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Alemanha || Berlim

Re: Alemanha || Berlim

MensagemAlemanha [#127371] por Dimitrid Campbell Kham » 22 Out 2013, 11:25

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Fala
Narração

O RESGATE – CAP.2


Parado em meio a escuridão, apenas uma fina luz do luar nos iluminava, quase o suficiente para podermos distinguir um dos outros. Ventava um pouco, por isso meu manto negro esvoaçava, dando um tom mais dramático para aquela situação. A raiva estava estampada em meus olhos vermelhos sangue e eu desejava a cabeça de meus primos, embora essa jamais fosse a minha vontade. Mas, não podia colocar minhas amigas em perigo. Pedi ajuda e elas vieram em meu auxilio, por isso, também era meu dever protegê-las.

Guiei as meninas para um pequeno casebre, escondido em meio à gigantesca propriedade dos Kham. Tínhamos que montar uma estratégia, descobrir um meio de entrar na fortaleza sem ser visto. Claro, bastava eu chegar ao portão principal e me apresentar, mas isto custaria a vida de minha amada. Meus primos eram falsos, mentirosos, suas palavras não passariam de truques. Queriam minha cabeça e não mediriam esforços para consegui-las.
– Acredito que este seja o caminho mais fácil para o castelo. Porém, como podem ver, existem guardas por todos os lados. – Estávamos diante de uma janela, a qual não oferecia muita visibilidade, tendo em vista que já carregava as marcas do esquecimento. Também usava minha superaudição, buscando a mínima das pistas. Mas até aquele momento havia sido tudo em vão.

Uma expressão séria se desenhava em minha face, fitava as duas mulheres de forma fria, buscando as melhores palavras. Deparei-me com o rosto da Blandert e fui grato ao meu amigo Joseph por enviá-la. Marichiela era uma mulher linda, com curvas de fazer inveja, seus traços lembravam muito ao seu irmão mais velho, embora fossem mais delicados e belos. Por outro lado, embora Lana também possuísse a delicadeza de uma dama, tinha a força de uma mulher. Carregava com isso o poder de Durmstrang, força vinda do castelo de gelo e isso me fazia agradecer ainda mais por sua presença. Mas como eu já havia dito, estávamos perdendo tempo de mais.


– Espera garotas... Estou ouvindo algo... – Era a voz de Zoey, ou pelo menos eu achava que era. Minha amada estava com medo, desesperada. Pedia ajuda. Senti a ira tomar conta de mim e quis sair correndo, derrubando todos aqueles que se colocassem ao meu caminho. Mas seria eu capaz? Claro que não. Mesmo tendo meus poderes vampirescos, meus primos não eram tolos e o castelo estava cheio de armadilhas. Porém, embora não souber a precisão exata de onde ela estava, agora ao menos sabia em que direção seguir. – Ouvi os gritos de Zoey. Ela está muito assustada. – Falei após alguns segundos em silêncio. – Não posso dizer com precisão aonde ela está. Mas sei ao menos em que direção devemos seguir. – Respondi a pergunta de uma delas, mantendo meus olhos virado para o leste, na direção do quarto onde essa maldita guerra teve inicio.

Ajeitei meu manto sobre meus ombros, apertando com força o broche dourado em forma de cabeça de lobo que o prendia. Havia sido presente de minha amada e por isso eu o havia escolhido, esperava que me trouxesse sorte.
– Andar pela escuridão é nossa melhor opção. – Tinha uma voz cortante e fria, estava preocupado e não tinha como esconder isso. Queria encontrar minha ruiva, devolver sua liberdade. Queria pegar aqueles que ousaram lhe fazer mal e estava decidido a fazê-los pagar por cada arranhão que eu encontrasse no corpo dela.

Não me lembro da última vez que senti tanta ira dentro de mim, ou melhor, naquele momento me lembrei de e Lana compreendeu isso. Tanto ela como eu éramos apenas funcionários de Durmstrang naquela época. Fora a última vez que encontrei com meus primos. Ousaram em invadir o castelo de gelo e o preço foi a morte de uma inocente, uma garota que tinha muito para viver. Naquele dia minha amiga diretora vira o meu lado negro e até hoje não sei como ela reagiu quanto a isso. Blandert, talvez não se lembrasse, mas por muitas vezes me viu transformado, vestido essa armadura das trevas. Era um vassalo de seu irmão e lutava suas guerras. Mas hoje, a guerra era minha.

Estávamos prontos para partir em nossa missão, havíamos gastado muito tempo em nossa tocaia, mas era necessário, precisávamos encontrar os pontos fracos de nosso inimigo. Estava ciente que vidas deixariam de existir naquela noite, mas a culpa não seria minha. Não importava o que tinha que fazer se precisasse matar para libertar minha noiva, faria sem hesitar. Assim que pisamos fora do casebre, um corvo voou em minha direção. Trazia consigo uma espada, a minha espada.
– Bekah! – Falei para mim mesmo, pegando a arma das patas da criatura e lançando ela de volta aos céus. Desembainhei a espada e observar o aço brilhar diante de meus olhos, era lindo e puro, feito do melhor metal que já existiu nessa terra. O cabo trazia duas safiras vermelhas, assim como meus olhos, cravadas, dando uma beleza ainda maior a ela. Sorri para as minhas duas companheiras e após devolvera a espada para bainha, a prendi em minha cintura. Agora estava pronto para aquela batalha sangrenta.

Levei as jovens para o caminho da escuridão, pretendia driblar a guarda dos meus primos. Embora eles merecessem, não queria derramar o sangue deles, mas, não era como eles. Havia aprendido a ser justo e faria o possível para obter um resgate limpo, apesar, de não garantir a mesma piedade para meus primos. Não passava em minha cabeça falhar, por isso, já escolhia a forma com que os mataria. Esgueirávamos pela sombra, evitando qualquer luz que pudesse nos denunciar. Caminhávamos de forma sorrateira, buscando não chamar a atenção. Estava ansioso, até mesmo nervoso, mas buscava me tranquilizar. Tinha que manter os olhos e ouvidos abertos, afinal, precisava de mais pistas.

Seguimos sempre na direção leste, em direção ao antigo quarto de minha falecida prima. Enquanto andávamos, as imagens de sua morte vinham em minha mente, aumentando ainda mais minha ira contra meus familiares. Meu avô fora injusto e seu ato gerou essa maldita guerra. Por causa daquela noite meus dias de paz acabaram e para aumentar minha tristeza, Bekah também entrou nessa briga. Após uns dez minutos caminhando em silêncio, chegamos até o castelo, mas este parecia bem guardado. Precisava encontrar um caminho para entrar. Algo me dizia que Zoey estava lá dentro, embora, não tivesse certeza.
– Precisamos dar um jeito de entrar naquele castelo. Mas não será fácil. Arqueiros guardam as torres. Eles não podem nos ver. – Falei, apontando com os dedos na direção das torres, mostrando as meninas a localização de nossos inimigos. Ficar parado não nos ajudaria, mas onde estava a brecha que eu precisava?
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Dimitrid Campbell Kham
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Re: Alemanha || Berlim

MensagemRussia [#127421] por Marichiella Blandert » 23 Out 2013, 09:21

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O vento leve e gelado fazia com que algumas folhas secas que caíam das frondosas árvores espalhadas pela propriedade rodopiassem no chão acompanhando nossos passos e, justamente aquilo estava me deixando maluca, meus sentidos eram muito aguçados e todo aquele barulho me fazia ficar mais alerta e ligada em qualquer movimento suspeito. O loiro nos guiava sério pelo lugar, eu conseguia sentir toda sua raiva e tensão, maldito sentimentalismo de minha parte. Por que eu não pensei em desligar esse sentimento também? Eu deveria parar de ser assim e me permitir agir mais racionalmente. Porém não funcionava daquele jeito, eu o entendia, era seu amor que estava presa ali dentro sofrendo sabe lá o que, era a mulher que ele amava... Eu faria o mesmo que ele assim como já havia feito alguns anos atrás quando Holly fora sequestrada por um bando de inúteis que nos perseguiam por vingança pelo assassinato daqueles trouxas e sangue ruins. Eu arrisquei meu lindo pescoço para salvá-la e com o vampiro era o mesmo. Eu consegui salvar quem eu amava, assim como ajudaria ele a salvar seu amor também.

