Dados Básicos do Fórum:

Na Zonko's não citamos nenhum dos personagens dos livros ou filmes. Vivemos no mundo mágico, mas nem Harry Potter, Voldemort, Dumbledore, Comensais da Morte e etc. existiram em nosso mundo, com isso você não pode usar nenhum sobrenome dos personagens dos filmes ou livros. O fórum encontra-se nos dias atuais, no ano de 2013 d.c. e as condições climáticas variam de dia para dia e de tópico para tópico, conforme você poderá observar. O nosso período letivo dura oito meses contando com as férias. Nossos adultos recebem por dia de presença e seus tópicos em ON lhe renderão pontos e goldens (nossa moeda). Você nunca poderá interpretar a ação de outro personagem (salvo com autorização), mas poderá interpretar livremente o seu personagem (seja sempre coerente), lembrando que toda ação possui uma reação. A capital do Mundo mágico está localizada em Vaduz, Liechtenstein.

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O trevoso!

Descrição: A trama do trevoso.

Moderadores: Conselho Internacional, Confederação Internacional dos Bruxos, Ministério da Magia, Special Confederação Internacional dos Bruxos

O trevoso!

MensagemLiechtenstein [#176437] por Narrador » 02 Mai 2017, 10:21

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    As ordens dadas aos agentes foram claras e agora cabiam à eles de seguirem para Ucrânia, Brasil, EUA, países em que ocorreu a maioria dos fatos. Todos tiveram o direito de escolha em: (1)dormirem até o dia amanhecer devido fuso horário ou (2)de seguir logo com a missão. Aos que seguiram logo para a Ucrânia, tiveram a chance de ficarem hospedados em hotel trouxa próximo ao distrito da DIP e os demais, chegariam logo após o café da manhã.

    Spoiler: Mostrar
    REGRAS GERAIS:

    1, Postarão as ações, conversas, análises, intimidações, defesas, seja o que for, no tópico de rolagem de dados: Rolar dados AQUI
    2, Após concluir todas as opções que possuirem (livremente) no topico de rolagem de dados, poderão postar o post aqui na trama e dar o seguimento da mesma. Não é obrigatório seguir o prazo de rolagem dados, porém é obrigatório seguir o prazo de trama.
    3, Independentemente de postar apenas 1 pessoa ou 2, ocorrerá a divisão por 2 nos valores totais.
    4, Se nas rodadas ninguém da dupla postar, irá desfalcar os demais.
    5, Apenas quem postou na reunião poderá continuar com a trama. Quem não postou na reunião poderá postar no tópico de comissão de justificativas trouxas, deixando claro no off que está pesquisando em prol da equipe que está em campo. Lembrando que deverão manter suas presenças mensais sem minha supervisão, já que não se inscreveram para a trama!
    6, Usaremos a cada 2habilidades 1 fraqueza, se usar 2 fraquezas, será -2, 3 fraquezas, -3 e por aí vai... (pode ser qlq fraqueza, sejam apenas coerentes)
    7, Usaremos os NPC's registrados por vocês, poderão usá-los à vontade, dialogar livremente e fazerem o que quiser, porém os NPC's da trama (Sigmund e Kristof, por exemplo), somente o mestre poderá usar.
    8, Os dados serão feitos com base no sistema de D&D, tanto para deixar o jogo mais dinâmico, como para dar mais ação/sentido... Sempre quando for itens/danos/surpresas, contaremos com d2d20 e quando for sucessos de ações, usaremos d1d20.
    9, As habilidades serão usadas com os numeros de sucessos. NÃO USEM HABILIDADES DESNECESSÁRIAS. Serão penalizados. E estão todas listadas. Se não tiver, também temos um problema!
    9, Usaremos os mods de atributos, se tiver 1 atributo na soma, o valor final deverá ser superior ou igual a 5. E a cada atributo adicional no calculo, será adicionado +5 do valor que deve-se ser alcançado ou ultrapassado.

    10 - TEREMOS UMA SURPRESA NA TRAMA. Nem mesmo eu sei quando ela vai ocorrer ou deixar de ocorrer. Vai ser uma surpresa (e adoro quando elas acontecem porque sempre deixa a coisa mais divertida).

