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Na Zonko's não citamos nenhum dos personagens dos livros ou filmes. Vivemos no mundo mágico, mas nem Harry Potter, Voldemort, Dumbledore, Comensais da Morte e etc. existiram em nosso mundo, com isso você não pode usar nenhum sobrenome dos personagens dos filmes ou livros. O fórum encontra-se nos dias atuais, no ano de 2013 d.c. e as condições climáticas variam de dia para dia e de tópico para tópico, conforme você poderá observar. O nosso período letivo dura oito meses contando com as férias. Nossos adultos recebem por dia de presença e seus tópicos em ON lhe renderão pontos e goldens (nossa moeda). Você nunca poderá interpretar a ação de outro personagem (salvo com autorização), mas poderá interpretar livremente o seu personagem (seja sempre coerente), lembrando que toda ação possui uma reação. A capital do Mundo mágico está localizada em Vaduz, Liechtenstein.

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Herberge Rotenboden [Hospedaria]

Re: Herberge Rotenboden [Hospedaria]

MensagemEstados Unidos [#104395] por Julie Reinheart » 01 Jul 2012, 17:07

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Julie acordara com o corpo dolorido, ainda cansada e com dor no pé, mas pelo menos ela conseguira dormir um pouco. Sentada na cama ainda com o roupão que usara na noite anterior após sair do banho começou a pensar nas coisas que acontecera na noite anterior. Fora uma longa e cansativa noite e bem cheia de surpresas. Em toda sua vida apenas uma pessoa ajudara Julie e acabara morrendo por isso, por isso a morena se mantém afastada das pessoas, sem criar um vinculo com elas, mas por algum motivo aquele centauro a salvara na noite anterior e Julie pressentia que aquele não seria o único encontro com tal.“Só espero que ele não precise mais me salvar.” Foi o pensamento que seguiu suas lembranças sobre o castanho.

Suspirando ela resolveu sair do quarto, precisava ir para casa pegar roupas limpas e tentar dar um jeito em seu pé. Com as mesmas roupas surradas da noite anterior que ela não estava com animo de usar nenhum feitiço para limpá-las a morena desceu a escada do estabelecimento ainda com dificuldade e dependendo da “bengala” improvisada. A mesma mulher que lhe atendera a noite do dia anterior estava atrás do balcão, e assim que avistou Julie na escada fechou a cara. A morena não se importou, chegou ao balcão e sem mais delongas pagou a mulher, ignorando qualquer comentário ou pergunta que ela fizera. Caminhou lentamente até a lareira e via Flu apareceu em um bar bruxo próximo de onde ela morava.

Ignorando os olhares de todos na rua a mulher continuou andando e fazendo seu caminho até seu apartamento. Respirando fundo abriu a porta e se deparou com sua sala de estar, do mesmo jeito que Julie imaginara que estaria. Completamente destruída. “Ótimo, pelo menos ele não estava mentindo para mim”. Foi o pensamento dela enquanto entrava devagar com sua varinha em punho. O apartamento inteiro estava destruído e na parede de seu quarto uma linda mensagem dedicada a ela “Você escapou dessa vez, mas eu te acharei”. – Linda mensagem pai. – Falou sarcástica enquanto usava um feitiço para colocar o pequeno apartamento em ordem novamente. Depois de tudo colocado no devido lugar, Julie colocou roupas limpas e fez uma mala colocando todos os seus pertences. “Acho que é hora de me mudar de novo”.


OFF- Trama Finalizada =]
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Re: Herberge Rotenboden [Hospedaria]

MensagemIrlanda [#105117] por Mitchell von Hannover » 11 Jul 2012, 15:19

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Só conseguia pensar em uma coisa: Ajiha. Infelizmente este homem muito me atrapalhava e não conseguia nada aqui a não ser o olhar dele. Pares belos e azuis nada combinado a sua força que fazia sobre meu corpo. Suspirei. Ok... Ora de me acalmar... - Ela... - Sussurrei enquanto fechava minha mão em punho para tentar me soltar, força que era feita em vão. Sem careta ou qualquer reação que pudesse deixá-lo orgulhoso, resisti ao leve aperto que fazia sobre meu corpo. Não sei quem ele pensa que sou ou quem ele pensa que é, porém, não posso permanecer aqui desta forma, tenho de fazer algo e só vou conseguir se... - Está mesmo do meu lado? - Fitei-o. Novamente ele concordou. - Então me solta... E não, não vou reagir, eu prometo. - Odeio quando prometo algo, principalmente algo que posso não cumprir. Confesso que não depende de mim e sim dele.

Aos poucos pude sentir meu pulso mais leve e o sutil vermelhidão começar a desaparecer. Engoli a seco sem me mover apenas acompanhando-o com o olhar enquanto me soltava sutilmente.- Agora o cabelo. - Indaguei. Ele negou, soltar-me inteiramente não seria sábio da parte dele, aliás, algo que me soltar já nem estava sendo.- Preciso encontrar este Christian Hemsworth, ele é tio e tutor de Ajiha. Há muito tempo aliados vem procurando por ela e agora que encontraram pediram para vir buscá-la, mas nunca conheci este homem. Sem os devidos ensinamentos, a criança pode usar certas vantagens para coisas ruins e não quero isto. - Revelei. Cada palavra, cada pausa, sempre pensada. Não posso contar tudo, mas não posso deixar de contar. Não confio inteiramente neste homem.

Abaixei meus braços esticando sutilmente meus dedos, sem me importar se ele ainda segurava o meu cabelo contra o barril. - Aposto que se você está ao meu lado me levará até este homem.- Ergui a sobrancelha encarando-o. Ravn confirmou que me levaria até o homem, mas disse que ficaria comigo. Franzi o cenho e o observei com reprovação. - Não é da sua conta o que iremos conversar, Já sabe demais... E não confio em você. - Algo que ele concordou imediatamente, também não confiava em mim.- Ótimo! Mas não é porque não confie em você que eu queira saber da sua vida ou da sua família, é algo particular! - Sibilei. Aos poucos pude mover um pouco mais minha cabeça, pois lentamente Ravn soltava-me inteiramente. - Ainda não confio em você.- Soltei um leve sorriso quando ele perguntou pelo meu nome. - Tamina AJiha... - Despreocupada passei próxima a ele e seguindo para minha capa e meus pertences. - Amanhã me leve até este homem... - Girei a capa e logo a vesti.- O último homem que tentou me enganar ou me trair foi morto e seus restos mortais expostos perto ao deserto para que lembrem que não devem trair a minha família.- Soltei um leve sorriso maldoso encarando-o por cima do ombro.- A porta. - Apontei sutilmente com uma das mãos virada para a porta e quando saímos daquele lugar, Ravn apenas disse para encontrar-me na entrada da hospedaria as nove horas da manhã. Confirmei com a cabeça positivamente e caminhei hospedaria à dentro, deixando aquele homem sozinho naquele lugar.


