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MensagemEstados Unidos [#108468] por Julie Reinheart » 17 Set 2012, 13:49

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Nada como um dia de folga do trabalho para sair de casa sem rumo e passear pelas ruas das cidades, porém esse não era completamente o caso de Julie, ela não estava andando sem rumo, mas sim pelas ruas de Baltimore onde a morena nascera e passara parte de sua infância.

Lembranças a encontravam a cada rua que ela virava, brincadeiras com seu primo, passeios com sua mãe, lojas ou restaurantes trouxas que ela nunca fora, mas gostava de ficar observando as pessoas que entraram e saiam de lá, livrarias e bibliotecas. Tudo o que fizera parte da infância dela estava ali.

Com todas as lembranças que a acompanhavam durante a caminhada a morena deixou escapar algumas lágrimas. Julie nunca gostou da infância e da vida que tivera com sua família, mais especificamente com seu pai, mas ela mantinha poucas lembranças felizes que ela construíra sozinha ou com uma pequena participação de poucos membros da família e era disso que sentia falta, mas infelizmente as lembranças boas eram poucas comparadas com todas as ruins que tivera.

Depois de um bom tempo caminhando Julie chegou ao ápice de suas lembranças boas, o monumento de George Washington (como os trouxas o chamavam agora). Aquele lugar era mágico para ela, a estátua feita de uma magia antiga estava ali a mais de duzentos anos, o cavalo e seu cavaleiro eram feitos de bronze. A morena procurou um lugar para sentar e ficou ali observando a estátua que ela costumava olhar quando pequena.

Algo naquela estátua acalmava seu coração, ela a usava como um refúgio para os problemas em casa. Costumava passar horas e horas sentada ali sentindo a brisa em seu rosto enquanto observava a estátua sem parar, podia chover, nevar ou fazer sol, a morena sempre estava ali. Mentalmente ela conversava com a estátua, como se seu cavaleiro a respondesse ou pelo menos a ouvisse, às vezes ela via o olhar da estatua sobre ela e o relincho do cavalo.

Agora sentada ali e relembrando seu passado ela sabia que era imaginação dela, mesmo a estátua sendo mágica ela não se movia ou produzia nenhum som, já que ela ficava no meio de uma cidade trouxa movimentada. Julie riu de si mesma, como era fácil ser criança e sentar ali imaginando um mundo melhor ou apenas imaginando seu próprio mundo. Naquela época ela não imaginava que teria de fugir de seu próprio pai, que teria de viver escondida deles, que teria que lutar contra outros bruxos e muito menos que tentaria com todas as forças esquecer seu passado.

Mais algumas lagrimas escorreram por seu rosto, mas dessa vez ela não se importou e nem tentou escondê-las. A morena aprendera com sua família que chorar era sinal de fraqueza e com o pai que tivera aprendeu rápido demais a controlar seu choro e nunca demonstrar medo ou fraqueza para outras pessoas. Mas ali, de volta as suas origens ela não se importou, sabia que estava correndo grande risco de ser encontrada por alguém do clã de seu pai, mas não estava preocupada, ela estava ali para relembrar uma parte boa de seu passado obscuro.

Quando o sol começou a se por que Julie percebeu que passara ali observando a estátua e perdida em pensamentos por quase quatro horas, resolveu então enxugar algumas poucas lágrimas que escorriam por suas bochechas e levantar-se para procurar algum lugar para comer, mas dando alguns passos ela ouvira um som um tanto familiar de aparatação e virou-se meio apreensiva para ver o que era.


OFF arco com o Zezito! =]
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Re: Baltimore - MD - EUA

MensagemSeychelles [#108624] por George Hogarth » 24 Set 2012, 21:15

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George parou ofegante enquanto se desvencilhava daqueles espartilhos que insistiam em se enroscar em seus dedos. Depois da dura tarefa de tirar aquele adereço feminino ele começou a evoluir na relação. Foram horas que voaram como um hipogrifo com fogo na cauda e lhe valeram boas moedas de ouro, fruto de um serviço de michê muito bem executado por ele, que, para ganhar um extra, se envolvia, sempre que necessário, neste tipo de “trabalhinho”.

