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Três Vassouras

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Re: Três Vassouras

MensagemFranca [#153735] por Amélie Lavoie » 28 Dez 2015, 11:10

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                O professor de História da Magia relatava o seu lado da história, a qual, a princípio, a francesinha já esperava: de que o casal, seus pais biológicos, eram demasiadamente jovens e inexperientes para desenvolver o papel que a eles lhe foram impostos pelo destino. E como forma de dar o melhor que eles julgavam para a filha, melhor este o qual eles não poderiam lhe dar, embora, Viktor aparentasse que quisesse e Amélie parecia não querer acreditar, deram-lhe a um casal que ansiava por um filho e que criou a francesinha como se tivesse saído de suas entranhas.

                A garota permanecia calada, com as lágrimas silenciosamente desfilando sobre sua face, sendo a única companheira, sua única confidente para todo aquele sentimento de rejeição que sempre inundou o orgulho da francesa. O homem parecia condoído com o sofrimento da filha e lhe ofereceu um lencinho de tecido para que ele pudesse conter um pouco daquele sofrimento do qual ele apenas podia imaginar. Amélie gostava daqueles elogios que o homem tecia para ela, e inconscientemente caía nas amarras das palavras as quais o ucraniano lhe dizia de forma intencional, racional e deliberada, com o intuito único de confortá-la; mas, não de uma forma altruísta como Amélie imaginava, mas numa mesclagem do egoísmo do homem a qual ela parecia ter herdado.

                E pela primeira vez, de seus lábios vieram um sorriso contido, enlameado pelas lágrimas de outrora. Realmente, o homem tinha razão, a garota pensara, enquanto era manipulada pelas palavras do pai biológico: Erwvan e Chlóe foram excelentes pais e nunca os abandonaria. E parecia ser uma cina para os pais errarem ao tentar ajudar. Erro que inclusive o casal francês havia cometido ao tentar afastar Gilles da garota com o intuito de privá-la de uma vida da qual eles imaginavam que o garoto não podia oferecer à filha. Evey e Viktor pensaram da mesma forma, entregando-a ao casal francês há anos atrás. E Gilles escondera da amiga a verdade, com o intuito de protegê-la. Verdade esta da origem de seus pais e um pouco da sua história, embora, ela nunca saberia em sua total plenitude. Pelo menos, os adultos imaginavam e as fiandeiras do destino poderiam conspirar a favor. O amor sempre parecia estar atrelado a mentiras, a coisas ocultas, na tentativa de fazer o bem, realizando o mal. E a garota ia ganhando paulatinamente tais conceitos errados sobre a vida, formando-a de forma torta e desvirtuosa.

                Viktor parecia querer tentar se aproximar da filha e num primeiro momento tocar a mão da garota tornava-se a primeira tentativa a qual Amélie objetou-se inconscientemente como forma de se defender. Viu o homem recuar, colocar suas mãos novamente sobre as pernas ou sobre o tampo da mesa e o fitou por um átimo de segundo e não conseguindo encarar toda aquela verdade, ás vezes desviava o olhar. Não sabia se estava preparada para uma aproximação, embora também tivesse o desejo de conhecer Viktor mais profundamente. Parecia ser uma pessoa carregada de mistérios, talvez em parte pela áurea que a catédra oferecida por ele em Hogwarts proporcionava. Mas, a garota não sabia como agir. Precisava conversar com os pais sobre aquilo; queria saber se não os machucaria; tinha que contar a alguém sobre aquela conversa antes de tomar uma atitude que deveria ser racionalizada. Não queria machucar os seus pais, não eles que a criaram com tanto amor. E ali, parecia estar agindo sobre as costas deles.


                - Preciso pensar. - Amélie se pronunciou pela primeira vez após toda a revelação, repletas de mentiras, das quais ela infelizmente desconhecia, feita pelo ucraniano. - preciso conversar com meus pais primeiramente; não quero machucá-los em tentar me aproximar de você - seu tom era sério e verdadeiro. Parecia ser a única que compatuava com a verdade naquela mesa e assim gostaria de permanecer.- Tenho curiosidade, sempre tive, em saber como eram meus pais e o motivo pelo qual me abandonaram - Viktor tentou intervir, dizendo que abandonar era uma palavra forte para a situação da qual ele mesma havia descrito como algo mais ameno. Mas, ela objetou nas explicações do homem e prosseguiu. Para ela independente das desculpas, ela havia sido abandonada. - Mas, esta não é uma decisão da qual quero tomar sozinha. - e após viktor dizer que esperaria pelo tempo que ela julgar necessário, que estaria ali sempre dela no que ela precisar, a garota levantou-se - preciso ir embora. Acredito que o tempo do passeio à Hogsmeade tenha terminado. - ofereceu o lenço de volta para Viktor, mas ele disse que poderia ficar com ela. E num sorriso contido, um pouco forçado para aparecer uma garota afável, educada além do que era, talvez inconscientemente carregado pelo medo de ao agir ao contrário ser novamente abandonada pelo homem, despediu-se do homem. - até mais ver, professor.
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Amélie Lavoie
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Re: Três Vassouras

