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Honeydukes [Dedosdemel]

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Re: Honeydukes [Dedosdemel]

MensagemInglaterra [#152491] por Charles Badgley » 21 Set 2015, 22:48

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    Soltei-o quando tive a certeza de que ele não correria novamente. Ademais, quando ele ficou de frente para mim, tive também a convicção de que realmente havia alguma coisa a mais que atormentava aquela criança. Poderia cogitar a ideia de que eu tinha ido longe demais com as minhas brincadeiras ao ponto de fazê-lo chegar a entrar no estado em que se encontrava, mas diante das voracidades cuspidas pela boca do menininho, quase desesperadas, e além de apenas parecer incomodado com uma brincadeira, de certo que eu não tinha nada a ver com aquilo… Eu acho.

    Observei o rosto molhado, o garoto se adiantar e se sentar na calçada de modo que ele pudesse descansar a cabeça por conta dos seus pensamentos difusos e doloridos. Suspirei, colocando as mãos nos bolsos da calça e passei a pensar e refletir sobre aquela situação. Fui para Hogsmeade com a intenção de espairecer as minhas próprias ideias e lá estava eu, correndo atrás de um moleque e os seus problemas. Suspirei novamente. Por um lado eu queria tomar uma boa dose de whisky, por outro, naquele momento, eu me sentia responsável pelo jovenzinho, afinal, diante das minhas preocupações com relação a ele, a noite já havia caído no vilarejo e obviamente que eu não me sentiria bem o deixando ali.

    Por fim, dando um último suspiro longo e cansado, sentei-me ao lado do pirralho e baguncei os seus cabelos, parando o ato quando ele disse algo como: ''Ele vai me matar!'' Aquilo me deixou em alerta, mas, ao mesmo tempo, eu não estava entendendo nada. Seria só um exagero infantil?
    - Olha, carinha, desculpa pela brincadeira na DedosdeMel, ok? Não sabia que você estava em um dia tão ruim. - Me expressei, mesmo que naquele momento eu tenha tido uma vontade aleatória de rir e que logo contive, afinal, também estava curioso para entender a história do moleque, ou seja, seria insensato irritá-lo ainda mais. - Não sei por que você não quer voltar e também não sei quem quer te matar, e continuarei não sabendo se você não me contar. Eu respeito se não quiser me dizer o que aconteceu, mas não vou te deixar sozinho aqui, Oliver, e preciso sim te levar até a sua mãe e o seu pai. A essa hora, tenho certeza que eles devem estar preocupados e creio também que não é legal fazer isso com eles, você não acha? Vamos fazer assim: vamos sair da rua e voltar para o calor da DedosdeMel. Ainda falta mais de meia hora para que ela feche… Em vez de estampar o seu rosto no Lumus, compraremos alguns doces, pode ser? E no caminho até lá você me conta o que aconteceu… - Sugeri ao abaixar a guarda e me compadecer pelas das lágrimas do jovenzinho. - Vamos lá! Vou comprar algo para você. - Insisti por fim ao me levantar, oferecendo a mão ao menino para que pudesse erguê-lo e levá-lo até a lojinha.
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Re: Honeydukes [Dedosdemel]

MensagemInglaterra [#152795] por Oliver Porter » 24 Out 2015, 09:52

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                Oliver em seu intimo agradecia o homem por este estar ali. Era tão gentil que Olie mal o reconhecia. Será essa uma face que nao conhecia do colega? Levantou-se da cançada, logo movendo o corpo ligeramente torcido para a direita e levando a mão esquerda a bater sobre as calças, a fim de retirar qualquer tipo de sujeira que acumulara-se em suas vestes. Enxugou os olhos, observando o homem por um instante, logo girando os calcanhares e indo em direção à loja de doces. - Ele vai me matar, cara... -


                - Ora, ainda bem que sabe disso. - Disse uma voz atrás dos dois, rigida. Viraram-se rapidamente para observar o dono de tal voz e se depararam com duas figuras: uma masculina e outra feminina.- Cacá...pa...papai- Sussurrou, mordedo o lábio inferior. - Olie!- Disse a menina, correndo e direção ao menino. Tomou-o nos braços, enquanto parecia chorar. Oliver com os olhos bem abertos, observava Fred ir em direção aos dois, enquanto ele retribuia o abraço da irmã. - Vamos embora, Oliver Porter. - Disse o homem, assim que a menina largara Olie. Tomou o braço do menino, que se preparava para chorar novamente. Fizera um gesto de agradecimento à Charles e pôs-se a dar meia volta, caminhando. Não dera a chance do menino se despedir do outro.

                - Pega leve, papai - Disse Cacá, preocupada - Ja peguei muito leve com ele, está na hora de entender que não pode fazer tudo que quer sem haver consequências - Disse o homem, firme. Ora, mas já era de se esperar tal postura, era a terceira vez que Oliver saía de casa sem avisar, ficara horas e horas na rua, deixando todos preocupados. ''Estou ferrado, estou ferrado'' Remoía em sua cabeça, caminhando de cabeça baixa. Controlava o choro respirando fundo, esperando que ao chegar em casa, sua mãe o protegesse de uma bronca e um castigo daqueles.- Sua mãe estát extremamente decepcionada com você, Oliver. - Disse Fred, fazendo o menino tornar a chorar. - Ora, Oliver, pare com isso! Já deu de tanta manha. - Fred logo parou de caminhar. Ajoelhou-se para chegar à altura de Olie.- Nós te amamos muito, Oliver, mas estamos muito chateados com você. Agora vamos para casa e lá conversamos, hm? - Disse de forma gentil, oferecendo um olhar carinhoso ao menino que assentia com a cabeça, engolindo o choro. Logo já desapareceriam da visão de Charles
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Re: Honeydukes [Dedosdemel]

