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Apartamento 505 [Vaduz | Liechtenstein]

Apartamento 505 [Vaduz | Liechtenstein]

MensagemRomenia [#151650] por Nikolai Weylin » 14 Ago 2015, 16:33

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Um pequeno apartamento de
dois quartos mas proximidades do
hospital bruxo de Liechtenstein serve
como residência para o jovem Weylin.
Nikolai Weylin
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Re: Apartamento 505 [Vaduz | Liechtenstein]

MensagemRomenia [#151654] por Nikolai Weylin » 14 Ago 2015, 18:37

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Mundo Conturbado,
Mente mais ainda.
Parte V


Misterioso? Ah, meu caro e querido Hide. Você realmente não sabia de nada. Sorri com aquela perspectiva de agir como um Mr. M. Até então tudo funcionava muito bem, o meu plano corria feito um trem nos trilhos, na mais perfeita ordem que poderia ter. Agradeci ao garçom a porção de batatas que foram trazidas e comi algumas, quase que tomado por alguma espécie de desespero momentâneo em devora-las todas de uma vez, até ouvir as palavras do rapaz. Tossi algumas vezes, engasgando com alguma gota de saliva que foi para o lado e o encarei, franzindo o cenho. Estava surpreso, agora se era pela revelação pela a calma com que o outro falava, isso eu não saberia dizer.

Na verdade acho que toda a surpresa se atribuía ao fato de eu não ter descoberto aquilo. Bem, também não fizera pesquisa nenhuma pra descobrir sobre o japonês. Era estranho, mas por algum motivo eu respeitava a privacidade dele. "Nikolai, você realmente se apaixonou por esse cara? " O pulso acelerou e eu fechei a cara de jeito completamente infantil. Eu estava com ciúmes. Morrendo de ciúmes pra falar a verdade. Desviei o olhar, bufando um pouco e me concentrando em devorar as batatatinhas uma a uma. Fechei os olhos com um suspiro cansado, sentindo os pelos da nuca se arrepiarem com o beijo no pescoço.

- Você vai arrumar um emprego. Logo. Algo decente. - Olhei de canto pra ele, empinando o nariz em seguida e tomando o restante da bebida em um gole só. - Te ajudo até, se esse for o caso. Eu gosto de exclusividade. - Mas... Eu mesmo não podia garantir nada. Revirei os olhos, a quem queria enganar? - Tá. Um relacionamento aberto até você arranjar um emprego digno de um senhor de família. - Ergui a sobrancelha com a risada dele. Eu estava falando sério, o tempo todo. Pedi mais um gole da bebida, tratando de mudar o assunto.

----

Imagino que era bem uma hora da manhã e muitas doses depois quando finalmente entramos no meu apartamento. Estava tonto, a cabeça leve, mas não estava, nem de perto, como aquele dia no pub. - Hideki, acho melhor você dormir aqui hoje. Eu tô bêbado demais pra aparatar e acho que você também. - Tinha um leve rubor no rosto, pegando na linha do vento, bochechas e ponte do nariz. - Com fome? - Liguei a televisão, gostava desse aparato trouxa. Alguns passos depois estava dentro da cozinha, pegando um pacote de amendoins e voltei para a sala, puxando o japonês para o sofá e me sentando no colo dele.

- Ei... Falando sério, você vai mudar de emprego, não vai? - Falava em tom choroso, era engraçado ver as personalidades que me apareciam quando estava bêbado. Beijei um ponto no pescoço dele, inalando a colônia cujo boa parte do cheiro já tinha dissipado. - Pode procurar alguma coisa mais legal... - Beijei de novo, agora um pouco mais baixo, segurando a pele de leve entre os dentes em uma mordida delicada, não podia me dar ao luxo de machuca-lo. Sabia as consequências que qualquer contato com o sangue poderiam trazer. - Que pague direito... - Pensei por alguns instantes, fazendo uma caricia ali com o nariz e deslizando os dedos pelos cabelos do mais velho.

- Tipo um trabalho chato de escritório. - Sorri, brincalhão com a ideia e me afastei um pouco, mantendo as mãos nos ombros dele. - Desses que sai de manhã cedinho com terno e gravata. Você ficaria bem vestido de terno e gravata. Um corte fino, e a gravata... Azul. Escura. Sim, sim. - Sorri, ficaria bem legal aquilo. É. - Vamos ter que dividir a cama, algum problema? - Perguntei, esticando o braço para tirar alguns amendoins do pacote.