MensagemUcrania [#153745] por Viktor K. Zolnerowich » 28 Dez 2015, 14:57

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Talvez ainda estivesse um pouco cedo para Amélie dizer que o perdoava, mesmo, como dito anteriormente, Viktor não necessariamente estar arrependido. Mas, o perdão, pelo menos sua palavra e o que ela expressava no mundo moderno vinha imbuído de outras coisas mais, entre os quais uma possível reaproximação e, no caso deles em específico, o evitar de se tocar naquele assunto novamente, mesmo que o ucraniano soubesse ser um pouco díficil, pelo menos por enquanto. Mas, ele havia feito sua parte, mesmo de uma forma que ele jamais imaginaria, afinal, não esperava aquele empurrão por parte do destino nas mãos da filha.

"Filha". Era uma palavra nova agora no seu vocabulário. E trazia consigo conflitos de pensamentos ainda presente no homem. Viktor tinha tanta urgência na liberdade, sempre a considerava genuína e necessária em sua vida, para tanto evita-se de se unir em relacionamentos sérios com quaisquer pessoas. Não gostava de estar preso a ninguém, mesmo que tais pensamentos revelavam uma fraqueza de espírito e uma forma de prisão dentro de si mesmo. Algo contraditório que Viktor sequer enxergava. Mas, olhando ali para Amélie, do certo receio da garota em aproximar-se dele, mesmo que, segundo ela mesma dissera, tinha curiosidade sobre a vida do pai e da mãe, do medo dela de ferir os sentimentos dos pais adotivos, sentiu vontade de tê-la por perto, mesmo que por algum tempo em sua vida. Em uma coisa pelo menos ele tinha que reconhecer: no que tangia a beleza, ele e Evey fizeram um bom trabalho no preparo da filha. Amélie era simplesmente linda. Ou esta admiração pela filha poderia ser os primeiros instintos paternos aflorando, já que pai nunca achava filho feio.

No entanto... Olhar para Amélie era também reviver seu tempo com Evey, já que a garota era bem parecida com a mãe fisicamente. E de certa forma, isto o incomodava. Pois, embora também não assumisse para si mesmo, a francesa-mor instigara no homem sentimentos pelos quais nem mesmo Daphne conseguiu incitar. Talvez pela personalidade forte da mulher a qual Amélie tinha uma mescla junto com a dele próprio. Contudo, Viktor achara conveniente o tempo pedido pela garota. Assim, ele mesmo podia analisar a situação por um ângulo em que achasse mais daquele instinto paterno até então inexistente em sua pessoa. Talvez isto também poderia ajudar Daphne e o filho que ela carregava na barriga. "Quanta criança de uma vez só!" Pois, seu estado naquele momento não lhe era muito favorável. Estava ligeireamente bêbado e fora pego desprevinido. Aliás... tinha que também conversar com a Evey sobre o assunto, afinal, ela estava em Durmstrang alheia aquilo tudo e precisava saber que Amélie sabia da verdade.

- nós não... - tentou falar mais uma vez para a garota que não lhe abandonara, mas foi interrompido. Aquele assunto de abandono voltaria à tona mais tarde e isto o incomodava e o irritava. Embora soubesse que a garota tinha aquele direito de jogar certas coisas na cara dos pais biológicos. Afinal, ela de fato fora abandonada. - abandono é uma palavra forte para a situação Amélie que como tinha te falado, não foi bem assim que aconteceu. - disse quando ela finalmente finalizara. - e fique tranquila... você tem o tempo que achar necessário para me aceitar em sua vida - dramatizada intencionalmente, delegando ao fim das frases de amor inicialmente pouco forçadas, um sorriso cordial. - estarei aqui quando quiser e precisar. - e viu a garota finalmente se levantar com o intuito de se dirigir de volta à Hogwarts. - Pode ficar com o lenço, Amélie - devotou outro sorriso cordial, desta vez um pouco mais leve já que aquela conversa demasiadamente tensa estava no prenúncio do fim. Levantou-se, de forma cavalheira, dando espaço para que a garota passasse e despedindo num gesto cortês com a cabeça. Achou que seria forçosamente demais abraça-la e ambos rejeitaram esta ideia, pelo visto, pois ela não fez menção de aproximação. "Graças a Merlin", Viktor pensara.

Agora o ucraniano não sabia como proceder agora como pai e professor. Era tudo muito novo e precoce em sua vida. Mas, tinha consciência que pelo menos o diretor tinha que avisar para até evitar fuxicos de que estaria ou esteve favorecendo a cria neste ano letivo que estava próximo de findar. E quando estava sóbrio o suficiente para conversar, o ucraniano contou parcialmente a história para o vice-diretor Yuri Volkov, evitando brechas para perguntas das quais ele não estava interessado em responder. Naquele momento, ele só queria uma coisa
- outro copo de uísque de fogo, Jeff! E traga dos grandes, por favor - disse, sentando num dos banquinhos dispostos e batendo o pequeno copo, já vazio, no assoalho do balcão.