Banho, finalmente algo gostoso de se fazer... Levantei minha cabeça e fechei meus olhos, nada além da queda d'água do chuveiro me perturbava. Um agito diferente, ao mesmo tempo calmo e revitalizador. Nada melhor que um banho bem dado antes de me instalar em um quarto de hospedaria como aquela... Em pensar que tão cuidadosamente subi para os quartos sei deixar que Ravn me observasse. Não gosto que fiquem sabendo onde estou, pode até ser uma preocupação inútil, mas a sensação que recebia de tranquilidade me animava.


Spoiler: Mostrar
Mil desculpas por ter sumido, quando a faculdade finalmente se acalmou arrumei um emprego e aí já viu... primeiras semanas sempre sao as mais sofridas.
Ficou fraco, tem um tempo que não posto. O próximo está por vir... Em breve postarei a continuidade no hospital, assim que postar lá te aviso.
=*** adorei, amei o ravn e postar contigo.
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Re: Herberge Rotenboden [Hospedaria]

MensagemEstados Unidos [#133222] por Adam Rudd » 26 Fev 2014, 18:16

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Eu havia me esquecido, sim eu havia esquecido totalmente dos detalhes. Sim dos detalhes. Não, já não estava mais falando nada com nada, principalmente depois da tequila, o bebida dos “muthchachos” que faz a gente fazer muitas besteiras nessa vida. Sim eu havia esquecido. Esquecido todo aquele discurso que Blaike havia feito, não eu não. Ele havia esquecido. Mas eu havia me esquecido, quer dizer eu queria aquilo, por isso pedi a tequila era a bebida que me tirava dos eixos.

Era uma moça muito má como disse o rapaz lindo de olhos azuis e um jeito irresistível, que estava me deixando doidinha. Um shot o copinho na mesa a pequena distância, a vontade insaciável de beijá-lo.... ele era um gato, fazia valer a noite. não Alyssa... Minha consciência sempre queria cortar o barato, principalmente quando eu bebia demais, mas nunca a ouvi.

Todos os modos eram jogados para trás quando ele encurtou a distância entre nós beijando-me, agarrando o meu corpo com seus braços fortes e envolvente. Senti meu coração vibrar com aquilo, um leve tom avermelhado aparecia em meu rosto tinha certeza disso. -Canalha!- Silabei com um sorriso safado e voltei a beijá-lo, acariciava seu cabelo macio e sentia o roçar da barba mal feita dele no meu rosto. Já falei que adoro homens com barba à fazer? Acabei a noite de muitos homens daquele bar, os mais esperançosos é claro.

Get a room guys! Escutei alguém dizer, certamente um amigo dele.

-Você não gosta de aparatar, não é!?- falei em seguida mordisquei sua boca, já esperando sua resposta. -Me segue- O puxei pela camisa e senti a sua empolgação e minhas costas batia contra a parede fria do bar. Minha perna o envolveu e um aqui não ele silabou. Saímos pela porta...

Entramos loucamente por outra, como era louco aquele momento, a química entre nós era perfeita, aquele momento era.... Louco...Tirei sua camisa joguei de um lado, tinha certeza que a minha tinha ficado pelo corredor. Blaike me jogava na cama e eu o puxava pelo pescoço...

[...]

Eu havia me esquecido....

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Adam Rudd
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Re: Herberge Rotenboden [Hospedaria]

MensagemEstados Unidos [#133285] por Eden Phoenix » 27 Fev 2014, 18:48

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Noite fora de Série
-Parte V-


Blaike riu um pouco. Canalha... -Culpado- disse em resposta, se entregando ao beijo uma vez mais. Certamente, a bebida tira toda a timidez de qualquer um. Não que Blaike fosse tímido, porque certamente não era, o que ele fazia era contar com o bom senso, coisa que foi embora assim como qualquer resquício de timidez que pudesse nele existir. Mal ouvira o que o colega disse, certamente em um tom para tentar deixa-los sem graça, mas, essa era uma coisa dos bêbados. Eram caras de pau, logo aquilo não funcionou, mas trouxe sim um pouco de bom senso de volta, o suficiente para lembra-lo onde estavam, e que aquele não era um bom lugar para... bem, para nada além de beber.

-Não... não gosto. Nem um pouco- e de novo achava aquela moça cruel, e bastante, tentando um homem daquele jeito. Se deixou guiar por um instante, prendendo então ela entre si e a parede em um momento, um pouco mais, eufórico do que instantes antes. Não, ali não... era publico demais, tinha gente, barulho demais. -Aqui não, Blane- sussurrou contra os lábios da jornalista. A nova jornalista, que havia entrado não havia muito tempo na coluna esportiva. Não soube explicar como acharam o caminho para a estalagem, e nem como conseguiram um quarto, ou como acharam o caminho até ele. Havia se perdido em algum ponto entre o beijo, o desejo e o arrancar de roupas uma vez que estavam dentro do quarto.

Trancaram o quarto? Não fazia ideia. Foram silenciosos? Duvidava muito daquilo. Se perdeu naquele desejo louco, quase uma tentação infernal, no ato de que nenhum ser inocente participava...

E então acordou. A cabeça latejando fortemente, se arrependia agora de imediato das doses que tinha tomado na noite anterior. Doses...hum.. quantas foram? O leve esforço de pensar em qualquer coisa fazia a dor piorar. Tentou se mexer, procurar alguma posição melhor para deitar, talvez uma que fizesse a dor parar um pouco, nem que fosse por um instante. Sentiu calor, tinha algo contra si. Algo quente, macio, parecia estar deitado abraçado a uma rosa, a mesma sem espinhos. Só pétalas. Inalou o cheiro dela, sentia um perfume leve, cheiro de álcool e suor. Abriu os olhos devagar, mentalmente agradecendo por aquele quarto estar escuro o suficiente para não fazer a cabeça dele explodir de vez.

