Dados Básicos do Fórum:

Na Zonko's não citamos nenhum dos personagens dos livros ou filmes. Vivemos no mundo mágico, mas nem Harry Potter, Voldemort, Dumbledore, Comensais da Morte e etc. existiram em nosso mundo, com isso você não pode usar nenhum sobrenome dos personagens dos filmes ou livros. O fórum encontra-se nos dias atuais, no ano de 2013 d.c. e as condições climáticas variam de dia para dia e de tópico para tópico, conforme você poderá observar. O nosso período letivo dura oito meses contando com as férias. Nossos adultos recebem por dia de presença e seus tópicos em ON lhe renderão pontos e goldens (nossa moeda). Você nunca poderá interpretar a ação de outro personagem (salvo com autorização), mas poderá interpretar livremente o seu personagem (seja sempre coerente), lembrando que toda ação possui uma reação. A capital do Mundo mágico está localizada em Vaduz, Liechtenstein.

Últimas publicações do Livro Vermelho:

Título Autor Visitas Data
Felicidade Jian-Yin Lee 479 23/05/2020 às 22:05:02
Recomeço Jian-Yin Lee 2595 13/03/2020 às 16:50:15
22/02/2020 Duncan Cullen 2983 22/02/2020 às 15:27:50
Diário do Josh - Últimos dias antes da escola. Joshua P. A. Nolan 7054 17/01/2019 às 11:12:01
Chegada à Durmstrang Mihail Weylin 6424 22/11/2018 às 18:19:24

Central de Ajuda Zonko's:



Entre em contato por: [email protected]

Herberge Rotenboden [Hospedaria]

Herberge Rotenboden [Hospedaria]

MensagemUniao Europeia [#99337] por Duque de Espadas » 15 Abr 2012, 21:57

  • 6 Pts.
  • 8 Pts.
  • 50 Pts.
Imagem

Não existe melhor lugar para se tomar uma boa sopa quente com conhaque de malte e dormir como um dragão enfeitiçado do que a hospedaria Rotenboden, localizada no fim da avenida principal de Vaduz. Dos mais simplórios aposentos, aos mais luxuosos, esta estalagem está aberta a todos os tipos de pessoas, ricas ou não, bruxas ou não.

Estranhamente, Helga Rotenboden, a proprietária, tem o costume de estipular o preço das coisas de acordo com a cara do sujeito. A diária da suíte mais luxuosa pode custar apenas 2 nuques caso você realmente cause uma boa impressão na senhora... ou... bem... o fato é: Se é de Helga Rotenboden que estamos falando, é melhor você aparafusar um sorriso na cara e escolher as melhores piadas, ou muito provavelmente sairá de lá sem um único nuque furado para esconder as partes íntimas à mostra!
Duque de Espadas
Mundo Mágico
Avatar do usuário
 
Reg.: 23 de Oct de 2013
Últ.: 04 de Apr de 2015
  • Mensagens: 17
  • Nível:
  • Raça: Outros
  • Sexo: Macho

Rolagem dos Dados:
  • 6 Pts.
  • 8 Pts.
  • 50 Pts.

Postado Por: Ministério da Magia.


Nuala Ajiha

MensagemIrlanda [#101104] por Mitchell von Hannover » 05 Mai 2012, 22:20

  • 11 Pts.
  • 16 Pts.
  • 157 Pts.
.Post - 01.
"Se você não gosta de história não leia o que está por vir, mas esteja ciente do que irá perder.
In Nuala Ajiha"




Era vez um grupo de bruxos e trouxas convivendo em paz por um motivo em comum: DOM. É algo marcado nas estrelas, nas veias do nosso corpo, no nosso destino... Não desejamos por ele e sim, o temos. E esse dom em comum era Adivinhação. Muitos diziam serem obras dos Deuses para nos avisar de algo, outros diziam ser seres malignos. O que não podemos fazer é: mudar o que está escrito. Por isto tiravam como algo maligno... Algo das Trevas ou dos deuses malignos, caso queira chamar assim. Só que algo aconteceu... Um grupo conseguiu usar o dom como uma arma para ajudar. Se alguém fosse morrer, eles avisariam como seria a morte ou no momento da morte, eles impediam. Infelizmente, tudo que você faz neste mundo, tem um retorno. Mais cedo ou mais tarde a pessoa morreria de forma mais tortuosa. Por mais que ainda tivesse um lado negativo nesta história toda, aos poucos, este grupo estava conseguindo ‘manipular’ e usar para o bem das pessoas até descobrir como deveria ser realmente feito. Aprenderam que se tratando da morte, não podem mudar, mas podem melhorar as vidas e profetizar. Com o tempo, este grupo passou a dominar a arte da adivinhação e no mundo da magia se tornou as mancias. Os trouxas viram como forma de lucrar em cima dos outros. A carne humana é tão fraca que pela sua ganância e avareza, foram punidos. O dom deveria ser algo divino e não algo comercial. Os deuses lhe lançaram bruxos poderosos e extinguiram os trouxas com conhecimentos avançados sobre a arte de adivinhar.

Os bruxos do grupo se ramificaram em duas partes: aqueles que ajudavam a todos que precisassem por um mundo melhor, equilibrando o bem e o mal. E, aqueles que passavam a usar para satisfação própria. Hubai, o PAI de todos, contatou em sonho para o grupo do bem pedindo que exterminassem os outros bruxos, pois estavam usando o dom de maneira egoísta e errada... Com isto, perceberam a ligação dos deuses com Adivinhação e mais uma vez obedeceram ao destino. Mesmo que aqueles bruxos pudessem ver sendo mortos por outros como castigo dos deuses, nada puderam fazer. Mais uma vez o bem pereceu. Todos perceberam como era a relação do contato com os Deuses, assim puderam interceder e usar aquela devoção para um bem maior. Até então tudo estava bem. Os bruxos usavam sabiamente o dom da adivinhação, mas todos sabem que se existe um Deus bom, existe um mal. Este mal conseguiu ter o mesmo contato que o bom, fez-se de bondoso e corrompeu quase todos, exceto um. Este que não fora corrompido teve de ser obrigado a matar seus amigos ou então seria morto. Como prêmio a fidelidade o Deus bom profetizou dizendo que toda a geração daquele homem seria de grande importância para as divindades. Suas almas seriam mais puras que os demais e se trilhassem os caminhos corretos, poderiam ter o dom de interceder por aquele deus a quem é devoto. Sua geração seria promissora e de boas colheitas. Não passariam fomes ou quaisquer problemas que o mundo lhe colocasse em seu caminho. Em troca, teriam de proteger o futuro, presente e passado. Proteger o destino e o equilíbrio do ciclo da vida, com as próprias vidas e até mesmo de si mesmo. A carne humana é fraca, por isto proteger de si mesmo. Em compensação, a semente que desvirtuar do caminho divino, sofreria pela eternidade. Não só o próprio, mas a sua geração. Para salvar todo o sangue, deverá oferecer-se ao PAI de todos. Dar a sua vida por toda a praga rogada em sua família e assim estará sua geração curada.