Fim do Arco autista! \o\
E nenhum dos posts foi revisado! ;)
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Re: Três Vassouras

MensagemFranca [#155411] por Dahlia Pettersson » 20 Jan 2016, 17:42

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Agitada. Aquela era a melhor maneira para descrever como me sentia. Faziam apenas cinco dias desde que as férias começaram e mesmo assim parecia um ano. Tanta coisa aconteceu naqueles últimos meses: o Cadran Lunaire, conversas com Melanie, o rolo complicado entre Jenny/Rennard/Josh, toda a confusão envolvendo Fred e minha meia Veelice descontrolada e, claro, Klaus. E ainda que minha vontade fosse me jogar na cama e ficar umas boas horas pensando e revivendo algumas boas memórias - e não, eu não sei da onde aquela vontade veio -, tinha um compromisso naquele dia. Um que vinha esperando ansiosa há bastante tempo e faria questão de comparecer, não importava quão confusa estava.

Não passei muito tempo pensando sobre detalhes como o que iria me vestir ou o que iria falar assim que estivesse frente a Bryan, então coloquei uma calça jeans desgastada, uma blusa simples com um casaco com capuz e guardei a última carta recebida (de Jenny) numa caixa na prateleira acima de meu computador (conquistado através muito implorar para Zoey). Eu e Bryan nos comunicamos ao longo do ano, nada muito profundo ou frequente, mas nos dávamos bem através das cartas e ele parecia um bom amigo. No mais, queria mesmo estar com ele frente a frente em uma situação menos vergonhosa (ele era bonito e tudo o mais, mas não interessada em modelos de cueca) como a que aconteceu no navio nas férias anterior.

Não foi uma surpresa que estava frio ao chegar a Hogsmead (cortesia de pó de flu), portanto caminhei até o local que combinamos: Três Vassouras. Tinha chegado no horário, mas alguma coisa me dizia que ele já estava lá dentro, por isso não foi uma surpresa ao reparar no garoto sentado entre o meio e o fundo do salão. Cumprimentei Rosalinda bem rapidamente e dirigi-me até ele, minha voz fazendo-se presente assim que me aproximei. - Boa tarde, Bryan! Bom ver você vestido dessa vez. - Abri um sorriso divertido enquanto me deslocava até a cadeira, sentando-me ali sem muita cerimônia (não era realmente necessário com o lufano). - Seu elfo continua traumatizado?


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Post super pequenino, mas feito com muito carinho e amor <3 (Afinal, é com meu segundo lufano preferido). Prometo que o próximo post fará jus.

Por que esse não fez? A começar que tá frio e to apertada por malas no carro, e depois que queria fazer uma (adoro) Bíblia sobre Klaus e Mel, mas como os dois não ajudam minha curiosidade ò.ó Perdão, Will
Dahlia Pettersson
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[ISABELLY] ~ por Bryan Roderick

MensagemReino Unido [#155442] por Bryan Roderick » 21 Jan 2016, 00:35

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Encontro marcado
E dessa vez com roupas!

Por alguma razão, o lufano não tinha muita confiança de que seus encontros com a francesa Runcorn continuariam. Em verdade, até então, não haviam continuado mesmo, porém se surpreendeu um pouco quando ainda um pouco antes das férias do Natal recebeu uma coruja com uma correspondência da amiga. E foi então que a troca esporádica de cartas começou até, quem diria, marcarem de se encontrar no Três Vassouras durante as férias, e ali estavam eles. Ele, por enquanto.

- Espero que ela não demore, e que não se perca, e que... - dizia para si mesmo, impaciente. O tempo era ameno, porém não gostaria que ela ficasse ziguezagueando pelo vilarejo por má indicação. Não se lembrava de ter perguntado se já havia frequentado o lugar. Dessa vez, Gerald não o acompanhava, apesar de tê-lo auxiliado muitíssimo na hora de se vestir. O lufano estava tão incerto sobre o que deveria usar que chegara a cogitar vir uniformizado, afinal era a opção mais fácil. Ainda assim, o elfo havia conseguido convencer o rapaz a usar umas roupas mais normais. A maior anormalidade era a bandana de texugo na cabeça, presente recente. Os seus olhos não abandonavam a porta de entrada do pub, por isso não foi surpresa para ele quando a garota atravessou a entrada. Quando o seu olhar se encontrou com o dela, sorriu amplamente e pulou da cadeira para abraçá-la num salto: - Bonjour, Belly! Que bom te rever. O Gerald está ótimo, sem traumas. Te mandou um abraço. - ele havia inventado isso na hora, mas com o sentimento sincero de que o elfo teria mandado se fosse esse o seu hábito. Estendeu o braço em direção à cadeira, indicando teatral e cordialmente que a amiga se sentasse.

