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Floreios e Borrões

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Re: Floreios e Borrões

MensagemFranca [#174612] por Jeanne Chermont » 13 Fev 2017, 10:52

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Saindo da loja Artigos Mágicos, minha mãe continuou me puxando pelo Beco Diagonal. Confesso que eu já estava completamente perdida e desejando algum canto para sentar e relaxar um pouco. Andar por aí fazendo compra de material não era muito minha praia. Se fosse compras de roupas, sapatos e acessórios eu estaria completamente animada, porém só quem estava nessa vibe era minha mãe, Josephine.

- Vamos para onde agora mãe? Diz por favor que já acabamos e podemos tomar um sorvete na Florean Fortescue's. - Minha mãe ergueu uma sobrancelha.
- Como você sabe o nome dessa loja e o que vende lá? Você nunca veio aqui.- disse ela desconfiada.
- Ué, acabamos de passar por essa loja. Tinha algumas pessoas com picolé na mão em frente a loja, apenas deduzi. - Eu disse dando uma de espertinha – Mas você está bem concentrada nessas compras ein, não está notando nada do que ta rolando ao seu redor.- impliquei.

- Sim, estou animada por que minha única filha vai estudar na mesma escola que eu estudei. Algum problema nisso? - Disse ela agora mais séria. Coitada, eu não parava de implicar com ela, porém acho que ela estava mesmo gostando de passar um tempo comigo desse jeito. Normalmente estaríamos cercada por guardas da nossa família, mas por aqui éramos apenas pessoas comuns ao invés de pessoas da família real como era lá em Falaise. Eu sorri para minha mãe, tentando agradar um pouco.

- Tudo bem mãe, eu sei que isso é importante para a senhora. Mas ainda não me disse, para onde vamos?
- Ah, sim. Verdade. Então, agora vamos lá na Floreios e Borrões comprar seus livros. Os livros de lá são os melhores que você pode encontrar em todo mundo mágico. Vai guardando minhas dicas para quando você trouxer sua filha aqui também. - disse ela rindo no final da frase.

- Aaaah ta, a senhora não acha que falta muito tempo para isso não?- empurrei ela um pouco e também ri da conversa. Ela me guiou por mais alguns minutos, até que finalmente paramos em frente a loja. Assim com a Artigos mágicos, lá também estava lotado. Entramos na loja e minha mãe e minha mãe caminhou diretamente até um senhor, acho que ela já o conhecia.

- Olá senhor Karrig, ainda continua por aqui? Que magnífico! Essa é a minha filha, Jeanne, ela está indo para a mesma escola em que estudei, o senhor lembra?- Disse ela toda contente ao homem. Ele me estendeu a mão e eu o cumprimentei. Ela disse quais livros precisávamos e ele os separou conversando com ela brevemente. O senhor Karrig colocou todos os livros em uma sacola resistente e disse à minha mãe quanto tinha ficado o total das compras. Acho que ela achou um pouco caro por que vi o cantinho da boca dela tremer, isso só acontecia quando ela ficava nervosa. Porém, mesmo assim ela entregou a ele o dinheiro e se despediu do senhor, eu fiz o mesmo e seguimos para fora da loja.

- Achei que ele ia querer meu Rim também. Os livros ficaram bem mais caros do que pensei que estariam. Bom, pelo menos acho que agora temos o material completo para seu ano letivo na escola... Mas acho que vamos ter que passar no Gringott's antes de comprar qualquer coisa, o dinheiro que tinha em mãos acabou de terminar.- Disse ela corando um pouco. Ela sabia que eu queria comer o sorvete ou algum docinho Inglês, na França era um pouco dificil de encontrar os doces que vendiam aqui. Eu concordei com ela e a tranquilizei, não queria que ela se preocupasse com besteiras, e também, se não desse para comprar nada, seria até melhor. Sair do Beco diagonal lotado do jeito que estava já era vantagem.
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Re: Floreios e Borrões

MensagemSuica [#174944] por Summer H. Beckhan » 28 Fev 2017, 17:47

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Não podia acreditar. Estava na Inglaterra. Melhor, estava na Inglaterra para comprar seus materiais bruxos, já que dentro de dois dias seguiria para Beauxbatons. Summer estava empolgada, mas bancava a esnobe, não queria que as pessoas pensassem que ela era mais uma criança com delírios pelo mundo bruxo. Não, ela estava acima disso, era uma Beckhan agora. Não sabia o que aquilo significava exatamente, mas já era melhor que Fontêlie, disso tinha certeza.

Naquela manhã estava acompanhada de Biancah Jones, a sobrinha de Lene Jones, mulher bruxa que fora sua professora na creche e por quem cultivava grande respeito. Claro, sentia uma pontada de ciúmes das crianças que desfilavam para cima e para baixo com seus pais. Não, com Summer era diferente. Estava com uma estranha pois sua mãe, Annalizze Wednesday Fontêlie, nunca tinha atenção ou amor pela filha, terceiros sempre precisavam fazer o “trabalho sujo”.

Entraram na enorme loja de livros e Sun engoliu um seco. Eram muitos e com certeza, bem diferentes do que costumava ler. - Sunny, fique a vontade, vou pedir os seus livros. - Disse a mulher animada demais. Sunny, ela estava sendo obrigada a ouvir aquele apelido ridículo desde que Biah fora buscá-la em casa, sim, na Suíça. Não queria ser tão ingrata, mas ser chamada de Sunny não era exatamente legal.