Era uma propriedade muito grande e muito bem protegida. Dimitrid nos guiou até um casebre distante e abandonado que ficava dentro da propriedade. Em um pouco de luz vi que o vulto da pessoa que nos acompanhava era na verdade uma jovem de rosto delicado e feições fortes, eu a conhecia apenas de vista e não saberia dizer seu nome.
– Acredito que este seja o caminho mais fácil para o castelo. Porém, como podem ver, existem guardas por todos os lados. – o vampiro olhou por uma janela suja e de difícil visibilidade. Ele parecia medir as palavras ao conversar conosco, o que me subiu uma preocupação estranha e aquela sensação piorou quando ele ficou me olhando durante um tempo e fez o mesmo com a moça ao meu lado. No que ele estava pensando? Por que demorava tanto para falar? Estávamos perdendo um tempo precioso naquele lugar empoeirado e sujo, não que eu me preocupasse com tudo aquilo, mas eu tinha que me concentrar em coisas diferentes para não ser vencida pela vontade de espirrar.

– Espera garotas... Estou ouvindo algo... – Pensei que seria impossível ouvir o mesmo que Dimitrid já que eu não possuía os seus poderes e em meus treinamentos não exigi muito da minha audição, mas ouvi um som distante, parecia muito longe aos meus ouvidos porém eu sabia que era feminino, poderia ser o vento lá fora, eu não sabia. – Ouvi os gritos de Zoey. Ela está muito assustada. – Fitei Dimitrid durante um tempo e desviei meu olhar para a outra moça, ela parecia bem atenta a qualquer reação do loiro. – Consegue saber de qual direção vem? – Na primeira vez que falei naquela noite minha voz saiu baixa e rouca, deveria ser pela poeira do local ou até o vento que peguei, eu sabia o quão delicado meu corpo era, aquilo doeria mais tarde. – Não posso dizer com precisão aonde ela está. Mas sei ao menos em que direção devemos seguir. – Ele olhava fixamente para o leste, nosso próximo passo seria naquela direção.

Dimitrid arrumava seu manto negro nos ombros enquanto eu me perdi em pensamentos e lembranças. Eu me lembrava vagamente do vampiro junto com meu irmão em conversas longas pelos jardins da mansão Blandert ou em momentos que ficavam turvos na minha memória. Nunca soube a verdade sobre ele, na verdade eu nunca acreditei que ele fosse um vampiro até ver seus olhos. Por diversas vezes Holly comentara comigo sobre sua curiosidade pelo vampirismo, ela tinha ideias malucas em relação a isso, ao contrário de mim que não gostava muito do assunto, talvez por medo ou por não ter certeza do que falava. Eu nunca falava nada que não tivesse certeza, eu não entrava em um assunto no qual eu não teria argumentos para defendê-lo mais tarde, esse era um deles. Em poucas horas com o loiro pude tornar meus pensamentos uma confusão, entendi que o amor é realmente universal e direito de todos os seres, vivo ou morto, era único e especial para cada um, Dimitrid sabia o tamanho daquele sentimento pela sua amada, só ele sabia e sentia, mais ninguém. Assim como ele eu era uma louca apaixonada, ou um dia eu fui, Holly era tudo que eu tinha na vida, na verdade ela era a minha vida, foi a pessoa que esteve ao meu lado desde sempre. Com ela eu pude ser eu mesma, ela não tinha medo de mim e não me deixava sentir medo de nada e a situação do loiro a minha frente me pôs a pensar, fazia meses que eu não a via ou sequer recebia notícias de seu paradeiro. Eu me negava a aceitar mais tinha algo de errado em seu sumiço e assim que voltasse para casa resolveria isso, eu a encontraria onde ela estivesse, traria ela do inferno se fosse necessário.
– Andar pela escuridão é nossa melhor opção. – E na verdade era mesmo. Acordei de meus devaneios com a voz de Dimitrid e arrumei o capuz de minha roupa cobrindo meus cabelos – agora louros – que estavam presos em um rabo de cavalo alto para que não aparecesse na noite ou me atrapalhasse em nada.

Eu não andava com uma espada linda como o vampiro, mas mesmo possuindo uma varinha - que estava bem presa na perna – eu andava com punhais nas costas preso à um colete, não que eu fosse sair matando todo mundo ou arrancando cabeças pelos corredores, mas sempre me fora útil. Eu me treinei para não depender totalmente de uma varinha, por isso a dedicação e os treinamentos com diversos tipos de lutas, havia passado por situações nas quais uma varinha não poderia me defender e eu tive que usar minha força e agilidade. Eu estava quase caindo na tentação de virar uma Auror só para ver meu irmão ter um infarto.

As estrelas posicionadas no céu me diziam que estávamos seguindo para o leste como eu tinha imaginado. Nós éramos invisíveis na noite, nossas roupas faziam com que nos misturássemos com as sombras que cobriam todo o lugar. Quando chegamos ao castelo meus olhos logo procuraram por alguma falha na segurança ou caminhos a ser trilhados até uma passagem, uma brecha, fosse ela na terra ou no ar.
– Precisamos dar um jeito de entrar naquele castelo. Mas não será fácil. Arqueiros guardam as torres. Eles não podem nos ver. – Dimitrid apontou a direção dos inimigos e eu estudei em silêncio uma estratégia. Era bem difícil encontrar uma guarda de arqueiros nesse tempo, porém tê-los ali poderia ser uma vantagem para nós, tínhamos que estabelecer um paralelo entre a distância das torres em que eles estavam, a direção do vento e o tiro com o arco... Bla bla bla. As vezes até eu não me suportava, eu deveria estudar menos. Olhei o vampiro respirando fundo tentando parar de ser estrategista e esperar o próximo passo dele, afinal, ele conhecia aquele lugar bem melhor do que eu e sabia do momento certo. Eu apenas esperava que esse momento certo fosse logo, o tempo passava rápido e sua amada estava nas mãos do inimigo.
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Marichiella Blandert
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Re: Alemanha || Berlim

MensagemChina [#127699] por Miriam Wu » 28 Out 2013, 02:12

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tell me would you kill to save a life?
TELL ME WOULD YOU KILL TO PROVE YOU’RE RIGHT?




                Miriam não era do tipo que se sente ameaçada tão facilmente, talvez por causa de tudo que sofrera em sua infância tivesse criado algum tipo de nível de ameaça maior do que de outras pessoas. Mas, ela não era burra, sabia quando não podia enfrentar algo na primeira tentativa e vencer, seja num duelo, numa luta ou em ataques verbais. Era o que sentia ao olhar para Ravn, o Chefe dos Inomináveis. Encarar aqueles olhos azuis fazia a jovem chinesa se perguntar se conseguiria vencer aquele homem em algum confronto. A resposta? Não sabia, mas se caso vencesse iria ser por muita sorte.
                Essa não era de longe a pior sensação que o homem lhe causava, parecia que o inominável sabia coisas sobre o passado da garota que ela própria não detinha o conhecimento isso a deixava perto do seu próprio limite.
– Senhor Stephensson. – saudou a morena sem tirar sua expressão seriamente calculada, não que ela não tivesse outras expressões, tinha muitas delas, mas nunca se sentia a vontade de mostrar outro lado dela. Na verdade a únicas pessoas que conheciam suas outras expressões sabiam que essas só vinham sem que a própria Wu soubesse que elas havia lhe surgido na face e, outra coisa, ela não se sentia a vontade perto de Ravn, não que não gostasse dele, afinal nunca tinham conversado, mas como fora citado antes, algo nele a deixava a ponto de irritar-se. “É Take achando que minha falta de expressão o irrita” – pensou enquanto suspirava pesadamente, seus olhos indo para a mulher que adentrara a sala.

