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Residência Campbell -Vaduz | Liechtenstein

Re: Residência Campbell -Vaduz | Liechtenstein

MensagemAlemanha [#126335] por Dimitrid Campbell Kham » 27 Set 2013, 19:58

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PEQUENA CAMPBELL – CAP.1


Já não me lembrava da última vez que havia visto minha irmã. Aliás, para muitos eu era filho único. Nunca gostei de falar de Rebekah, não por ter algum problema com a loira, mas por sua própria proteção. Sabia que o mundo era cruel e que nossos amados primos nos caçavam implacavelmente. Sempre foi assim, sempre seria.

No instante em que a coruja de asas negras bateu em minha janela, sabia que eram noticias de minha irmã. Aliás, imediatamente fiquei preocupado. Rebekah nunca me mandava correspondência, sabia o quanto isso era perigoso. As aves poderiam ser interceptadas por aqueles que nos perseguem. Mas, por outro lado, minha irmã menor sempre foi rebelde e tinha certo gosto pelo perigo. Era tão menina como a minha filha e olha que Belly tinha apenas onze anos. A fita rosa na pata da coruja era o seu símbolo, sempre fora.

Pela data, a ave de Rebekah havia se atrasado, ou seja, ela chegaria naquela madrugada, não haveria como eu preparar.
– Tem coisas que nunca mudam... E vampiras que nunca crescem... – Resmunguei, amassando a carta e jogando dentro da lareira, era uma noite fria. Era verdade que eu gostaria de ver minha Irmã. Estava com saudade de minha pequena vampirinha. As coisas haviam mudado e agora eu tinha capacidade de cuidar dela. O problema era que longe ela estava mais segura, principalmente enquanto os meus primos mirassem suas atenções em mim. Mas, pelo que a carta diz, haviam pegado o rastro da minha irmã e agora estavam atrás dela. Ao que parecia eu teria que resolver essa situação e ao que parece, a família Kham está perto de sofrer algumas baixas. A minha paciência tem limites.

Por sorte, minha amada havia tido uma noite cansativa no trabalho e logo foi para cama. O mesmo havia acontecido com minha filha, a qual havia passado o dia todo perdida em seus livros. Estava ansiosa pelo momento de sua partida para Beauxbattons. Sim, eu estava feliz por Belly, mas também estava triste. Não queria ficar um ano sem minha pequena. Já havia me acostumado ficar com ela ao meu lado. Ao encontrar o seu sorriso travesso todos os dias. Mas, essa escolha não pertencia. Sem falar, que ela precisava ser preparar para uma vida adulta.

Estava parado na porta de meu quarto, olhando minha amada Zoey deitada em sua cama. Dormia feito uma criança. A imagem mais linda que já havia visto em minha vida. Sorri ao observá-la revirar-se na cama, espalhando seus cabelos vermelhos por nossa cama. Senti vontade de deitá-la ao seu lado, de amá-la mais uma vez naquela noite. Zoey era perfeita. Parecia ter sido beijada pelo fogo. Enquanto olhava minha amada, meus pensamentos voaram longe e apenas despertei quando ouvi alguns passos se aproximarem do meu apartamento. O cheiro não havia mudado. Rebekah havia chegado.

Não demorou muito e pude ouvir três batidas. Minha querida irmã havia esquecido a nossa senha. Sem hesitar caminhei em direção a porta e abri, deparando-me com a beleza em pessoa. Os cabelos dourados continuavam o mesmo e a pele era tão delicada como na época em que éramos criança. Seus olhos brilhavam intensamente, fazendo-me recordar de nossa mãe. Quanta saudade aquele sorriso havia me feito nesses longos anos solitário.
– Esqueceu a senha... – Tinha um tom sereno na voz, embora, estivesse louco para abraçá-la. Abri caminho para que a vampira entrasse no apartamento e a conduzi até meu escritório. Não queria acordar minha noiva, ela poderia conhecer minha irmã pela manhã. Não permitiria que Rebekah partisse, não tão cedo. Estava na hora de mostrar a loira quem era o irmão mais velho. Estava na hora de cuidar de minha irmã. – Não fale muito alto. Vai acordar minha filha e minha noiva. – Desta vez não pude esconder o sorriso e certamente a pequena Campbell percebeu a alegria que tomou o rosto. Servi um cálice de sangue e entreguei para Rebekah, sentando-se diante dela. A observei por alguns segundos e brinquei com suas mãos. – O que nossos queridos primos andam aprontando mana?
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Dimitrid Campbell Kham
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Re: Residência Campbell -Vaduz | Liechtenstein