MensagemRussia [#156311] por Sasha Yuriev » 31 Jan 2016, 18:33

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Aquele cheiro doce que invadia todo o recinto foi o que meu deu as boas vindas a uma das lojas certamente mais badaladas daquele vilarejo, pelo menos o era para o publico jovem da minha idade. Não bebíamos, bem... Não que os adultos soubesse, e conseguir álcool não estava ainda na minha pequena lista de afazeres... Ainda. Eu ainda tinha onze anos, ainda tinha muito o que pensar que não fossem nesses tipos de coisinhas de... gente grande, embora sentisse sim alguma curiosidade quanto ao gosto. Talvez eu pudesse pedir a Aimée para apenas experimentar, quem sabe, um golinho de vinho ou qualquer outra coisa... Só por curiosidade, inocente curiosidade.

Segui em meio as prateleiras e mais prateleiras de doces de todos os tipos, deliciando os olhos com os nomes escritos nas plaquinhas e pegando uma cestinha para ali colocar o que eu desejava. Chocolate, delicias gasosas, sapos de chocolate, feijõezinhos de todos os sabores. Ah, tudo bem... aquela loja era a minha perdição e o desastre para qualquer mesada e não era diferente comigo, mas digo, assim como dizia o dia que consegui minha câmera, aquilo ali não importava. Valia a pena, muitíssimo a pena para falar a verdade verdadeiríssima.

“Muito bem.... Já... tenho muito doce, eu acho...” Encarei a cestinha cheia até quase a boca, remexendo meus novos tesourinhos para verificar de que teria ali tudo aquilo ali que eu realmente precisava. – Com esse tanto de doce dava até para esconder tudo mais uma vez... – Sorri comigo mesmo, eu era uma peste, não era? Já planejando realizar uma nova expedição para esconder mais tesouros... Aha. Isso seria fantástico. Saberiam então que tinha uma parte de doces escondida, a outra seria um real mistério para todos. “Perfeito.” E fui para a fila. –Eureka não é Pun? Somos gênios. – Claro que aquela ideia, por mais besta que fosse, aumentava e muito meu ego. O que eu podia fazer? Era uma criança e, acima de tudo, era um garoto aventureiro e qualquer coisa que pudesse significar o mínimo de aventura possível, como o caso da Casa dos Gritos, me despertava todo interesse.

“E, como dito antes, nada melhor do que uma boa quantidade de doces para se ouvir uma história de terror.” E coloquei a cesta de doces na bancada. – Bom dia, senhora. É só isso aqui. - Era amável, não havia razão alguma para ser mal criado. –Merci! – Dei a elas as moedas e guardei minha sacola na bolsa. Doces, doces, doces. Meus amados doces, ai vou eu!


Narrador,, -Outros- , -Falas - e doces "Pensamentos" .
Tagged: -
Interagindo com: -
Imaginação: -
Imagem de Titulo (se presente): -
Notas: 18
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[centro][fonte="Engravers MT"][size=120]Titulo I[/size][/fonte]
[fonte="Engravers MT"][size=90]Titulo II[/size][/fonte]
[off]Parte I[/off][/centro]

[justificar][narracao] [/narracao][/justificar]

[esquerda][narracao]Narrador,[/narracao], [falaoutros]-Outros-[/falaoutros], -[fala]Falas[/fala]- e doces [pensamento]"Pensamentos"[/pensamento].
[off][b]Tagged:[/b] -
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[b]Notas:[/b] -[/off][/esquerda]
Sasha Yuriev
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Re: Honeydukes [Dedosdemel]

MensagemFranca [#167491] por Dahlia Pettersson » 25 Set 2016, 13:54

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Qual a medida para a felicidade? Doces e guloseimas! Ao menos era a minha na manhã de domingo da excursão para Hogsmead. Quase nada se comparava a possibilidade de conhecer um dos vilarejos bruxos mais famosos de toda a Grã-Bretanha, ainda mais com o tanto que eu ouvia falar sobre a partir de meus amigos dentro de Hogwarts. Minha imaginação não conseguia conter todas as formas possíveis pelas quais encontraria doces naquela viagem, pronta para gastar minhas moedinhas com o que havia de melhor no planeta terra ─ incluindo o Mundo Bruxo. Meus pais tinham assinado a permissão assim que souberam que ela existia, desde que eu contasse em detalhes o que havia lá dentro, já que não poderiam ir, portanto trouxe comigo também um bloquinho ─ que eu logo esqueceria, sabia, porque ficaria fascina com tudo e guardaria muito bem na minha memória. Ao menos eu esperava que sim, até agora nada naquele mundo tão distante do meu decepcionara, nem mesmo quando eu me sentia triste por estar tão longe de casa.