                A morena não pode deixar de lançar um olhar para ela cheio de analises, seus músculos se retesando em certa expectativa, como se algo pudesse vir da ruiva, porém seus olhos esverdeados voltaram-se para Ravn.
– Suliver não está mobilizando o Departamento de mistérios para salvar uma namorada, seja ela sendo ou não... – comentou dando uma olhada no chefe, mas logo se voltando sua atenção para o homem que ela dirigia a palavra – Ele está mobilizando o departamento para ir atrás de Zoey Bloom, Chefe do departamento e controle de criaturas mágicas, uma funcionaria do ministério. Afinal, se fosse o Senhor no lugar dela obviamente iria querer o mesmo tratamento e preocupação suponho? – uma pergunta retorica e as palavras da chinesa poderiam, talvez, ser levadas como desaforo, mas não o era. Sua expressão mantinha-se a mesma desde que chegara aquela sala.

                Dando de ombros depois de sua fala a morena esperou que Ryan se pronunciasse, mas antes que ele pudesse fazer algo, um barulho na janela fez todos se virarem encarando uma coruja que adentrava a sala com uma carta. Os olhos esverdeados de Miriam iam de Suliver para a ave com certa curiosidade, mesmo que em sua face nada se mostrasse, porém a raiva do chefe dos aurores fez com que a garota sentisse um tremor percorrer seu corpo.
“Ryan está se segurando, se ao menos tivéssemos alguma pista...” – pensou a chinesa olhando uma vez para os dois outros presentes na sala, mas algo chamara sua atenção mais fortemente. A coruja de penugem exótica, porém a auror já havia visto aquela coruja em algum lugar, não aquela em especificamente, mas a espécie. Poderia parecer louca, encarando uma coruja que não tinha nada a ver com o caso a não ser o fato de entregar as cartas dos sequestradores.

                Uma lembrança surgiu na mente de Wu. Uma versão mais nova sua subindo a torre onde ficavam as corujas de Durmstrang. Ela tinha onze anos ou doze? Não se lembrava exatamente de quando, os veteranos haviam lhe contado que ali tinha várias espécies de toda a Europa, porém nenhuma delas pareciam felizes ao ver a pequena, algumas até mesmo escondendo a cara debaixo das asas fazendo a oriental suspirar pesadamente. Entretanto, no final das mal educadas corujas estava a coruja mais engraçada que Miriam já havia visto, depois de mandar a carta decidira procurar a espécie da sua “pequenina” amiga.
– Uma coruja da Alemanha... – comentou chamando a atenção dos outros oficiais para si – Essa coruja é uma das espécies em extinção da Alemanha. Se não me engano, se encontram mais em Berlim, onde suponho existir uma reserva para elas. – disse olhando para Ryan seriamente – É uma pista pequena, mas é tudo que temos até agora. Tens algum inimigo ou aliado da Zoey ou seu próprio que descende da Alemanha? – perguntou observando Suliver com seus olhos esmeraldas, que aquilo levasse a algum lugar.


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Re: Alemanha || Berlim

MensagemFinlandia [#127710] por Ravn M. Stephensson » 28 Out 2013, 13:03

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Estavam todos insanos. Completamente fora de si a começar por Ryan Suliver. A situação estava além de meu controle quando percebi que ele acreditava em sua própria mentira. Quem mais poderia enganar-se tão bem ao ponto de convencer com a própria névoa de mentiras os seus próprios funcionários? Em sua defesa, saiu a respeitável chinesa, com a educação que lhe era devida de seu povo.
Aí está o exemplo de uma conversa civilizada. A divisão de meu povo entre o sangue nórdico e germânico acabou causando uma anomalia digna de filhos que nascem entre os próprios parentes. Eram descontrolados e irracionais, diferentes dos lapões e dos finlandeses, os mais contidos dentre toda a Escandinávia. E dentre muitos dos Maerlyn, eu ainda era tido como ainda mais pacífico do que deveria ser, fato que me fazia desconhecer o fogo da raiva que agora ao mesmo tempo que dava forças ao pobre escocês e colega de trabalho, também fazia-o ficar cego sem perceber. Ao seu lado, a oriental ainda parecia manter um fio de sanidade e bom senso, mas o seu erro foi justamente não tê-lo usado.

Cumprimentei-a com um aceno de cabeça, abaixando-a levemente em um ângulo que ainda me permitia penetrar seus olhos com os meus, e retribuir a sua retórica com a mais pura razão: - Se o assunto é salvar uma chefe de departamento, podemos fazer isso de igual maneira enviando mais aurores ao ocorrido, e mobilizando o departamento de relações internacionais. Afinal de contas, seria completamente insensato arriscar perder um líder para salvar outro. Sugiro que o senhor Suliver fique nas dependências do Ministério enquanto possamos investigar o paradeiro de Zoey Bloom. A não ser, é claro... Desta vez eu ergui o rosto, o queixo em riste e a voz com uma fatalidade digna de um movimento de xadrez muito bem calculado. - ...que existam algumas razões pessoais em xeque. Eu não tinha absolutamente nada contra a missão ou o resgate, mas se Ryan fosse mobilizar os seus funcionários, que pelo menos os deixassem perfeitamente cientes do que estariam fazendo. Tinha consciência de que isso poderia começar a fazer Miriam duvidar de suas verdadeiras intenções, mas particularmente, não iria colocar minha vida em risco e a de meus subordinados - que também eram meus companheiros - em prol de uma missão cujo interesse era desonesto ou insincero com as pessoas que resolviam partilhar de seu objetivo obscuro. Deixei o silêncio reinar na sala por um segundo, levando minhas duas mãos para trás das costas e contornando a distância entre meu corpo e a porta, para parar em seu lado oposto. Tinha o olhar distante e, na mente, um frio respeito pela auror que não tinha medo de enfrentar o desconhecido sem ser petulante. Protegia o seu chefe com uma mente sã, mas ainda falhava em ler nas entrelinhas os motivos que a grande fraqueza conhecida como amizade permitia que eu visse o que a ela fosse invisível.

Parei de repente, e continuei com meus passos após aquela freada de emergência para não chocar-me com a nova funcionária. A jovem era esperta, e não seria calada com facilidade. Fazia-se de muda e era o que contribuía para que não me irritasse com a sua presença, ainda que calculasse que ela deveria ter me seguido desde o corredor do nono andar, e agora estivesse ali, analisando-me ao resolver aquele problema como uma criança curiosa que assiste os pais brigando. Precisei contornar seu corpo para parar do outro lado, não dando atenção imediata à sua presença mas estando, só agora, completamente ciente da mesma. Havia sido um erro seguir-me até aquele nível, mas isso seria discutido outra hora; eu jamais corrigiria um funcionário meu na frente de outras pessoas.
E, além do mais, ela parecia ter muito a adicionar àquela conversa. As pessoas caladas sempre têm. - Nós não nos damos ao luxo de pedir por reforços, senhorita Wu. Não somos chamados de Inomináveis à toa. Uma vez que alguma missão dê errado, ela simplesmente deixa de existir, junto com nosso nome e nossa existência. Nós seguimos nosso caminho e nosso destino, auror. Não é nisso que se baseia a sua doutrina religiosa? Muito parecida com a que trazíamos dentro de nós, os Maerlyn, mas eu não deixaria de querer desestabilizá-la apenas mais um pouco. Meus métodos eram tudo, menos violentos, e se eu pudesse dissuadir aqueles dois de uma abordagem frente a frente com o inimigo, usaria todos os artifícios que o próprio Loki também seria capaz de usar. "Afinal de contas," eu pensei apenas com o silêncio justificando o sorriso inesperado em minha face, enquanto deixava de olhar para Aurora um pouco de perfil e voltava a fitar a outra dupla, "somos nórdicos. Nossas mães misturavam Poção do Morto-Vivo em nossas mamadeiras, vocês não sabem do que somos capazes".