MensagemAlemanha [#126389] por Rebekah Campbell Kham » 30 Set 2013, 04:33

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    Dimitrid não havia mudado nada no tempo em que havia ficado separado de Rebekah e quando ele falou sobre a senha a vampira teve que rir. Realmente havia esquecido, mas agora já não era mais preciso. - Ah, para de ser bobo! Eu estava com saudades de você! - falou enquanto entrava no apartamento do irmão. Segui o vampiro em silêncio até o escritório e já possuía perguntas na mente. Havia ouvido batidas de corações e algumas preocupações invadiram a mente da alemã. Rebekah começou a andar de um lado para o outro dentro do escritório e olhava tudo com curiosidade, parecia que tinha voltado a ter dez anos de idade. Seus olhos corriam por tudo daquele lugar, desde os móveis até os livros e fotografias. Havia uma ruiva e uma loirinha e aquilo deixou a vampira ainda mais curiosa.

    - O que esta acontecendo aqui? Quem são as pessoas que moram com você? - foi soltando um monte de perguntas com um tom preocupado na voz e também um pouco alto demais. Quando seu irmão respondeu que eram sua noiva e filha a vampira ficou estática. Depois de alguns segundos começou a dar saltinhos pelo escritório até sentar num sofá, sendo seguida por Dimitrid que segurava um cálice de vinho. A vampira aceitou a bebida e apertou sua outra mão na do irmão. Ela podia ver a felicidade estampada nos olhos vermelhos de Dimitrid e sua vontade era de sair correndo para ver quem era a garota que havia feito o vampiro tão feliz. Mas também havia uma coisa que ela não conseguia entender. Como Dimitrid havia tido uma filha? Vampiros não podem se reproduzir. Nem teve tempo de fazer as perguntas que surgiram em sua mente, pois o alemão fez a pergunta responsável por sua vinda.

    - Eles estão nos procurando. Vovô realmente deixou bem claro suas ultimas ordens: matar Dimitrid e Rebekah. Velho idiota. - falou rindo e tomou um gole do sangue. Por mais que preferisse se alimentar de sangue de animais, quando sentia o sabor do sangue humano em seus lábios, Rebekah sentia-se melhor do que nunca. A vampira cruzou as pernas em cima do sofá e encarou seu irmão com um pouco mais de preocupação. - Dimi, as coisas estão realmente ficando perigosas. Nossos primos estão ficando cada vez melhores no que fazem e não estão mais atacando a noite, precisei matar três deles durante o dia. Você tem que tomar cuidado, principalmente se você tem família. - por mais que Rebekah soubesse que Dimitrid jamais entenderia o real peso de suas palavras, a vampira sabia que seu irmão faria qualquer coisa para proteger aqueles que ele ama.

    A alemã colocou o cálice em cima da mesa de centro e levou as mãos até o rosto de seu irmão. Agora que seus olhos encaravam os de Dimitrid, ela poderia mostrar tudo o que havia visto.
    - Dimi, entenda uma coisa. Joseph, Villadeskos, Vladisk ou qualquer outro sobrenome não tem que se esconder a mais de um século da própria família e também pode andar livremente a luz do sol. Por favor, tome cuidado. Eu vi do que eles são capazes e garanto que vão fazer de tudo para te atingir e também para me atingir. Antes de matá-los pude ler a mente deles e há Khams em todos os lugares com uma única intenção. Nos matar. - Rebekah sentia-se preocupada com o irmão. Ela não havia ninguém com que se preocupar além de Dimitrid, mas agora seu irmão havia uma filha e noiva para proteger. As coisas estavam ficando perigosas.

    Antes que seu irmão fizesse algo Rebekah fechou os olhos e começou a jogar sua premonição na cabeça de seu irmão. As imagens passavam em uma velocidade impressionante e tudo o que ela mais temia estava acontecendo. Em sua premonição, Dimitrid estava preso e todo machucado, com a pele cortada e pedaços do corpo faltando. Jogada a seu lado no chão estava uma mulher ruiva que a alemã havia entendido que era Zoey, a noiva de seu irmão, mas ela estava em um angulo estranho e possuía uma cor estranha. Estava morta. Mais ao fundo o som de gritos infantis faziam o coração, mesmo sem vida, de Rebekah doer. A garotinha gritava por ajuda e tentava se soltar de amarras que lhe prendiam no teto. Seu corpo sangrava e havia um homem passando uma faca pela pele dela, fazendo cortes profundos.