    10.1 - Não tem risco algum essa trama, no máximo alguns ferimentos (Se é que vai ter essa possibilidade)
    10.2 - Essa trama vai ter outra surpresa no finalzinho <3
    10.3 - Vai render pontuação aos NPC's.

    - Os prazos de rolagem de dados serão sempre de 10 dias, para se organizarem
    - Os prazos de postagem na trama serão sempre de 2 semanas, para conseguirem construir o post, etc.
    - Nada impede de postarem tudo antes, só peço que não passem de 2 semanas!
    Qualquer sugestão, dúvida, etc, entrem em contato!



    Alisson e Lasse

    A divisão Internacional de Paranormalidade tinha matriz nos EUA e sede na capital da Ucrânia, porém devido o acontecimento dos últimos anos na cidade Cracóvia, foi lotado um prédio especial para a DIP. Próximo dali, existia o Ucran’s Hotel, que era o hotel mais próximo da DIP. (cerca de trinta minutos à carro). A cidade era trouxa e devido à isso, não poderiam expor magias ou realizar atividades mágicas em público. Dentro da DIP existiam várias subdivisões especiais e seus chefes, uma delas era de ‘acontecimentos mágicos’ em que o Chefe era justamente Hiroshi. O mesmo trabalhava na DIP há cinco anos e logo após tornara-se informante do departamento, sobretudo, acima dele, existiam mais dois chefes superiores. Assim que deu oito horas da manhã, o prédio já estava funcionando vivo e à todo vapor. Alisson se apresentara como Chefe do departamento da sede dos EUA juntamente com seu funcionário Lasse, ambos procuravam Hiroshi, porém fiquem cientes que os chefes superiores Kristof e Sigmund estariam sempre os observando.

Alisson e Lasse
Quest: 1 – Coletar informações extras e ir atrás de Sebastian.

- Durante a conversa estarão juntos de Kristof e de Sigmund, deverão convencê-los de que são da DIP e também de permitir que as informações adicionais sejam compartilhadas.
- Opções de Habilidades requeridas: Expressão, empatia, lábia, linguística, liderança, sedução, raciocino, bom senso, senhor de prestígio, voz encantadora.
- VER SPOILER


Spoiler: Mostrar
Cálculo para sucesso:
Rolar dados AQUI: viewtopic.php?f=155&t=11413
- Deixar claro a ação e as falas/perguntas/questionamentos que quiserem ter respostas/conclusões/informações. Após a rolagem de dados e a coleta dos resultados, poderá ser postada neste tópico de trama.
- d1d20: 10 a 20 – será sucesso de ação.
- Somente pode escolher a cada 2 habilidades uma fraqueza. E pode ser qualquer fraqueza.
- Numero de sucesso de habilidade + MOD de carisma – fraqueza. (personagem 1)
- Numero de sucesso de habilidade + MOD de carisma – fraqueza. (personagem 2)
- Valor total de personagem 1 e personagem 2 / (divido) 2 = +5
- PRAZO para a rolagem dos dados: 12/05
- PRAZO PARA POSTAGEM DA TRAMA: 16/05




Antonella e Leon

David Miller sempre fora conhecido por ser um homem alegre e bem humorado, bem como por ser sério e dedicado ao seu trabalho, sobretudo, seu chefe estava pouco perturbado com o caso misterioso em que soubera que o mesmo já estava na Matriz dos Ministério da Magia. David descobrira há poucos dias que Samael Jhonson fora morto nas mesmas circunstâncias e com isso, avisou urgentemente a Matriz dos Departamentos pedindo para que uma equipe pudesse vir e auxiliar nas investigações. Acreditavam que como estava tudo interligado, nada melhor que um belo trabalho de equipe. Já eram nove horas da manhã e David estava na cena do crime: um bosque em Nova Jersey. O corpo estava carbonizado ao chão a equipe de perícia estava ao redor e o obliviador estava disfarçado de perito criminal da polícia trouxa (FBI). David ao longe avistara Antonella e Leon, reconhecera-os de vista por conta da academia de Departamentos de Acidentes e Catástrofes Mágicas. Passara a faixa de isolamento e os cumprimentara. – Bom vê-los aqui, vocês são? – Aguardou pela resposta dos mesmo. – Estamos em um ambiente trouxa, então cuidado, a priori vocês são consultores do FBI. – Avisou em um tom mais baixo e logo os guiou à cena do crime.

