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Caldeirão Furado

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Re: Caldeirão Furado

MensagemRussia [#155170] por Alik Yuriev » 17 Jan 2016, 12:50

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    Se iria a festa na casa de verão de Anne era inquestionável que sim. Qualquer coisa que me mantivesse o mais longe possível da mansão era atraente e agradável, fora que lá estariam todos os meus amigos que sem querer e criteriosamente ainda escolhia a dedos. Como havia dito certa vez, confiar plenamente nas pessoas era uma coisa que ainda precisava trabalhar aos poucos com o psicólogo. Mas já havia feito progressos satisfatórios aceitando que uma ou outra pessoa adentrasse aqueles muros invisíveis que, sozinha, havia posto envolta de mim.

    - Vou sim, acho que se não formos é capaz da Anne nos arrancar a força de nossas casas.- RI junto com o moreno, obviamente ambos conhecíamos bem a amiga que tínhamos. Aliais tínhamos um círculo de amizades bem parecido porém ainda assim até o presente momento não me recordava de uma única vez que tivéssemos sentados juntos e conversado a sós.

    - Nossa esse bolo estava uma delícia!-E com uma última garfada encerrava meu pedaço de bolo, cujo qual havia comido bem mais rápido do que Paul. – Você não comeu quase nada... Esse não esta sendo um dos seus melhores aniversários não é?-Sorri de canto arqueando as sombrancelhas. não estava chateada caso o menino estivesse mesmo desanimado. Compreendia totalmente os inúmeros motivos que pudesse estar deixando-o daquela forma tão para baixo, mesmo que não soubesse a fundo o que era motivo em sí.-Sabe o que eu acho?-Indaguei encarando o menino, fazendo um biquinho pensativa. – Ainda falta alguma coisa pró seu aniversário não acha? Ninguém vai a uma festa sem presentes.- RI de maneira divertida. Lembrava que tinha uma última loja que gostaria de ir naquele dia e certamente encontraria um presente para o colega lá.

    - Ah para, pode deixar que eu pago porque é seu aniversário! No meu eu deixo você me pagar o bolo.- Briguei com o garoto brincando quando este fez mensão de pegar a carteira. Pagamos a conta e quase arrastando o menino pelo braço, deixamos o aconchego do caldeirão para trás. Agora ambos de barriga cheia, e eu particularmente de muito bom humor por isso.
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Re: Caldeirão Furado

MensagemInglaterra [#155174] por Paul Foster » 17 Jan 2016, 13:59

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- Isso é verdade… não é uma opção recusar o convite dela. - o garoto riu com o fato, assim como Rebecca, lembrou-se também do convite e da ameaça diplomática da princesa. Nada demais quando se tratava de Holstein. O momento se passou lentamente, era alegre e leve, como algo espontâneo deveria ser. Nada forçado ou planejado, apenas a sorte de encontrar a loira ali e ter um bom momento em seu aniversário ao lado da outra cobra. - Ah, sim! O bolo está ótimo. - mesmo com apenas três garfadas o garoto notara que o bolo estava muito bom, assim como a cerveja amanteigada, sempre uma ótima opção de bebida. - Está sim, acredito que possa estar sendo o melhor dos que já tive, inclusive. E é meio que graças a você. - disse o garoto com sinceridade. Ele sempre tinha a aparição relâmpago dos pais e o restante do dia festejando sozinho em casa ou no Beco Diagonal, mas naquele dia a Slytherin tornava tudo mais divertido, mesmo que não o dia inteiro, mas era ótimo tê-la consigo.

A criatividade e empolgação de Mason carregou Foster consigo. Ele ergueu uma sobrancelha quando ouviu a voz dela sugerindo um presente. Ele queria dizer que não precisava, que ela não tinha nenhuma obrigação, mas sinceramente não sentiu nenhuma vontade de estragar o ânimo dela e o seu, que começava a melhorar agora. - Um presente? Agora fiquei com medo… - o garoto brincou, referente ao que a garota daria para ele como presente. Quando Paul se moveu para pagar o que comia, finalmente terminando seu bolo para poder sair e bebericando os últimos goles da bebida, foi interrompido por Becca, que o impediu de fazê-lo, dizendo que no aniversário dela seria o contrário. O moreno compreendeu e agradeceu a menina por fazer tudo aquilo mesmo que Foster não fosse o maior e mais antigo dos seus amigos.

Quase carregado pelo braço, o bruxinho saiu do Caldeirão Furado rumo ao Beco Diagonal, com um humor muito melhor do que esperava ter enquanto caminhando por aquele caminho, ele devia uma para a loirinha ao seu lado.

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Re: Caldeirão Furado

MensagemInglaterra [#155283] por Hope Larson » 18 Jan 2016, 13:15

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= Desafio Lufano (17/Despedida) =


Seria. Não apenas porque Saw me deu um susto chegando por trás e perguntando o que eu achava do animal - o que me fez respirar fundo e então sorrir e responder normalmente com um "Ele ou ela é muito bonita." -, como também indicou que levaria para mim de presente. O dinheiro que sobrou em meu bolso definitivamente não daria para uma coruja, especialmente aquela de porte tão incrível, então era maravilhoso que ele fosse comprá-la pra mim. - Obrigada, obrigada, obrigada! Prometo que vou me comunicar contigo toda semana. Talvez mais se tiver algumas dúvidas, até.