    Quando sentiu as mãos de Dimitrid nas suas a alemã parou de passar as imagens e encarou o vampiro. É raro uma premonição da vampira não se concretizar e isso deixou ambos apavorados.
    - Dimitrid, por favor, não faça alguma besteira! Eu posso ajudá-lo, mas precisamos agir com cautela. Eles já sabem sobre sua vida e não devem demorar a agir, precisamos esconder as duas. - por mais que a vampira não conhecesse Zoey e a filha de seu irmão, sentia-se na obrigação de protegê-las. Dimitrid é a única família dela e agora ela possui mais dois membros para amar e proteger. Rebekah jamais deixaria que algo ruim acontecesse com as duas, mesmo que para isso ela precisasse entregar sua vida.
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Re: Residência Campbell -Vaduz | Liechtenstein

MensagemFranca [#126468] por Dahlia Pettersson » 03 Out 2013, 23:10

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Mudanças - Capítulo 04


Provavelmente não é normal para uma criança de minha idade se preocupar com estudos, ou com a simples menção da palavra ‘Escola’. Já no orfanato, as coisas eram diferentes. Nossa ‘escola’ se resumia basicamente à uma sala cheia de mofo com algumas mesas e cadeiras velhas, onde nos sentávamos enquanto a diretora do orfanato nos ensinava sobre diversas matérias, de um modo precário e ruim. Ao saber que eu teria a oportunidade de estudar em uma grandiosa escola, com professores capacitados e levando em conta que eu iria aprender nada mais nada menos que bruxaria, meu coração deu um salto de felicidade. Isso fora há um ano, mas eu continuava tão eufórica quanto naquela época.

No momento que Zoey me pegou no colo, não sabia se sorria com o gesto ou se gargalhava por conta da sua altura, que era quase a igual a minha. Infelizmente, não deu para segurar por muito tempo, então o som da risada encheu a sala por alguns segundos, logo se transformando em um sorriso. A atitude normal de qualquer outra pessoa seria falar para a Zoey não se preocupar, e que iria dormir no sofá. Mas a simples menção da palavra ‘cama’ e ‘quarto’ em uma mesma frase me fez mudar de ideia na hora, seguidamente de um bocejo. Antes de Zoey me deitar na cama, ergui meu corpo o suficiente para selar um beijo rápido em sua bochecha. Aninhei-me em meio ao cobertor quentinho e o travesseiro, e em poucos segundos eu já estava dormindo.

Apesar de todo o conforto que me fora proporcionado, a noite fora bastante conturbada. As cenas do meu primeiro dia na casa do Dimitrid me vieram à mente diversas vezes durante o sono, assim como cenas de até mesmo anos atrás. Mas o que mais me chamou a atenção foi uma sombra que aparecia durante meus pesadelos. Em todos eles, a sombra era igual, e aparecia na mesma posição. Não era de uma criança e nem mesmo de um adulto, pois era tão pequenina que parecia a de uma bebê recém nascida. Parecia-me estranhamente familiar, quase como fosse uma parte apagada de minha memória a qual eu já tivesse presenciado. Resolvi, intercalando meus pensamentos entre o pesadelo e a vida real, que investigaria meu passado mais a fundo do que fazia. Virei novamente na cama, fazendo força para despertar, e em pouco tempo estava dormindo sem nada para me atormentar.


Spoiler: Mostrar
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Re: Residência Campbell -Vaduz | Liechtenstein

MensagemAlemanha [#126494] por Dimitrid Campbell Kham » 04 Out 2013, 22:38

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PEQUENA CAMPBELL – CAP.2


Rebekah não havia mudado nenhum pouquinho. Embora já fosse um vampira madura, ainda tinha consigo os traços de sua infantilidade. Não importava o que minha irmã falasse, para mim, sempre seria uma criança. Uma menina da idade de minha filha, Isabely. Enquanto ela servia-se de seu cálice de sangue, deslizei meus dedos por meus cabelos dourados, brincando com alguns fios. Meus olhos recaiam sobre a menina e minha mente viajava para muitos anos atrás.

Não fazia muito tempo que eu havia me ternado um vampiro. Ainda tinha muito de minha família em mim. Era uma época onde eu sonhava com o perdão de meu avô. Sonhava com o dia em que poderia voltar para os seios de minha família. Ainda era um pobre tolo. Uma criança sonhadora. Eram pouca as noticias que chegavam aos meus ouvidos, porém, cada dia piores. Minha pequena irmã ficava cada vez mais doente e a hipótese de eu poder perdê-la me aterrorizava. Eu não sabia o que fazer. Estava avançando em meus estudos de medibruxaria, mas pelo jeito que as coisas andavam, não teria tempo de me formar e trazer a cura para Rebekah.

Recordei de minha namoradinha de escola e da forma súbita e cruel com que a morte a arrancou de meus braços. Fora um baque violento para mim. Razão que me levou a querer ser um medibruxo de renome. Mas ao que parecia, falharia de novo com uma pessoa que amava. O fantasma da morte voltava a me assombrar e meu desespero crescia a cada dia. Precisava fazer algo. Tinha que agir.