Tentou se mexer o menino possível para avaliar aquela situação. Certo, aquela mulher era bem bonita então aquilo era lucro, estavam nus então algo tinha acontecido, supostamente, nem sempre poderia ter realmente acontecido. Podiam ter pegado uma chuva e tirados as roupas para secar. Preferiu se apegar aquela ideia, não que a outra fosse ruim, nem um pouco né mas.. Se soltou, com muito cuidado, da moça e levantou, traçando um caminho bem tortuoso até o banheiro, e recuperando as roupas no caminho. Encostou a porta com cuidado e tomou uma bela ducha gelada, para ver se alguma coisa lhe vinha a mente.

Nada. Socou a parede com alguma força, ganindo internamente com a dor que aquilo causava. -Mer*a Blaike... Olha a situação em que você acordou...- murmurou deixando a água cair na cabeça. Respirou fundo, é, melhor encarar o que tinha acontecido. Desligou o chuveiro e se secou, se enfiando nas roupas logo depois. Voltou para o quarto, procurando qualquer documento que pertencesse a moça com ele. -Alyssa Blane...- leu em uma caderneta, que guardou logo depois no mesmo lugar. Sentou na beirada da cama a observando dormir, tinha dó de acorda-la. Muita dó mesmo. Infelizmente tinha de ir embora, e não o faria antes dela acordar.

-Alyssa...- sacudiu o braço dela de leve e então acariciou o cabelo dela, -Acorde-


Narrador, Falase os outros.
Tagged: Cama.
interagindo com:Alyssa Blane (Mariana)
Notas:1. Mariana... o////o que isso? *la vergonha*
2. Continuação de Trolls, a Manticora e a Jornalista.
Editado pela última vez por Eden Phoenix em 11 Mar 2014, 17:58, em um total de 1 vez.
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Re: Herberge Rotenboden [Hospedaria]

MensagemEstados Unidos [#134109] por Adam Rudd » 11 Mar 2014, 17:06

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Uma coisa horrível, acordar de ressaca. Uma coisa horrível e ainda mais, acordar de ressaca por ter misturado o que não se deve misturar. Uma coisa horrível acordar de ressaca por ter misturado o que não era para misturar, e mais, não se lembrar de nada. Pior ainda. Acordar de ressaca por ter misturado o que não deve misturar, não se lembrar de nada e ainda em uma cama que não é a sua. Para completar com a cabeça querendo explodir.

Uma coisa horrível, acordar de ressaca, por ter misturado o que não era para misturar, não se lembrar de nada, estar em uma cama que não é a sua com um cara te chamando pelo nome. Pronto era o fim.

Senti alguém chamando por mim, uma voz suave, um toque gentil. Espera, não estava na casa dos meus pais, muito menos namorando. Abri meus olhos, pisquei algumas vezes até eles deparar com um par de olhos azuis na minha direção, porr* não me lembrava de nada que tinha acontecido. Minha primeira reação foi puxar o lençol até cobrir o meu pescoço, estava totalmente perdida. Tentei lembrar de alguma coisa, mas nada, no máximo que estava tomando Martini no bar...

– Quem é você!? – procurei pela minha varinha, mas ela não estava ao meu alcance – Me*da – levei a mão na minha cabeça – Ai... não era a primeira vez que isso acontecia, tinha esquecido a minha lei, não misturar vodka com tequila, para mim, era mesma cosia de ter passado uma borracha no que aconteceu. Sempre acontecia isso – o que aconteceu??? – fiz que não para ele – não precisa… – porque tinha feito aquilo de novo!? Sabia exatamente o que tinha acontecido.

Ele tinha uma feição preocupada ao olhar para mim e com a voz branda se apresentou. Pegou as minhas roupas e entregou à mim, o que ele queria que eu me trocasse na frente dele assim. Meu lado bêbada poderia até conhece-lo, mas o meu lado “acordei em uma p*ta ressaca”, não. Apesar de tudo ele parecia prestativo, mas era um canalha por ter feito o que fez.

– Eu sei o que fez Blaike! Apesar do que disse... – sentava na cama ainda segurando o lençol em torno do meu corpo – Homens são todos iguais... respirei fundo - E sempre caio na boa lábia... – o som da minha voz me incomodava – Sou uma tonta... bufei -Deixa eu tomar um banho e me trocar e tomar alguma coisa, não estou aguentando a minha cabeça... – dizia baixo e sereno. Ele saiu do quarto me deixando ali, claro que quando voltasse não me encontraria por lá. Estava com muita vergonha dos fatos.

Vesti minhas roupas que ele tinha me dado, fui ao banheiro e abri o chuveiro deixando a agua escoar, peguei minha varinha e aparatei no meu quarto. Ele não precisava ser um gênio para descobrir que não estaria mais lá quando ele voltasse. No conforto do meu “cafofo” tomei um banho, roupas limpas, um bom remédio para ressaca. E a consciência pareceu pesar. Foi então que aparatei de volta onde estava.

– Oi... Disse ao ver que ele estava sentado na cama...– Isso vai te ajudar, com a ressaca... Joguei para ele uma cartela com alguns comprimidos. Não sabia porque tinha voltado, mas ele não parecia uma má pessoa...

