o nível de responsabilidade que os pais do moleque possuíam, mas só pelo que Oliver havia falado e do que eu conhecia sobre ele, tinha quase certeza de que o traquina estava aprontando alguma coisa.
    - ÔH FEDELHO, AONDE VOCÊ PENSA QUE VAI?? - Em meio à estrada principal, o alcancei com facilidade e, para contê-lo, segurei-o pela nuca. - OLIVER! O que você tem na cabeça? - Virei-o de frente para mim tentando entender a partir da sua expressão, o que estava acontecendo, contudo, como sou péssimo para interpretar expressões faciais, por fim, decidi por perguntar mesmo. - Que história era aquela de estar ''se virando sozinho?'' Você não parece legal, carinha. Vamos, me diz onde você mora que irei te levar para casa e estou falando sério! Se não me contar, vou te largar no Lummus para eles colocarem uma foto sua no jornal com a manchete: ''desaparecido!'' O que você prefere? -
  
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Re: Honeydukes [Dedosdemel]

MensagemInglaterra [#152478] por Oliver Porter » 21 Set 2015, 18:04

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                Oliver corria sem olhar para trás, hora ou outra esbarrando em alguns adultos que transitavam pelo local, e que pelas faces mostravam-se nada compassivos na situação do menino. De fato não estava bem, era nítido em seu rosto, mas aquelas pessoas deviam achar que era apenas uma criança correndo dos pais por esses não terem comprado algo que queria. Conseguiu chegar até uma viela um tanto quanto vazia, pensou em parar e sentar um pouco, mas sentiu algo tocar a nuca. O movimento fora rápido demais para Oliver perceber que quem lhe tocara fora Charles, quando fora virado para observar os olhos dele.

                Bufava, observando o outro com suas orbes avermelhadas e as bochechas riscadas com as lágrimas que caíram anteriormente. Levou o pulso até o local, passando por lá, na vil tentativa de disfarçar o choro. Tentou ir para trás, pensou em correr do homem, mas sabia que não adiantaria nada. Manteve-se a olhar para ele, de cenhos franzidos. – Vai tomar no c*! Me deixe em paz, Inferno! –Disse o pequeno sonserino, em seguida abaixando-se para sentar na calçada. A face nervosa do menino agora se modificara para uma cara antes vista. Os joelhos estavam dobrados, formando um apoio para as mãos dele Oliver, que logo receberam sua cabeça. – Eu sou uma péssima pessoa, Ch-charles... sniff – Agora começara a fungar o nariz. Merda de nariz.– Eu só faço besteira... SÓ FAÇO! Que inferno! – Bateu os dois pés no chão, ainda com o rosto afundado nos braços.

                Tal afirmativa não era mentira, muito menos verdade. Oliver era um poço de graciosidade e peraltices, essas que geralmente o trazia muitos problemas. O menino parecia ser indomável, intratável e teimoso demais para que tivesse diálogo com alguém que tentasse convencê-lo de algo que não queria.

                Virou os olhos para o outro, voltando a enxugar as lágrimas com a manga da camisa – Eu não quero voltar, por... sniff ...por favor. Deixe-me ficar um pouco. – Estava sendo, depois de muito tempo, sincero. Não saberia como encarar a família depois do que fizera, afinal, o dia já se fora e o menino não voltara para casa. Sabiam que ele tinha fugido, mas mesmo que não o fizesse, mesmo se tivesse permissão para sair, já estaria encrencado.“Volte antes do anoitecer” Era o que Fred adorava dizer, e Oliver sempre acatara a ordem britanicamente.

                Não queria nem imaginar o que Fred faria se visse o menino na porta de sua casa, acompanhado por alguém estranho ao homem e àquela hora da noite. Se antes não poderia fazer nada legal, agora que sua vida estava arrasada. Imaginou-se trancado em um cubículo de dois metros quadrados, todo preto, quente e claustrofóbico. Seria Fred capaz de fazer isso com o menino? Depois do que fizera, com toda certeza. - Ele vai me matar, Charles! Ele vai me MATAR! -
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