Sentando-se ele próprio logo após ela, disse:
- Eu não pedi nada ainda, estava te esperando, mas quero que me conte sobre esse tal de Cadran que até agora não entendi pelas cartas que você mandou. Parece muito complicado na verdade. - o sorriso se contraiu para um sorriso amarelo, temendo estar parecendo um idiota. De fato não havia entendido o que era esse evento da academia francesa. Ergueu os olhos para Rosalina que estava logo adiante: - Ei, por favor. Eu quero uma cerveja amanteigada! Ou não... Sim, sim, quero sim. E você, o que vai pegar?

O garoto não havia mencionado nada ainda, nem mencionaria antes que ela terminasse a bebida que nem sequer havia chegado e que acabara de pedir, porém já se afigurava em sua mente desde antes da garota chegar uma ideia diferente para aquela tarde, uma exploração que há tempos tinha vontade de fazer e até então nunca tivera a coragem e oportunidade: entrar na Casa dos Gritos.

nota. pode mesmo falar do Cadran, passei o semestre meio em off na BB e queria saber como foi, apesar de ter feito parte da organização no início. E sim, se você topar, podemos ir para a Casa dos Gritos depois - pode até dizer que sugeri isso ao final do teu post.
Bryan Roderick
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Re: Três Vassouras

MensagemFranca [#155510] por Dahlia Pettersson » 22 Jan 2016, 00:02

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Nos poucos segundos que levei para acomodar-me na cadeira, observei meu "acompanhante". Bryan definitivamente mudara naquele período de um ano, e ainda que não estivesse interessada daquela forma - não contava aquela ocasião como um encontro romântico ou algo do tipo, e sim uma reunião (e dessa vez ambos vestidos) - não podia deixar de observar que para melhor. Ok, não tive muito tempo nem interesse em observá-lo na ocasião a qual eu ainda não me recuperara cem por cento (ria nervosamente toda vez que lembrava daquilo, exceto quando as conversas sobre envolviam Jenny), mas isso não significava que não podia acha-lo bonito, característica que realmente se encaixava com o loiro (ele era o que as garotas chamariam de "handsome), e eu estava longe de discordar). Ainda assim, o que mais gostava nele era a capacidade de deixar as pessoas confortáveis mesmo nas piores situações; e o modo como ele iniciou e seguiu a conversa provava aquilo. Admirava-o como pessoa e como amigo, e adoraria manter um contato realmente frequente com o lufano.

Sua pergunta, no entanto, me pegou de surpresa. Falar justamente sobre o Cadran Lunaire. Não que não entendesse, a atividade em si era excitante e despertava curiosidade, mas era quase divertido que aquele fosse justamente o primeiro assunto a se fazer presente. Não sabia muito bem como explicar, não tinha feito isso até então, todavia iria me esforçar para fazê-lo de modo mais simples e eficiente que pelas cartas. Rosalinda ter se aproximado naquela hora também era uma ajuda, me dava um bom tempo pra pensar. - Boa escolha! Vou querer o mesmo. Zoey costuma me trazer aqui e cerveja amanteigada é minha bebida predileta. - Exclamei, sem perceber que nunca contara ao garoto sobre minha história, deixando a madame se afastar para continuar. - Zoey é minha mãe adotiva. Posso te contar um pouco sobre o porquê tenho uma mãe adotiva depois. Mas agora, o Cadran.... - E lá fui eu narrar minha derrota.

- Uma amiga uma vez me explicou sobre o tribuxo, e o Cadran Lunaire é bem diferente, mas não deixa de ser uma competição que ocorre a cada cem anos. O diferencial é que ela é voltada apenas pros alunos de Beauxbatons e os alunos competem em trios, com vários trios - sem critérios como ano e mansão - competindo. - Respirei fundo, esperando ver um sinal de entendimento, e sorri quando o recebi. Dava pra ver que Bryan estava com medo de parecer um pouco tonto, mas achava aquilo quase engraçado; e ele definitivamente não era tonto. - São três atividades, sendo que a primeira foi voltada para um trio contra o outro, a segunda trabalho em equipe e a terceira ambos. Por exemplo, a primeira foi uma espécie de caça à bandeira, a segunda tivemos de sair de um caverna, sendo que eu quase morri esmagada por pedras, e a terceira foi uma mistura de ambos, só que ao ar livre. - Fiz o meu melhor para explicar com precisão, adicionando alguns detalhes as explicações de cada prova, feliz com o resultado.