A noite estava ótima, a América era um continente maravilhoso. As mulheres tinham dinheiro e gastavam das formas mais curiosas possíveis, comprando serviços de acompanhantes de luxo para festas e eventos sociais. Quanto mais apessoado fosse o homem, maior era o cachê. “E modéstia parte eu sou um gato” Pensou Hogarth consigo mesmo, enquanto contava mentalmente os goldens que repousavam em sua bolsa de couro presa na cintura.

Caminhando lentamente pelas ruas de “Frisco”, nome que os moradores de São Francisco odiavam, a sua capa longa esvoaçava ao vento jogando seus longos e sedosos cabelos ao vento dando para aquela cena pitoresca um ar de filme hollywoodiano. Foi quando homens raivosos aparataram em sua frente, cercando-o. - Ei, eu conheço você – disse ele aproximando-se do homem que estava a sua frente com um sorriso no rosto e a mão direita esticada a frente, até lembrar de onde o conhecia. Tinha acabado de ver a sua foto num quadro na casa de Beatrice. Quando caiu em si aparatou no segundo em que quatro feitiços colidiram no lugar que ele estivera. E ele sumiu para aparecer no primeiro lugar que lhe veio a mente.


------------


Ah, apartar. Uma arte muito interessante para aqueles que a estudaram tão profundamente. É claro que não era esse o caso de George, que apenas aprendera a aparatar inteiro sem estrunchar, sem aperfeiçoar todas as técnicas desta belíssima magia. Logo, escolher o melhor lugar para aparecer não era a maior das habilidades dele. Foi assim que ele foi parar sentado em cima de uma estátua de um cavaleiro no meio de Baltimore, no estado de Maryland, bem longe dos seus possíveis captores.

Com um movimento displicente da varinha o cavaleiro de bronze pulou do lombo do cavalo e pôs-se a correr sem rumo e sem direção. Mais tarde George soube que este nunca mais fora encontrado e hoje resta apenas o cavalo como monumento incompleto. Os trouxas sempre se perguntaram como roubaram o cavaleiro sem danificar a estátua. Sentado em cima do cavalo ele fez o animal relinchar, segurou o chapéu com a mão direita e gritou – IIIHHHAAAAAAAAAAAAAAAA – imitando um peão de boiadeiro quando o animal de ferro ficou em pé apoiado nas patas traseiras. Só então ele percebeu que estava sendo observado e foi com grande surpresa, e descontentamento, que ele percebeu que ali estava aquela mulher do ministério que ele cortejara sem sucesso alguns dias antes.

- Ora ora, que mundo pequeno esse nosso. Sinto que o destino insiste em nos unir - Disse o golpista abrindo um sorriso divertido enquanto fitava aqueles olhos verdes e profundos.
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Re: Baltimore - MD - EUA

MensagemEstados Unidos [#108875] por Julie Reinheart » 02 Out 2012, 15:49

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A expressão da morena passava rapidamente de apreensiva para confusa e de confusa para irritada enquanto ela percebia quem tinha aparatado a alguns metros dela em cima da estátua que ela observara durante o dia todo. Visivelmente bêbado, o homem que Julie começava a odiar, fez com que o cavaleiro de bronze que completava a estátua pulasse do cavalo em frente à Julie e saísse correndo sem rumo pelas ruas de Baltimore.

Sem muito tempo para ter uma reação Julie apenas observou o cavaleiro sumir no meio de uma das ruas mais movimentadas do local. Quando finalmente ela pode processar a informação a raiva tomou conta da face da morena completamente, olhando para George que ainda brincava com a parte da estátua que sobrara fazendo o cavalo relinchar e ficar apenas sobre suas patas traseiras a morena empunhou sua varinha e com um movimento usando o feitiço Levicorpus tirou ele de cima do cavalo sendo carregado pelo tornozelo deixando-o de ponta cabeça e colocou-o no chão a sua frente.