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Adam Rudd
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Re: Herberge Rotenboden [Hospedaria]

MensagemPolonia [#145470] por Jasper Specter II » 12 Mar 2015, 01:54

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      “Preciso ter uma vida!” Suspirou enquanto assinava o nome na vigésima procuração seguida e colocava o pergaminho sobre uma das imensas pilhas de papéis em cima da sua mesa. Eram apenas oito da manhã, mas para o polonês isso não importava - Havia passado a noite trabalhando no Ministério, sem ir para casa nem para um cochilo de quinze minutos. – Dane-se. – Afastou a poltrona da mesa e se levantou, sentindo suas costas totalmente doloridas. Espreguiçou-se e escutou todo seu corpo estalar. Preparava-se para abrir a porta do gabinete e partir para o departamento de transportes mágicos com o intuito de ir embora, mas um barulho chamou sua atenção. Forçando os olhos para manter-se focados, virou o rosto o suficiente para ver algo batendo na janela fechada. Abaixou a mão que estava sobre a maçaneta da porta e aproximou-se da janela, para ver uma coruja impaciente. Abriu o suficiente para que o animal passasse e então desamarrou o cordão que segurava a carta na perna direita do ser alado e observou ele voar para longe. Levantou a sobrancelha, curioso, enquanto olhava para o pergaminho em suas mãos. Não havia reconhecido a coruja. Desenrolou o papel pergaminho e elevou-o até certa altura, perto dos olhos, e sentiu dor de cabeça ao forçar a visão. Algo naquela letra chamou sua atenção. Era muito infantil e percebia alguns erros de ortografia. Começou a ler. “Querido titio Jasper, hoje eu estarei visitando o Ministério da Magia e quero me encontrar com você. Que tal a gente se encontrar no almoço para comermos doces ou algo gostoso? Sua sobrinha, Evelin.” Involuntariamente começou a rir. Enrolou o pergaminho de volta e guardou no bolso do terno xadrez. Ainda rindo saiu do gabinete e foi em direção á lareira de flú. Queria dormir.

      Três horas depois o loiro já estava retornando ao trabalho. Assim que as chamas esmeraldas o trouxeram e ele desceu o pequeno degrau da lareira, começou a formar uma ideia para o almoço do dia. Bateu as cinzas que se encontravam na manga esquerda do terno e encaminhou-se para o elevador. Em vez de parar no Nível Cinco esperou até que a voz mágica anunciasse
      – Nível Três, Departamento de Acidentes e Catástrofes Mágicas, Central de Obliviação, Esquadrão de Reversão de Mágicas Acidentais e a Comissão de Justificativas Dignas de Trouxas. – E então passou pelas portas da caixa metálica. Iria convidar Bay Çelik para conhecer Evelin. Jasper esperava que a turca aceitasse o convite, ficaria aliviado em saber que não precisaria aguentar toda a tagarelice da outra ruiva sozinho. Estava com o humor um pouco melhor, apesar de o sono não ter desaparecido - três horas eram pouquíssimas em comparação a vinte e quatro horas acordado. Tinha tratado de tomar muitos copos de café, apesar de não gostar nenhum pouco da bebida, na ansiedade fumou uns dois cigarros, antes de jogar o resto do maço no lixo. Os olhos do loiro estavam um pouco vermelhos, e o seu cabelo estava desarrumado. “Eu também sou humano, apesar de não parecer.” Riu-se daquele pensamento.

      O sorriso apagou-se no momento em que virou o corredor para ir á sala da ruiva. Não que fosse ciumento, mas ok... Seu coração ardeu em ciúmes. A mulher estava perto da porta de sua sala e conversava animadamente com outro funcionário com capa de auror. O ciúme nem foi por isso, Jasper não era tão ciumento assim... Acontece que Bay estava com a mão no braço do homem, de uma maneira que o polonês não gostou. Parecia tão... Íntimo. Tão logo apareceu no começo do corredor e visualizou aquela cena, deu passos rápidos para trás, escondendo-se do outro lado. Encostou a cabeça na parede e esperou alguns segundos, com os olhos fechados e seu corpo vibrando de raiva. Inspirou várias vezes e então conseguiu se acalmar. Limpou a garganta e então seguiu em frente, virou novamente o corredor e foi em direção á moça, que agora se encontrava sozinha, o outro homem já no fim do corredor, extremo oposto do advogado.
      – Bom dia, Bay. – Sorriu para a ruiva, conseguindo se controlar. – Tenho um convite para você. A minha sobrinha veio visitar o Ministério da Magia e vai se encontrar comigo, quer me fazer companhia? – Lembrou-se das suas ultimas palavras no encontro dos dois em sua casa. Não faria mais convites... Bem, aquela era uma exceção. Manteve o sorriso, esforçando-se para fazê-lo parecer espontâneo e não por pura obrigação. Sim, achara estranho aquele cara e mais para frente questionaria Bay a respeito dele, mas aquela não era a hora.


      **



      - Sim, falei para Evelin que estaríamos a esperando aqui. – Respondeu a mulher, estavam sentados ali fazia cerca de dez minutos e a paciência do conselheiro estava se esgotando, se é que ele tinha alguma paciência para esgotar. O seu tom de voz saiu um pouco irritado e ele inspirou profundamente. – Não dormi nada, estou cansado demais e estou com esse gosto horrível da mistura de cigarro e café na boca. Já disse o quanto odeio esperar? – Olhou para a mulher em sinal de reprovação e então ouviu uma voz chamando seu nome. Evelin chegara. O homem levantou-se da cadeira e esperou até que ela se aproximasse, forçou um sorriso. – Demorou hein, garotinha? – Abraçou a menina e virou-se para o lado, mostrando Bay Çelik para a sobrinha. – Essa é Bay, uma amiga. E essa é Evelin Hans von Kroussi, uma princesa. – Piscou para a garota, que ficou toda feliz. Voltou para o seu lugar e sentou-se, sentindo suas pernas darem gritos de alívio. – O que vocês querem comer? Já vou chamar Helga, outra amigona minha. – Piscou novamente para Evelin. Helga Rotenboden era uma mulher formidável e tratava Jasper da maneira que o polonês gostava. Todas as vezes que comia na hospedaria, levava quase de graça o melhor prato da casa. Helga cobrava o que queria, dependendo de sua simpatia com o cliente. Apesar de Specter ser amistoso com a dona da hospedaria, não nutria afeição pela mesma... Eram apenas interesses e negócios. Helga que soubesse.



Interagindo com: Bay Çelik. Evelin Hans von Kroussi.
Citando: Miguel Enkelis.
Ps: bobão <3
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Re: Herberge Rotenboden [Hospedaria]

MensagemTurquia [#145471] por Bay Çelik » 12 Mar 2015, 04:28

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COME KITTY
YOU ARE SO PRETTY


O mundo mágico estava entrando em colapso. Bruxos e bruxas do mundo todo haviam simplesmente desisto de esconder os seus dons mágicos daqueles que não os tinham, os chamados trouxas. E é claro que sobrara para nós, os obliviadores do Ministério da Magia, remediar a situação e apagar as memórias desnecessárias. Eu andava trabalhando feito louca. Naquela altura do campeonato a minha varinha parecia estar até realizando feitiços sozinha. Eu nunca usara tanto ”obliviate” na vida. A hora do almoço ainda nem havia chego e eu já parecia esgotada: minha blusa branca estava um pouco amarrotada e os meus cabelos ruivos, antes preso numa trança caprichada em cima da cabeça agora começavam a escapar.