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Re: Apartamento 505 [Vaduz | Liechtenstein]

MensagemJapao [#151672] por Hideki Osamu » 15 Ago 2015, 12:33

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    Conversa vai e vem. Um copo a mais e logo havia encerrado aquela noite, aliais, pelo menos na bebedeira. Afinal havia prometido não beber tanto como da última vez. Após algumas hora deixamos o bar e praticamente deixei ser guiado pelas ruas da cidade que ainda não conhecia muito bem e com um certo ar de surpresa fui pego pelo convite pra conhecer onde o loiro morava.

    - E olha que eu prometi que não iria beber tanto.- Sorri balançando a cabeça. Não estava tão ruim assim para aparatar mesmo assim nem se estivesse louco negaria aquele convite. Fiz um sinal positivo com a cabeça tanto para o convite de passar a noite ali, quanto se estava com fome.
    Dei uma risada observando a televisão ali, não era muitos os bruxos que gostavam desse tipo de coisa trouxa mais conhecia o apetrecho. Observei rapidamente envolta, não havia muita coisa ali que talvez já não fosse do próprio apartamento e um único pequeno quadro que havia encima de uma estante no canto da sala estava vazio. Talvez o apartamento fosse novo, talvez o loiro não tivesse tantos amigos assim pra guardar lembranças pela casa como faziam a maioria das pessoas. Mais o lugar era calmo, silencioso e aconchegante.

    Parei de 'bisbilhotar' quando instintivamente senti a presença do rapaz voltando da cozinha. Sentei afundando entre as almofadas do sofá e abracei a cintura do loiro em meu colo apertando-o levemente contra meu corpo. Fechei os olhos aproveitando aquele momento quando novamente o assunto havia voltado à tona.
    -Hmm.- Um sorriso maroto se formou em meus lábios e deixei a cabeça tombar um pouco para o lado, ouvindo o que o outro dizia e deixando-o seguir com as carícias.

    - Eu diria que você está me coagindo usando de sedução meu jovem. - Dei uma leve gargalhada. Podia jurar que talvez o outro estivesse com ciúmes, talvez. E por um segundo o sorriso nos meus lábios tremeu com aquela mordida em meu pescoço. Mais havia previsto que aquilo não seria bem aceito mais como havia dito pensava mesmo em arrumar um emprego.- Não gosto muito de terno e gravata, mas...- Dei uma pausa, dando de ombros olhando pro loiro. - Prometo mesmo que vou arrumar um emprego de senhor de família em breve. E pode ficar tranquilo que vou abandonar esse emprego atual hoje.- Fiz uma careta mordendo o lábio.- Eu não sei se você vai querer dividir a cama comigo, eu sou meio espaçoso.-

    Aconcheguei-o em meu colo dando vários beijos nas bochechas vermelhas do garoto. Na tv passava algum filme sobre um cara em um carro que nem ao menos prestava atenção.
    - Só eu estou sentindo calor aqui dentro?- Me ajeitei um pouco, tirando o casaco de lã marrom deixando-o ali mesmo no sofá ao lado, ficando com a camisa social branca e mais fresca. Realmente estava mais quente ali dentro do que na rua. Voltei a abraçar o jovem. Abrindo a boca esperando que me desse um amendoim na boca. Sorri voltando a apertá-lo, deslizando minhas mãos sorrateiramente para dentro da camisa deste, tocando sua pele com leves carícias.-Sabe tenho um irmão que mora no mundo trouxa, eu adorava ir na casa deles quando era mais novo.- Comentei, olhando o programa na tv que o loiro parecia estar mesmo assistindo.

    Afundei meu rosto vagarosamente por entre aquelas madeixas loiras, sentindo o perfume que havia ali. Ah como havia esperado sentir aquele perfume, aquela maciez. Respirei fundo com o rosto escondido ali. Deslizando as mãos pela barriga do jovem acariciando a pele macia e quente, vez ou outra brincando com os dedos próximo ao coes da calça branca fazendo apenas as pontas dos dedos entrarem ali e então voltar a acariciar sua barriga.
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Re: Apartamento 505 [Vaduz | Liechtenstein]

MensagemRomenia [#151888] por Nikolai Weylin » 24 Ago 2015, 20:20

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Mundo Conturbado,
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Parte VI


-É uma das coisas que acho interessante desse mundo trouxa. Digo, eles não tem a facilidade da magia, mas deram um jeito de se divertir mesmo assim.- Comentei, dando alguns amendoins para o moreno, voltando a atenção para ele momentaneamente. – É como ter toda uma série de fotos ajeitadas para mostrar um período de tempo, mas com a vantagem de áudio e, convenhamos, esses filmes são hilários. – Sorri, me entregando um pouco ao toque. Concordava com ele, estava mais quente ali dentro, graças a santa calefação do lugar, embora tivesse plena consciência de que parte disso tudo era simplesmente ‘fogo’. Fechei os olhos por alguns instantes, em silêncio deixando-o agir como queria, vendo até onde ele iria com aquilo. – Hum... – Me virei então, tomando o lábios dele em um beijo calmo e breve. Ama-lo? Não admitiria, embora o fator ciúme deixasse bem óbvio todos os meus sentimentos. Só me era estranho eu, um assassino, me sentir perdidamente apaixonado por um rapaz qualquer que me era uma conexão com meu próximo alvo.