Quando deu por si, a Jones não estava mais por perto e havia um mar de pessoas ali, revirando prateleiras, falando alto e carregando várias coisas. Então ela se colocou a andar pela livraria, analisando os títulos. - Engraçado… Eles tem vários livros trouxas aqui… - Comentou para si mesma ao perceber diversos livros que passaram pelas suas mãos, a maioria em bibliotecas escolares trouxas.

Summer acabou encontrando um livro sobre as escolas de magia ao redor do mundo, então recostou-se numa prateleira e abriu na parte de Beauxbatons. Não teria tempo de ler tudo, é claro, mas folheou um pouco, atentando-se á imagens, tentando guardar o máximo de informação possível.

Será que ela conheceria alguém legal na escola francesa? É bem verdade que Sun era fechada para o mundo, as pessoas não gostavam de sua companhia então não tinha amigos exatamente. Atribuía isso ao fato de ser diferente dos outros. Uma bruxa entre os sem magia.

Estava divagando, perdida entre as páginas, quando sentiu alguém a cutucando. Era uma garota branca, de cabelos escuros e estatura baixa. Na verdade, não era muito difícil ser menor que Summer, que segundo várias pessoas, tinha porte de modelo.
- Oi. Desculpe atrapalhar, mas você pode me dar licença? Eu preciso de um livro que está atrás de você. - Pediu a estranha com educação. Sun notou que ela estava acompanhada de uma asiática e uma garota de cabelos incrivelmente vermelhos. Ela fechou o livro, guardou-o e deu espaço para as garotas. Biah já estava voltando, carregando alguns livros aparentemente pesados. A suíça pegou alguns para ajudar e ouviu que a mais velha cumprimentava as outras garotas, aparentemente conhecidas.

- Vênus, Serena e Ohana. Umas graças. As duas primeiras vão para Hogwarts e Ohana vai para Durmstrung. Pobrezinha, ela é tão amor, não merecia ir para aquela escola militar. Vamos, Sunny. Precisamos comprar seu uniforme e eu sei de um par de sapatos que você vai AMAR! - Comentou Jones assim que saíram da loja, já seguindo para uma outra. Summer ia atrás, perdida em pensamentos e observações.


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Re: Floreios e Borrões

MensagemFranca [#174946] por Biancah Casiraghi-Jones » 28 Fev 2017, 17:49

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Ah, essa aura de início de ano letivo. Que saudades, que paz de espírito que… Cansaço. Acho que estou ficando velha demais para isso. Sim, eu sei, só tenho 20 anos, teoricamente a melhor idade (sempre dizem isso), mas olha só essa quantidade de gente! Já estava desacostumada com essa rotina de comprar materiais, mas não podia recusar um pedido da tia Lene, mesmo que ela nunca apareça em casa para visitar a família.

Certo, não foi uma boa ideia vir de Scarpin para o Beco Diagonal, mas estava acompanhando Summer Fontê… Desculpe, Beckhan, que história estranha dessa pobre menina! A mãe é uma vaca mas o pai não é nada melhor… Ele abandonou a Annalizze grávida, aí Anna tentou abortar mas não rolou e então trata esse raio de sol como um nada, daí veio a irmã do pai de Summer, vinda do nada e falou da família, tipo, o que? Melhor hora para aparecer, quando a garota já está indo para a escola de magia… Já foi privada dos bruxos por 11 anos, querida.

O que eu estava falando mesmo? Ah, é. Estava com Summer, fazendo as comprar para o seu primeiro ano letivo. Ela iria para minha amada Beauxbatons - é, não era tão amada aos meus 11 anos, mas depois de 7 anos naquela ilha a gente aprende a amar, né? - e eu estava na torcida para que Summer entrasse na querida Mélusine… Ah, minha mansão, que saudades daquele lugar. Foram tantas memórias criadas ali… Às vezes encontro com meus colegas de casa nas esquinas da vida.

Foco, Biah! Bom, tia Lene estava ocupada com as crianças da creche e como minhas aulas na faculdade também não começaram, concordei em acompanhar a garota suíça. Óbvio que eu falei TU-DO de Beauxbatons para a nada pequena Sunny… Por Mélusine, ela tem apenas 11 anos e é da minha altura! Isso não é muito parâmetro, eu até que sou baixa…

Depois de comprar alguns dos materiais, Sunny e eu fomos para a Floreios e Borrões, comprar os livros do primeiro ano. Ora ou outra durante o percurso eu cumprimentava alguns conhecidos. A maioria estudantes de Beauxbatons que agora já estavam para se formar, ou colegas da faculdade e até antigos professores. Não importava o quão cansada estava, certamente estava impecável com uma saia risca giz média, meu scarpin e minha decotada blusa branca de meia manga, cabelos loiros esvoaçantes e um sorriso estampado no rosto.

- Sunny, fique a vontade, vou pedir os seus livros! - Avisei já com a lista em mãos e abrindo espaço na multidão até o balcão. - Senhor Karrig! Está tão cheio hoje, não é? Nossa, como o senhor está bonito… Fez alguma coisa no cabelo? - Cumprimentei o velho dono da livraria, apoiando-me no balcão. - Então, querido, eu preciso desses livros aqui. A jovem Sunny está indo para a escola! - Pedi animada, entregando a lista pra ele, que com um sorriso amigável, foi para os fundos da loja.