E então, outra surpresa que eu quase resolvi investigar; afinal, pelo Ministério ser uma estrutura completamente oculta e subterrânea, há de se concordar que é apenas um pouco incomum ver uma coruja entrando por uma das janelas encantadas. Julguei ser um mistério, mas lembrei-me que eu não tinha exatamente uma relação calorosa com outros departamentos que me permitiam os devidos bônus e privilégios, se é que me faço ser claro. Fitei Aurora com o canto dos olhos para ver se ela havia reparado a mesma coisa, e nos comunicamos em silêncio com muito mais eloquência do que a reunião já tinha tido com todos os seus diálogos. Tomei um passo à frente e outra vez, a dianteira da investigação também:

- A coruja por si só pode ser uma pista falsa. Zoey esteve na Alemanha há não muito tempo. Investigou o caso de algumas crianças desaparecidas, Ryan esteve lá. Havia muita gente e seu rosto ficou conhecido naquela vila. Minhas informações pessoais me disseram que não foi a única visita dela no país, ou pelo menos, não a única de alguém que usou o seu nome. Estava claro que a Alemanha seria o ponto comum daquela investigação, mas ainda era um país enorme e a julgar pelo tamanho daquela vila, duvidava que algum dia algum morador fosse poder fazer mal a ela, mas seu heroísmo diante daquela missão acabou tornando-a bastante visível e famosa até mesmo para as pessoas que já a tinham como conhecida. Deixada de lado a sua reputação, meu rosto voltou-se novamente à ruiva, e senti sua atenção sobre mim mesmo que seus olhos não a acompanhassem. - Aurora. Disse com respeito, um respeito à altura de todos os outros ali presentes. - O que pensas? A Inominável tinha total autonomia para decidir se iria ou não juntar-se à missão. Devido à natureza individual do nosso trabalho, muitas vezes as missões eram em grupo ou completamente solitárias. Aurora não seria obrigada a nada, e se optasse por não prestar ajuda, nem mesmo minha amizade com Ryan Suliver seria capaz de me fazer obrigá-la a mudar de direção.


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Re: Alemanha || Berlim

MensagemEscocia [#127746] por Ryan Suliver » 29 Out 2013, 01:20

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“This moment in time
This moment defined
How is it I feel nothing?
Just don't say goodbye
You say to me
I'm trying to do the right thing”

[“Invincible” – Static X]

Muita conversa. Muito papo-furado. Nenhuma solução. A ira, sentimento tão comum ao auror, atacava-lhe com uma força incrível. Se Ravn não pretendia ajudá-lo, então o que estava fazendo ali? Inspirou profundamente, impedindo-se o descontrole. Não podia sucumbir. Não podia cair. Ele era o chefe, e devia portar-se como tal. – Ravn, filho de Sven, eu entendo suas dúvidas. Eu entendo o seu questionamento e entendo seu ponto de vista. – Ajeitou o casaco e abriu uma das gavetas de sua mesa. Dentro dela, num compartimento oculto, duas facas de caça e um cinto repleto de adagas menores, para arremesso. Ryan colocou as lâminas em cima da mesa, seus olhos azuis fixos na figura do Inominável finlandês. Há quanto tempo conheciam um ao outro? Deixou o ar abandonar seus pulmões lentamente, enquanto prendia uma faca em cada bota, antes de prosseguir com o discurso. – No entanto, eu não preciso da sua aprovação ou do seu consentimento. Só preciso que esteja lá, comigo, quando for chegada a hora de resgatarmos Zoey. – Deu uma pausa, excessivamente longa e dramática, enquanto apertava o cinto ao redor do peito. Sentia falta de sua espada, o peso da lâmina prateada pendendo do lado direito de sua cintura.

Meneou a cabeça, tomando a frente da mesa. Mesmo que a suspeita sobre a coruja fosse falsa, não podia se dar ao direito de ignorar o fato. Se Miriam estivesse certa – e, em seu íntimo, o auror desejava que sim – então a pista poderia salvar-lhes muito tempo de busca e, sendo cada segundo crucial, Ryan sabia que não tinham muito tempo a perder. Voltou-se a seus “convocados” e à recém-chegada. Sorriu ao lembrar-se do nome da garota, estampado em algum memorando ministierial.
– Como bem sugeriu nosso colega, eu realmente deveria ficar aqui e coordenar as buscas, mas qualquer um que saiba o mínimo sobre mim, já tem em mente que eu nunca ficaria para trás numa ocasião dessas. – Conferiu a varinha, devidamente alocada no sistema de “saque rápido” que havia improvisado de sua fantasia do Festival dos Delírios. Flexionou o pulso uma vez, para testar o mecanismo, e o “clique” foi a resposta que procurava. Ergueu a mão à altura do rosto e, com um rápido movimento do anelar, viu a varinha de freixo projetar-se alguns centímetros para fora da manga de seu casaco. Tomou o objeto em mãos, girando-o entre os dedos. – Por mais que digam que o “general sábio é aquele que aguarda suas tropas avançarem”, eu fui ensinado de outra forma. Meu pai e avô sempre me disseram que o bom comandante é aquele que vai à frente de seus soldados. E é nisso que eu acredito. De todos aqui nessa sala, você deveria ser aquele com a maior compreensão desse conceito, filho de Sven. – Pegou o bilhete em mãos, lendo cada palavra de modo que pudesse memorizá-las. Queria poder cuspir todas elas na cara do patife que sequestrara sua principessa.

Continuou girando a varinha, atento aos olhares da sala. Ravn não estava, inteiramente, errado, e nem Miriam. A chinesa demonstrava uma sabedoria incomum para sua idade, e o escocês sentiu-se grato por isso.
“Pelo menos alguém resolveu seguir seus ensinamentos, chefe...” Aquela seria uma das poucas missões que sairia sem o sisudo alemão. Fechou os olhos, evitando pensar nisso. Thomas estava de folga, e assim deveria permanecer.
Continuou caminhando pela sala, seus passos ecoando pelo piso de madeira, e então parou de frente para o quadro atrás de sua mesa. No momento, a pintura exibia o brasão de Suliver, a majestosa fênix dourada sobre fundo azul, portando, em suas garras, uma espada e uma varinha. Inspirou profundamente, lembrando de um capítulo há muito esquecido na história de sua família. Apoiou as mãos na mesa, as palavras de Ravn ainda em sua mente. Sim, era pessoal. Ryan não tinha juntado aquela equipe por um “mero” sequestro de uma funcionária ministerial. Se assim o fosse, não precisaria mobilizar seus melhores aurores ou o chefe dos Inomináveis; bastaria um ou dois de seus aurores e o problema poderia ser facilmente resolvido. Mas não naquele caso. Não quando a vida de sua principessa estava em jogo.
– E entendam que eu não os chamei aqui por uma aleatoriedade qualquer. Eu os chamei porque confio em vocês. E, se estão nessa sala, é porque, igualmente, confiam em mim. Ou porque querem ver o desfecho dessa história. Até mesmo a senhorita, Aurora Maerlyn. – Lançou um olhar à recém-contratada inominável. Não sabia quase nada sobre a moça mas, numa situação como aquela, toda ajuda era bem-vinda. – Se querem um “motivo oficial” para minha mobilização, ei-lo: Zoey Wolfred Bloom é uma testemunha importante no caso do sequestro do Ministro Whittworth. Segundo “fontes seguras”, ela possui informação vital sobre um dos suspeitos do caso. – Guardou a varinha e apoiou-se em sua mesa. Era mais do que óbvio que o real motivo não era aquele. – É o que escreverei em meus relatórios e, por conseguinte, a “versão oficial”. Mas sei que ninguém aqui é idiota, então serei franco com todos: eu estou nessa por Zoey. Eu não ligo para o que possam pensar ou dizer. Eu não quero que concordem comigo ou que aprovem minhas decisões. Eu só quero que, caso decidam me seguir, que me ajudem a salvar Zoey. – Deu uma pausa em seu discurso, aguardando uma resposta – qualquer uma – enquanto retomava sua linha de raciocínio. Não podia obriga-los a segui-lo, não quando o motivo era tão pessoal. Mas, por alguma razão, sabia que podia contar com Ravn e Miriam. Só esperava não estar errado.