Não faziam nem cinco minutos desde que eu entrara no meu escritório quando ouvi uma batida na porta. Eu estava me preparando para uma expressão rabugenta, mas tudo que eu notei fora Miguel Enkelis. Uma corrente elétrica pareceu passar pelo meu corpo, me fazendo ficar alerta. Eu sorri animada. Ele havia prometido que me faria visitas, mas eu nunca pensei que elas aconteceriam tão rápido. E não, isso não era uma reclamação! Pelo contrário! Encostei o meu corpo numa das paredes frias da parte externa da sala e tombei o meu tronco um pouco para frente, aproximando-nos. Estávamos em nosso ambiente de trabalho e eu sabia que deveria manter o decoro, por isso fiz questão de garantir que existisse uma distância saudável entre nós. Os únicos sinais visíveis de carinho fora a minha mão, que acabara se apoiando no braço forte do auror, e o meu sorriso. Durante aproximadamente cinco minutos conversamos sobre coisas triviais. Fiquei feliz em perceber que mesmo depois de tudo o clima não havia ficado estranho.

Miguel se despedira com a promessa de que voltaria em breve. O timing fora impressionante. O moreno caminhara para um lado, Jasper Specter aparecera do outro. Apesar de não estar fazendo nada de errado, confesso que fiquei aliviada por eles não terem se cruzado. Seria meio estranho, não seria? Eu ainda não sabia direito como lidar com os dois, mas estava feliz em tê-los na minha vida. Meus olhos brilharam de empolgação. Duas visitas inesperadas em menos de meia hora. O dia parecia estar prestes a melhorar.
- Bom dia, flor do dia! – Controlei o impulso. Eu não queria ficar na ponta do pé e roubar um beijo na frente de todo mundo. Notei que os olhos de Jazz estavam um pouco avermelhados, como se ele estivesse dormindo pouco. Os cabelos loiros, que sempre estavam delicadamente penteados, pela primeira vez na vida tinha um ar desgrenhado. Não fazia diferença para mim. Ele continuava incrivelmente sensual.

Specter soltou um dos seus sorrisos charmosos e me convidara para um almoço. Considerando que durante o nosso último contato ele prometera que não me convidaria para mais nada, fiquei bastante satisfeita. Parecia que o meu presente havia o convencido de que eu valia a pena. Um almoço que seria perfeito... se não incluísse uma sobrinha. É claro que eu queria conhecê-la, mas não pude deixar de perceber que sentia um frio percorrer meu estômago quando eu pensava nisso. Fazia pouquíssimo tempo que havíamos começado a sair - eu nem ao menos sabia se estávamos oficialmente juntos! - e eu já iria conhecer uma parte da família.
- Tem duas coisas que eu nunca desprezo: comida e crianças. – Dei uma piscadinha, indicando a piada. No fundo eu sabia exatamente o que eu queria. – É claro que eu quero acompanhá-lo.



(...)




Fazia aproximadamente dez minutos que havíamos chego à Hospedaria Rotenboden, localizada no fim da avenida principal de Vaduz. Eu ainda não conhecia o lugar, mas ele me parecera estranhamente acolhedor. Jasper, sentado ao meu lado, ao contrário de mim, parecia bastante irrequieto. Segurei uma risada ao mesmo tempo que revirei os olhos, estendendo a mão direita para apertar a dele, parada em cima da mesa. – Você não avisou que esperaríamos aqui? Então se acalme, homem! - Segurei a risada porque sabia que ela provavelmente me colocaria em apuros. Qualquer pessoa com um nível básico de empatia podia perceber que Jasper Specter havia sido muito mimado. Ele não estava acostumado a esperar. No fundo eu estava achando até bom ele tomar um chá de cadeira: Estava na hora de aprender que nem tudo na vida vem fácil.

Infelizmente e para a infelicidade do meu nervosismo, não demorou muito para que uma voz fina ecoasse pelo salão da hospedaria, fazendo com que o meu rosto se virasse para procurá-la. Quando finalmente identifiquei a dona, deixei que o meu olhar a analisasse e não pude evitar um sorriso. Com uns vinte centímetros a menos e de cabelos tão avermelhados quanto os meus, a sobrinha de Jasper carregava um sorriso que parecia muito infantil e genuíno. Deixei que os dois se abraçassem e soltei uma risadinha quando ele nos apresentou. Ouvir a palavra amiga fizera com que eu me sentisse nauseada. Eu não queria ser a namorada... mas eu também não era amiga. “Princesa”? Precisei me conter para não erguer uma sobrancelha de desconfiança. Desde quando ele era tão... fofo... com alguém? Também me levantei, deixando que os meus braços a enrolasse num abraço apertado.

- Vossa alteza! É um prazer conhecê-la, Eve. – Fiz uma pequena reverência. A julgar pela idade que ela aparentava ter, achei o tratamento um pouco infantil, mas preferi não comentar nada e apenas segui o fluxo da conversa. Quem era eu para julgar a melhor forma de lidar com a menina? Além do mais, eu também não seria estraga prazeres! Durante os meus anos no Instituto Durmstrang várias vezes fui acusada de ter comportamento infantil. Esperei que todos se acomodassem antes de morder os lábios com um sorriso sapeca. - Batata frita! Batata frita! – Respondi animada, tentando disfarçar o quão incomodada eu ficava com o fato de Helga Rotenboden ser, segundo ele mesmo, uma amigona. Eu sabia da fama, mas isso não mudava nada. Eu estava com ciúmes e isso era algo irracional.

- Você é tão fofa, Eve! – Continuei a usar o apelido como forma de nos aproximarmos um pouco. Eu queria que ela gostasse de mim - pelo menos que gostasse mais de mim do que de Helga. - Nem parece sobrinha desse rabugentinho aqui. – Eu ri antes de piscar para a pequena. É claro que era uma brincadeira. - Soube que você visitou o Ministério! Já tinha ido antes? O que achou?



