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A fúria do dragão (Trama Ministerial)

Descrição: Aberto para todos do mundo magico

Re: A fúria do dragão (Trama Ministerial)

MensagemInglaterra [#151807] por Leonard Spencer » 22 Ago 2015, 00:49

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Kamille me deixara avisado que Sibyl era ‘ligeiramente temperamental’ e, de fato, após passar a conviver com esta eu bem podia sentir aquilo na pele – ainda que, sendo sincero, eu tiraria a porcaria do ‘ligeiramente’ e trocaria por um ‘totalmente’. Porque, falando sério, por mais legal e até engraçado que fosse a companhia dela, era incrível como ora ela era uma educada condessa, ora era uma frágil e preocupada jovem, ora era uma baita de uma mandona, ora era... exageradamente maluca para não falar outra coisa. No caso, enquanto caminhava com ela por Hogsmead, eu ainda tinha fresco em minha memória nosso diálogo de tempos antes, quando ela citara que enviaria quinze corujas. QUINZE fucking CORUJAS para uma MESMA pessoa, que no caso era justamente a ex-capitã, falando sobre o MESMO assunto.

Claro que tentei dissuadir minha colega e mostrar que Mille poderia estar extremamente ocupada ou qualquer coisa do tipo, mas ela me ouvira? Claro que não. Se era um traço da personalidade excêntrica da loira ou apenas uma preocupação um tanto excessiva por conta da situação da mãe dela? Não sei, contudo, fosse o que fosse não me fazia sentido algum e acho que eu só não havia virado e falado que a Dernach era só uma funcionária do setor cirúrgico e que, por conta disso, pouco poderia fazer, porque eu não era um babaca sem coração e sabia que dizer aquilo poderia fazer Sibyl voltar para o modo distante e indiferente de quando a conheci – o que às vezes, em um canto da minha mente, eu pensava se não era lá uma situação melhor do que aquela tão... insana.

Meneei a cabeça, depois de sem querer atropelar um garoto do segundo ano, percebendo que era melhor concentrar-me no caminho que eu fazia enquanto seguia Sibyl e Emily. Sim, de novo eu com as duas, contudo, naqueles últimos dias não o fazia tanto para acompanhar e ajudar minha colega de casa naquela fase complexa, mas sim para manter uma certa vigilância e aproveitar os momentos oportunos para tentar fazê-la mudar de ideia quanto a nova remessa de corujas. Porque ela podia ser teimosa, sim, mas eu também era e faria de tudo para evitar que as bloody owls fossem enviadas. Afinal, dentre inúmeros motivos, havia o fato de que eu dispensava voltar de férias e ter que enfrentar a fúria da Sra. Mizumi, mãe de Kamille, por ter ajudado a transformar a casa dela em um corujal.

Senti, de repente, Sibyl me puxar e franzi o cenho, demorando alguns instantes para perceber para onde ela me levava e só de fato ‘acordando’ quando senti um cheiro excessivamente bom invadir minhas narinas. Meus olhos girara, bem em tempo de ler o ‘Madame Puddifoot’ escrito. Ok. Já ouvira falar daquele lugar, mas nunca de fato havia entrado ali. Sabia que era uma casa de chá, sabia que muitas pessoas iam em casais por ali e sabia que, definitivamente, não era o tipo de lugar que por livre e espontânea vontade eu entraria em ocasiões normais. Um último ponto que apenas se comprovou absurdamente verdadeiro quando, parado na porta, deixei que meus olhos corressem pelos babados, móveis delicados, coisinhas e afins, desacreditado. Que m*rda era aquela?! A gente, por acaso, tinha entrado em um portal que dava de Hogsmead para uma porcaria e arrepiante casa de bonecas?! Só podia ser, porque, sinceramente, nada mais explicava.

Atônito e sem saber como reagir àquele lugar, senti meu braço ser puxado ao longo do interior daquele excêntrico ambiente, sentando-me em automático, enquanto meu olhar corria pelos detalhes ali existentes. Eu, confesso, não costumava frequentar restaurantes, bares e afins, logo, meu conhecimento na decoração dos mesmos era nulo, contudo, duvidava que aquela coisa tão......... rebuscada, fosse normal. Respirei fundo, espirrando com um cheiro excessivamente adocicado que surgiu, o que também pareceu me fazer sair daquele transe e perceber que Sibyl falava e que Emily se sentara em um ponto mais distante. Suspirei, notando que ela fitava com um olhar reprovador a um casal nada discreto e que, de fato, devia ter confundido aquela casa de chá com um motel. Dei de ombros, vendo uma xícara ser colocada a minha frente. Franzi o cenho, não lembrando de ter pedido o que fosse, mas dei de ombros.

– Hum... Bom. –
murmurei, surpreso por aquele chá que eu não fazia ideia do que era, mas era bom. Sorvi mais um gole, ouvindo então a corvina a minha frente desatar a falar e como de costume, deixei que ela falasse enquanto eu, internamente, me divertia. Eu era um cara normal, de uma família inglesa classe média alta comum, enquanto Sibyl... bem, ela era uma condessa para começo de conversa, então tinha todo aquele lance nobre, sofisticação e blá-blá-blá que para mim era completamente surreal e me fazia pensar que nunca poderia frequentar os lugares que ela iria. Não sem antes ter umas belas aulas de etiqueta com alguém, ao menos. Daquele modo, escutando enquanto concluía que apesar de estranho a comida daquele lugar não era nada mal, sentia-me relaxado, até, de repente, ouvir um som alto.

– O que é isso? –
disse, girando o olhar para a janela, ouvindo algo que parecia gritos e uma correria somada... à voz de minha companheira de casa – Sibyl! – exclamei, chamando a atenção dela para ver se ela se silenciava, notando que, de fato, havia muito barulho vindo de fora. Passei a mão pelo vidro da janela para ver o que é que acontecia, notando pessoas correrem para longe de um ponto em comum, ao mesmo tempo em que a palavra ‘dragão’ ecoava. Meu olhar girou para o céu, vendo uma estupidamente gigante figura alada cuja cauda... – CUIDADO! – exclamei, por instinto me jogando contra a loira próxima, para empurrá-la para longe do ataque eminente, sentindo inúmeros destroços baterem contra as minhas costas e alguma coisa colidir contra a minha cabeça.

– Ai... –
sentia-me ligeiramente tonto e, não fosse por aquilo e pela dor leve no corpo, eu realmente consideraria a possibilidade de toda aquela m*rda ser um sonho, porque só isso explicava aquela casa de boneca que, então, era atacada por um demônio de dragão – Fique parada. – pedi para Sibyl, sentindo a adrenalina daquela maluquice toda surgir, fazendo-me começar a pensar novamente. Puxei minha varinha, erguendo-me para observar a situação. O lugar estava destroçado, a poeira subira dificultando a visão, ainda que eu conseguisse identificar que havia outras pessoas presas entre alguns pedaços do teto que cedera e que, pelo jeito, estava prestes a cair por completo – A gente precisa sair daqui! – exclamei, levantando-me e estendendo a mão para ajudar a loira a se erguer, confusa.

– Tem um dragão gigantesco sobrevoando Hogsmead, só isso. –
disse, apertando a região entre meus olhos para tentar me focar, sentindo a cabeça latejar. Respirei fundo, tossindo um pouco logo em seguida – Precisamos voltar para Hogwarts! Isso não é lugar para meros quintanistas estarem, definitivamente! – e meu olhar correu em direção à única saída, verificando a segurança, quando um grito se ergueu mais atrás e vi um garoto que se encontrava preso sob um escombro, assim como uma menina que, no caso, estava desacordada – Droga... – e tive que pensar um pouco, concentrando meus pensamentos que pareciam meio suspensos REDUCTO! disse, a fim de fazer aquele objeto virar pó e liberar os dois – Carrega ela pra fora...! – exclamei para o cara, já puxando a mão Sibyl – ...Cadê a Emily? – questionei, lançando um olhar pelo caos, tentando encontrar a acompanhante que logo surgiu, preocupada.

– Emily! Sim, estamos. Só não dá para falar o mesmo do resto das pessoas. –
afirmei, incerto, vendo a criada logo se adiantar, fazendo-me assentir e puxar Sibyl para fora daquele lugar, parando em um beco a alguns metros ao notar que ela mancava demais – Fique parada. – pedi, girando a varinha Ferula. enunciei, evocando algumas bandagens para dar um jeito no machucado que ela havia conseguido em nossa queda. Ouvi a mais velha surgir, no instante em que terminava aquele tratamento meia boca – Você consegue andar? – questionei para a loira a minha frente, vendo os olhos claros girarem horrorizados pelos arredores. Algo que eu mesmo evitava fazer, porque sabia que seria chocante e sabia que me atrapalharia a mente – Vamos procurar algum lugar seguro. – disse, puxando a quintanista comigo, só então encarando a destruição que nos cercava e que me fazia pensar se havia algum caminho seguro para escapar.

Action: Sair do madame.
Interaction: Sibyl Elizabeth Salisbury.
Off: Nem citei a Micha porque nessa zoeira... tem nem como ver tudo e todos. :v

Itens Utilizados:

  • Varinha de Bordo, 31cm, Pena de Fênix, Inflexível

    Usou um Varinha de Bordo, 31cm, Pena de Fênix, Inflexível.