Depois de algum tempo ele apareceu com uma pilha meio grande dos livros necessários. Sério que eles precisavam de todos eles no primeiro ano? Ok, como eu carrego isso? Espera, ai meu deus… Pronto, foi, consegui pegar tudo! Sou maravilhosa, dois beijos para a sociedade.

Fui andando até Summer, sem ver muito quem estava na minha frente, mas com certeza todos abriam caminho. Quando a pilha diminuiu, percebi que a garota havia pego alguns e do lado dela estavam minhas meninas! Vênus e Serena, que iriam para Hogwarts e Ohana, que seguiria para a escola militar, digo, Durmstrung, todas começariam a estudar magia este ano, o que fez com que eu me sentisse ainda mais velha. Qual é, eu fui babá delas quando tinham 5 anos!


- Minhas meninas! - Cumprimentei-as com vários beijinhos. - Espero que gostem das suas escolas, lindas! - E então saí com a minha acompanhante, que parecia totalmente entediada. Acho que não vai para Mélusine… Morrigan é mais a cara dela. Morriganos, sempre tão introvertidos…

- Vênus, Serena e Ohana. Umas graças. As duas primeiras vão para Hogwarts e Ohana vai para Durmstrung. Pobrezinha, ela é tão amor, não merecia ir para aquela escola militar. Vamos, Sunny. Precisamos comprar seu uniforme e eu sei de um par de sapatos que você vai AMAR! - Disse por fim, desfilando animada até nosso próximo e mais empolgante destino: Madame Malkin’s!


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Re: Floreios e Borrões

MensagemInglaterra [#175124] por Thomas Wade Watson » 06 Mar 2017, 16:04

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O melhor de um livro novo


O segundo ano em Hogwarts já começara agitado para Meara. Mil coisas a preparar antes de partir para a melhor escola do mundo bruxo e a primeira delas era a compra dos materiais escolares. Meara adorava essa parte dos preparativos. Amava fazer compras e sobretudo quando tinha que ir até a mais completa livraria do Beco Diagonal, a Floreios e Borrões. Tudo naquela loja agradava a menina de uma forma que, quase sempre ela acabava querendo levar muito mais itens do que havia em sua lista de materiais. Era uma exercício de força de vontade resistir a todos os livros maravilhosos que o local oferecia e, por isso, a menina tentava se ater firmemente ao pergaminho que tinha em mãos, naquele momento.

Olhou mais uma vez o nome do livro que estava procurando: Poções e Ervas: Magia, Mistério e Origem Vol 1. – Guido A. Bellucci. Em seguida olhou para as inúmeras prateleiras que se estendiam por toda a loja e suspirou. Adoraria procurar ela mesma pelo livro. Sabia que, assim, encontraria tantos tesouros literários perdidos que sentiu mesmo um arrepio ao antever o prazer que isso lhe daria.

Mordeu os lábios com uma feição sapeca no olhar. Não haveria mal algum em perder-se um pouco entre outras leituras, haveria? Como quem não queria nada, a menina se aproximou de uma prateleira próxima e estendeu a mãozinha para pegar um livro dourado que lhe chamou a atenção. Tratava-se de um exemplar autobiográfico de uma grande figura do mundo bruxo. A pequena sonserina sorriu diante do achado e prometendo a si mesma que seria apenas uma passar de olhos rápido sobre as ilustrações. Ela conhecia muito bem e admirava enormemente a história daquela magnífica bruxa cuja autobiografia estava em suas mãos e, portanto, não haveria necessidade de ler sequer uma página.

No entanto, mal abriu o livro, sentiu-se arrebatada pela narração fluída da autora e mal percebeu quando se sentou no chão mesmo, ao lado da prateleira para ler um pouco mais daquela narrativa tão envolvente. Mal percebeu os minutos se passarem. Engraçado como o tempo voava quando estava se divertindo! Quando deu por si, sua mãe estava diante de si com uma cara de poucos amigos. Desconcertada, tentou explicar que se distraíra um pouco. A mãe, por sua vez, retirou a biografia de suas mãos e apontou para um vendedor que estava disponível num corredor próximo.

Meara sabia que não teria nenhuma chance de convencer à mãe a levar o livro que ela antes lia e pelo qual estava definitivamente apaixonada, portanto, apenas suspirou e se dirigiu ao moço que sorriu ao vê-la se aproximar.

- Olá, em que posso ser útil?

A menina retirou o papel com a lista de dentro de sua bolsinha e entregou para o funcionário de maneira acanhada.

- Eu gostaria de comprar esse livro...

O homem leu o que estava no papel e sorriu de volta:

- Que letra bonita, mocinha! Vou buscar o livro para você, espere só um momento.

A menina observou o vendedor se afastando para outras prateleiras e pensou em retornar para junto da mãe na esperança de ler um pouco mais da biografia, mas desistiu do intento tão logo percebeu que sua progenitora a observava impaciente e de braços cruzados. Não haveria a mínima condição de continuar a leitura.