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PS: Perdoem os erros, são 4 da manhã. Qualquer coisa me avisem que eu edito!
PS2: <3
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Re: Herberge Rotenboden [Hospedaria]

MensagemRussia [#145475] por Cassandra Noelle Buckingham » 12 Mar 2015, 14:47

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─ Sabe, corujinha, acho que a mamãe está num lugar muito, muito, muito distante. Acho que ela está descobrindo o mundo, sabe? A sua própria maneira. Vendo paisagens incríveis e se divertindo com pessoas diferentes, aprendendo várias línguas. Porque sempre que eu pergunto, ela não me fala dessas viagens. Acho que é algo que mamãe quer manter para si, sabe? Como eu. Quando eu acho que algo é muito importante, bem... Posso acabar mantendo só para mim. Melhor dizendo, só para mim e para o Porcoelho. Ele sempre sabe o que está acontecendo comigo. ─ Sorri, acariciando o pelo de minha coruja, enquanto observava-a. Eu gostava de conversar consigo, já que ela meneava a cabeça para frente e para trás, como se estivesse escutando atentamente. Claro que nunca saberia para valer se isso era verdade, mas, no fundo, sentia que sim. ─ Você também conhece o mundo, não é? Tenho certeza que sim. Deve ser incrível poder abrir as asas e voar livremente, sem ter algum lugar a qual precisa se prender. Eu queria saber fazer isso, poder fazer isso. Explorar o mundo com asas. Poderia fazer com uma vassoura, mas... Não é a mesma coisa. Além do mais, eu sempre tenho um lugar para onde voltar.

Beijei o topo da cabeça do animal, retirando do bolso uma carta. Havia escrito algo simples, mas que achava ser de muita importância. Alguns dos alunos da rurik sairiam para uma excursão e eu decidira tentar ir. Dessa forma, sairia no meio e iria me encontrar com a pessoa a qual a carta era destinada. Aquela possibilidade me fazia sorrir, também. "Vai ser incrível rever o tio Jasper. Faz um tempo que eu não o vejo... Será que agora ele tem barba? Ah, mas acho que barbas não crescem tão rápido assim. Que pena. Ou talvez ele tenha um bigode grosso e grande, que nem aqueles franceses que eu vi em Londres. Ou... Será que o tio Jasper está mancando ou usando bengala? Ou talvez cadeira de rodas! Ah, mas espera. Com certeza não. Eu saberia, se ele estivesse." Cantarolando uma música, ainda com os pensamentos voltando para meu tio, voltei para meu dormitório. O dia seria longo e muito divertido.

***


─ Tio! Eu senti sua falta! ─ O caminho tinha sido longo, mas finalmente havia conseguido chegar. Um sorriso enorme se espalhou por meu rosto quando o vi, meus olhos focados na imagem do irmão do papai. Valia a pena estar lá, oras. E era ótimo poder abraçar alguém que eu gostava. Porque foi isso que aconteceu. Mal percebi que estava correndo e que meu corpo se chocara contra o dele, mas fora o que eu fiz e, quer saber? Faria de novo. ─ Ei, espera! Você... você não tá com barba. Nem bigode longo. Não está usando bengala, muito menos cadeira de rodas. E também não acho que esteja mancando. Espera! Faz tão pouco tempo assim que eu te vi pela última vez? Mas... Ah, isso significa que eu continuo tão baixinha quanto antes, também? ─ Cruzei os braços, observando-o, fazendo biquinho. Mas eu não fazia bico, então tratei de tirá-lo do meu rosto. ─ Ei, essa moça é bonita, tio! Ela é sua prima? Ela parece ser sua prima. Ou é sua irmã? Ah, espera... Acho que não tanto assim. Talvez ela seja sua amiga? Isso, ela é sua amiga. ─ Minhas mãos inevitavelmente chocaram-se uma contra a outra, o som produzido por quatro palmas ecoando facilmente. Isto porque, no momento em que estava tentando produzir a quinta palma, escutei as palavras de meu tio. Isso me fez parar e olhar para ele.

─ Espera! Você lembrou! ─ Nunca pensei que um adulto fosse se lembrar do que eu era. Uma princesa guerreira! E isso pedia uma pose, mas achei que seria melhor eu falar isso em voz alta antes de fazer a pose. ─ Obrigada, titio. E você é um cavalheiro, viu? Daqueles que carregam aquelas espadas enormes e protegem os mais fracos. Bem, eu não gostaria de ser uma cavalheira. Prefiro ser o que sou. Uma princesa guerreira! ─ As últimas palavras foram pronunciadas enquanto eu observava a mulher que o acompanhava, Bay Çelik. E antes que eu pudesse falar mais alguma coisa, deixei meu corpo numa posição quase engraçada, nas pontas dos pés, mas com uma pose que eu achava ser condizente com alguém de meu posto. ─ Isso. Uma princesa guerreira! E eu moro num castelo, sabe? Na Irlanda. O papai é o rei! Ele não tem muito tempo, mas eu sei que é porque ele está dando tudo de si pra que os súditos e a filha dele não passem por situações ruins. Então, de certa forma, ele está nos protegendo. Eu amo o papai. Bay, você tem um pai? Espera... Gostei do seu nome.

Parei um pouco, pensando no nome da mulher. Era diferente, gostava disso. ─ O seu nome é bonito, moça. Eu posso te chamar de Bay? Ah, espera, acho que posso, porque... porque ele é seu nome, oras. Ixe, não sei o que eu faço. Como eu te chamo, moça? ─ Encarei-a, observando seus olhos, sabendo que os meus estavam coladas no dela. Por algum motivo, tinha o costume de falar com as pessoas mantendo os olhos nos dessas mesmas pessoas. ─ E eu também quero comer, titio! Comida é bom. Eu gosto de comida. Muito, muito mesmo. Às vezes eu acho que a comida de Durmstrang não é boa... Não parece ser preparada com carinho, sabe? Acho que a comida daqui pode ser diferente. Espero que seja. Porque eu tô com fome. ─ Passei a mão na barriga, pensando no que iria comer, sabendo que logo estaria com ela cheia. Só esperava que não doesse. ─ O que tiver, titio. Qualquer coisa. Acho que qualquer coisa é melhor do que em Durmstrang. Bay, você escolhe por mim? Acho que isso seria legal! A propósito, você estudou em Durmstrang? ─ Queria que ela respondesse essa pergunta, queria mesmo. Mas um assunto levava a outro e logo continuei meu falatório.

