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Floreios e Borrões

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Re: Floreios e Borrões

MensagemEstados Unidos [#154857] por Sebastian Ramshaw » 14 Jan 2016, 02:43

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    – O dia estava bastante agradável, incialmente eu tinha planos para repassar o meu estudo e revisar alguns pergaminhos onde anotei tópicos importantes que poderiam vir a cair no meu teste para o emprego que queria conseguir no Ministério da Magia. A prova seria dali a poucos dias, então eu tinha que me preparar, contudo, também precisava respirar um ar fresco e esticar as pernas, sair um pouco do Caldeirão Furado, fora que ainda pretendia visitar July e conhecer o restante da família. Mas queria primeiro conseguir o emprego, causaria uma excelente primeira impressão, chegar lá e informar que estava trabalhando no Ministério. – O que sera que ela esta fazendo agora? – Fiquei parado, olhando para uma vitrine do apotecario, sentindo uma vontade crescente de apanhar o meu espelho de dois sentidos e chamar por ela.

    Tiger me fez voltar a terra, chamando minha atenção, era hora de ir para a próxima loja. Como de costume, apanhei uma parte dos itens que a pequena adquiriu na loja. Continuamos a caminhar pela calçada, entretidos em uma conversa animada. – Você deve se divertir muito, uma vez eu tentei preparar biscoitos, acabei sujando toda a cozinha, o Sr. Thomas, nosso mordomo, foi quem teve uma trabalheira para arrumar tudo junto com os empregados. Minha irmã, que alias você lembra muito ela, certa vez explodiu o forno da cozinha, ela é bem arteira. – Meu sorriso apagou por um momento, sentia saudade de Charlotte, por mais que ela me enlouquecesse, costumasse invadir meu quarto, mexer nas minhas e ficar me chamando de “Sebby”, eu a amava, lembro do dia em que a amiguinha dela a envenenou sem querer, utilizando veneno trouxa, todos na mansão ficaram loucos, felizmente a Tia Leah conseguiu chamar um médico trouxa que conseguiu criar um antidoto.

    Novamente estava distraído com os meus pensamentos, porem voltei minha atenção quando adentrei a floreiros e borrões, minha loja preferida de todo o Beco Diagonal. – Sabe, Tiger? Você tem razão, amo esse lugar desde a primeira vez que coloquei os pés aqui, sempre com livros de ótima qualidade.... Ah, eu amo o cheiro de livros novos. – Respirei fundo, sentindo o cheiro do lugar. – Bem eu costumo ler feitiços de historia, transfiguração, feitiços, defesa contra as artes das trevas, herbologia e até mesmo poções. Também arrisco Runas Antigas e Aritmancia... Mas nunca li ficção. – Comentei indo ajuda-la a apanhar os livros necessários para o ano escolar. Dessa vez era Tiger quem indicava os livros e eu ia apanha-los para ela, conforme indicava a matéria e o nome do livro.
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Sebastian Ramshaw
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Re: Floreios e Borrões

MensagemInglaterra [#155229] por Sarah Scarlett Maison » 18 Jan 2016, 00:41

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    Never felt like this before are we friends or are we more?
    As I’m walking towards the door I’m not sure

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    DESAFIO DO LUFANO

    Vestindo um look novo da cabeça aos pés, Sarah Maison sabia que teria que ter bastante jogo de cintura naquela manhã para fugir das inúmeras perguntas de sua melhor amiga Lola e também das indiretas de Lucian. Se usando as roupas velhas, qualquer coisinha era motivo de burburinhos, imagine agora com jeans novo, boots vermelhos de camurça e um casaquinho preto básico, porém rente ao corpo. Tudo isso pelo simples fato dela e Lucca decidirem, às pressas na noite anterior, que usariam o tempo livre para dar uma volta no Beco Diagonal.

    Por sorte, o rapazinho em questão também parecia estar querendo fugir de perguntas indiscretas e ambos acordaram mais cedo que o de costume para tomarem o café da manhã. Os olhos castanho-esverdeados de Sarah reluziram ao ver Lucca e o sorriso desabrochou como um pequeno botão de rosa na primavera. Ela mexeu em seu cabelo quase involuntariamente, tentando mantê-lo arrumado e o abraçou suavemente com um carinho singular.

    - Bom dia – exclamou sem conseguir conter sua felicidade. – Acordou cedo também? – A pergunta escapuliu de seus lábios antes que ela conseguisse conter suas palavras. Não queria chamar a atenção para aquele passeio dos dois, não queria demonstrar que estava ansiosa e que tinha acordado mais cedo que o de costume para fugir de Lola e suas perguntas a respeito dos dois. Suas maçãs do rosto ficaram coradas e ela desviou um pouco o olhar para o donut que estava em cima da bandejinha prateada.

    - Fico feliz que não esteja nevando. Não sou muito boa com essas coisas de andar com gelo no chão – falar sobre o clima era a escapatória número um dentre cem por cento dos seres humanos.

    É legal saber que nossos responsáveis já confiam em nós o suficiente para nos deixarem ir sozinhos ao Beco – Ela iniciou outro assunto já sentando ao lado dele à grande mesa da Lufa-Lufa no salão principal. Poucos eram os que estavam ali, então, mesmo agitada, Sarah falava baixo. – John não aceitou logo de cara não, acho que agora ele e meu pai tem brincado de inverter os papéis. Ele tem ficado com ciúmes de... dos meus amigos. Mas meu pai ficou tranquilo quando soube que eu não ia sozinha – ela sorriu mais uma vez.


    Era raro encontrar o beco mais famoso do mundo mágico com poucas pessoas. É claro que isso aliviou a tensão da menina, uma vez que era muito mais fácil andar sem ter que pedir desculpas e/ou licença a cada encontrão. A escolha daquele local era bastante pontual, Lucca precisava comprar alguma coisa na livraria, enquanto ela precisava fazer uma visita para comprar novos ingredientes para poções. Acharam, por bem, começar pela livraria. Como era a loja mais conhecida, não dariam sorte ao azar de ter que retornar ali e ela estar abarrotada de gente.

