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Na Zonko's não citamos nenhum dos personagens dos livros ou filmes. Vivemos no mundo mágico, mas nem Harry Potter, Voldemort, Dumbledore, Comensais da Morte e etc. existiram em nosso mundo, com isso você não pode usar nenhum sobrenome dos personagens dos filmes ou livros. O fórum encontra-se nos dias atuais, no ano de 2013 d.c. e as condições climáticas variam de dia para dia e de tópico para tópico, conforme você poderá observar. O nosso período letivo dura oito meses contando com as férias. Nossos adultos recebem por dia de presença e seus tópicos em ON lhe renderão pontos e goldens (nossa moeda). Você nunca poderá interpretar a ação de outro personagem (salvo com autorização), mas poderá interpretar livremente o seu personagem (seja sempre coerente), lembrando que toda ação possui uma reação. A capital do Mundo mágico está localizada em Vaduz, Liechtenstein.

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Residência Julie Reinheart

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MensagemEstados Unidos [#104804] por Julie Reinheart » 08 Jul 2012, 00:35

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Tasmania, Australia


Imagem


A casa era bem iluminada com as varias janelas, posicionada perfeitamente entre as rochas onde as ondas se quebravam em uma sincronia incrível deixando o ambiente noturno relaxante com o som do mar. Uma praia deserta localizada em uma reserva florestal na costa sudeste de Bruny Island, Tasmania era o lugar perfeito para alguém que queira se esconder do mundo e viver com a natureza. A ilha não era muito grande e sua população era mínima, mas era um lugar onde trouxas gostavam de pescar, segundo alguns era o melhor lugar para se conseguir mercadoria (peixe) para vender. A maior parte da população não bruxa da ilha sobrevivia das próprias plantações e produtos animais. O único modo de trouxas entrarem e saírem da ilha é através de uma balsa ou quem era mais ousado utilizava os próprios barcos para se aventurarem em mar aberto e por esse motivo a ilha não era muito movimentada, pode se dizer que quase esquecida pelos humanos. Mesmo os bruxos não tinham muitos negócios por ali, havia um pequeno vilarejo bruxo com alguns bares movimentados onde se podia encontrar um bom wisky de fogo para aquecer o corpo do tempo gelado do lado de fora.


OFF - Colocarei mais informações sobre a casa nos posts seguintes...
Julie Reinheart
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Re: Residência Julie Reinheart

MensagemEstados Unidos [#105985] por Julie Reinheart » 22 Jul 2012, 15:19

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~ Flashback on ~

“Acho que é hora de me mudar de novo”. Foi o pensamento da morena ao terminar de arrumar seu apartamento que encontrara completamente destruído. – Como você é rápida na arrumação prima. – A voz familiar de Heath soou pela pequena sala de esta. – Gostou da declaração de amor de seu pai? – Julie revirou os olhos e se virou para Heath que estava encostado no batente da porta com o sorriso sínico de sempre. – Lindas palavras, não podia esperar outra coisa dele. – Respondeu com tom de ironia. O olhar do primo passou por ela de cima a baixo e se fixou em seu pé que ainda estava machucado. – Vejo que se divertiu ontem à noite. – Julie seguiu o olhar do primo e então lembrou que deveria fazer alguma coisa para aquele machucado. – Você é um idiota. – A morena esbravejou com o homem a sua frente. – Não seja mal agradecida, ficar aqui teria sido bem pior e você sabe disso.A paciência da morena estava se esgotando, mas infelizmente ela tinha que admitir que o primo estava certo dessa vez e afinal o que aconteceu naquela floresta não tinha sido algo tão ruim assim. Bufando ela disse entre dentes: - Obrigado, mas você continua sendo um idiota.