Assim, apenas esperou que o rapaz voltasse e lhe entregasse o exemplar novo do livro que usaria na escola. Ainda um pouco sentida por não poder levar o outro livro, a menina retirou da bolsinha o valor que deveria pagar para o moço e depois se virou para deixar a loja. Antes, porém, abriu o livro novo que estava em suas mãos e aproximou o rosto das páginas. Chegou mesmo a fechas os olhos quando respirou fundo, sentindo o aroma da tinta usada para imprimir o volume e sorriu de leve caminhando para fora da loja. Poderia não levar a biografia que tanto queria, mas aquele cheiro de livro novo.... ah... aquilo compensava qualquer coisa....
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Re: Floreios e Borrões

MensagemEscocia [#175165] por Ruadh Draoidheachd » 08 Mar 2017, 00:52

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Geasan Nodha



O ruivo estava em dúvida existencial: interessado ou não naquele beco, naquelas lojas. Principalmente em uma loja de livros de, bem, feitiçaria comum. Ao lado que màthair Ròs o enchia de livros de cultura (e Red realmente tinha um apetite para isso) e magia tradicional de sua Gaels, o ordinário de uma varinha o enchia de tédio. E, impertinente como era, Lord Thorn deduzia em sua cabeça prepotente que a livraria teria apenas escritos medíocres.

"Mo Andarta, mas que saco." - Pensou, enquanto, a passos largos de coturnos pesados em couro preto, entrou na loja abarrotada. Ao caminho, ajeitando a blusa social que sua mãe insistira para cobrir as marcas ritualísticas ("Mas...";"Você não pode andar nu, Ruadh. Não lá. Divirta-se de outro jeito e me passe a garrafa de uisge-beatha. - Nah! O primeiro gole é da matriarca, safado!"), o menino esbarrou com uma morena sem sal. Pelo ombro, sem força que tinha, mas marrento em sua essência, murmurou um "Bàs" quase audível, se a pessoa falasse gaélico. Estalou o pescoço pálido, sem pedir nenhuma desculpa - nem sentir alguma necessidade disso - estacionou as mãos de dedos longos e ágeis, na bolsa de couro presa ao kilt de padronagem de sua família em tons de vermelho e azul desbotados e desaturados, que marcavam-lhe os joelhos salpicados de sardas.

Depois de passar os dourados das íris faéricas pelos livros, um sorriso perturbador e um livreto na bolsa de couro, tirou desta, a lista amassada de, bem, aquelas coisas que escreviam os "bruxos modernos" (No qual pensava, veementemente, em um tom de deboche.).


"Deixe-me ver do quanto disso eu preciso..."
"Estudo Básico Sobre as Ervas Mágicas, Plantas Mágicas e Seus Usos Freqüentes" - "Besteira. p*** que pariu, eu cresci na **** da Escócia, eu não vou conhecer planta? Mas, mesmo assim.."- Suspirou alto, fazendo até os fios vermelho-fogo do flip que caia em sua testa voarem. - "Aulas. Preciso dos "livros""- Pensou na palavra com o mesmo tom de deboche que pensava dos feiticeiros que brincavam com varinhas.

Irritado ao simples pensamento de ter que comprar livros sobre, bem, plantas, arranjou uma sacola. Possivelmente de alguém antes, esvaziou em um canto, agora era sua. Com um raciocínio rápido, Ruadh passou os volumes na bolsa vazia, apoiando-a em um dos braços descobertos. Era verão e, a’ bhuineach, como fazia calor naquele país! Arregaçou as mangas da blusa até os cotovelos, já impaciente, esforçando-se pra se concentrar na lista.

Quando leu "Descomplicado" no título do próximo, deu uma gargalhada histérica e realmente divertida, a voz adolescente ainda engrossando, mas visivelmente divertido!
"Air sgàth, mo Dia!!! Sério que isso é um título de livro???!" - A vozinha interior do pagão se divertia, enquanto, sem dificuldade, escorregou o "livro", frisando as aspas com as sobrancelhas muito ruivas, para dentro de sua bagagem.

O próximo, era, por mais que mordesse a língua com a magia vulgar, necessário. Com um respeito incomum, escolheu o livro indicado para o primeiro ano de feitiços, o volume melhor preservado e, também, de melhor aparência. Vaidade, para Red, era quase um sobrenome (Em questões importantes para ele, claro!).

Ao ler a palavra "Transfiguração", imaginou mil coisas. Se perdeu, por uns minutos, em pensamentos, em espaços de magia forte, densa e envolta em mistérios. Mas o devaneio acabou rápido, assim que se lembrou dos mágicos que usavam esta palavra. Sem muito cuidado, este volume foi para a bolsa em seu braço, que já pesava. Tinha que fazer alguma coisa para isso, então tentou se lembrar de alguma técnica mágica, magia de verdade, de sua terra, para a porcaria pesar menos. Mas a interferência de dois sistemas de simbologias em sua mente e corrente de poder em suas veias gaélicas o impediu e ele apenas xingou em inglês comum, continuando o martírio das escrituras.

"Biosphera: Tópicos iniciais nos estudos de animais". Isso lhe chamava atenção. Em sua religião, Ruadh tinha um respeito absurdo para com animais e foi com carinho que adicionou o livro - sem aspas - em outra bolsa, que, desta vez, estava apenas ali, esperando para ser usada. Raciocínio lógico e dividir peso não faz mal a ninguém.


"Sibh Cha tèid beò, Thorn Tighearna!" - Ecoou em sua mente, um vento gelado arrepiou os pelos finos e arruivados dos braços do escocês, mas teve que se controlar. As vozes dos Red Caps em sua mente eram menos assustadoras do que as de verdade - BEM MENOS - e estava comprando. Engoliu em seco, automaticamente sacando a uísqueira e dando um gole longo. De volta a lista.

"Nananana, Trevas, nananana, auto-proteção. Lixo. Mas aulas. Lembre-se, Lord Red, Lembre-se." - Pensou, enquanto acomodava, com um desprezo absoluto o primeiro volume que identificou do livro em sua segunda sacola.