    Assim que o rapaz, gentil como sempre, abriu a porta para que ela entrasse primeiro, seu coração disparou. Sarah já tinha entendido que o que sentia por ele era muito diferente do que sentia pelos seus outros colegas de casa. Lucca era especial, fazia com que todas as células de seu corpo entrassem em um estado de euforia incontrolável, travava o ar em seus pulmões, fazia sua língua se enrolar quando falava e, acima de tudo, a deixava feliz independente de qualquer coisa que acontecesse em seu dia. Estar sozinha com ele era um momento tão raro que ela não tinha sentido, até agora, a vontade de pegar em sua mão e nunca mais soltar.

    Enquanto ele escolhia o livro, ela imaginou os dois andando de mãos dadas até a sorveteria. Não precisava de palavra alguma, a menina só queria poder estar perto dele, mas tinha muito medo que esse turbilhão de sentimentos que habitavam seu corpo e sua mente pudesse destruir todos esses quatro lindos anos de amizade entre os dois. Até que ela foi desperta pela voz do rapazinho.

    - Eu?! – Piscou os olhos tentando retomar a atenção ao planeta Terra. – Estou ótima. Só estava tentando recordar se eu precisava de algum livro também. Para não dar viagem perdida, sabe? – Seu rosto estava bem vermelho e suas pupilas dilataram com aquela mentirinha. – Mas acho que não preciso de nada não, obrigada. – Ela sorriu envergonhada.

    - Hey, Luc - ela disse logo depois que o menino voltou a atenção para o vendedor que lhe atendia - você acha que temos tempo para... tomar um sorvete? - Seu coraçãozinho não cabia mais em seu peito. Tinha certeza que ele ia explodir à qualquer momento, assim como estava disposta a fazer qualquer coisa para que aquele passeio não acabasse tão rápido.

    × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × × ×


Lucca S. <3
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Re: Floreios e Borrões

MensagemInglaterra [#155242] por Lucca Sartori » 18 Jan 2016, 01:54

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Desafio Lufano
§05§


Mal havia conseguido pregar o olho na noite passada, sendo que por vezes se viu olhando para o relógio em meio aos cochilos, já que não era daqueles que conseguia conter muito bem a ansiedade. Ergueu-se para aquela manhã em especifico bastante animado, e não era para menos, havia criado coragem de chamar Sarah para lhe fazer companhia até o Beco diagonal. Certo que aquilo não seria bem um ‘encontro’, mas já seria uma grande evolução, sendo que havia se preparado durante toda a semana para criar todo o assunto e conversa que lhe levaria a mencionar o quanto seria chato ir até o mercado bruxo sozinho. O sorriso preenchia sua face de uma orelha a outra, enquanto terminava de se arrumar. Não havia comentado com mais ninguém sobre o passei que iria realizar com a lufana - principalmente Lucian, que em conjunto com Lolla, eram pivôs de vários comentários -, até porque, juntamente com a juventude e amizades adolescentes, tudo era motivo para romance. Ainda mais quando se trava de Lucca e Sarah, pois eram até considerados como casal para alguns.

Assim que alcançou o salão principal, para o desjejum, sentiu-se ainda mais feliz em perceber que a ruiva já estava sentada na mesa destinada a casa de Helga. E recebeu o seu abraço com grande carinho, trazendo um conforto momentâneo dentro de si. – Bom dia! - Mencionou, não podendo deixar de notar o quão bela a garota estava. Deixou brotar em seu rosto as feições abobadas que tanto lhe eram comuns, quando apreciava o jeito meigo que a lufana mexia em seu cabelo. – Sim, caí da cama. – Por um momento pensou em questionar se Sarah havia levantado cedo para irem até o Beco Diagonal, pois ainda estava inseguro consigo mesmo, e aquele comentário da garota só o fez pensar abobrinhas. Porém, manteve-se quieto, até porque as palavras pareciam ainda engasgar em sua garganta, porém para evitar algum descaso, apenas sentou-se à mesa.

Reprimia-se, ainda tentando se convencer que já estava na hora de não se deixar bloquear pelo seu psicológico frágil. – Neve sempre me lembra chocolate quente. – Citou, sentindo um friozinho dentro de si quando Sarah logo mencionou sobre a ida até o local combinado na noite anterior. – Eu confesso que fico um pouco nervoso perto de seu irmão, imagina de seu pai. Acho que eu desmaiaria. – Tentou descontrair, por mais que aquilo não fosse cem por cento suposição.

(...)


A escolha pelo horário havia, de certo modo, sido bem conveniente para o passeio naquela manhã. E pela data, sabia que a movimentação no local estaria não tão impossível de andar e respirar ao mesmo tempo, mas nada se comparava aos dias que precediam o ano letivo. Seus passos eram calmos e serenos, pois não estava com nenhum pouco de pressa de voltar para Hogwarts. Pois quando estava ao lado de Sarah, o tempo era apenas algo supérfluo, ou mesmo algo a ser esquecido. Cada minuto com ela era aproveitado com muita satisfação, e quase a todo o instante se via questionando consigo mesmo se a jovem Maison sentia o mesmo. Aquele dilema era uma tortura para Sartori, como se fosse o sufocar a qualquer instante, mas sabia que para tudo existia a sua hora, e a paciência era uma de suas principais virtudes.

De frente para a livraria mais famosa do mundo mágico, adiantou-se à frente, para logo então empurrar a porta e permitir que Sarah passasse. Tudo era válido para ganhar mais um sorriso amoroso da garota, e este era como um tesouro valioso que sempre precisava ser renovado em sua mente. Em meio as prateleiras, era engraçado ver que não haviam muitas pessoas vagando por ali. Já não visitava o local a algum bom tempo, e já nem lembrava onde se situavam as seções referentes aos contos e literaturas mágicas. Desviando por alguns instantes a tenção da linda ruiva, passava o indicador por entre os títulos que se mantinham expostos na prateleira, analisando bem algum que lhe trouxesse mais curiosidade.