Não foi exatamente uma surpresa que a coruja fosse macho, portanto virei-me para o Saw enquanto saímos da loja, logo após te-lo agradecido mais um pouco e ao vendedor também, e questionei se ele teve apelidos durante a infância. Para minha felicidade, ele disse um muito divertido: - Sebby! É esse! Eu achei divertido. Posso colocá-lo como nome da minha coruja? - E, para minha felicidade, ele deixou. - Oi, Sebby. Você é uma coruja linda, sabia? E aposto que seu voo é tão incrível quanto. Muito prazer em te conhecer. - Exclamei para o animal que se encontrava dentro de uma gaiola segurada por mim (precisávamos voltar para o Caldeirão Furado e lá descansaria o braço).

Despedidas. Eu não gostava delas, mas sabia que provavelmente almoçaríamos juntos e então teria de me despedir de meu novo amigo. Mesmo que ainda tivesse chance de nos vermos pessoalmente e também a troca de cartas daqui algum tempo, me sentia triste que teria de me despedir. - Saw, pode pegar a comida pra mim? Vou levar todas essas coisas pro quarto. Já volto. - Com a ajuda de uma moça, fui para o local onde estava hospedada. Só voltei lá pra baixo com a coruja, sentando-me na mesa que sabia que ele deixara para nós. - Você, Sebby, é meu terceiro animalzinho. Eu moro num rancho de cavalo e lá nos temos, bem.... cavalos e uma gata. Prometo que você será muito bem vindo por todo mundo. E terá muito espaço pra voar, mesmo no frio.
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Re: Caldeirão Furado

MensagemEstados Unidos [#155547] por Sebastian Ramshaw » 22 Jan 2016, 15:40

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    – Sorri para Tiger, a menina parecia muito feliz com a noticia de que ganharia a coruja das montanhas de presente. Segui até o balcão para falar com a pessoa responsável. – Bom dia, vamos levar aquela coruja, uma gaiola e uma caixa grande com ração ou seja-la o que as corujas comam. – Comentei calmamente, olhando para o relógio de pulso, apenas para verificar o horário e confirmando que estava quase na hora do almoço. Não poderíamos demorar muito, o pai de Tiger já deveria estar nos aguardando no caldeirão furado. Então coloquei a mão dento da minha bolsa e retirei o ouro necessário para pagar pelo animal e os demais itens que solicitei. O homem apanhou a coruja e a colocou com cuidado dentro de uma bela gaiola, em seguida a passou para Tiger, provavelmente sem perceber que a pequena não tinha um dos braços. – Ok, eu fico com as compras, você fica com a coruja, alias, precisamos batiza-lo. – Sabia que era macho, pois o homem da loja havia me informado quando estava pagando.

    Apanhei todas as sacolas, deixando Tiger livre para segurar a gaiola com a coruja, que por sinal era muito bonita. A pequena estava distraída, contemplando o animal, enquanto isso, me aproximei do vendedor, baixando a voz para que somente ele pudesse me ouvir. – Ah... O senhor poderia me informar se consigo... Um o-ovo de f-fenix por aqui? – Gaguejei devido a ansiedade. O homem me observou com uma sobrancelha erguida, provavelmente se perguntando se eu teria condições de pagar por um animal tão raro. – É possível, mas está em falta, apareça por aqui no próximo mês. – Um sorriso surgiu em minha face, então apertei a mão do homem e atravessei a loja, saindo em direção a calçada, onde Tiger me esperava, ainda radiante com a coruja que dei de presente para ela.

    Enquanto caminhávamos do lado de fora, a menina me perguntou a respeito de apelidos de infância. Ao contrario do que todos pensam, Saw não fora meu primeiro apelido, tinha um que me fora dado pela minha irmãzinha. – Sim, tive um... Sebby. – Senti minhas orelhas inflamarem, mas olhei em outra direção para que Tiger não percebesse a minha agitação. A menina pareceu gostar do apelido, ficou feliz em batizar a coruja com aquele nome. Tive que sorrir, mesmo não gostando do apelido que Lotte me deu, a intenção de Tiger era nobre, queria dar um nome a coruja que me lembrasse. Continuamos a subir a rua, atravessando o arco e em seguida, entrando pela parte dos fundos do caldeirão furado. – Estou faminto. – Massageei a barriga, que já roncava, enquanto caminhava para dentro do estabelecimento. Coloquei o material escolar da garota em cima de uma mesa. Tiger por sua vez apanhou tudo e me pediu para pegar algo para ela comer. Fiz um aceno positivo com a cabeça e me sentei em uma cadeira, fazendo um sinal com a mão para chamar a atenção do barmen, pronto para pedir uma grande quantidade de comida.
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Re: Caldeirão Furado

MensagemBelgica [#156282] por Gaheris Hazard » 31 Jan 2016, 17:51

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Desligar-se do mundo mágico, mesmo nas férias, era algo que o pequeno Gaheris Hazard não conseguia fazer. A necessidade de ir aos lugares mágicos mais próximos de si chamavam pelo pequeno belga, que não aguentou e abandonou seu país para voltar à Inglaterra, lugar onde estava passando bem mais tempo de sua vida nos últimos anos do que seu país de origem. Como seus pais eram trouxas e o pequeno Hazard não conseguiria permissão para instalar uma rede flu em sua casa trouxa, o pequenino teria que encontrar novas maneiras de dirigir-se à grande ilha. A única alternativa que o rapazinho conseguiu encontrar foi o noitibós, o maio de transporte público dos bruxos.