Era do Cristianismo trouxa, foi o primeiro momento de desvirtuação. O PAI de todos furiosos, provou o que tinha jurado e por mais três ou quatro gerações a família deste homem sofreu as piores pragas do mundo bruxo até que uma bruxa deu-se como oferenda e assim a família foi purificada. Por todos, esta família era conhecida como o Clã dos guerreiros do tempo. O dever deles era manter o equilíbrio do ciclo da vida e nas grandes guerras guardar os templos dos Deuses que eram devotos. Se uma pessoa precisasse de sua ajuda, que ajudasse pela pureza de sua alma. A áurea deles era pura e ‘atrativas’. Por causa de toda esta bondade, o Deus mal, que até então estava quieto, resolveu aparecer. Possuiu os piores homens da face da terra para destruir os guerreiros do tempo. E mais uma vez, a batalha do bem contra o mal iniciava.

Anos, décadas, séculos se passaram. Muito foi esquecido sobre os guerreiros do tempo, o que foi perfeito, pois assim passavam a ter anonimato no mundo. Até que uma geração profetizou algo que tomou uma proporção terrível. O Deus mal balançado com isto resolveu caçar toda a família e mata-los de uma vez só.
– Aqueles pares de amêndoas estavam arregalados, sua boca entreaberta e sequer piscava. – E ae? O que aconteceu Nasiha?– Aí eles falharam. Quatro guerreiros sobreviveram gerando quatro famílias, ficando mais fortes e infelizmente se perdendo do destino. De todas, apenas uma família manteve-se pura... E um dia, ela deu a Luz em algum lugar do mundo fazendo sua irmã jurar proteger a menina do grande mal que persegue a família. A irmã jurou no leito de morte da bruxa e jogou a menina ao mundo trouxa, pois somente assim ela sobreviveria. Com medo de ser perseguida, mandou um pergaminho contendo tudo sobre o ocorrido e tempos depois, foi morta.– Levei para trás uma mecha de franja de Zair. Seus olhos maravilhados me encaravam sem acreditar. – Diz a lenda que esta menina teria o dom da Adivinhação e sua alma seria de tal pureza que poderia interceder pelos Deuses a qual é devota...- Finalizei.– Puxa que história! Eu quero mais...– Não. Agora é hora de partir, é tarde.– Indaguei. Zair levantou-se do meu colo e seguiu para as escadas, sumindo.

Ó Manata, ajude-me! Fechei meus olhos e ajoelhei-me. Respirei profundo e permaneci ali, no meu templo feito para meus ancestrais até amanhecer o dia. Cansada, levantei-me do jejum e com extrema dificuldade apoie-me na parede e no altar onde tinha a estátua do PAI. Ficar parada em uma postura só causava muito mais cansaço que uma noite longa e movimentada. Suspirei e assim que desci as escadas para dirigir ao meu quarto, Nina me interrompeu entregando uma carta.
– Obrigada.


“Achamos a menina... Ou o que achamos que seja ela... Está na escola de Magia da França. Procure pelo Christian Hemsworth e ele lhe dará respostas...
Se você receber esta carta é porque morri no meio do caminho. Vá como uma trouxa, não é mais seguro os tempos de hoje. Eles estão por todos os lados, é difícil dizer onde não estão, por isto, não confie em ninguém.

A.Eve Séragon”




...




Já era início da noite e único lugar mais próximo para comer algo e beber ficava bem na esquina. Não acredito que uma mulher de quase vinte e três anos de idade não sabe andar sozinha direito ainda... Bem, cá estou aprendendo. Tudo se tem uma primeira vez. Olhei para o letreiro. Herberge Rotenboden, Hospedaria. Encaminhei imediatamente para lá, pegando um quarto ou algum cantinho bom para passar a noite. Deixei minhas coisas na estalagem e segui para a Taverna que ficava ao lado. Onde se têm comes e bebes, é mais fácil de achar as pessoas, quem sabe os deuses não me presenteariam? Dizem que quando a esmola é grande até o santo desconfia. Não creio que o percurso feito de forma trouxa, tenha sido tão tranquilo assim... Alguma coisa vai acontecer e até lá só me resta esperar pacientemente pelo alerta do meu dom.

Entrei na Taberna mais por força do meu estômago que já roncava. Puxei um pouco do capuz que cobria a minha cabeça e comecei a tomar um pouco de água. Apesar de ser uma estalagem onde só existe puro e bom álcool, ela ainda mantêm algumas coisas mais fracas. Olhei para o balconista.
– Você conhece este homem?– Mostrei um pedaço de papel com o nome: Christian Hemsworth de Alethea. Antes que o homem pudesse dizer algo, ele se afastou e foi atender outro cliente. Enquanto tomava um gole de minha água, senti uma presença próxima. Quase como um alerta. Olhei por cima do ombro e apertei um pouco mais o copo de água. Logo uma mão voou sobre o capuz retirando-o e deixando a mostra meu cabelo e meu rosto. Olhei para o balconista tentando me distrair e controlar toda adrenalina percorrendo em meu corpo pedindo para que fizesse algo contra aquele homem.

O encarei de canto de olho da forma mais ameaçadora possível e ele apenas me deu um sorriso sombrio.
– Ora, a gatinha é muda é?– Ah não! Ele morre agora! Calma... Calma... Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito... Suspirei. Nove, dez...–Ah essa aqui na cama!– Insultou com aquele bafo de álcool enorme sobre meu pescoço. Nojo! É a única coisa que posso definir o que sentia naquele momento. Até mesmo o ódio que possuía sumiu. No mesmo instante saltei da cadeira, puxei uma faca de dentro do meu, sobretudo, e a pousei justamente sobre o pescoço daquele bêbado nojento. – Como ousa! Que Al-Uzza Te amalçoe!– Sério, como alguém ousa me insultar de tal maneira? Quantos homens impuros e nojentos! Merece a morte! Não matamos apenas com varinhas, também com armas e estas sei usar muito bem!



Spoiler: Mostrar
Iniciando a tão trama de Nuala. Dando mais um salto da utopia para realização Oi?
Ravn M. Stephensson, salve o coitado do bêbado...
Ps: mitologia árabe.
Editado pela última vez por Mitchell von Hannover em 04 Jun 2012, 12:12, em um total de 1 vez.
Imagem
Mitchell von Hannover
Mundo Mágico
Avatar do usuário
Família é o bem mais precioso que podemos ter em nossas vidas
 
Localização: na rua morge
Reg.: 24 de Jul de 2011
Últ.: 26 de Jan de 2017
  • Mensagens: 185
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Masculino

Rolagem dos Dados:
  • 11 Pts.
  • 16 Pts.
  • 157 Pts.

Postado Por: .