Leonard Spencer
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Re: A fúria do dragão (Trama Ministerial)

MensagemInglaterra [#151808] por Sibyl Elizabeth Salisbury » 22 Ago 2015, 00:52

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Emily tomava seu chá, em um banquinho distante da mesa ao qual sua Sra estava sentada com seu novo amigo – Leonard. Ela, não tinha reservas com o menino, ele sempre se demonstrava presente, quando sua Sra precisava de algo e só por tê-la devolvido seu ânimo de outrora ele havia caído nas graças da criada. Sentia-se eternamente grata pela capacidade que ele tivera e ela não, de retira-la daquele torpor ausente que há duas semanas atrás ainda a impregnava totalmente. Olhando ali os dois, sorriu mentalmente. Por mais inocente que Emily fosse, sua Sra parecia ser mais, afinal, observando o ambiente, notara que somente casais o frequentavam, aquilo queria dizer alguma coisa? Será que o subconsciente da pequena Sibyl estava se apegando ao garoto? Bom, de uma coisa depois de tantos anos servindo a pequena condessa ela tinha certeza: nada era previsível. Ela aprendeu a manter suas expectativas mais neutras possíveis, mas certas coisas eram incontroláveis, e ver sua Sra feliz era uma delas. Esperava que, fosse o que acontecesse, tudo desse certo.

O engraçado, era observar a reação do garoto. Isso realmente divertia Emily. Por mais que Sibyl se tornasse ligeiramente desatenta ante aos detalhes, Emily aprendeu a considerá-los. Pois, os detalhes que sua Sra não se apegada, era quando não a diziam respeito, mas quando se diziam...bom, Emily não gostava de lembrar-se dos inúmeros gritos e adjetivos que ganhava ante suas falhas anteriores. Balançou a cabeça, afastando a voz da pequena que se embrenhava em sua mente e se focou. Sim...os detalhes, bom... quando não se diziam respeito, elas os toldava de sua visão e não os via: como a reação atônita do garoto ao entrar naquela ambiente. Era visível que ele estava ligeiramente desconfortável com aquela situação, afinal, era um garoto, e eles não possuíam tendência em entrar em ambientes com cheiros de chás, florais e babadinhos. Contudo, isso não perpassava a mente da pequena, não, ela somente admirava o silencio do colega de casa e contava aquela história sobre o chapéu. Emily riu, mesmo à distância. Aquela história fora contada tantas vezes que Emily ainda se lembrava do dia em que aquilo havia acontecido.

Era um dia de sol e a pequena Condessa de Salisbury estava com receio do que iria vestir. Havia experimentado vinte e três da centena de vestidos que havia trazido para Paris, mas nenhum a satisfazia. Em resultado, ela os jogava sobre a cama de dossel alto e Emily os recolhia gentilmente para guardá-los.


- Esse não...não...não! – e sempre uma negativa, era um vestido que era jogado – Não...ah! Mas por Versace, o que está acontecendo?! Nada fica bom!

- A Srta deveria experimentar o chapéu antes. – no instante em que disse aquelas palavras havia se arrependido, contudo fora

automático e instintivo. Havia visto na noite anterior em um programa de TV trouxa sobre moda, uma das concorrentes dizer que sempre que tinha dificuldade em encontrar o vestido, tentava começar pelos assessórios mais especificamente pelo chapéu, afinal, ele deveria se destacar de todo o conjunto.
– Eu...me desculpe.

- Eu não me lembro de ter pedido sua opinião, Emily. – a pequena nem lhe olhava mais. O olhar que lhe lançou durou alguns segundos e fora escrutinador. – Fez moda e eu não sei?

Porém, no instante seguinte, ela começava a procurar chapéus para usar. Alguns minutos depois havia encontrado a combinação perfeita de um chapéu ciano e um vestido branco liso, com alguns detalhes em renda. Quando olhou-se no espelho, seus olhos brilharam, tanto por surpresa, quanto pelo destaque que a combinação lhe dava.

- Eu sou genial!

- Sim, é. – Emily sorriu internamente contente por vê-la feliz. – E linda.

- Eu sei, agora vamos, Emily. Estamos atrasadas, pegue aquela minha bolsa branca e...isso essa.

Um estrondo a trouxe de volta. Quando olhou para a mesa onde ela estava, notou o garoto um pouco inquieto enquanto limpava o vidro embaçado pelo vapor dos chás. No instante seguinte uma bagunça total: A porta foi aberta por um garoto e então gritos foram audíveis do lado de fora, Leonard que rapidamente se lançou em cima da pequena Condessa e a Casa de Chás que desaparecia. Tudo muito rapidamente.

Emily por instinto se jogou ao chão também, e sentiu algo prender-lhe as pernas. Protegeu a cabeça e esperou o barulho de coisas caírem se extinguir. Demorou, mas o silencio ficou, fora algumas reclamações de dor e a gritaria do lado de fora. Emily forçou a cadeira que estava prendendo suas pernas e conseguiu se soltar. No mesmo instante a ajuda veio do lado de fora: parecia ser uma funcionária do hospital que entrava e pegou dois dos estudantes que estavam ali, no instante seguinte, saiu pela porta. Sem esperar saber se ela retornaria, foi até onde sua Sra e seu amigo deveriam estar.


- Srta? Sr Spencer? – ela chamou procurando algo que os denunciasse meio àquela destruição e pó. – Ah, estão aqui! Vocês estão bem, não estão machucados?

A resposta de Leonard havia sido afirmativa, mas Sibyl permaneceu em silencio, ela parecia em choque. Algo totalmente normal, dentro daquele quadro. Emily só então percebeu, ao pedido de Leonard para ajuda-lo, que ele carregava uma moça e disse que havia mais gente ali precisando de ajuda.

- Leve Sibyl para fora, eu darei um jeito aqui. – sua entonação era firme, mais firme do que pensava ser possível. No instante seguinte, já puxava com as mãos as madeira e cadeiras quebradas e tirava aquele entulho procurando mais alguém. Encontrou o garoto, pouco tempo depois da busca. Sentiu o impeto de retornar, mas quando pensou em faze-lo um medi-bruxo entrou no local brandindo uma varinha. Seu impulso seria ir até lá e ajuda-lo, mas sem magia? O que ela poderia fazer? Atrapalha-lo, talvez. O que decidiu por fazer foi esperar. Minutos se passaram, onde ela ficou surda e ansiosa, mas nada acontecia. "Saia, logo dai, saia logo dai" pedia ela mentalmente, mas só cerca de cinco minutos depois que este saiu, totalmente sujo de pó e cego pela fumaça. Ela estava a salvo. Seu suspiro de alivio foi visível. Virou-se em direção aos garotos.

– Vocês estão bem? – perguntou, notando que a situação estava melhor do que poderia estar. Se soubesse usar magia, seria muito mais fácil lidar com aquela situação. Ouviu a resposta afirmativa de Leonard, enquanto o garoto fazia um torniquete em um ferimento que Sibyl tinha próximo ao tornozelo. Estavam em um beco, um pouco distante de toda a ação do dragão, pois ele agora enfrentava boa parte dos bruxos do Ministério da Magia. – Temos de sair daqui, não há nada que podemos fazer para ajudar. Estão todos bem para caminhar? Se estivermos é hora de ir.

Entrementes Sibyl Elizabeth Salisbury olhava tudo aquilo em silencio. Sentia seus tornozelos doerem, um pouco menos agora com aquele pedaço que Leonard havia amarrado ali. Queria poder correr, gritar, mas nada acontecia, estava fora de si e suas forças havia sido minadas pelo medo e horror. As casas que pegavam fogo, as pessoas caídas ao chão, queimadas e feridas, um dragão imenso que cuspia labaredas de fogos e bruxos que gritavam ordens e instruções uns aos outros...isso era o bastante para tira-la de campo.


Cacs escreveu:Action: Sair do madame com alguns alunos que estavam lá. Postado como Emily Woods.
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Postado Por: Cacs.


Re: A fúria do dragão (Trama Ministerial)

MensagemMonaco [#151809] por Helena Burnier » 22 Ago 2015, 01:02

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~*~



    O que o medo nos faz, do que temos medo? Minhas incertezas sempre foram claras e meus medos tão ocultos quanto os segredos guardados ao decorrer de meus pouco mais de quarenta anos, contudo, o que era aquele sentimento nauseante e quase desesperador? Sempre me achei uma medibruxa experiente e capaz de lidar com qualquer situação, mas é o destino insiste em nos pregar peças e mostrar o quão podemos estar errados.

    Um dragão não deveria causar tantos problemas, afinal todo o ministério estava ali. Pude sentir os feitiços protegerem a vila dos curiosos trouxas e o fogo ser controlado. Meu elo ainda se mantinha firme e eu podia sentir as vitimas daquele campo de batalha. Pouco a pouco os feridos começavam a ser trazidos para o campo de força enquanto os estagiários aprincesavam-se em fazer o que era possível. – Hans! Hans!– Gritei em busca de meu companheiro, Kroussi havia avançado demais me fazendo perde-lo de vista em meio a fumaça e civis correndo. – PRECISO DE AJUDA! EU NÃO POSSO CURAR PESSOAS E PROTEGER O VILAREJO SOZINHA! BANDO DE INCOMPETENTE! – Gritei enquanto caminhava auxiliava os alunos arrumarem os feridos nas macas, era esperado que o Ministério desse o mínimo de suporte para que os medibruxos pudessem trabalhar, mas eles pareciam dispersos demais.