Puxou o último item oculto na gaveta de sua escrivaninha: uma faixa de tecido azul com a gravura de uma espada e, atrás desta, uma fênix, ambas em branco. Atou a faixa ao braço esquerdo e então posicionou-se ao lado da porta de sua sala.
– Se quiserem desistir, a hora é essa. Como já dito anteriormente, não vou obriga-los a nada. – Destrancou a porta sem ao menos tocá-la, utilizando-se de sua telecinese. Aguardou que alguém se pronunciasse. Não iria fornecer mais detalhes sem antes ter a certeza de que todos ali cooperariam. – Não vou aguardar por uma resposta, pois nosso tempo é curto. Caso decidam vir comigo, encontrem-me nesse endereço. – Lançou um papel à mesa e então, com uma rápida mesura, aparatou-se para Berlim. E suas suspeitas estivessem corretas, então ele sabia bem quem era o responsável pelo sequestro de sua ex-namorada. Assim que pôs os pés em solo alemão, Ryan entoou uma pequena prece a seu Deus cristão, rezando para que tivesse tomado a decisão certa e, acima de tudo, que Ravn e Miriam não o deixassem na mão. “Aguenta firme, principessa. Eu vou tirar você dessa...”


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There is no emotion, there is peace.
There is no ignorance, there is knowledge.
There is no passion, there is serenity.
There is no chaos, there is harmony.
There is no death, there is
the Force.
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Re: Alemanha || Berlim

MensagemRussia [#127748] por Lana Shuisky » 29 Out 2013, 02:28

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Com passos felinos, seguiu o vampiro e a Blandert pelas propriedades inimigas. Como última da fila, os olhos cinzentos de Lana se preocupavam em observar a retaguarda, a fim de que nada os surpreendessem – o que, de qualquer forma, seria difícil, dada a superaudição de Dimitrid. Pelo perímetro que observava, nada encontrava além de árvores esparsas e as sombras pelas quais caminhavam, a fim de evitar a luz lúgubre do luar que poderia facilmente denunciá-los. Com o lugar livre e sem contratempos, seguiram em silêncio em direção a um casebre de aparência esquecida onde, ao entrarem, a Shuisky se prontificou a lançar um 'Mufliato' pelo local, a fim de evitar que o ouvissem caso alguém passasse próximo daquele lugar.

A voz do Kham, tão logo os ajustes foram feitos, não tardou a se elevar, indicando os guardas que rondavam a região. Após aquilo o silêncio perdurou enquanto pensavam qual seria a melhor saída, afinal, chamar atenção demais poderia ser um risco para a noiva do Kham, mas, em contrapartida, demorar muito poderia também não ser o melhor a fazer. Mais uma vez a voz de Dimitrid se elevou e com ela, a expressão no rosto alvo se alterou, fazendo as sobrancelhas da russa se elevarem e seus sentidos ficarem em alerta diante da parte bestial do vampiro que parecia se erguer. Quando enfim viu ele se acalmar e a voz grave se elevar, fazendo-a relaxar a mão da varinha, a informação por ele passada fez uma luz se acender na mente da jovem diretora que, por mais que não quisesse, sabia o que gritos em uma situação daquela significavam: tortura.

Manteve aquela conclusão para si, limitando-se a ouvir a questão feita por Marichiella e a resposta breve que lhe foi direcionada. Os olhos claros seguiram a direção dos vermelhos que fitavam ao leste e, pouco depois, ouviu a decisão de que deveriam, mais uma vez, se colocar a caminhar pela escuridão. Desfez os feitiços ali colocados, sentindo os pelos da nuca se eriçarem quando Dimitrid passou ao seu lado para sair, emanando aquela aura feroz. Não que tivesse medo, contudo. A verdade era que se preocupava, afinal, sabia o quanto o amigo tentava levar uma vida normal tanto quanto tinha ciência do quanto ele se perdia ao entrar em 'frenesi', visto que tivera uma pequena amostra daquilo durante a invasão a Durmstrang que ambos haviam ajudado a conter. Por sorte, naquela ocasião estavam todos mais preocupados com a morte da estudante do que com as ações do vampiro, mas se ali fosse diferente... Kham poderia condenar para sempre qualquer futuro normal – o que, talvez, fosse um dos objetivos dos primos dele.

Suspirou, firmando a varinha e meneando a cabeça. Tinha uma missão a sua frente, logo, não podia se deixar distrair e, assim sendo, retomou sua vigia. Passaram-se alguns instantes quando ao horizonte avistou uma ave negra vindo na direção deles carregando alguma coisa. Antes que se precipitasse, ouviu a voz de seu amigo em indicação de reconhecimento ao corvo que, logo descobriu, trouxera consigo um belo exemplar de espada. Ainda que uma bela arma fosse sempre passível de ser observada, os olhos cinzentos optaram por se ocupar com os arredores, buscando qualquer indicação de que alguém pudesse ter visto a chegada do pacote, enquanto se divertia internamente com o amigo que bem poderia ter trazido a espada consigo, mas, como sempre, fosse de maneira intencional ou não, optara pela dramaticidade do momento. Deu de ombros, continuando quando retomaram a caminhada em direção a leste, até chegar ao castelo e, mais especificamente, às torres que ali existiam e as quais, pelo o que Dimitrid informava, eram guardadas por arqueiros.

“Bem, poderíamos colocá-los para dormir.”
– observou a russa, indicando a varinha que, infelizmente, era a única arma que trouxera consigo – “O Exuma Maximus cria um espectro que, em uma noite como essa, poderia se passar perfeitamente por algum tipo de névoa, sem chamar muita atenção.” – acrescentou, procurando outras alternativas – “Ou posso usar um feitiço de invisibilidade para que nos aproximemos da torre e dos guardas, a fim de deixá-los... inoperante, para que tenhamos ao menos uma brecha. Apenas não garanto essa segunda porque raramente utilizei esse feitiço e não sei se proteções de área podem acabar por desfazê-lo.” – disse, pensativa, observando os olhos vermelhos e cinzentos, a fim de analisar se estes gostavam de alguma das alternativas ou se, pelo menos, criavam outras mais interessantes.

[ Interaction: Dimitrid Campbell Kham; Marichiella Blandert ]
[ Tags: Zoey Bloom ]
Feitiço: Mufliato[dificuldade: 12];
Descrição: Feitiço do mesmo estilo que o Abaffiato, sela um local impedindo que o som saia/entre naquele lugar.
Feitiço: Exuma Maximus[dificuldade: 20]; [fim: ];
Descrição: Feitiço do espectro branco como as nuvens, que faz o oponente cair em um sono profundo. Uma das poucas azarações que funciona contra dragões. Se utilizado em humanos, o alvo dorme duas semanas inteiras. Seu único contrafeitiço é o Finite Maxima.

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Lana Shuisky
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Re: Alemanha || Berlim

MensagemReino Unido [#127807] por Tormento, O Dementador » 30 Out 2013, 00:13

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Berlim - Alemanha
14/08/13 ás 02:55 em ON


Ouvir o grito da garota fez com que ume excitação sem tamanho dominasse meu corpo. Um sorriso malicioso brotou em meus lábios e andei até seu corpo preso na parede. Os olhos da garota estavam fechados, mas sua expressão demonstrava o quanto estava sofrendo. Isso é muito bom. Levei minha mão até seu queixo e o apertei com força, fazendo com que ela gemesse e abrisse os olhos. Encarei aqueles olhos acinzentados e ri.