Na calada da noite Gaheris saiu apenas com um moletom, uma calça jeans e uma mochila que carregava nas costas, foi até um beco entre a sua casa e a do vizinho, certificou-se de que as luzes dele estavam apagadas e ergueu o braço. Não demorou muito para que um estampido denunciasse a aparição do ônibus mágico, que freou derrapando diante de si. O condutor, um velho de pele enrugada e fiapos de cabelo que cobriam partes da nuca resmungou para que o Hazard entrasse logo no veículo e dissesse seu destino. O homem reclamava da falta de seus assistente, que estava com varíola draconiana e o deixara sozinho naquela noite.


– Beco Diagonal, por favor. – meio receoso, ele informou o destino para o homem, que não demorou muito para socar o pé no acelerador, fazendo Gaheris desequilibrar e dar três passos para trás, tendo que buscar apoio em uma das camas no vasto corredor do noitibus. Ele deixou-se cair sobre um leito vazio, mas não se sentia confortável para deitar. A cada curva todas as camas deslizavam e ameaçavam a irem de encontro aos fundos do veículo, para então voltarem para a posição inicial, graças a força de aceleração. O pequeno belga começava a ficar enjoado com a locomoção nada confortável do veículo, mas antes que ele tivesse a certeza que não aguentaria e iria vomitar o ônibus parou mais uma vez, cantando pneus, em frente a entrada d’O Caldeirão furado, do lado trouxa de Londres. Sem agradecer, Gaheris saiu do ônibus e foi em direção ao bar, logo pedindo um copo de água, para tentar acalmar o estomago.
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Re: Caldeirão Furado

MensagemInglaterra [#156373] por Leonard Spencer » 31 Jan 2016, 20:32

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– E aí, como estão seus rolos? –
questionou o Spencer mais velho, insistindo de repente no assunto de horas antes. Algo que fez Len fitar ao mais velho quase que indignado – Ah, qual é. Você tem liberdade de querer saber de minha vida amorosa e eu não posso saber da sua? Te contei até da minha aventura no fim do ano letivo... – disse, sorvendo um gole da cerveja que pegara.

– Algo que eu não perguntei, vide. –
retrucou o mais novo, revirando os olhos – Eu não tenho uma ‘vida amorosa’. – garantiu o mais novo – Eu só de vez em quando fico com alguém. Nada de mais. – afirmou, sem graça e incomodado de falar daquilo, ainda mais tendo os olhos claros do primo o fitando daquele jeito como se o estivesse lendo por cada ação.

– Qual foi o relacionamento mais longo que você já teve? –
questionou, sinceramente curioso, deixando o outro pensativo.

– Aquela menina do meu bairro em gales. Só que nunca foi uma coisa muito certa, sempre eventual. –
replicou com um suspiro vencido, concluindo que era melhor responder do que ficar enrolando e ter que responder no fim, de qualquer forma.

– Vocês...

– Sim, saco. –
cortou Len, antes que o primo fosse mais indiscreto do que já estava sendo com aquele olhar cheio de malícia.

– Só uma pergunta inocente. –
replicou, divertido, fazendo o mais novo suspirar, tomando do suco que tinha ali – Mas o que deu de errado? – questionou, fazendo o mais novo estreitar os olhos – Qual é, você sabe que eu sou curioso e eu sempre te conto tudo, mas você quase não me fala nada. Tenho meus direitos de primo mais velho, caramba. – afirmou, cruzando os braços com autoridade.

– Como você é... –
resmungou, respirando fundo – Ah, sei lá. – disse, mantendo o copo próximo da boca – Sei lá, me atraio, curto a companhia, converso, aproveitamos, mas nunca vai muito além. Nunca sinto aquela coisa de ligação sentimental ou qualquer coisa do tipo que as pessoas muitas vezes falam. – explicou com um dar de ombros – É sempre meio superficial, nunca me afeta para valer. Não sei explicar. – sentenciou, meio incomodado de falar daquela parte pessoal que ele nunca compreendera, mas para a qual nunca ligara.

– Você... –
enunciou o Spencer mais velho, pensativo – Você conversa sobre o que a pessoa? – questionou, fazendo o primo se surpreender, sem entender aquela questão – Digo, você fala de coisas superficiais ou coisas mais profundas sobre você mesmo e tal? – explicou, vendo o mais novo franzir o cenho.