Re: Herberge Rotenboden [Hospedaria]

MensagemFinlandia [#101375] por Ravn M. Stephensson » 08 Mai 2012, 15:39

  • 11 Pts.
  • 12 Pts.
  • 128 Pts.
Para o avanço frequente de um homem, este precisa sempre, contínuamente, criar espaço para o seu progresso. Já havia ouvido falar disso mais de uma vez, e em algum lugar dos corredores do Ministério, durante a minha primeira semana como membro, eu li essa frase escrita. Ainda estava naquela hospedaria; graças a Merlin havia conseguido um pouco de desconto com a dona do hotel, forçando sorrisos quando ela me propunha um quarto mais caro, e eu alegando sempre que não tinha dinheiro, o que era verdade. Bem, é difícil agradar uma pessoa que exige que você sorria o tempo todo, ainda mais uma pessoa que não está muito habituada a dar o que os outros querem. Naquele dia eu ganharia um desconto a mais por representar uma segurança que a hotelaria não esperava por ter, mas não sabia até que ponto isso era bom para mim mesmo. Não queria usar de minha autoridade a meu favor, ainda que fosse um dever. Isso foi o que me instigou a pensar de novo naquela frase vista em um dos escritórios. Eu não sabia se estava criando espaço ou reduzindo o que eu já tinha. Por um lado, não senti como se abrisse uma porta para que eu pudesse entrar, e sim uma janela por onde eu pudesse ter outra visão sobre minha verdadeira jornada.

Bem, antes que isso fique confuso demais, o drama é o seguinte; dizer que estava naquele emprego apenas pelo ouro era mundano demais. Dizer que me tornei um Inominável pela aventura e pelos mistérios era tolice e ingenuidade extrema, pois nem todos os membros realmente um dia se destacam, embora sejam todos muito honrados, e além do mais, eu não estava buscando satisfação pessoal. E por fim, dizer que eu havia aceito aquela oportunidade em minha vida para ajudar a mim mesmo era tão egoísta que eu evitava de pensar em mim desta forma, mas era o que mais se aproximava da verdade. Claro, minhas razões pessoais jamais interfeririam com o meu trabalho, mas eu jamais poderia ficar tão próximo de meu objetivo estando em um lugar longe do Ministério.

E o meu objetivo? Desde que me formei minha família esteve um tanto separada. Desde que me separei de minha prima, parte da família tornou-se obscura. Éramos - e ainda somos - uma família muito rica, mas escondida. Gosto de pensar em nós como os Black. O problema, é óbvio, veio de dentro da família, quando alguém nos denunciou e permitiu que arruaceiros invadissem uma de nossas casas. Meu tio foi morto durante a invasão.
Eu quero saber quem fez isso. Eu quero saber porque, primeiro de tudo, tiveram tempo de matar meu tio e não destruir a casa. E se eram ladrões, como o cogitado, porque o Ministério interveio, mandando parte de minha família para um exílio seguro e secreto?
Minha família sabia de algo que eu não sabia. O Ministério sabia de algo que eu não sabia. Eu estava lá não por poder ou glória eterna, mas por conhecimento. E nada nesse mundo iria me impedir de conquistá-lo.

No momento em que passei para a parte bruxa daquela vila, não tive medo de ficar mais à vontade estando mais próximo da estalagem de onde passaria as próximas noites. Não que eu não fosse discreto, mas sempre era um alívio para mim deixar a visão dos trouxas e começar a andar por terrenos avistados apenas pelos que possuíam magia no sangue. Logo ali, vi que os problemas não pareciam ser assim tão diferentes. Passei por dentro de uma taverna para não ter de atravessar a pequena rua que separava uma esquina da outra, e logo reparo um rufião tentando jogar seu charme para cima de uma garota. Nada de errado, se este não estivesse fazendo isso à força. Incrível como meros detalhes tornam a situação bem mais perigosa.

- Largue-o. Sim, eu havia dito correto. Mandei ela largá-lo. Afinal, eu tinha diversos códigos de conduta bem antes de entrar para onde agora eu era empregado. A diferença é que agora era meu dever encerrar aquela briga, mesmo que não fosse de minha alçada, e mesmo que, de fato, isso fosse algo que eu neglicenciaria antes. De novo, repito; o trabalho não me mudou, e óbvio que eu não deixaria uma mulher naquelas condições sofrer um abuso daquele jeito, mas agora sentia que... que agora, sendo obrigado a fazer o "bem", isso não parecia tão genuíno aos olhos de outras pessoas. Um transeunte que ajuda uma mulher é visto com bons olhos, mas um auror que faz a mesma coisa é visto como alguém que não faz mais do que a sua obrigação. Não queria ser visto assim.
E, naquele momento, aquela moça não parecia em nada inocente.

- Você, fora daqui. E a senhorita faça o favor de largar a lâmina. Pude ver o bêbado resmungar algo que seria digno de um feitiço entre seus olhos, mas não deixei meu sangue esquentar por aquilo, mesmo que fosse uma covardia contra a dama. Aliás, logo de cara vi que ela não apreciava em nada aquela ajuda, como bem havia previsto, levando em conta que isso também significava problemas para ela. Um sangue quente como o da vítima e um sangue congelado como o meu jamais se dariam logo de cara. Minha varinha foi erguida a uma altura considerável, mas não ameaçadora, já que nem eu mesmo tinha ânimo para entrar em um duelo. Não deixei de sentir um pequeno prazer ao ver minha autoridade em ação, mas jamais deixaria isso me dominar. - Você não deveria estar andando com uma faca por aí. Traz algum documento internacional contigo? Indaguei, notando em seu olhar semi-oculto pelo disfarce criado pelo capuz meio caído que ela obviamente não era dali, tal como eu. Devia ser do Mediterrâneo, um olhar bonito e violento como o dela tinha com certeza uma origem.
Imagem
Ravn M. Stephensson
Mundo Mágico
Avatar do usuário
O destino é inexorável.
 
Reg.: 27 de Apr de 2012
Últ.: 23 de Mar de 2019
  • Mensagens: 62
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Masculino

Rolagem dos Dados:
  • 11 Pts.
  • 12 Pts.
  • 128 Pts.

Postado Por: Gabriel.


Re: Herberge Rotenboden [Hospedaria]

MensagemIrlanda [#101635] por Mitchell von Hannover » 12 Mai 2012, 18:17

  • 17 Pts.
  • 20 Pts.
  • 46 Pts.
Aquela espécie de taberna dentro da hospedaria parece pequena de mais para nós dois... Passei sutilmente a língua sobre meus dentes inferiores encarando o bruxo que tinha me assediado. Com quem ele pensa que está falando? Aproximei um pouco mais sutilmente minha faca sobre o pescoço do outro bruxo. Soltá-lo? Na minha terra qualquer macho, seja qual a sua raça, é castrado no caso de assediar fêmeas sem a permissão. É mais que um desacato! É um pecado!

Não acredito que o mundo por aqui é assim, impune. Onde já se viu isto? Não encarei para o bruxo que tagarelava, porém, observava com prazer cada gota de tensão que escorria pela lateral do rosto do homem, cujo estava apontando-lhe uma faca em seu pescoço e o prensando bem. Medo. Era nítido em seu olhar. Um bêbado que provoca e agora corre? É quase possível sentir o cheiro da urina latejando em seu membro querendo sair com tanto medo. Eles são assim, frangotes!