Quando enfim decidiu-se e retomou a atenção para Sarah, percebeu que esta parecia distraída com algo, e de certo modo receou interromper os pensamentos da mesma. – Sarinha, aconteceu alguma coisa? Desculpa está demorando, é que sou meio indeciso. – Questionou preocupado, tentando não expor tanta expressão nas palavras, pois não queria que esta levasse a mal a pergunta citada. – Claro, se você quiser algum livro, eu te ajudo a escolher. – Pronunciou para a garota de maneira animada, navegando dentre daquele seu olhar intrigante e ao mesmo tempo hipnotizante; e quando notou o seu transe, logo desviou o olhar novamente, sentindo que suas bochechas poderiam ter ganhando outra coloração notável.

Aproximou-se do balcão, já de posse de dois livros, retirando de seus bolsos alguns galeões. Havia pegado o suficiente para pagar e sobrar, pois pretendia levar Sarah novamente a sorveteria que haviam ido durante as férias. Só não sabia bem como iria citar a ideia, porém estava planejando tomar uma rota que passasse de frente para o local, e assim se tornaria bem mais fácil a tarefa. Despertou de suas tramoias mentais com a doce voz da lufana, que logo ao ganhar a atenção de Lucca, citou o que lhe passava à mente naquele mesmo instante. – Nossa, Sarah. Era exatamente isto que estava lembrando agora. – Comentou animado, já recebendo a sacola do lojista. – Aquele foi o melhor sorvete que já provei. E será muito bom provar algum sabor novo. – Acrescentou, ao mesmo instante em que caminharam para o exterior da Floreios e Borrões.

Assim que se puseram novamente na rua, uma movimentação repentina de pessoas transpassava, demonstrando que a possível hora do rush havia se iniciado – pelo menos por aqueles lados. De maneira quase que naturalmente súbita - e quebrando algumas barreiras mentais e físicas -, dedicou a mão livre em segurar a de Sarah, conduzindo-a para um dos caminhos que a rua levava, numa tentativa de buscar um espaço mais livre. Não havia tido a intenção explicita de andar de mãos dadas, inicialmente havia apenas tido a intenção de sugerir a direção para seguir até a sorveteria ou mesmo a de desviá-la de um grupo de pessoas que passava, num instinto de proteção. Porém, o tumulto já havia sido superado e Lucca ainda tinha a mão de Sarah presa a sua. Quando notou, não soube bem se o melhor seria soltar ou continuar com as mãos dadas, estava bastante intimidado sobre qual decisão tomar, então apenas aguardou a reação de Sarah. Enquanto em seu peito, os batimentos pareciam ainda mais acelerados do que anteriormente, mas de um modo bom, de um modo diferente.


Com Sarah S. <3<3
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Lucca Sartori
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Re: Floreios e Borrões

MensagemInglaterra [#155505] por Hope Larson » 21 Jan 2016, 23:21

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= Desafio Lufano (34/Noite) =


-Alef, promete que não vai miar daqui em diante. - Os olhos curiosos do gato já envelhecido miravam-me como se a questionar o que fazia ali, perambulando pela cozinha na calada da noite. E ainda que não fosse um motivo maroto, não revelaria-o para meu gato. A verdade é que os pesadelos, cada vez mais menos frequentes, atormentaram-me mais uma vez. As noites em que sonhava eram um dos poucos momentos que realmente pensava sobre o acidente que culminara na perda de meu braço, de modo que decidi não dormir mais e ir direto para a cozinha. O local pouco me era familiar, resultado da viagem que fazia com minha mãe e Alef para Londres. O hotel que nos hospedamos tinha um armário enorme que se transformava em cozinha ao abrir, meu único pedido à mamãe.

Trufas. 35 trufas. Era tempo o bastante para o horário em que mamãe (dormindo no outro quarto) acordaria, a não ser que eu fizesse algum barulho fora do normal. Ainda era meio complicado cozinhar algumas coisas, mas certeza de que prepararia sem problemas. Tinha trazido comigo alguns materiais úteis de cozinha, inclusive os moldes, então sem preocupações. Sendo assim, e se meus cálculos - que quase sempre estavam - estivessem corretos daquela vez eu demoraria o bastante para o dia raiar. Em minha mente, sabia exatamente como aquelas trufas terminariam. Na barriga de bruxos! Isto é, se convencesse minha mãe a me levar ao Beco Diagonal (o que seria meio difícil levando em conta que já tínhamos coisas para fazer a partir do início da tarde).

Convenci. As trufas estavam deliciosas, ao menos sabia pelo cheiro, e minha mãe queria me agradar sempre desde que o acidente aconteceu. Não gostava muito disso, fazia pensar que eu era especial de alguma forma (me recusava a pensar daquele jeito), mas tinha suas vantagens e eu tiraria proveito. Sendo assim, lá estava eu, uma barraquinha frente a floreios e borrões - o dinheiro conseguido iria diretamente para livros -, uma nota do preço (o que arrecadaria seria suficiente para dois livros) em cima assim como o bônus de que a cada 3 a outra era grátis. Não sabia se faria sucesso, por isso apenas 35, mas pensava em voltar com 50 ou até mais se as pessoas gostassem; uma pena que não morava ali para vender alimentos e coisas gostosas sempre, mesmo que fizesse isso em casa. No Beco Diagonal parecia mais divertido.


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Tiger ama cozinhar de madrugada/noite, por ser um horário quieto. E não narrei a chegada dos dois porque não sei como será a abordagem o/
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Re: Floreios e Borrões

MensagemItalia [#155803] por Matteo Romazzini » 27 Jan 2016, 09:20

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        Put our all in it
        Don’t want to be left with the questions, why?