Não sei que horas formos dormir, na verdade não sei nem se dormimos de fato porque eu tenho certeza que desmaiei, não adormeci. Rolei na cama, alheio a presença ao meu lado, cujo a existência só lembrei quando me peguei aconchegado junto ao corpo do moreno. Abri os olhos com certa relutância, encarando os meus arredores. Pelo menos estava em casa. Bocejei um pouco, com cuidado me soltando do abraço e observando o japonês dormir por um instante. Um breve olhar ao relógio do lado da cama me dizia que ainda era cedo, cedo demais, mas o sono me abandonara. Levantei com cuidado, carregando comigo alguma roupa enquanto traçava meu caminho até o banheiro. Uma ducha quente para aliviar as tenções fora mais do que bem vinda. Vesti a calça de moletom e uma camiseta um tanto larga que apenas me lembrava do tanto que havia emagrecido e entrei na cozinha, pegando os preparativos para um bom café da manhã.

Ovos, bacon, torradas, chocolate quente e café. Em questão de meia hora a cozinha fora totalmente inundada por aquele cheiro delicioso de um típico café da manhã inglês. Admito não ser nativo, mas não há quem resista a isso. É ótimo, delicioso, fantástico. Ajeitei tudo na mesa, voltando para o quarto. – Ei... – Subi em cima do mais velho, me inclinando para lhe depositar um beijo atrás da orelha, sorrindo com o resmungar dele. – Acorda. Fiz café da manhã. Vai esfriar... – Escorreguei de volta para a cama, abrindo as cortinas em seguida para deixar a luz entrar em uma pequena e breve maldade. – Vem, preguiçoso. Levanta dai. Não me faça pegar um balde de água.- Sorria divertido com a perspectiva de tal travessura que, levando em consideração era a minha pessoa que falava, era bem possível de acontecer.


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Re: Apartamento 505 [Vaduz | Liechtenstein]

MensagemJapao [#151972] por Hideki Osamu » 29 Ago 2015, 10:39

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    A noite tinha sido um tanto quando irreal. Na verdade podia recordar muito bem de tudo que havia acontecido, de ter ficado alguns minutos acordado depois do loiro dormir. Euforia do momento? Talvez. Também não havia me habituado aos horários do novo país depois de morar a vida com um fuso horário totalmente diferente. Mas certamente só teria plena certeza da realidade de tudo aquilo quando acordasse e estivesse realmente na casa do rapaz. Ou então tudo aquilo poderia ter sido algum sonho de bêbado depois de ter ido para casa após o bar e dormido no sofá sem nem condição de chegar até a cama, o que não seria lá essas novidade isso acontecer.

    Ainda sonolento e arrancado do meu sono com alguém me chamando. Ainda sem conseguir raciocinar direito o balançar da cama e o beijo em minha orelha se misturava com meu sonho. Só despertei de fato com a rajada de luz do sol que entrou pela janela batendo quente em meu rosto me deixando 'cego'.

    Estreitei os olhos encarando o loiro em pé próximo a janela, não podia nem ver o rosto dele direito por causa da luz. Virei pro outro lado com a cara meio emburrada e puxei o travesseiro sobre a cabeça afim de voltar a dormir mais diante da ameaça de um banho na cama era melhor não adormecer.
    - Já acordei, já acordei...- Ainda sonolento arrastei o corpo até a beirada da cama, lentamente colocando os pés no chão sem nem ao menos abrir os olhos. Dei um pequeno impulso no corpo me levantando da cama largando lençol e roupas para trás, e arrastando meus pés me dirigi até o garoto cambaleando e o abraçando mesmo contra vontade.
    -Vamos voltar a dormir...- Prendi o loiro entre meus braços. Depositando vários beijos pelo rosto e pescoço do jovem, ainda com meus olhos entre abertos. Talvez ainda estivesse sobre efeito do sonho, ou melhor sobre o que estava sonhando pra ser sincero. Apertei mais ainda o outro quando este tentou sair fora do meus braços. Resmunguei com um gemido desanimado por fim soltando-o.