Leon e Antonella
Quest: 1 – Use-o para ajudar a encontrar possíveis paradeiros de Alec.

- Ajude-o no caso semelhante, analise a cena do crime, colete informações e dados importantes.
- Opções de Habilidades: observação, ouvir, Intuição, Peformance, Raciocínio, Concentração, determinado, Senso de direção, sentidos aguçados, sortudo.

Spoiler: Mostrar
Cálculo para sucesso:
Rolar dados AQUI: viewtopic.php?f=155&t=11413
- Deixar claro a ação e as falas/perguntas/questionamentos que quiserem ter respostas/conclusões/informações. Fazer as buscas ao redor do corpo, etc, analisar a cena do crime (bosque). Após a rolagem de dados e a coleta dos resultados, poderá ser postada neste tópico de trama.
- d1d20: 10 a 20 – será sucesso de ação.
- d2d20: 15 a 17 – Encontrou um item comum // d2d20: 18 a 20 – Encontrou o item especial.
- Somente pode escolher a cada 2 habilidades uma fraqueza. E pode ser qualquer fraqueza.
- Numero de sucesso de habilidade + (MOD de Inteligência+Percepção/2) – fraqueza. (personagem 1)
- Numero de sucesso de habilidade (MOD de Inteligência+Percepção/2) – fraqueza. (personagem 2)
- Valor total de personagem 1 e personagem 2 / (divido) 2 = +10
- PRAZO para a rolagem dos dados: 12/05
- PRAZO PARA POSTAGEM DA TRAMA: 16/05




Andrew e Gwen

No Brasil, mais precisamente em um município do Acre, um caso semelhante ocorreu e deixou Ricardo Aron em alerta. Assim que Gwen e Andrew entraram em contato com o agente de esquadrão e souberam que o corpo do jovem fora carbonizado com as mesmas descrições que os demais casos, ambos precisaram ir até o Brasil para saber mais. Chegando lá, notaram o quanto o agente de esquadrão era mau humorado, sobretudo, demonstrava enorme preocupação com o caso. Os três seguiram para a casa do jovem carbonizado. Era um homem de vinte e dois anos, morava sozinho em uma kitnet. No centro tinha uma estátua de um filósofo e nas paredes continham as mesmas escrituras que nas runas em que ficaram sabendo, sobretudo, a grafia não estava mais tão clara como antes. A kitnet estava isolada e protegida magicamente para evitar trouxas e curiosos. O local tinha apenas três cômodos: quarto/banheiro, sala/cozinha e uma varanda pequena. Apenas o banheiro não tinha escrituras. Além de ter alguns itens carbonizados, a enorme estátua no centro do espaço, também tinham os pertences do morador.
Quest: 1- Encontrar com Ricardo e ajuda-lo a pegar um item.

- Existem itens bruxos e mágicos espalhados pelo chão e pela casa. Se as runas foram contidas na internet, como foi que o morador da casa foi saber? Qual relação eles tinham? Isso que irão descobrir.
- Opções de habilidades: Intuição, observar, ouvir, Clarividência, Adivinhação, artesanato mágico, cultura dos trouxas, cultura mágica, identificar magia, magia das trevas, ocultismo, rituais, runas, raciocínio, concentração.