        - POST 1 - WITH JENNYFER GWAINE

        Um turbilhão de pensamentos habitava minha mente enquanto eu jogava uma bola de tênis na parede do quarto e pegava de volta antes de cair. Num paradoxo, enquanto a cabeça funcionava a mil, o meu corpo padecia. Eu estava exausto. Parecia que todo o meu corpo havia sido centrifugado em um daqueles apetrechos de cozinha da mamãe e depois socado com aqueles porretes que açougueiros utilizam para amaciar a carne de segunda. Meus onze anos e todas as matinês que eu tanto freqüentava pareciam ter se desvairado – e eu não duvidava mais sobre alguém ter me dado uma poção de superenvelhecimento.

        A questão é que a viagem de Dunquerque até aqui havia sido cansativa e para piorar, a neve não dava uma trégua. Minha vontade de ir fazer compras em um lugar que eu jamais ouvi na vida, cheio de gente esquisita e – provavelmente verruguenta – me deixava ainda mais transtornado. Não conseguia entender como eu, justo eu, um garoto tão bem afeiçoado, tenho tanta má sorte na vida. Além de ter sido abandonado por aqueles que me geraram, ter sido enganado pelos meus pais e ainda ter sido batizado com um nome ridículo, ainda tenho o desprazer de ser bruxo. Se é que isso é verdade, ainda não consigo acreditar.

        Escutei as três batidas secas na porta. Foi inevitável não revirar os olhos. Estava demorando demais para minha mãe vir me incomodar. Ao que parece, meu pai não estava nem um pouco feliz de ter que me deixar num quarto de hotel sozinho “desnecessariamente”. Não era desnecessário. Não queria ser incomodado. E depois de tantos anos de mentiras – e omissões -, eu MEREÇO ter um lugar meu.

        - Evaporou – gritei malcriado enquanto permanecia jogando a bola na parede, pouco ligando se era permitido fazer aquilo.

        - Henry, querido, nós vamos nos atrasar – insistia a doce voz irritante de Lexia Clementine.

        - Henry é o c****** - sussurrei. Já havia dito para ela me chamar de HD, de Danny ou qualquer coisa, menos desse nome horroroso. Ê familiazinha ruim pra escolher! Pelo menos eu não sou Plínio, igual ao meu primo mais novo.

        - Disse algo, querido? – MISERICÓRDIA. Era pior que o tinhoso. Ela não desencostaria da porta até: a) derrubá-la. b) eu passar por ela.

        - Disse que eu estava louco para ver a senhora – Respondi com o meu sorriso alinhado assim que abri a porta. Passei por ela lhe dando um beijo nas bochechas e joguei as chaves para ela trancar a porta. – Vamos logo para aquele fim de mundo. Você sabe como chegar lá? Falar alakazan não tem adiantado nada na minha vida... – debochei só mais uma vezinha. Essa piada não perdia a graça nunca.

        Eu era um pouco mais baixo que ela apenas. Antes, todos diziam que eu era alto por causa da família do meu pai, o Ethan e não o que eu não conheço. Só que como já fui informado que sou filho adotivo, provavelmente eu devo ser filho de alguma girafa ou coisa parecida. Se não fosse a minha cara de bebê, eu me passaria fácil por uns quinze anos. Só que não vou reclamar, as meninas gostam do meu charme, sem querer me gabar, é claro.



        Um dia de surpresas. Uhul, viva, que empolgação. Olha como estou satisfeito com mais essa notícia.


        Não. Não estou empolgado. Fui irônico.


        Assim que chegamos a um lugar que eu jamais reparei na minha vida que ele existia, mais uma notícia inesperada: eu tinha um padrinho mágico. Nossa, que tosco. Não é igual ao do desenho, antes fosse. Era um cara que tinha a idade para ser meu irmão mais velho, mas graças à Deus eu não tenho um, então não, ele não tem idade para nada. O pior é que o cara era pintoso, estava de roupa social, uma gravata azul tipo bic riscada, óculos com armação transparente e neutra e não usava chapéu. Nem chapéu, nem vassoura, nem tapete mágico, nem abóboras, nem verruga no nariz. Um verdadeiro fiasco, embora aquilo me fizesse ter uma ponta de esperança de poder ser normal ainda.

        É claro que, como sou eu, tentei de todas as formas de me livrar do homem. Eu lá quero homem na minha cola? Por que não uma MADRINHA? Obrigadão “pai” e “mãe” que me deixaram na porta dos meus pais atuais por não terem colaborado um pouco com minhas boas vindas a esse mundo de malucos! Não consegui me livrar. O homem era George Hallow, segundo ele, trabalhava dentro do Ministério da Magia. Bom, os únicos ministérios que conheci até agora foram os das igrejas que minha mãe frequentava Pouco importa, eu não fazia ideia do que era o Ministério da Magia e eu não seria idiota de sair fazendo um milhão de perguntas mesmo que eu quisesse muito.

        - Como assim minha mãe não vai com a gente? – Arregalei os olhos esperando que Lexia usasse toda a sua fúria maternal possessiva e impedisse aquele homem de adentrar “o mundo mágico” sozinho comigo.

        - Achamos melhor que apenas você entre, Henry – ele falou manso como se nada estivesse acontecendo.

        - COMO ASSIM? Você vai deixar isso Lexia Clementine? E se esse homem me sequestrar? – O drama era o melhor amigo das crianças de onze anos.

        - Não faça mal criação, Henry. O Sr. Hallow esperou por onze anos esse momento, ele sabe o que é melhor para você.

        - Eu não estou acreditando nisso. Só pode ser piada! VOCÊ é minha mãe. VOCÊ sabe o que é melhor pra mim! Só falta agora você me dizer que sabia que eu era esquisito! – O complô universal não poderia ser maior.

        - Nós conversamos sobre isso quando você voltar – a desgraçada olhou para mim com aquele olhar de mãe. – Henry Danton Villeneuve, você vai com o Sr. Hallow sem fazer um pingo de grosseria. Você ouviu bem?

        - Ouvi mãe. - Falei a puro contragosto.