- E para onde está indo priminha?– Heath perguntou apontando para a mala de Julie ao lado dela. “Droga.” Ela se repreendeu mentalmente, não quer que o primo saiba para onde ela vai. – Vou ao hospital e procurar um lugar para passar alguns dias. – O primo não disse nada, apenas acenou com a cabeça e se virou para o corredor do lado de fora do apartamento. – Te vejo por ai prima. – E aparatou. Julie ficou por um tempo observando o lugar vazio onde ele estava alguns segundos antes e seu pensamento não foi muito agradável. “O que será que ele está aprontando agora?”.

~ Flashback off ~

Julie estava parada na porta da sala de sua nova casa com uma mala ao seu lado, mais uma vez tivera de se mudar por causa de seus problemas familiares.“Estou cansada disso.” Um suspiro longo seguiu seu pensamento e logo seus olhos percorreram o cômodo onde se encontrava. As paredes eram brancas e o chão de piso frio, as grandes janelas mostravam a vista relaxante para o mar, havia também um sofá em L virado para a janela e uma mesinha de centro. Os móveis não eram do tipo caros, eram bem simples e alguns precisavam ser trocados por já estarem gastos graças a maresia. Andando agora pelo corredor que levava ao resto da casa Julie parava na porta de cada cômodo para uma olhada rápida. A cozinha, também simples continha um armário suspenso branco, um fogão pequeno e uma mesa de jantar para quatro pessoas. O primeiro quarto estava vazio, o piso e as paredes também eram brancas. Mais a frente tinha um banheiro com banheira e finalmente o quarto que Julie utilizaria. Nesse quarto havia uma cama de casal e um guarda-roupa antigo de madeira escura.

- Perfeito. – A morena disse para si mesma após olhar toda a casa nova. Com um aceno de varinha limpou toda a casa e colocou suas roupas nos devidos lugares, caminhou novamente para a sala e sentou-se no sofá em L e ficou observando as ondas quebrarem nas pedras e fechou os olhos. Tudo estava tão tranquilo que mais parecia um sonho. “Esse lugar... Não quero mais me mudar... Preciso de alguém para fazer um feitiço...” Ela se levantou rapidamente e começou a andar de um lado para o outro tentando pensar. A morena precisaria de um Feitiço Fidelius para que possa morar tranquilamente nessa casa, mas tinha um grande problema que ela encontrara no meio do caminho: “Não confio em ninguém para esse cargo.” Suspirou derrotada e se jogou no sofá. – Acho que minha sina é continuar fugindo e me mudando ou me render ao meu pai...“Isso nunca.” Completou sua frase imediatamente em pensamento. - Preciso arrumar outra forma de manter essa casa segura por algum tempo, só usando um nome trouxa para conseguir a casa não vai afasta-los por muito tempo. – Falou sozinha voltando a observar as ondas do lado de fora agora ficando mais escuras conforme o dia ia terminando e dando lugar a uma noite fria e estrelada.– Preciso manter Heath longe daqui...
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Re: Residência Julie Reinheart

MensagemEstados Unidos [#110812] por Julie Reinheart » 12 Nov 2012, 13:27

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Julie acabara de se mudar para a nova casa, cansada de estar sempre se mudando, a morena estava sentada no sofá de sua sala observando as ondas baterem fortemente sobre as pedras do lado de fora. O som alto do mar, parecido com trovões conforme as ondas se quebravam espirrando água salgada parecida com uma garoa para todo o lado era algo relaxante para ela e a ajudava a pensar melhor.

A mulher estava preocupada, tentando imaginar o que fazer para manter sua família, principalmente seu primo Heath, longe dali para que ela possa ter pelo menos por um tempo uma vida normal. Ela sabia que o ideal seria ter um fiel do segredo, mas a única pessoa em que Julie confiaria tal coisa estava completamente indisponível naquele momento. “Ainda acho que deveriam estar se esforçando mais para achá-lo”. Pensou a mulher enquanto se lembrava do sorriso mais amoroso que recebera em toda a sua vida. Seu padrinho que fora proibido de vê-la quando criança, mas que sempre dera um jeito de visitá-la na escola e em seus aniversários, sempre disfarçado para que o pai de Julie não o descobrisse.