    Me espreguicei enfrente a janela ainda pelado. Voltei-me para olhar o chão e procurar minhas roupas, tomaria um banho depois, talvez em minha casa assim que fosse embora.
    - Que horas são? Nossa você tem que trabalhar e eu ainda estou aqui te alugando...- Tudo bem que eu fosse meio vagabundo e desempregado, mais certamente o outro tinha que trabalhar e eu não iria ficar ali atrapalhando-o. Vesti minha calça com uma certa pressa, procurando minha camisa que não estava por ali e nem lembrava onde tinha tirado ela e por fim acabei calçando um dos sapatos sem meia por também não achá-la no chão. Normalmente não precisava sair correndo da casa dos clientes daquela forma, mas aquele não era o caso. De forma alguma iria atrapalhar o loiro, imagine se fosse demitido por chegar atrasado por minha culpa?
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Re: Apartamento 505 [Vaduz | Liechtenstein]

MensagemJapao [#154864] por Hideki Osamu » 14 Jan 2016, 08:21

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- Pagando promessas.-




    Sem sombra de dúvidas a aproximação da lua estava deixando Nik fora de controle com um humor não muito agradável. Ainda não havia descoberto como ajudar o loiro e cumpria cada tarefa que era me dada por ele minuciosamente. Não por medo do lobo que habitava dentro do mais novo, okay talvez tivesse sim um pouco de medo, mas no geral sentia-me ainda meio inútil com pena do que o jovem tinha que encarar todo mês sozinho trancado naquele apartamento. Mesmo que este evitasse sua transformação com poções, ele ainda recusava-se fielmente que eu me aproximasse dele naqueles dias por puro medo. Imaginava comigo mesmo o quanto difícil deveria ser adormecer aquela fera o tempo todo querendo vir à tona.

    Aquela noite em si seria a primeira de lua cheia do mês e Nik já havia dito que não estaria em casa pela parte da manhã, talvez se preparando, comprando a tal poção, vai saber. O que importava era que aquilo me dava alguns poucos minutos para preparar uma surpresa ao loiro e pagar uma dívida que tinha com ele. Me recordava bem dele me cobrando um coelho e eu havia prometido que lhe daria é claro.

    Só de imaginar que o loiro não estaria por ali em minha casa nos próximos dias, fazia com que o ambiente ganhasse um ar mais triste e vazio. Mesmo que o apartamento não fosse tão grande, ainda assim parecia vazio e enorme. Respirei pesadamente tomando coragem e levantando do sofá. Segui até a cozinha pegando uma caixa com alguns furos que estava sobre o balcão.
    – Vem cá coelhinho!- Com um assobio e alguns barulhos de beijos estalando os lábios e logo o coelhinho branco surgia pulando de trás do rack da televisão.

    O animalzinho era extremamente peludo, claro já que havia levado o animal até o pet shop só para ficar mais agradável aos olhos, aquilo fazia com que a criatura parecesse um bicho de pelúcia. O mesmo tinha o pelo branco e uma única mancha preta ao redor de um dos olhos, havia sido o mais fofo que tinha encontrado na loja e ingenuamente achava que Nik ficaria super feliz com ele.
    – Pena que você vai morrer não é coelhinho?- Peguei o animalzinho colocando-o sobre o balcão da cozinha, retirei um laço bufante de cor azul de dentro do bolso e amarrei envolta do pescoço do coelho. Se aquilo era um presente, merecia um laço também claro, mesmo que ficasse muito fresco todo aquele exagero.– Quem que vai virar comida amanhã? É você, é você mesmo seu fofo.-Falava com um tom de voz infantil enquanto afagava o coelhinho no colo logo em seguida enfiando-o na caixa e fechando. Sentia dó do coelho, mais sentia mais ainda de Nik passando aquela situação toda então entre coelho e Nik, estava claro o lado que a balança pesava.

    Algum poucos minutos depois de aparatar próxima a casa de Nik já me encontrava de frente ao apartamento do loiro e sem escutar nenhum sinal do loiro lá dentro, apalpei os bolsos procurando a cópia das chaves que havia ganhado e adentrei o local. Procurei colocar a caixa onde o outro pudesse facilmente vê-la, deixei-a sobre a mesinha de centro da sala. Retirei de um dos outros bolsos um pequeno bilhete. E sem mexer em mais nada tratei de sair da casa antes que o loiro aparecesse. Se me pegasse ali não queria nem imaginar o estresse que ele ficaria e nem o tamanho da bronca que eu levaria.


~~~~~~~~~~~~
Bilhete:

Sentirei sua falta todos os dias durante esta semana, prometo!
Assim que estiver melhor por favor venha para casa o quanto antes.
Beijos, H.

Ps: Seja rápido e sem dor com o coelhinho.
~~~~~~~~~~~~