        - Olha nos meus olhos que eu não sou suas coleguinhas da escola – ela segurou o meu rosto e eu fui obrigado a olhá-la. Se tem uma coisa que eu odiava com todas as minhas forças era quando Lexia resolvia querer bancar a mãe educadora.

        - Eu vou me comportar, mãe. Pode parar de me fazer passar vergonha.

        - Ótimo – ela me deu um beijo na testa e trocou mais algumas palavras com o meu dindinho.



        O Sr. Hallow não era um homem chato. Pelo contrário, ele só falava comigo o necessário, me explicava uma coisa ou outra e não tentava virar meu amiguinho. Ensinou-me como eu deveria entrar no beco diagonal, comentou a respeito dos proprietários daquelas lojas velhas e onde eu encontraria cada coisa e a diferença entre uma moeda e outra. A pior parte do nosso passeio foi, com certeza, entrar no banco dos duendes mal encarados. DUENDES EXISTEM. Sim! E eles cuidam de potes de ouro. SIM! E eles são feios, mas muito, muito feios. Por um momento eu pensei que ele não fosse me dar o meu próprio dinheiro, mas ele deu. E outra nota sobre duendes é que eles são muito mal humorados. Ele se recusou a dizer quem coloca dinheiro na minha conta, se alguém ainda coloca, ou qualquer outra coisa. O dinheiro está no meu nome, eu deveria ter o direito de saber quem movimenta minha conta! Porém, ao que parece, não existem muitas regras coerentes no mundo mágico, exceto uma: eu não posso fazer magia fora da escola. Olha que ótimo. De que adianta ser bruxo?

        - O senhor tem quinze minutos.

        - Eu? Por que me chama de senhor? Pode me chamar de HD. É melhor. Me sinto menos velho – tentei ser mais amigável com o homem. Ele não parecia ter culpa de ser designado meu padrinho, embora eu também não consiga perceber um pingo de estima dele para comigo. – Quinze minutos para quê?


        - Para escolher uma das lojas para visitar antes de retomarmos à sua lista de compras. Eu estarei vigiando-o de longe, não vou interrompê-lo, a não ser que precise de ajuda. – Acho que eu devo ter feito uma cara muito ruim assim que ele terminou dizer isso, pois o Sr, Hallow logo tratou de terminar a frase. – Mas não precisará.


        Escolhi uma loja que parecia ser inofensiva. Floreios e Borrões. Como verifiquei algumas pessoas comprando os livros, identifiquei como uma livraria, mas dentro do local era tudo tão amontoado que parecia mais uma biblioteca pública. Ou melhor, parecia um bechó de livros, só que com muito mais espaço. O sino tocou assim que abri a porta. Era difícil não ficar encabulado ali, embora nenhuma alma viva tenha olhado para mim. Algumas pessoas estavam com chapéus de bruxo – o que eu agradeci de certa forma, pois fazia me sentir menos idiota. Caminhei até uma das prateleiras.

        Por um breve momento, tive vontade de sair correndo. Oito dos cinco títulos que eu passei o olho rapidamente tinha alguma coisa com “trevas” no nome. Um arrepio começou nos meus tendões dos pés e percorreu abruptamente meu corpo até chegar à nuca. “P* que pariu!” Olhei para os lados assustado, entretanto, ninguém ali parecia ligar. Não era possível que somente eu achasse que esse troço de bruxo do mal era muito... do mal.

        Comecei a andar para trás bastante receoso. Antes que eu pudesse tomar distância o suficiente para virar e sair correndo daquela loja, senti algo encostando-se as minhas costas. Assustado, virei imediatamente para ver o que era. “Me descobriram!”.

        Encontrei o par de olhos mais azuis e mais bonitos que já vi em toda a minha vida. Dentre todas aquelas pessoas esquisitas, dentre toda a loucura de mundo mágico, etc., dei de cara com algo normal. Normal não. Era algo abissal de tão surreal que parecia, mas era gente. Vestia-se como uma menina da minha antiga escola, tinha um sorriso branco reflexivo e dentes perfeitamente alinhados. Seus cabelos dourados balançavam com a mais suave brisa que adentrava toda vez que alguém abria a maldita porta, a pele branca como porcelana contrastava com as maçãs do rosto coradas e... Só podia ser um anjo. Não tinha outra explicação. E eu era um babaca completo que não conseguia tirar os olhos daquela criatura.

        - Oi – saiu. Simplesmente isso. Atestado de idiota já para o HD. Ela parecia ter me enfeitiçado. – Desculpa. – É sério que você só consegue pensar nisso?! Eu tinha que me dar uns bons tapas. Nunca tive problemas para falar com as garotas. Tudo bem que eu só tinha onze anos, mas meu histórico era invejável para um rapaz da minha idade. – Você vem... – NÃO, HD! SEU CÉREBRO SE RECUSA A CONTINUAR ESSA FRASE. – Sou HD – estendi a mão. Ótimo, agora sou um babaca que fala enrolado e que sai distribuindo mãos à estranhas. Parabéns, moleque!

        O que me restou foi respirar um pouco antes de continuar.

        - Oi Jennyfer. Desculpa – cocei a cabeça visivelmente envergonhado. Enquanto eu tentasse falar alguma coisa que não sabia ou simplesmente parecer menos idiota, mais eu pareceria. – Não conheço esse lugar, estou um pouco perdido com essa coisa toda – gesticulei para tentar falar sutilmente que não sabia ser bruxo. – É a primeira vez que venho aqui e meu padrinho me deu quinze minutos para explorar alguma loja sozinho. Acho que ainda não sou capaz de fazer isso. – Ser sincero estava facilitando bastante as coisas. Tentar socializar com gente igual a mim poderia ser um bom começo.


