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Transilvânia | Romênia || Apartamento de Victoria Dragnea

Transilvânia | Romênia || Apartamento de Victoria Dragnea

MensagemRomenia [#160719] por Drina Neferet Petrova » 05 Abr 2016, 20:43

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Drina Neferet Petrova
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Re: Transilvânia | Romênia || Apartamento de Victoria Dragne

MensagemRomenia [#160721] por Drina Neferet Petrova » 05 Abr 2016, 20:57

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                    Sabe aqueles dias que você sai com os amigos para encher a cara porque não tem nenhuma preocupação além de qual cara iria para a cama? Então, aquela noite, oito meses atrás havia acontecido desse jeito, mas vou explicar melhor.

                    Ainda não havia arrumado um emprego, então podia sair para aproveitar a vida quase todos os dias, mesmo que fossem somente durante as noites que alguma coisa de bom acontecida. Não tinha namorado ou uma pessoa irritante para reclamar da roupa que usava ou do horário que estava acordando, então era bem comum eu passar os dias na casa de outra pessoa. Não, eu não era uma prostituta, mesmo que muitas vezes tenha tido casos com mulheres e também recebido para realizar coisas que não são apropriados para o momento, o foco aqui era que eu sempre fui um espirito livre, então me prender a alguém estava fora de cogitação. Estava terminando de me arrumar para ir numa balada que havia inaugurado fazia uma semana e sentia em meu corpo que aquela noite seria nada menos que LEGENDÁRIA! Se eu soubesse o quanto... teria usado proteção!

                    Onze horas da noite e o TUM TUM da batida da música fazia com que eu quisesse mais líquido para me manter hidratada. Okay, não era água ou algo do tipo, mas uísque de fogo era o que eu desejava e também o que eu estava tomando desde...bom, desde a hora que eu havia entrado pela porta do lugar. A turma que havia ido comigo até o lugar já estava espalhada por toda extensão da balada e, conhecendo bem aqueles malucos, já devia ter alguém dentro do banheiro fazendo coisas que eu preferia realizar numa cama. Nada contra, mas gosto de coisas confortáveis e a menor possibilidade de cair ou quebrar alguma coisa dentro de uma balada que SEM DÚVIDAS voltaria mais vezes. De qualquer forma, meu corpo se movia ao ritmo da música e minha cabeça não sabia mais diferenciar as coisas. Mulher e homem. Havia realmente alguma coisa que fizesse a diferença? Não para alguém como eu e, levando em conta que não havia preconceito quando alguém queria prazer (vide eu) o que surgisse com poder de sedução me ganhava e bem, depois de algumas doses de tequila, as coisas ficavam bem mais simples. E talvez por conta disso que depois de mais algumas horas de diversão, bebidas e música alta, eu havia aceitado a ir para um canto mais reservado da balada com Hideki, um japonês que havia conhecido já há alguns anos.

                    Vamos deixar algo bem explicito aqui: Hideki sairia no tapa comigo por um homem, então com essa afirmação dá para adivinhar o quão bêbados estávamos para sairmos nos agarrando e nos beijando como se fosse uma coisa bem normal. Claro que duas pessoas solteiras e que queriam aproveitar a vida poderiam se agarrar e fazer o que tivessem vontade, mas não devia ter acontecido conosco, principalmente aquilo que rolou depois que fomos para meu apartamento. Okay, não me arrependo do que havíamos feito ou de como tínhamos feito, na realidade, por ele ser um gay, havia mandado melhor do que MUITOS héteros por ai, mas me arrependia do que não lembramos: duma p*rra de camisinha. Sim, havíamos transado e não nos protegemos, mas naquele dia nada mais importava além do prazer carnal e francamente, que bêbado consegue lembrar de uma coisa tão pequena quando apenas uma coisa importava? De qualquer maneira, não dava mais para chorar o que tinha acontecido.

                    Sim, foi estranho e ficamos sem nos falar direito por quase um mês, mas não dava simplesmente para ignorar tudo, principalmente porque a roda de amigos SEMPRE acabava nos reunindo, o que também contribuiu para nosso rendimento e a volta da nossa amizade. O que era uma coisa ótima, principalmente dois meses depois (três, levando em conta aquele mês que não nos falávamos muito bem). Talvez não fosse uma coisa tão horrível assim, porém para uma pessoa que não tinha intenção de formar família tão cedo, bem, certas informações ou ações definitivamente não poderiam simplesmente acontecer como se fosse um chocolate estragado.

                    No terceiro mês após o dia da balada, meu estômago começou a reclamar e nada parava dentro de mim. Aquilo me preocupou e muito, principalmente porque sempre fora conhecida como Draga, então sem pensar duas vezes fui para o hospital que alguns meses depois iniciaria minha jornada trabalhista. Alguns exames foram feitos e a pior notícia fora dada: eu estava grávida. Sim, naquele dia o meu mundo desabou, principalmente porque eu nunca tive vontade de engravidar e o pior de tudo era que o pai era gay. Como eu poderia viver com aquela informação? Ah sim, antes que me perguntem, depois do incidente com Hideki, a p*rra da camisinha era o item principal de minhas noites, por isso sabia que o oriental era o pai. Ah claro, tinha que adicionar que Hideki estava namorando um carinha super gente fina e eu não queria f*der com o relacionamento deles. E o que eu faria? Me mataria, era claro. Só que não.