Para minha sorte, meu querido pai havia facilitado em muito o meu serviço. Por mais que os seguranças do hospital mágico alemão fossem habilidosos, naquela época, nenhum era capaz de deter um vampiro. E um vampiro era o que eu era. Já fazia algum tempo que estava treinado minhas habilidades e já começava a dominá-las com maestria. Com minha supervelocidade ultrapassei as barreiras defensivas do hospital. Restavam dois seguranças, na verdade aurores. Meu avô sempre fora muito astuto, por isso, encarregou-se de por dois dos seus melhores homens na porta. O velho não estava disposto a perder outra neta para seus maiores inimigos. Pobre homem.

Confesso que esta foi a pior parte para mim. Demorei um longo tempo para tomar coragem para matar os dois homens. Uma voz em minha cabeça dizia que isto era errado, mas outra dizia que era o certo, que precisava fazer isso para salvar a minha irmã. Seria Bekah tão valiosa a este ponto? A vida de minha irmã valia mais que a daqueles homens? Não difícil encontrara resposta. Para mim era. Assim que ambos vacilaram, surgi na frente deles, como um raio. Os aurores foram tomados por um gigantesco susto e se quer tiveram tempo para sacar suas varinhas. Num rápido movimento me livrei das armas mágicas dos homens e quando pensaram em fugir, ou pedir por ajuda, já tinha minhas mãos em suas gargantas. Os levantei a quase meio metro de alto e apertei os ossos de seus pescoços, quebrando um por um com meus dedos ferozes e violentos. O meu caminho estava livre. Mas por quanto tempo?

Quando entrei no quarto, parecia que estava pisando nas nuvens. Foi um choque ver minha querida irmã tão fraca naquele leito de hospital. Sua pele estava pálida e seus lábios quase sem cor. Aproximei em silêncio da cama e a observei por alguns segundos. Por alguns segundos tive a impressão de ver minha pequena abrir seus olhos. Já estava quase sem vida. Senti uma tristeza violenta e pensei se esse era o preço de se imortal? Teria que ver todos meus entes queridos partirem desse mundo, enquanto eu estava condenado a vagar por aqui por toda eternidade? Poderia se dizer que sim. Mas não foi essa resposta. Assim como havia ganhado super força e supervelocidade, também ganhei o dom de conceder a imortalidade. Não sabia se minha irmã aceitaria, ou se me perdoaria. Mas não poderia passar o resto de minha vida sem ela. Deslizei meus dedos sobre sua face, já estava quase gelada. A morte se aproximava a cada segundo. Não havia mais tempo a perder. Cravei minhas presas na jugular de Rebekah e suguei seu sangue. Não sabia quanto tempo eu tinha, mas precisava agir com urgência. Minha super audição me avisava que meus inimigos se aproximavam. Retirei uma adaga que carregava comigo, presente de minha irmã, quando me formei em Durmstrang. Rasguei meu pulso e levei meu sangue até os lábios da loira, fazendo-a bebê-lo. Meu tempo havia terminado, mas o meu trabalho também. Corri para janela mais próxima, era o décimo quinto andar, porém, eu era um vampiro, nada tinha temer. Nem mesmo a morte poderia me pegar. Saltei sei medo, disparando em seguida pelas ruas alemãs. Restava agora torcer para que minha irmã tivesse compreendido meu ato de amor.

Quando retornei de minhas lembranças, minha pequena continuava a tagarelar como uma matraca. Fazia mil perguntas, isso, porque eu não havia ouvido a maioria. Sorri para ela aproximei-me, brincando com seus cabelos. Tínhamos muito que conversar. Muitas novidades para contar, mas sabia que Rebekah seria paciente, pelo menos era isso que eu esperava. Teria o tempo ensinado paciência para ela?
– E quando as coisas não foram perigosas? – Minhas palavras eram serenas e tranquilizadoras. Meus primos há muito tempo não me assustavam, não passavam de caçadores sem sorte. Por gerações eu venho os superando e devo me gabar que foram poucos que sucumbiram as minhas mãos. Devo dizer que tal privilégio sempre coube ao meu fiel amigo Joseph, mas isto não queria dizer que sentia alegria em tantos Khams mortos. Por mais que me renegassem, eles eram gente do meu sangue. – Bekah, aqui você está segura. Nada tem que temer. Eles sempre souberam por onde eu andava. Acha que sou bobo? Sabia que soubessem de meu paradeiro, esqueceria-se de você por um tempo. Mas vejo que eles se tornaram ousado. Mas não se preocupe, logo cortarei estas asas ousadas. – Brinquei com os cabelos da loira e depositei um beijo em sua face. – Quanto a Zoey e Belly. Não se preocupe. Estão seguras ao meu lado. Assim como você está. Logo minha filha partira para Beauxbattons, onde ficará aos cuidados de Angie. Zoey é chefe de departamento do Ministério da Magia. Não será presa fácil para nossos primos. Quanto à história te conto depois. Agora me diga, por onde andou nesses muitos anos longe. Foram sessenta anos?
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Re: Residência Campbell -Vaduz | Liechtenstein