Essa foi em toda a sua vida a única demonstração verdadeira de amor que ela teve em toda a sua vida, ele a apoiava em tudo, dava-lhe conselhos, a ajudou quando decidiu fugir de sua família após terminar a escola, ele arranjou um esconderijo para ela e a sustentou por um período até que Julie começasse a trabalhar e estivesse segura. A ensinou a passar desapercebida pelos lugares assim como ele fizera por tantos anos em seus aniversários. Seu padrinho a ensinou muitas coisas e sem ele, provavelmente hoje ou ela estaria morta ou estaria sendo perseguida por aurores por seguir o ramo da família.

Julie já pensara em denunciá-los para os aurores, principalmente agora que trabalhava dentro do Ministério, mas por mais cruéis que eles fossem, eles ainda eram sua família, seu pai, sua mãe, tios e primos. Ela não tinha coragem de denunciá-los, claro todos lá dentro sabem dos Reinheart, mas assim como Julie ninguém sabe exatamente o paradeiro deles, pois assim que a morena fugiu eles haviam se mudado e segundo seu primo, se mudaram muitas vezes mais no decorrer dos anos, e mesmo com o contato com o primo ele nunca dissera a localização de ninguém. A única informação que Julie já havia dado ao Ministério era que eles possuíam um fiel do segredo. “Isso é tão desanimador, eles tem como se esconder e eu não”.

- Já que minha única ajuda não está disponível eu tenho de tentar alguma coisa. – Ela disse para si mesma e começou a pensar em feitiços que poderia usar para manter a casa segura. Resolveu então começar com feitiços de proteção para o local, feitiços que impediriam pessoas de detectar a casa naquele local. Levantou então do sofá, colocou um casaco pesado por cima e saiu para o vento frio e cortante do lado de fora da casa. Se afastou um pouco da casa para poder executar o feitiço. Protego Totalum – Foi o primeiro feitiço que ela utilizou e percebeu uma “bolha” de proteção começar a se formar ao redor da casa. Salvio Hexia – Foi o segundo com a intenção de manter a casa invisível aos olhos de bruxos e trouxas. Repellum Trouxatum – Ela queria manter trouxas bem afastados de sua casa também, assim ninguém conseguiria invadir as mentes deles para encontrar a casa. Cave Inimicum – Qualquer membro de sua família que chegasse por terra seria enterrado por esse feitiço. Após rodar a casa com todos esses feitiços de proteção ela se voltou para a casa e apontou a varinha para mais um feitiço que impediria pessoas de entrarem disfarçadas dentro da casa. Queda do Ladrão – Após esse feitiço a morena voltou para o lado de dentro e retirou seu casaco, suas bochechas e a ponta do nariz estavam vermelhas devido ao frio. Para ter certeza de que não se esquecera de nenhum feitiço de proteção ela foi até o quarto e procurou seu livro “Manual em Magia Avançada” e folheou a procura dos feitiços de proteção e então encontrou um que ela não conhecia. – Captus, feitiço de anti-aparatação. Ninguém poderá aparatar no espaço geográfico em que este feitiço for lançado. – Julie leu a descrição do feitiço. “Hum, este é muito útil.” Pensou a mulher enquanto se lembrava da irritante mania de Heath de sempre aparatar em sua casa. – Não custa tentar. – A morena disse a si mesma e continuou a ler o que o livro falava sobre o feitiço.


Aprendizado Captus
Post 01 - Introdução


Off - Arco supervisionado pelo Hadagast (Zezo)
Feitiço: Protego Totalum[dificuldade: 20]; [protego: 3];
Descrição: Protego Totalum é o encantamento para o feitiço defensivo de proteção de pequenas áreas. Forma uma "bolha" protetora em torno do alvo lançado, devendo ser renovado com periodicidade de 3 rodadas. Repele qualquer feitiço (exceto as maldições imperdoáveis). Adiciona +40 na defesa do executor.
Feitiço: Salvio Hexia[dificuldade: 14];
Descrição: Feitiço de proteção onde se enfeitiça determinado espaço geográfico para não ser localizado qualquer ser vivo dentro daquela área. Feitiços mais poderosos podem desfazer tal encantamento.