                    Por mais que eu tivesse a vontade de abandonar essa história de gravidez ou muitas vezes cagasse para o relacionamento do oriental e quisesse jogar a culpa totalmente nele, não conseguia. Hideki era um dos meus melhores amigos e, mesmo que aquilo pudesse acabar com muitas coisas, se ele descobrisse algum dia que eu estive grávida dele e abortei, bem, ele ia me matar com um bisturi sem sombra de dúvidas. Então foi com esse pensamento (de não querer magoá-lo) que fiquei com aquela palhaçada toda de gravidez, sofrendo com os enjoos e frescuras até finalmente eu completar oito meses de gestação. E vamos deixar uma coisa bem clara aqui: aquele oriental desgraçado ficaria me devendo eternamente, principalmente todas as vezes que tive que explicar que queria ter um filho sozinha e não precisava de um homem. Meu c*! Eu não queria ter aquela capeta, que fazia eu odiar calça jeans, mas que deixavam meus seios enormes. Pelo menos tinha alguma coisa para brincar durante os banhos.

                    Enfim, naquela quarta feira, oito meses depois da nossa noite de 'loucura', estava aguardando o casal doido para contar toda a verdade, principalmente porque eu não ia cuidar daquela monstrinha que estava dentro de mim, mesmo que já tivesse me acostumado com a ideia. Nah! Victoria era uma mulher livre e a ideia de ter uma filha antes dos trinta não era nada legal, sem contar que sabia que a bichinha ficaria melhor com o oriental. De qualquer maneira, estava no quarto da monstrinha (sim, eu havia feito um maldito quarto porque sabia que até ela parar de mamar, precisaria ficar comigo) quando ouvi a campainha tocar. Estava na hora. Fechei a porta atrás de mim e segui na direção da porta, dando uma ultima respirada funda antes de abrir a porta e encontrar um par de sorrisos. Por Merlin, era bom aquela maldita ideia dar certo.

                    "Hey bichinhas! Entrem! Como estão? Podem ficar a vontade!" Disse normalmente para o casal enquanto abria mais a porta para liberar a passagem, fechando a porta quando eles já estavam no meio da sala. "Fiquem a vontade, podem se sentar. Querem beber alguma coisa? Ah, não vou ficar servindo, podem pegar lá na geladeira. Tem de tudo um pouco." Falei sorrindo e seguindo para um canto do sofá, sentando-me e sentindo um pouco de cansaço. "Essa monstrinha nasce até mês que vem e não vejo a hora. Acho que ela será batedora quando maior, porque não para de me bater." Respondi a pergunta de Nik, passando a mão pela barriga. Ainda não havia dito a história inventada, então aproveitaria o gancho (se ela viesse) para contar a realidade e torcer para que nenhum dos dois desmaiasse ou tivesse um ataque do coração. Eu cuidava de bichinhos, não de bichinhas. -q

                    "Ainda não escolhi o nome, prefiro quando nascer. Acho que ficaria mais fácil, só sei o sexo mesmo, é uma garotinha." Respondi a pergunta de Hideki e cruzei as pernas, esperando para que a pergunta surgisse e pudesse explicar toda a situação. Mas ao que parecia, eles evitariam o assunto da paternidade da bebê e aquilo me deixava maluca. Não sabia quanto tempo havia passado, principalmente porque conversamos sobre vários assuntos, o que algumas vezes era até mais fácil. E, quando eu estava quase desistindo de contar sobre quem era o pai da minha filha, eis que surge a pergunta tão importante, vinda de nada mais do que o papai. Umedeci meus lábios e fiquei com uma postura mais séria, olhando para os dois homens a minha frente. Estava na hora e não poderia desistir. "Bom, não sou boa para enrolar, então espero que vocês não pirem." Disse com calma, totalmente desconhecida por mim. "Hideki, você é o pai da minha filha."
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Re: Transilvânia | Romênia || Apartamento de Victoria Dragne

MensagemJapao [#160804] por Hideki Osamu » 07 Abr 2016, 13:13

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    Confuso tentar entender como a vida das pessoas podia mudar de um dia para o outro, até mesmo a nossa mudava sem que percebesse o tempo passar. De repente paramos e só então pensamos em tudo que se passou desde nosso ultimo momento de reflexão e um encontro inesperado pelos corredores do hospital há alguns dias havia me levado aquele pequeno momento de analise ao rever uma velha amiga, Victoria, conhecida de outros ‘carnavais’ dos bares e boates da vida.

    Assim que havia me mudado do Japão para a Europa, ainda sem conhecer muitas pessoas e com sotaque bem forçado conheci a morena que logo tratou de me apresentar os melhores lugares para serem frequentados a noite e digamos é claro que boa parte dos meus antigos clientes do meu antigo “emprego” digamos assim. Mas havia um bom tempo que não nos falávamos, talvez 1 ano? Não, bem menos. Talvez uns 8 meses? Sim. Havíamos perdido contato logo após o retorno de Nikolai, naquela época eu já havia largado a vida de farra e arrumado um emprego, já não fazia mais programas e a vida agitada de antes tinha ficado para trás enquanto tentava me recuperar de ter sido abandonado. Logo mais mudei de casa uma ou duas vezes e todos os amigos de noitadas se foram com o tempo, aquele não era mais o circulo de amizades que eu mantinha agora tentando ser um homem mais responsável, agora responsável por cuidar de Nikolai e quem diria, noivo.