    Minhas ordens pareciam ter sido ditas ao vento que as levou para longe dali, pois tudo o que via era meu pessoal esforçando-se para suprir a necessidade de defesa dali. Kalea e Imitiela partiram para Madame Puddifoot onde o acumulo de feridos era maior. Fechei os olhos buscando encontrar vitimas em lugares não óbvios e logo pude sentir uma respiração bem fraca. – Ei você mocinha! – Direcionei-me para a jovem bem próxima, ela havia falado algo que realmente não tinha sido muito relevante, entretanto, a presença da jovem seria de grande utilidade. – Eu já notei que você é boa com feitiços, consegue entrar no três vassouras e tirar a pessoa de lá, te dou cobertura. Acha que consegue? – Não esperei a resposta da jovem, não tínhamos tempo hábil para discutir detalhes. – Boa sorte!– Sorri cinicamente dando as costas e indo para dentro da bolha onde pacientes precisavam ser estabilizados.

    Preciso desses feridos dentro da bolha proteção! JÁ! – Vociferei para um grupo de estagiários ainda atrapalhados com seus métodos de remoção. – Petrifica, depois levita, Petrifica, depois levita! – Falei instruindo os socorristas espalhados pela rua. O salto fino, afundava na pouca neve causando desconforto, não o suficiente para que me fizesse descer deles, afinal de contas sem duvida aquele acontecimento seria repercutido mundialmente e não dava para aparecer nas manchetes globais descalça. Claro, aquele pensamento poderia nãos ser cabível naquele momento, mas quem seria Helena Burnier se não uma mulher bela e bem produzida para qualquer ocasião.

    Aproximei-me de um rapaz estirado no chão e a julgar pelo estado de sua perna dilacerada provavelmente ele a perderia. – Você vai ficar bem, fique tranquilo gato!– Sorri de forma amável e calma enquanto analisava o foco do sangramento, não havia muito a ser feito naquele momento além de estabiliza-lo e deixar o jovem em um lugar seguro. – Vulnera Sanentur! – Falei apontando a varinha na direção da mordida. Minha mente se focou e por alguns segundos tudo o que pude ver eram os vasos sanguíneos se fechando. – Aqui, podem levar este! – Disse a um grupo de estagiários próximos.

    Passaram-se poucos minutos desde a entrada da menina e ela ainda não havia saído. Voltei para a dianteira da rua buscando cumprir o prometido e tudo o que vi foi a escuridão encobrir o sol daquela manhã. O vento esvoaçou minhas madeixas e por um instante senti o medo tomar conta de meu corpo, minha varinha caiu e aqueles grandes olhos amarelos pareceram adentrar em minha alma. A boca do dragão se abriu e tudo se tornou escuro, meus olhos se fecharam para que eu não precisasse ver o fogo correr minha carne. – A linha de frente não é o lugar ideal para uma dama como você, querida. – Disse ele em com sua voz galante, a força do homem me tirou da linha de frente e só então pude perceber o ministério finalmente agindo. Tudo indicava que eles haviam contido o fogo. – Finalmente, fizeram algo! Eu já estava me cansando de tanto pedir. – Retruquei caminhando na direção da jovem que saia com o ferido. – Venha, ajude aqui! – Ordenei o homem que se quer eu sabia o nome.

    Eu ainda sentia alguns feridos no vilarejo, mas pouco podia ser feito. Não tínhamos médicos suficientes para aquela calamidade, se pelo Hans estivesse ao meu lado eu estaria menos preocupada. Para onde aquele maldito alemão havia ido. – Só espero que ele esteja salvando vidas. – Falei alto demais.

Ação: Salvar um dos feridos na rua.
Feitiço: Vulnera Sanentur[dificuldade: 15]; [efeito: +15];
Descrição: Feitiço usado para cicatrizar danos mágicos. É o único contrafeitiço de Sectumsempra.
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Postado Por: Luka.


Re: A fúria do dragão (Trama Ministerial)

MensagemCanada [#151810] por Danielle Rockenbach » 22 Ago 2015, 02:00

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A surprise and I need to do something!

Uma surpresa e eu preciso fazer alguma coisa!

#Quarto Post!


Tudo o que Danielle Rockenbach desejava para aquela manhã, era apenas ter uma entrevista sobre Niklaus, o Alto Inquisidor do Ministério da Magia, e de fato, estava tudo correndo bem, inclusive, até se encontrara com Anthony, a educação em pessoa pela qual a morena despertou um certo interesse misterioso, porém, toda a tranquilidade de seu dia de trabalho, foi interrompida por um grito que havia se destacado em toda Hogsmeade, um dragão invadia o vilarejo, causando diversas vítimas e várias eram as lojas que estavam chamas – Eu pedi só uma entrevista e agora ganhei um ataque dessa coisa? – Olhava com uma feição consideravelmente espantada e incrédula, respirando profundamente, dentro da área que ajudara a reforçar – Ao menos eles trabalharão sem serem perturbados – Abriu um sorriso ao ver toda a movimentação de medibruxos ali perto, cercados pela redoma mágica de proteção que ajudara a conjurar – Muita coisa para escrever – Apesar de estar em uma situação de total adrenalina com seu coração pulsando de maneira bem acelerada, a jornalista ainda procurava-se manter atenta em tudo o que acontecia, afinal, como foi pega de surpresa neste ocorrido, com absoluta certeza, seu foco de matéria se tornou outro a partir da chegada daquela criatura destruindo tudo o que via pela frente.

- Mas o que é aquilo? – Ao olhar mais uma vez para o dragão, notou dois feitiços indo na direção de um garoto que parecia estar tentando algum tipo distração no bicho – Droga! E onde é que vou anotar tudo o que está acontecendo aqui? – Bradou inconformada, ao ver que tinha apenas seu sobretudo, com alguns pertences pessoais nos bolsos e sua varinha em punho – Confiarei em minha memória mesmo – Ao menos disso a morena podia se orgulhar, tinha uma percepção muito grande do que acontecia ao seu redor e esperava ela, não deixar passar nada em branco do que estava acontecendo ali – De volta à realidade – Se conformou, olhando novamente para as ruas do vilarejo que pareciam começar a se acalmar, foi quando a canadense aproveitou a brecha para se oferecer em ajudar os funcionários do Hospital, conversando com quem aparentou ser a chefe de todos eles – Okay, não é a melhor hora para conseguir a atenção de alguém – Encarou a mulher, por alguns segundos e notou que ela não dera muita atenção em princípio e então, passou seu olhar por entre as lojas de Hogsmeade, vendo feridos saindo de todos os lados, medibruxos atendendo os casos emergenciais e alguns, tentando resgatar e procurar mais pessoas que precisassem de ajuda – É isso que vou fazer! – Os olhos da jornalista não paravam em um único lugar por muito tempo, de fato, ela queria registrar tudo o que acontecia e ao mesmo tempo, cumprir seu dever como civil e tentar ajudar como pudesse, Rockenbach então, chegara a dar alguns passos à frente para um local onde aparentava ter feridos, quando sua atenção fora desviada por uma voz – Ei! Você mocinha! – Danielle então virou-se, arqueando a sobrancelha, percebendo que a voz viera da mesma mulher que tentara conversar minutos antes – Pegar alguém no Três Vassouras? Eu estava lá! Vou conseguir sim! – Bradou com firmeza e demonstrando a maior segurança que podia em sua voz, tentando se mostrar indiferente quanto a agitação ao seu redor e se concentrar na nova tarefa que lhe fora designada.

- Sabe, fui pega de surpresa aqui, vim para uma coisa e agora me deparo com tudo isso, vou ter bastante coisa para escrever quando voltar ao escritório e muita coisa para fazer aqui – Notou que neste instante, a loira olhara para a identificação do Lummus Journal, porém sem comentar nada, ambas correram apressadas para o estabelecimento de destino – Meu lado de improviso vai ser maior do que imaginava, de jornalista para socorrista – Pensava consigo mesma, ao chegar no Três Vassouras, local onde estava dando sequência em uma entrevista momentos antes – Okay, pode deixar comigo – Olhou por uma última vez para a medibruxa ao seu lado, respirou fundo e entrou onde estava minutos antes – Lá se foi todo o material da entrevista – Mordeu o lábio ao pousar o olhar por toda a papelada espalhada ao chão, mas na verdade, não era aquilo que interessava, todo o ambiente estava revirado, cadeiras jogadas e quebradas, mesas viradas, um completo caos ali dentro também – Olá! Alguém aqui dentro? – Gritou tentando obter resposta de alguém, ouvindo uma fraca afirmação de retorno – Aqui... – Seus passos cessaram no mesmo instante, tentando identificar de onde vinha o som da voz e ao virar para seu lado esquerdo, notou uma movimentação atrás do balcão – Já estou indo! – Voltou então a andar mais rápido, indo na direção do ferido, se deparando com um homem magro e loiro, aparentemente um pouco mais novo que a canadense e impossibilitado de uma das pernas – Problema na perna não é? – Ligeiramente encorajada a fazer a diferença, agachou-se ao seu lado, vendo que havia sangue saindo dali, sem pensar muito, acabou puxando sua varinha do cós da calça e pronunciou um encantamento apontando para a perna ferida – Ferula – Magicamente, bandagens envolveram o local do sangramento, fazendo o mesmo cessar por hora, tal ação, fez o loiro se mostrar ligeiramente assustado – Pode ficar tranquilo, sei que sou jornalista e não vou conseguir te ajudar muito, mas tem uma medibruxa lá fora esperando, isso é só para estancar o sangue até você ser tratado – Não conseguiu conter um sorriso no rosto ao notar a reação do ferido ao perceber que a morena não era do Hospital – Espero que ele não seja muito pesado – Colocou de volta seu objeto mágico no sobretudo e passou seus braços no corpo do rapaz, fazendo uma leve força para se erguer e carrega-lo no colo – Até que estou forte – Dani tentou descontrair a situação e nada mais comentou, voltando a seguir caminho até a saída da construção.