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Cálculo para sucesso:
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- Deixar claro a ação e as falas/perguntas/questionamentos que quiserem ter respostas/conclusões/informações. Fazer as buscas ao redor do corpo, etc, analisar a cena do crime (bosque). Após a rolagem de dados e a coleta dos resultados, poderá ser postada neste tópico de trama.
- d1d20: 10 a 20 – será sucesso de ação.
- d2d20: 15 a 17 – Encontrou um item comum // d2d20: 18 a 20 – Encontrou o item especial.
- Somente pode escolher a cada 2 habilidades uma fraqueza. E pode ser qualquer fraqueza.
- Numero de sucesso de habilidade + (MOD de Inteligência+Percepção/2) – fraqueza. (personagem 1)
- Numero de sucesso de habilidade (MOD de Inteligência+Percepção/2) – fraqueza. (personagem 2)
- Valor total de personagem 1 e personagem 2 / (divido) 2 = +10
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Re: O trevoso!

MensagemAlemanha [#176487] por Alisson Jules » 05 Mai 2017, 18:23

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Era de se esperar que alguns funcionários achariam daquela reunião uma piada até ter a real noção do problema. Eu estava irritada por terem deixado o assunto ir tão longe sem ninguém tomar conhecimento disso. Mesmo com Lasse concordando comigo sobre minha ideia por onde começar as investigações, eu ainda estava insegura. O fato desse tal Denny Yamashita possivelmente ser o mesmo Denny que eu conheço é inquietante, porém, cabia a mim agora trabalhar com esse informante para ir atrás das crianças e tentar abafar um pouco o boato.

No fim das contas, a reunião se encerrou comigo tendo que trabalhar junto com o Lasse. Não que eu estivesse incomodada com isso ou que não gostasse dele. Eu apenas não queria confusão pro meu lado com a Maya. Principalmente depois da cena que ela tinha feito no jogo de Quadribol, por isso, Lasse era a última pessoa de quem eu esperava parceria nessa missão. Se minha melhor amiga Vicky soubesse disso agora, tenho certeza que ela falaria "Meu Deus! Como você é sortuda garota. Tira essa cara de bunda e aproveita. Bem que eu queria estar no seu lugar e ter a oportunidade de ficar sozinha com ele." Enfim, avisei ao Lasse que ia passar em casa novamente para buscar umas roupas e coisas que eu usava quando morei no mundo trouxa e que logo em seguida eu iria para Ucrânia e que eu o encontraria lá no Hotel. Como não poderíamos usar magia, então ter um celular e dinheiro do mundo trouxa já ajudaria um pouco.


⥊ ❇ ❉ ❊ ❈ ⥋


Às 6 horas da manhã finalmente cheguei no Ucran’s Hotel. Peguei um quarto para pelo menos poder tomar um banho e me apresentar melhor lá na DIP, já que eu não havia dormido nada na noite anterior. Eu tinha que parecer e agir como a Chefe do departamento da sede dos EUA, ou então as coisas poderiam desandar. Vesti minha calça jeans preta, uma blusa branca fina, minha tão adorada jaqueta de couro vermelho e me olhei na frente do espelho enquanto prendia o cabelo em rabo-de-cavalo. Não sei bem como os "Chefes" devem se vestir, mas devido a urgência do caso acho que não me julgariam por causa da minha roupa.

Assim que Lasse também chegou no hotel seguimos de táxi para o prédio da DIP. Era nostálgico até, agir como uma trouxa novamente depois de tantos anos longe desses costumes... Meu pensamento vagou durante o caminho para uma tarde em que eu e Denny fizemos um almoço na casa dele, aquele tinha sido um dia tão maravilhoso que não pude evitar de abrir um sorriso tímido.

- Aff. HunHuummmm, chegamos. – pigarreou o motorista do taxi, me trazendo de volta para a realidade. - São $15,00 senhor. - Disse ele olhando para o Lasse. Olhei para o taxista e prendi minha risada de deboche. Era uma coisa tão anormal assim que uma mulher poderia pagar o táxi sozinha? Peguei o dinheiro trouxa na minha carteira e entreguei para o homem.

- Pode ficar com o troco.- eu disse numa voz firme e saí do taxi sem olhar para trás.

- Err, Obrigado senhora.- Disse ele sem graça pela janela enquanto Lasse fechava a porta. E o doido seguiu pela estrada, passando por praticamente todos os buracos até virar a rua. Respirei fundo tentando espantar o frio na barriga de encontrar esse tal Hiroshi.