    Todas aquelas coisas me passaram pela cabeça na breve conversa com Victoria, a vida dela claro havia mudado bastante e podia-se ver de longe. A mulher ostentava uma barriga imensa de gestante, nunca havia imaginado-a como mãe nem que um dia na vida ela pudesse querer ser mãe. A mulher também havia engrenado na carreira firme e jovem formada teria um futuro promissor. Talvez fosse tudo aquilo que as mulheres realmente queriam, uma carreira estável, filhos e um marido quem sabe.

    Enfim, naquele dia nos despedimos com data e hora marcada para nos rever e bater um papo. Havia contado brevemente sobre meu noivado e ela prontamente nos convidou para visitá-la. Poderia chamá-la para sair e beber algo, mas talvez no estado atual a jovem não se sentisse disposta para ficar passeando muito menos bebendo lógico.

    O relógio marcava quase 19 horas e eu aguardava sentado na sala lendo um livro qualquer para matar o tempo enquanto Nik terminava de se arrumar, depois se certificando que eu tivesse deixado água e comida para Lanche no cantinho da cozinha. – Já arrumei.- Respondi por cima do ombro adivinhando que o loiro se dirigia para cozinha conferir as tigelas do coelho. – Vamos nos atrasar Nik..- Comentei fechando o livro para fitar o loiro por alguns instantes. Ele estava lindo, bem arrumado mesmo que fosse um simples encontro na casa de Victoria, ou será que essa beleza exagerada era apenas meus olhos apaixonados? Foda-se. Sorri levantando e indo em direção ao mais novo, abraçando-o e tomando seus lábios em um beijo calmo e doce. – Sim, sim, eu sei onde ela mora. Pegou o presente?- Não tinha muito dom para comprar coisas de crianças, mas ser tio tinha me ensinado que toda criança gostava de um bom ursinho.

    Fomos tomados por aquela sensação de perder o chão sendo puxados pela aparatação e não demorou para que o mesmo fosse novamente materializado sob nossos pés. Um chão totalmente diferente do carpete da sala, agora era uma pequena calçada de ladrilhos ao longo de uma rua praticamente deserta. Particularmente tinha a leve impressão que antes aquele lugar era bem mais movimentado, talvez fosse porque ainda era meio de semana, enfim. Caminhamos por menos de 2 minutos até por fim encontrar o prédio onde Victoria morava, como fazia certo tempo que não ia ali nem recordava direito qual o endereço exato apenas lembrava-me da rua. Assim que subimos as escadas, eu me perguntando se a morena fazia aquele trajeto de degraus todos os dias estando do tamanho de uma melancia, tocamos a campainha sendo recebidos por ela. – Oi Vic.- Cumprimentei a colega com um abraço meio sem jeito com aquela barriga. – Esse é meu noivo que lhe falei, Nikolai.- Deixie que os dois se cumprimentassem e se conhecessem. Se era pra ficar a vontade, seria exatamente o que eu faria.

    Segui até a cozinha sem muita cerimônia abrindo a geladeira.“De tudo um pouco? Aqui só tem suco.” Em outras épocas o único líquido ali dentro seria apenas vodka. Afastei algumas coisas enxergando algumas garrafas de cerveja no fundo da geladeira, talvez esquecidas ali dentro ou de outra pessoa que não fosse Victoria, não achava que a mulher estivesse bebendo, mas certamente ainda revia nossos antigos amigos ali e eles sim bebiam e não era pouco. Peguei duas das cervejas junto com uma caixinha de suco de maçã servindo um copo para Vic e só então retornar trazendo as bebidas. – Você já escolheu o nome?- Perguntei a morena, servindo as bebidas, entregando a cerveja a Nik e o copo de suco para Vic antes de procurar um lugar ao lado do loiro no sofá e sentar-me. Havia estado ali tantas vezes bebendo, jogando poker da forma mais pervertida com um grupo de amigos que parecia estar em minha própria casa.

    Conversa vem, conversa vai e uma coisa me intrigava. Não havia sinal de que alguém morasse com Victoria, afinal talvez fosse razoável ter algum sinal do pai daquela criança por ali, mas desde o dia que nos reencontramos ela não havia tocado no assunto e em nenhum momento daquela conversa também. Encima da mesinha de centro já havia algumas garrafas de cerveja e a caixa de suco vazia. Observei a morena ajeitar-se no sofá demonstrando certo desconforto procurando uma posição melhor para cruzar as pernas encima do estofado e ainda acomodar a barriga, e naturalmente soltei a pergunta que talvez muitos já tivessem feito á ela. – Você mantém contato com o pai dela? É alguém que eu conheça Vic?- Levei a garrafa de cerveja aos lábios, tomando mais um gole do gargalo escutando atentamente a jovem. Em minha mente imaginava que talvez fosse algum de nossos amigos com quem Vic saia de vez em quando, talvez algum desconhecido vai saber também não é?

