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Residência de Ryan Suliver [Vaduz | Liechtenstein]

Re: Residência de Ryan Suliver [Vaduz | Liechtenstein]

MensagemChina [#149096] por Miriam Wu » 09 Jun 2015, 20:24

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you're beaten, so am i. i've got a heart of stone. no medication can draw what has taken hold
YOU'RE HURTING, AM I. WHEN I AWAKEN, REMEMBER WHY I'VE BEEN RUNNING FROM YOUR WORLD.




                A jovem estava cansada, ferida, e de certo modo, completamente assustada. Ainda não compreendia no como, no porque aquilo tinha acontecido. A chuva estava forte, era engraçado, algumas horas atrás, estava desfrutando do frio, um bom chá quente, e um longo momento de paz até tudo se transformar num inferno, um que ela nunca imaginara ser capaz de acontecer naquele lugar de serenidade absoluta, o único lugar que ela se sentia feliz, e pertencente a um lugar.

                Ao conseguir escapar o único pensamento da jovem chinesa foi para um lugar que nunca havia ido, mas que graças aos seus irmãos era mantido em segurança, mas acima de tudo, sua mente foi para a única pessoa que podia ajuda-la naquele momento: Ryan Suliver. Por isso, estava parada naquele momento, em frente a porta do auror, completamente encharcada pela chuva, com a dor do corte em sua cabeça, os outros ferimemtos em seu braço, perna, ou se era acima de tudo, a dor em sua alma. Novamente estava perdendo uma parte de si, não sobrovava mais nada.

                Recuperando a coragem que supunha ainda existir a menina bateu a porta, logo ouvindo um latido alto, e depois de alguns instantes a porta se abrir reveleando seu amigo.
- Sei que não é uma boa hora, mas me deixaria entrar? - perguntou sua voz pela primeira vez falhando, não se sabia se era pela dor, pelo frio ou pelo medo, mas pode perceber que amigo não notou nada disso, apenas pedindo para que ela entrasse, mas a jovem notou o olhar preocupado de Ryan sobre ela, o que a deixou tão desconfortável quanto entrar na casa do auror. Entretanto, deixou isso de lado, observando por cima do ombro, e logo para dentro da casa, após Suliver fechar a porta. - Desculpe, você foi a primeira pessoa na qual pensei... - diz nervosamente, mas logo notando que molhava o chão do homem - E a acrescento as desculpas por bagunçar sua casa, prometo que não vou me demorar muito...

                Contudo, fora interrompida com as palavras de Suliver o que de certo modo a fez se surpreender, afinal, eram poucas as pessoas que ela tinha listada em sua mente, que disse e que algum dia dirá isso para ela, mas Ryan não era uma delas. - Só... preciso de uma caixa de primeiro soccorros. - respondeu ao homem assim que a surpresa passou, enquanto o auror saia em busca de algo, a morena retirou casaco que vestia, causando-lhe um pouco de dor. - Não está tão ruim quanto parece. - comentou assim que ouviu pirraguiar do amigo. - Bom, se formos para o hospital, a primeira coisa que vão pensar é que você é um pessímo marido, e é do tipo que desconta a raiva em agressões a sua esposa, isso se estivermos falando de um hospital trouxa, se estiver pensando no Theophrastus von Hohenheim, pode esquecer, muitas perguntas. Com sua ajuda estarei novinha em folha em alguns minutos.

                A verdade era que a jovem apenas estava ali porque não daria conta daqueles ferimentos sozinha, sem qualquer outro motivo, pelo menos era o que pensava, ou o que não estava, afinal, tudo que passava por sua mente era toda uma vida o qual acabara de ruir. A vontade de jovem chinesa era de chorar, gritar, mas não fez nada disso, sua face permanecia impássivel, nem mesmo a dor fazia mudar. Entretanto, sua alma acabara de acordar, e sofria como um lobo ferido.


WEARING • Isso aqui e um casaco no estilo militar que eu fiquei com preguiça de procurar .q| MUSIC • Haunted – Disturbed
.