- Credo! Francamente, tô enjoada. Ele parecia que estava carregando gado ao invés de pessoas naquele táxi. - comentei com Lasse tentando aliviar um pouco tensão porém ele parecia bastante concentrado, acho que não notou o que eu tinha falado - Certo. Vamos entrar! - caminhei em direção da porta. Assim que entramos no prédio, uma mulher baixinha e sorridente veio nos atender. Ela parecia não saber de nada do que estava acontecendo até então.

- Olá, bom dia senhora. Meu nome é Alisson Jules, sou Chefe do departamento da sede dos EUA e esse é o senhor Lasse Matberg, meu funcionário - apontei para o louro que estava ao meu lado. Era estranho chamar ele assim - Estamos aqui para falar com o senhor Hiroshi. Poderia avisá-lo de que já chegamos, por gentileza?- a mulher concordou com a cabeça e nos guiou até uma sala de reunião vazia. Ficamos lá, por alguns minutos até que três pessoas entraram juntas. Olhei para os três ao mesmo tempo e foi como se eu tivesse levado um soco na boca do estômago.

O Hiroshi era realmente o Denny que eu conhecia. Como ele estava num logar como esse? Até onde eu sabia ele era trouxa, nunca vi nenhum sinal de magia nele, se não eu saberia mesmo que ele estivesse tentando me esconder. Não consegui disfarçar o meu espanto, minhas pernas tremiam, respirar estava se tornando uma tarefa difícil, o que era péssimo, ninguém merece ter uma crise de asma no meio de um assusto tão sério... E pior, qual seria o motivo pra tal chefe do departamento aqui estar tão nervosa? Olhei para o Lasse e falei apenas mexendo os lábios, sem sair nenhum som: É ele. O louro pareceu entender do que eu estava falando e se levantou da cadeira junto comigo. Suspirei tentando me acalmar e olhei novamente para Denny que no primeiro momento arregalou os olhos também, mas depois ficou completamente normal, isso para não dizer indiferente.

- Oi senhores, bom dia. Desculpa ter agido estranho por um tempo, crise de asma, sabem como é né?- sorri gentilmente e estendi minha mão para cumprimentá-los - Meu nome é Alisson Jules, como já devem ter informado a vocês, sou a chefe do departamento da sede dos EUA, prazer.– os três se apresentaram também: Kristof, Sigmund e claro o que eu já conhecia, Denny. Toquei na mão do meu velho "amigo" e mesmo trêmula continuei – Esse que está me acompanhando é o Lasse, meu funcionário. - Dei um empurrãozinho no ombro depois que ele se apresentou para os senhores – Bom, vamos direto ao assunto. Recebemos a informação de que os boatos estão começando a sair do controle do mundo bruxo. Viemos imediatamente para cá depois de saber sobre a morte do menino Sebastian Brock. Tenho como ideia tirar parcialmente a memória dos meninos que presenciaram a cena no momento da morte e estudá-las numa penseira para ter a noção exata do que aconteceu lá naquele dia, porém ainda não temos informações o suficiente para isso. Se chegarmos assim do nada, vai assustar os meninos. Vocês por descobriram mais alguma coisa sobre o caso ou se aconteceu novamente com mais alguém?- os três se entreolharam brevemente. Kristof fez um aceno afirmativo com a cabeça mas o olhar ainda era de desconfiança.