- Largar?– Indaguei em um tom irônico observando o movimento tenso do maxilar do homem. Logo comecei a sentir um bafo vindo à direção do meu rosto. Argh!– Cala a boca, verme! – Ordenei. Jamais deixaria continuar a falar seja lá o que for, aquele bafo em minha direção não. Pouco me importava se as pessoas estavam nos observando, só queria castrá-lo. Deixem-me!

Olhei de canto de olho. Uma varinha erguida em minha direção. Mais um ato de desacato por aqui! Agora valeria ter a mão cortada.
– Ari!– Rosnei em árabe. Passei sutilmente a faca no pescoço do outro bruxo, deixando que ele sentisse apenas o começo. Claro, leve o suficiente para não fazê-lo sangrar. Empurrei-o para o lado e virei-me para o bruxo que me apontava a varinha. Seus orbes ‘céu claro’ pareciam querer me dizer algo. Ergui a sobrancelha e me aproximei dele o suficiente para a varinha tocar a superfície das minhas vestes e um pouco do meu corpo.

- É isto que irá fazer? – Mantive o olhar fixo com um leve sorriso de canto. Apertei minha faca certificando-me que estaria bem segura em minha mão. – Documento?– Não acredito que ele esteja pensando em tomar minhas filhas. Minhas facas! Coragem. Uma das minhas maiores qualidades e ousadia. Nem meus fios de cabelo têm medo daquele indivíduo. Nunca temi a nada, imagine a ele. O que mais irá fazer?

Em um gesto sutil levantei minha mão desarmada e deixei que meu dedo indicador pousasse sutilmente a ponta da varinha. Sutil e harmônico. Capaz de conseguir desarmar muitos homens e até mesmo intimidar. Soltei um largo sorriso.– Vai matar-me?– Indaguei. Voz suave e melodiosa. Às vezes sinto inveja dos ouvidos alheios por escutarem melhor minha canção.

Em um gesto ligeiro e muito bem treinado, recoloquei minha faca trás de minha cintura, embaixo de minha capa. Todo aquele gesto é apenas uma distração. Tão sutilmente voltei minha outra mão. Já com a faca guardada e segura.
– Não acho que vai querer me desafiar, não?– Repliquei. – Você é a favor de um bêbado alisar uma mulher contra a sua vontade? Na minha terra temos direito à castração...– Desviei o olhar para a varinha e com um toque suave desviei-a de meu corpo. Caminhei mais um passo me aproximando do homem pela lateral. Tornei a encará-lo. Vamos mostrar porque sou a penúltima sobrevivente dos guerreiros do tempo. Mestres das adivinhações supremas.– Não é porque você trabalha no Ministério que tem moral por todos os cantos.– Um arrepio percorreu pela minha coluna, erguendo um pouco mais a minha cabeça e tirando o dedo da varinha dele.– Ele será castrado.– Sussurrei. Segui mais um passo e cruzei pela taberna da hospedaria até voltar a área principal de lá.
Teimosa, ousada, não interessa o que seja. Sim, eu ouso. Se me provocarem, vão ter o que tanto querem.



Spoiler: Mostrar
Me desculpe a demora, mas diferente de muitas eu justifiquei -q... Entrarei em duas semanas de provas, no proximo post vc pode dar um pouco mais de narração sei la, usá-la mais xD eu deixo, até porque facilita pra incrementar a postagem xD
.D: .mimi Eu apaixonei pelo Ravn, como lidar?
Imagem
Mitchell von Hannover
Mundo Mágico
Avatar do usuário
Família é o bem mais precioso que podemos ter em nossas vidas
 
Localização: na rua morge
Reg.: 24 de Jul de 2011
Últ.: 26 de Jan de 2017
  • Mensagens: 185
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Masculino

Rolagem dos Dados:
  • 17 Pts.
  • 20 Pts.
  • 46 Pts.

Postado Por: .


Re: Herberge Rotenboden [Hospedaria]

MensagemFinlandia [#101805] por Ravn M. Stephensson » 15 Mai 2012, 09:33

  • 6 Pts.
  • 19 Pts.
  • 155 Pts.
Obstinada e decidida, mas talvez um pouco tola. Eu não ligava que me desafiassem e que também não seguissem totalmente as regras, porque eu não era tão hipócrita ao ponto de cobrar aquilo de todos ao meu redor, ainda que fosse uma autoridade. Eu poderia, só por prazer, investigar a hospedaria para ver se as bebidas são vendidas dentro dos padrões mágicos, ou interrogar aquela forasteira e achar alguma incoerência em suas palavras para enviá-la de volta ao seu país, mas deixei quieto. Não deixei passar, no entanto, a violência que havia visto frente aos meus olhos, e me surpreendi que ninguém mais tivesse feito o mesmo. Não meti-me naquela briga por ser um ministerial, e sim por ser uma pessoa sensata que usa seus poderes para evitar uma desgraça maior.

Achei que ela seria violenta comigo, confesso. Seu sangue quente e seu caráter mais ofensivo contribuiriam para isso, e embora fôssemos basicamente do mesmo tamanho, ela era corpulenta, ainda que magra. Foi engraçado imaginar que achei por um momento que ela iria me bater, e continuei achando, embora no tênue limite entre a calmaria e a explosão daquela muçulmana.

Se eu iria matá-la? Bem, tive de tomar cuidado com as palavras, ainda que aquela indagação da mulher houvesse me feito rir, algo muito raro por parte minha. Fora um riso debochado mas não pretencioso, algo que soltei por achar graça, e não por querer ridicularizá-la. - Não sou um bárbaro, talvez como possa estar acostumada a ver em seu país. Ainda assim, não me intimidei, continuando a deixar com que minha melhor proteção fosse, eventualmente, mostrar a ela que era tão duro quanto eu poderia ser. - Em seu país a lei pode funcionar à sua maneira, mas aqui o processo é diferente. Você também representou um perigo, por isso igualou-se ao seu agressor. Eu baixei a varinha para não machucá-la quando esta aproximou-se, deixando entre nós uma distância levemente desconfortável pelo modo como ela ainda representava uma ameaça, ainda que fosse atraente e desafiadora, coisas que obviamente contribuíam para que um sujeito crescesse em minha tabela de conceitos. No entanto, arriscava dizer que era mimada, não por ter uma família que necessariamente fizera isso com ela, mas sim por ter um ar independete, acostumada a resolver tudo e não aceitar ordem de terceiros.- Sou a favor da ordem. E embora eu não possa estar em todos os cantos, eu cuido do canto em que estou.