MensagemAlemanha [#126537] por Rebekah Campbell Kham » 07 Out 2013, 04:04

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    As palavras de Dimitrid fizeram Rebekah abrir um sorriso infantil e também conseguiram tranqüilizar um pouco a vampira. A alemã sempre soube o que seu irmão pensava sobre matar Kham, sangue do seu sangue, porém ela discordava um pouco. Se precisasse matar um Kham ou qualquer outra pessoa, se ela estivesse em perigo, Rebekah jamais pensaria ou hesitaria em roubar a vida de alguém. Essa era uma das poucas diferenças entre os irmãos Kham. “Ai Dimitrid, por que você nunca acredita nas coisas que eu prevejo?” Segurou firme a mão de seu irmão e não pode deixar de pensar no que faria sem ele. Dimitrid sempre fora o porto seguro dela e jamais conseguiria viver sem ele. Se precisasse, trocaria sua vida pela dele. E assim, eternamente seria.

    Mesmo com as palavras de seu irmão, Rebekah ainda sentia que precisava tomar cuidado. Mas ao sentir ele brincando com seus cabelos, igual quando faziam quando eram humanos, a fez esquecer um pouco essa preocupação. O beijo em sua bochecha a fez fechar os olhos e suspirar, mesmo que não precisasse.
    “Você sabe o quanto eu me preocupo com você.” Novas palavras de ‘consolo’ e a vampira não conseguiu se controlar. Pulo para o colo do irmão e o abraçou como há muito não fazia. Rebekah sentia falta do irmão e cada ano que precisou ficar longe dele havia sido difícil. Nunca desejou tanto poder ficar com ele. Ter uma família ao lado dele que não os odiassem e talvez, com Zoey e Isabelly, esse sonho pudesse se tornar realidade.

    - Realmente, foram sessenta anos. – falou soltando o corpo do vampiro e sentando novamente no sofá. – Segui seus passos e meu sonho. Me formei para ser uma Mestre de Poções e me aperfeiçoei em tudo o que eu podia. – a animação tomava conta de Rebekah. Mesmo tempo mais do que um século, ela ainda parecia uma criança de apenas dezessete anos. – Mas devo dizer que era horrível ter que ser a única na sala que não tinha magia para fazer as coisas, porém, me formei sendo a melhor aluna da sala. Pode sentir orgulho da loirinha aqui. – quando falou, levantou e deu um pulinho, voltando em seguida a se sentar como uma garota comportada. – Mas me diz ai Dimi, o que você aprontou por todo esse tempo? – perguntou cruzando as pernas e olhando nos olhos vermelho sangue. [/i]
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Re: Residência Campbell -Vaduz | Liechtenstein

MensagemAlemanha [#126983] por Dimitrid Campbell Kham » 16 Out 2013, 22:22

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PEQUENA CAMPBELL – CAP.3


Estar diante de minha irmã era algo espetacular. Rebekah fazia minha cabeça voltar a muitos anos atrás, quando tudo parecia ser perfeito. Éramos de família rica, onde o poder dos bruxos era pregado e defendido com todas as forças. Eu era treinado para ser um importante membro do Ministério da Magia alemão e minha irmã para ser uma dama de grande importância na sociedade bruxa. Mas, o destino não quis que assim fosse. Quis a vida que nos tornássemos vampiros, os piores inimigos de nossa própria família e entrássemos em uma guerra sem fim, a qual já perdi a conta de quantos anos duram.

Enquanto apreciava um gole de sangue, observava minha irmã contar suas aventuras pelo mundo. Bekah não havia mudado nada e ainda tinha o ar infantil de sempre. Sorri para menina, afinal, ela sempre seria minha vampira, quando disse que seguiu meus passos e tornou-se uma mestre em poções.
– Mestre de Poções? – tinha um tom sereno, talvez frio, mas era difícil esconder o orgulho que sentia. – É uma grande responsabilidade minha irmã. Fico feliz que tenha seguido por esse caminho. –Falei, observando a garota deixar meu colo e andar por meu escritório. Embora tivesse seu jeito de menina, minha irmã havia se tornado uma mulher de verdade, ou melhor, uma vampira.