Enfim, voltando ao foco de doces e guloseimas! Açúcar em excesso faz mal, mas já repararam na maravilha que é ceder comida boa ao estômago? Olha que eu adoro misturar saudável com o que não é tão saudável assim, mas sempre que eu sinto o cheiro de um bom bolo saindo do forno ou pego num saco cheio de balas, hummm... pouca coisa se compara a esse tipo de felicidade. E claro que eu trazia comigo um saquinho com doces; todos eles iguaizinhos aos que minha mãe sempre me ensinara a fazer, bastante trouxas, muito gostosos e tão comestíveis que era um pouco triste oferecer pros lufanos em volta; mesmo adorando ver as reações quando achavam mesmo super gostosos. Enfim, o que importava é que ainda tinha um saquinho reserva e logo estaria em Hogsmead... pelo que me contaram sobre doces ali, seria sim muito divertido conhecê-lo (e mais do que isso, se desse tempo eu visitaria tudo quanto era loja e estabelecimento).

Por isso, quando demos o ponto de partida, eu fui bem centrada em meu objetivo. Tão centrada que quarenta minutos depois, após dar uma volta geral para conferir o que tinha, atravessei a porta do Dedos de Mel. Na mesma hora meu estômago criou vida, em resposta aos componentes de doces que faziam presença no ar da loja, muito confortável mesmo estando quase cheia. Tinha tanta coisa maluca ali, e tão divertida, que por uns instantes não sabia se era efeito especial ou magia. Na verdade, o que mais me chamou a atenção foi a simulação de um boneco que mastigava um doce e então assoprava ao ponto de criar uma bolha azul, tipo chiclete, mas com aquele efeito bem particular... tanto que fui direto até ele, curiosa pra saber qual era o produto, aproveitando pra eu mesma mastigar uma bala que alcancei ao enfiar a mão no meu saquinho [ele tinha uma alça para que eu não precisasse segurar]. Meu estômago não parava de funcionar.


─ Quero provar tudo! Todas as coisas dessa loja, parecem tão boas... ─ Murmurei, um pouco alto, nem me ligando que tinha um menino próximo, fechando os olhos e inspirando o ar daquele ambiente. Na verdade, estava tão perdida nos desejos e pensamentos que me assustei um pouco quando ele se aproximou, com uma frase que meu cérebro só foi processar depois que meus olhos estavam arregalados pelo susto. ─ Oi?! Ah, desculpa... Não percebi que você tava aí. ─ Respirei fundo, sorrindo pro menino, que agora oferecia um doce. Ainda bem que eu tinha braço direito, porque aí poderia pegá-lo se ele oferecesse outra vez... ─ Mas não, nunquinha! ─ E saí pegando, na verdade, porque meu estômago mandou. Desculpa se fui mal educada, a vontade foi mais forte. ─ Tem mais aí? ─ Perguntei assim que terminei de prová-lo, já com os lábios curvados para um sorriso, tão bom era o doce que me foi oferecido.

─ Eu me chamo Tigerlily, aliás. As pessoas me chamam de Tiger... Primeiro ano, lufana, uma das cozinheiras da comunal. ─ Tinha gente que me conhecia em Hogwarts pelo fato que eu cozinhava, além, obviamente, da inexistência de um de meus braços. Não que aquilo importasse muito, mas facilitava as apresentações. ─ Prazer, May! E eu posso te dar algumas caixinhas de doces... É minha especialidade, na verdade, só que eu não sei fazer esses com efeitos legais. Aliás, minha especialidade depois de bolos. ─ E agora sim sorri, mesmo com o risco de ter sujeira nos dentes, pensando nos bolos tão bons que eu fazia com a mamãe. De vez em quando eu pensava nela. ─ Aliás, aceito a oferta. ─ Observei-o mais um pouco, pensando no que ele tinha a me dizer... bruxos, bruxos... quão interessantes podem ser? Muita coisa, pelo que eu via sempre.



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Re: Honeydukes [Dedosdemel]

MensagemReino Unido [#175518] por Wendy Bloom » 22 Mar 2017, 12:13

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Com uma folga em sua escala de trabalho no hospital, Wendy tinha resolvido dar uma volta por Hogsmeade. Depois de tantos anos longe dali, um sentimento de nostalgia atingiu a garota que anteriormente fora sonserina. Fora ali muitas vezes, tanto com a mãe e seu irmão Peter, quanto com Auriel, seu antigo namorado e primeiro amor. A menina ainda conseguia recordar de seu rosto e quando fechava os olhos, podia ouvir o som doce de sua risada, essa tão rara que a pequena lembrança sempre fazia nascer lágrimas nos olhos. Muitos anos se passaram e, mesmo que ainda sentisse o coração bater sempre que se recordava de Hogwarts, ela não era mais uma menininha e, talvez por isso, tenha piscado algumas vezes para se livrar dos pensamentos. Conseguiu por alguns instantes, até sua mente trazer as memórias de outras pessoas que uma vez foram importantes para ela em algum momento.

Sebastian, mais conhecido como Saw, e sua habilidade de falar com cobras, que a ajudou a entender como era falar com animais. Uma habilidade em comum, mas que ao mesmo tempo era totalmente diferente. Ele também a fazia rir com facilidade, pois era a pessoa mais atrapalhada que a inglesa tinha conhecido. Tinha ouvido falar que o lufano trabalhava no Ministério da Magia, mas nunca mais ouviu notícias do mesmo, o que a deixava preocupada. Mikhail que parecia o mais sério todos, também fazia parte da história da menina, mesmo que não diretamente. Por uma coincidência do destino, quando a inglesa fora para Durmstrang, Mik também fora transferido, mas os dois se tornaram rivais, algo que veio desde a época de Hogwarts. Alphonse fora quem ela mais tinha recordações, principalmente por conta do jeito meigo e educado dele. Ele fora uma das poucas pessoas que tratavam Wendy como ela era e não pela casa que pertencia, o que a deixava bem feliz. Quando fora para Rússia, acabou conhecendo a irmã de Al, Ayesha, que dividiu a mesma mansão que ela durante os anos que permaneceu na academia militar. Talvez Alphonse fosse um dos poucos que realmente faziam falta para a ruiva, mesmo que ela não percebesse.