Isto já estava se tornando sacal. Agarrou o escrito de Poções, não sem um desprezo básico, e ignorou o resto. Mais ervas - "Que bosta, hein?!" - e sua progenitora tinha lhe falado brevemente sobre quadribol. E isso não o interessava em absoluto. Nem mesmo esportes daquele tipo de bruxo.

Com esbarrões, goles de bebida, xingamentos - ambos em gaélico, inglês e uma mistura apressada e irritada dos dois -, chegou para pagar ao balcão. Simplesmente jogou as sacolas na madeira, não se importando nem um pouco com o barulho e perguntou na voz mais desinteressada - não forçadamente, mas porque não tinha mais saco para aquilo - que saiu de sua garganta.


- Quanto?

O senhor que atendia os pagamentos, ao ver a criaturinha peculiar, ruiva, p*** da vida, marrenta e cheirando a álcool, decidiu ignorar, lhe passando o valor. Por alguns momentos, Red contou as moedas - galeões e outros nomes esquisitos para ouro, prata e bronze - dando o que tinha que pagar. Esperou, impaciente, o troco, e "fugiu" da "livraria", a passos pesados, quentes e bufantes. Esbarrões, mais xingamentos e - finalmente! - ar fresco!

- Tha mi a 'mionnachadh mi cuideigin a mharbhadh an-diugh. Lugar de merda. - Completou em bom inglês, saindo para a próxima loja. O peso dos livros o incomodava, mas estava mais fresco e podia encher a frasqueira com mais álcool em algum lugar.

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[As palavras em itálico, em sua maioria, são gaélico escocês. No Google tem a tradução.]
Ruadh Draoidheachd
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Re: Floreios e Borrões

MensagemEstados Unidos [#175191] por Beverly C. Harrison » 08 Mar 2017, 19:50

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Os livros eram a ultima parada, assim como no ano anterior. Beverly sempre gostou muito de ler, mas se limitava a histórias infantis, por falta de conhecimento de bons autores e também porque a biblioteca da mansão Harrison tinha tantos títulos que ela nunca sabia qual escolher, então deixava para depois e nunca voltava. Sua mãe em compensação era completamente o contrário. Inclusive, Noah havia conquistado Candice quando recitou seu capítulo preferido de "Orgulho e Preconceito" que, segundo ele, coincidiu de ser também o trecho preferido da bruxa. Claro que era uma mentira, mas a farsa conquistou o coração da americana e assim estão eles, mais de 20 anos juntos.

Sua mãe, como de costume, foi na frente, já conversando com o atendente sobre todos os livros que precisavam, enquanto ela foi se perder entre as inúmeras pilhas de livros. Apesar de adorar o cheiro de livros novos a organização do local lhe dava agonia. Tudo parecia estar sempre bagunçado e fora de ordem. A pequena parte da personalidade de sua mãe que ela havia herdado sempre ficava irritada com a organização do local, sempre se perguntou como as pessoas podem se encontrar naquela loja.

Enquanto ela passava pelos corredores ficava imaginando de onde todos os escritores tiravam as ideias para escrever todas aquelas histórias e passar conhecimentos. Ela mesma já tinha pensado em escrever algo em suas horas vagas, mas sua mente ansiosa nunca permitiu que ela entrasse no estado de paz necessário para poder organizar suas ideias em uma ordem coerente e pelo menos tentar algo. Com certeza, um completo fracasso.


- Beverly, vamos? Seu irmão está me esperando lá em casa, anda logo! - A garota virou-se e deparou com sua mãe, com mais alguns pacotes debaixo dos braços e a mesma pressa de sempre na porta da loja. Ela correu por entre os livros e chegou à porta bem a tempo de ouvir o sino tocando novamente. As duas se despediram da bruxa que as atendeu e seguiram seu caminho em direção à mansão Harrison, afinal, Charlie já devia estar ficando impaciente com a demora das duas.
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Beverly C. Harrison
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O que você pediria se soubesse que a resposta seria "sim"?
 
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Postado Por: Ana C..


Re: Floreios e Borrões

MensagemReino Unido [#175198] por Louise Cooper » 08 Mar 2017, 21:08

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Andar pelo Beco Diagonal sempre havia sido uma experiência maravilhosa, regada de presentes, sorvetes e sorrisos. Mas andar pelo Beco lotado de adultos e crianças que compravam seus materiais escolares, aparentemente todos no mesmo dia, enquanto era puxada por um de seus irmãos mais velhos, Adam, que foi o escolhido para traze-la, quando este já estava sem paciência não era uma experiência tão interessante assim.

Primeiro que ele havia lhe negado o sorvete, mesmo o pequenininho como Louise havia sugerido, e segundo que ela também já estava ficando com calor e com tantas pessoas na rua era quase impossível olhar as vitrines.
– Falta o que? Perguntou, já que Adam estava com sua lista de materiais.

– Ingredientes para poções e os livros. Respondeu ele curtamente, enquanto desviava de três crianças que passaram correndo. – Se você tivesse sido um pouco mais rápida ao escolher a varinha, nós já estaríamos em casa. Aproveitou para reclamar. Lulu revirou os olhos, apertando sua boneca de pano e companheira inseparável com o braço livre, para que Anelisa não fosse levada pela multidão, que além de ter vindo todos no mesmo dia, pareciam todos seguir na direção contraria deles, dificultando ainda mais a locomoção. – Você sabe que não foi culpa minha. A varinha que escolhe o bruxo. Contestou, ecoando a frase que o vendedor da loja havia lhe dito algumas vezes. Parecia ser um mantra que ele repetia diariamente.