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Miriam Wu
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Re: Residência de Ryan Suliver [Vaduz | Liechtenstein]

MensagemEscocia [#155221] por Ryan Suliver » 17 Jan 2016, 23:30

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“Home, it's becoming a killing Field
There's a crosshair locked on my heart
With no recourse, and there's no one behind the Wheel
Hellfire you're wiping me out
Killed by

Drones!”

[“Reapers” – Muse]


Os olhos azuis acompanhavam, com monotonia, o noticiário na TV da sala. Relaxado, os pés sobre a mesa de centro, Ryan abria mais uma garrafa de cerveja com sua telecinese e tão logo ingeria a bebida. Deitado no pufe, Black fazia companhia ao auror, seus olhos denunciando uma leve reprovação frente a crescente fila de garrafas vazias que se formava do outro lado onde o auror estava sentado. Os raios e trovões eram praticamente inaudíveis no interior da residência mas, ao julgar pela força com que a chuva atingia as janelas da casa, o escocês convenceu-se de que foi uma boa idéia permitir que seu cão dormisse dentro de casa daquela vez. – Só não quero você na cama da Ayesha. Nem na minha. – Bufou resignado, vendo o labrador apoiar a cabeça entre as patas. – Você pode dormir no quartinho das tranqueiras, se quiser fugir da chuva. – E, após ouvir o latido de confirmação de Black, Ryan resolveu servir-se de mais uma cerveja. Passou os olhos sobre a fileira de garrafas vazias e deixou que um sorriso sarcástico escapasse de seus lábios. – Dizem que o álcool e o pior inimigo do homem, mas eu sei que aquele que foge de seus inimigos é um covarde, certo Black? – O labrador apenas inclinou a cabeça para a direita e então decidiu lamber a própria genitália, pondo um fim à conversa etílica que seu dono tentava engatar. – Seu porco! Vá se lamber no banheiro!

As horas continuavam se arrastando, junto com as palavras do âncora do telejornal, numa infindável dança de monotonia enloquecedora, até o término do citado programa. Em seguida, um documentário sobre a interessantíssima vida das lhamas. Vencido pela preguiça e pelo álcool, o escocês deixou-se tragar para o vazio dos sonhos, num sono pesado e torto na sala de casa. Sua mente vagou pelas lembranças das noites com Zoey, naquele mesmo sofá, pelas lembranças do encontro desastroso com Sophia e, como forma de redenção, sua mente evocou as lembranças do Natal com Ayesha. Sorriu, mesmo com os olhos fechados e sentiu os dedos afrouxarem-se, largando a garrafa meio vazia no chão da sala. Nem mesmo o barulho do vidro chocando-se contra o chão pareceu despertar qualquer reação por parte do auror ou do labrador que agora se coçava vigorosamente. Uma cena razoavelmente patética que se estendeu por algumas horas até ter seu equilíbrio perturbado por algumas batidas na porta. Como resposta padrão, Black foi arrancado de seu ritual de lamber a própria genitália, morder o rabo e se coçar para, com o latido mais alto que lhe fosse possível produzir, despertar seu próprio dono. – P*ta merda, quem resolve bater na porta dos outros a essa hora? – Puxou a varinha da estante próxima à porta e, com um aceno rápido, limpou a bagunça formada na sala antes de atender à porta. – Pois não...? – Os olhos azuis demoraram para focalizarem a figura à frente, mas isso provou-se desnecessário: antes mesmo que pudesse processar a situação – ou uma resposta mal-educada à altura – uma voz familiar adentrou-lhe os ouvidos.