As memórias vinham tão rapidamente, que ela não percebeu por onde andava e, só parou de se movimentar quando o cheiro tão conhecido fez seu estomago roncar. O sabor doce das maravilhas daquela loja a perseguiam por todos esses anos, pois não encontrou em nenhum outro lugar uma loja tão cheia de perfeições como aquela. Um pequeno sorriso de lado apareceu em seu rosto bem no momento em que seus olhos focalizaram a entrada da Dedos de Mel. Um pequeno doce não faria mal a ninguém, principalmente depois de tantas lembranças que resolveram aparecer. Delicadamente, Wendy seguiu em direção a loja, tomando o cuidado para não atropelar as pessoas que se encontravam na rua, mas como se fosse uma brincadeira do destino, acabou dando um pequeno encontrão num distraído, que a fez perder um pouco o equilíbrio. "Mil perdões... Não o vi pelo caminho, estou distraída."A inglesa começou a se desculpar, sentindo suas bochechas corarem devido ao acontecido. Suas mãos estavam nos braços do rapaz, que notou ser maior do que ela, de modo que precisou levantar a cabeça para encontrar seu rosto. Os braços fortes do homem estavam apoiando a inglesa, e eles foram os responsáveis por evitar que ela caísse no chão, quase como um abraço apertado de proteção. "Me perdoe, de verdade.. Não fiz por mal... Você está bem?" A preocupação dela surgiu mais uma vez, assim como sua falta de atenção. O garoto, que então viu não ser tão mais velho do que ela, era muito bonito, o que resultou em suas bochechas ganhando num tom mais avermelhado.

A delicadeza e educação do rapaz, fez com que a ruiva ficasse alguns minutos sem respirar, retornando tão rápido quanto saiu. Mas o que chamou a atenção dela, não fora a beleza ou educação, mas por ele ter dito seu nome. Uma pequena careta de confusão dominou a face da menina, até que finalmente conseguiu associar o rosto ao nome. "Alphonse? Nossa! Quanto tempo!" As palavras saíram com animação e um pouco de nostalgia. Era um pouco engraçado imaginar que logo naquele dia, após as lembranças que teve, encontrar o alemão. "Que surpresa te encontrar.. estava pensando em você agora mesmo!" O abraço que surgiu trouxe um pouco de calma ao coração da inglesa, que se encontrava agitada devido aos pensamentos anteriores. O cheiro dele também ajudou ela a ficar mais tranquila, esquecendo um pouco a vergonha que havia sentido com o encontrão. "Estava indo na Dedos de Mel, você quer me acompanhar? Assim podemos conversar um pouco mais!" O convite fora proferido sem sequer ela ter conseguido pensar, mas não estava preocupada numa recusa, mas porque ela não queria atrapalhar os planos do antigo lufano. Quando o mais velho aceitou, Wendy abriu um sorriso ainda maior, controlando a vontade de abraçá-lo mais uma vez. "Mas me diga, por onde andou?"



With: Alphonse <3
Wendy veste: essa belezinha
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Re: Honeydukes [Dedosdemel]

MensagemRussia [#175955] por Uri Yuriev » 06 Abr 2017, 21:09

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I want candy!
_________________________________

I want candy!
Parte I


Andava com um sorriso largo estampado no rosto levemente corado diante da animação de, finalmente, poder sair para passear sem o restante da turma. Segurava o braço de Alik com a mão esquerda, assoviando levemente alguma melodia qualquer antes de virar o rosto na direção do mais velho. –Você ‘tá animado, Alik?– Indaguei, fugindo as minhas próprias regras de usar o inglês durante toda a nossa estadia ali, questionando-o então na nossa belíssima língua mãe. – Eu nem consigo acreditar que papai me deixou ir mesmo. – Comentei, com um ar deveras sonhador. Eu estava feliz e realmente não via razão alguma para deixar sequer de mostrar aquele sentimento.

Aliás, se dependesse de mim estaria gritando aquela vitória aos sete ventos. –Estava pensando...– Retomei a fala, dando levemente de ombros diante do silêncio costumeiro do mais velho, no entanto naquele dia nem mesmo aquilo parecia capaz de abalar minha recém descoberta alegria ferrenha. –Nós poderíamos ir na Dedos de Mel, que é aquela loja que todo mundo vive falando sobre e... sei lá, depois a gente bem que podia ir na Casa dos Gritos de novo.– Sugeri, de novo dando de ombros diante da pergunta do mais velho. – Por que? Bem... sei lá, deve ser diferente, mais legal ir lá quando não é em aula.– Respondi calmamente, abrindo um sorriso travesso no rosto logo em seguida, -Além disso... seria divertido quebrar as regras de algum lugar.– Conclui, com um ar jovial, digno de qualquer pestinha da minha idade.