– Vamos terminar logo com isso. A loja de poções foi rápida e divertida por todos seus materiais bizarros e diferentes, que lhe faziam rir ou enjoar, porém assim que se aproximaram da loja de livros o espirito da menina diminuiu drasticamente. A bem da verdade é que, se pudesse evitar, Louise passava longe dos livros. Preferia correr no gramado caçando gnomos ou subindo em arvores. Essa seria definitivamente a parte mais difícil dessa nova etapa em sua vida.

Entrou com cautela, olhando ao redor como se os livros fossem lhe morder (alguns realmente podiam!). Em menos de cinco minutos ela estava tão entediada que podia bater a própria cabeça no chão para se distrair. Será que teria que ler todos esses livros na integra? Não existia um resumo não? Ou um “aprenda na prática”? Nisso ela era boa...
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Louise Cooper
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Re: Floreios e Borrões

MensagemCoreia do Sul [#175230] por Oh Ha Na » 10 Mar 2017, 16:11

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Arrivederci, Italia!
Adeus, Itália!
001 - Libri


O Beco diagonal. Quantas vezes sonhou em estar ali naquele dia. Já foi algumas vezes, acompanhando amigos e primos, mas pela primeira vez estava lá para si, para comprar os próprios materiais. Finalmente estava indo para Hogwarts pela primeira vez. Ah… Mal podia esperar para encontrar seu primo, Christian, na estação e ir com ele para a escola de magia britânica. Venus nasceu e cresceu em berço bruxo, mas sempre simpatizou com trouxas, passando a infância entre eles, cultivando alguns hábitos dos desprovidos de magia. Manter boas relações com bruxos e trouxas sendo puro sangue poderia favorecer sua candidatura ao cargo de Ministra da Magia num futuro distante.

Ajeitou a franja enquanto andava com Serena e Oh Ha Na. Ohana, sua querida amiga asiática não seguiria para Hogwarts, mas para Durmstrung. Deviam deixar esse triste fato de lado por aquele dia, afinal, ainda comprariam os materiais juntas e poderiam se ver durante as férias, como sempre foi, levando em conta a distância entre os países. As três estavam acompanhadas da mãe de Venus, Nora Rossa. Giorgio Rossa, seu pai, amaria ir, mas era um astrônomo de renome em sua área, e naquele momento estava no Chile a trabalho, não poderia acompanhar sua pequena nesse momento único, mas chegaria para levá-la à estação.

- Estou dizendo, é melhor irmos comprar os livros primeiro! A Floreios já deve estar cheia há essa hora, mas vai piorar se formos de tarde, todos deixam isso por último. - Falou a italiana, já adiantando o passo para guiar as outras. Chegando na porta da loja, viu que a mesma já estava abarrotada mas deveriam entrar. Abriu caminho entre tantas pessoas e foi até uma das prateleiras. Já sabia onde encontrar alguns dos livros e também já havia combinado com a mãe algumas coisas, então Nora foi até o balcão, buscar alguns dos livros que não seriam encontrados tão facilmente nas prateleiras. Já se aproximavam de uma prateleira, quando topou com uma garota alta, muito branca e de cabelos negros.

- Oi. Desculpe atrapalhar, mas você pode me dar licença? Eu preciso de um livro que está atrás de você. - A italiana pediu para a estranha que não teve tempo para reagir, já que uma outra pessoa chegava. - BIAH! - Gritou, abraçando a conhecida. As demais repetiram o gesto. Depois de cumprimentar e falar um pouco com ela, a francesa e a desconhecida saíram e logo Nora chegou. - Terminaram, crianças? - Ela perguntou e as garotas explicaram que haviam encontrado uma das Jones.

Terminaram de pegar os livros entre a multidão e colocaram tudo na bolsa mágica da mais velha do grupo, seguindo para o próximo destino naquele dia de compras.
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Re: Floreios e Borrões

MensagemSuecia [#175310] por Isabelle Bergman » 14 Mar 2017, 20:15

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It is time to buy!

É hora das compras!

#Sexto Post!


Ansiedade. Era exatamente esta a palavra que descreveria Isabelle Bergman em seu primeiro dia de compras. A primeira vez que teria contato com um local totalmente bruxo, era na manhã do dia que estava apenas começando – Mamãe, é aqui? Vamos entrar aqui? – a sueca, logo no começo do dia, já caminhava com sua mãe pelas ruas de Londres. Ambas, parando diante do Caldeirão Furado, o bar que daria acesso ao destino final – É sim Isa, mas fique perto de mim e não dê atenção a ninguém do bar, okay? – após a advertência, Bergman olhou com uma feição de insegurança para a mais velha. Porém, mesmo assim, adentraram ao recinto. O local, na visão de Isabelle, parecia um tanto quanto sombrio e escuro, com bruxos adultos agrupados nas várias mesas, aparentemente, bebendo algo “Não gostei...” mordeu o lábio inferior e, decidida a querer sair logo dali, deu a mão para Alice, usando isto como apoio para ficar na ponta dos pés e dizer em baixo tom ao ouvido da outra – Já cedo assim, mamãe? Parecem o Gustav. – fez a referência ao seu pai, tirando um sorriso por conta da matriarca. Apesar disso, ambas permaneceram em silêncio. A loira, observando tudo ao seu redor, tentando descobrir se via alguma coisa que fosse mágica. Mas, antes mesmo que pudesse visualizar todo o ambiente, já estavam de volta à claridade e luz natural.