Obs: Não brigue com o japa porque ele deu um coelho super fofo e vivo. -q
Nik não especificou que queria já morto.
Hide acha que Nik vai ficar mais feliz caçando o coelho vivo -QQQQ
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Re: Apartamento 505 [Vaduz | Liechtenstein]

MensagemRomenia [#158556] por Nikolai Weylin » 26 Fev 2016, 23:21

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I've found me
somebody to love
Parte I


Só de pensar em tudo aquilo que havia acontecido aquela semana eu sentia o meu coração acelerar, descompassado e atrapalhado com a memória de tanto sofrimento, da perda de tantas pessoas e da quase perda da pessoa, atualmente, mais importante que havia nesse mundo para mim que, incapaz de dormir a noite, apenas me encontrava aconchegado nos braços do japonês, eu observava naquele exato instante. Fechei os olhos, mais uma vez tentando forçar a mente a relaxar e finalmente ‘se desligar’, no entanto tal tarefa era impossível naquele momento. Toda vez que fechava os olhos revia aquela cena, a poeira, o desespero, as pedras.... Estrangulei o choro, respirando fundo e, lentamente, me soltei daquele abraço sonolento, pressionando um beijo leve na bochecha do rapaz antes de me levantar e caminhar até a cozinha.

“Você não vai poder ajuda-lo se estiver transformado em um zumbi pela manhã. Tem que dormir...” Enchi a chaleira, lançando um olhar na direção do relógio e encarando aqueles ponteiros que, naquele exato instante, pareciam não querer sair do lugar, perdurando eternamente as três e quarenta da manhã. “Merda.” Pro inferno com tudo aquilo. Com aquela preocupação toda. Tudo estava bem. Tudo ficaria bem. Hideki estava em casa, na minha casa, se recuperando aos poucos de todo aquele sangue perdido. Por que ainda me sentia daquele jeito?

“É assim então que uma pessoa apaixonada se sente?” Coloquei a chaleira no fogo, me encostando contra a parede e fechei os olhos com força. Era assim? Então aquilo que sentia, aquela pressão toda no peito, como se um elefante me esmagasse as costelas, a falta de ar, a adrenalina que corria pelo corpo e fazia com minhas mãos tremessem e minha mente ficasse lenta e embaçada... aquilo era preocupação de alguém que estava, de fato, perdidamente apaixonado? Se era eu não gostava daquilo. Por isso tinha colocado como meta jamais deixar que o japonês fizesse algo assim de novo. Se pudesse eu o prenderia em casa, o envolveria inteiro e plástico bolha para mantê-lo assim, são e salvo debaixo de minhas asas.

O apito da chaleira me trouxe de volta a terra, deixando evidente que a minha mente era a única jogadora naquele instante. O mundo corria na velocidade normal, eu é quem não estava processando. Desliguei o fogo, tomando em mãos um saquinho de chá e colocando-o em uma das xícaras, despejando o líquido fervente no mesmo, inalando profundamente o cheiro do chá de Cidreira. – Vai ficar tudo bem, ouviu? Ele está em casa... ele está bem.– E sentia as lagrimas me escorrendo os olhos novamente, intrusas e invadindo o meu convidado daquele momento intimo, salgando a água que, aos poucos, tomava a coloração do chá.

-Idiota... para... – Fechei fortemente a mão, me segurando para não deferir um soco contra a bancada da pia e, vencido, me deixei deslizar ao chão, encostando a testa contra o armário debaixo da pia e deixando então que o choro me escapasse, acompanhado dos soluços que, embora eu realmente quisesse segurar, já não conseguia mais. –Para... p-para de chorar... para...– E eu mesmo me recusava a obedecer aquelas ordens, sentindo o peito se mover de um modo convulsivo, perdendo o ar e então o recuperando em meu ao choro.

Ouvi então os tacos de madeira estalarem diante do peso de algo em movimento, tomei impulso então a fim de me afastar do lugar onde estava e me lançar contra o peito do enfermeiro sonolento que aparecia no portal da cozinha. Apertei-o com força, pressionando o rosto manchado de lagrimas contra a camiseta do pijama, tremendo ainda contra o abraço, ainda um pouco fraco, do outro. –Desculpa... desculpa...– Me agarrei a ele, fechando as mãos no tecido da roupa, como se tivesse medo de solta-lo e perde-lo para sempre. Por que me desculpava? Por tudo. Por ter sumido. Por ter demorado. Por tudo, por nada. –Eu fiquei com ta-tanto medo de te per-perder...– Gaguejava, a voz extremamente tremula.