Itens Utilizados:

  • Manual em Magia Avançada: DCAT, Feitiços e Transfiguração - T. Maltlar e J. W. Louise

    Usou um Manual em Magia Avançada: DCAT, Feitiços e Transfiguração - T. Maltlar e J. W. Louise.

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Re: Residência Julie Reinheart

MensagemEstados Unidos [#110817] por Julie Reinheart » 12 Nov 2012, 14:48

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Julie passou horas estudando o livro, lendo e relendo sobre o feitiço, movimento de varinha, pronuncia do feitiço, a história dele, os locais em que já fora utilizado, tudo o que a morena conseguiu achar de informação útil e inútil sobre ele ela leu e fez anotações. Aquele não era um feitiço bobo igual aos que aprendia na escola e não poderia se dar ao luxo de fazer mal feito, afinal aqui ela não perderia simples pontos para o placar das casas, mas poderia perder a vida. O feitiço era importante para ela, isso poderia evitar muito transtorno. Afinal ela já passara por esses transtornos várias vezes em sua vida.

Ela não culpava Heath por isso, sabia a pressão que seu pai fazia sobre todos da família ainda mais quando o assunto era ela própria. Julie não tinha muita certeza da relação que tinha do primo, os dois sempre brigavam, mas ele gostava dela, nunca a deixara no lugar quando a família iria procurá-la, era algo estranho ele a denunciava e ao mesmo tempo a protegia. “Vai entender o que passa pela cabeça dele.” A morena pensou e resolveu deixar o primo para lá e voltar para o livro e para o feitiço. – Este feitiço parece ser complicado. – Murmurou para si mesma enquanto relia tudo pela décima vez. “Queria que ele estivesse aqui, ele poderia me ajudar com isso.” Ela pensou novamente em seu padrinho desaparecido, ele provavelmente teria alguma dica a dar ou algo a dizer sobre o feitiço. Com um suspiro Julie resolveu deixar o livro de lado e respirar um pouco de ar e comer alguma coisa enquanto digeria toda a informação do livro. Ela sempre fizera isso, mesmo na escola, lia e relia várias vezes a matéria para ter certeza de que não deixara nenhum detalhe passar.

Após comer e digerir um pouco da informação ela resolveu voltar para as quatro páginas do livro que falavam sobre o feitiço Captus. Ela precisava cuidar de detalhes como arranjar um locar apropriado para ela aparatar por ali para não correr o risco de que ninguém a visse por ali. Ela sabia que todos os feitiços usados do lado de fora da casa teriam que ser repostos a cada vez que ela saísse aparatando, mas teria de ser assim até que ela pudesse encontrar uma pessoa de sua confiança para usar o feitiço Fidelius em sua casa.

Mais algumas horas de leitura e Julie resolveu tentar uma primeira vez o feitiço. Vestiu novamente seu casaco cumprido e pesado e saiu de sua casa. Ao lado de fora ela posicionou-se no deck, com as ondas se quebrando atrás dela e respingando água salgada e gelada em seu rosto e mãos ela se preparou para tentar lançar o feitiço. Olhando fixamente para a casa ela se concentrou e fazendo o movimento necessário pronunciou o feitiço. Captus


Aprendizado Captus
Post 02 - Primeira Tentativa
Feitiço: Captus[dificuldade: 18];
Descrição: Feitiço Anti-Aparatação. Feitiço usado para o bruxo não aparatar naquele lugar ou dentro daquele perímetro estipulado.
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Re: Residência Julie Reinheart

MensagemEstados Unidos [#110818] por Julie Reinheart » 12 Nov 2012, 15:13

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Julie não se sentiu confiante com a primeira tentativa efetiva, ela sabia que a primeira vez a executar um feitiço não significava que você conhece o feitiço e muito menos que ele funcionara do jeito que deve funcionar. A morena sempre foi calculista, ela sabia a hora certa de se “comemorar” algo ou ficar feliz por ter feito alguma coisa e aquela não era a hora para isso. Ela tinha que continuar trabalhando duro para conseguir executar perfeitamente aquele feitiço e poder estar um pouco mais segura.