– Sei que não é uma boa hora, mas me deixaria entrar? – A imagem da chinesa naquele estado – ferida, molhada e com um olhar perturbadoramente abatido – pareceu atingi-lo com a força de uma locomotiva e, como mágica, a preguiça e a embriaguez o abandonaram por completo. – Cacetada, Miriam! O que...quem foi que fez isso? – Sem esperar pela resposta da oriental, Ryan quase empurrou a jovem para dentro de casa, fechando ruidosamente a porta atrás de si. Ainda tentando se recuperar do choque, tentou permanecer calado a maior parte do tempo, mas frente às desculpas excessivas da auror, percebeu que foi falho em sua tentativa. – Esquece isso, Miriam. Eu tenho problemas maiores do que um chão molhado agora. Eu tenho uma chinesa ferida na minha casa, e nós precisamos dar um jeito nisso. – O nervosismo agora parecia tomar conta do auror, enquanto uma miríade de pensamentos se desenrolavam em sua mente. Começou por avaliar as vestes de sua hóspede: o casaco militar, surrado e danificado em alguns pontos, indicava que sua portadora fora vítima de, no mínimo, ataques desarmados, com armas brancas e ataques mágicos. Os ferimentos no rosto e nas partes visíveis do corpo da guerreira também pareciam indicar que a jovem parecia ter sido vítima de algum tipo de emboscada ou qualquer outra espécie de ataque coordenado. – Você...Jesus Cristo, o que foi isso? Você...? Esquece, eu já volto... – Saiu em disparada, ainda tentando se recuperar do choque e buscando no armário debaixo da pia, uma caixinha de primeiros-socorros. Voltou em poucos segundos, forçando-se a não vacilar em seus passos por conta do estado levemente grogue do qual sua mente ainda buscava recuperar-se e ajudou a companheira a retirar o casaco. – Esquece, Miriam. Você precisa de ajuda médica especializada. – Largou as poções e o rolo de atadura que acabara de tirar da caixa sobre o sofá, enquanto Black vigiava a cena sentado ao lado da lareira, milagrosamente sem emitir um único ruído. Ryan estendeu o braço esquerdo na direção do cabideiro, e a jaqueta de couro pendurada veio de encontro à palma aberta de sua mão, mas antes que pudesse prosseguir, uma incômoda, porém verdadeira afirmação de Miriam adentrou-lhe os ouvidos e um suspiro resignado escapou por seus lábios. Era verdade que, não importasse o quanto fosse sincero, olhares desatentos, desconfiados ou maldosos mesmo diriam que o escocês era um namorado bastante abusivo, caso fosse visto levando Miriam para o hospital naquele estado. Inspirou profundamente, largando a jaqueta no chão da sala e voltando para o sofá, finalmente dando-se por vencido. – Ok, eu...eu vou tentar o meu melhor... – Uma pausa enquanto os olhos azuis examinavam os ferimentos pelos braços e rosto da chinesa, enquanto os dedos, nervosos, giravam a varinha. Inspirou e então soltou o ar pela boca, deixando os pulmões esvaziarem-se por completo antes de começar. – Sua sorte é que eu já fui medibruxo.

As mãos calejadas agora tremiam como a de um residente nervoso – o mesmo residente nervoso que deixou Lyon para se tornar auror – e lentamente o escocês espalhou um pouco de poção e uma estranha pasta esverdeada numa faixa de atadura antes de enrolar o curativo no braço ferido de Miriam. – Eu sei, a cor é estranha, o cheiro é horrível e isso vai arder infernalmente, mas acredite: isso fecha qualquer ferimento. – A pasta era, na realidade, uma velha receita utilizada por sua família desde tempos remotos, passada em segredo de geração para geração. Era uma antiga solução para os freqüentes ferimentos de batalha que cada Suliver era obrigado a enfrentar no cumprimento da ingrata tarefa que lhes caía sobre os ombros. Se questionado, mesmo que com doses cavalares de veritasserum, Ryan jamais saberia explicar como aquele ungüento era feito por um motivo simples: a receita era um segredo protegido por magia, e só poderia ser passado ao próximo Suliver com habilidade para prepará-la. – Só não vou passar essa porcaria no seu rosto porque o objetivo é curar você, não te torturar. – Sorriu diante do gracejo desajeitado e então tomou a varinha em mãos novamente, apenas murmurando o feitiço vulnera sanetur e deixando que a magia fizesse sua parte. – Você vai precisar descansar depois disso. Pode... – Fitou o chão, sentindo-se estranhamente envergonhado, e então prosseguiu. – ...ah, pode dormir no meu quarto hoje. Fica ali no final do corredor, à direita. O banheiro é ali perto e eu acredito que Ayesha tenha alguma roupa que possa te servir. Eu vou dormir aqui na sala mesmo. – As palavras, ditas num tom que não admitia discussões, escondiam uma preocupação bem mais profunda do que o próprio auror gostaria de admitir. Mais uma vez, Ryan inspirou profundamente, não se dando ao trabalho de pedir que Miriam contasse a história daqueles machucados; sabia que, na hora certa, ela mesma lhe contaria por vontade própria.
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There is no emotion, there is peace.
There is no ignorance, there is knowledge.
There is no passion, there is serenity.
There is no chaos, there is harmony.
There is no death, there is
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Ryan Suliver
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Re: Residência de Ryan Suliver [Vaduz | Liechtenstein]