- Você não passa de uma bruxa estúpida e fará todos os seus entes queridos serem mortos. Diga logo o que eu perguntei ou vou continuar com minha diversão. - falei com tom sério e frio na voz. Não estava para brincadeiras e quanto mais essa vagabunda resistisse, mais eu iria machucá-la. Talvez se ela não tivesse se manchado com aquele bastardo eu até me divertiria mais. Garota estúpida.

Mais negações vindo de minha prisioneira e a irritação piorou. Dei-lhe um murro na boca do estômago e a vi ficar sem ar. Voltei para meu lugar gargalhando e joguei minhas pernas para cima da minha mesa. Olhava o corpo de ela tentar se encolher e ouvi novamente seus gemidos.
- Tome vergonha, pare de chorar. - bradei balançando a cabeça. Aquela 'guerreira' estava ficando sem forças para lutar. Otimo.

Som de passos me alertaram e antes que batessem na porta, eu já estava abrindo-a. Eram informações importantes e um novo sorriso maléfico brotou em meus lábios.
- Vocês já sabem o que fazer, mas vamos deixar as coisas ainda mais divertidas. - falei enquanto o homem saia de minha vista. Fechei a porta e andei até minha mesa novamente. Peguei outro pedaço de pergaminho e escrevi uma pequena carta. Lacrei-a novamente com sangue da ruiva e fiz a coruja levá-la ao dono.

- Acho que você não é tão importante assim para seus homens, afinal, você ainda está aqui. Mas vamos deixar isso ainda mais divertido. Fractus! - conjurei o feitiço e ouvi o som do osso de sua perna quebrar, seguido do grito de agonia da ruiva. Aquilo é música para meus ouvidos e saber que a estavam ouvindo fazia aquele jogo ficar ainda mais interessante. O que será que o bastardo pretendia fazer?


xxx


"Senhor Chefe dos Aurores,

Tic Tac. O tempo do jogo está passando assim como o tempo de vida da ruiva.
Talvez consigam salvá-la, mas será que o corpo aguentará viver?
Quem sabe ela se ela virar uma vampira imunda, isso seria divertido.
Então Suliver, vai perde-la novamente?

Aguardo ansiosamente nosso encontro.
Sem mais,
K."



Time A: Dimitrid
Spoiler: Mostrar
As emoções e preocupações parecem estar deixando o vampiro maluco. Dimitrid quer encontrar rapidamente sua noiva, mas também precisa se preocupar com as duas damas que o acompanham. O casebre em que os salvadores estavam pareciam seguros, mas será que era realmente uma boa ideia ficar ali? O lado leste parecia ser o melhor lugar para invadir a fortaleza, mas será que é realmente tão simples assim? Seguiram nessa direção e chegaram perto o suficiente para encontrar alguns guardas que estavam com seus arcos guardando a fortaleza. Mais alguns passos e do nada a escuridão fora substituída por luz. Era uma cilada.

Dado: Dimitrid: 2 + Marichiella: 15 + Lana: 2 = Total: 6.3 = 7
Desafio: O lado leste parecia ser o ponto mais fácil para adentrar a fortaleza, porém fazia tudo parte do plano dos Kham. Assim que eles chegaram perto do portão, luzes apareceram, tirando a única proteção dos heróis. E agora?


Time B: Ryan
Spoiler: Mostrar
Parece que os convocados do auror duvidavam de suas verdadeiras intenções. A emoção supera a razão e Ryan desistiria de tudo para chegar até sua principessa. Será que havia perdido muito tempo? Agora que já sabia para onde ir, as buscas poderiam melhorar. Sem esperar ser seguido, o escocês aparatou para Berlim e algum tempo depois seus companheiros surgiram. Como se fosse obra do destino, assim que o escocês deu os primeiros passos, uma ave, igual a anterior surgiu com uma carta na pata. Miriam realmente estava certa a coruja era daquela região. O auror seguiu o caminho da coruja que voava de volta para seu lar e ali soube para onde precisaria ir. Sul.

Dado: Aurora: 19 + Miriam: 12 + Ravn: 7 + Ryan: 17 = Total: 13.75 = 14
Dica verdadeira: Com a nova direção, a equipe do auror pode dar continuidade as buscas de Zoey.



Spoiler: Mostrar
O objetivo da trama é tentar libertar a Zoey, descobrir quem é o sequestrador e torturar dela, como também descobrir quem é o responsável pelo sequestro.
Para conseguir uma dica, usaremos o dado 1, porém como estão divididos em "times" somarei o dado1 de todos e dividir pela quantidade.

Time A: Dimitrid - Lana - Marichiella
Time B: Ryan - Ravn - Miriam
Time C: Oficiais e/ou outros

Por exemplo: Time A: 15 + 2 + 7 / 3 = 8 (Desafio)

Desafio: 1-9
Pista sem muita ajuda: 10-15
Pista Verdadeira: 16-20

Cada rodada terá o prazo de 10 dias.
Duvidas enviem MP.Prazo: 09/11/13
TODOS OS POSTS DEVEM SER REGISTRADOS COMO OFICIAL
Feitiço: Fractus[dano: -10]; [dificuldade: 7]; [contra-ataque: +8];
Descrição: Azarações do espectro rosa que fratura o osso do adversário. Não funciona contra dragões e gigantes. Fica difícil para o alvo atingido movimentar-se ou usar o membro quebrado.
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Re: Alemanha || Berlim

MensagemChina [#127813] por Miriam Wu » 30 Out 2013, 02:43

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tell me would you kill to save a life?
TELL ME WOULD YOU KILL TO PROVE YOU’RE RIGHT?




                Ravn tinha um ponto, como bem mostrado, o homem não era fácil de ser convencido e muito menos vencido, porém algumas palavras dele fizeram a jovem oriental recuar um pouco, ela sabia ou, ao menos, suspeitava que Ryan tivesse algum envolvimento com Zoey Bloom. Porém Miriam não fizera perguntas sobre o caso, afinal ela mesma tinha algo maior que queria proteger, uma pessoa que não ligava tanto para seu carinho e que mesmo assim a jovem iria fazer de tudo para proteger. – Acho sensato. – comentou a morena olhando para Suliver por um momento, mas logo se voltando para o nórdico – Posso ir no lugar do chefe do departamento, mas a decisão cabe a ele próprio e a vida dele, afinal.

                Wu concordava com Stephensson, Ryan deveria ficar afinal um chefe de departamento capturado era demais, darem a chance de outro ser pego era burrice, mas como dissera antes, cabia ao próprio Suliver decidir o que fazer, Miriam era apenas um funcionaria, uma subordinada, sempre a espreita sempre fazendo os serviços que lhe era designado. Porém as palavras de Ravn a fizeram estremecer de leve. “Realmente ele sabe mais sobre mim do que eu imaginava.” – pensou a chinesa seriamente ao ouvir o homem falar sobre sua doutrina, na verdade nem era, ao menos no caso da chinesa, religiosa era mais severo que os deuses.

                Ela se lembrava de exatamente quando decidira aquilo, afinal fora quando ainda nem sabia que era uma bruxa e quando reconhecera isso e decidira treinar com seu salvador, aquilo fora reafirmado diante da imagem dos deuses que a oriental acreditava na existência. Miriam não se incomodava que as pessoas soubessem disso, mas não gostava quando ela não sabia que essas pessoas detinham conhecimentos sobre ela que nunca contara, porém aquilo não era importava no momento e Ryan deixara isso claro com suas palavras enquanto arrumava suas armas, fazendo a morena ficar um pouco surpresa por um momento, era raro ver um bruxo com armas trouxas, mas afinal porque deveria se surpreender? Ela fazia o mesmo. Não havia duvidas que o chefe dos aurores tenha algo com Bloom, e Miriam podia sentir todo seu nervosismo e a pontada de esperança que brotou nele ao ouvir sobre a pista, mas havia a determinação que sobrepujava qualquer outro sentimento. Isso fez com que a auror tomasse sua própria decisão do que fazer a seguir.