Uma pequena briga entre mentes geniosas, como eu bem previa que haveria de acontecer ainda muitas vezes, mas não comprei aquela briga. Retirei a minha varinha da frente daquela garota para não pressionar mais o seu vestido e a sua pele, tomando nota de que ela também havia se desarmado perante mim. Não havia me entregado as facas, mas eu também não as havia pedido, embora tivesse como retirar. Contudo, eu usava a mínima força possível. Ainda que eu tivesse visto uma pequena obstrução da ordem, ela ainda era uma mulher e deixei-a passar quando me fora pedido, não atrasando a sua ida tal como ela havia atrasado meu descanso. Não duraria muito até que eu falasse com ela novamente, e foi uma intervenção muito sábia a do destino fazer com que ela não se afastasse muito, porque eu não tinha levado a sério aquela ameaça vinda de sua voz, algo lido por mim como infantil. Ainda assim, se não a tivesse chamado de volta por um motivo completamente alheio, eu nunca achava que estava para impedir uma desgraça de acontecer, porque conhecendo-a como conheceria mais tarde, sabia que ela era perfeitamente capaz de cumprir o que havia prometido.

- Um momento. Chamei-a, embora de costas, e com um tom de voz que me faria ser ouvido mesmo com os murmurinhos do estabelecimento, o que seria de grande utilidade, já que é difícil se fazer ouvir depois de tantas pessoas terem visto uma briga daquelas quase para acontecer. Aproximei-me do balcão que passaria batido em demais ocasiões, capturando algo que a muçulmana havia deixado para trás, preocupada em esconder suas armas e talvez me ocultar o seu documento de identificação. Havia ali um pequeno papel amassado, que julguei ser destinado ao atendente do bar, esquecido ou largado propositalmente devido aos fatos ocorridos. Virei-o ao contrário a primeira vez que o vi, já que o nome estava de ponta-cabeça, mas o reconheci mesmo com sua grafia invertida.

A situação de Tamina havia acabado de se agravar vertiginosamente. Virei-me para a mesma, ainda prendendo sua atenção, revelando meu conhecimento sobre aquele homem e também um pouco sobre o assunto com os quais estava envolvido. Não era algo que eu sabia a fundo, mas havia sido bastante instruído a prestar atenção em suas movimentações através de rastreadores no Ministério. Não o conhecia pessoalmente, porém sabia bem mais do que ele saberia sobre mim, sendo um grande amigo meu.- O que quer com este nome? Não perguntei como alguém que não sabe o que ele quer dizer. Perguntei, no entanto, com um tom que ela conheceria bem, porque foi o mesmo usado por ela para questionar se alguém o conhecia. Perguntei-a indagando subjetivamente se ela estava também atrás daquele alvo.
Imagem
Ravn M. Stephensson
Mundo Mágico
Avatar do usuário
O destino é inexorável.
 
Reg.: 27 de Apr de 2012
Últ.: 23 de Mar de 2019
  • Mensagens: 62
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Masculino

Rolagem dos Dados:
  • 6 Pts.
  • 19 Pts.
  • 155 Pts.

Postado Por: Gabriel.


Re: Herberge Rotenboden [Hospedaria]

MensagemIrlanda [#101821] por Mitchell von Hannover » 15 Mai 2012, 17:43

  • 11 Pts.
  • 14 Pts.
  • 47 Pts.
Acho que as pessoas não tem noção do mundo que pertenço. De fato, ele é altamente severo, mas poucas pessoas ousam agir da maneira que muitos 'libertinos' agem por aqui... Algo me diz que coisas piores surgirão e precisaremos de muito mais ordem e moral que temos por agora. Sabe qual é o maior erro entre eles? Ter a certeza naquilo que é incerto, imprudente. Brutos? Não somos brutos, somos justos! Ai daquele ladrão que rouba ou mutila suas vítimas, este também é mutilado pela justiça do homem. Maior ainda, é a justiça do PAI. Desde os tempos mais remotos em que os meus ancestrais tomavam a Terra. Qualquer ordem ou divinação que desequilibrasse o ciclo da vida, guerreiros do tempo seriam enviados para matar e eliminá-los. Ainda cheguei a testemunhar o conformismo de meus pais ao já saberem que morreríamos jovens. Primeiro Sarah, depois Livy e... Cá estou. Ainda viva, sobrando para seguir apenas um destino e quando completo, serei levada para junto de Deus PAI e dos meus ancestrais.

Olhei para aquele homem ao notar seus traços faciais, como se estivesse achando graça naquilo. Do que adianta apaziguar meu KAOS, se ele me dá vontade de matá-lo? Virei-me de lado.
- Se algum homem tocar em mim, terá como morto, por Hubal¹.- Proferi. Não foi uma ameaça e sim uma certeza, deixei claro em meu tom de voz. O que estou fazendo aqui ainda? Testando o controle do meu KAOS? Melhor ignorar este bastardo e ir dormir.

Um momento. - E naquela hora parei. Ergui um pouco mais a minha coluna girando o rosto para o lado, encarando-o por cima do ombro. O que ele quer agora? Fechei minhas mãos como se fosse dar um soco, apertando-as. Respirando um pouco mais profundo... Aquele teste de paciência estava chegando ao fim, meu coração já batia acelerado para dar um basta naquele homem. Nada respondeu...
- Argh! - Rosnei baixinho. Girei meu corpo e voltei a encará-lo diretamente. Agora o filho da mãe estava de costas pouco se importando. O que ele quer? É agora que ensino algo! Me aproximei dele, retirando meu capuz e encarando-o o mais friamente possível.

- Por que você quer saber?- Retruquei. Suspirei discretamente controlando meu nervoso ou qualquer ânsia por saber sobre o nome. Apoiei um dos meus braços sobre o balcão com a mão fechada como se fosse dar um soco. Não tenho culpa, é uma forma de controlar minha raiva, ou descarrego na cara de outro. Paciência... Algo que desconhecia, principalmente quanto aquele assunto. Ao invés dele me dizer a resposta, lançou outra pergunta. “Por que você não quer falar?”- Isto não é da sua conta! - Indaguei. Olhei ao redor e novamente pude sentir o peso em meus ombros. Olhares chamativos encarando-me por causa do que tinha feito anteriormente e da abordagem que estava usando agora. Bando de povo curioso!- Como?- Ergui minha sobrancelha ao ouvir aquela frase vindo ele. Dizendo para ser mais mulher, menos selvagem, que se fosse o caso de se comportar, iria me dizer quem era. Escolhas, algo que não tinha naquela hora a não ser sentar ao lado dele e ver se iria me dizer quem era e onde estaria Christian Hemsworth. Eu juro, que se meu coração pedir novamente para matá-lo, farei imediatamente!