Quase chegando na porta de saída, algo inesperado aconteceu, apesar de não estar vendo a criatura responsável por tudo aquilo, podia ter a certeza claramente de que o dragão despejara sua fúria mais uma vez em Hogsmeade, pelas janelas do ambiente, viu chamas tomarem conta das edificações ao redor – Mais fogo! – Parou de maneira bruta a caminhada e ao ouvir estalos da estrutura dando sinais que iria ceder muito em breve, apressou seus passos – Acho que temos que andar logo – No momento em que começou uma caminhada rápida, quase deixou o menino cair ao chão, mas recuperando o equilíbrio, chegou finalmente ao lado de fora do estabelecimento e um urro invadiu os ouvidos de todos os bruxos que se movimentavam para fazer algo ali, seguido de disparos contra a criatura, Danielle, já com visão para a rua, notou que tentavam destruir a gema que o dragão carregava em seu peito – Que bom que mais gente percebeu! – A jovem tinha certeza que toda a força que o ser mágico emanava vinha dali e destruí-la seria a melhor opção, mas ao notar a presença da chefe do hospital ao seu lado, se concentrou no que tinha a fazer – Falei que conseguia? Onde deixo ele? – Bradou de maneira determinada e orgulhosa de si, olhando para a loira que parecia ligeiramente apreensiva – Para quem estudou jornalismo, estou me virando bem no improviso – Ainda com o rapaz no colo, aguardou ordens da medibruxa, entretanto, ela chamara por alguém – Não acredito? – Piscou algumas vezes, tentando encarar Anthony mais uma vez diante de seus olhos – Vai ser destino encontrar ele tantas vezes? E sempre com mulher por perto? – Olhou o bruxo de cima para baixo, ainda com o garoto no colo, apenas indagando a mulher sem se prender ao ministerial – Devo leva-lo à bolha do hospital? – Com uma feição mais séria, aguardou novas instruções, vendo ligeiramente distante, a bolha de proteção do Hospital onde estavam sendo tratados a maioria dos feridos do ataque.

Um dia atípico que envolvia uma canadense e estudante de jornalismo, estava se desenvolvendo, Danielle Rockenbach não esperava por tudo aquilo que estava acontecendo, seu objetivo, que era apenas uma mera conversa com ministeriais, se tornou em uma matéria ainda maior – Espero que me deixem fazer essa matéria! – Não era de se negar que ela queria muito a entrevista com Niklaus, mas ataques de dragão não ocorriam sempre, apesar de este já ser o segundo ataque que a morena tinha conhecimento – Com total certeza depois que isto acalmar, vou ter muitas perguntas a fazer – Respirou de maneira profunda, olhando toda a chama que insistia em castigar pela segunda vez as ruas de Hogsmeade serem controladas pelos ministeriais ali presentes, os dias da jornalista deste sábado em diante, jamais seriam os mesmos, realmente teria muita história para contar depois que voltasse para casa.


Action: Prestar uma espécie de primeiros socorros ao ferido do Três Vassouras (estancar o sangue dele) e carrega-lo no colo até Helena Brunier, que está do lado de fora do estabelecimento, aguardando para saber onde deverá levar o garoto em seguida.
With: Helena Brunier.
Quote: Anthony Thompson Hearst I.
Vestimenta: Danielle veste...
OFF: Post não está bem revisado, mas, está aí, Dani tentando salvar pessoas.
Feitiço: Ferula[dificuldade: 5];
Descrição: Usado para conjurar e arrumar ataduras.

Itens Utilizados:

  • Varinha de Mogno, 26cm, Pelo de Pégasus, Razoávelmente Elástica

    Usou um Varinha de Mogno, 26cm, Pelo de Pégasus, Razoávelmente Elástica.

# Danielle Hooper Rockenbach #
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>> Danielle | 25 anos | Canadense | Jornalista - BBC e Lummus Journal <<
Danielle Rockenbach
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Re: A fúria do dragão (Trama Ministerial)

MensagemDinamarca [#151811] por Benjamin Carter » 22 Ago 2015, 02:28

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    - Certo, dou um jeito de encontrar você. Se eu conseguir levantar é claro.– Falei ainda sonolento, a resposta era apenas para que Phelipe me deixasse cochilar por mais alguns minutos. Eu era um solteirão convicto, com poucos amigos e sem nada para fazer. Pera ai! Sem nada para fazer? – PUTZ! - Levantei apressado já rumando para o banheiro, era obvio que eu tinha algo para fazer.

    Sou filho único e em minha casa as atenções sempre foram voltadas para minhas vontades, não que eu nunca queira ter tido um irmãozinho, mas papai sempre dizia que já existiam pessoas importantes demais na vida dele, talvez por isso Anne, sempre me fora tão interessante, eu via muito de mim naquela Schleswig, ela não era uma histérica como Ceci e tão pouco soberba como Phelipe. Anne sem duvida era a Schleswig mais Carter que existia. As visitas na enfermaria nunca foram um problema, era divertido vê-la sorrir e faze-la se sentir especial. Não que não fosse, mas para mim era diferente.

    - Relaxa, se ele revogar sua liberdade eu arrumo um jeito de irmos mesmo assim.Brinquei ao ver a animação da garota ao descer para nossa comunal. Por incrível que pareça, eu estava pronto pouco antes da hora marcada, meu jeans surrado e a camiseta branca eram o suficiente para uma visita básica a Hogsmead. – Nossa caminhada era lenta e por mais que eu quisesse segurar a mão da menina para que eu pudesse guia-la, a timidez me impedia de se quer andar muito próximo. – Eu acho que vou querer dois! – Sorri enquanto ouvia o comentário da menina. – Você tem sorte dele ser chato só às vezes com você. – Arfei lembrando das broncas e dos maus entendidos com meu melhor amigo. – Ele me acordou de madrugada para me fazer prometer que ia faze-lo se distrair um pouco. E se ele reclamar eu compro um gato e dou de presente para ele ir brincar de tortura.– Ri mais uma vez, agora ainda mais a vontade com imagem do príncipe torturando seu gatinho de estimação.

    Anne era uma boa garota, bem bonita para sua idade, divertida e carismática. Sua companhia era agradável e de alguma forma eu me sentia bem ao lado dela, talvez aquele fosse algum poder secreto que Schleswig tinham, não sabia exatamente. – Você não precisa me agradecer Anne, estou apenas pagando pelo tempo que passei hospedado na sua casa e você sempre foi amável. Na verdade eu gostaria de só ter dividas como essas.– Pausei analisando que talvez aquela frase soasse estranha para a menina.

    Era manhã de sábado e já atravessavamos a ponte dos terrenos quando Amelie surgiu com seu semblante atônito. As explicações foram rápidas e atropeladas, naquele momento tudo o que importava era deixar Anne sem segurança. – Vamos voltar para o castelo. – Mas antes que eu conseguisse agarrar seu braço a menina já corria na direção da colina para ver Hosgmead. Ouvi atentamente o que a monitora relatava e não pude deixar de concordar com o que Anne havia dito, Phelipe estava lá. – Mas nós somos apenas dois adolescentes juntos com uma criança, vamos acabar atrapalhando.– Falei enquanto me aproximava da colina, a cena era lamentável e assustadora, dali conseguíamos ver a fumaça das casas, vassouras e o gigantesco dragão queimando tudo o que podia. Senti um embrulho no estomago, talvez fosse medo, medo de que ele chegasse ate onde estávamos.

    - Ok, ok! Nós vamos até lá.– As justificativas de Amelie e Anne havia me convencido. – Mas não vamos chegar perto daquilo, temos de ser sorrateiros e quase invisíveis. - A ideia dos testralios seria perfeita se eu conseguisse ver algum deles é claro, mas ao que parecia Anne podia vê-los. Olhei para Amelie e a julgar pela excitação da garota ela mais que concordava, levantei a princesa para que pudesse se firmar no bicho e logo montei a criatura. – Você vai ter de me levar, não consigo ver eles e nunca montei um bicho desses. – Falei tentando não mostrar apreensão daquele momento e segurando firme na cintura da pequena. – Vamos!

    Anne era boa com animais e demonstrava realmente ter experiência com os testralios, Amelie por sua vez exibia seu talento em voar seja lá em que. Não demorou para que pudéssemos nos aproximar dos arredores da vila, alguns ministeriais levantavam defesas enquanto outros transportavam civis em vassouras. Anne dizia algo em escombros mais abaixo e não tive como impedi-la, afinal eu realmente queria descer. A menina não estava errada e bem próximo do lugar haviam dois moradores feridos, desci rumando para um que sangrava mais e estava desacordado, mas para meu alivio ele ainda estava vivo. – Põe a mão aqui Anne, segure firme até o sangue parar de escorrer. – Falei apontando um ferimento no braço e já caminhando para uma senhora próximo dali, a mulher estava menos ferida e um simples Episkey foi o suficiente para faze-la recobrar a consciência. – Aquele é seu marido? – Ela assentiu em prantos. – Vá para Hogwarts, os professores devem ajudar vocês. – Tudo sairia bem, mas o grito de Anne me fez gelar.

    Senti meu corpo pesar ao ver o menino despencar daquela altura, meus olhos se encheram de lagrimas e desespero. Anne corria na direção da queda, eu não podia deixa-la ver a cena da morte de seu irmão ou tão pouco de seu corpo estirado. Corri o mais rápido que pude até bem próximo de onde Phel havia caído e antes que Anne pudesse ver a cena, eu a abracei virando seu rosto para meu peito. – Não olhe Anne, não olhe!– Minha voz era embargada, mas ainda assim eu a segurava firme, mas Phel não tinha o habito de descumprir suas promessas e a julgar pelo comentário mais atrás era obvio que ele estava bem. Soltei Anne que em disparada correu na direção do irmão. – Bom, eu tentei impedir... mas ela é teimosa como os Schleswig. – Cocei os cachos deixando claro meu semblante de insatisfação. –Aliais, temos companhia... Au, au! – Gesticulei com a cabeça para que Phel pudesse ver Amelie se aproximando. – Então, qual o plano?