MensagemChina [#156606] por Miriam Wu » 03 Fev 2016, 18:34

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fight for what I believe in. i run towards the end, trying not to give up
HELP ME , I’M BURIED ALIVE.



                Um sorriso débil se formou nos lábios da chinesa com as palavras de Ryan, a jovem sabia que ele fora medibruxo, sabia também porque ele abandonara o cargo e se tornara auror. Contudo ela não estava preocupada com isso, de algum modo estranho sabia que o escocês a ajudaria mesmo que não soubesse o que fazer com os ferimentos que ela carregava. – Obrigada. – disse no que não passava de um sussurro, sua mente ainda presa nas horas antes dela chegar à residência do seu companheiro de trabalho. Na dor interminável que não vinha dos ferimentos.

                Um leve gemido de dor escapou pelos lábios de Miriam, mesmo que sua expressão se mantivesse vazia como aprendera a fazer, enquanto observava o homem a sua frente trabalhar, enfaixando a parte ferida do seu braço com a maior delicadeza que ela sabia que ele podia. Não que ela se importasse muito com a dor.
– Não estou preocupada com isso. – comentou de forma mais educada que pode, mesmo que ela soubesse que sua voz não se alteraria, assim como sua expressão. – Tudo bem... Mas não me incomodo se passar, se o achar melhor.

                Por algum motivo, ver o sorriso sem graça pelo gracejo, ou pela expressão que o fizera levemente abaixar a cabeça, lhe fez sentir-se culpada em não demonstrar nada, mas o que poderia? Aprendera a se controlar desta maneira, se não ainda seria aquela mesma menina que roubava para sobreviver, cheia de raiva, rancor e medo. Não que naquele momento, sem qualquer perspectiva não se sentisse daquela forma. Miriam não sabia como estavam seus outros irmãos, se sobreviveram, ou se padeceram pelas lâminas, ou pelos feitiços lançados contra eles. – De acordo. – disse diante das palavras do Suliver, não que ela quisesse vestir alguma roupa da prima do homem, não por ser ingrata, mas porque a que vestia era a prova que precisava para que não imaginasse que toda aquela noite fora apenas um pesadelo.

                Os olhos esverdeados da jovem foram até o casaco militar que ela colocara em cima do sofá ao pedir ajuda ao auror. Ela ganhara quando conseguira entrar no ministério, mesmo que essa insígnia fosse a que mais se destacava, havia outra logo abaixo, sem destaques, floreios, que apenas quem conhecia saberia que estava ali. O emblema da irmandade, da sua família.
– Não vou conseguir descansar. – disse suas mãos calejadas pelo uso de armas, das lutas acariciando com reverencia o emblema, seus olhos se erguendo para encarar Ryan com firmeza, e pela primeira vez desde que se tornara aprendiz de Sao Feng, Wu deixou todas as barreiras caírem, uma a uma. – Meu mestre... Meu pai... – começou as primeiras lágrimas vindo antes que ela pudesse detê-las, a expressão de tudo que ela sentia ficando a mostra. – Sao está morto... Eu não consegui protege-lo... – a jovem ‘enterrou’ o rosto no casaco que segurava, o choro, o medo a solidão pesando em cima dela, sentia-se completamente vulnerável, algo que ela não sentia há anos.