        ________________________________________________________________

        NOTAS: PRIMEIRO POST COM O HD. FICOU GRANDE, PRECISEI EXPLICAR UM POUCO SOBRE ELE, SOBRE O TEMPERAMENTO.
        ACHO QUE VAI DAR CERTO. :D
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Re: Floreios e Borrões

MensagemInglaterra [#155936] por Catherine Winlet » 28 Jan 2016, 15:38

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-Okay! Vamos comer algo diferente. Algo doce seria bom.- falei enquanto saia com Paul da loja, nós dois carregando nossos bichinhos. O morcego e o gato branco. Preto e branco. Tão diferentes de um lado, mas tão harmoniosos juntos, assim como Foster e eu. Ele estava triste por culpa de seus pais e eu estava na paz e alegria por causa dos meus. Dois extremos que estavam colidindo ali e, o mais belo de tudo, não estava dando errado nem saindo faísca. Nos dávamos bem. Eu só tinha de manter ele daquela maneira, distraído sem deixar tempo para os pensamentos negativos aparecerem. Ele continuaria levando tudo como se não tivesse sofrendo (olha aí o lado fofo) e eu continuaria "acreditando". Quando achasse, isso SE eles estivessem lá mesmo, Anne ou Naty, dividiria a tarefa com ele e seria mais fácil. E ainda teria o bônus de ver o Paul sem jeito perto da Anne. Chance de ouro para rir.

Enquanto andávamos num passo lento pelas ruas do Beco, fomos conversando sobre tudo um pouco. Eu simplesmente não conseguia controlar minha língua. Os assuntos continuavam a saltar na minha mente. Falamos do atendente da loja e eu percebi que Paul também achou que eu falei demais. Fiquei um pouco envergonhada, mas passou logo. Enquanto procurávamos algum lugar para comprar algum bolo, bala ou aperitivo doce, fomos conversando sobre nossas experiências naquele lugar. Eu achava horrível o modo como minha primeira visita ali tinha sido ruim e estressante. - Você veio aqui sozinho para fazer as compras?- perguntei depois de não entender se ele viera com os pais ou só. Se hoje que é aniversário dele os Foster pais haviam deixado ele ali, imagina no dia de compras. Era desapontador saber que os pais de um garoto tão legal o tratavam assim.

Enquanto Paul falava, olhei ao redor e vi uma barraquinha de trufas onde uma menina mais aparentemente da mesma idade que nós estava em pé atrás esperando clientes. No cartaz com o preço dizia que se levasse três daqueles doces, a quarta saía de graça. Minha boca encheu de água ao pensar no gosto do chocolate derretendo dentro da minha boca. Esperei que o cobrinha terminasse e lhe mostrei o meu alvo de delícias. Fomos caminhando até lá, ainda conversando. Quando chegamos perto a moça se alegrou e nos atendeu sorridente, mas eu já não prestava mais atenção. Acabara de ver Anne e Amélie entrando no Apotecário. Era minha chance de colocar o plano em prática!

- Paul, compre seis dessas pra mim ok?, Depois te dou o dinheiro. Tenho que ir ali rapidinho. Me Espera, não sai daí não!!! - falei rápido enquanto já me afastava correndo na direção de onde vira minha amiga. Além da festinha surpresa que eu queria combinar, também queria matar a saudade. Aquela princesinha fazia uma falta danada.


Interagindo com:Tigerlily e Paul
Citados:Anne, Amélie, Naty
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Re: Floreios e Borrões

MensagemFranca [#155977] por Jennyfer Gwaine » 28 Jan 2016, 21:42

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- HD -


Movendo devagar, pelo caminho feito de pedras e sempre lotado, comecei a analisar as opções - de novo. Eu tinha, um livro, um caderno enfeitiçado, um diário, um retrato, e uma pena mágica de colecionador. Mas não sabia o que comprar ainda. O aniversário de Belly era em pouco mais de uma semana, e eu queria dar o presente dela antes de viajar com Renard, ou talvez depois, quando voltasse de viagem. Não sabia ao certo, mas eu precisava compra-lo logo, ou as férias começariam e eu iria ter que passar cinco dias fora. Uma viagem com Renard, parecia brincadeira, mas a ideia deixou meu estômago embrulhando. Nervosa.

Muito embora eu soubesse que, a proporção da minha animação pra essa viagem, meus sentimentos estavam confusos. Eu sabia que gostava de Renard e, não entendia o que sentia por Josh. Afeição? Talvez uma amizade bem forte? O caso é que, eu tinha ficado um pouco mais distante dele desde a brincadeira na caverna. Não contando o fato de que éramos do mesmo trio no Cadran, mas sim que consegui passar por ele sem qualquer incidente ou falar demais. A essa altura, eu tinha medo até de olhar para o mélusino e com isso acabar falando bobagens. A verdade era que a grande parte do tempo eu pensava nele, e isso me deixava mal. Não deveria acontecer.

Por isso essa viagem com Renard iria me ajudar. A deixar pra lá e a não pensar mais em Josh. Entrando na Floreios e Borrões, segui direto para a sessão de penas. Havia ouvido conversas sobre algumas novas penas lindíssimas que haviam chegado ali. Claro que seriam bem caras, mas eu não estava me importando, Belly merecia o melhor. Coloquei meus óculos escuros para cima, prendendo os fios louros enquanto olhava atentamente cada uma delas. Aquela visita ao Beco era extra oficial, claro. Minha mãe tinha passado, rapidinho na escola e me buscado, alegando ser algo bem urgente. Tanto que ainda estava até de farda. Oficial da Mélusine com o broche de monitoria dourado - por ser chefe - no lado esquerdo do peito.

- Ah, mas essa esta linda... - Suspirei ao encontrar a pena com o cabo dourado e branquíssima. Pareciam filigranas de ouro moldando tudo, e o caderno com o qual vinha era inteiramente marrom, com exceção do cadeado, que era dourado como o cabo da pena. - Quanto custam? - Perguntei a um dos atendentes dali e recebi um sorriso como resposta. - Para você, Srta.. - Ele desviou o olhar rapidamente para o broche em meu peito. - Monitora chefe, farei uma promoção. Leve os dois pelo preço da pena. O que me diz? - Extremamente corada e com um sorriso discreto no rosto, assenti animada. Então ele saiu para poder pegar uma embalagem. Eu até iria segui-lo, mas algo esbarrou em mim. Ou melhor, alguém.