-E... eu percebi que... que desde que vo-você apareceu na mi-inha vida eu não... n-não sei o que eu vo-ou fazer se... se vo-você não estiver m-mais nela e.... e....– E não conseguia mais falar, tamanho o fluxo de lagrimas e soluços que me escapavam o tempo inteiro. Eu não poderia perde-lo. Talvez no começo, mas não agora. Não. Isso seria o mesmo que perder parte da alma, ou ela inteira. Eu não poderia perdê-lo. Simplesmente porque não seria nada sem ele.

Nada.


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Notas: Wow. Quanta emoçaum...
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Re: Apartamento 505 [Vaduz | Liechtenstein]

MensagemJapao [#158567] por Hideki Osamu » 27 Fev 2016, 09:48

  • 9 Pts.
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“This feels like falling in love
Falling in love
We're falling in love.”




    Vazio, era exatamente onde me encontrava. Tomando consciência por um breve segundo de que estava dormindo, porém não havia sonho algum, apenas aquela sensação de vazio como se estivesse inerte em algum lugar. Havia experimentado aquela sensação há alguns dias após apagar naquele acidente no hospital e só acordar- segundo os médicos- dois dias depois. Aquele vazio, porém era reconfortante de certo modo, e se estendia desde que havia voltado para aquele mundo. Sim, aquele mundo. Porque só após acordar naquele hospital e passado todo o perigo que pude analisar o quão morto eu deveria estar encima daquela cama naqueles dois dias, encima do muro sem ter certeza para qual lado penderia e cairia. Certamente não sonhar com nada, era muito melhor do que ser perseguido pelas lembranças do acontecido, quem sabe fosse assim que minha mente encontrava um jeito de descansar e se recuperar.

    Um apito baixo que aos poucos me trazia de volta ao mundo real tomava força dentro daquele vazio. Abri os olhos fitando o teto bege acima, piscando algumas vezes ainda tomando consciência de onde realmente me encontrava. Meu corpo pesava como chumbo, talvez por conta da fraqueza ainda fosse difícil me mexer habilmente ou talvez fossem apenas meus músculos ainda reclamando. Enfim despertando pude lembrar de que estava na casa do Nik, claro, ele estava cuidando de mim desde que sai do hospital para minha sorte, diga-se de passagem, afinal se não fosse pelo companheiro certamente eu estaria sozinho em meu apartamento, ninguém teria me esperado acordar, ninguém teria chorado caso não acordasse também.

    Com um pesar virei o rosto procurando pela presença do loiro ao meu lado na cama, vendo ali penas o travesseiro vazio. Aquele apito ao qual havia me acordado parecia ser uma chaleira, talvez Nikolai estivesse na cozinha. Respirei fundo suspirando buscando forças para me levantar da cama jogando primeiramente minhas pernas para fora das cobertas e só depois levantar e com passos lentos e vagarosos deixar o cômodo.

    Uma dor apertou em meu peito e um nó se fez em minha garganta como se algo tentasse sair sem conseguir de dentro de mim vendo aquele coitado no chão. Eu estava ruim sim, havia estado pior, mais Nik parecia destruído com olheiras e muitas vezes sabia que o loiro andava chorando escondido como estava fazendo naquele momento pois eu já tinha notado por vezes os olhos inchados do mais novo. Esbocei um sorriso de canto recendo o outro em meus braços, levando a mão até seus cabelos com uma leve carícia tentando-o apertá-lo o máximo que podia a fim de acalentar seus medos. – Eu estou bem Nik, estou aqui.-

    Cada palavra dita pelo loiro fazia tanto sentido que parecia que o mesmo andava lendo minha mente. Aquele incidente me fez refletir exatamente sobre a falta que o outro me faria caso algo tivesse acontecido com ele, ou a falta que me faria caso partisse para o outro lado se é que houvesse algo depois. Mas não podia deixar de me culpar de certa forma pelo desespero do outro. – Eu não vou a lugar algum, eu prometo esta bem?- Levei a mão até o queixo do outro, levantando seu rosto molhado e depositando um selinho em seus lábios. – Estou agradecido que isso que aconteceu não tenha sido com você porque eu acho que não teria estrutura nem para imaginar que te perderia.- Passei as pontas dos dedos pela bochecha vermelha do mais novo enxugando ali uma lágrima. – Não quero que fique chorando pelos cantos, por favor.- Havia uma pequena suplica em meu pedido de fato. Saber que o outro andava por ai se remoendo e chorando me deixava de coração partido.