    AÇÃO: SALVAR UM FERIDO
Feitiço: Episkey[dificuldade: 5]; [efeito: +5];
Descrição: Cura/repara os danos não-mágicos leves/pequenos, como um nariz-quebrado ou um lábio cortado, etc.
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Benjamin Carter
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Re: A fúria do dragão (Trama Ministerial)

MensagemAlemanha [#151812] por Hanz von Kroussi » 22 Ago 2015, 03:23

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    No alto de minha tontura e embriaguez observei o aluno sem juízo ser acertado em cheio por meu feitiço e em segundos que pareceram horas rezei para todos os deuses que acreditava existir, pedindo para que aquele homem desconhecido ao meu lado fosse bom o suficiente em feitiços e impedisse que o garoto se esborrachasse no chão. Não queria ser o culpado por ceifar a vida de um menino que tinha certeza não ter nem chegado à maioridade. O meu trabalho era salvar vidas, não matar pessoas. Com um suspiro profundo, agradeci ao homem com roupa ministerial meneando a cabeça e corri para onde comecei a ouvir gritos. Procurava Helena com os olhos, mas devido tanta fumaça e pessoas trabalhando para que Hogsmeade não desaparecesse do mapa, não conseguia a encontrar. Talvez a culpa fosse dos meus olhos estarem embaçados, talvez não. O fato era que nem Atawick eu conseguia achar.

    - Desculpe. – Exclamei ao tropeçar na perna de alguém. O estagiário apenas murmurou uma resposta e continuou seu caminho. Comecei a tossir, a fumaça tóxica saindo das chamas recém-apagadas fazendo meus olhos lacrimejarem. Coloquei a mão sobre meu nariz enquanto me aproximava do que parecia ser Madame Puddifoot, agora um tanto irreconhecível – quase desmoronando. Não daria alguns minutos para que a estrutura daquele lugar fosse para o beleléu. – Ainda tem gente dentro? – Perguntei para a medibruxa que eu nunca havia visto na vida. Era incrível como não adiantava todos os anos na qual trabalhava no TvH... Cada dia aparecia gente nova, profissional novo. Eu nunca iria conhecer por completo o quadro de funcionários do Hospital. Era quase como se fosse uma profecia.

    No mesmo instante em que perguntei uma jovem, a qual imaginei ser estagiária, vinha saindo do estabelecimento prestes a eclodir, trazendo duas crianças. Entre a respiração entrecortada da garota eu consegui entender que havia uma “moça” desmaiada. Era ali que minha missão começaria.
    – Eu vou entrar. Reforce a proteção. – Dei ordem para a mulher medibruxa, não queria morrer soterrado por vigas de madeira superaquecidas pelo calor das chamas. Não me importei em não ser rude, afinal, tinha vidas para salvar. Olhei para a chefe dos enfermeiros, Imitiela, já a conhecia dos corredores do hospital. Balancei a cabeça para ela em um cumprimento e voltei minha atenção para o Madame Puddifoot. Respirei profundamente e fechei os olhos, sentindo minha mente girar loucamente. Não conseguia me concentrar. Maldita champanhe. Comecei a correr.

    Passei pelo batente da porta, pisando na porta derrubada no chão e forcei meus olhos para enxergar no meio daquela fumaça toda. A cena da mulher inerte no chão me trouxe Renné à tona. O meu coração deu um baque imenso e corri enlouquecido até onde a bruxa com um uniforme do Madame Puddifoot jazia, como se fosse encontrar minha falecida esposa em vez da desconhecida garçonete. O choque de ver que ela não tinha cabelos da cor do fogo me despertaram daquela alucinação e pesadelo e então coloquei os dedos sobre o pescoço dela, para ver se esta tinha pulsação. Comprimi os lábios e analisei seu estado. Ela estava apenas inconsciente... Mas o que a fizera desmaiar? Comecei a tocar seu couro cabeludo em busca de algum machucado aparente e nada me fez ficar apreensivo. Levantei a blusa da desconhecida até certo ponto e encontrei o ferimento.

    Uma lasca de madeira estava enfiada no lado direito do quadril da garçonete e um roxo gigantesco formara-se em volta do ferimento. Sim, eu estava ciente de que não estava em um centro cirúrgico e também estava ciente de que a qualquer momento aquele teto viria abaixo, provavelmente matando a mim e àquela pobre mulher, mas eu tinha um propósito quando adentrara naquele estabelecimento e estava disposto a cumpri-lo. Tirar a garçonete de maneira desajeitada poderia afligir um machucado interno, se é que ela já não tinha um. Causaria a morte dela e minha cota de mortes já estava no limite. Não queria ser o novo 007 do hospital, não é mesmo? Não seria bom para minha carreira. Bem... Nem para o meu psicológico. Então, com a menor pressa do mundo – ok, nem é para tanto, sim, eu tava fazendo tudo rapidamente – elevei a varinha e apontei para o quadril da minha atual paciente. Depois de verificar que nenhum de seus órgãos estava ferido rasguei uma parte de sua blusa e coloquei a varinha ao lado do corpo inerte da mulher. Respirei profundamente e comecei a puxar a madeira do ferimento, o sangue começando a jorrar rapidamente pela ferida, enquanto apertava com o pedaço de pano.

    Analisei se não havia mais nenhuma impureza no ferimento e com urgência peguei a varinha e apontei novamente para o corte profundo.
    Vulnera Sanentur O ferimento começou a cicatrizar, no fim apenas sobrando uma pequena cicatriz rosa. Passei o pedaço de pano sobre o ferimento levemente, limpando o sangue e então o deixei de lado, procurando novamente os batimentos cardíacos da moça, os dedos em sua jugular. Enervate. – Murmurei o encantamento, apontando a varinha novamente para a mulher. Esta deu um suspiro profundo, como se voltando à vida e arregalou os olhos para mim. Guardei a varinha no bolso interno do smoaking agora sujo de sangue e coloquei os dois braços debaixo de seu corpo. – Está tudo bem, vou te tirar daqui. – Falei com um tom de voz manso e inclinei-me para trás, levantando-me com um peso extra. A moça provavelmente não pesava mais do que uns sessenta quilos, o que para mim era razoável, não me fazendo sofrer tanto. Arrisquei-me a correr com ela em meus braços. – Segure-se em mim. – Murmurei ao mesmo tempo em que alguma coisa lá em cima rangeu macabramente.

    Talvez por eu ter me acostumado com a fumaça e com a falta de luz, sair batente do Madame Puddifoot afora foi como se tivessem colocado lasers totalmente direcionados para meus olhos. Como meus olhos eram claros a claridade sempre cansou mais problemas em mim do que em qualquer outro e tive de parar de andar ou iria tropeçar em algo e derrubar a mulher junto.
    – Alguém me ajuda! – Gritei e logo retiravam a garçonete de meus braços que ardiam. Coloquei as mãos sobre os olhos enquanto me agachava. Fiquei por alguns segundos assim. – Eu estou bem. Quanto tempo fiquei lá dentro? – Respondi à pergunta de alguém. Escutei a resposta e levantei as sobrancelhas, não havia demorado tanto como pensara. Continuei agachado, esperando a dor nos olhos e na cabeça passar.


Interagindo com Miguel Enkelis. Michaella S. Kischel. Imitiela Enkelis. Garçonete Desmaiada. Kalea Bertrand.
Ação: Estabilizar a vítima dentro do Madame Puddifoot e levá-la para fora, assim salvando-a.
Feitiço: Vulnera Sanentur[dificuldade: 15]; [efeito: +15];
Descrição: Feitiço usado para cicatrizar danos mágicos. É o único contrafeitiço de Sectumsempra.
Feitiço: Enervate[dificuldade: 6]; [enervate: 1];
Descrição: Contra-feitiço do Estupore/Estupefaça. Faz com que os alvos desacordados pelo feitiço estuporante voltem ao normal.

Itens Utilizados:

  • Varinha de Oleandro, 34cm, Pena de Fênix, Porosa

    Usou um Varinha de Oleandro, 34cm, Pena de Fênix, Porosa.

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Re: A fúria do dragão (Trama Ministerial)

MensagemAfrica do Sul [#151861] por Blood Mother » 24 Ago 2015, 02:11

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~*~

    - Você não tem ideia da loucura que está fazendo, solte-me imediatamente! – Dizia a voz furiosa e com requintes de desespero, era obvio que aquela não era uma situação comum e muito menos licita. As cordas apertavam as mãos e as pernas da vitima enquanto sua varinha era analisada com o máximo de cautela e esmero. – Você é bem mais importante do que imagina, não irei te matar. – A insanidade era nítida nos olhos e no semblante do interlocutor que pressionava a afiada faca de prata no rosto de sua presa. – Vai doer um pouquinho, mas vai passar logo. – Ele riu maliciosamente. – Não que você deva acreditar no que eu digo. – A lâmina cortou a carne fazendo o rubro sangue manchar a tão imaculada face a sua frente.