Spoiler: Mostrar
De fato, agora é a hora de se divertir com ela -q..
Deixei duas ações meio que direcionadas para você fazer, fica AO SEU CRITÉRIO. .-. Vc estava off quando voltei e não deu pra falar contigo.
Se quiser eu mudo, tá? xD não se preocupe e se não gostar, desculpe.
Sabe quando o cara fdp se aproveita da vantagem que tem? ou cair no hentai
Não pedindo strip tease... tá ótimo, mas até de dançar por lá é capaz dela fazer, depende da maldade do seu personagem em pedir as coisas...
E sim, ela é da casa dos 'intes' que é virgem, logo não sabe o palpitar no coração e nem o arrepio que sentiu mais cedo, claro, acha que é outra coisa...
.saf2 E me desculpe mocinho, meu primeiro post sempre é enorme e os demais são pequenos... é normal... =] no problems escrever pouco, contando que seja mais de 15 linhas...
1: Hubal: deus soberano da mitologia árabe, conhecido também como PAI
Imagem
Mitchell von Hannover
Mundo Mágico
Avatar do usuário
Família é o bem mais precioso que podemos ter em nossas vidas
 
Localização: na rua morge
Reg.: 24 de Jul de 2011
Últ.: 26 de Jan de 2017
  • Mensagens: 185
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Masculino

Rolagem dos Dados:
  • 11 Pts.
  • 14 Pts.
  • 47 Pts.

Postado Por: .


Re: Herberge Rotenboden [Hospedaria]

MensagemFinlandia [#102204] por Ravn M. Stephensson » 22 Mai 2012, 12:40

  • 14 Pts.
  • 9 Pts.
  • 139 Pts.
Que engraçado, eu nunca havia falado tão abertamente assim com um forasteiro, a não ser um americano ou um próprio inglês, mas isso eu não levava em consideração. Pessoas que eu encontrava fora do meu país não eram forasteiros, e sim nativos. O papel se invertia a partir daí, me fazendo ser o estrangeiro e eles o povo receptivo e caloroso que deveriam ser, e não eram. Ingleses, em sua maioria, não me inspiravam um pingo de simpatia, assim como eu também não deveria inspirar. Ainda que eu fosse um pouco do estereótipo norueguês, todo mundo esperava que um finlandês fosse loiro de olhos azuis, como deveria ser para agradar os demais povos. O que eu quero dizer com isso é que se chegamos a um país e não somos exatamente o que os seus moradores esperam que nós sejamos, somos imediatamente colocados abaixo. Por isso talvez tenha compensado minha falta de simpatia para com os visitantes dos países por onde eu passava com um pouco mais de tolerância interna. Ninguém gostava de saber que, perto dali, havia um país melhor, um povo melhor, e um governo melhor. Eu não me gabava, até porque minha opinião é muito bem conhecida; não há lugar como nossa casa, a não ser que você more na Inglaterra. Nesse caso, corra.

Era engraçado porque nunca tinha visto alguém tão dentro dos padrões quanto aquela garota. Exatamente como eu havia previsto, um sangue quente vindo de um lugar igualmente cheio de calor, infelizmente não o humano. Sabia desde o princípio que teria problemas com ela, mas ela poderia ter ainda mais comigo. A situação de qualquer pessoa fica péssima quando alguém da ordem nota que ela está atrás de alguém, e armada com facas. Isso nunca é algo fácil de se explicar. - Desculpe, mas terá de me seguir. Diferente do que ela pensava, era bem mais da minha conta do que talvez ela imaginasse. Talvez ela fosse uma das envolvidas, e embora eu procurasse qualquer um que tivesse o sobrenome que ela portava - incluindo, talvez, a própria garota -, não sabia até que ponto ela estava envolvida nisso mais do que eu.

Havia um segundo depósito no andar de cima, uma pequena adega, que ninguém usava. Eu não poderia interrogá-la na frente de todos, correndo o risco dela ser arisca e escapar outra vez, ou até lutar contra mim. De qualquer jeito, precisei de um lugar sozinho com ela, por vários motivos incluindo a confidencialidade do assunto. Não me deixei ser intimidado pelo seu risco ou pelo seu xingamento, tampouco pela sua ameaça. Enlacei o braço de Tamina com o meu, não o segurando de forma a machucá-la, mas de uma maneira leve porém sem deixar de ser firme, obrigando-a a me seguir para a adega superior, uma sala parecida com um sótão, com seis ou sete grandes barris deitados nas paredes, feitos de carvalho e muito pesados, sobre pedestais que impediam que rolassem ou se quebrassem caso algo acontecesse junto deles. Não havia nada mais além de uma cadeira no local, com aparência abandonada e empoeirada. Fiz com que Tamina entrasse primeiro na sala, e logo depois, fechei a porta atrás de mim, impedindo que ela fosse alcançada de novo, pois a maçaneta agora estava protegida pelo meu corpo.

- Talvez agora possa me dizer o que estava procurando e o que queria com aquele nome. Acredite, é melhor dizer para mim do que se ver pessoalmente contra o Ministério. Não vai haver outro aviso. Eu cruzei os braços, com as mãos por dentro do sobretudo que vestia, prevendo um rompante de fúria por parte dela que preferia já estar preparado antes de ver iniciado.
Imagem
Ravn M. Stephensson
Mundo Mágico
Avatar do usuário
O destino é inexorável.
 
Reg.: 27 de Apr de 2012
Últ.: 23 de Mar de 2019
  • Mensagens: 62
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Masculino

Rolagem dos Dados:
  • 14 Pts.
  • 9 Pts.
  • 139 Pts.

Postado Por: Gabriel.


Re: Herberge Rotenboden [Hospedaria]

MensagemIrlanda [#102492] por Mitchell von Hannover » 27 Mai 2012, 11:50

  • 11 Pts.
  • 14 Pts.
  • 132 Pts.
                Mistérios... Por mais que meu stress positivo estivesse chegando ao ponto máximo, ainda sim mantinha-me concentrada. Sou uma Ajiha, avisos podem surgir e tenho de saber interpretá-los da maneira correta até porque se correr algum risco, conseguirei sair livre daqui. Expirei fitando-o. Pedia para segui-lo. Com toda a certeza faria isto e mais um pouco. Ninguém me usa ou age daquela forma comigo! Pagaria caro pelo que estava fazendo. - Tudo bem... - Umedeci meus lábios contendo meu sorriso maligno. O segui até uma escadaria que dava para outro andar. Sutilmente o encarei de canto de rosto, a forma com que segurou meu braço foi tão discreto que nem mesmo as pessoas que estavam por ali teriam desconfiado de nossa índole. - Não sabia que tínhamos intimidade de mais para isto, idiota! - Pirragueei. Puxei meu braço tentando escapar do dele, infelizmente, em vão.

                Assim que entrei avancei alguns passos próximo da cadeira. Bloqueio de porta, superinteligente, não? Segui até um dos barris tocando-o, sentindo sua textura enquanto o ouvia. Para falar a verdade queria enfiar uma faca em seu pescoço e sair dali, mas não. Ele era de outro nível, não posso vacilar... Tenho uma missão à cumprir. Voltei para a cadeira e puxei um pouco mais para a porta, não a deixando tão no centro, como se fosse sentar, permanecendo de costas para ele. - Não é interesse do ministério, é interesse pessoal, se é que me entende. - Menti com um leve sorriso nos lábios retirando minhas facas e jogando para próximo de um dos barris.- Não precisa temer, não vou sujar minhas facas com seu sangue. - Provoquei. Encarei-o por cima do ombro com um leve sorriso e retirei minha capa, jogando em cima da cadeira.