─ Eu tenho um pouco de medo de lá, sabe? Apesar de estudar onde estudo. Quero dizer, é assustador! Tem aqueles homens altos, gordos, chatos, feios, carrancudos, que nos olham com aquelas caras malvadas e parece que não farão bem a gente. Eu não gosto deles. Nem um pouco. Nem um pouquinho mesmo. Mas... Tenho amigas na escola, sabe? O Peter, o menino bonito, o menino que também é bonito e tem cara de ser inteligente, a Cathy, a Annie, o Anker! Tem também o senhor Cameron. Ele é diretor da minha casa, a Rurikovich. Ele é muito legal, sabe? Eu costumo ir na sala dele, mesmo que só pra abraçá-lo. Uma vez nós conversamos por muito, muito, muito tempo. Outra vez também, mas não tanto. Eu gosto dele, porque apesar dele ser alto, não é chato e nem me dá medo. Ah, ele também é bem gentil! Mas o menino bonito e o menino que também é bonito e tem cara de ser inteligente também são. O Peter é meu melhor amigo. E eu divido um coelho com o Anker, o Todd. Sempre comemoro com a Cathy quando a temperatura em Durmstrang está boa, e... Eu queria poder levar a Annie lá em casa. Na verdade, combinamos de tomar sorvetes juntas, no beco diagonal. Mas não temos ninguém que possa nos levar. Isso é quase triste. Enfim, você...

No exato momento em que eu ia terminar, pronta para perguntar mais uma vez se aquela moça tinha estudado lá ou não, uma outra moça chegou até nossa mesa. ─ Comidaaaaaaa! Ei, você é a Helga que o titio mencionou? Ele é muito, muito legal. Espera, se você é amiga dele, então você deve ser legal também. Você também, Bay. Então... Eu gostei de você! ─ Sorri, observando a mulher que estava próxima. E sabe qual foi a melhor parte daquilo tudo? No fim, quem acabou ganhando doces grátis foi, bem... Eu! ─ Bay, ainda quero saber. Estudou?


Spoiler: Mostrar
Post beeeeeeeem simples, foi rapidinho de fazer <3 E a Eve vai responder a pergunta do Ministério no próximo post o/ Pódexá. É que se não ia ser muita coisa pra Bay reagir e tals -Q

Enfim, citando: Helga, senhor Cameron, Annie, Peter, Cathy, Ichi(r)go, Mikhail (meeeeeeeeeeeeeeeeeenino bonito!), mamãe, papai e eu provavelmente esqueci de mais alguém tanto aqui quanto no post -q

Interagindo com as pessoas obvias, pqné. Nunca escrevo interação, então não escreverei (?)

E, sim, a Helga deu doces grátis pra Eve -q Porque todo mundo ama a Eve *Quê? É uma verdade da vida. Quer dizer... Ela conquistou o Jasper!*
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Re: Herberge Rotenboden [Hospedaria]

MensagemPolonia [#145483] por Jasper Specter II » 12 Mar 2015, 17:17

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      Como Jasper imaginara Evelin continuava tão tagarela como antes. Aproximou-se do ouvido de Bay e murmurou. – Se você não conseguir acompanhar tudo o que ela diz, não se importe. Você se acostuma com o tempo. – Ainda se sentia cansado, mas a irritação já estava começando a ir embora. Como havia pensado no ultimo encontro Eve era um mistério a ser desbravado, sentia-se bem perto da garota, e bem... Ele nunca era tão simpático com crianças. Ele odiava crianças. Evelin que tinha algo de diferente. A voz da menina foi se infiltrando em sua mente, mas já não fazia mais sentido – observava Helga se aproximar. Sorriu para a mulher e pensou no que queria. – Já que todos querem batata-frita, traga uma porção grande dela e me traga, por favor, um refrigerante. A propósito, como vai você, Helga? – Continuou sorrindo enquanto ela respondia animadamente. Observou a sobrinha falando com ela e deu risada. A mulher entregou vários bombons para a ruivinha e se afastou com os pedidos em mãos. Jasper desfez o sorriso e mordeu o lábio inferior. A afeição não era recíproca, mas ele não sabia o porquê, era aquela típica intolerância sem explicação.

      Abaixou o olhar para Bay e a percebeu incomodada com algo.
      – Está tudo bem contigo, Bay? – Inspirou profundamente e segurou um bocejo. Passou o olhar de Bay para Evelin. – Você não respondeu á pergunta de Bay, Evelin. E não é bom comer doce antes do salgado. – Fez menção de retirar os doces das mãos da garota e riu quando ela escondeu-os. – Apenas não coma agora, só depois. E espero que você tenha falado com Cameron a respeito de vir almoçar com a gente. Não quero aurores á sua procura, já não basta o que aconteceu na ultima vez que nos encontramos? – Percebeu que havia falado demais só depois que havia falado. Cerrou o maxilar. A ruivinha era boca aberta e a ruivona era curiosa. Ele estava ferrado. Para que também falar a respeito do ultimo encontro dos dois? Era arranjar para a cabeça. Uma hora ou outra a turca iria perguntar para a menina ou para o próprio loiro sobre aquilo e apesar de ele ser exímio em mentiras, não gostaria de mentir para a mulher. Apertou a mão da ruiva levemente.

      Encostou as costas na cadeira e observou as duas conversando. Parecia que Bay tinha se dado bem com Evelin, apesar de algumas expressões de confusão com tantas divagações nas falas da pequena. Percebeu também o quanto ultimamente sua vida tinha mudado. Pare quem não sorria nenhuma vez, só naquele dia tinha sorrido mais de umas seis vezes, e genuinamente. E ele até que se sentia um pouco feliz, apesar dos ciúmes que ainda ferviam em seu interior. Tudo bem que eles não estavam oficialmente junto, mas ele logo falaria com ela a respeito daquilo. Mexia distraidamente no anel de formatura em seu dedo quando ouviu seu nome ser chamado.
      – O que? Desculpa, não ouvi... Repete por favor. – Tinha se afastado mentalmente dali e não percebera que Bay tinha lhe feito uma pergunta. Seu estômago roncou. Estava com fome, um indício de irritação começou a voltar.