– Por que eu falaria isso? –
questionou, confuso – Eu falo do que vem à tona, mas acho que nunca coloco muito em pauta eu ou a pessoa. Digo, sei lá, não sei ‘sacar’ as pessoas como você faz, nem entender o que elas pensam ou o que elas pretendem... – disse, ainda meio incerto se era a isso que o primo referia ou a outra coisa. Sentiu os olhos claros do moreno o fitarem analítico, deixando o mais novo confuso – Que cara estranha é essa? – questionou, ligeiramente incomodado.

– Não, desculpa. –
disse, meneando a cabeça – Acabei pensando em uma possibilidade que eu nunca tinha reparado. – sentenciou, terminando a bebida – De qualquer modo, é bom você aproveitar mesmo. – observou, divertido – Acho bonito relacionamentos como o do Yan e da Sophy, mas a verdade é que é muito mais divertido aproveitar descompromissado. – concluiu, divertido, vendo Len concordar, ainda meio estranhando a atitude do primo – Acho que deu o horário, hein? Vamos nessa, antes que o pessoal lá em casa fique preocupado e sei lá. – comentou, divertido, fazendo o mais novo suspirar.

– Vamos. –
concordou, sentindo um certo cansaço – Quero chegar logo e tomar um bom banho. – comentou, cheirando rapidamente o ombro – Desde que a gente chegou, sinto que estou impregnado com o odor da travessa do tranco. – comentou com um careta.

– Nossa, achei que fosse só impressão minha! –
exclamou Drew, surpreso – Também tô sentindo e nossa, está me incomodando horrores. – afirmou com uma careta – Tem certeza que não quer aparatar pra casa? – questionou, vendo o outro negar com ênfase.

– Quero manter essas fritas que a gente comeu no lugar delas, valeu. –
replicou com um ar sarcástico, antes de enfim deixar o caldeirão, junto das compras e do primo que o que tinha de chato, tinha de boa companhia.

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Re: Caldeirão Furado

MensagemEstados Unidos [#156806] por Sebastian Ramshaw » 05 Fev 2016, 14:51

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    – O caldeirão furado havia se tornado o meu lar desde que me formei em Hogwarts, fazia exatamente uma semana desde o jantar de encerramento. Ainda estava me acostumando com a vida responsável de adulto, e já tinha feito o teste para entrar no departamento de esportes do Ministério. Tudo bem que eu não sei voar, sou péssimo em qualquer esporta (bruxo ou trouxa) e tenho medo de altura, contudo, poderia ser útil na proteção dos locais durante os eventos, além de que seria um desafio para mim. Mas aquela tarde de uma monótona segunda feira, estava me deixando ansioso, tinha marcado um encontro com uma parente distante, queria lhe fazer algumas perguntas que (dependendo das respostas) poderia me dar pistas sobre o mistério daquele medalhão. – Quase na hora. – Pensei comigo mesmo, enquanto arrumava alguns pergaminhos velhos e um grimorio antigo.

    Sai do quarto e desci as escadas, tomando cuidado para não esbarrar em ninguém e derrubar aquele material velho. Ao chegar no pub, cumprimentei o barmen com um aceno com a cabeça, depois caminhei até uma mesa mais afastada, próxima aos pilares que sustentavam o andar superior. – Tomara que ela não se atrase muito. – Olhei ansioso para o relógio, colocando os papeis e o livro sobre a mesa, com cuidado. – Por Merlin, essa coisa vai esfarelar a qualquer momento. – Apanhei um dos rolos mais velhos e o analisando. Contudo, escutei uma voz feminina ao meu lado, me fazendo sobressaltar. – Ah, b-boa tarde, é a Sra. Shuisky? – Comentei devolvendo o papel velho para a mesa e observando a jovem mulher. Pelo nome dela naquele grimorio, imaginei que uma pessoa chamada Svetlana fosse mais velha e rabugenta, mas ela parecia bem descontraída e até me chamou de... Gato, nem July me chamava assim!

    Engoli em seco, sentindo as orelhas ficarem vermelhas, mas voltei a mim. – Ok, v-vou chama-la de você... E prazer, meu nome é Se-Sebastian Ramshaw – Estendi a mão para ela, cumprimentando-a e em seguida indicando a cadeira para ela sentar. – A sen... Você aceita uma b-bebida? – Perguntei enquanto arrumava o óculos em meu rosto. Lana após a resposta, me perguntou o objetivo da reunião, pois na carta, apenas mencionei que se tratava de um assunto de família. A pergunta direta me fez apanhar o grimorio velho, que tinha um enorme V na capa, símbolo de uma família tradicional e antiga na comunidade bruxa. – C-certo, eu estou fazendo uma pesquisa sobre essa família, os Vladislavs. Esse livro p-pertence a um ex professor meu chamando Aaron D-denvers, ele me enviou a dois dias. – Comentei enquanto folheava o livro com cuidado, até parar em uma pagina com um desenho de um medalhão, rachado ao meio. – Estou procurando informações s-sobre esses artefatos. – Girei o livro para ela, mas em seguida passei a pagina por mais alguns objetos, incluindo um anel e uma espada.