                Uma parte das minhas costas estava a mostra. - Será de outro jeito! - No mesmo instante girei meu corpo e levantei minha perna, tentando dar-lhe um soco em sua mão para soltar suposta varinha. - Covarde!- Aproveitei sua suposta aproximação, por ter perdido sua varinha e esta ter sido lançada para outro lado; dando-lhe um soco. - O que!? - Sua mão segurou a minha, entrelaçou seus dedos nos meus e tentei mais um soco com a mão livre. Ele apenas conseguiu girar meu corpo e me imobilizando de tal maneira que ficássemos próximos. Levantei um dos meus pés na tentativa de dar um 'golpe baixo', mas não consegui.- Me diga agora!- Rosnei. Ravn indagou algo sobre meu comportamento e me soltou empurrando para a cadeira nos distanciando.

                Fechei minhas mãos em punho encarando-o com a maior vontade de matá-lo. E discretamente puxei a minha varinha por debaixo da capa que estava na cadeira. Na mesma hora que apontei para Ravn, ele se aproximou velozmente segurando meu pulso, forçando-me a soltar a varinha.- Não!- Lutava novamente até ser jogada com uma dos barris e ficando levemente imobilizada. Respirei profundo tentando não soltar a varinha e ignorar a suposta dor nas costas devido a agilidade do homem. Mais palavras e mais palavras... Porque ele não diz logo sobre o nome? Suspirei. Desviei meu olhar para a porta. - Ela corre risco de vida.






Spoiler: Mostrar
Nhay *-* Ravn...
Er, desculpe a demora e se quiser eu edito as açoes. Quando escrevi no word deu a impressao de estar bem maior. Mals... Tamanho não é qualidade xD
er e ela prefere mais o uso de nao magia que magia -q até pq ela nao é tao boa pra feitiços -q Nenhum Ajiha é.. Só pra adivinhação -q
Imagem
Mitchell von Hannover
Mundo Mágico
Avatar do usuário
Família é o bem mais precioso que podemos ter em nossas vidas
 
Localização: na rua morge
Reg.: 24 de Jul de 2011
Últ.: 26 de Jan de 2017
  • Mensagens: 185
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Masculino

Rolagem dos Dados:
  • 11 Pts.
  • 14 Pts.
  • 132 Pts.

Postado Por: .


Re: Herberge Rotenboden [Hospedaria]

MensagemFinlandia [#103173] por Ravn M. Stephensson » 07 Jun 2012, 12:31

  • 16 Pts.
  • 20 Pts.
  • 36 Pts.
Tudo que um homem procura depois de um dia de trabalho é deitar em sua cama em paz. Eu não procurava menos ou mais do que isso, levando em consideração que em várias camas nas quais eu adormecia nem minhas eram. Em todos os hoteis que eu havia passado, não havia ficado mais do que dois ou três dias, mas aquele em Vaduz parecia ter sido minha parada final durante um tempo. Não sabia se aquele incidente marcaria o final de minha estadia nele, mas quando eu começava a me prender a um lugar, eu sabia que era hora de me despedir dele.

Não somente com locais, mas também com pessoas de mais variados tipos. Eu não me ancorava a quase nada, e assim que as pessoas conseguiam decorar meu nome, ou saber em qual quarto eu dormia, eu partia em retirada. Não porque eu costumava ser um arrogante, embora minha aparência e o meu psicológico contribuíssem para isso. Eu não gostava de fazer parte da vida das pessoas mais do que apenas uma passagem, porque eu sabia que estava em extrema mutação, sempre mudando de lugar ou de hábito, mas jamais me mudando. Buscava deixar o mínimo possível de marcas nas pessoas, porque a marca que eu queria deixar era em mim mesmo. Ancorar-me às pessoas significaria sentir saudade, ter a obrigação de socializar, de dar satisfação, e desde pequeno eu nunca fui ensinado a isso. Aquilo me ajudou naquela situação a não se importarem com o que estava acontecendo entre eu e aquela mediterrânea, assim como a minha autoridade como ministerial manteve os mais curiosos e atrevidos a alguns passos de distância do real interesse de ver o que acontecia, ainda que a única chamando atenção ali fosse a garota.

Era difícil ser um rapaz sozinho naqueles tempos. A sociedade e o mundo não desejava que tivéssemos o prazer da solidão, mas a cada dia nos mostrava que era contraditória. Queria que socializássemos, mas à distância, cada um dentro de sua casa ou distante fisicamente um do outro. Eu sabia disso por conhecer os elementos básicos do mundo trouxa, mas não sabia afirmar completamente como isso funcionava, mas basicamente, voltava-se ao conceito de que todo homem é verdadeiramente só por dentro. Eu optava por aquilo, e não culpava a ninguém se certas partes de uma vida comum eu não tinha acesso, como normalmente há nas pessoas que são rodeadas de outras semelhantes a ela. Independente disso, eu aprendi a ser adulto e a notar, logo cedo, que ninguém iria ser mais necessário para mim do que eu mesmo, e que ninguém iria suprir a necessidade de alcançar os meus objetivos. Tinha muita coisa a ser resolvida e eu não poderia me entreter com distrações vulgares e um estilo de vida que havia começado a notar que muita gente partilhava, irresponsável e "jovem", tentando fazer com que isso fosse justificativa para seus atos impensados.
Até mesmo dentro de Hogwarts haviam os inconsequentes. Fiquei feliz por ter me formado tão logo e, e tão cedo, ter conseguido um emprego. Demorei alguns anos para conseguir o que queria e isso não seria desperdiçado. Promiscuidade hoje em dia parece ser algo que é aplaudido, e somado também com a ignorância de não ligar para todo o resto.
Eu não achava, por várias razões, que eu era um bom exemplo. Ainda assim, eu achava que por vezes era o único a sentir que todas as mudanças ultimamente, na sociedade e no mundo, haviam sido para pior. O que eu via a partir do Ministério apenas comprovava isso.

Houve uma pequena batalha entre nós quando fui levado para o segundo andar e pude dar as costas para a muçulmana por um momento em que ela nos trancou dentro da adega. O arrastar da cadeira havia trancado a porta do lado de dentro, com ela julgando que não seria nenhum de nós dois a abri-la, o que indicava que ela não tinha medo de envolver-se naquela briga. Tamina havia começado com a vantagem, me acertando enquanto eu ainda estava sem prestar atenção nela. Não estava alerta, mas uma vez que consegui concentrar-me em imobilizá-la, ela sabia que não tinha muita resistência contra a força de um homem. Tomei o cuidado de me esquivar e ver se ela não estava no clima para usar as adagas, mas estas já haviam sido despensadas. Como eu havia calculado, foi um inferno conseguir sobrepôr a sua força, visto que ela era corpulenta e forte, ainda que do mesmo tamanho que eu e com um corpo saudável que não aparentava tamanha violência, mas tampouco transmitia delicadeza.