    Porém a resposta que me veio daquela pergunta, fez com que eu engasgasse com o líquido gelado em minha garganta tossindo várias vezes encarando a mulher sentada a minha frente, pude ouvir o baque abafado da garrafa de Nik se quebrando no chão. Por um minuto achava que fosse alguma brincadeira da morena, mas sua expressão não mudava. Talvez eu tivesse ido de moreno a branco e talvez até transparente de medo. – Que brincadeira é essa Victoria?- Franzi o cenho, olhando de rabo de olhos para Nik sentado ao meu lado que aparentemente me encarava incrédulo. Até eu estava incrédulo com aquilo, a ultima vez que havia visto a jovem tinha sido a 8 meses? Quando ela disse que a criança nasceria mesmo? Em 1 mês?

    Uma onda de náusea tomou meu corpo, por um segundo vi aquela sala toda girar e meu coração falhar uma batida. Aquilo não era impossível. As lembranças de uma noite de bebedeira á alguns meses vieram átona, uma única noite! Levei a mão aos lábios automaticamente ainda encarando a mulher com um olhar de desespero tentando entender ou raciocinar o que estava acontecendo ali, tentando digerir aquilo. E Nikolai? Olhei para o loiro que me encarava com aquele olhar tão incrédulo quanto eu. Que merda estava acontecendo? Que merda eu havia feito? – V-você tem certeza Vic?- Não estava chamando a morena de p*** sem saber quem era o pai de sua filha, mas quais as chances de engravidar se havíamos transado uma única noite?

    De alguma forma esperava que a mulher risse e desmentisse a brincadeira, ou que então eu acordasse daquele pesadelo em minha confortável cama.
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Re: Transilvânia | Romênia || Apartamento de Victoria Dragne

MensagemRomenia [#160886] por Nikolai Weylin » 08 Abr 2016, 19:26

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Memories of a
Broken Heart
Parte I


- Eu já vou... estou terminando...– Respondi ao chamado do japonês, que me apressava para que terminasse de me arrumar logo. Encarei meu reflexo no espelho durante alguns instantes, encarando meus próprios olhos na imagem e inalando profundamente. Chame de como quiser, sexto sentido ou simplesmente mal pressentimento, mas eu me sentia mal. Não queria exatamente ir, mas também não poderia negar esse pedido ao japonês, até porque imaginava que aquela garota devia ser importante para Hideki, se não duvido que eu a estaria conhecendo assim... De maneira mais direta. Sabia que ela trabalhava no hospital, já tinha visto ela por lá, mas... nunca fiz questão de me aproximar. “Calma.” Encarei o anel no meu dedo por um instante, refletindo sobre algumas coisas antes de borrifar um pouco de uma colônia suave. Fazendo menção de ir até a cozinha, revirei levemente os olhos, abandonando a missão e voltando até a sala.

- Pegou o endereço? – Questionei, assentindo em resposta ao presente e tomando em mãos o embrulho que havia sido deixado, quase esquecido, em cima da mesa. Recuperando-o, voltei a caminha na direção do moreno, fechando os olhos com força com aquela sensação horrível. Sinceramente falando, apratar era perfeito para chegar rapidamente aos lugares, mas era um lixo levando em consideração o meu estomago depois dessas breves viagens pelo espaço. – Eu odeio aparatar... – Comentei, sacudindo a cabeça. –Realmente odeio...– Seguindo-o, optei por me manter em silêncio enquanto meu estomago, pobrezinho, voltava para o seu lugar de origem.

-Sério que ela mora aqui?– Indaguei, franzindo levemente o cenho. Eu mesmo tinha preguiça de subir as escadas pra ir pro quarto em casa e nem era tanta escada, imagina uma gravida então, tendo que subir dois andares? Deus, estava sofrendo por ela já. – Oi... Boa noite.– Sorri assim que Hideki me apresentou, assentindo um pouco e seguindo a deixa para entrar no apartamento, -É um prazer finalmente conhece-la...– Por mais que aquela sensação de algo muito errado estava acontecendo ainda persistisse em me assombrar. Sentei-me então, dando espaço o suficiente para que o japonês pudesse se juntar a mim mais tarde. – Hum, obrigado...– Tomei um gole da cerveja, falando vez ou outra quando necessário, mas no mais me mantendo quieto.

Observei a morena então com aquela pergunta de Hideki, antes de voltar a atenção a ele, - Hideki, olha os modos...– Repreendi por um instante e, respirando fundo, estava prestes a, delicadamente, dizer a moça que ela não precisava responder quando aquelas palavras saíram da boca dela e pegaram como uma bomba. Encarei ela por um tempo, antes de virar o olhar incrédulo para o oriental. Senti a garrafa escapando de meus dedos, me dando um susto quando a mesma se estilhaçou contra o chão, mesmo diante de uma queda tão pequena. Senti meu mundo desmoronar naquele exato instante.

Então... era assim que ele tinha lidado com o meu sumiço? Enquanto eu estava tentando arrumar tudo... Não que ele soubesse, bem... Não tinha dado muita chance a ele de qualquer jeito e... não conseguia pensar mais direito. O ar me faltava, as lagrimas subiam aos meus olhos. Levantei então, ignorando qualquer um que tentasse me impedir e tracei meu caminho até a varanda, inalando profundamente o ar frio da noite e fechando os olhos com força. Aquilo... não estava acontecendo. Estava? “Para...” Por que não conseguia parar? Sabia que eu não estava presente aqui naquela época, que o outro estava sozinho mas... um bebê? Pressionei as costas contra a parede e permiti me deslizar para o chão, abraçando os joelhos e escondendo o rosto em meio aos braços.