    O dragão voava com a imponência de sua envergadura enquanto bruxos e bruxas buscavam desesperadamente salvar suas vidas, alguns se empenhavam em proteger o vilarejo enquanto outros salvavam da morte as tantas vitimas de Hogsmead. O céu azul era manchado pela fumaça das casas do pequeno vilarejo e o chão tingido com o tom da vida que desaparecia pouco a pouco. Esforços eram aumentados cada vez mais e à medida que o tempo passava mais ministeriais aparatavam no lugar.

    Na imensidão celeste o seleto grupo de comissários levava em suas garupas todos que possuíam condições de se equilibrarem. Mas o que funcionários de um departamento de esportes faziam ali? Em sua dianteira um líder carregava o braço firme de sua responsabilidade, ousado e talvez tolo por sua prepotência. A vassoura de Jasper voava em seu limite e ainda assim o bruxo conseguia pensar delicadamente em como ajudar, feitiços foram lançados de sua varinha e logo o jovem pode notar que nem todos haviam surtido efeito, mas alguém parecia ter o notado.

    Mesmo cego o dragão pareceu sentir o poder do líder esportista, a besta voou mais alto buscando a melhor altitude para seu ataque e ao alcança-la ele despencou. A queda fez a velocidade aumentar e em poucos segundos sua asa abriu ainda mais imponente. A besta contornou o vilarejo e ao verem a bela Fountcher ousar atacar a joia, outros fizeram o mesmo. Os feitiços avançaram rumo ao pequeno item que ao ser atacado de tantas formas rompeu-se deixando pelo caminho as sombras nítidas da magia negra. O dragão urrou mais uma vez e antes que ultima elevação alcançasse seu ápice um bombus estremeceu todos no céu. Jasper e seus companheiros perspicazes esforçavam-se para manter as vassouras no ar e mesmo com a dificuldade de equilíbrio ninguém caiu. E agora a audição do dragão estava comprometida.

    A raiva apenas aumentava e a besta sabia exatamente onde descontar o ódio de sua ida ao lugar. O dragão aproveitou-se do momento e posicionou-se bem atrás da vassoura do Bertolle voador. – Quanto mais você corre mais vontade sinto de mata-lo! – A voz horripilante ecoou nas profundezas da mente de Jasper e imediatamente o fogo voou em sua direção. Parte do caos havia sido controlado e talvez um único sacrifício fosse o preço justo a ser pago para salvar a vida de todos naquele pequeno lugar. Restava saber se a oferenda aceitaria doar sua existência em detrimento de seus iguais. Talvez nem todos os seres humanos fossem assim tão bons, mas pera ai! Que cheiro é esse?

    PRAZO: 31/08/15


    OFF
    Spoiler: Mostrar
    1 – Todos terão direito a duas ações por turno: 1 de defesa e 1 de ataque. É possível ainda utilizar 2 ações de defesa ou 2 de ataque, isso incluirá feitiços ou mesmo ações físicas como esquivar.
    2 – A efetividade da conjuração de feitiços será simples, basta reduzir sua dificuldade e possuir um total igual ou maior a 40 no dado 3, para alunos esse valor deverá ser igual ou maior a:
    Primeiro ano: 5
    Segundo ano: 10
    Terceiro ano: 15
    Quarto ano: 20
    Quinto ano: 25
    Sexto ano: 30
    Sétimo ano: 35
    0 ou mais.
    3 – As regras para defesa dos ataques do dragão ainda valem, apenas deve ser verificado se o feitiço foi bem executado ou não. Vide ponto 2.
    4 – Os Pv’s utilizados serão iguais os da data desta postagem e serão devidamente reduzidos conforme o desenrolar da trama e só poderão ser restaurados mediante a tratamento medibruxo no Hospital TvH.
    5 – Feitiços diretos são todos aqueles que determinam alvos específicos, feitiços que alteram o ambiente não se enquadram como feitiços diretos.
    6 – Favor destacar as ações no OFF.
    7 - REGISTREM TODOS OS POST'S ATÉ O FIM DESTA RODADA. *bônus a vista*
    7 – Nesta rodada houve alguns problemas com edição e uso inadequado ou indevido de poções. Este será um único aviso destacando que está trama ainda segue as regras básicas da Zonkos, sendo assim, caso possuam alguma duvida – QUALQUER QUE SEJA – procure algum administrador e verifique se alguma exceção foi ou pode ser aberta. As próximas infrações serão punidas com Warn’s e/ou qualquer outro castigo que a Administração ache cabível.



    RESULTADOS E INFORMAÇÕES GERAIS
    Spoiler: Mostrar
    - Nenhum feitiço perdeu seu efeito
    - Todos em dentro de Hogsmead estarão a salvos de ataques nesta rodada, mas não poderão fazer com que NENHUM feitiço atrevesse a barreira.
    - Foi detectado um serio problema com a ambunave do TvH, ela não está conseguindo alçar voou e seu mecanismo de aparatação está destruído. O veiculo está repleto de vitimas e precisa chegar ao menos em Hogwarts. Um esforço acumulativo de 150 pts no dado 3 será necessário para reparar os danos no transporte e devem ser postadas como ação única de reparo. 5 bruxos ainda precisaram achar um modo ÚNICO de colocar a ambunave no ar, nenhum dado será levado em consideração para esta ação única, basta postar.
    - Todos que não estiverem sob o efeito de algum feitiço que proteja contra a inalação de gases sofrerão um dano igual a -10 em seus pontos de vida.
    - Existem pessoas (NPC) do departamento de esportes mágicos dispostas a levar qualquer um que queria para o céu ou ainda podem ceder suas vassouras para membros do Ministério.
    - Jasper Bertolle é único alvo do dragão nesta rodada e ele estará sujeito 1 ataque de mordida e 1 baforada.
    Ataques
    Mordida (Dano 123 = DADO 3 +10)
    Possibilidade de defesa: APENAS Esquiva (DADO 3 x2 / Numero alvo 63 = Dado 3 do Dragão -50)

    Labaredas de fogo (DANO 226 = DADO 3 x2)
    Possibilidade de defesa: Acumulo de contenções (Dado 3 de todos os envolvidos na contenção da chama / Numero alvo 176 = Valor total do dano do dragão -50).

    - O dragão estará totalmente cego e surdo nesta rodada, sendo assim NENHUM método fará ele se distrair, contudo, o ataque do dragão recebera -50 em seu valor final DE ATAQUE. Os ataques da próxima rodada serão definidos da mesma forma aleatória já citada.

    - DICA DO MESTRE: Usem essa rodada mais aliviada para se organizarem e pensarem algo efetivo para o próximo turno. Estamos chegando perto da reta final e a coisa deve esquentar.



    AÇÕES e PV's
    Spoiler: Mostrar
    Jasper Bertolle: 144

    Dayana Fountcher – PV 50
    Defesa: Congelar as chamas que estão indo em direção da Blaike Zephaniah Velius e Helena Burnier.
    EFETIVA
    Ataque: Atirar um segundo véu negro nos olhos do bicho
    FALHA (MAIS INFORMAÇÕES VIDE DEFINIÇÃ DE FEITIÇO COM EFEITO DIRETO).

    Imitiela Enkelis – PV 67
    AÇÃO: Criar uma área de proteção
    FALHA POR NÃO ALCANÇAR O VALOR ALVO

    Kalea Bertrand – PV 67
    AÇÃO: Criar uma área de proteção
    FALHA POR NÃO ALCANÇAR O VALOR ALVO

    Georgine Henriette Marie d'Aviano – PV 67
    Ação de defesa: Reforçar o Repellum Troxatum com o Fianto Duri.
    EFETIVA
    Ação de ataque: Atacar a pedra que está no peito do dragão com o Expulso
    EFETIVA

    Jasper Bertolle – PV 55
    Ação de defesa: Criar uma armadilha com Cave Inimicum
    EFETIVA
    Ação de ataque: Atacar o dragão com Brachium Pondus
    FALHA (MAIS INFORMAÇÕES VIDE DEFINIÇÃ DE FEITIÇO COM EFEITO DIRETO).

    Michaella S. Kischel – PV 14
    AÇÃO: Resgatar pessoas presas no Madame Puddifoot
    EFETIVA

    Anne Marie Schleswig Holstein – PV 15
    AÇÃO: Socorrer uma das vitimas na rua.
    EFETIVA

    Miguel Enkelis – PV 67
    Ação de Ataque: Atacar a gema do dragão com “Bombarda”.
    EFETIVA
    Ação de Defesa: Proteger mais uma vez a área, já que os feridos estão saindo de dentro do Madame Puddifoot.
    EFETIVA

    Emily Alexa Nicholas – PV 67
    Ação defensiva: Usar o feitiço Cogitandum em si.
    EFETIVA
    Ação Ofensiva: Lançar o feitiço Bombus no céu, na área onde o dragão está.
    EFETIVA

    Dragos Nicolae VI – PV 67
    Ação: Anular o fogo do dragão
    EFETIVA

    Louise Françoise La Valliére – PV 67
    Ação de defesa: Reforçar o Repellum Troxatum com o Fianto Duri
    Ação de ataque: Bombarda no pingente do dragão.