- Bom, na sala de arquivos temos os demais casos, podemos ir averiguar juntamente.- Disse Denny de forma simpática, porém olhando para mim com um pouco de desdém. A voz dele não mudou nenhum pouco com o passar do tempo. - Também tivemos mais alguns casos, mas foram abafados, eles também possuem o mesmo perfil e por incrível que pareça, foi na mesma vizinhança em que Sebastian Morava. Sim. A família dele mudou-se e desde então não conseguem vender ou alugar a residência, os vizinhos disseram que era um local amaldiçoado e estas coisas.... - Complementou Denny - Porém, temos sempre o paradeiro da família de Sebastian e até onde soube, na casa anterior, eles não mexeram em nada porque não suportaram muito a perda dos filhos... Sim, todos os outros corpos tiveram o mesmo esquema da carbonização e a leitura lá dos códigos, ao todo, após Sebastian, tivemos mais três.- O rosto de Lasse parecia tão confuso quanto o meu. Como não tivemos essa informação antes? As pesquisas deles estavam muito mais avançadas do que o que tinha chegado até nós.
- Certo, então podemos começar pela prime...
- Vocês são de qual local da divisão mesmo? - Perguntou Kristof me interrompendo, mantendo-se desconfiado e Sigmund permanecia quieto na dele. Franzi minha sobrancelha, ajeitei minha postura, encarei Kristof e falei pausadamente novamente de onde tínhamos vindo. Eu não estava gostando nenhum pouco dessa desconfiança, afinal o que ele pensava que somos? Espiões?
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Re: O trevoso!

MensagemNoruega [#176581] por Lasse Løkken Matberg » 14 Mai 2017, 18:39

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    - Ainda está ai?– Jogava-me ao lado de Maya deitada na cama. Acariciei levemente as madeixas da loira de forma que a mesma não pudesse acordar. Não iria atrapalhar aquela cena linda que pudera acalmar a minha fera irada minutos antes. – Precisarei ir para Ucrânia... Os detalhes está na carta para você. Estou louco para ter o nosso tempo.– Beijei-lhe a lateral do rosto cuidadosamente e levantei-me da cama. Havia deixado instruções do paradeiro, telefone de contato e com quem estaria, principalmente que não teria com que se preocupar e isso, ela tinha certeza! Maya não precisaria ter ciúmes ou achar ruim ir trabalhar disfarçado com meus colegas de trabalho, mesmo que fossem mulheres, sabia que eu manteria muito bem o meu respeito para com ela, afinal... Era ela a quem eu pertencia.

    Dali parti para o Ucran’s Hotel e diga-se de passagem, não era tão ruim assim o local, pelo contrário! Revisei mentalmente a situação da missão e os detalhes da mesma. Não seria algo fácil, mas deveríamos aprofundar bastante. Alisson seria a chefe da vez e isso soava divertido. Assim que o dia amanheceu, fomos de taxi para a DIP e abstive meus pensamentos ou comentários, afinal, não eram coisas para serem ditas em um local como aquele. Sobretudo, ergui a sobrancelha ao ver que o motorista cobrava-me, encarei Alisson com o olhar pidão, era o subordinado ali e quase soltei um: chefe ganha mais, paga você. Por sorte, não houve a necessidade e logo nos deparamos de frente ao prédio da DIP. - E lembre-se, você é a mandachuva, porte-se como! Acho que vai gostar.– Encarei Alisson. – Desculpe, disse algo? – Indaguei, mas logo seguimos adiante. Até o presente momento não tivemos dificuldade alguma.

    Logo conversávamos com Kristofer, Singmund e o Hiroshi lá. – Prazer, sou o agente Lasse. – Cumprimentei a todos após a vez de Alisson respeitando a nossa hierarquia. A loira fizera sua pergunta e logo obtivemos as respostas, não muito conclusivas, mas não eram muito agradáveis já que queria resoluções rápidas.– Continuando com o que a Senhorita Alisson disse, gostaríamos de saber mais dados, etc.– Enfatizei. Hiroshi até nos respondera, mas o chefe lá superior não estava aparentemente gostando muito de nós dois. O mesmo perguntara novamente de onde éramos. – Somos da DIP-Sede. Fomos organizados uma nova equipe para manter mais próximo as investigações já que aqui não é o único local que ocorreram casos semelhantes. – Soltei mantendo a postura séria e ereta, talvez, um tanto quanto confiante demais. – Como estamos revisando os casos, observamos a suma importância de analisar o caso de Sebastian com mais afinco, por isso precisamos não somente dos processos, mas também do endereço.– Encarei Alisson procurando por sua aprovação, tal como um funcionário que trabalhava em sintonia com seu chefe.