Meu sorriso foi embora assim que ouvi sua pergunta, sentindo um desconforto no estômago ao lembrar da derrota total que meu time sofreu. - Longe disso. Nós não fomos exatamente mal, mas não bem o bastante pra vencer. Acho que... melhor focar no fato de ter sido meio divertido, né? - Não que ser quase esmagada e ter que escalar 70 metros fossem o sinônimo de diversão, mas... - E você, algum coisa diferente em Hogwarts esse ano? - Questonei, ouvindo com atenção sua explicação rápida, exclamando um "Divertido" ao final. Realmente era. Nunca tive muita vontade de estudar em outra escola de magia que não Beauxbatons, mas era legal saber que havia outra com uma atmosfera tão diferente da academia francesa; e ainda me surpreendia como me comunicava tão bem em inglês, mérito de estudos (o chamado tempo útil) na época do orfanato.

Mais ou menos ao fim da explicação uma sugestão do loiro chamou minha atenção mais ainda. Ele queria, tão amedrontado quanto curioso (e eu sabia bem como era sentir os dois ao mesmo tempo), aventurar-se pela Casa dos Gritos. Eu sabia que não tinha nada demais ali, por conta das explicações de meu (anteriormente, não mais, como vim a descobrir) pai adotivo, mas não iria tirar a diversão da ida a Bryan, portanto terminei minha cerveja amanteigada (chegou quando comecei a explicar sobre as atividades do Cadran Lunaire), limpei a boca bem rapidamente e fiz a menção de irmos. - À vontade. Não se preocupa, qualquer coisa usamos nossas varinhas. Digo, se for muito necessário. Eu trouxe ela comigo. - Fosse por segurança, conforto ou medo, sempre trazia a varinha consigo. Vai que os doidos que me sequestraram viessem em busca de mim de novo? Eu hein. E o pior é que a tarefa seria mais fácil agora que me encontrava tão diferente de Melanie. Enfim, ao menos o meio tempo até chegar a Casa dos Gritos era o suficiente pra contar o básico da minha história.


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ESSE sim foi feito com muito amor e carinho <3 Bryan tão *-* Idaí que Belly não curte caras mais velhos? Eu curto *corre* Adoro o loiro.

Enfim, falando sério, adorei fazer esse post, quero bis. E qualquer coisa te explico em off a história da Belly, faço um resumao pra tu q Ela contou pro Bryan anyway mesmo.
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Re: Três Vassouras

MensagemRussia [#156313] por Sasha Yuriev » 31 Jan 2016, 18:34

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Joguei um dos feijõezinhos na boca, suspirando um pouco enquanto caminhava, de costume, sozinho. Fazia algum tempo que Edgar e Dora haviam me abandonado, aliás, até mesmo a jovem e querida Pumpkin estava muito mais quieta do que o normal, e isso me preocupava muito. Admito que realmente ter dito daquele jeito tão direto que eu não precisava de amigos imaginários provavelmente foi... Um pouco pesados demais pra o ratinho negro. Ainda conseguia me lembrar perfeitamente bem do numero seis branco, que mais parecia ter sido pintado as costas do bichinho como se para marca-lo como um animal de corrida. Inalei profundamente, sentindo os músculos intercostais movendo as costelas de modo a inflar os pulmões e comecei a caminhar em direção ao Três Vassouras, afinal de contas não era hora de pensar no Edgar.

"Pelo menos não naquele Edgar." Ainda trazia comigo a vontade de ser um gênio, tal como Poe. O escritor era, sem sombra de duvidas, um dos pais da literatura de terror, e sua genialidade para com os crimes por ele mesmo criado era para ser invejada. Esperava eu ser como ele algum dia, ter o dom de trazer o horror aos corações mais fracos, e a surpresa para fãs do Sinistro, assim como eu. De novo, por mais que o tema fosse, curiosamente Dark para passear pela mente de um garoto de onze anos, eu me sentia estranhamente familiar as palavras quase que escritas a sangue desses tipo de historia. Me sentia mais confortável em meio a um bom conto de terror do que qualquer contos de fadas que enchiam os corações das meninas de romance e expectativas tolas para o futuro.

A passos acanhados, me dirigi para uma mesa vazia no canto do bar, me sentando confortavelmente contra o encosto acolchoado do assento. - Um chocolate quente, por favor. - Pedi, de novo sempre usando de minha boa educação. - Sim, só isso. Obrigado... - E segui o garçom com o olhar. Me perguntava como que alguém decidia ser garçom, afinal de contas era uma profissão que exigia realmente muito talento para se, por exemplo, carregar aquela bandeja de prata em apenas uma mão e com tantas coisas em cima. "É realmente prata?" A minha própria pergunta me pegou um tanto de surpresa. Imaginava que se a mesma fosse, realmente, de prata nós nunca veríamos um garçom que fosse lobisomem.

"Só se ele tiver bandejas feitas especialmente para ele, usando algum tipo de metal que não o machuque." Bem, era engraçado pensar daquele jeito, ainda mais porque... Bem, talvez lobisomens pudessem ter empregos melhores. De qualquer jeito aquilo era irrelevante e não respondia a minha pergunta original. Como que alguém escolhia ser garçom? Agradeci novamente o rapaz quando o mesmo me trouxe a bebida e a assoprei um pouco, sorrindo com o doce cheiro de chocolate e tomei um gole, sempre pensando sobre o assunto anterior.