    Phelipe Schleswig – PV 23
    Ação: Usar o cabeça de bolha pra se proteger da fumaça do dragão
    EFETIVA

    Anthony Thompson Hearst I – PV 67
    Ação: Lançar o Protego Horribilis para proteger a cidade
    EFETIVO

    Harry H. Vaughn – PV 67
    Ação: Salvar um dos feridos na rua.
    Efetiva

    Leonard Spencer – PV 45
    Ação: Sair do Madame Puddifoot.
    EFETIVA

    Sibyl Elizabeth Salisbury – PV 37
    Ação: Sair do Madame Puddifoot.
    EFETIVA

    Helena Burnier – PV 90
    Ação: Salvar um dos feridos na rua.
    EFETIVA

    Danielle Rockenbach – PV 67
    Ação: Resgatar a vitima dentro do Três vassouras.
    EFETIVA

    Benjamin Carter – PV 30
    Ação: Salvar um dos feridos na rua.
    EFETIVA

    Hans Von Kroussi – PV 67
    AÇÃO: Resgatar pessoas presas no Madame Puddifoot
    EFETIVA

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Re: A fúria do dragão (Trama Ministerial)

MensagemNoruega [#151922] por Astrid Maud Glücksburg » 26 Ago 2015, 16:10

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{Trama ministerial}



Apesar de todo o caos, os eventos que se seguiam e acumulavam pareciam tender ao sucesso. Imitiela focava sua atenção e esforços ao salvamento do maior número de vítimas que conseguia e, talvez por essa razão, estava alheia aos acontecimentos que envolviam o dragão e seus atacantes. Para seu desespero, o feitiço de proteção ao qual destinou toda sua energia não tinha sido bem executado, tal como o de Kalea, tinha falhado miseravelmente. Para sua sorte, inesperadamente, mais alguém tinha intercedido por todos os presentes, expandindo a área de proteção inicialmente conjurada por Helena. Não sabia dizer de onde tinha vindo a ajuda, mas agradecia imensamente.

Suspirou profunda e lentamente buscando tonificar sua disposição com uma boa rajada de ar. Tossiu copiosamente. A fumaça tóxica liberada pelas chamas começava a tomar conta de toda cidade. Bulla Aeris bradou, apontando a varinha para a própria cabeça, esperando que esse feitiço pudesse livrá-la do dano causado pelos gases liberados na combustão. Ajudou uma das alunas de Durmstrang, residente do hospital, a trazer uma criança ferida para fora da loja. Aqueles que não puderem serem atendidos aqui deveremos levar de volta pro hospital em nosso transporte. Imitiela passou aquela informação com a voz vacilante, olhando para Kalea por um tempo buscando apoio. A questão é que nem ela mesma sabia as condições da ambunave em que tinham chegado.

Quando viu Hans sair do Madame Podifoot carregando a garçonete inconsciente, sentiu a agulhada imaginária de uma injeção de esperança. Aparentemente, todos que estavam dentro do pequeno estabelecimento tinham sido removidos dos escombros. A loira correu em auxílio ao médico, abaixando ao lado dele, repousando a mão espalmada no ombro forte do alemão. Dr. Von Kroussi, o senhor está bem? murmurou, analisando seu tempo de resposta. Se demorasse muito a compreender seria um mau sinal. Ficou tempo suficiente para inalar um pouco de fumaça. Proteja bem as vias aéreas, está bem? Não podemos perder ninguém, muito menos nossos medibruxos. Eu vou ver em que condições está nossa ambunave, fique aqui até que esteja bem o suficiente para continuar, ok? finalizou a fala com um sorriso largo e quente, transparecendo todo cuidado maternal que fazia parte da personalidade da finlandesa. Levantou e partiu em direção à ambunave ainda tombada no local de aterrisagem.

Ao chegar no local desejado, a expressão da chefe dos enfermeiros foi tomada pelo desespero. A única forma de retirar os feridos em segurança estava completamente danificada, fruto da combinação de uma rabada do dragão e do pouso forçado. Apertou a varinha firmemente, passando os olhos analíticos pelo veículo, procurando algum ponto onde estivesse mais danificado. Não podia esperar muito mais, precisava agir rápido. A finlandesa era particularmente boa com feitiços médicos e domésticos, mas não tinha certeza se seus dons seriam capazes de combater todo o estrago causado pela fera alada. Olhou em volta e gritou por ajuda, esperando que alguém a atendesse. Foi quando seus olhos se encheram com a imagem de Miguel Enkelis, seu marido, a poucos metros dali. MIGUEL! MIKI! chamou algumas vezes, até que ele virasse em sua direção. Chamou pelo esposo e enquanto esperava por sua chegada apontou a varinha para a nave. Reparo bradou o feitiço após a palavra "Ambunave", numa tentativa de consertar o meio de transporte.


Tags Hans Von Kroussi, Miguel Enkelis, Helena Burnier, Kalea Bertrand
Clothes: Imitiela veste isso


Ação: Consertar a ambunave!
Feitiço: Bulla Aeris[dificuldade: 10];
Descrição: Feitiço Cabeça de Bolha. Este feitiço cria uma bolha em torno da cabeça do alvo para que assim ele possa respirar embaixo d'água.
Feitiço: Reparo[dificuldade: 3];
Descrição: Usado para reparar e reconstruir qualquer objeto que tenha sido quebrado. Dificilmente consegue reparar objetos quebrados por magia. Deve preceder o nome do objeto ao feitiço antes de utilizar. Ex: Óculos Reparo;

Itens Utilizados:

  • Varinha de Castanheira, 26cm, Cabelo de Vella, Razoávelmente Elástica

    Usou um Varinha de Castanheira, 26cm, Cabelo de Vella, Razoávelmente Elástica.

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Re: A fúria do dragão (Trama Ministerial)

MensagemEstados Unidos [#151954] por Eden Phoenix » 28 Ago 2015, 17:27

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Meu mundo pareceu parar por alguns instantes, vi as chamas, senti me atingirem, no entanto não havia calor. Aliás, por um instante não havia mundo ou tempo. Era como se, de repente, tudo fosse resumido a nada e a minha existência fosse apenas uma memória jogada ao vento prestes a ser esquecida. Natasha, meus filhos, tudo me escapava pelas mãos. Tudo por causa de um dragão que não deveria estar ali e que ameaçava, como eu percebia agora, não só a minha vida como a de todos ali. Médicos, enfermeiros, meros civis que tiveram um dia normal interrompido de súbito pelo aparecimento da enorme besta. Voltei a mim, finalmente sentindo meus pés se moverem diante do desesperado comando para me levar para longe dali. Precisávamos de ideia, de um plano de ação.

“Claro. O que estamos fazendo é equivalente a jogar bolinhas de papel em um rinoceronte.” Éramos muitos tentando atacar com feitiços que surtiriam efeito em alguma criatura pequena, não contra um dragão com armadura. “Por partes.” Sim, primeiro acabar com as defesas dele e então seguir para aquilo que de fato interessava. –EI!- Elevei minha voz, correndo em direção aqueles que se concentravam em ir contra o réptil. –Se querem fazer ele cair mirem na Armadura! Mirem na armadura!- Esperava que entendessem minhas intenções. “Que, convenhamos, ainda não são essas.” Mas como organizar todos em meio a esse caos para atingir, com o mesmo feitiço, o mesmo lugar? O plano era bom, só não conseguia coloca-lo em prática. Mesmo assim alguma mobilização era melhor do que nada. Saquei a varinha apontando então em direção ao enorme animal, só então avistando ali a frente dele um ser em uma vassoura, tentando fugir da enorme boca do réptil.

Que fique claro que nunca foi, nem será, minha intenção de machucar de fato o dragão. Talvez no inicio eu desejasse, assim como ansiamos a luz da manhã, pendura-lo como troféu em uma parede, mas agora... Entendia o que era uma criatura agir puramente por instinto e seja lá qual foi que o trouxe aqui estava causando também um belo de um estrago e aquele ser na vassoura iria virar petisco se ninguém nada fizesse. – Espazimo... – O feitiço me veio a mente com a visão da fumaça que saia das narinas da besta. Fogo precisa de ar, sem ar consequentemente não temos chama, tão pouco temos folego ou força pra continuar voando. Era perfeito. Abaixei a varinha novamente, procurando meu chefe por alguns instantes e correndo na direção do homem assim que o avistei. – Khrum! Espazimo! – Entendi a confusão momentânea dele com aquelas palavras ditas de forma meio sem nexo.

- Acho que se conseguirmos um numero bom de pessoas... Ei, vocês ai!– Fiz sinal para algumas pessoas, recrutando mais força para a nossa causa, por assim dizer. – Se juntem aqui, ouçam o plano. Acho que nos juntando conjurando um feitiço especifico vamos conseguir um resultado melhor do que atirando a esmo como fizemos até agora.- Pausei por um instante, acompanhando o dragão com o olhar para ter certeza que a pobre alma a frente dele ainda não havia sido devorada.- Sugiro usarmos o ‘Espazimo’. Minha ideia é força-lo a descer por conta da falta de ar. Se ele não descer pelo menos teremos alguns preciosos instantes sem fogo pra pensar em algo melhor a fazer. Todos de acordo? Ótimo, todos juntos no três! UM...- Apontei a varinha na direção da criatura, andando para arranjar uma mira melhor. –DOIS!- E concentrei toda minha confiança na varinha, no poder. –TRÊS!


Considerações: Post não revisado porque as forças sobrenaturais que regem a terra não me permitiram revisar e, E, um vaca tentou me comer.
Ação: Utilizar o Espazimo no dragão. Apenas isso.
Interação: Principalmente com Marcos Khrum, no entanto chamei pessoas. Quem quiser se juntar fique a vontade .fofo
Feitiço: Espazimo[dano: -9]; [dificuldade: 8]; [confusão: 1];
Descrição: Faz com que o alvo sinta-se sufocado, como se alguém o estrangulasse. O ar vai ficando escasso em seus pulmões fazendo com que o mesmo sinta-se tonto.

Itens Utilizados:

  • Varinha de Olmo, 29cm, Corda de Coração de Dragão, Porosa

    Usou em Blood Mother um Varinha de Olmo, 29cm, Corda de Coração de Dragão, Porosa.