WEARING • a mesma do post anterior.| MUSIC • Lost – Within Temptation.
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Re: Residência de Ryan Suliver [Vaduz | Liechtenstein]

MensagemReino Unido [#158981] por Zoey Bloom » 02 Mar 2016, 23:37

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Um ano. Tantas coisas foram alteradas nesse espaço de tempo, coisas que me deixavam tão surpresa e curiosa ao mesmo tempo. Como tudo perdeu o sentido e também o controle? Desde quando papai, o senhor Ezio Heath Bloom, conseguiria escolher e comandar meu futuro? Sim, pois sempre fora a rebelde sem causa, que deixava a vida de meus pais malucos, mas lá estava eu. Jogada em minha cama na residência dos Bloom como uma garotinha mimada. Havia tido uma das brigas mais tensas de todas com papai e, levando em consideração o grau de importância, saber que havia perdido era muito pior. O gosto amargo em minha boca fazia-me recordar cada palavra proferida com raiva da boca dele. — Você não terá nenhum filho bastardo, principalmente daquele ser repulsivo e de família sangue ruim. Você vai abortar essas abominações. — Por repetidas vezes suas palavras ecoaram em minha mente, deixando-me ainda mais raivosa. Como ele ousava falar daquele jeito comigo? Não era Wendy bem menos Peter para que seus gritos fizessem efeito. Também não era uma criança medrosa, que sairia chorando por ter ouvido algumas palavras mais altas. Não. E ele sabia que aquilo não funcionaria, principalmente quando havia ficado frente a frente com ele. — Se você não deseja meus filhos, então não tem porque eu morar aqui... — Minhas palavras soaram cortantes e dolorosas, principalmente porque sabia que ele jamais aceitaria que eu sumisse. O que ele diria para as pessoas? Não daria para inventar um outro assassinato, principalmente porque sabia que eu não me esconderia. Ele precisaria aceitar e ceder um pouco, ou seu nome seria jogado no lixo. — Zoey, espere. — Já estava quase saindo do aposento quando as palavras de meu pai me atingiram, fazendo-me parar onde estava. — Ryan jamais saberá da existência dessas crianças, eu tenho um plano em mente... Não pretendo que descubram que eles são meus filhos ou filhos dele. Só me deixa fazer as coisas do meu jeito e prometo não desaparecer. — Disse para meu progenitor antes que ele falasse alguma coisa. Somente um 'faça como quiser' foi suficiente para entender que havia vencido, mesmo que aquela fosse uma pequena batalha em meio a guerra que havia me envolvido. Deixei o aposento e retornei para o meu quarto, sem vontade de fazer qualquer coisa que fosse, sem forças para realizar também. Só queria que os meses voassem e o tempo passasse...

E ele passou...

Desde a briga com papai, dezesseis meses haviam se passado, sem que ninguém soubesse de meu paradeiro ou sobre o nascimento dos meus gêmeos, Bryan e Winnie. Sim, havia ficado todo esse tempo na casa de meus pais, apenas aproveitando a vida e curtindo o primeiro ano dos meus lindos filhos ruivos e de olhos azuis. Não havia como negar que era um tormento, principalmente porque sempre que olhava nos olhos de um deles, em minha mente vinha a imagem de Ryan. Eu tinha raiva dele, isso sem contar a vontade de quebrar todos os dentes de sua boca, apenas por ele ter sido um cretino. Mas então eu lembrava de tudo o que passamos juntos e de como ele fez o impossível para me proteger, e minha raiva se dissipava. Era difícil olhar para os pequenos e imaginar que eles cresceriam sem saber da realidade sobre seu pai, sem saber que o pai estava vivo e, sem sombra de dúvidas, faria tudo que pudesse para fazê-los felizes. Mas aquilo era o melhor para eles, principalmente porque não poderia deixar que eles sofressem por serem bastardos. Se tudo tivesse sido diferente...