Narrador,, -Outros- , -Falas - e doces "Pensamentos" .
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Interagindo com:  Garçom.
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Notas: 24
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Re: Três Vassouras

MensagemFranca [#156430] por Amélie Lavoie » 31 Jan 2016, 22:40

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Fazia já algum tempo desde que Amélie não pisava em Hogsmead. A garota se lembrava bem da última aparição ali na vila bruxa; havia sido quando num dos passeios disponibilizados pela escola ela viu Viktor no três vassouras num estado alcoólico o qual posteriormente ela descobriria não ser tão raro assim e confessaria que sabia que o homem era seu pai. A conversa não foi das mais amenas e agora voltar com o ucraniano novamente naquele lugar era estranho, mas, não necessariamente ruim.

Viktor parou sua Harley Davidon à porta dos três vassouras, ajudou a filha a descer da moto e a retirar o capacete. Amélie organizou as madeixas de seus cabelos e com certa dificuldade levantou-se e sentiu suas pernas ligeiramente bambas. Achou engraçada aquela sensação e Viktor vendo isto riram ambos da inexperiência da garota no que tangia aos artefatos trouxas.
– Sua tia – corrigiu – digo, sua mãe e seu pai não deixavam você ter contato com nada relacionado aos trouxas? – a menina balançou a cabeça negativamente, e pela primeira vez achara aquilo ruim e o olhar de assombro de Viktor fazia com que ela se sentisse ainda mais noob no assunto.

- Não... eles nunca falaram porque, mas, sempre controlavam minhas amizades e em Beauxbatons eu tinha um amigo, o filho da empregada, então, nem sentia falta de coisas trouxas... na verdade, nunca senti falta.

E ambos entraram no três vassouras. O tempo estava agradável, o céu estava praticamente sem nuvens e um vento morno adentrou junto deles no estabelecimento o qual estava com várias mesas vazias. Viktor, levando os dois capacetes, conduziu a filha até ao balcão e sem pestanejar pedira duas bebidas para eles, obviamente, sem álcool, inclusive para ele. Não achava conveniente, mesmo com a sua experiência sobre duas rodas levar a filha pela primeira vez e em um estado alcoolizado. Os dois conversaram pouco, afinal, o tempo não ajudou muito. Caso contrário, Amélie poderia perder seu meio de transporte direto para a casa e assim, causar problemas entre Erwan e Chloe para com Viktor, estragando ainda mais uma imagem já maculada. A menina paulatinamente ia perdendo a vergonha e conversava com o pai como se ambos fossem amigos. Estava divertido, mesmo que ele fosse reticente em alguns pontos. Via o tanto que as sonserinas sentiriam inveja dela; contudo, ninguém, além possivelmente do quadro docente sabia que ele era seu pai... mas, julgava ainda necessário pesquisar o histórico bancário do pai e não pestanejou em pedir o endereço dele para que eles se vissem durante as férias – poderíamos nos ver nas férias, você pode? Ou vai voltar para a Ucrânia? – ela jogou uma indireta novamente.

E Viktor percebendo, achando graça daquilo, continuou a desconversar do assunto.
– Pode ser... eu entro em contato com você. Pode ser no congresso que terá de magia que acha? – Amelie concordou, com um sorriso meio forçado no rosto. – bom... agora temos que ir. Não quero ser responsável por você perder seu trem.
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Amélie Lavoie
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Re: Três Vassouras

MensagemIslandia [#160067] por Malaki Yoon-Ngan » 23 Mar 2016, 20:59

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Já faziam cerca de seis horas desde que deixara Lorien na companhia de Charles, nem por isso Clarity sentia-se mais cansada. Havia reservado parte da grana que recebera no último mês de trabalho para fazer algumas interessantes compras num dos muitos shoppings trouxas que conhecia espalhados pela Grã-Bretanha, para então reunir tudo o que sobrara e prestar atenção na moeda bruxa. Não era difícil reduzir as vestes que comprara, além das sacolas, para tamanhos mínimos com a ajuda de feitiços, sendo assim o fez e escondeu todos os itens na bolsa que carregava consigo. Sua intenção para o início da noite era dirigir-se ao bar, afinal o combinado com Charles era que tomaria conta da filha a partir apenas da manhã seguinte; combinado este que aceitou sem pensar muito, afinal amava a companhia da pequena tanto quanto amava algumas horinhas sozinha. E vinte minutos depois percebeu que tudo o que aconteceu naquele dia levou-a a Hogsmead, mais especificamente o Três Vassouras.