    Eu sabia o paradeiro do anel, não era segredo, ele fora exposto em um julgamento a alguns anos atrás, estava com o professor Denvers, que era um descendente Vladislav, assim como Lana e eu. – E aqui, nesse pergaminho... Me-menciona você e alguns f-familiares. – Apanhei um pergaminho velho e mostrei para ela. Estava cheio de nomes, mas o meu não estava lá e eu ainda não entendia o porque. Observei o pergaminho de cabeça para baixo, apontando para o nome do Professor Denvers, em seguida descendo para a direita, percorrendo mais alguns nomes até chegar ao de Lana (fora assim que tinha chegado até a Russa, ao ver o nome dela no pergaminho, pesquisei a respeito e descobri que a mesma até pouco tempo, era diretora do instituto de Durmstrang). – S-sei que é estranho, mas posso explicar... M-minha mãe poder ter sido morta por c-causa de um desses objetos... Estou p-procurando respostas, se quiser até me submento a v-v-v-v-v-veritaserum para c-comprovar minhas intenções. – Comentei nervoso, mas decidido, nunca tinha bebido soro da verdade, mas tinha trazido um pouco, apenas para provar os meus objetivos.
Off: Ai, Meriu-Chan, aguardo ansioso pela resposta xD
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Re: Caldeirão Furado

MensagemInglaterra [#158322] por Anne Beatrice Mountbatten » 24 Fev 2016, 11:48

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Desde que embarcara na vida de mãe, Lana sempre se sentia um tanto quanto reticente em abandonar os filhos, mesmo que por um período curto de tempo e nas mãos de pessoas confiáveis. Gostava de ficar junto aos dois, vê-los se expressarem a cada bobagem e acompanhar cada passo do crescimento daqueles gêmeos que, mesmo com poucos meses de vida, já davam sinais de que lhe dariam muito trabalho – ainda que, acreditava, essa parte genética podia colocar em sua própria conta. Apesar de todo esse cuidado e, como dizia seu sobrinho Ivan, ‘babação’, ao receber aquele estranho convite para uma reunião acerca de assuntos desconhecidos, por mais que o instinto de Lana sentisse algo problemático por vir, ainda assim ela decidiu que, pelo bem de si mesma, deveria ir, de forma a evitar ficar enferrujada ou ‘perder o jeito’. Além disso, visto o local em que fora marcado o encontro, duvidava que fosse algo realmente perigoso e ou que, em caso de problema, não fosse possível de notar com antecedência.

Assim sendo, quando o dia chegou, avisou o noivo, armou-se de sua varinha, tomou a poção que o Dr. Sartori lhe receitara e que a permitia caminhar livremente por um curto espaço de tempo e, por fim, pegou alguns itens que eram sempre úteis em reuniões, deixando a mansão Neveu pela porta, a fim de alcançar a área livre de proteções e, então, sumir em um estalo. Não tardou a chegar a Londres e, após alguma caminhada, à entrada do Caldeirão Furado. Sorriu por um momento, contemplando a fachada do lugar que tanto lhe trazia lembranças e onde, por acaso, justamente o ponto em que sua caminhada para se tornar mãe começara. Um encontro completamente aleatório com o então diretor de Hogwarts, Alexander Neveu, e sua fossa após a separação recém-concluída.

Riu da lembrança, afastando-a com meneio de mão, puxando a varinha para ficar a postos. Adentrou o recinto, deixando que os olhos cinzentos girassem, vasculhando qualquer sinal que pudesse lhe atiçar os sentidos. Não viu e, assim sendo, continuou sua caminhada cautelosa, sentindo os saltos estalarem sobre o piso antigo. Avistou uma figura sentada em um ponto mais isolado, aparentemente concentrado em um livro de aparência antiga. Pelos cabelos vermelhos e os óculos, supôs que devia ser a pessoa que lhe mandara a mensagem e, assim sendo, aproximou-se com cautela, sentindo os pés um pouco mais pesados do que usualmente seriam, talvez pela falta de costume em usá-los. Apesar disso, o ruivo não pareceu notar sua aproximação, de forma que a morena se curvou, aproximando-se do rosto deste.

“Então é melhor você tomar mais cuidado na hora de mexer nisso aí.”
– observou com um tom analítico e sério, vendo o rapaz, que parecia bastante novo, se surpreender – “Boa tarde e, por favor, gato, senhorita. Senhora não... Ou não ainda, ao menos.” – observou com bom humor – “Apesar que... De qualquer modo, pode me chamar de você. Já tive o suficiente de formalidades para uma vida.” – acrescentou, divertida, lembrando-se daquela suntuosidade toda de seus tempos de diretora e que, para ela, era tão chato – “Prazer, Sebastian.” – replicou, apertando a mão do garoto que ou era gago ou estava nervoso – e isso, por mais que não fosse nada de mais, também poderia ser tudo, o que deixou a morena ligeiramente mais atenta – “Aceito, claro. Uma vodka simples.” – replicou, analisando o jovem Ramshaw – “Pois bem, gato, qual o motivo desta reunião?” – questionou, sem querer delongar aquilo além do necessário.