    Desejava estar mais forte, mais resistente e poder cuidar do loiro também. Mas meu corpo reclamava de pé ali há alguns minutos esperando os soluços e a crise de choro de Nik passar. A cozinha tinha um cheiro gostoso e doce de Cidreira. Inalei aquele perfume dando um leve suspiro infelizmente vencido pelo cansaço. – Vamos sentar um pouco no sofá, você toma seu chá e se acalma.- Apesar da voz fraca não tinha coragem de falar a verdade de que estava cansado ou seria capaz do loiro ficar ainda mais preocupado.

    Esperei para que o mesmo pegasse sua caneca de chá, e me ajudasse a caminhar até o sofá. Sentando-me aconchegante entre as almofadas fofas tentando puxar o outro pra sentar o mais próximo possível. - Talvez se tomasse um chá de camomila conseguisse dormir um pouco não acha?- Sorri observando o mais novo beber o líquido que ainda emanava fumaça e aquele cheiro gostoso, porém que não me despertava a menor vontade de beber o mesmo. Apenas o calor me atraia. – Estou com um pouco de frio...- Poderia caminhar até o quarto mesmo que levasse alguns minutos, mas prontamente vi o loiro levantar-se e voltar rapidamente com uma coberta quentinha. – Senta aqui.. Não tem problema, senta.- Ajeitei-me dando alguns tapinhas no meu colo esperando que o outro sentasse para poder envolver ambos naquela coberta.

    Enquanto Nik terminava de beber seu chá, refleti por alguns minutos observando-o em meu colo. Levei minha mão novamente em sues cabelos deslizando por alguns mexas até próximo a suas bochechas observando o quanto minha pele ainda estava pálida e amarelada se comparada ao outro. O sorriso do outro em resposta ao meu carinho não me deixava dúvidas sobre o que eu realmente sentia e queria.

    Envolvi a cintura do mais novo num abraço, apertando meu rosto contra seu pescoço, respirando próximo a sua orelha e sentindo seu perfume. - Casa comigo?- Sussurrei baixinho em seu ouvido, agarrado em sua cintura para não deixá-lo fugir caso tentasse. Não sabia o que esperar como resposta, mais tinha certeza de que definitivamente queria continuar ao lado de Nikolai todos os dias até que a morte realmente nos separasse.




Nota: Finalmente japaaaaaaa. *-* <3 Weeeee .YA
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Re: Apartamento 505 [Vaduz | Liechtenstein]

MensagemRomenia [#159046] por Nikolai Weylin » 04 Mar 2016, 12:33

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I've found me
somebody to love
Parte II


- T-ta... – Assenti brevemente para as palavras do oriental, a respiração ainda descompensada e o choro intenso se somavam a uma tremer de ansiedade. Suspirei, trêmulo, com aquele toque e balancei a cabeça positivamente uma vez mais, -Vou tentar... – Prometi, embora tivesse plena consciência de que controlar as crises de choro, quase sempre frequentes e sem hora para acontecer, era uma tarefa quase impossível de ser realizada. “Tudo bem, não choro nos cantos.” Esfreguei as mangas da camiseta contra os olhos, levemente inchados, na tentativa de, também, secar as lagrimas.

Me segurei então, daquele jeito, ao enfermeiro, demorando ainda alguns minutos até finalmente relaxar e seguir a sugestão do rapaz, indo pegar o meu chá, adoçando-o com uma quantidade incrível de mel e um pouco de leite, antes ajuda-lo a caminhar em direção a sala. “Será que ainda dói?” Me perguntei, ousando lançar um olhar de testa franzida na direção da perna do rapaz e sentei-me ao lado do mesmo, relaxando o corpo contra as almofadas macias do velho sofá e, lentamente, tomei um bom gole da bebida quente, sentindo a mesma me acariciar por dentro, acalentando o coração preocupado. – Bem... Acho que de cidreira ajuda também...– Comentei, - E-eu queria tomar um daqueles ‘Bom sonhos’, mas eu esqueci de comprar. – Suspirei, vinha me esquecendo de muitas coisas ultimamente. “É a falta de boas noites de sono, eu acho.” Era o que fazia sentido. Estava disperso, distraído de fato.

Tomei mais um gole, alegre por aquela sensação horrível finalmente estar me abandonando, pela calma alcançar meu corpo. Hideki estava bem, ele mesmo disse que não iria a lugar nenhum. Iriamos cuidar sempre um do outro, não é? – Eu vou pegar uma coberta pra você. – Levantei, colocando a caneca de lado a fim de voltar ao quarto, pegando a coberta da cama e, só então, voltando para a sala. –Tem certeza disso? – Em outra época não esperaria nem o convite, já teria me infiltrado no lugar, entretanto em outra época ele não estava machucado e assim... tão ‘mal’. –Tá...– E, com cuidado, ajeitei o cobertor, pegando a caneca e me ajeitando contra o peito do mais velho, voltando a bebericar, com calma, o chá.