O bar, como qualquer um esperaria de um sábado à noite, começava a encher. Várias mesas estavam ocupadas, ainda que o balcão se mantivesse cheio apenas num dos cantos, e a parte de trás do bar permanecia num breu. Se as contas de Clary estivessem corretas em duas horas tudo estaria cheio, ainda que para ela o importante não estivesse nas pessoas e sim na bebida. Não entenda-a mal, a loira meia veela dificilmente desejava passar uma noite bebendo e se divertindo desde que chegara aos vinte e oito - estando agora com trinta -, mas vez ou outra seguia aquela opção com alegria. Queria jogar as responsabilidades pro ar e aproveitar o tempo livre falando merda pro batender, aproveitando algumas bebidas e, talvez, conhecer alguma pessoa mininamente interessante; a sedução era como um hobbie para a mulher.

Por isso mesmo deixou a postura o mais elegante possível ao adentrar, portando-se de maneira como se disesse a qualquer um que a visse que era auto-suficiente e madura o bastante para fazer tremer as bases de alguém “menor” que ela. Ajeitou a bolsa num dos ombros e concentrou o olhar no balcão, com passadas curtas, virando o olhar por tempo o bastante para notar algumas pessoas apenas quando chegou em seu destino. Agora era decidir o que pedir e qual seria a melhor forma de aproveitar as horas restantes...
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Re: Três Vassouras

MensagemInglaterra [#160358] por Mark Scofield Troster » 29 Mar 2016, 17:41

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Tempos passados nunca mais voltam, e lembranças era a sua companhia, muito tempo se passou e Mark não mais sabia o que era céu ou inferno, precisava estabilizar novamente e encontrar o céu, mas era difícil. Tudo ainda piorou quando viu seu melhor amigo ser morto a sua frente, isso quando era fraco, mas agora tudo era diferente não tinha essa fraqueza, apesar de que estava fazendo cinco anos desde o "acidente". Caminhava pela rua, destacava-se entre os outros, mantinha velhos costumes que os bruxos de hoje não tinham mais. Sua varinha em seu peito, a frente do seu coração, onde deveria estar.

Desistiu de muitas coisas, mas estava dando uma chance a mais em ser bom, mas não via motivos para isso, porém mesmo assim, achava que nada mudaria. Ultimamente não sabia o que era certo ou errado, apenas fazia o que queria e o que poderia talvez me fazê-lo sentir-se melhor. Atualmente o que Mark queria era tentar seguir uma vida tranquila, com um trabalho monótono em um hospital, sim ele tinha qualificações para isso. Mas fazer as coisas sendo ele mesmo era difícil, quase como um viciado tentando voltar a sociedade sem vícios e costumes. Era assim que Mark tentaria uma nova vida, sem mascaras, sem mentiras. Sendo ele mesmo e não um infiltrado ou qualquer coisa que precisasse mentir. Queria olhar fundo nos olhos dos outros e poder dizer a verdade.

O bruxo entrou no bar, notou alguns olhares dos mais curiosos, os ignorou seguiu para o balcão, preferia o atendimento pessoal do barman, do que o atendimento forçado dos garçons. - Um bom bourbon, por favor, dose dupla...Obrigado... - disse apenas para o homem que lhe atendia. Esperando sua bebida olhava ao redor enquanto desabotoava elegantemente o paletó que usava, ajeitando a manga, para manter a perfeição. Mas nessa de olhar ao redor, reconhecer o territórios e as pessoas a sua volta; velhos costumes; seus olhos encontraram o de uma bela jovem no balcão, não que fosse velho, mas certamente era mais velho que a loira, bonita e elegante que estava sentada tranquilamente, olhar sedutor. Ela tinha alguma coisa que lhe intrigava, não sabia, talvez sua beleza ou aqueles olhos traiçoeiros que faria qualquer homem fazer o que ela quisesse apenas para eles o notarem.

Chamou o homem que lhe atendeu e colocou sobre a mesa algumas moedas douradas que o homem pegou rápido. Apontou a loira que não conseguia tirar os olhos dela e pelo jeito muitos ali também não conseguiam, e disse em seguida ao homem para lhe entregar uma bebida por sua conta. - Deve conhece-la, a bebida preferida dela... para ela.. - uma cantada barata, até mesmo para ele. Porém Mark não desligou seu olhar da direção da loira ela o hipnotizava, esperaria o momento certo para levantar seu copo, com o liquido cor de âmbar, ao encontro da mulher misteriosa.
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Mark Scofield Troster
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Re: Três Vassouras

MensagemSuecia [#161356] por Valerie Zolnerowich » 19 Abr 2016, 16:00

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Aquela era uma típica manhã de outono em Hogsmeade, nada de especial chamava a atenção das pacatas ruas do vilarejo. Na verdade, tudo parecia exatamente do mesmo jeito que nos outros dias exceto pela mulher de postura imponente caminhando em direção ao simpático Três Vassouras. Esnobe e imponente, Victoria se aproximava do estabelecimento com a expressão de poucos amigos, visivelmente incomodada em ser obrigada a deslocar-se até aquele fim de mundo. Henri, o fiel guarda costas, a seguia de perto como um cachorro vidrado em seu dono e atento a qualquer pessoa que apresentasse algum perigo ao seu protegido. Outros dois homens engravatados se mantinham a uma distância segura dos dois primeiros, mas era evidente que também faziam parte da segurança real.