Ouviu-o com atenção e, apesar de continuar a sorrir com calma, Lana, em se interior, não podendo esconder uma nota de surpresa ante a menção da família de sua mãe, daquele familiar tão distante e do tal artefato da qual, sinceramente, nunca sequer ouvira falar. Girou o olhar do rapaz para o livro, averiguando a citação sobre um anel, que a recordou de ter visto ao buscar saber um pouco mais sobre o julgamento onde seu bisavô, Astaroth, falecera. Analisou por um momento os outros itens, não se recordando de nunca ter visto qualquer um deles, ainda que, considerando que se tal artefato existisse ele estaria de posse de sua passiva mãe, não seria de todo estranho se ele existisse e a ex-diretora simplesmente nunca o houvesse visto. Suspirou, já lamentando que, se o garoto falasse a verdade, não poderia ajudá-lo muito. Encarou então o novo documento que lhe era apresentado, vendo a longa linhagem dos Vladislav. Algo raro, que apenas poucos membros diretos da linhagem de Astaroth possuíam.

“Seu nome não está aí? Então porque você está atrás desses artefatos?”
– perguntou, desconfiando ainda mais daquilo tudo, por mais que o ruivo, até onde vira, não parecia ter motivos para esconder o que fosse ou mentir. Pelo contrário, visto a motivação que ele dava, era mais do que natural aquela busca. Os olhos claros fitaram aos castanhos, ponderando por um momento – “Peço desculpas, gato, e não leve para o pessoal, mas... Quando se trata de Vladislavs e Shuiskys, todo o cuidado é pouco.” – e sorriu, levando a mão à cintura, ao mesmo tempo em que esticava a mão, impedindo-o de pegar o que fosse – “Não se preocupe.” – alegou, puxando um frasco – “Trouxe a minha própria dose. Sabe como é, alterar poções é algo bem fácil.” – disse, dando uma piscadela, ao mesmo tempo em que estendia o item para o ruivo, esperando que este o sorvesse.

“Pois bem, repita tudo o que me disse para que eu possa ver se é realmente verdade.”
– observou, ouvindo o ruivo repetir cada linha, sem qualquer alteração – “Certo e...” – ergueu-se, sem mais – “Fique de pé, por favor, e não se mexa.” – pediu com um sorriso educado, parando frente a ele, postando a varinha, tal como se fosse fazer algum tipo de encanto – “Agora, diga-me: qual é a cor e estampa da sua cueca mesmo?” – perguntou, de modo quase aleatório, ouvindo a resposta antes de, com um movimento sutil, puxar o cós da calça do rapaz, dando uma pequena espiada e abrindo um largo sorriso – “Perfeito.” – alegou com uma piscadela, sentando-se novamente em seu lugar – “Desculpe o assédio, mas eu tinha que ter certeza se estava funcionando mesmo essa poção.” – afirmou, divertida com a vergonha do mais novo, voltando à calma compenetrada de antes.

“Enfim...”
– disse, cruzando as pernas, fitando ao mais novo – “Serei sincera logo de cara: nunca vi nenhum desses itens, exceto o anel por motivos que, se você está fazendo uma pesquisa, devem ser óbvios.” – observou, apoiando o queixo sobre a mão – “Contudo, considerando que meu sobrenome Vladislav vem de minha mãe e ela é uma pessoa, digamos, difícil de entender, se ela tiver posse de algo ou esse já foi pro saco ou caiu em mãos erradas – porque meu pai é um imbecil – ou ninguém além dela tem conhecimento disso.” – alegou com um olhar calmo – “Agora, antes que eu te dê mais informações que possam te ajudar a traçar um caminho até este item, seja lá qual for ele, diga-me, gato: você sabe o que esses artefatos fazem e como foi a distribuição deles entre os Vladislav? Como você soube deles?” – questionou, curiosa – “Além disso, se seu nome não está aí, como você sabe que é ligado aos Vladislav? Quem da sua família pertencia a ela?” – acrescentou, observando-o – “E, por fim, uma informação que, pra mim, é importante: qual o nome dos seus pais?” – disse por fim, encarando ao ruivo com firmeza e atenção.


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Anne Beatrice Mountbatten
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Re: Caldeirão Furado

MensagemBrasil [#158532] por Richard Ampersand » 26 Fev 2016, 18:20

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Intervalo Necessário


Não era preciso ser psicólogo ou terapeuta para saber que um ser humano, seja bruxo ou trouxa, só poderia suportar determinado índice de estresse em tão curto período de tempo. Richard parecia ter ultrapassado esse limite e dobrado. A começar pelo frio, estava acostumado com o clima tropical de sua terra natal, andar por ai vestindo casacos pesados simplesmente não estava em seu DNA e acabava com o seu humor. O emprego, que não era ruim diga-se de passagem, era bastante pesado. Por vezes achava que estava muito aquém dos requisitos exigidos pelo cargo e que seu chefe havia apenas lhe contratado pela falta de um candidato melhor. Ainda tinha que aprender muitas habilidades e não tinha a menor noção de por onde começar.