Quando girei meu corpo para poder encontrar quem era e pedir desculpas, provavelmente estava distraída demais para isso, encontrei um par de olhos castanhos claros vidrados. Sorri pela reação. Ele era um pouco menor, mas parecia que iria babar a qualquer momento. A expressão dele me deixou ainda mais corada que momentos antes com o atendente da loja. - Não se preocupe, HD. Eu estava distraída. - Respondi, logo que ele pareceu voltar a si e dizer o nome. Era um rapazinho muito fofo. - É um grande prazer te conhecer. Sou a Jennyfer. Você vai pra BB? - A pergunta estava mais para afirmação, já que ele estava na sessão de livros que tratavam do Historial e Mitologico das deusas. Sorri comigo mesma.

- Isso é ótimo. Então, nos veremos muito no ano que vem. - O sorriso foi ficando mais largo, a medida que me vi encantada com o novo rapazinho. Ele parecia muito gentil, apesar de galanteador demais pro meu gosto. O ouvi comentar sobre estar perdido e suspirei. Eu lembrava bem daquela sensação, ser novata, não conhecer ninguém e, ainda assim, estar sempre no meio das atenções por não saber pra onde ir. Mordi o lábio com o pensamento e então o atendente da loja veio até onde eu estava junto com HD. Ele me entregou uma embalagem e direcionou pra mim uma piscadela que eu fiquei rubra. Paguei, um tanto sem jeito e o jovem saiu com o maior dos sorrisos. Ora mais, de onde tinha vindo tudo aquilo. Da porta, ouvi minha mãe me avisar que iria demorar a encontrar o livro, foi então que olhei meu novo amigo. - Você tem 15 minutos. Eu tenho mais ou menos isso. Quer tomar alguma coisa e me contar o que esta achando de tudo? - Recoloquei os óculos sobre o rosto e então sorri para o menino, esperando que ele me seguisse até a porta. Tentei ignorar o leve assobio do atendente quando passei por ele. Merlin...


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Re: Floreios e Borrões

MensagemBelgica [#156290] por Gaheris Hazard » 31 Jan 2016, 17:58

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Assim que a porta do Empório das Corujas ficou para trás, Gaheris logo atravessou para o outro lado do Beco Diagonal para tentar se livrar do cheiro de titica de coruja que estava começando a ficar impregnado em suas narinas. Hazard, do outro lado da rua, mais uma vez retirou o pedaço de papel com lugares que deveria visitar do bolso para riscar a loja de animais de sua lista e checar o próximo destino.

Gringotts
Florean Fotescue’s
- Madame Malkin’s
- Empório das Corujas
- Floreios e Borrões
- Artigos Mágicos
- Loja de Caldeirões
- Slug & Jiggers' Apotecário


– Devia deixar a Floreio e Borrões por último, lá é sempre muito chato de ir. – apesar de ser corvino, Gaheris não era muito fã de leitura, principalmente de coisas teóricas, excedendo a parte de animais mágicos, pela qual tinha um fascínio explicável: a esperança de achar algum Pokémon disfarçado de criatura mágica. Ele adentrou na loja, olhou para todos os lados e foi em direção à sessão de criaturas mágicas, afinal, não estava ali para comprar os livros para o próximo ano letivo, mas sim para se dar um presente, um passatempo para as férias monótonas que batiam a sua porta. Estava tentado a comprar o livro monstruoso dos monstros, mas tinha receio dele comer o restante dos livros que tinha em seu quarto, uma vez que disseram que o livro continha um feitiço que o deixava bem agressivo. Mas desafios são sempre bons para o crescimento pessoal. Ele encontrou o livro de capa cinzenta na prateleira e o puxou, fazendo-o soltar o objeto no mesmo instantes, graças ao susto que levara.

– Você tentou me morder! – E o livro voltava para uma segunda investida, desta vez contra os pés do pequeno belga que o chutou para longe, fazendo-o se chocar contra a parede. Gaheris retirou o sinto de sua calça e correu em direção ao livro, aproveitando o momento em que ele estava um tanto quanto atorduado, e amarrou-o, para então ir até o balcão e enfim compra-lo, enquanto estremecia em busca de liberdade nas mãos do jovem belga.
Gaheris Hazard
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Re: Floreios e Borrões

MensagemRussia [#156321] por Sasha Yuriev » 31 Jan 2016, 18:41

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Floreios e Borrões...

Tá ai um lugar que eu jamais esqueceria. Aquela quantidade enorme de poeira e aquela lagarta que me ajudou da ultima vez... será que ela ainda estava por lá? “Só tem um meio de descobrir...” Abri um sorriso novamente, respirando fundo. Alguns dos meus chamados ‘amigos imaginários’ haviam sumido, mas isso queria dizer que todos eles mesmo tinham ido por aquele caminho? Mordi os lábios, olhando entre as prateleiras. -Ooooi? Senhor dos livros? – Nada... “Talvez todos eles desapareceram mesmo...”

Então... Esse era o preço de crescer? Nós esquecíamos de tudo aquilo que fazia a nossa felicidade no passado? De tudo aquilo que nos faziam, bem, crianças... ? Sacudi a cabeça. Não... eu não estava pronto para ser uma pessoa crescida ainda. Ainda tinha tanta criancice pra fazer, tanto brinquedo pra comprar e tanto sorvete pra tomar...

- Moço... Moço... - Puxei o casaco de um rapaz que trabalhava por ali. – Oi... eu tenho que falar com alguém sobre a troca de livros... – Deslizei as mãos pelo cabelo de novo de modo a tira-lo dos olhos. –É que compramos alguns e não vamos precisar mais... tenho uma lista dos livros novos comigo. É pra trocar os que não precisa e pegar os que estão faltando... – Tirei a lista do bolso, alisando a mesma um pouquinho antes de entregar pra ele.