Obviamente, se estivesse em um ambiente trouxa os cuidados seriam redobrados, afinal, entre eles sua posição nobre a deixava em situações de risco constantemente. Atentados, fanáticos, adoradores, diante de meio mundo de malucos todo cuidado é pouco. Contudo, não eram necessários exageros na proteção da futura rainha sueca, o suficiente para lembrar aos outros que ela não era uma pessoa comum, uma mera plebeia no meio da multidão e, portanto, merecia destaque. - Espero que não me façam esperar. - comentou em voz alta e Henri sabia que não devia retrucar, pois permaneceu mudo em seu caminhar firme ao lado da princesa. Quando pararam diante da entrada do bar, o moreno abriu a porta e deu passagem para a sueca que rapidamente adentrou ao local mantendo suas feições frias e indiferentes enquanto percorria os olhos a procura de alguém conhecido.

Ao avistar os cabelos vermelhos de seu irmão caçula sentado em uma das mesas bem ao fundo do salão, Victoria sentiu desejo de enforca-lo, afinal, era ele a razão de seu incômodo. Se não fosse por seu comportamento irresponsável, a loira ainda estaria embrenhada em seus lençóis desfrutando dos braços de Jasper. Mas, por causa dele, lá estava Victoria, prestes a ter uma reunião com o diretor sonserino sem saber o que esperar do homem desconhecido cuja coruja tinha chegado no dia precedente àquele sem sequer uma assinatura. Naturalmente, o polonês tinha se oferecido para acompanha-la, porém havia entre ele e Frederik um atrito que impedia qualquer convívio saudável e, sabiamente, a princesa julgou mais apropriado vir sozinha.

Caminhou ente os espaços das mesas, ouvindo o ritmado som provocado por seus saltos alto, mantendo a passada firme como um prenuncio de sua chegada. Prostrou-se atrás do irmão, repousando a mão pesadamente em seu ombro e sobressaltado o menino ergueu a cabeça encarando a enérgica sueca. - Frederik Gustav Sigvard Bernadotte, achei que tivesse sido bem clara com você. - a forma como Victoria o chamava era o modo como o rapaz mensurava o estado de irritação da irmã. No momento, ele estava seriamente encrencado. Em um primeiro momento, Victoria ignorou a presença do homem sentado do outro lado da mesa, mantendo seu olhar ríspido na direção do menino. Passados alguns segundos, a sueca virou sua cabeça para frente e uma sombra de espanto pode ser percebida em seus olhos.

Por um átimo, perdeu a fala e esqueceu a razão de estar ali. Por mais grossa que fosse sua capa de gelo, sob a visão de um olhar minucioso seria possível enxergar um trincado, um ponto fraco, algo que seria capaz de abalá-la profundamente. Diante dela estava o único homem capaz de estragar seus planos, de revelar o segredo que guardava a sete chaves. Foi pensando naquilo que recompôs sua postura nobre e impassível, deixando um singelo sorriso desenhar-se em seus lábios. - Espero que meu irmãozinho não tenha causado grandes estragos no castelo, senhor...desculpe não sei seu nome. Afinal, a carta não tinha assinatura - o que diabos ele queria com ela? Chantageá-la? Extorqui-la? Sem exibir suas preocupações, estendeu a mão para ele, esperando um cumprimento educado do ucraniano. Como era de se esperar, Viktor não beijou as costas de sua mão como deveria fazer um homem diante de uma dama, pelo contrário, o cumprimento não passou de um aperto de mão nada cordial.

Ouviu-o se apresentar e após algumas explicações sobre as razões pelas quais a tinha chamado, Victoria fez um meneio brando e sorriu educadamente enquanto Henri puxava a cadeira para que ela se acomodava. - Eu entendo. Meu irmão tem problemas com regras e leis. - ao dizer aquilo lançou um olhar reprovador ao irmão e, então, continuou a falar. - Mas, toda família tem o seu rebelde, não? - entrelaçou as mãos sobre a mesa, encarando Viktor com uma expressão amigável. - Quais são os danos? Quanto a coroa sueca deve à Hogwarts pelos inconvenientes? Deve saber que dinheiro não é problema, Sr. Diretor...ou prefere professor Viktor? - ele, melhor do que ninguém, sabia que Victoria não se importava em pagar o que precisasse para abafar qualquer notícia que denegrisse sua preciosa imagem. Precisava manter as aparências por tempo suficiente para arrumar um pretexto para arrancar Frederik dali e ficar a sós com o ucraniano e, finalmente, saber quais eram suas intenções.

Victoria veste isso
Interagindo com Viktor


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Valerie Zolnerowich
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