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Re: A fúria do dragão (Trama Ministerial)

MensagemRussia [#151955] por Anton Pozharsky » 28 Ago 2015, 19:45

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Meu feitiço “Expulso” ganhara aditivos de outras fontes mágicas advindas dos demais bruxos que comigo estavam. Entre eles uma jovem conhecida como Emily Nicholas, do Departamento de Mistérios o qual era chefiado pelo intragável Bartholomeu Loebens. Inquiri a mim mesma onde o traste estaria; Qual coisa seria mais importante do que defender aquele pequeno, mas importante, pedaço de nosso mundo contra forças ocultas, animais poderosos, ostentando até mais poder do que a natureza lhe proporcionara naturalmente. Pelo visto, o Sr. Loebens deveria estar se enrabando com algum pedaço de saia por ai. Mas, por enquanto, aquilo não fazia objeto de minha atenção. Teria que finalizar aquela tarefa, mostrar meu poderio mágico bem como de chefiar o Departamento de Acidentes e Catástrofes Mágicas; sair intacta, por cima, angariando elogios de quem quer que fosse, juntando-me aos sobreviventes daquela calamidade que se desenhava sob nossos olhares. Por debaixo dos panos, trataria de averiguar onde o Sr. Loebens estava e se não fosse tão ou mais importante que digladiar com dragões e salvar seres “indefesos”, eu faria questão de oferecer seu pescoço ao Inquisidor do Ministério da Magia, com um olhar de indignação desenhado e um sorriso escondido nos lábios.

A gema fora destruída, a proteção de nosso mundo contra os olhares furtivos dos trouxas, fortalecida. E agora teríamos um dragão, vários moribundos e o jovem Jasper para socorrer. O chefe do Departamento de Esportes, aquele responsável para oferecer o circo para nossos bruxos enquanto coisas inexplicáveis aconteciam não só na política como também em outros setores de nosso Mundo, em um ato, que eu devo reconhecer de tamanha bravura, investiu montado em sua vassoura contra o dragão. Sua tentativa era de aparentemente aumentar o peso do dragão para que assim ele jazesse no chão, mas infelizmente não surtira efeito e agora, ele se tornava alvo certeiro do dragão cego e surdo. No entanto, tais fraquezas não pareciam sobrepujar do tanto que todos nós ali desejássemos. O animal brandia aos quatro ventos toda a sua fúria ainda mais destemida, talvez por que a dor fosse latente em seu corpo, ou simplesmente porque queria exibir todo seu poderio num gesto totalmente narcisista e egocêntrico, vai saber.

Do outro lado, paulatinamente, cada vez mais vítimas apareciam, surgidas de onde eu sequer imaginava. Pareciam brotar que nem praga, requerendo auxilio, jorrando seu sangue a torto e a direita, exigindo dos medibruxos um trabalho que talvez não estivessem acostumados, principalmente o bando de pirralhos residentes que por certo nunca tinham visto tanta barbárie em sua vida. Mas, deixem seus mortos enterrarem os mortos, e os medibruxos digladiarem com a morte na tentativa de resgatarem o máximo que puderem do beijo mordaz do ser de manto negro e temido por todos. E falando em mortos, antes que minhas narinas fossem sobrepujadas pela fumaça que ganhava densidade ali na findada Hogsmead, e que poderiam não me matar, obviamente, mas, depor meu corpo temporariamente desacordado naquele solo insalubre, indigno de uma princesa da minha estirpe, sem pestanejar conjurei o feitiço "Bulla Aeris" ao redor de minha cabeça e vi que outros bruxos ao meu redor, entre eles o sr. Orlov e a srta. Valliére, também faziam com o intuito de também se resguardar.

Olhei ao meu redor e o cenário era bélico; não precisava de canhões, bazucas, qualquer espécie de armamento trouxa para dizer que estávamos numa guerra pela nossa sobrevivência. Os bruxos também conseguem, mesmo que de forma tão distinta e porque não única causar igual ou tamanho terror em seus combatentes. O dragão precisava ser eliminado, mas antes precisávamos salvar o jovem Bertolle. Vi que o bruxo tentava, na medida do possível, ludibriar o dragão com seus movimentos rápidos e astutos na vassoura; o animal, no entanto, tinha o faro e qualquer outra artimanha por mim desconhecida para seguir sua vítima. Não muito distante havia paredões de árvores como de algumas construções ainda não derribadas pelo fogaréu de outrora; ali poderia ser uma emboscada em potencial para um animal cego e Bertolle também sabia disto, era visível em seus movimentos. Voltei, assim, minha atenção para Louise, Leon e para outros bruxos que próximos de mim estavam. Não sabia se já haviam trabalhado alguma estratégia em suas mentes, mas, pelo menos eu fui a única até então a colocar para fora meus pensamentos.


– Você – apontei para Leon – me acompanhe. E você, Srta. Valliére, consiga uma vassoura. Vi os restantes dos bruxos do departamento de esportes trazendo algumas consigo. – Leon era manco, portanto, um fator deveras limitador para alguém que não deveria andar com a vassoura particular no bolso; e eu... Bom... Não ando neste troço há décadas por julgá-lo deveras inútil para alguém do meu porte o qual é carregado com a mais alta finesse do sangue real de Liechtenstein, ostentando nas costas 108 anos, embora minha compleição física traduzisse não mais do que quarenta e cinco canos. Algo que verdadeiramente estava escrito nas próprias células de meu corpo as quais eram protegidas magicamente contra qualquer sorte do mordaz e traiçoeiro envelhecimento. Assim, por sorte ou azar, só restava a pequena Louise para que eu a conduzisse sob minhas palavras ao alto, para que meu plano desse certo.

Os dois principais agentes de meu departamento estavam próximos a mim e esperavam que eu concluísse toda minha linha de pensamento seja para segui-lo ou contestá-lo, algo que, convenhamos, eu não esperava e muito menos desejava que acontecesse. E se caso tal sorte se desenhasse diante de meus olhos, esperaria não mais que algo melhor do que eu tentava esboçar.
– O plano é o seguinte.... Temos que tirar o Sr. Bertolle da trilha do dragão. Ele parece que assim também quer, pois não muito distante, podemos estabelecer uma emboscada para a criatura se formos rápidos o suficiente em nossas ações. E a senhorita, - voltei a atenção para a bruxa de cabelos rosas – tentará ludibriar a criatura para que assim ela possa ser alvo de outros bruxos, ou até de vocês – apontei o dedo para alguns dos quais me cercavam, mas que não conhecia pessoalmente.

Minha ideia era clara: eu e Leon iríamos usar do feitiço Loco Repelat com o intuito de afastar o Senhor Bertolle da trilha do dragão, repelindo-o e protegendo-o de possíveis ataques não só vindos das lambidas astutas do fogo como qualquer outra sorte de ação do animal. Louise, lá do alto, produziria uma tempestade de vento com o objetivo de desestabilizar um animal já ceco e surdo para que assim, se tornasse um alvo mais palatável para as demais varinhas bruxas.
– você, Srta. Valliére, pode tentar produzir uma tempestade de vento lá em cima. Julgo que é conhecedora do feitiço Volentus... – sorri para minha subalterna com certa soberba no olhar, algo que me era inato, portanto, não necessariamente com o intuito de ferir o ego da moça, mas se ela assim permitisse, que assim fosse.

Assim, nós nos separamos. Sem mais o que dizer. Não tínhamos tempo para confabulações desnecessárias e tudo deveria acontecer em questões de minutos para que confluíssem no resultado esperado. Se meu feitiço não desse certo, eu teria o senhor Orlov para sobrepor a minha magia e o sentido contrário também era verdadeiro. Caso eu tivesse êxito, o senhor Orlov somaria ao meu feitiço, com o intuito único de proteger o senhor Bertolle. Um deveria complementar o outro, afinal, assim eram o que os reles mortais chamavam de trabalhar em equipe. Só esperava que a Srta. Valliére fosse eficiente (nos dados), pois caso contrário, não queria nem imaginar a tragédia que seria me ver sobreposta numa vassoura com o intuito de ajudá-la. Mas, não demoraria muito para outro meio de transporte surgir; os temidos e mal agourados testrálios tendo em suas costas outro bando de pirralhos que pareciam adorar uma diversão carregado com doses extras de sem noção. Nestes animais eu até me imaginava voando, pelo menos tinha mais classe que um pau de vassoura mágico.
Loco Repelat apontei em direção ao jovem chefe do departamento de esportes com a precisão certeira daquela que conhece um pouco das leis da física.


Quotes: Emily Nicholas; Bartholomeu Loebens; Leon Nicolaj Orlov; Louise Françoise La Valliére
Notes: Gina sendo Gina chatulina... hehehe agora que vi que o Blaike apareceu antes do meu post.
Espero que as ações da Gina não atrapalhem nada. heheh
Ação de defesa: conjurar a bolha ao redor da cabeça com o intuito de Gina não inalar a fumaça, com o feitiço Bulla Aeris
Ação de ataque: lançar o feitiço Loco Repelat no Jasper Bertolle com o intuito de afastá-lo da trilha de ataque do dragão
Feitiço: Bulla Aeris[dificuldade: 10];
Descrição: Feitiço Cabeça de Bolha. Este feitiço cria uma bolha em torno da cabeça do alvo para que assim ele possa respirar embaixo d'água.
Feitiço: Loco Repelat[dano: -11]; [dificuldade: 11]; [confusão: 1];
Descrição: Feitiço repelente. A vítima atingida pelo feitiço é arremessada para longe do conjurador. É caracterizado por um clarão roxo.
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