Após o resumo de Bekah, era minha vez de contar tudo o que havia acontecido nessas últimas seis décadas, o que não foi pouco. Muita água havia passado por baixo dessa ponte, assim como foram as alegrias e tristezas, certamente seria um bom livro.
– Eu fiz muita coisa. – comecei, deixando meu cálice de sangue de lado. – Viajei por quase todo o mundo, estudando as mais diversas plantas e criaturas. Claro, tudo em nome da medicina. Fazia pesquisas em busca de curas para algumas doenças. Numa dessas viagens, reencontrei alguns amigos e acabei como medibruxo de Durmstrang. Fiquei lá por um tempo, aonde cheguei a me tornar professor, inclusive fui diretor da Rurikovich, casa que a maioria dos Kham pertenceu. Porém, nossos primos foram ousados e invadiram o lugar atrás de mim. Uma aluna morreu o que me obrigou a matar um deles também e a torturar outro. Depois disse deixei o lugar sem deixar rastros, travando uma batalha ali e outra lá com nossos primos, até que Joseph acalmou as coisas para meu lado. Consegui emprego num hospital grande, mas decidi voltar a dedicar-me a fazer outras coisas. Nesse período, reencontrei Zoey e ficamos juntos, tempo em que encontramos a Belly. – Fiz uma pequena pausa, uma vez que havia ouvido passos. Alguém havia acordado, mas não sabia quem era. Fiz sinal para minha irmã se silenciar, afinal, não queria que Zoey a conhecesse de qualquer jeito. Porém, as coisas nunca saem como planejamos. A porta se abriu e então uma pequena silhueta se formou diante de nossos olhos. – Filha! O que faz acordada há essa hora? – Falei assim que a menina se aproximou de mim. – Tudo bem querida. Papai vai fazer um leite quente pra você. – Acariciei os cabelos dourados da menina e sorri de forma carinhosa. – Bekah, essa é minha filha.. Filha, essa é a tia Rebekah, irmã do papai. – Falei com uma voz emocionada, o que se tornou ainda mais evidente quando vi o brilho nos olhos de minha Irmã. Finalmente minha família estava reunida.
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Re: Residência Campbell -Vaduz | Liechtenstein

MensagemAlemanha [#127013] por Rebekah Campbell Kham » 17 Out 2013, 04:30

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    Havia sido breve para falar sobre sua vida, mas Rebekah sabia que o irmão entenderia isso. A vida da vampira nunca fora tão agitada como gostaria, mas sempre soube viver da melhor forma que era possível. Enquanto ouvia as palavras do irmão, dava alguns goles no líquido vermelho. Sabia muito bem que não fora preciso machucar alguém para consegui-lo, principalmente porque Dimitrid era tão cuidadoso quanto ela mesma em relação a alimentação. O gosto era delicioso e podia sentir suas forças voltando aos poucos. Por mais que fosse pequenas doses, sangue humano sempre era o melhor alimento e fonte de energia para um vampiro, mesmo que esse não beba diretamente das veias de sua vítima, como acontece na maior parte das vezes.

    A vida de Dimitrid fora de longe mais interessante do que de Rebekah, e enquanto ouvia a vampira apenas abriu um sorriso. Tão parecidos e tão diferentes ao mesmo tempo. Rebekah e Dimitrid sempre sonharam em ser grandes medibruxos, e quase o conseguiram, apenas precisaram se 'concertar' para poder reazliar seus sonhos.
    "Então você reencontrou Zoey faz pouco tempo." Rebekah se levantou e começou a passear pela sala. Mas ficou surpresa quando ouviu passinhos vindo naquela direção. Olhou para o irmão e apenas concordou com a cabeça em silêncio. A porta fora aberta e uma garotinha surgiu, fazendo com que Rebekah olhasse para ela com fascinio e admiração. "Ela é a cara do Dimitrid, mas como isso é possível?"

    A vampira precisou conter o riso enquanto via seu irmão, sempre poderoso e orgulhoso, ficar tão paternal com uma criança. Lembrou-se das noites em que não conseguia dormir e Dimi lhe fazia companhia, cuidando de sua saúde frágil. Ele realmente não havia mudado nada. Meus olhos brilhavam e eu sentia uma alegria que há muito não sabia o que era. Corri em direção aos dois e peguei minha sobrinha nos braços. Ela era realmente linda.
    - Hey gatinha, quantos anos você tem? - perguntou com uma voz animada, parecendo ter a mesma idade da garotinha. - Nem vem me chamar de tia viu, isso iria estragar toda a minha brincadeira nos lugares. - falou dando uma piscadela e sorrindo. Colocou a menina no chão e pulou no colo do irmão, dando um forte abraço nele. - Você é o melhor do mundo, sabia? - sussurou as palavras no ouvido do vampiro, para que apenas ele ouvisse. Voltou para o chão e encarou a menininha. - Vou te ensinar alguns truques para não ficar de castigo. - comentou dando risada e segurando na mão da sobrinha.
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Rebekah Campbell Kham
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Re: Residência Campbell -Vaduz | Liechtenstein