- Estava procurando por magia, meu Amor? – no instante seguinte, Isabelle focou-se em sua mãe, que continuou – Presta bem a atenção neste muro... – com alguns gestos, batendo na alvenaria da enorme parede, um portal, lentamente se abriu, dando visão à rua de comércio mais famosa do mundo bruxo: o Beco Diagonal – Uaaau... Mamãe. É aqui que farei as compras? – de olhos arregalados, encarou todo seu horizonte, dando alguns passos à frente da mais velha, parando nos últimos degraus – Posso... Me virar sozinha? Queria descobrir as coisas... – assim que percebeu um olhar de censura por conta de Alice, tentou contornar a situação – A senhora pode me olhar de longe! Claro, mas... Eu vou ter que me virar sozinha em Durmstrang, não? Então, nada melhor do que praticar já. – abriu um sorriso tentando reconfortar sua matriarca que lhe entregou a lista de material logo em seguida – Obrigada, mamãe! – e como uma despedida, foi abraçada de tal forma que ficou com seus pés suspensos no ar. Tal fato, tirou uma risada de nossa sueca – Eu sei! Eu sou pequena mesmo! – concordou divertida e, aproveitando a chance, seguiu rumo ao meio das pessoas que já visitavam o local.

No momento, por ser muito cedo, ainda não haviam muitas pessoas comprando por ali, o que permitiu que Isabelle parasse no meio da rua para analisar as lojas que eram mais perto e que deveria visitar “Livros... Artigos mágicos... Uniforme...” para cada loja que mentalizava, corria o olhar pelos vários estabelecimentos que já estavam abertos, apenas esperando os futuros bruxos adentrarem e comprarem seus itens – O Senhor Olivaras! Minha varinha! – ao perceber que estava perto da loja onde compraria sua primeira varinha, seus olhos brilharam de ansiedade. Porém, sabia que tinha que ir com sua mãe. Era o único lugar que Alice fazia questão de ir junto com sua filha – Okay... Os livros então. – mordeu o lábio inferior mais uma vez, voltando a caminhar enquanto ficava atenta à cada movimento ao seu redor, tentando identificar quais das edificações era a loja Floreios e Borrões “Não deve ser difícil, vários livros na entrada não devem passar desapercebidos...” e, com este pensamento, seguiu caminhando até que encontrou seu objetivo. Parando diante da livraria, nossa sueca se demonstrou um tanto quanto surpresa.

- Como cabe tanto livro aí dentro? – sem exageros, mas era a realidade. Pilhas de livro cobriam toda a entrada da loja – Bom, vamos às compras. – antes de adentrar ao novo ambiente, Isabelle olhou ao seu redor e para as pessoas que estavam dentro da livraria. Sempre teve o receio de que alguém estivesse a seguindo e lhe e fizesse algum mal, tudo por conta do que sofreu com Gustav “Agora vamos.” finalmente, criando coragem, deu alguns passos à frente e já se encontrava no interior da Floreios e Borrões, diante de várias estantes abarrotadas de material de consulta escolar – Livros... Livros, magia, feitiços, história, poções... – enquanto andava pelos corredores, próxima das pilhas de livros, ia lendo os títulos, procurando o que lhe era indicado na lista que carregava “Esse aqui...” e pegou o seu primeiro – Prática de feitiços... – arqueou as sobrancelhas, como se estivesse confirmando que era aquele mesmo, mas seguiu para os próximos. Ignorando todo mundo ao redor, apenas ouvindo algum assunto de bruxos que passavam por perto, notando que eram várias as crianças que estavam na mesma situação que ela “Isso parece legal.” feliz e radiante, já carregava cerca de seis livros consideravelmente grandes e pesados para uma criança de onze anos leva-los após vinte minutos dentro do ambiente.

- Droga... Vai cair... – exclamou em sueco, seu idioma natal, tentando equilibrar a pilha que carregava em suas mãos. Porém, foi tarde demais, dois exemplares por pouco, não pegaram o pé de uma pequena garota também loira, que estava por perto – Desculpa, desculpa! Eu vou pegar! – a quem queria enganar? Não conseguiu manter os livros empilhados e mais alguns caíram. A jovem que estava diante de Bergman, por sua vez, apenas se moveu para o lado e impediu que os demais fossem ao chão – Erm... Obrigada. – agradeceu ainda em sueco e com a ajuda, conseguiu manter os objetos de estudo em mãos “Ela não me parece ser sueca...” torceu os lábios em tom de desagrado ao notar que aparentemente, sua nova amiga não entendera uma palavra sequer – Erm... Russo... – por alguns segundos, parou para pensar em algumas palavras que pudessem lhe servir para a comunicação naquela situação. Não sabia muito do idioma, mas teria que arriscar – Russo, você fala russo? – um aceno de cabeça confirmou. Aliviada, Isa continuou a falar – Obrigada! Sou Isabelle, futura aluna de Durmstrang. E você, quem é? Gostei de você, me ajudou aqui. – e de fato. Estava tão acostumada a querer fazer tudo sozinha, com receio da aproximação de outros. Que quando aparecia alguém desconhecido e que ainda lhe ajudasse, com feições tão calmas quanto a da garota que surgiu naquele instante, a sueca não poderia perder uma chance de se aproximar.