No entanto, compreendia a resistência do mesmo diante da ideia. –Bem...– Comentei, pigarreando na tentativa de mudar de assunto, - Tudo bem. Aquele lugar não tem graça mesmo, né? Digo, a gente foi lá uma vez e não achou nenhum fantasminha, só fadas mordentes. Não tem motivo pra achar alguma coisa lá agora.– Refleti, de maneira calma. – Acha que a gente pode ir no Três Vassouras então? O-ou.... ou na Zonkos? AH! E que tal o memorial e...– Então me calei, diante da breve represália do mais velho sobre estar falando muito e alto demais. Senti as bochechas corando, dando de ombros e sorrindo.

- Desculpa, Alik... É que eu tô feliz. – Adiantei-me em me explicar, mesmo sabendo que não era exatamente necessário. –Papai nunca deixou eu sair sozinho só com vocês. Sempre tinha mais alguém e... Sei lá, me dá uma sensação de liberdade, sabe? – Indaguei, mantendo o rosto voltando pra frente, mal tocando o solo com a bengala na mão direita. Eu confiava em Alik para me guiar, obviamente, mas o trajeto tinha tantas pedrinhas no caminho que o mesmo acabava por ser irregular demais para alguém que não tinha a capacidade de enxergar para não tropeçar. Resultado? Depois da terceira vez que quase levei nós dois para o chão, estiquei o aparato de aparência extremamente trouxa.

-Se bem que... – Comentei, perdendo-me em pensamentos e apenas voltando alguns segundos depois, com a pergunta de ‘Se bem que o que?’ de Alik, o que me fez morder levemente os lábios diante de uma leve apreensão. –Se bem que a gente está realmente sozinho? – Perguntei, em tom baixo, me aproximando o suficiente do príncipe para esbarrar o corpo no dele, a fim de segredar-lhe tais palavras. – Não... parece exatamente como um feitio do senhor nosso pai, deixar nós irmos a algum lugar inteiramente sozinhos.- Estava tão acostumado a ser vigiado, que aquela ausência de atenção extra chegava até a me incomodar um pouco.

Junto com ela sentia também uma leve paranoia de estar sendo observado, muito embora compreendesse a presença de muitas outras pessoas ao nosso redor e que realmente não estávamos sozinhos ali. Nessa altura do campeonato, na verdade, admito não ser capaz de dizer se tinha medo de estar completamente sozinho, ou de não estar. Tais pensamentos, no entanto, foram interrompidos com o gentil badalar de um sino acompanhado do cheiro absurdamente doce da Dedos de Mel. –Acha que deixam a gente experimentar os doces antes de escolher?– Perguntei, curiosamente, sentindo a boca salivar diante daquela mera expectativa.


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Re: Honeydukes [Dedosdemel]

MensagemRussia [#176044] por Alik Yuriev » 12 Abr 2017, 10:15

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    Se não fosse pela insistência e ansiedade de Uri em sair e visitar finalmente o vilarejo próximo às dependências da escola Britânica, certamente estaria fazendo algo mais produtivo naquele final de semana. Algo que não fosse caminhar vagarosamente por aquela estradinha de pedras naquele exato momento para ser sincero. Mas no fim das contas não podia puxar o tapete do pobre menino ao meu lado que e jogado um balde de água fria em seus planos.

    A semana que havia se passado, tirando uma ou outra aula proveitosa de feitiços, havia chegado a um momento de meditação onde simplesmente concluí que estava ficando “mole” por estar naquela escola. Não querendo retornar ao discurso do quanto Durmstrang sem sombra de dúvidas era incrivelmente melhor que Hogwarts, mas se comparado o nível de cobrança e dificuldade das aulas e atividades aplicadas na instituição na qual estudávamos agora, sentia que até mesmo os treinamento em casa eram muito mais proveitosos. Tinha medo de aos poucos acabar ficando fraco se comparado aos demais irmãos, até mesmo a gêmea que teve oportunidade de continuar na escola russa, e justamente por isso preferia estar aproveitando melhor o final de semana quem sabe até mesmo usando o irmão mais novo como alvo para alguns feitiços que sabia não ter dominado totalmente. Uriah estava acostumado com aquilo não é? Também serviria para si o treinamento.

    “Animado?” Observei de canto de olho o mais novo enquanto caminhávamos a passos de lesmas, pelo menos para mim, analisando mentalmente o nível de animação em que o garoto se encontrava e o quanto havia ficado irritantemente mais falante que o normal. Porém aquela euforia toda era compreensível para alguém de sua idade – como se eu fosse muito mais velho-. Não era a primeira vez que via Uri alegre daquela forma, também não era a primeira vez naquele ano que tal observação me lavava a refletir sobre o quão interessante deveria ser estar naquele êxtase de sentimentos incompreensível pelo menos para mim.

    - Hun?- Estreitei os olhos na direção do irmão, arqueando uma das sobrancelhas diante da simplória ideia do menino em voltar aquela casa pobre caindo aos pedados que nada tinha de atrativo a menos que você desejasse morrer de tétano por algum prego enferrujado ou, bem melhor dizendo, de infecção por alguma mordida.– E porque você pensa que voltaríamos aquele lugar?- Ah como era relaxante falar nosso idioma sem precisar da preocupação constante em pronunciar corretamente o inglês carregado de sotaque russo. – Uri, estudamos em uma escola com vários fantasmas, já lhe falei isso antes. O caminho até esse vilarejo é longo e não tem mesmo porque ficar perdendo tempo em uma casa velha onde já fomos, já quebramos as regras e não havia nada interessante.- Encarei-o por mais alguns segundos, torcendo levemente os lábios e revirando os olhos diante da estranha sensação incômoda no peito e do desconforto na garganta.