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Re: Transilvânia | Romênia || Apartamento de Victoria Dragne

MensagemRomenia [#161687] por Drina Neferet Petrova » 27 Abr 2016, 15:46

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                Eu sabia que a informação, jogada do jeito que foi, deixaria não apenas Hideki confuso, mas também Nikolai. Imaginava que pudesse até mesmo trazer o fim do relacionamento entre eles, mas eu simplesmente não poderia mais evitar esconder. Hide era um amigo especial e sabia que, depois que a informação fosse digerida, ele entenderia e até ficasse animado com a possibilidade de ter uma filha. Aumentar a família poderia ser divertido, principalmente porque entre dois homens isso seria um pouco difícil. Mas de qualquer maneira, fiquei encarando os dois após 'cuspir' a verdade sobre a paternidade de minha filha.

                Quando Hideki engasgou eu não sabia se continuava sentada em meu lugar ou se tentava ajudá-lo, mas preferi manter-me parada. Ele precisaria de espaço e talvez até um pouco de tempo para engoli aquela informação e não apenas a cerveja. Quem me preocupava de verdade era Nikolai, que além de quebrar uma garrafa estava mais branco que um fantasma. Talvez não tivesse sido a melhor coisa que eu tinha feito.


                "Não é brincadeira, Hideki! Eu não seria tão filha da p*ta a ponto de fazer uma coisa dessas!" Respondi a pergunta do oriental, ficando um pouco brava por ele imaginar que eu pudesse fazer algo tão infantil como aquilo. Girei os olhos tentando não dar um murro na cara dele e percebi que o romeno não estava muito bem, confirmação que ficou clara quando esse se levantou e foi para a varanda. "Sim, eu tenho certeza disso! E as contas batem, Hide... Por mais difícil que possa parecer, você é o pai da minha filha." Tentei responder a pergunta dele com da melhor forma possível e também calmamente, já que eu não poderia correr o risco de pirar. Era complicado e delicado demais aquele momento e, por mais que eu tivesse vontade de sumir dali e fingir que nada daquilo tivesse acontecido, não poderia. Não era somente Victoria, mas eu e uma pequena criança em meu ventre.

                "Olha, não encontrei outra maneira de dizer e não poderíamos esconder isso dele. Por mais difícil que pareça, foi melhor assim, okay? Vamos conversar e nos acertar, porque eu não posso ficar com essa criança pra mim..." Joguei as palavras para o oriental, sabendo que talvez pudesse fazer com que ele tivesse um ataque do coração ou coisa do tipo, mas não dava mais para aguentar. Eu conseguiria lidar com o japonês em qualquer momento, mas o que realmente me preocupava era com Nikolai. Por mais que eu não tivesse uma amizade com ele, eu o considerava parte da 'família' e não poderia ignorar que ele era o noivo do meu melhor amigo. "Vou conversar com ele e você limpa isso aqui. Só não use os cacos para se matar, tá bom?" Disse para Hideki enquanto me levantava e seguia para a varanda, tomando cuidado para não pisar em algum caco de vidro. Não esperei por uma autorização ou confirmação por parte dele, principalmente porque eu era a única que poderia tentar resolver a situação daquelas bichinhas malucas. Respirei fundo e conjurei um copo com água e açúcar, então abri a porta da varanda e pela primeira vez, pensei no que dizer.

                Nik estava sentado no chão, encolhido e com o rosto escondido entre os braços. Uma cena que cortava meu coração e me fazia querer apagar a memória dele para não vê-lo daquele jeito, mas infelizmente eu precisava fazer alguma coisa.

                Sem autorização, com muito custo consegui sentar no chão ao lado dele. Por alguma sorte, consegui fazê-lo sem derrubar o copo que havia conjurado e olhei para o céu noturno.
"Quando tenho muitas coisas no que pensar, venho aqui para fora e fico algum tempo... Normalmente costuma ajudar." Disse para chamar a atenção do rapaz. Assim que ele me olhou, com os olhos vermelhos e lágrimas escorrendo no rosto, entreguei o copo para ele. "É água com açúcar, vai ajudar." Expliquei para ele, abrindo um sorriso, tentando deixá-lo calmo.

                "Sei que é muito informação para absorver, mas quero que você saiba que o que tive com Hideki foi apenas numa noite. Não consigo vê-lo como 'homem' e sei o quanto ele é maluco por você... Isso aconteceu por uma única noite de bebedeira, onde você nem existia na vida dele... Ele não tem culpa e eu não quero atrapalhar os planos de vocês." Comecei a falar, dando um suspirando longe, como se comisso tudo pudesse voltar ao normal. "Acredite, por mais maluco que seja, era melhor os dois saberem juntos, assim podemos conversar e ver o que será melhor pra monstrinha." Tentei deixar o tom de voz um pouco divertido, mesmo sabendo que seria complicado naquele momento. "Você faz parte dessa família e a sua opinião também é importante, então que tal voltarmos lá para dentro e tentarmos resolver de melhor maneira possível?" Questionei a ele, para que nenhum dos dois fugissem e eu pudesse finalmente explicar tudo o que havia acontecido e também minhas próximas decisões, que estavam totalmente ligadas a eles.