Sim, viver mais de um ano escondida dentro da minha própria casa, sem poder viver era algo totalmente irritante e cruel, mas que eu entendia completamente, mesmo que não concordasse. Se não fosse pelos meus bebês, sem dúvidas teria enlouquecido e matado a todos em minha casa. Tonton também ajudava muito, sempre aparecendo para ver como eu ou os novos 'filhotinhos' dela estavam, trazendo consigo uma energia gratificante. Era difícil, mas com o passar do tempo tudo começou a ficar mais fácil e a dor (tanto da separação quanto do amor) foi desaparecendo, cicatrizando como um machucado de criança. Não havia sumido, pois as marcas estavam ali, cravadas em meu coração, porém eram suportável e poderia sorrir sem me preocupar com qualquer coisa. Ao que parecia, Zoey Bloom poderia aguentar muito mais do que a vida já havia me proporcionado.

Aquilo de ser mãe era totalmente novo e, mesmo com ajuda de minha família, cada dia era uma coisa nova que eu aprendia. Era divertido, não havia como negar, mas também havia os dias em que eu não conseguia pregar os olhos, principalmente quando Bryan teve febre durante três dias, só melhorando na manhã do quarto dia. Eu não conseguia viver, temendo que meu pequeno príncipe piorasse ou que coisa pior acontecesse, mas graças a Merlin nada pior aconteceu. Desde seu nascimento, Bryan sempre fora mais delicado, diferente de Winnie que parecia ser um cachorrinho, de tanta energia que aquele corpinho acumulava. Eles que me davam vida, que me faziam viver. Jamais imaginei que um dia eu, Zoey Wolfred Bloom, a revoltada da escola e que jamais quis uma nova família, fosse ficar tão boba e chorona quando tivesse filhos. Sim, as coisas haviam mudado e desde meu relacionamento com Ryan, tudo pareceu perder o controle. Talvez por isso, tudo tenha acontecido de uma maneira estranha e maluca. Eu simplesmente vivia ao lado dele, sem me preocupar com mais nada, enquanto ele parecia tentar esconder coisas, esquecer outras e substituir muitas delas. Se ele tivesse ao menos esquecido aquela vagabunda da Abigail. Não, eu não pensaria nela. Aquela mulher estava morta e não deixaria que lembranças inúteis assombrassem minha mente. Principalmente porque Winnie estava tentando novamente fugir de seu berço.
— Criaturinha, será que vou precisar te prender com algemas? Qualquer dia vou chegar aqui e você estará no telhado... — Comentei dando risada, pegando a pequenina fujona e a abraçando, dando uma pequena mordida em seu bracinho, arrancando uma risada gostosa dela. — Você se parece tanto com seu pai quando ri. — Ouvi-me dizer enquanto olhava para aquelas duas bolas azuis brilhantes. Balancei a cabeça, esquecendo do escocês e voltando a realidade. Estava na hora de dar mamar para os gulosos e precisaria deixá-los dormindo antes de sair para comprar o restante dos preparativos para a festinha de um ano de aniversário.