Interagindo com: Annie Grey.
Interações: O post está grande, porque estou prezando mais pelo desenvolvimento de trama.
OFF: Acho que o post ficou legal! Espero que goste! o/
OFF2: Perdoe qualquer erro que tenha passado desapercebido na revisão.
# Isabelle Bergman #
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Postado Por: Piccolo.


Re: Floreios e Borrões

MensagemEstados Unidos [#176652] por Annie Gray » 21 Mai 2017, 17:29

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Compras!
Capítulo Primeiro.


-Você não é capaz de ver? É tão fácil. Como vai ser um bom aluno se continuar assim? - Perguntou ao bichinho de pelúcia que estava usando para estudar francês enquanto brincava. As férias eram sempre tão solitárias, sentia tanta falta da escola, das outras crianças. Em casa só tinha a si e a própria imaginação. - Claro que não, pandinha. Não se escreve com dois R’s. - anotou uma nota “0” na lição do bichinho. Olhou por mais alguns minutos para o livro a sua frente, aquelas palavras todas de uma língua que era tão diferente da sua. Fechou ele por fim e foi guardar tudo. Tinha de ir comprar algumas coisas que lhe faltava de uniforme e material. Era melhor fazer isso antes do pai voltar, ele não gostava que ela saísse de casa. Guardou todos os livros e cadernos no guarda roupa, embaixo de uma pilha de roupas. O pai não gostaria de ver aquilo, tinha certeza disso. Em seguida colocou alguma roupa de frio, não que estivesse frio, mas nunca podia sair com roupas que mostrassem a pele, eram marcas demais para sair exibindo por ai. Tirou o lençol que cobria o espelho e olhou seu reflexo por alguns segundos. Estava tão pálida aquele dia. Será que estava ficando doente? Esperava que não. Talvez fosse apenas falta de sol. Penteou os cabelos longos e os deixou daquele jeito. Era só ir agora , né? Respirou fundo e apenas desejou que tudo desse certo.

***


Annie parou na porta da livraria e encarou tudo com ar de nostalgia, lembrava-se da primeira vez que estivera ali e como tinha dificuldade em carregar todos aqueles materiais. Estava sozinha, sempre, teve de se virar e nem sabe como chegou em casa com tudo aquilo. Balançou a cabeça. Ainda era muito nova para ser nostálgica desse jeito, parecia até que era uma velha voltando aos lugares de infância. Entrou por fim e foi pegar os livros solicitados para aquele ano. Esperava que não fossem muito caros, queria ter dinheiro para pegar ao menos um casaco novo, mas duvidava que sobraria. Falando em dinheiro, nunca sabia de onde esse dinheiro bruxo vinha, só sabia que alguém o deixava sob seu travesseiro às vezes quando estava dormindo. Duvidava que fosse seu pai que fazia isso, ele não ligava para o que ela precisava e, sendo trouxa como era, não devia nem saber que existia dinheiro bruxo.

Dobrando um corredor, viu uma menina que parecia ter dificuldade em carregar os livros. Inclinou um pouco a cabeça pro lado, analisando se ela precisava de sua ajuda ou não. É, parecia que sim, se aproximou dela devagar, não queria assustar ela nem nada. Alguns livros que estavam com a garota foram ao chão. Annie ouvia ela falando palavras em um idioma estranho que nunca tinha escutado. “Qual será a língua dela?” Se perguntou com curiosidade antes de impedir que o resto dos livros fosse ao chão. Ouviu ela perguntar em russo se ela falava o idioma, apenas confirmou com a cabeça. Era o idioma que teve de aprender quando começou a estudar na escola de magia. Sorriu um pouco, uma garota que ia pra Durmstrang, isso era legal. - Oi, sou Annie. Eu estudo em durmstrang. Estou no segundo ano. - Apesar de ter de estar mais avançada, ainda não se conformava que tinha repetido, problemas eram sempre problemas. - Gosto bastante de lá, acredito que você vá gostar também. De qualquer modo, fico feliz em ajudar. Também tinha problemas com isso quando vim aqui pela primeira vez. São tantos livros, né?- Ajudou ela a arrumar os livros que tinham caído no chão. - Vai ser mais fácil carregar quando colocar na sacola. Vai para alguma loja depois dessa? - Perguntou, ouvindo o que ela tinha a dizer. Parecia que podia ter uma companhia para as compras do dia, isso era ótimo. - Estou indo pra lá também. - disse, apanhando um livro que precisava numa prateleira perto dela. - Pode ir comigo se quiser. Lá tem coisas realmente pesadas pra pegar na primeira vez. Como o caldeirão. Por sorte de lá dessa vez só preciso de algumas penas e pergaminhos. - Por que estava falando tanto? Sem sabia direito, mas ficou feliz da garota aceitar a companhia. Pegou mais alguns livros e foi pagar.

Logo saíam da loja em direção a Artigos Mágicos. Lembrava que foi lá que tinha visto seu amigo alemão pela primeira vez e ele a impedir de derrubar tudo o que carregava, assim como ela tinha feito com essa novata dessa vez. Essa podia ser um boa forma de fazer amigos. - O que você precisa daqui? - Perguntou ao entrar na segunda loja, ajudaria ela a pegar já que precisava de pouco ali.


Interacting with: Isabelle Bergman

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  • Ursinho de Pelúcia - Panda

    Usou um Ursinho de Pelúcia - Panda.

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