Naquela noite, decidiu seu destino após o expediente puxado, baseando-se no que ouvira dizer pelos corredores do Ministério, que o Caldeirão Furado oferecia o melhor whisky de fogo da região. Definitivamente uma dose ou duas lhe cairiam perfeitamente bem num momento de tamanha pressão. Até ali ainda não havia feito amizades, mas é como dizem: um copo cheio, por vezes, pode se tornar seu melhor amigo. Naquela noite não pretendia ficar sem amigos, ou, para o bom entendedor, com o copo vazio.

Se tivesse acabado de chegar na cidade, naquele momento, acharia o local escuro e pouco convidativo. Mas seu humor já começava a se adaptar à sua nova realidade e aos costumes do país em que se encontrava, o que já o tornava capaz de dizer que, não era porque uma pessoa ou um estabelecimento tinha cara de poucos amigos, que necessariamente seria desagradável. O local, embora relativamente vazio, estava permeado por um burburinho constante, bastante diferente dos bares brasileiros, sempre cheios de música e pessoas falando alto. Os londrinos eram, em sua perspectiva, a antítese dos brasileiros: dificilmente demonstravam suas emoções, ou se expunham mais que o necessário quando em público. Sabia que precisava de amigos o quanto antes, em especial com os quais pudesse ser ele mesmo, e não esse amontoado de casacos grossos e feições impassíveis que estava se tornando.

Em meio aos devaneios, Tom, como se anunciou o dono do local, prontificou-se a trazer-lhe um caneco de cerveja amanteigada como cortesia, alegando que era a primeira vez que o vira ali.
“As coisas não são tão ruins assim, quando alguém lhe oferece uma bebida por conta da casa”. Embora otimista, sabia que precisava resolver uma série de problemas, como sair logo do quarto do hotel em que estava, e que provavelmente custava uma fortuna ao pai, precisava também dominar mais alguns feitiços, pois escapara por muito pouco da última empreitada em que esteve e tantas outras coisas, que, perdido em seus pensamentos, mal havia notado que o caneco espumante já havia sido colocado sobre sua mesa e o estalajadeiro, já atrás de sua bancada, lhe sorria de boca aberta, exibindo seu único dente bom.

Entre pequenos goles do líquido perfeitamente gelado e espumante, pôde apreciar um momento de paz, que há muito não tinha. Estava ali, apenas sentado, sem precisar pensar, decidir-se ou tomar alguma atitude. Era um momento de paz interior, o primeiro que conseguira desde sua chegada à cidade. Olhar os estranhos às mesas era como um estudo antropológico. Eles mal se mexiam durante suas conversas, não gesticulavam, aparentemente não flertavam (nem mesmo o jovem casal bruxo que estava poucas mesas à sua frente, e que estavam nitidamente controlando o desejo que sentiam um pelo outro). Aquilo tudo lhe era muito estranho e sabia que poderia ter bastante dificuldade para conseguir se aproximar das pessoas.

Começava a sentir fome, já era tarde e não lembrava de ter se alimentado durante o dia todo. Ergueu a mão, em uma tentativa frustrada de chamar Tom, que ou lhe ignorava deliberadamente, ou também era detentor de miopia em estado crítico. Ou talvez essa maneira de chamar por um serviço não fosse típica. Não parecia que perderia sua mesa caso se levantasse, já que o local tinha diversas mesas ainda sem ocupação. Resolveu dirigir-se ao balcão e fazer o seu pedido:
“O que o senhor me recomendaria para comer hoje?” Optou por arriscar a sorte, não se sentia em clima de tomar decisão alguma. A inércia em que se encontrava era boa demais e queria aproveitá-la até quando lhe fosse possível.
Richard Ampersand
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Re: Caldeirão Furado

MensagemEstados Unidos [#160862] por Sebastian Ramshaw » 08 Abr 2016, 13:34

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    – Manter uma conversa sem ficar muito nervoso já era complicado para mim, ainda mais quando se tratava de uma pessoa tão... Diferente como aquela mulher. Esperava que uma Diretora de Durmstrang fosse bem rígida, carrancuda, até cheguei a temer por ser transfigurado em uma lagartixa. Contudo, quanto mais conversava com ela, mais surpreso e nervoso ficava. A primeira questão levantada por Lana fora sobre o motivo da minha busca. – Minha m-mãe, ela h-herdou uma d-dessas e p-pode ter morrido p-p-por isso. – Expliquei mantendo o contato visual com ela, acredito que aquela era a melhor forma de demonstrar que não estava mentindo e queria de certa forma, conseguir algum tipo de informação útil ou a simpatia de Lana. Ficamos em silencio por um breve momento, que ela explicou o motivo dos questionamentos e eu entendia perfeitamente, só gostaria de não gaguejar tanto assim, talvez poderia passar uma imagem de maior seriedade e não tão cômica e atrapalhada.