MensagemFranca [#127207] por Dahlia Pettersson » 19 Out 2013, 18:33

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Uma nova... tia?! - Capítulo 01


Acordei no instante em que meus pesadelos cessaram. Estava tudo escuro, e deveria ser ainda de madrugada. Tive que esperar alguns minutos até que meus olhos estivessem finalmente acostumados com a falta de luz, no que me levantei da cama. Decidi que iria até o quarto de Zoey, porque provavelmente não iria conseguir dormir novamente. Abri a porta com cuidado, não fazendo muito barulho e, antes que eu pudesse seguir até o quarto, ouvi vozes e sussurros vindos da sala. Abri a porta e caminhei lentamente até o local do barulho, mesmo sabendo que poderia ser perigoso. Assustei-me quando as vozes cessaram, no instante em que estive perto da porta, e a sensação de que tinham me escutado voltou, apesar de não ter feito quase barulho algum. Havia duas possibilidades: Ou Zoey ou Dimitrid estavam acordados, ou estava acontecendo o pior que eu poderia esperar.

Abri a porta, e qual foi minha surpresa quando me deparei com Dimitrid e...
“Quem é aquela moça?”, me perguntei, em pensamento, franzindo as sobrancelhas. Caminhei até Dimitrid, aproximando-me dele o mais perto que consegui, respondendo sua pergunta. ‒ Eu tive um pesadelo e fui procurar você e a Zoey, mas ouvi alguns sussurros vindos da sala e vim para cá. ‒ Murmurei, alternando o olhar entre ele e a moça. Abri um sorriso simples na direção de Dimitrid, esperando que ele me apresentasse-a. Eu só não esperava que fosse ganhar uma tia. Acabei alargando meu sorriso, como se achasse graça da situação, e uma risada escapuliu de minha boca quando Rebekah me pegou nos braços. - Eu tenho 11 anos, erm... Como eu devo te chamar? ‒ Eu logo descobri que ela tinha senso de humor. Se eu não estivesse vendo-a pessoalmente, acho que pensaria que ela tinha a minha idade.

‒ Alguém pode me explicar o que está acontecendo? ‒ Perguntei, em um tom infantil, vendo os dois se abraçar. Não que eu não tenha gostado de Rebekah, ela parecia muito legal para uma adulta, mas foi só eu olhar para ela que entendi que ela também guardava seus segredos, tal como Dimitrid o fizera. Abri novamente um sorriso, indicando que estava tudo bem, e comecei a cantarolar uma música, em tom baixo, até que ela veio até mim e segurou minha mão. Gargalhei quando ela falou que iria me ensinar truques para que eu não ficasse de castigo. E no segundo seguinte eu dei atenção aos olhos de Rebekah. Como eu pensava... totalmente vermelhos, iguais aos de Dimitrid. Uma parte dentro de mim estava com medo, por ela ser quase uma estranha, mas a outra dizia que eu deveria confiar nela. Felizmente, segui meus instintos, e abri novamente um sorriso, indicando que estava tudo bem. É, que família essa que eu fui conseguir. Felizmente, apesar do pouco tempo que passei com eles, já os amava.
Dahlia Pettersson
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Re: Residência Campbell -Vaduz | Liechtenstein

MensagemAlemanha [#127279] por Dimitrid Campbell Kham » 20 Out 2013, 22:29

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PEQUENA CAMPBELL – CAP.4


Não sabia explicar o que senti, ou minha reação ao ver minha irmã e minha filha juntas. Rebekah parecia uma criança, tão imatura quanto minha pequena, seria isso um problema? Talvez sim, talvez não. Mas ao que parecia, o apartamento ganharia um ar mais feliz, mas animado nos próximos dias. Afastei o meu cálice dos olhos de Belly, não gostava que a menina me visse se alimentando de sangue humano. Ainda não tinha ideia de como reagiria e confesso que não sei se quero descobrir. Tenho um pouco de medo.

– Rebekah! – Tentei impor um tom mais severo em minha voz, afinal, não poderia permitir que minha irmã levasse minha filha pelo seu mundo de traquinagens. Belly logo estaria em Beauxbattons e as coisas lá pareciam serem severas, tinha medo do resultado. Mas, não tive forças para continuar com minha bronca. As duas me olharam com aqueles olhos recheados de ternuras e me fez se derreter por completo, perdi minhas forças. Havia acabado de entregar meu novo ponto fraco para minha querida irmã e ela se aproveitaria muito bem desta situação. Ah se ia.