Havia esquecido como era o mundo fora da propriedade dos Bloom e, encontrar tantas pessoas num mesmo lugar enquanto caminhava em busca dos últimos preparativos para a festinha, fazia-me ficar um pouco tensa, isso sem contar zonza. Claro que meu desejo era trazer os gêmeos comigo, mesmo que ficasse limitada a passear pelas cidades, porém sabia que aquilo seria loucura. Não poderia simplesmente expor todo o plano que havia feito com tanto trabalho assim, de uma hora para a outra por um mero capricho. Com muito custo, havia deixado meus filhos com minha mãe, enquanto vinha com uma empregada de confiança para realizar as compras. Não que eu tivesse algo contra Olga, porém era um saco ter alguém ali no meu pé, olhando cada detalhe e cada movimento meu, para depois contar tudo para meu pai. Mas se eu quisesse fazer as coisas do meu jeito, precisaria agradar o senhorio, principalmente porque até mesmo sair sozinha de casa era algo contra a sua vontade. Certas horas meu pai era um tanto quanto exagerado, mas o que eu poderia fazer? Se não aceitasse ter uma intrometida comigo, não conseguiria nada. Então lá estava eu, andando pelas ruas e lojas, em busca de detalhes verdes, prata, vermelho e dourado para os enfeites. Não usaria símbolos para representar as casas de Hogwarts, porém eram lembranças dos pais dos bebês, mesmo que ninguém pudesse ter certeza daquilo. O que eu poderia fazer? Precisava daquilo, mesmo que fosse me fazer sofrer um pouco mais.

Os olhares chegavam até mim e podia senti-los, assim como ler os pensamentos que muitas vezes não eram nada agradáveis. Precisei uma meia dúzia de vezes me controlar para não azarar ninguém, o que havia sido difícil, porém quando entrei na ultima loja, fiquei mais tranquila. Olhava os detalhes das fitas sem pressa e, nem mesmo quando Olga pareceu um pouco tensa eu dei atenção. Mas foi quando um pensamento estranho invadiu minha mente que parei no lugar. Um homem, que aparentava ser alguns anos mais velho, tinha meu rosto em seus pensamentos assim como o rosto de Ryan. Mas por que? O que ele tinha com nós dois? Tentei manter a calma e fingir que não havia notado nada, voltando a mexer nas fitas enquanto buscava na mente do rapaz algumas respostas, estas que fizeram meu coração quase parar de bater. Ryan havia mandado Ethan (essa era o nome do rapaz) me vigiar pois tinha medo do que papai era capaz de fazer comigo e com nosso filho. Sim, eu havia ficado feliz, porque pelo jeito ele não havia me esquecido, porém também estava mais brava ainda. Por que ele mesmo não havia vindo me procurar? Fechei as mãos em punhos e puxei algumas fitas para sair dali o mais rápido possível. Joguei tudo em cima do balcão, ao mesmo tempo em que jogava o valor para pagamento e puxei o embrulho com raiva e pressa, saindo da loja, fazendo questão de esbarrar no rapaz com um pouco mais de força.
— Diga ao Suliver que ele não possui bastardos... — Disse rapidamente durante o encontrão com Ethan, olhando diretamente em seus olhos, então saindo da loja e aparatando dali para minha casa. Havia sido uma péssima ideia ir até a cidade.

***

Alguns dias após a festa dos gêmeos (que havia saído perfeitamente bem, mesmo com o ocorrido), havia recebido uma carta de um antigo colega do Ministério, pedindo para que eu retornasse. Não havia como negar que a carta havia me surpreendido, porém também me fez perceber que estava perdendo tempo precioso da minha vida. Sim, eu amava ficar com meus filhos e me arrependeria amargamente por perder o crescimento deles, porém eu precisava manter o disfarce e já fazia muito tempo em que Zoey Bloom havia sumido. No mesmo dia eu respondi que aceitava o cargo de Oficial, não me importava muito com nomes ou cargos, principalmente porque independente de onde estivesse, faria meu trabalho da melhor maneira possível e de bônus, ainda conseguiria atormentar algumas vidas ali dentro do Ministério da Magia. Tinha planejado minha volta, mas não tão cedo, porém pelo jeito Leon precisava de meus serviços e havia mais alguma coisa na carta... Talvez eu pudesse gostar de finalmente encontrar o vampiro, depois de tanto tempo. Sempre me dei bem com ele, então duvidava que fosse alguma besteira, principalmente porque o conhecia um pouco e, como era uma coisa que precisava ser conversada pessoalmente, minha curiosidade e imaginação voaram longe. Até que voltar seria divertido...