- A escolha é sua se não quiser comportar-se da maneira correta, eu posso prendê-la. Não, não achei que aquilo fosse o suficiente para fazê-la se aquietar, por conta da sua arrogância e a impossibilidade de ela sequer pensar, em um vislumbre, o que seria dela em Azkaban, mas eu também não tinha utilidade para ela por lá. Havia se entregado quando resistiu ao meu interrogatório que eu faria pacificamente, e agora eu tinha certeza que ela me escondia algo. Empurrei-a contra a cadeira, quase levando ela e o móvel para o chão, e por um segundo tivemos paz. No seguinte, o embate continuou, e embora eu não tivesse uma gota de suor no rosto, o esforço para segurá-la era imensa. Acabei impedindo que ela levantasse a varinha contra mim quando segurei em seu pulso, torcendo-o e puxando seu braço para o lado contrário, de modo que ela seguisse meu movimento. Não o quebrei, mas coloquei seu braço contra as costas, com o pulso ainda torcido, e a prendi entre o meu corpo e o barril, com a outra mão em seus cabelos para deixar seu rosto abaixado, protegendo o meu próprio contra qualquer golpe dela com a nuca, e não dando espaço para que ela jogasse a perna para trás, me acertando entre as minhas.

- Você tem três segundos para começar a falar. Perdeu sua varinha mas eu ainda estou na vantagem, então pare de resistir se não quiser um terceiro confronto, e desta vez só sairá dele direto para a prisão. Não quero fazer isso, mas quem começou a briga foi você. Minha mão girava o pulso dela, mas não torcia além da conta, porque eu não queria machucá-la. Tomei o devido cuidado para apenas contê-la, conseguindo usar sua própria força contra si mesma, e colocando sua mão contra as costas nuas que ela tinha por parte de seu traje típico de sua região. - Se está realmente preocupada com a garota, não vejo como terá utilidade atrás das grades! Estou do seu lado. Agora diga-me, porque ela corre risco de vida?

Eu conhecia algo sobre uma mulher chamada Ajiha que era mais lenda urbana do que fato. O Ministério havia falado muito sobre ela, pelo menos em meu departamento, mas eu próprio nunca a havia conhecido ou sequer sabia como ela era, além do fato de ser uma jovem. O nome que ela havia procurado, no começo, eu também não conhecia, mas sabia que era um dos envolvidos na rede relacionada à mesma mulher. Agora queria ir até o final.
Imagem
Ravn M. Stephensson
Mundo Mágico
Avatar do usuário
O destino é inexorável.
 
Reg.: 27 de Apr de 2012
Últ.: 23 de Mar de 2019
  • Mensagens: 62
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Masculino

Rolagem dos Dados:
  • 16 Pts.
  • 20 Pts.
  • 36 Pts.

Postado Por: Gabriel.


Re: Herberge Rotenboden [Hospedaria]

MensagemEstados Unidos [#104386] por Julie Reinheart » 01 Jul 2012, 14:36

  • 19 Pts.
  • 12 Pts.
  • 84 Pts.
OFF Finalizando trama começada na Floresta com o Faunos (zezo).
viewtopic.php?f=152&t=4197&start=10 (link do ultimo post)


O momento mais estranho e constrangedor da vida de Julie definitivamente era aquele, Faunos parara perto a uma estalagem para que Julie pudesse conseguir ajuda ou ir para um hospital ou simplesmente voltar para casa. Provavelmente ele não se importava com o que ela iria fazer e na verdade nem a própria morena se importava muito com o que iria fazer, tudo o que ela queria e precisava era de uma boa noite de sono para recuperar as energias e nada mais de bruxos do mal ou centauros a perseguindo.

Saindo do lombo do grande centauro assim que ele parou, ela o observou, seu olhar sempre sério e observador a fitou por instantes e voltou a observar ao redor. Julie reconhecia esse instinto, ele não queria ser visto. Dizendo algumas instruções rápidas a ela que Julie achou desnecessária ela simplesmente falou: - O que aconteceu? – seu olhar mesmo cansado transmitia que ela assim como ele odiara aquele estranho momento e realmente não queria que aquilo se repetisse. O grande centauro se virou e começou a trotar para longe dela, mas antes que ele se afastasse muito Julie conseguiu dizer: - Obrigada. – Faunos não parou seu trote, mas pela rápida rigidez de seu corpo ela pode perceber que ele a ouvira.

Virando-se finalmente para a estalagem Julie ficou alguns segundo apenas observando o lugar. Com a ajuda da “bengala” improvisada que Faunos havia feito agilmente na floresta para ela, a morena conseguiu entrar na estalagem. O ar quente de dentro a invadiu como um abraço deixando sua pele gelada arrepiada e logo a esquentando. Passou os olhos rapidamente pelo local e o movimento não era muito grande (para seu alivio). Ainda parada na porta tentou localizar alguma lareira no local, mas então lembrou que provavelmente encontraria seu primo em seu apartamento com aquele sorriso sínico nos lábios esperando por ela para saber como fora o “passeio”. “Droga, não posso voltar para casa”.Suspirando, a morena se dirigiu ao balcão onde uma senhora estava a observando com um olhar de reprovação.– Por favor, gostaria de um quarto para passar a noite. – A mulher torcendo o nariz, como se Julie tivesse uma doença contagiosa disse: - Meu Deus menina, o que aconteceu com você? – Julie ignorou a falsa preocupação da mulher e continuou a olhando esperando que a respondesse. Intimidada com o olhar de Julie a mulher deu um passo atrás e respondeu finalmente. – Não será barato.

- Não me importo. – Julie revirou os olhos para a mulher. – Quarto 37, subindo a escada a direita. – a morena agradeceu a má vontade da mulher, pegou a chave e subiu os degraus com dificuldade enquanto a mulher continuava a observando de rabo de olho. Depois de quase dez minutos subindo as escadas ela finalmente chegou ao seu quarto. Era bem simples, tinha apenas uma cama, um pequeno guarda-roupa, um banheiro e nada mais. A morena trancou seu quarto e entrou no banheiro ligando o chuveiro e tirando sua roupa. Ficou lá de baixo deixando a água quente cair sobre seu corpo até que ela não aguentava mais ficar acordada. Terminou o banho, colocou um roupão que estava pendurado atrás da porta do banheiro e se jogou na cama entrando em um sono imediato, profundo e sem sonhos.
Julie Reinheart
Mundo Mágico
Avatar do usuário
In fact you can keep everything, except for me!
 
Reg.: 21 de Mar de 2012
Últ.: 10 de Nov de 2016
  • Mensagens: 101
  • Nível:
  • Raça: Humana
  • Sexo: Feminino

Rolagem dos Dados:
  • 19 Pts.
  • 12 Pts.
  • 84 Pts.

Postado Por: Pri.


Próximo

Voltar para Armario de Vassouras

Quem está online

Usuários navegando neste fórum: Nenhum usuário registrado e 1 visitante