A morena teria que tomar precauções com sua nova casa como trancar a rede de flu sempre para que ninguém apareça por lá “acidentalmente” e muito menos que a encontrem dessa forma. Ela tinha que manter essa casa muito bem escondida pelo menos até que encontrem seu padrinho e ela possa finalmente executar o Feitiço Fidelius com ele. Feitiço esse que ela devera aprender também, já que não conhece o suficiente sobre ele e se for o caso ela poderá se mudar mais uma vez desde que com a ajuda do padrinho para manter-se segura. Agora ele não precisava mais sustentá-la e nem protegê-la, afinal Julie aprendera bastante com o passar dos anos, mas ela nunca negaria a ajuda dele e jamais negaria ajudá-lo se preciso for.

Infelizmente procurá-lo não está nas mãos dela e os responsáveis por isso no Ministério não dão muitas informações sobre isso mesmo lá dentro. “As paredes têm ouvidos em qualquer lugar”. Ela se lembrou da frase que seu padrinho costumava lhe dizer quando criança ensinando-a de que ela tinha de tomar cuidado com o que falava e onde falava. Por isso Julie costumava falar estritamente o necessário e jamais contava a alguém sobre sua vida.

Estremecendo por baixo do casaco devido ao vento gelado vindo do mar, Julie se encolheu tentando manter-se aquecida, seus cabelos negros estavam ficando molhados com os respingos das ondas que se chocavam atrás dela com barulhos iguais ao de trovões. Seu rosto estava vermelho devido ao frio e suas mãos doíam. O céu começava a ficar escuro dando inicio a noite e provavelmente trazendo uma tempestade consigo. Apertando a varinha firme a morena tentou mais uma vez executar o feitiço, fez os movimentos necessários e pronunciou o feitiço de modo confiante. Captus


Aprendizado Captus
Post 03 - Segunda Tentativa
Feitiço: Captus[dificuldade: 18];
Descrição: Feitiço Anti-Aparatação. Feitiço usado para o bruxo não aparatar naquele lugar ou dentro daquele perímetro estipulado.
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Re: Residência Julie Reinheart

MensagemEstados Unidos [#110823] por Julie Reinheart » 12 Nov 2012, 15:38

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Como ela imaginara fora sorte de principiante. Ela sabia que não estava fazendo nada errado, mas que por ser um feitiço difícil, ela demoraria a executá-lo normalmente. Ela sabia que poderia ficar a noite toda ali e não conseguir executá-lo de novo do mesmo jeito que na próxima tentativa poderia ser efetivo.

Uma garoa fina começara a cair e o vento ficou mais forte levantando areia que colava no rosto e na roupa de Julie por causa da garoa. Antes de tentar mais uma vez, Julie resolveu entrar e colocar mais alguma roupa para não correr o risco de ficar doente. Assim que entrou foi direto ao seu quarto e pegou um par de luvas e uma touca de lã, seu casaco branco lhe cobria até abaixo dos joelhos e suas botas pretas e de couro mantinham seus pés e pernas aquecidos.

Voltando para fora de casa o céu já se encontrava mais escuro, mas para a sorte de Julie a garoa continuava fina. “Se vier a chuva que o céu promete, terei que continuar tentando esse feitiço amanhã.” Pensou enquanto caminhava lentamente para o deck apertando os olhos para as gotas não a incomodarem. Antes de continuar ela se virou para o mar, as ondas agora estavam mais altas e ultrapassavam as pedras chegando perto do deck onde Julie estava. No horizonte ela conseguia ver relâmpagos e alguns raios caindo no mar. A tempestade estava em alto mar, mas se encaminhava para a terra e provavelmente não demoraria muito para alcançar Julie.