Mais alguns dias se passaram desde a troca de cartas com Leon e, enquanto arrumava algumas caixas e procurava alguns documentos que poderia ser úteis para meu retorno, encontrei um objeto que havia escondido há muito tempo. Sim, eu me lembrava dele muito bem e também do porque eu ter guardado tão escondido, para que minha mente esquecesse sua existência. Era uma caixinha de música, com os brasões da Grifinória e da Sonserina em cima, que giravam enquanto uma música especial tocava. Havia sido um presente de Ryan, um dos que eu mais havia gostado. Quando retornei para minha casa a primeira coisa que fiz, fora guardá-la, numa tentativa de apagar todos os sentimentos que sentia pelo auror. Talvez tenha funcionado até aquele momento, pois quando a música iniciou, senti uma lágrima escapar por meu olho, e em minha mente todos os momentos que havia dividido com o escocês apareceram. Sim, havia tido uma vida com o auror, mesmo que a maior parte dela tenha sido de uma maneira ruim, mas ainda assim uma vida. Havíamos passado por coisas que dariam belas histórias para nossos filhos e para os filhos deles, mas que talvez só fizessem sentido se eu estivesse com o escocês. Não. Nossas vidas haviam sido separadas e talvez ele tivesse um novo romance. Sim, era bem provável. Eu devia esquecê-lo. Fechei delicadamente a caixinha de música e voltei para meu quarto, carregando-a em minhas mãos com o maior cuidado possível. Abri a primeira gaveta da minha estante e peguei um determinado desenho feito há muito tempo, com o cuidado e amor que sentia. Sabia que precisava fazer uma pequena visita a um determinado alguém antes de finalmente ir para o Ministério e quando peguei minha varinha, aparatei.

Sabia que talvez eu fosse me arrepender, principalmente porque era uma coisa que havia prometido que eu não faria. Mas como nunca fora muito boa com promessas, talvez não fosse tão ruim assim quebrar mais uma. Lá estava eu, ao lado da casinha de Black, olhando a entrada da cozinha onde muitas vezes havia arruinado alguma refeição. Não tinha uma boa lembrança da ultima vez que havia estado ali, mas daquela vez seria diferente. Eu me sentia diferente e aquilo era bom. O cachorro deve ter sentido meu cheiro, pois saiu latindo de dentro da cozinha, seguindo em minha direção, fazendo-me abaixar para que não caísse. Sua língua veio até meu rosto e precisei fechar a boca para não ganhar um beijo.
— Também senti sua falta, campeão. Mas não vim para ficar. — Disse para o cachorro enquanto a mão livre acariciava seu corpo grande e desajeitado. Ao menos ele ainda gostava de mim. Suspirei fundo, me erguendo e seguindo em direção a casa, ouvindo o som de alguma conversa, que mais parecia aquela tal 'televisão' que Ryan vivia assistindo. A cozinha estava vazia, mas sabia que ele estava ali, principalmente porque seu cheiro me atingiu em cheio, fazendo com que meus olhos fechassem alguns segundos, aproveitando aquele momento. Não pude evitar sorrir, sentindo Black ao meu lado, com o rabinho batendo em minha perna. Novamente passei a mão nele, abrindo meus olhos e seguindo para a sala, sentindo meu coração bater o mais rápido possível, como se fosse sair pela minha boca. E foi quando eu o vi.

Ryan estava de costas, mas só de vê-lo ali, fez com que eu percebesse que ainda nutria aquele amor. Respirei fundo, tentando não fazer barulhos, mas ao que parecia, Black continuava bem filho da p*ta como sempre, pois deu um latido alto e estridente, fazendo com que o escocês virasse em minha direção. Não tive muito tempo para pensar, então apenas escondi o desenho e a caixinha de música em minhas costas, erguendo a mão num aceno e sorrindo para ele.
— Olá Ryan, como vai?
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Zoey Bloom
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"Não me arrependo das coisas que eu fiz... me arrependo apenas daquilo que deixei de fazer!"
 
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Postado Por: Niica.


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