Ainda com a varinha em punho ela não deu tempo para que ele fizesse muito mais do que se levantar. Agarrou a gola da camisa que ele usava e pressionou a varinha contra o pescoço do homem. Seus olhos brilhavam de raiva e das lagrimas que ela segurava com muito esforço. – Você é um idiota. Acabou de arruinar a ÚNICA lembrança boa que eu tinha da minha infância. – A morena gritou com George, sua voz firme e fria, mesmo com toda a vontade de chorar que ela sentia. – Você sabe a quantos anos essa estátua está ai? Você sabe como será difícil recolocar aquele cavaleiro em seu lugar? – A morena continuava gritando ignorando qualquer tentativa de George de falar alguma coisa.

Após um tempo, a morena se acalmou e se afastou de George sem perder ele da mira de sua varinha. Ela estava contendo uma grande vontade de lançar um feitiço nele que pudesse provocar alguma dor, mas nenhuma dor física seria suficiente para comparar a dor que ela sentira de ver uma de suas melhores lembranças arruinada. – Você pagara por isso um dia. – A voz dela agora possuía um tom frio que chegava a ser intimidante. Ela estava calma e seu olhar não apresentava mais nenhum sinal de raiva, ela não expressava mais nenhum sentimento, como se só existisse gelo dentro dela naquele instante, qualquer calor humano de algum sentimento se extinguira. – Eu odeio você.


Feitiço usado: Levicorpus
Descrição: Levanta o oponente pelo tornozelo de cabeça para baixo. Impede a vítima de se defender por uma rodada.
Feitiço comum, não verbal.
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Re: Baltimore - MD - EUA

MensagemSeychelles [#109147] por George Hogarth » 10 Out 2012, 21:35

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Foi no instante em que se viu preso pelo pé que George percebeu que estava sendo observado e já de ponta cabeça que ele encarou os olhos daquela conhecida moça que o erguia no ar com a sua varinha, tirando-o de cima do cavalo e prestes a largá-lo no chão. Foi na fração de segundo entre ser solto e bater no chão que um pensamento de um passado longínquo lhe ocorreu.


[FLASHBACK ON]


Ela estava em prantos. Uma enxurrada interminável de lágrimas escorriam dos olhos da garota que tentava, inutilmente, escondê-las com as mãos. O pouco que se via de seu rosto estava vermelho e molhado. A morte do pai a abalara muito. Mortes súbitas e sem uma explicação aparente costumam abater mais fácil as pessoas, que acabam se rendendo facilmente ao sofrimento. Marie estava num canto do seu quarto, enquanto os adultos se reuniam na sala. Ela não sabia, mas o pequeno garoto George a observava, estático na porta de seu quarto, perdido em um turbilhão de pensamentos confusos sem saber o que fazer. Foi quando uma mão tocou em seu ombro e uma voz falou em seu ouvido:

- Vá até ela “Ge”, só você será capaz de fazê-la sorrir – E a tia dela se afastou. Neste instante o garoto, que no auge dos seus sete anos, tinha a responsabilidade de consolar a sua melhor amiga pegou-se pensando: “Mas como é que eu farei isso?” Ele não tinha a menor ideia. Com passos curtos e silenciosos ele se aproximou, com a cabeça fervilhando de ideias, coisas para falar e palhaçadas para fazer. O jovem Hogarth odiava ver Marie assim, foi quando ele tocou no seu ombro e disse quando ela levantou aqueles olhos afetados para ele.

- Quer chicletes? - E ela desatou a chorar mais ainda.


[FLASHBACK OFF]


Deste dia em diante George decidira que seria capaz de fazer qualquer um sorrir em qualquer circunstância, mesmo que isso acabasse magoando outras pessoas no processo. A cena do cavalo talvez fizesse seus netos sorrirem no futuro, no entanto, naquele momento Julie Reinheart estava ali, com a varinha em punho e uma expressão de ódio, prestes a deixá-lo cair no chão. Antes é claro ele iria dizer o que era preciso ser dito – Você também fica linda de cabeça para baixo. Mal posso esperar para te ver na horiz... - E foi assim que aconteceu. Antes de conseguir completar a frase ele caiu e bateu a cabeça e logo um grande galo se formou e começou a latejar, incomodando-o. Levantando-se com a mão na cabeça ele olhou para frente com os olhos meio lacrimejados de dor e sentiu suas vestes serem agarradas na altura do pescoço e ele ser puxado para frente, ficando a poucos centímetros do rosto da srta. Que sem pestanejar declarou seu ódio por George.