    - Hunf! Você fala demais, Uriah.- Bufei apertando um pouco mais o passo para que aquela caminhava acabasse o quanto antes. Por não aguentar mais o ruivo falante? Talvez, mas no fundo parte de mim apenas queria que o mesmo chegasse logo a todos aqueles lugares que tanto ansiava e desfrutasse da felicidade de finalmente chegar lá. No fundo, bem no fundo, num lugar incompreendido do meu ser, talvez tivesse consciência de que eu mesmo poderia desfrutar da mesma alegria e euforia ao nível do mais novo apenas observando-o naquele estado. Afinal de contas era o mesmo que fazia em companhia da gêmea e como papai havia dito: observar é a melhor maneira de aprender e compreender não é? Neste caso, tirava deles o mínimo de prazer possível observando suas reações diante de algo, buscando simular em meu consciente tais sentimentos nem que fosse de forma totalmente robótica, o que podia me fazer ser alguma espécie de sanguessuga, mas fo**-se.

    Não queria ser rude, mas ser bombardeado por perguntas embebidas de euforia me deixava desconfortável e infelizmente não sabia ser menos rude que aquilo. – Sei.- Respondi automaticamente voltando meu rosto na direção do garoto. Na real aquele comentário apenas reforçava o que havia concluído antes de aceitar sair para aquele passeio. Aquilo não era apenas um passeio, não para meu irmão.

    - Se bem que...? Se bem que o que?- Novamente saia daquele breve momento de ternura e compreensão tão raros de minha parte, alteando o tom de voz novamente imaginando que a seguir o menino fosse dizer algo do tipo: “Não estou sozinho, me deixa sozinho.” Ou coisa do gênero e se o fizesse acertaria um coque na cabeça para aprender a não ser tão idiota em pensar que realmente o largaria sozinho por ai. Era meu pescoço na forca imaginária que nosso pai havia implantado em minha mente se algo acontece a Uri, mas naquele ânimo todo do mais jovem não me admiraria se de repente se tornasse um rebelde desbravador independente repentinamente.
    Porém a observação feita por este me fez arregalar os olhos diante a obviedade. – Não... Realmente não parece ser.- Sussurrei analisando rapidamente a ideia em minha mente e observando os alunos em volta que também caminhavam em direção ao vilarejo que naquele momento não encontrava-se mais tão distante.

    - Não estranharia se nosso pai tiver colocado pelo menos um espião atrás de cada um de nós.- De fato, se já era difícil vigiar e controlar todos os filhos dentro de uma mesma casa, imagine espalhados pelas três escolas? O fato agora era que não conseguia pensar em nada além de que qualquer um ali pudesse ser um espião russo em potencial contratado para vigiar cada passo dado, o que era no mínimo incômodo. – Se não deixar, a gente compra um de cada que der pra comprar com o dinheiro.- Ainda levado pela neurose de estar sendo observado, empurrei o mais novo para dentro da loja de doces encarando as pessoas que caminhavam alheias pela rua, encarando de cara feia qualquer um que se quer olhasse em nossa direção pelo vidro da loja mesmo que de fato a pessoa não estivesse realmente nos olhando.

    - Não saia de perto de mim Uri.- Passei a mão por sobre os ombros do mais novo, apanhando no chão próximo ao balcão uma cesta onde pudéssemos colocar os doces sem afastar completamente a ideia anterior, olhando de canto agora as pessoas no interior da loja. – O que você quer ver primeiro? No balcão tem bombons. -

    Se existisse um espião a nosso encalço, definitivamente descobriria.
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Re: Honeydukes [Dedosdemel]

MensagemRussia [#176215] por Uri Yuriev » 19 Abr 2017, 05:24

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Parte II


Podem me chamar de mal caráter, de peste ou o que quiserem, pois não vou negar que boa parte disso seja verdade. Mas, entenda meu lado, que garoto não viria naquela situação uma oportunidade de zoar o irmão? Era óbvio que eu sentia certo medo, aliás nem isso. O que eu sentia era uma certa, hum, apreensão estaria melhor verbalizada, diante da possibilidade de estarmos sendo de fato vigiados por alguma alma enviada por meu pai. No entanto, diante daquela ideia, eu obviamente havia me precipitado, chegando a explorar mentes alheias durante alguns poucos segundos a fim de tentar detectar qualquer coisa estranha. A caminhada, porém, fizera seu papel de me distrair com maestria, de tal modo que o plano de procurar de fato algum espião fora abandonado com rapidez.

O negócio é que, convenhamos, era muito mais divertido assim. É claro que aquela paranoia nos seguiria pelo restante do passeio, tanto quanto nos daria a possibilidade de tentar escapar de algo que sequer sabíamos se existia ou não. “ É quase como ser um fugitivo da Interpol. ” Refleti, com um ar conspiratório, reprimindo um riso diante da sequência de ações do mais velho. Veja bem, eu normalmente não era um garoto mimado qualquer, no sentindo que criava qualquer ocasião para que tivesse a atenção de alguém colocada em mim, mas aquele ‘semi-abraço’ do russo era... curiosamente reconfortante, de modo que calei-me durante alguns bons instantes, apenas assentindo em resposta ao lembrete de permanecer perto dele.