                Por alguma ajuda do destino (ou talvez do lado racional da mente de Nik), ele concordou comigo, o que me fez sorrir e começar a me levantar.
"Obrigada, essa monstrinha dificulta tudo, inclusive as coisas mais fáceis." Disse quando ele me ajudou a me levantar e então seguimos de volta para a sala. "Shiu, não fala nada antes que eu possa explicar tudo..." Já disse para Hideki antes que ele começasse uma discussão que não seria nenhum pouco produtiva. Sentei-me novamente na poltrona e encarei os dois bichinhas. Tava na hora.

                "Antes de tudo, peço desculpas por tudo o que possa ter causado. Não encontrei outra forma de contar a verdade e, na minha cabeça, contar antes seria pior. Hide, a filha é sua porque foi o único que fiz sem proteção, então não teria como ser de outra pessoa, mas se tiver dúvidas, podemos fazer o teste que comprovará. Nik, não tenho intenção de roubar o Hideki de você e de verdade? Quero ver vocês dois juntos e felizes. Agora seremos uma família, mas eu não posso e nem consigo criar uma filha sozinha, então eu quero que fique com vocês dois assim que nascer... Tem o quarto dela aqui, porque ela precisará de mim durante o começo, mas quando ela não precisar de atenção vinte e quatro horas ou de leite materno, eu quero que ela vá morar com vocês... O que vocês acham?"
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Re: Transilvânia | Romênia || Apartamento de Victoria Dragne

MensagemJapao [#161960] por Hideki Osamu » 06 Mai 2016, 11:26

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    Agora entendia o que as pessoas queriam dizer quando falavam estar ligadas no “piloto automático”. Talvez fosse esta também a sensação quando uma pessoa entrava em choque em um acidente. Não sabia ao certo se era choque ou minha pressão que talvez tivesse caído, mas as coisas pareciam estar acontecendo em câmera lenta ou eu estivesse mais lento e lesado do que nunca. Nem ao menos tinha mais forças para perguntar a morena sobre aquela história, tudo que ela dizia fazia sentido, as contas, a história que havia acontecido na tal noite. Recordava que no dia anterior ambos tínhamos acordado estranhos um com o outro pela besteira que tínhamos feito e mesmo sem comentar a dúvida sobre a camisinha pairou sobre nós, dúvida da qual havia carregado por varias semanas e por fim esquecido.

    - Como assim não pode ficar?- Arregalei os olhos encarando a outra mais com medo do que raiva pelo que ela dizia. Iria deixar aquela criança onde? Em algum abrigo por acaso? Claro que também não cogitava em ficar com aquele bebê, não haveria cabimento, aquela bomba estava maior do que podia imaginar e em meio ao momento mal havia me dado conta de como Nikolai estivesse até ver o loiro levantar-se e sair em direção a sacada da varanda. Por um segundo imaginei que Nik estivesse pegando alguma distância para matar tanto eu quanto Vic ali mesmo, mas logo meus pensamentos mudaram coma cena deste pulando da varanda. Tudo muito dramático, porém vai saber não é?

    Rapidamente me coloquei de pé pronto para ir atrás do mais novo quando Victoria pareceu se prontificar a fazer isso, no fundo não sabia se era a melhor coisa no momento deixar que ela fosse falar com ele, mas certamente ela havia pensado bem naquela situação e provavelmente sabia o que fazer melhor do que a mim naquele momento ainda aéreo. Levei a mão ao rosto esfregando os olhos e suspirando tentando digerir tudo e cedendo a amiga. – Ta, ta...- Voltei a sentar no sofá encarando aquele vidro no chão, não precisava me matar, Nik faria isso depois e disso tinha plena certeza.

    Com poucos minutos já havia limpado toda a sujeira do chão. Batia o pé freneticamente no chão, agora sentado no sofá encarando Nik e Victória pelo vidro da porta que dava acesso a varanda. Estava curioso ao mesmo tempo nervoso em saber o que conversavam. Quando por fim percebi que ambos retornariam para dentro rapidamente me coloquei de pé para implorar meu perdão e explicar o que havia acontecido para Nikolai, porém ao abrir a boca e antes de mencionar quaisquer palavras, a morena interrompeu-me e obediente não só pela cortada dela, mas também aquele olhar com qual o mais novo me fitavam, permaneci calado engolindo o que iria dizer.

    Voltei a sentar no sofá encarando a morena que ainda tinha mais coisas a falar.- Victoria eu não estou falando que duvido...- Tentei interromper o que a jovem falava sobre teste, não tinha intenção de insultá-la e certamente pediria um teste mas ela parecia tão segura de si, tão segura daquilo e se não tivesse certeza certamente não se ofereceria espontaneamente para fazer um teste. E novamente fui cortado, ou melhor, ignorado pela mesma. Estava com tanto medo de olhar para Nik ao meu lado que não movia um músculo meu se quer para fitá-lo.