    T-tudo bem, eu b-b-bebo se f-for para p-p-provar que eu n-n-não e-e-estou mentindo. – Engoli em seco, lembrando de um aviso dado por um dos meus antigos professores no Instituto de Salém sobre nunca ingerir uma poção entregue por um desconhecido. Aguardei até que ela retirasse um frasco do soro da verdade e me entregar. Olhei para o liquido que parecia água, o estudando por alguns segundos e depois de retirar a tampa, leva-lo a boca e beber tudo de uma vez onde teria dado um efeito legal a cena se eu não tivesse engasgado. Tossi um pouco, sentindo a garganta reclamar, definitivamente sou o desastre em pessoa, até mesmo quando o assunto é sério. Felizmente, Lana aguardou pacientemente e em seguida me pediu para ficar de pé. Atendi ao pedido, olhando curioso para ela e sentindo meu corpo enrijecer com a aproximação repentina, mas fora a pergunta que me fez quase explodir de vergonha.

    Decididamente ela era uma mulher.... Diferente, poderia ter me perguntado qualquer coisa, mas eu não tinha escolha a não ser lhe dar uma resposta verdadeira já que a poção estava agindo sobre mim. – P-p-preta. – Pelas Barbas de Merlin, ainda bem que July não estava ali para ver aquela cena, ou pior, o que veio a seguir com a mulher conferindo se era realmente na cor que eu respondi. Tinha certeza que o meu rosto deveria estar totalmente vermelho, mesmo Lana tendo se afastado e voltado ao seu lugar e se desculpando pelo assédio. Pensei em responder que estava tudo bem, mas minha garganta travou e eu duvido muito que conseguiria falar alguma coisa nos próximos segundos.

    Voltei ao meu lugar, sentando e olhando por um breve momento para o material velho sobre a mesa. – Você consegue, você consegue. – Repeti mentalmente algumas vezes e depois a encarei, mantendo o contato visual e tentando esconder o quanto estava envergonhado pelo que acabara de ocorrer. Foquei nas palavras dela a respeito do objetivo da reunião, informações sobre a herança Vladislav. – V-v-vamos por p-p-partes... – Engoli em seco, refletindo se deveria responder a respeito da minha origem, não que eu soubesse muita coisa, mas meu pai tinha me pedido para guardar segredo. Com certeza ele não aprovaria revelar tudo assim, só que eu não tinha opção, precisava contar com a ajuda de Lana naquele momento. – S-s-sei que a m-m-maioria foi distribuída entre os d-descendentes de Astaroth Vladislav. – Apontei para o nome do falecido ancião que encabeçava o pergaminho. – N-n-não s-s-sei c-como foi f-f-feita a distribuição ou o que f-fazem... Aqui só tem imagens e diz que s-s-são amaldiçoados. – E realmente eu não sabia, tentei encontrar alguma ligação, conversei bastante com o Professor Denvers, mas não obtivemos respostas. – Astaroth t-t-tinha d-d-dois irmãos, eu d-d-descendo de um d-d-deles, m-m-mas não s-s-sei qual, por isso n-não estou nessa lista... Meu p-pai t-t-tem uma lista igual a essa, infelizmente n-n-não me deu para te mostrar e antes que p-p-pergunte, o n-n-nome do V-V-V-Vladislav que encabeça a lista f-foi apagado, sabemos apenas que é irmão de Astaroth porque essa linha aqui. – Apontei para um fio dourado que partia de Astaroth pela lateral, o que indicava “irmãos”, vermelho era para casamento e azul para os filhos.

    Engoli em seco antes de continuar a conversa. – Seu b-b-bisavô tem duas ligações... E-e-esse p-p-pergaminho t-t-tem mais duas p-p-partes. – Respirei fundo, gostaria de saber quem era o meu ancestral naquela família que até pouco tempo, não sabia fazer parte. – S-sou filho de Daniil Vladislav Gavrel e Milla R-Ramshaw... Descobri através do meu p-p-pai a r-r-respeito desses artefatos. – Conclui, respondendo a todas as perguntas feitas pela mulher que me escutava atentamente. – N-n-não os quero se é o que pensa... São amaldiçoados.... N-n-notou que todos os filhos de Astaroth.... Estão m-m-mortos? Tudo bem... S-s-são velhos, mas investiguei e a maioria... Morreu cedo. – Puxei alguns cortes de jornais antigos da comunidade bruxa. – Alexsey.... S-s-seu avô... Yerik e Lilian, que é a avó do P-professor D-denvers... Acredito que eles herdaram os artefatos e p-p-p-passaram para os f-f-filhos e por ai vai. – Fiz novamente uma pausa, aguardando Lana processar as informações e em seguida, me curvar um pouco sobre a mesa e baixar o tom de voz para que somente ela pudesse me ouvir. – Alguem está t-t-tentando reunilos... Veja. – Apontei para um corte mais recente contando a historia sobre um massacre que aconteceu na Russia onde todos os Burikovs, também descendentes dos Vladislav, foram mortos. – Minha mãe m-m-morreu d-d-depois que o meu pai lhe d-d-deu o medalhão... Podemos estar em p-perigo. – Observei ao redor, o local já estava ficando um pouco movimentado, mas ninguém nos observava diretamente, apenas aqui e ali algum bruxo lançava um olhar em direção a Lana. Voltei a sentar normalmente na cadeira, arrumando o óculos em meu rosto nervosamente, torcendo para que ela pudesse me revelar alguma informação importante. –
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Sebastian Ramshaw
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