“Ge”, no entanto, não estava ouvindo. Estava tão perto da bela moça que podia sentir cada ingrediente que compunha o seu perfume. Como um especialista em mulheres e amante das artes das poções com fragrâncias (ou seja, os perfumes) ele rapidamente identificou o cheiro de melância que predominava, enchendo os seus pulmões. Por alguns segundos permaneceu em um estado de transe onde ele não desejava mais ninguém a não ser aquela mulher. (Devem ser os feromônios) até que voltou a consciência e percebeu o que estava acontecendo.

- Adoraria que você me soltasse, está amarrotando o meu casaco de couro neozelandês que foi de meu bisavô. - Disse ele encarando ela nos olhos. Sabia que essa não era a melhor das atitudes, afinal, ela não era o tipo de mulher doce e frágil que ele estava acostumado a lidar. Ela era uma Pantera, e George tinha chegado perto demais de algo que lhe era muito caro. “E o mais importante, ela está com a varinha em punho apontada para o meu lindo pescocinho”.

Tentando amenizar ele completou– Sinto pela sua perda, mas ela pode ser reparada... [...] - Segundos constrangedores de silêncio onde ele olhou para os lados e disse como num sussurro - […] Eu acho...
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Re: Baltimore - MD - EUA

MensagemEstados Unidos [#110101] por Julie Reinheart » 27 Out 2012, 21:32

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Julie estava completamente furiosa, os nós de seus dedos estavam brancos devido ao tamanho da força que usava ao segurar a varinha apontada para o pescoço daquele homem a sua frente. Seus pensamentos não saiam da estátua que sairá correndo sem rumo pelas ruas da cidade e simplesmente sumira de vista, ela teria muito trabalho para achar a estátua novamente, se é que a acharia e com certeza não conseguiria colocá-la de volta em seu lugar. Fora o trabalho que terá em apagar a memória de todos os trouxas que a virem e o que terá de explicar no Ministério sobre o acontecimento. Se ela tivesse um pouco mais de sorte George iria preso pelo ato, mas ela não se sentia com tanta sorte assim.

Aproveitando o comentário inapropriado de Hogarth sobre o casaco de couro que usava, Julie afrouxou a mão que segurava a gola do casaco e tirou a varinha do pescoço do homem a mirando para o casaco. Diffindo – Sua voz era completamente fria, seus olhos verdes não continham emoção nenhuma, pareciam o mais profundo e gelado dos oceanos, ela ficou apenas observando enquanto o couro do casaco de Hogarth se partia em milhares de pedaços e caia no chão. Ignorando o choramingo do homem por ter perdido um “objeto valioso” ela disse ainda com o mesmo tom frio que usara para conjurar o feitiço. – Sinta-se feliz que eu não sei executar a maldição da morte, pois eu não evitaria em usá-la agora.

E virando as costas a morena começou a andar na direção em que a estátua do cavaleiro saíra correndo para ver se conseguia alcançá-la, mesmo tendo certeza que não conseguiria colocá-la em seu devido lugar por causa da magia antiga que fora usada para colocá-la ali e mantê-la intacta por tantos anos. A morena caminhava segurando as lágrimas por ver suas lembranças destruídas, ela seria mesmo capaz de matar Hogarth agora se soubesse a maldição, mesmo odiando o fato de que isso a tornava mais parecida com sua família, com seu pai. “Eu espero nunca mais encontrar esse cara na minha vida.”. Foi seu pensamento antes de virar uma esquina e deixar George completamente para trás. “Espero que ele não me siga.”.
Feitiço: Diffindo[dificuldade: 1];
Descrição: Feitiço usado para cortar objetos. Harry o usa, por exemplo, para rasgar a mochila de Cedrico.
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Re: Baltimore - MD - EUA