                Assim que Suliver aparatou, a chinesa seguiu para a mesa lendo o endereço rapidamente e logo depois checando suas próprias armas, mesmo que a maior delas fosse seu corpo e sua varinha, mas a oriental gostava de se prevenir.
– Espero que nos acompanhe, Senhor Stephensson, mas caso não for, fique atento para qualquer coisa, afinal, tratarei de trazer os dois chefes de departamento a salvo. – comentou delicadamente, os olhos esverdeados, no entanto pareciam duas chamas de pura determinação. – Não tenho duvidas que Ryan esteja levando isso para o pessoal, mas isso mostra que ele é um homem de valor, principalmente por ter sido sincero sobre este caso para conosco. – se afastou da mesa puxando a varinha do seu coldre – Que seus deuses lhe acompanhem Ravn. Pois os meus estão ciente de minhas decisões a partir de agora. Espero que esteja ciente de suas próprias. – com aquelas palavras a morena aparatou para o local indicado por Ryan. Assim que seus pés tocaram o solo da capital da Alemanha, Miriam sentiu seu corpo preparado para qualquer batalha, e sua mente afiada como uma lâmina. – Espero que não esteja pensando em se aventurar sem mim, Duìzhǎng. Seria uma falta de respeito. – comentou numa voz baixa ao se aproximar de Ryan. – Vamos, temos que salvar, Zoey. – Fazia tempo que a morena não se soltava numa luta, e esperava poder acabar com alguns idiotas que se atreveram a ferir uma inocente.


WEARING • This!.| MUSIC • Hurricane – 30 Seconds to Mars.
| WITH • Ryan Suliver; Ravn Stephensson ;
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Re: Alemanha || Berlim

MensagemItalia [#127852] por Louis D'Angelo » 30 Out 2013, 23:11

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Sem saber ao certo o que deveria fazer, Louis jogou-se no sofá e suas mãos tremulas eram o motivo de não conseguir ler. Pousou o pergaminho sobre o braço da poltrona e com a mão direita, tateou em busca da sua caneca fumegante de café. Sabia que café seria uma das melhores coisas que deveria tomar, pois teria muito trabalho à ser feito.

Sem dúvidas havia tido diversos desentendimentos com a sua atual chefe, mas mesmo assim, ela era uma mulher e sua chefe. Portanto sua obrigação correr para ajudar no que fosse necessário, no que pudesse ajudar. Os olhos claros caminhavam por sobre as linhas, as palavras rabiscadas, tornaram a rabiscar o interior de sua mente e ele tinha de agir, agiar imediatamente. Sacou a varinha e correu até o seu quarto.

Sua jaqueta de couro estava pousada suavemente sobre a cama, onde ali havia sido jogada após um dia de trabalho. Rapidamente colocou uma cueca box, a calça jeans por cima e a primeira camisa social que conseguiu achar. Missão de salvamento é assim, não busca roupa certa, apenas vai. Certamente partiria sem nenhuma roupa, assim como estava quando a coruja adentrou voando e deixou a carta. Mas não poderia, o que diriam ao ver um Bruxo após aparatar com seus badalos de fora e segurando uma varinha, vestido apenas com seu coturno? Certamente que este Oficial não "batia bem dos pinos", que ele era louco, ou tornara-se louco ao receber a noticia.

Uma coisa que D'Angelo não era, era ser louco. Talvez por motos e mulher, isso sim o fazia ficar louco. Nada melhor que motos potentes e mulheres "calientes", para amolecer o coração do Italiano. Após terminar de fechar o zíper do coturno e vestir a jaqueta ele aparatou. Como sendo puxado pelo seu umbigo ele sumiu, uma fumaça negra o cobria, o apertava, sentindo-se como manteiga quente sendo esparramado em uma fatia de pão tão grande. Mas pelo menos estava em Berlin, o coração palpita fortemente, e ali, naquela cidade ele não viu ninguém conhecido, pelo não imediatamente. Começou a andar sem rumo, apenas com os olhos faiscantes em busca de ação e de pistas.


- Preciso acha-los. -

E com isso Louis D'Angelo adentrou entre um dos muitos becos escuros daquela cidade tão fortemente histórica. Certamente esta noite haveria muita ação, e caso o Italiano tivesse sorte, ele poderia matar alguém.



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Sinto muito pelos 10 minutos de atraso, cheguei agora pouco em casa da facul e foi esse o tempo que tive hoje. Semana de campanha de matricula no trabalho, ai é complicado. Desculpa.
Louis D'Angelo
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Re: Alemanha || Berlim

MensagemFinlandia [#128110] por Aurora Maerlyn » 03 Nov 2013, 09:32

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Não me surpreendi muito. Minha presença não era uma aparição muito notada mesmo quando estava no tranquilo e relativamente pequeno refúgio dos Maerlyn. Não me incomodava, tampouco ofendia. Apenas era indiferente; afinal de contas, nem todos nascem para grandes glórias e aqueles que nascem não costumam buscar os holofotes.

Assim que entrei na sala pude notar o clima mais tenso e hesitei um pouco frente a minha ação, perguntando-me silenciosamente se havia sido a melhor pedida, se não deveria ficar no escritório tentando descobrir a origem da gosma desconhecida (momentaneamente apelidada de Zac) que se encontrava em minha gaveta e que, por alguma estranha intuição, eu tinha a impressão que amava papéis. No instante em que tal pensamento cortou minha mente já havia tomado a decisão com relação aquilo: fizera o certo. E sabia disso com cada grama do meu ser, com cada partícula de poeira estelar que compunha todo meu corpo e o que mais pudesse existir ali dentro de mim. Apesar da sensação, ainda sentia-me um pouco deslocada, e no fundo não me preocupei muito, uma vez que era meu primeiro dia naquele lugar e já estava seguindo meu chefe e entrando sem ser convidada na sala do Chefe dos Aurores. Se aquilo não era se sentir em casa eu não sabia o que era, sinceramente.

De qualquer forma o ambiente ainda estava um pouco pesado e muitos olhares soturnos direcionaram-se para herra Ravn quando este entrou no aposento, embora poucos ou quase nenhum deles tivessem se direcionado para o espectro que o acompanha, a.k.a me. Menos mal. Nunca fui muito de chamar atenção, e agora que tinha cortado os cabelos menos ainda, porque anteriormente os fios rubros e longos tinham atraído alguns olhares que agora limitavam-se a questionar o corte que havia feito. Na tesoura, na frente do meu próprio espelho em casa. Não precisei de muito mais, apenas as ferramentas, conseguir me ver parao trabalho não sair tão porco assim e a vontade que há muito me reinava de realizar aquilo. "Você me lembra sua mãe" foi o que tinha sido dito para mim naquele mesmo dia e quando dei por mim o fato usado para aquele homem recordar-se de minha mãe havia ido embora. Provavelmente caso dissesse que meus olhos eram iguais aos dela estaria cega.