Fechei os olhos, esboçando, finalmente, um sorriso calmo diante do carinho, e relaxando ainda mais o corpo. Aquilo era bom... fazia com que meu corpo reagisse em arrepios gostosos que faziam alguns pelos se eriçarem e o lobo, no fundo de minha mente, abanar o rabo de maneira alegre e rolar no chão, feliz, com a atenção recebida. –Ei... – Resmunguei, um pouco manhoso, com as cócegas que a respiração do moreno promoveram contra o meu pescoço, abrindo de leve os olhos de modo a encarar o japonês por um instante, arregalando um pouco os olhos com o pedido. Abaixei a xícara, agora vazia, fitando os olhos do outro, como se procurasse qualquer sinal de delírio.

“Casar?” Meu coração disparou no peito e, novamente, senti um nó na garganta, o estômago se revirar, como se preenchido por milhares borboletas a voar dentro do mesmo. –E-eu...- E lá ia toda minha calma. O choro, antes controlado, voltava com força. Casar... casar era algo sério, não era? Era... ‘para sempre’, não é? Era sim... –Ca-caso... caso...– Por mais que tivesse medo de faze-lo, eu casaria. Sim. Tinha medo de perde-lo, ele também o tinha... não que casar fosse, de fato, mudar alguma coisa, evitar que qualquer outra coisa acontecesse, mas... – Eu caso....– Beijei-lhe então os lábios, de modo calmo, um beijo doce por conta do mel e regado a lagrimas. Era isso então? Eu, que mal conseguia manter um relacionamento de uma noite iria me casar? “É, Nik... Parece que sim.”


Narrador, -Falas- e doces "Pensamentos" .
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Postado Por: Todd, Sweeney.


Re: Apartamento 505 [Vaduz | Liechtenstein]

MensagemJapao [#159343] por Hideki Osamu » 10 Mar 2016, 13:11

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“This feels like falling in love
Falling in love
We're falling in love.”



    -Eu caso.- Em meio a um gaguejo as palavras que eu realmente queria ouvir escaparam dos lábios vermelhos e molhados de chá do loiro. Sorri de canto de certa forma aliviado, se bem que mesmo que Nikolai não aceitasse a essas alturas não deixaria mais o outro. – Obrigado...- Sussurrei encarando aquele par de olhos castanhos. Talvez Nikolai não soubesse ou não compreendesse a dimensão que significava aquele simples aceito para mim.

    Eram raras as vezes em que dormíamos cada qual em sua casa, nem mesmo quando Nik estava ‘naqueles dias’ do mês, mas ainda havia alguns costumes com o qual havia crescido e que faria questão de seguir mesmo que a essas alturas já não fosse um namoro tão tradicional. Nikolai merecia, merecia um anel em seu dedo, afinal não era apenas qualquer um como vários outros que já haviam passado em minha vida. Ou será que no fundo eu amava tanto aquele homem que desejava possuí-lo de todas as formas para ter certeza absoluta e deixar claro que ele era meu?

    - Eu te amo.- Sussurrei entre um beijo e outro separando brevemente nossos lábios. Minhas mãos alisavam as costas do outro tocando sua pele macia sob a camisa que este vestia. Podia sentir o gosto do mel em seus lábios quente por conta do chá que havia tomado, misturado com o gosto salgado de suas lágrimas. – Eu pedi para que não chorasse.- Levei as mãos ao rosto do outro enxugando o caminho que as gotas salgadas haviam feito ao rolarem por suas bochechas, com um leve sorriso brincalhão, realmente não queria causar mais choro no outro.

    Puxei novamente o outro contra meu peito, aninhando-o ali afim de acalmar novamente seu choro. Tínhamos muito o que planejar e eu algumas coisas para acertar. – Você se incomoda se eu ficar algumas semanas aqui até resolver uma coisa?- Sabia que o outro não se incomodaria, sempre ficava ali por dias mesmo. – Você não vai se arrepender depois não é? Juro que depois não terá mais como fugir.- Apertei o loiro em meu colo, afundando meu rosto em seus cabelos desgrenhados aspirando um pouco mais do perfume que tanto me trazia calma. Tudo que pensava agora era que ele seria meu de fato. – E não se preocupe, eu só me arrependeria de nunca ter ficado com você.- Mais um selinho leve sobre os lábios do mais novo antes de voltar a aninhá-lo em meu colo ou eu me aconchegar no calor do seu corpo.




Nota: Que post lixooo .chora
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