    Singmund se aproximou mais de nós dois.– Hiroshi, peça para pegarem os documentos e vá com eles para a casa de Sebastian. Mas desde já lhes aviso que não encontrarão muita coisa. – Indagou um dos chefes enquanto Hiroshi nos guiava para sua sala e já conversava com Alisson.– Não sabia que vocês já se conheciam assim. – Comentara quando ficamos mais à sós. Hiroshi nos deixou em sua sala e logo seguiu para outra, adentrou e saiu rapidamente com o processo em suas mãos. Guiou-nos para o estacionamento, uma das viaturas ‘disfarçadas’ da DIP iriam nos levar para a casa de Sebastian..



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Lasse Løkken Matberg
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Re: O trevoso!

MensagemFranca [#176886] por Antonella Carbeshôn » 02 Jun 2017, 12:07

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    Acordar cedo era uma das poucas habilidades com a qual eu não estava muito habituada e por sorte Charllie sempre a fazia para que eu pudesse dormir os cinco minutinhos a mais. O despertar com um beijo suave no pescoço me fazia arrepiar e agradecer por ter aquele homem ao meu lado sabendo exatamente o que me agradaria aquela hora pela manhã e conferindo que o mesmo ainda não estava vestido devidamente para o trabalho indicava que ainda teríamos um tempo juntos no banho, alguma prazer matinal antes de enfim iniciar de fato mais um dia de trabalho. Vagamente lembrei-me da missão e então percebi que meu dia seria mais que especial se dependesse de mim. Devido a decisão de Lasse em fazer dupla com meu segundo loiro preferido, o qual hoje não teria escapatória, ainda mais sem a colorida enxerida para me fazer brincar um pouco com o Léonzinho. Sinceramente, se os dois continuassem em cima do muro iriam acabar morrendo de fome.

    Cheguei estrategicamente cedo, levando em conta o horário marcado para a missão e não me surpreendi de encontrar o Sueco já predisposto no departamento, contudo, a minha carta na manga em passar primeiramente no departamento de transportes para colher a chave de portal que nos levaria até New Jersey foi de fato meu pontapé inicial ganhar tempo naquela manhã. A sala parecia vazia se não fosse o fato de haver aquela madeixa loira inconfundível de Léon compondo a figura do homem deprimente que sutilmente quase não chegava a ser percebido até que me aproximei. Talvez por timidez não me olhava nos olhos e por isso chegou a debruçar a cabeça sobre os braços na mesa, mas como ele mesmo poderia saber, não funcionaria. Respirei fundo um tanto decepcionada por não conseguir chegar triunfante e jogar meu cabelo enquanto dava uns passos de top-model, mas mesmo assim perturbar o pouquinho de juízo sóbrio do manco não deixaria de ser minha opção.

    - Léon? - sussurrei, sendo atendida quase que imediatamente pelo loiro que disfarçou notar minha presença. - Bom dia xuxu. Tomei a liberdade de me adiantar com o departamento de transportes e trouxe comigo nossa chave de portal. - Não me surpreendi com a capacidade do loiro e de todo modo já me ajudava bastante os fato dele ter estudado sobre o chamado repentino que seria o motivo de nossa investigação. -Então me parece que estamos prontos. Se não tiver nenhuma objeção, que tal irmos? - Com o consentimento do homem, seguramos juntos a chave de portal e com o típico puxão pelo umbigo, conseguimos aterrissar por sorte em um beco estratégico, de frente para o bosque e livre de qualquer trouxa ou criatura viva que pudesse notar nossa mágica aparição. Fiquei indecisa quando adentramos no bosque e reparei que não estava vestida adequadamente para me misturar aos moradores se fosse preciso. O cabelo estava preso em um rabo de cavalo e a roupa típica das que eu via nos seriados americanos usadas por policiais investigativas que cobriam meu corpo, mas desejei estar apenas de lingerie, scarpains e um sobretudo para abri-lo e mostra-lo para o Léonzinho com o intuito de ver a cara do gatinho assustado que ele fazia.