Sacudi a cabeça suavemente para ambos os lados tentando retomar o fio da meada. Tinha facilidade em me perder em conversas, ainda mais se fossem pouco interessantes. Pelo que havia entendido uma moça por quem sr. Suliver nutria algum amor tinha sido sequestrada e só restava colocar as autoridades dos não-bruxos no caso. Parecia sinceramente que sr. Suliver estava mobilizando dois departamentos inteiros para achar a tal mulher, o que ao meu ver beirava um pouco o exagero e parecia que herra Stephensson concordava comigo sem saber e ao contrário de meu silêncio resolveu falar, colocando um pouco em xeque a real natureza daquela busca: era um Chefe dos Aurores buscando uma funcionária ou era um homem fazendo e usando de todos os recursos para achar a mulher que ama? Em sua defesa vinha uma oriental que trabalhava em nosso escritório e lembrei-me vagamente de ter visto sua foto em algum quadro, talvez no dia em que tivesse vindo me inscrever para trabalhar no Ministério. Como era seu nome mesmo? Senhorita Wu. Miriam Wu. Colocou herra Stephensson no lugar da senhorita Bloom e virei minha atenção suavemente para ele, curiosa com sua resposta e não deixei de sorrir de lado com suas palavras. "Nós seguimos nosso caminho e nosso destino" foi o que dissera. É, aquilo me lembrava muita coisa, entretanto pelo modo como se moveu na sala me senti um pouco inserida na conversa, afinal de contas, ao invés de continuar nas costas dele estava ao lado, tendo meu lugar (por mais que erroneamente) garantido naquela reunião oficialmente aprovado por aquele a quem devia obediência por ser de uma hierarquia superior. E quem, após aquelas palavras, havia inteiramente conquistado minha humilde admiração e respeito. O olhar que me foi dado de lado logo após sua fala parecia corroborar com meu pensamento de familiaridades com suas palavras, e por um instante acenei com a cabeça, em concordância, de um modo muito sutil e leve. Não era fácil viver no norte. Não era fácil passar pelo que passamos ou ser quem éramos e nossa coragem desde cedo havia sido aprovada pela natureza, pelo frio, gelo e vento e ainda assim estávamos ali. Os Maerlyn eram um povo a ser considerado e respeitado, por definição, e quem não acreditasse nisso teria sua crença testada, assim como nós fomos.

Havia sido a hora do senhor Suliver responder, e isso fez prontamente quase como se aguardasse por aquela hora, como se esperasse por questionamentos no momento em que herra Stephensson havia pisado naquela sala. Convenhamos que eu não acharia diferente. A questão é que no começo da fala de sr. Suliver senti-me um pouco desapontada. Não precisava de aprovação ou consentimento, mas queria que herra Stephensson estivesse na linha de frente procurando por sua amada? Pouco glorioso ou honrado para um homem que fazia pausas tão longas entre suas falas, como se fosse uma graça dos deuses, para nós, escutá-las. Em seguida comentou não ficar coordenando as coisas do escritório enquanto houvesse a busca, que iria junto. Claro, super sagaz. Pensei tornando a prestar atenção no que dizia, por mais que estivesse em devaneios sobre o que seus ancestrais haviam ensinado. Isso não importava, pura e simplesmente. Caso não possuísse o tutano nos ossos que se espera que um Chefe dos Aurores tenha simplesmente pereceria em batalha, os avós tendo ensinado algo ou não. A tensão provocada pelo final de sua fala, excessivamente dramatizada com "filho de Sven" me incomodou, fazendo-me mover um pouco os ombros em um claro gesto de incômodo enquanto mantinha as mãos para trás e observava sr. Suliver com os olhos atentos. Pouca educação para um homem tão pomposo, definitivamente. Minha atenção se dissipou por um instante ao escutar meu próprio nome vindo dos lábios dele e meu cenho se franziu. Oras, não sabia quem eu era. Eu não fazia ideia de quem a moça era, se realmente trabalhava no Ministério ou mesmo quais eram suas feições. E agora convenientemente ela se tornava testemunha de um caso, um fato até então não mencionado, o que não me passava segurança. O que mais se escondia? Caso partilhasse a cama do Chefe dos Aurores para mim era completamente irrelevante, só que, assim como herra, não iria entrar de cabeça em uma missão sem saber exatamente os detalhes e o escopo em que ela se encontrava. E sentia que ainda tinham coisas que não foram ditas.

Surpreendi-me novamente com a menção de meu nome, só que não vinha do outro lado da sala, e sim do meu lado. Herra Stephensson acabara de perguntar minha opinião sobre o assunto e o olhei de lado um instante enquanto respirava fundo. Não por receio. Apenas escolhia as palavras corretas. - Herra. Ponderei um novo instante, então virei o rosto e encarei não meu chefe, e sim sr. Suliver. - Segundo o organograma desse lugar são onze aurores, sem contar sua pessoa, senhor Suliver. Com os que pertencem ao Departamento de Registro e Controle das Criaturas Mágicas temos um total de quinze, já que lá tem quatro funcionários formados. São quinze pessoas, dezesseis contando com o senhor, que ninguém sabe há quanto tempo não estão cientes do desaparecimento da senhorita Bloom. E que só ficaram cientes, aparentemente, porque os sequestradores enviaram... uma coruja. Adeus carreira, oi demissão. - Uma funcionária foi sequestrada e o senhor está mobilizando quinze pessoas mais as onze do Departamento de Mistérios, caso esteja pensando de um modo mais amplo e de manter um certo controle na Sede, o que acho viável. É sempre bom ter reforço, ter a quem recorrer, tem alguém que tenha informações. Pequenas notícias em jornais não-bruxos são de excelente utilidade em casos como esses, ainda mais aqueles que são desacreditados por suas populações locais. Ninguém presta muito atenção em quem tem um olhar diferente, não? Permiti-me um sorriso. - Caso haja algo sobre essa missão que o senhor tem ciência e não foi dito aparecerá cedo ou tarde, e isso é um fato. E colocar a responsabilidade de ir em nossas mãos não o impede de ser responsável por isso. Estou indo por questão de confiança em herra e porque é uma colega de trabalho. Por aqueles que ainda não conhecemos, como dizem em minha terra. E por fim... acho que poderiam ser ensinadas técnicas de defesa para os funcionários ou coisas semelhantes. Não precisamos de algo assim de novo, acho. Não achei que precisasse falar mais e tudo que tinha dito até então foi da forma mais calma, respeitosa e clara possível, então simplesmente calei-me e virei o rosto para herra, fazendo um leve cumprimento com a cabeça. - Estarei com herra. Tinha sentido a necessidade de falar mais com sr. Suliver pelo simples motivo de deixar claro para ele como estava indo para essa missão. Não era questão de insubordinação, eram princípios a serem dignos de atenção. Com herra Stephensson era menos necessário. Tinha a sensação que nos comunicávamos com acenos, postura ou olhar. Era de berço, dos Maerlyn. Aprendemos a ver sinais.

Com a saída do senhor Suliver e o endereço colocado na mesa simplesmente olhei para o papel, gravando caso houvesse algum problema, então virei-me para herra Stephensson. Sabia, de algum modo, talvez por sua hesitação em violar as regras do Ministério e aparatar ali dentro como o Chefe dos Aurores fizera. Tinha mais cedo escutado falar de uma Lareira que funcionava dentro do Departamento de Mistérios, escondida, como qualquer coisa ali e que somente herra tinha acesso, portanto achei que era aquele caminho pelo qual seguiria, então aguardei que seguisse por ele. Como estava longe de ser um nível alto na hierarquia daquela missão mantive-me ao lado de herra enquanto atravessávamos os corredores e salas e ao parar próxima da dele estanquei. - Um instante. Pedi, virando as costas e abrindo a porta de minha própria sala com o letreiro errado, em seguida pegando algumas folhas de pergaminho em cima da escrivaninha e abrindo a gaveta, a pequena gosma movendo-se e quase achei ter notado olhos e uma pequena boca. Talvez quando resgatássemos a senhorita Bloom alguém do departamento dela pudesse me dizer o que era aquilo. Dei o que tinha na mão para o estranho ser que começou a roer e girei nos calcanhares, voltando para junto de herra e fechando a porta atrás de mim, olhando-o e dirigindo-me ao mesmo, sentindo as maçãs da face queimarem: - Acho que fizeram uma peça e colocaram um ser estranho em minha gaveta, herra. Poderia dar uma olhada na volta? Ele não é agressivo... só gosta de comer pergaminho. Falei timidamente e em tom de desculpa pelo atraso que estava causando, então apressei-me em acompanhá-lo, sabendo que logo estaríamos na Alemanha e rumando para o endereço fornecido pelo senhor Suliver. E uma vez lá não saberia muito o que fazer a priori, portanto permaneceria a postos e atenta a qualquer instrução que herra pudesse dar, e o que mais poderia fazer era somente torcer para que tudo desse certo.

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Postado Por: Camila.


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