Embora as coisas tivessem começado muito bem, percebi que minha filha estava relutante em relação a sua tia. Não precisei de muitas dicas para descobrir o motivo. Isabely era uma menina muito esperta, com uma maturidade que não me lembro de ter visto em crianças daquela idade, mesmo tendo eu lecionado em Durmstrang. A garota havia notado a mesma coisa em Bekah que me denunciou quando se conhecemos. Os olhos vermelhos, marca dos vampiros Campbell. Mas, minha filha também era valente e por alguma razão confiava em sua nova tia.


– Filha, sua tia vai passar um tempo conosco... Pelo menos ate ela voltar para suas aventuras. – Falei, assim que minha irmã largou meu pescoço, ainda um tanto que desconcertado. As palavras da vampira havia me deixado sem graça e não era como ela dizia. Assim como grande parte do mundo, tinha meus defeitos e estes poderiam ser tão feios, quanto à beleza de minhas qualidades. –Não sou tudo isso maninha... Apenas tento proteger vocês. – Respondi, trazendo minha filha para perto de mim, brincando com seus cabelos.

O relógio já avançava, quase apontando às três horas da madrugada. Não era hora de ter criança de pé, muito menos descalça. Mas como dizer isso para aquela loirinha linda?
– Filha, você precisa voltar pra cama... Já está tarde. – Para meu azar, as palavras não foram bem recebidas, uma vez que Belly estava empolgada com a nova tia. Meus problemas com as duas já havia começado e eu já podia até ver o campo de guerra que meu apartamento se tornaria nos próximos dias. – Amanhã você poderá passar o dia todo com a Bekah. Agora vamos, papai vai fazer um leite para você. – Peguei a garota no colo e caminhei em direção a saída do escritório. Tinha muito que falar com minha irmã, mas antes tinha os meus deveres de pai. – Bekah, me ajuda?
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Re: Residência Campbell -Vaduz | Liechtenstein

MensagemAlemanha [#127858] por Rebekah Campbell Kham » 31 Out 2013, 05:56

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Narração
Pensamentos


    Rebekah não conseguia conter a felicidade que sentia. Há tanto tempo ela não sabia o que era ter uma família e agora, parecia que tudo estava entrando nos eixos. Zoey, Dimitrid, Isabelly e Rebekah. Pode não ser uma família perfeita, mas é a família da vampira. - Pode me chamar de Bekah. - respondeu a sobrinha enquanto ouvia seu irmão tentar lhe dar uma bronca. O sorriso da vampira era largo em seu rosto e nada do que Dimitrid fizesse ou falasse, seria o suficiente para tirar a animação da loira. Rebekah sentia-se bem e pela primeira vez em muitos anos, sentia-se normal. Seus olhos passavam da garotinha para o vampiro, voltando em seguida para a menininha. Rebekah tinha de admitir, sua sobrinha é bem esperta para sua idade. "Melhor ainda, isso será bem divertido."

    Ouvi a resposta do irmão enquanto lia a mente da menina. Isabelly sabia que ela era uma vampira e também tinha medo. O que é considerado normal para uma menina de 11 anos que nunca viveu no mundo mágico, mas também percebeu que a garota não ligava para isso. Sendo família é o que bastava a ela.
    "Ta ganhando pontos comigo loirinha, gostei de ver." Levantou-se quando Dimitrid abraçou a menina e saltitou quando ouviu o vampiro dizer que as duas poderiam se divertir mais tarde. Por mais que Rebekah tivesse mais de um século, não havia tido uma vida humana normal, então muitas de suas ações e vontades seriam iguais ou parecidas com a de sua sobrinha. A vampira não possui apenas um rosto infantil, mas também seu jeito e personalidade.

    - Para de ser chato Dimi, ela quer aproveitar comigo. - falou de modo divertido e logo mostrou a língua para o irmão mais velho. Rebekah havia deixado de lado sua raça, deixando apenas que sua felicidade e vontade a dominassem. E no momento, a vampira queria brincar com a sobrinha. - Claro, mas eu também quero leitinho papai. - falou dando risada, mas seguindo o irmão para fora do escritório. A vampira ainda não conseguia segurar o riso por ver seu irmão sendo tão paternal e cuidadoso. - Ele já fez o sunday de chocolate dele ou os waffles de caramelo? - perguntou para a loirinha que a olhava com um sorriso no rosto. Sem sombra de dúvidas que a vampira havia dito isso para fazer a pequena ficar com vontade, mas por trás disso havia um desejo oculto. Por mais que a vampira não precisasse comer, sentia falta de ver o irmão preparando seus dois pratos favoritos e qual o problema em querer matar a vontade agora?
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