    - O QUE?- Encarava incrédulo a morena, a bomba não era só a gravidez como também ela queria nos dar aquela criança? Sem chances! O que estava acontecendo ali? – Vic não tem como...- Como explicaria nossa situação? Não que não pudesse assumir minha responsabilidade com aquela criança, mas como levaria um bebê para casa com um lobisomem? Precisava esconder o coelho durante todas as luas cheias do mês, imagine um bebê! Certamente Victoria nem sabia deste fato apesar de que aquela altura 90% do hospital estava ciente desde o congresso. – MATAR?- Agora as coisas estavam mais fora do controle do que antes, Nikolai havia pirado? Enlouquecido? – Ninguém vai matar ninguém aqui! Você esta ficando louco Nikolai? Abortar a criança?- Levantei gritando com ambos encarando Nik incrédulo imaginando que o loiro estivesse insinuando que a Victória abortasse a criança, coisa difícil e perigosa tendo em vista que já estiva preste a ganhar o bebê, mas nem se estivesse no começo daquela gravidez. – Vic ele é um lobisomem! Não vê o tamanho do perigo uma criança em nossa casa?- Aquilo soava irônico tendo em vista que eu mesmo não media o tamanho desse perigo morando com um lobisomem, não que no fundo achasse que Nik fosse me causar algum mal, quer dizer ele tomava poção e até então nada havia acontecido, mas uma coisa era arriscar a mim e outra uma criança, minha filha, informação da qual ainda não havia dado tempo de engolir.
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Re: Transilvânia | Romênia || Apartamento de Victoria Dragne

MensagemRomenia [#162293] por Nikolai Weylin » 16 Mai 2016, 12:05

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Memories of a
Broken Heart
Parte II


Era necessário fazer uma força enorme para manter qualquer resquício de auto-controle na minha pessoa naquele instante, e admito só estar ali por, curiosamente, estar impossibilitado de aparatar e por gostar demais da minha vida para me jogar da varanda. Eu valia mais do que aquilo, mais do que eles até... mais do que ela e essa porcaria que trazia dentro de si. Cerrei a mandíbula com alguma força, ergui os olhos levemente para a mulher, fungando e voltando a encarar qualquer ponto mais interessante do que ela no chão, me abstendo de falar qualquer coisa por hora. – Acontece.... que eu não quero fazer parte dessa família.– Respondi, em tom baixo. – Eu não me importo. Eu não tenho absolutamente nada haver com isso.– Larguei o copo no chão. Eu não precisava me acalmar, só de colocar o máximo de distancia possível entre nós.

Não ofereci muito auxilio para que ela levantasse, até porque minhas intenções eram amplamente divergentes do espectro de ajuda, e retornei para a sala, procurando com o olhar qualquer rota de escape, cruzando os braços a frente do peito enquanto ouvia mais palavras daquele discurso ridículo. A menção de a criança ter de ficar conosco eu realmente perdi o controle. – O que?! – A voz elevada, também, era algo que eu não tinha exatamente como medir. – Existem jeitos mais fáceis de matar essa criança, sabia? – Não. Aquilo não. Eu não poderia ter aquela merda na minha casa. – Idiota. Não da mais pra fazer isso.– Corrigi, embora não estivesse de todo negando a ideia. –Acontece que eu sou a porcaria de um lobisomem – Encarei a ambos, recuando um tanto, -Essa criança vai morrer na primeira lua que ficar perto de mim. Sabe quão fácil é esmagar a cabeça de uma criança? Quebrar um pescoço? Partir ela ao meio? – Sacudi a cabeça, não. – Querem saber? FODAM-SE – Agora caminhava a passos decididos em direção a porta, -Eu tenho p***a nenhuma a ver com isso. Joguem essa criança num orfanato, afoguem ela. Eu não me importo. – E com isso dito, segui porta a fora. Se queriam matar aquela porcaria, o fariam sem mim. Já tinha mortes o suficiente atribuídas ao meu nome e naquele instante eu não respondia por mim.


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Re: Transilvânia | Romênia || Apartamento de Victoria Dragne

MensagemRomenia [#163576] por Drina Neferet Petrova » 19 Jun 2016, 17:09

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                Eu poderia esperar tantas reações, mas não as que aconteceram depois de meu pequeno comentário. Okay, eu sabia que poderia causar alguns problemas, mas nunca algo que pudesse f*der com o relacionamento daqueles dois viados. Mas sinceramente, o que eles tinham na cabeça? Não era algo tão difícil assim de entender, visto que a maior parte das coisas eu já havia feito. Aff... Viados eram tão difíceis de compreender.

                Por alguns instantes fiquei apenas observando os dois decidirem como matariam ou não a monstrinha e apenas girei os olhos. Não, eles não matariam a minha filha, pois se aquilo acontecesse, eu mesma mataria os dois, de uma maneira bem lenta e dolorosa. Eu poderia não querer viver com a monstrinha, mas não havia ficado todos aqueles meses com aquela coisa dentro de mim para que no fim, a matassem. Não mesmo! Por isso fiquei calada enquanto Nikolai e Hideki meio que brigavam.

                Entendia que Nikolai poderia ter um ataque de lobo e ficar de mimimi por ciúmes ou coisas do gênero, mas sinceramente? Achava tudo aquilo desnecessário, visto que usar a desculpa de não querer ser da família ou de ser um lobo fosse algo realmente importante. Qualé! Desde quando um homem não quer ter uma família completa na vida? Balancei a cabeça e girei os olhos, sentindo uma dor na barriga, de maneira que precisei me ajeitar novamente onde estava sentada. Monstrinha, vamos parar de se mexer?