MensagemSeychelles [#110388] por George Hogarth » 02 Nov 2012, 21:16

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[FLASHBACK ON]


O inverno na Nova Zelândia era bastante rigoroso em algumas cidades próximas aos lagos e as montanhas principalmente. Certa vez, quando tinha 13 anos, o pequeno e inocente George foi visitar o seu bisavô em um casebre pobre que ficava quase no topo do Mount Aspiring em Wanaka. Por um mês, nas férias de verão da escola, ele conviveu com o velho que lhe ensinou como viver no meio dos trouxas. Ele era um bruxo abortado e por isso fora viver tão longe de todos os outros familiares. A mãe não gostava muito da ideia, mas o bisavô tinha insistido visto que estava nos últimos anos de sua vida.

- Aqui meu jovem– dizia ele – Você vai aprender que muito do que você faz com a magia você também pode fazer com as próprias mãos – Ele era um homem magro, esticado pela idade. Os braços e pernas, velhos e fracos ainda possuíam músculos capazes de brandir um machado para cortar lenha para a lareira da sala. Seus 103 anos de vida e a solidão o obrigavam a se manter sempre ativo e saudável – Vivendo assim, como eu, você não vai ostentar uma barriga gorda e preguiçosa como o meu filho, o seu avô. Não, não, aqui você vai criar músculos e aprender a viver no meio da selva por que isso meu filho – Ele parou um pouco ofegante para respirar, apoiado no machado olhando de soslaio para o jovem – Pode salvar a sua pele um dia... - Terminou erguendo o machado e cortando como se fosse manteiga um largo toco de madeira.

Foi naquela manhã que o pequeno Hogarth, nascido e criado em terras quentes de verão ganhou o grande casaco de seu bisavô. O frio o fazia tremer, e o velho Hogarth, que, mesmo sendo um aborto, ostentava com orgulho aquele sobrenome, jogou aquele casaco leve, mas muito quente, por sobre os ombros do pequeno e disse pura e simplesmente – É seu, cuide bem dele.

[FLASHBACK OFF]


George estava de joelhos no chão de pedras, as calças estavam sujas com a poeira branca que se desprendia dos grandes prédios de concreto, mas ele não se importava. Em suas mãos jaziam trapos do que fora um casaco. Não era bonito, não era elegante, mas era seu, era um presente, era uma lembrança, e além de tudo, era muito quente e aquela noite estava fazendo um pouco de frio. Fato que, assim que percebido arrepiou a pele, gelando até os ossos.

Com a varinha em punho ele tentou inutilmente praticar os feitiços que conhecia. Casaco Reparo, dizia ele inutilmente. Ele havia desfeito por magia, dificilmente voltaria a ser o que era antes. Perdido em pensamentos notou que seus olhos começaram a marejar diante do objeto perdido. Não iria chorar, era óbvio, ele era um homem feito que não estava acostumado a chorar, ele preferia rir das situações e se safar antes delas ficarem piores, mas naquele momento era o garotinho Hogarth quem estava ajoelhado ali, naquela calçada fria.

Olhou para os lados e notou que a moça tinha ido embora. Viu-a virando uma esquina adiante. Ele sabia que nunca mais a esqueceria e o que ela fez não tinha perdão. Ele destruiu sim, uma lembrança daquela moça, mas foi por inocência, ele nunca faria aquilo propositalmente, não fazia parte da sua índole. “Mas ela sim, ela não só faria como fez!” Com aquele pensamento ele fez uma das coisas que ele sabia fazer de melhor. Levantou-se, bateu a sujeira da roupa e se preparou para aparatar - Preciso de um rabo de saia – E aparatou.
Feitiço: Reparo[dificuldade: 3];
Descrição: Usado para reparar e reconstruir qualquer objeto que tenha sido quebrado. Dificilmente consegue reparar objetos quebrados por magia. Deve preceder o nome do objeto ao feitiço antes de utilizar. Ex: Óculos Reparo;
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George Leda Hogarth
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