Em uma ocasião normal, eu teria dito que não tinha outra opção, naquele instante – however – tudo que conseguia fazer era relaxar diante do toque, aproveitando cada mínimo segundo do calor daquela doce neurose. Me chame de estranho, eu aceito. Admito também, como admitiria tantas outras coisas, mas Alik não era uma pessoa calorosa. Não era o tipo de irmão que você viria abraçando os demais, ou mesmo interagindo de algum modo mais íntimo, visto que era extremamente comum que me mandasse calar a boca, logo aquela simples ação utilizada por ele para me manter perto equivalia quase a um presente de aniversário. –Bombons? – Repeti, piscando algumas vezes para voltar ao normal, ainda atordoado com o meio que o outro agia.

- Ah eu quero algum com morango.– Respondi enfim, voltando ao normal assim que percebi que continuar naquele estado aéreo – muito provavelmente – faria com que o outro se preocupasse. Abri um meio sorriso, dobrando a bengala e guardando-a no bolso para que não esbarrasse em ninguém ali no meio. –Ou... que acha de a gente comprar os doces mais estranhos que tem aqui? E... Já sei! Eu quero, definitivamente quero, feijõezinhos de todos os sabores e um sapo de chocolate, você pode ficar com a figurinha.– Comentei, eu obviamente tinha interesse em montar alguma daquelas coleções bobas, mas veja bem. A graça de montar a mesma, era exatamente ficar olhando pra ela, o que sabemos bem que não acontecia comigo.

Pelo menos não do jeito tradicional. –Eu fiquei sabendo que tem uns doces aqui que fazem a gente soltar fogo... – Comentei, pensativo. – Pensa bem, seria beeeem legal ser um animago que vira um Dragão de Komodo e comer um doce desses, ai a pessoa ia ser quase um dragão de verdade, não acha Alik? Digo, ela ia ser um dragão e ia soltar fogo... – Pausei, imaginando que o mais velho – muito provavelmente – estava revirando seus olhos para mim naquele exato instante, -E com uma bala dessas seria muito mais fácil acender bombas de bosta, que eu sugiro ser a próxima coisa que nós deveríamos comprar.– Segredei-lhe, em tom baixo, com um sorriso deveras travesso, esperando que minha molequice conseguisse comprar o mais velho.

Verdade seja dita, o Yuriev ali precisava se divertir urgentemente. –Fora que... – Me aproximei um pouco mais do mesmo, quase o fazendo tropeçar e nos jogar no chão, -Esse seria o teste perfeito para saber se o czar mandou alguém atrás de nós, não acha maninho?– Indaguei, usando do melhor tom conspiratório, - Porque nós estamos falando russo e claro o suficiente para qualquer pessoa perto de nós ouvir. Então... acho que se realmente tiver alguém atrás de nós, eles certamente vão impedir a gente de virar isqueiro vivo só para empestear a escola com o doce cheirinho de estrume.– O que para mim não era exatamente ruim. O cheiro, normalmente, lembrava-me do odor característico do estábulo, o que remetia docemente a momentos razoavelmente felizes com os companheiros de cascos em casa.

-Até lá, vamos começar com coisa simples. Bombom de morango, limão e maracujá, sapo de chocolate e feijõezinhos. Tá?


O que o garoto 'vê',, -O que o garoto ouve-, -O que o garoto diz- e o que o garoto "pensa" .
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Re: Honeydukes [Dedosdemel]

MensagemRussia [#176667] por Alik Yuriev » 22 Mai 2017, 11:33

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    A preocupação com o fato de estar sendo vigiado era tamanha que com a resposta positiva do mais novo prontamente me via escolhendo os bombons com bom grado e enfiando-os na cesta que tinha em mãos pensando duas vezes se realmente colocaria ali junto um delicioso bombom de morango e pimenta que segundo a embalagem prometia fazer a pessoa ficar vermelha. O pensamento de ver Uri urrando por água e assumindo cor de tomate era tentadora, mas e se o isso acontecesse ali no meio da rua? Lógico que a ideia de um castigo em casa me atormentava suficiente para me obrigar a deixar o embrulho em seu respectivo lugar

    - Feijõezinhos? Hum!- Voltei a caminhar puxando levemente o mais novo junto, querendo ou não com calma pela falta de espaço nos corredores da loja abarrotada de outros alunos. – Pode ser apenas um sapo? Não estou a fim de comer isso e se for ruim vamos ter desperdiçado tempo e dinheiro. – A pergunta fora retórica e antes que o ruivo responde-se simplesmente já havia posto a caixinha na cesta, anotando mentalmente o valor de cada item somando-os para que ainda sobrasse dinheiro suficiente para ir a Zonkos, porque se dependesse de Uri gastaríamos facilmente toda mesada em doces e aponto de parar na enfermaria com alguma indigestão.

    – Mais alguma coisa? Uriah, eu realmente quero sair logo dessa loja.- Levar um esbarrão de algum aluno impaciente a cada dois passos não era agradável e podem achar loucura, mas tinha a leve impressão que as pessoas ali dentro davam triplicado e quanto mais pessoas maior aquela sensação estranha de estar sendo observado e mais constantes eram os arrepios na nuca. Definitivamente odiava aquela ideia. – Pena que não podemos vir durante a semana, aposto que é muito mais calmo sem essa multidão.- Comentando com o mais novo fazendo uma espécie de “barreira” com o próprio corpo para proteger o mais novo enquanto fazia questão de esbarrar e empurrar quem encontrasse pela frente abrindo caminho até o caixa da loja. Pegando um ou outro pirulito pelo meio do caminho, inclusive um algodão doce.
    Voltando a fazer o mesmo percurso anteriormente, desta vez rumo às ruas do vilarejo finalmente respirando aliviado ao cruzar a porta.