Interagindo com: Bay Çelik. Evelin Hans von Kroussi.
Citando: Helga.
Ps: Mas oi? q
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Re: Herberge Rotenboden [Hospedaria]

MensagemTurquia [#145504] por Bay Çelik » 13 Mar 2015, 03:41

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YOU DRIVE ME CRAZY
AND MAKING ME JEALOUS



Meu Merlin! Aquilo não era uma criança, era um mini tornado. É sério, eu me perdi depois da décima palavra. Minha testa franziu um pouco, tentando compreendê-la. Jasper, que devia ter percebido o meu esforço, aproximou os lábios do meu ouvido - o que me fizera arrepiar - e dissera que não tinha importância. Sem que Evelin percebesse assenti de leve com a cabeça e sorri agradecida. A capacidade que ela tinha de mudar de um assunto para outro em tão pouco tempo era impressionante. - Obrigada! Você também é muito bonita. – Eu sabia que a ruivinha não tinha falado comigo diretamente, mas como aquela fora a única parte da conversa que eu havia captado, resolvi me enturmar.

A pose se princesa guerreira me fizera soltar uma risada descontraída. Ela também elogiara o tio, dizendo que ele era um cavalheiro. Precisei segurar o riso. Jasper podia ser lindo, decidido, inteligente. Na verdade, ele podia ser qualquer coisa, menos protetor dos fracos e oprimidos. Eu já tinha visto o jeito que ele tratava os subordinados e ”assustador” não estava nem perto de traduzir o sentimento verdadeiro. Ele era implacável. Percebi que ele resolvera ignorar esse comentário e não pude deixar de pensar que talvez ele soubesse o quão rude podia soar. Só não devia ligar. Aliás, eu já o conhecia bem o suficiente para perceber que ele não se importava com a opinião de quase ninguém. Essa era uma das coisas que mais me deixava desconfortável: Qualquer relação deveria ser de igualdade e ele era tão... maravilhoso... que se tornava quase impossível chegar a aquele patamar.

Eu devo ter desprendido a minha atenção do pacotinho ruivo por apenas uns cinco segundos, mas é claro que isso fora suficiente para que eu não entendesse mais o rumo que a conversa estava levando.
- Também gosto do seu. É forte, combina com você... - Elogiei antes de soltar um sorriso genuíno. Com o meu descuido, eu havia perdido quase todas as informações que ela soltara sobre o pai, Hans von Kroussi, mas "ele não tem muito tempo" era algo tão forte e tão pouco aberto a interpretações que se fixara na minha cabeça: Eve provavelmente passava muito do tempo que devia estar com a família, sozinha. - Quase todo mundo me chama Bay... - Admiti, movendo os ombros para cima e para baixo. Meu nome era tão pequeno que as pessoas nunca se devam ao trabalho de escolher um apelidos relacionados a ele. - Mas quando eu tinha a sua idade o pessoal da escola me chamavam de Turquia. – É isso que acontece quando você é a única da sua nacionalidade na escola. - É só para os amigos... então, se você quiser ser minha amiga, pode me chamar assim! - Mesmo que esse fosse grande parte do motivo, eu não queria me dar bem com Evelin só porque ela era sobrinha de Jaz. Eu realmente gostava dela. E tinha como não gostar?

[color=#DD78A5] Helga Rotenboden chegara a nossa mesa, desviando a atenção da conversa. Jazz fizera um pedido e em seguida cumprimentara a mulher num tom muito casual. Antes que ela tivesse a chance de responder eu ergui o dedo indicador, pedindo atenção, e soltei um sorriso falso. Eu era boa neles.
– Um refrigerante para a nossa princesa guerreira e um suco de limão para mim, por favor. – Prestem atenção no pronome possessivo ao se referir a garota, folks! Eu não queria sentir ciúmes, e por um tempo até tentei relevar, mas dar doce para a pequena Evelin fora um pouco demais e estourara a minha paciência. Ela, é claro, ficava muito contente - o que só piorava a situação. Specter pareceu perceber o quão incomodada eu estava, mas como a sensação de vergonha e confusão pelo meu comportamento também cresciam, me controlei e apenas movi a cabeça positivamente. - Estou, não foi nada... - Eu não era uma pessoa naturalmente ciumenta. Eu não sabia o que os meus possíveis sentimentos por Jasper estavam fazendo comigo.

- Não seja chato que nem um velho e deixe a menina comer! – Eu sabia que ele me repreenderia, mas virei o meu rosto em direção ao dela e pisquei com o olho esquerdo, demonstrando companheirismo. Jazz, é claro, reforçou a ordem. Porém, antes que eu pudesse tentar contorná-lo pela última vez, ele acabou soltando algo que despertara a minha curiosidade: algo exótico tinha acontecido no último encontro deles. - O que aconteceu da última vez? – Eu, que sempre fui muito curiosa, não aguentei ficar calada. Esperava não arrumar problemas por isso. Meus olhos se prenderam aos dele e a minha imaginação voou, me levando para longe. Na minha cabeça eu podia até ver todo o esquadrão de aurores procurando pela supostamente desaparecida Evelin.

Nesse meio tempo a pequena Evelin continuara a divagar sozinha. O assunto da vez era Durmstrang. Eu também tinha frequentado o Instituto, mas com exceção de uma coisa ou outra, aquela descrição parecia totalmente fantasiada, diferente da minha. Na minha época – e nem fazia tanto tempo assim! – as coisas não pareciam ruins. Pelo contrário, a maioria das pessoas eram muito tranquilas.
- Eu estudei na Durmstrang também... – Era legal ter a oportunidade de conhecer a nova geração da minha escola. Flashback vieram com tudo. As vezes quase todos os dias eu sentia falta daquela época. - Mas eu achava tudo tão divertido... nós nadávamos no lago quando o tempo ficava bom ou nos escondíamos nas ruínas para tentar matar aula. – Quando eu me dei conta das ideias erradas que eu estava ensinando, levei a mão a boca. - É claro que nunca funcionava e a gente sempre acabava em apuros. Não tente fazer isso, Eve.


With: Jasper Specter II & Evelin Hans von Kroussi.
PS: What?
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