A mulher se virou novamente para a casa e resolveu que aquela seria sua ultima tentativa do dia, já que uma grande tempestade estava a caminho e um dos feitiços que ela já havia posto na casa anteriormente só evitaria que as ondas chegassem até ela e causassem algum dano a casa e isso não impediria a tempestade de chegar. Segurando firme sua varinha ela se posicionou e mais uma vez naquele dia fez os movimentos necessários e pronunciou o feitiço. Captus


Aprendizado Captus
Post 04 - Terceira Tentativa
Feitiço: Captus[dificuldade: 18];
Descrição: Feitiço Anti-Aparatação. Feitiço usado para o bruxo não aparatar naquele lugar ou dentro daquele perímetro estipulado.

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Re: Residência Julie Reinheart

MensagemInglaterra [#110828] por Hadagast Whittworth » 12 Nov 2012, 20:09

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Aprendizado Completo, pode finalizar o post se assim desejar e registrar as postagens da forma como deve ser! Parabéns. Estou executando o feitiço abaixo para mostrar que realmente possuo ele. A supervisão ocorreu em off em vista de meu personagem estar impossibilitado de participar.


Captus
Feitiço: Captus[dificuldade: 18];
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Re: Residência Julie Reinheart

MensagemEstados Unidos [#110859] por Julie Reinheart » 13 Nov 2012, 21:01

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Para a sorte de Julie ela havia conseguido conjurar o feitiço novamente e bem a tempo de voltar para dentro de casa antes da tempestade chegar forte e sem piedade. As ondas agora estavam cada vez mais altas e ferozes, o barulho era tão alto que se Julie estivesse conversando com alguém eles quase não se ouviriam e provavelmente teriam de lançar algum feitiço para abafar o barulho das ondas, mas como não era o caso a morena não se importou.

Tirou seu casaco, touca e luvas e se dirigiu para a janela e pôs-se a observar a chuva e o mar do lado de fora, o vento era tão forte que as gotas de chuva não tinham uma direção certa para cair deixando marcas fundas na areia já molhada. Um suspiro de cansaço foi ouvido no ambiente, Julie se sentia cansada, sabia que todo aquele trabalho de lançar feitiços pela casa não seria de grande utilidade levando em conta a rede de Flu que só poderia ser fechada quando estivesse em casa. “Nessas horas eu sinto falta das engenhocas estranhas dos trouxas.” Pensou ainda observando a chuva, o céu negro, clareado apenas quando algum raio caia no mar e lembrando de uma das vezes em que morou com trouxas e no quanto ela achou estranho, e na época não tão eficiente, porta automática da garagem da casa.

“Será que se eles usassem as lareiras para viajar em vez daqueles carros estranhos, eles inventariam algo do tipo para elas?” Se perguntou e se deixou soltar uma risada, algo que era raro para a mulher. “Por que estou pensando essas coisas?” Balançando a cabeça enquanto se repreendia mentalmente por pensar besteiras, ela saiu de seu lugar e dirigiu-se para o banheiro, tomou um banho quente e demorado, colocou seu pijama e deitou em sua cama. Deixou a cortina aberta para que pudesse observar a chuva nos momentos em que os relâmpagos iluminavam o céu e deixou sua mente viajar por um mundo desconhecido para ela, uma realidade que não era a dela, uma vida que ela achava que nunca teria. Imaginou-se naquela casa com uma família de verdade, sua própria família.

Eram raros os momentos em que Julie se permitia pensar nisso, em um futuro que ela acreditava que nunca viveria, um futuro que não era dela. Afinal com o próprio pai querendo matá-la e capaz de matar quem se atrever a se envolver com ela, como já fizera uma vez e uma mãe que diz se importar, mas não faz nada por ela e não impede o pai de fazer suas maldades. Como ela poderia se dar ao luxo de criar uma família, de ter filhos com problemas familiares como aqueles? Mas era em noites raras como aquelas que ela se deixava pensar por alguns minutos sobre como seria bom se isso pudesse acontecer. E com esses lindos pensamentos a morena adormeceu esperando não ter seus costumeiros pesadelos, mas sim sonhos bonitos com um futuro fantasioso.