                "Vocês realmente são cheios de problemas, credo! E não, não vejo problemas nela crescer e morar com vocês! Todos precisam aprender a ter controle e crianças sempre ajudam nisso! Se ele não consegue aceitar isso, é porque realmente não te conhece ou te ama o suficiente." Disse para Hideki quando vi Nikolai sair todo bravinho pela porta, como se fosse bater na primeira pessoa ou coisa que surgisse na sua frente. Se eu me preocupava? Nenhum pouco! Visto que ele realmente precisava criar vergonha na cara e parar de ficar com frescuras no rabo. Ele era um homem, não uma criança mimada que não saberia resolver os problemas sem sair bravo e reclamando.

                "Eu já falei o que eu penso e, se não entrarmos num acordo, faço sua vida um inferno... Ai... De qualquer forma... Caralh*! Para de se mexer, monstrinha!" Tentei falar ou pelo menos continuar com minha frase, mas a dor ficou um pouco pior e de alguma maneira, sentia-me estranha. Talvez fosse toda aquela confusão que estivesse me deixando daquele jeito. Coloquei as mãos na barriga e continuei olhando para Hideki que parecia enlouquecido. "Cala a droga da sua bocAAAAH!" Gritei quando senti algo dentro de mim doer e a sensação de ter feito xixi me dominar. Mas que p*rra havia acontecido comigo?

                Levantei-me devagar, sentindo o molhado em minhas pernas e arregalei meus olhos. "Hide, temos que ir pro hospital agora!"
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Re: Transilvânia | Romênia || Apartamento de Victoria Dragne

MensagemRomenia [#164601] por Drina Neferet Petrova » 11 Jul 2016, 21:11

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Re: Transilvânia | Romênia || Apartamento de Victoria Dragne

MensagemJapao [#166559] por Hideki Osamu » 26 Ago 2016, 12:06

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    Um dia ainda conseguiria entrar naquele novo ritmo quando conseguisse adquirir algum vira-tempo, ou quando transcendesse para um patamar mais elevado da evolução e virasse algum deus capaz de estar em dois lugares ao mesmo tempo. Porém enquanto isso não acontecia o jeito era viver na correria entre casa, trabalho, Nikolai e agora Nessie e Victória.

    Não fazia a menor ideia de como estaria sendo o dia-a-dia da morena já que não a via mais pelo hospital com tanta frequência enquanto ainda desfrutava de sua licença maternidade e admito que andava tão louco da vida com todo incidente com Nikolai após o nascimento de Vanessa que havia falhado até em fazer visitas mais frequentes a amiga, porém em algum lugar em minhas ideias achava que após o parto a mulher gostava de ficar sozinha. De onde havia tirado isso? Não sei, simples. Porém por sorte havia largado o plantão mais cedo naquele dia e com isso poderia fazer uma visita a morena num horário mais propício que não fosse no meio da noite, já que este estava sendo o horário que normalmente estava conseguindo sair do hospital.

    - O senhor precisa de ajuda?- Pisquei algumas vezes diante daquela pergunta da vendedora. Encarando a mulher refletindo se gritava por socorro ou não. O que havia ido fazer naquela loja mesmo? - Preciso de um vestido.- Voltei minha atenção para as pequenas peças de roupas vestidas nas bonecas enfrente a vitrine do balcão e as demais inúmeras peças em cabides ao fundo. - Qual o tamanho dela?- Aquilo soou como um tapa, sim um tapa na cara porque não fazia a menor a ideia de quanto minha filha vestia. Além de não saber escolher uma roupa, ainda não fazia ideia do tamanho que deveria ser. - Bem.. Ela tem 1 mês.- Respondi vagamente sem saber se aquilo ajudava de alguma forma. Quem disse que todo viado conhecia moda? - Ah sim, temos vários modelos que vestem até seis meses aqui.-

    Observei por alguns instantes a mulher apanhar varias peças, colocando-as sobre o balcão de vidro e exibir orgulhosa as roupinhas minúsculas cheias de frufru, babados, com chapeuzinho combinando, com sapatinhos de lã, nomeando cores que nem se quer imaginava que existiam como por exemplo a diferença de variações do roxo. Até por fim vê-la estender um vestido delicado que me parecia simplesmente perfeito. Lembrava os vestidos de princesas. - Esse! Esse aqui está perfeito. Embrulho pra mim por favor?- Aproveitei para conferir o restante das compras na sacola do mercado que trazia em mãos para ver se não havia esquecido de comprar nada nem perdido nada pelo caminho, passando os olhos para conferir pela ultima vez as caixas de bombons de diferentes marcas que havia conseguido encontrar, tomando em mãos o embrulho do vestido e deixando por fim a loja rumo a casa de Vic.

    Uma aparatação e alguns minutos depois, me encontrava devidamente posto afrente a porta do apartamento da morena, carregando em mãos as caixas 5 caixas de bombons e o embrulho barulhento com a roupa de Nessie, tendo certa dificuldade ao tocar a campainha da residência, esboçando um sorriso animado pela primeira visita a elas, ouvindo o que parecia ser um choro se aproximando do outro lado da porta.


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