Assenti um pouco com a pergunta do homem. De novo, por que os adultos tem sempre que fazer tantas perguntas? – Vou ter que mudar de escola. – Dei de ombros apenas. – Fica, sei lá, mais perto de alguma coisa... – Resistir a tentação de cometer uma grosseria e perguntar porque aquilo interessava a ele. – Fiquei sabendo que é um Navio que leva as pessoas pra lá... – Comentei, erguendo a sobrancelha com o comentário sobre a tripulação fantasma do navio. Sabe, talvez não fosse tão ruim assim me mudar de escola.

- Tem algum livro sobre lá? – Perguntei de maneira curiosa, acompanhando o rapaz enquanto ele pegava os livros que faltavam da minha lista. – Adoraria ter alguma coisa com a história de lá... ou tipo as lendas... – Sorri um tanto, é. Talvez... as coisas pudessem ser um tanto mais interessantes, não é? Peguei um dos livros que ele me entregou, folheando o mesmo. – Obrigado moço... aqui, é pra mandar os livros para... esse endereço. – Entreguei o novo papel. – Muito obrigado. Esse aqui eu vou levar agora. – E assenti mais uma vez, - Sim... é só isso mesmo dessa vez. Até mais!


Narrador,, -Outros- , -Falas - e doces "Pensamentos" .
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[off]Parte I[/off][/centro]

[justificar][narracao] [/narracao][/justificar]

[esquerda][narracao]Narrador,[/narracao], [falaoutros]-Outros-[/falaoutros], -[fala]Falas[/fala]- e doces [pensamento]"Pensamentos"[/pensamento].
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Re: Floreios e Borrões

MensagemInglaterra [#156372] por Leonard Spencer » 31 Jan 2016, 20:32

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– Livros, por fim? –
disse Drew, vendo o mais novo assentir, estranhamente quieto – Que foi? – questionou, enquanto caminhavam, rumo à Floreios e Borrões, notando a atitude estranha do primo – No que você está pensando aí? – questionou, curioso.

– Não é nada. –
replicou Len com um dar de ombros, recebendo um olhar cético – Foi só um pensamento aleatório, me deixa. – acrescentou, vendo o olhar irritantemente insistente, por trás das lentes de óculos de grau – Ai, chato do caramba. – resmungou, revirando os olhos – Eu só estava pensando se, sei lá, você estava mesmo bem com relação à Kamille... – comentou, sem graça – Desde que vi vocês juntos da primeira vez, eu achei que vocês iam acabar juntos ou sei lá. – explicou, lembrando-se que, de fato, sempre achara aquilo quando mais novo e não mudara muito a opinião conforme crescera.

– Até você, Len? Fuck. –
comentou o mais velho, fazendo uma careta e passando a mão pelos cabelos curtos – Sim, eu estou ótimo. – garantiu com um suspiro – Na verdade já faz um tempo que eu e ela resolvemos aquela coisa incerta. Antes mesmo do nosso último ano. – explicou, soando casual e descontraído – A gente conversou direito, agora eu só quero que ela se resolva direito com o sonserino bonitão, Badgley. – afirmou, divertido, entrando na livraria que, para qualquer amante de leitura, parecia um paraíso caótico.

– Espera... –
disse, indo conversar com um atendente, a fim de pedir os livros poucos livros que queria – Então é assim, fácil? – disse, voltando-se para o mais velho com uma expressão intrigada – Digo, você desiste e torce para que outro fique com ela, mantem o papel de melhor amigo e tá tranquilo com isso? – questionou, confuso, vendo o outro rir.

– Não foi simples, confesso. –
afirmou Drew, divertido – No entanto, eu sei o que eu quero e o que é melhor para mim. Pensei pra caramba, analisei muitas coisas e é mil vezes melhor assim. Amo a Mille, mas atualmente mais como minha amiga do que qualquer outra coisa. Ainda tô para achar uma pessoa que eu ‘ame’ como A garota. – afirmou com um dar de ombros, lançando um olhar de esguelha para o mais novo – Não vai falar que não faz sentido? – questionou, divertido.

– Deveria? –
retrucou o mais novo, sem entender aquela observação – Você, não duvido, é o cara que melhor entende pessoas nesse mundo e, por consequência, é o cara mais bem resolvido que eu já vi. – comentou com sinceridade firme – Se você está dizendo que é o melhor para você e que você está certo de que não é a Kamille A garota, quem sou eu pra achar diferente? – questionou com um dar de ombros – Mesmo porque, não é como se a minha opinião fosse mudar alguma coisa ou ficar insistindo que eu achava que vocês seriam legais juntos fosse te fazer mais feliz. Pelo contrário. Pra mim você está certo e boa sorte na caça. – acrescentou, vendo o primo piscar algumas vezes, aturdido, e então rir.

– Acho que você é o primeiro que me dá um crédito desses. –
comentou, realmente divertido – Valeu. – observou, satisfeito, ainda que Len não entendesse porque – É bom ter alguém que fale ‘você tá certo’ e não ‘você tem certeza?’, só pra variar. – afirmou, sorrindo – E você, aliás, como é que está de rolo? – questionou, quase no momento em que o atendente se aproximava, permitindo ao Spencer mais novo se esquivar, desviando a atenção para o funcionário da loja, a fim de verificar os livros, os preços e, após conferir se estava tudo certo, efetuar o pagamento.

– Pronto. Acho que consegui tudo o que eu precisava comprar. –
alegou Leonard, ignorando o olhar jocoso que o primo lhe lançava – Vamos embora? – questionou, dando uma olhada no relógio – Apesar que agora o trem e o metro deve estar um inferno. – comentou, revirando os olhos.

– Vamos fazer uma hora no Caldeirão. –
opinou Drew – A gente come alguma coisa, bebe e depois, quando ficar mais tranquilo, a gente volta. – sentenciou, animado.

– Uma boa ideia, vamos. –
concordou o moreno, ajeitando os livros junto do resto das compras antes de caminhar em direção ao exterior da loja.

Interaction: Andrew Spencer (NPC)
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