    – Desculpa, aquilo estava ficando cheio e você demora muito para escolher.- Precisava justificar e porquê apressar o mais novo? Lógico que não, Uri sendo mais novo deveria no mínimo apenas me obedecer, mas a cara que o menino sustentava deixava claro que havia ficado irritado e aquele passeio era para ele não é? Mesmo que no fundo, bem no fundo também estivesse em distraindo de alguma forma e tivesse um interesse na loja de logros e brincadeiras, ainda assim o passeio era para ele se divertir. – Toma, na próxima compramos mais, esta bem?- Entreguei o palitinho com o doce macio como algodão nas mãos do menor. – Eu escolhi, todo mundo gosta de algodão doce não é? – Neste caso o “todo mundo” não se enquadrava a mim, obviamente. – Claro que foi pra você, sabe que não gosto de doces. Bem, vamos.- Voltei a passar o braço sobre os ombros do outro, puxando-o em direção a próxima loja, observando-o comer satisfeito o doce e a mudança de humor que aquilo havia lhe causado como se fosse alguma espécie de droga e vamos dizer que quase quaaaaase ria junto. Talvez por dentro. Novamente esquecendo por alguns minutos a ideia maluca do espião.

    - Então, o que mais vamos por na lista além da bomba de bosta?- Não iria estragar as expectativas do irmão com o item mais cobiçado pela maioria dos meninos da nossa idade quando se tratava de fazer brincadeiras, ja conhecia bem o ítem, inclusive havia pago um valor absurdo a um aluno do 4º ano pra conseguir uma belezinha daquelas algumas semana antes e me vingar de um certo aluno no banheiro. Coisa que Uri se quer sabia ou precisava saber.




Off: Awn,ele quaaaase, quase, quase riu. <3 .wown
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Re: Honeydukes [Dedosdemel]

MensagemFranca [#179599] por Jennyfer Gwaine » 14 Set 2017, 23:02

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- 01 -


Não era comum a Inglaterra. Não era comum estar sob céu e clima britânico, mas era uma necessidade. Algo sobre meus pais precisarem ir a reuniões com alguns figurões importantes, o que levava a mim e minha irmã para um tédio absoluto. Mas eis que as férias chegaram, então porque não aproveitar? Hogsmeed era bastante conhecida por todos nós do mundo bruxo e, por morar tão longe, era difícil aproveitar o que tinha por lá. Mas não dessa vez. Eu aproveitaria da melhor maneira possível, desde que parecia ser o único lugar divertido em todo o país do chá das cinco.

Mas antes de sair com minha irmã, eu aproveitei o piano do grande salão que tinha ali. Era com uma cauda especial e tinha todas as teclas tão afinadas.... senti a nostalgia das minhas aulas voltando e minha rude professora me mandando recomeçar tudo, já que era algo sobre uma peça importante no final da semana. Eu tinha meus oito pra nove e meus dedos ainda eram curtos, mas isso não era problema. Compreendia a música como nada mais no mundo inteiro e então, de repente, parecia ser algo tão longe da minha rotina atual, que nem mesmo lembrava da última vez que tinha tocado. Até agora.


xxx


Uma carta depois e estava na DedosdeMel. Compraria todo o necessário para seu piquenique com Oliver dali a alguns dias. Pensar nele, me fez sorrir feito idiota por alguns segundos. Era estranho estar com alguém diferente e, ao mesmo tempo, divertido. Ele parecia querer minha companhia sempre que possível, e fazia parte de uma historia engraçada, nunca estava sem jeito na minha presença e não me deixava sozinha, se tivesse oportunidade de ficar comigo. Eu gostava de atenção e, ter a dele, estava me deixando mais acostumada do que gostaria de admitir.

Claro que, para algum desavisado, eu estava caindo de amores, mas não era isso. Eu me negava a deixar que algo tão rápido acontecesse, ainda mais agora que pretendia ter outra vida, outros planos e voltar a ser o que, se chamava, de liberdade. Mas eu gostava de Oliver, gostava ao ponto de me imaginar beijando-o. Para minha amiga, atualmente comprometida com alguém que não era eu, Isabelly Blanch... eu estava demorando demais para pular no pescoço do rapaz, mas pensando bem, nunca é bom apressar nada. Ou era?

Enquanto pagava tudo, comecei a me perguntar como seria ficar próxima dele, corpo a corpo como no baile e um arrepio de repente subiu por mim de uma maneira diferente. Era a maldição do décimo sexto, ou algo como isso. Não seria possível que os hormônios resolveriam aflorar justo agora, depois de alguns garotos e uma vida inteira de erros? Bom, apesar de estar sob negação, eu queria mesmo curtir a nossa amizade, um pouco além dos limites dela. Afinal de contas, que mal teria em ter os que os trouxas chamam de amizade colorida? Para o meu bem, esperava que o rapaz pensasse o mesmo.


Notes: Que post aleatório! aushauhsauhs
Tags: OliverL;
Para fins interpretativos, ela usa isso.
JoshBentley.
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