Aprendizado Captus
Post 05 - Finalizado
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Re: Residência Julie Reinheart

MensagemEstados Unidos [#124382] por Julie Reinheart » 25 Jul 2013, 19:23

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O dia estava cinzento como era de costume na pequena ilha onde a morena morava, o som constante das ondas se quebrando nas pedras eram reconfortantes para Julie, mas podiam deixar qualquer um maluco por ser o único som presente no local. A casa era pequena e aconchegante, apesar do lugar frio e distante que a mulher escolhera para morar, mas tudo ali era exatamente do gosto e do jeito de Julie. A ilha não era exatamente deserta, havia um pequeno vilarejo de pescadores trouxas na outra ponta da ilha, mas eles não a perturbam, pois é difícil virem para esse lado onde há as pedras que podem afundar seus barcos e mesmo que venham a pé não podem ver a casa da Reinheart graças aos feitiços protetores que lançados ao redor da casa.

Claro que a morena não se sentir cem por cento sossegada, mesmo com seus feitiços protetores, pois conhecia o pai e o primo e sabia que eles sempre arranjavam algum jeito de descobrir onde a morena estava e acabar com a pouca paz que ela conseguia, se ela conseguia, mas esperava que dessa vez eles demorassem mais para conseguirem isso e pensassem duas vezes antes de agirem afinal agora ela tinha mais contatos com pessoas do Ministério que poderiam pegá-los e acabar com suas vidas de crimes e sua diversão de persegui-la para cima e para baixo. Pelo menos assim ela esperava.

Muitas vezes Julie se pegava perguntando se teria realmente coragem de prender o pai algum dia ou se ela gostava da brincadeira de cão e gato que eles faziam a anos. Mas depois de horas pensando e se lembrando de tudo o que passara todos esses anos nas inúmeras caçadas em que ela era a presa e seu pai e seus homens os caçadores a resposta era decididamente um sim, ela teria coragem de fazer isso, mesmo que uma pequena parte de seu coração ficasse apertada por estar fazendo isso com o pai.

Ela também se perguntava porque se importava em ainda chamá-lo de pai, sendo que em sua vida ele nunca exercera o papel que a sociedade diz ser o papel de pai, ele sempre a maltratara, dizia varias vezes que não ela era uma vergonha para os Reinheart e não escondia o seu desgosto por não ter conseguido um herdeiro, mas sim Julie. Claro, ela nunca imaginara que ao se formar e decidir deixar a família seria caçada pelo pai que já nutria um ódio anormal por ela e passara a nutrir algo além do ódio, algo que Julie não conseguia explicar e que a fez derramar muitas lágrimas escondidas no final do dia por ai.

Claro que a mulher não se orgulhava disso, mas ela aprendeu muitas coisas com o pai, infelizmente. Julie não deixava seus sentimentos ultrapassarem sua mascara de seriedade, era muito observadora e sempre esperava para dar o ultimo passo, nunca (ou pelo menos quase nunca) se precipitava diante de alguma situação e detestava se relacionar com as pessoas, em partes por temer que elas saibam demais sobre ela e em partes por ter criado um escudo em si mesma para se proteger de todos.

É, nem tudo que ela aprendera foi bom, mas a manteve viva até agora. Há os que a achem metida e há os que a achem estranha ou até mal humorada, mas a verdade é que a morena não liga para o que os outros pensem dela. Por isso escolheu uma casa onde possa se isolar das sociedades. Não que os trouxas implicassem em alguma coisa na vida da morena, ela até gostava de alguns deles, mas preferia manter-se sempre longe, pois temia que os que forçassem entrar em seu escudo, acabassem feridos ou pior que isso. E por instantes a imagem do rosto de George Hogarth passou pela mente da morena e ela estremeceu.
Julie Reinheart
Mundo Mágico
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