    Já não se passara muito tempo até sermos reconhecidos e por um sinal fomos chamados. David Miller ao se aproximar, nos cumprimentou. – Bom vê-los aqui, vocês são? – Logo em seguida de Léon, me prontifiquei em responder. – Antonella Carbeshôn, prazer em revê-lo. – David fazia o tipo de homem bem humorado e com isso seria bom telo por perto pelo menos para iniciar o dia. – Estamos em um ambiente trouxa, então cuidado, a priori vocês são consultores do FBI. Ainda não consegui ver uma relação total dos fatos, mas o perfil, o corpo carbonizado, é bem semelhante ao que ocorreu - Disse analítico sem ter muita informação para passar, contudo o que esperávamos mesmo era trabalhar e assim seguimos pelo cenário do misterioso caso naquela cidade americana. – David, além do corpo, onde estão as provas? Pelo que conheci dos outros acontecimentos ah sempre escrituras ou algo do tipo. No caso do Brasil onde estive, um garoto havia criptografado por completo o quarto dele e pelo que vejo aqui, no corpo carbonizado há algumas semelhanças. – Respondendo, David se prontificou. - As provas estão no IML da DP de New Jersey. Podemos ir lá juntos, assim não terão muitos problemas com as pessoas desconfiando sobre vocês... Aí terão acesso ao material. Aqui também não dá para dizer muito, mas se puderem analisar e ver algo.

    A sugestão de David era a melhor a seguir, nos retirarmos dali o mais rápido possível logo após algumas voltas em torno do local cercado já que nada demais havia sido encontrado, por um golpe de azar ou sorte, graças ao sugestivo convite dos seguranças que chegaram a nos impedir de circular pela área, encontramos o pai do garoto atordoado por ter perdido seu filho. A figura do homem era comovente e por alguns minutos usei minha empatia para assumir seu lugar. Se Nathaniel me apronta uma dessas eu surto de vez, apesar do pouco contato com meu filho ele jamais seria substituído por qualquer coisa no mundo. Institivamente caminhei em direção ao homem que após apresentar seu nome, nos deu algumas dicas e o convite para acompanha-lo até o quarto do falecido garoto para que pudéssemos tentar faze-lo entender o que havia acontecido com Gui, ou o que havia levado um garoto de pais divorciados a cometer o que aos olhos do homem seria um suicídio fora do comum, pois o garoto havia entrado em combustão.
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Antonella Carbeshôn
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Re: O trevoso!

MensagemSuica [#176907] por León Nicolaj Orlov » 05 Jun 2017, 02:10

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Era algo realmente raro para León acordar cedo com tanta disposição sem nenhum traço de sua já costumeira ressaca. Na verdade, demorara bastante para dormir e, por isso, ainda se sentia um pouco sonolento enquanto tomava o café da manhã. No entanto, sua cabeça estava leve e livre daquela dor excruciante que sempre o tomava pelas manhãs depois de uma longa bebedeira.

Sorveu um pouco mais do café e olhou satisfeito o prato vazio onde momentos antes jazia uma deliciosa wafles com creme. Até mesmo seu apetite era notável depois de uma noite sóbrio. Estava tão excitado com a missão que teria naquele dia que não necessitou de nada mais para afastar os pensamentos ruins e conseguir uma excelente noite de sono.


- Ora vejam só! a voz da governanta soou atrás de si fazendo-o ficar um pouco carrancudo - Não dormiu no chão. Não está fedendo a bebida. E comeu todo o café da manhã com um apetite invejável! Se continuar assim, logo estará robusto e corado como deveria ser.

León apenas rosnou uma resposta ininteligível e colocou a caneca de café vazia sobre a mesa. Depois se levantou e pegando a bengala, se dirigiu para a lareira:

- Não fique tão contente, não sei se voltarei hoje para comer essa sua comida horrorosa.

E deixou a casa logo após mirar emburrado o sorriso triunfante da velha que cuidava dele e da casa.

Logo que chegou ao departamento de obliviação, tratou de pegar a papelada sobre a missão que ele e Antonella teriam de realizar naquele dia. Suspirou um pouco contrariado. Lasse novamente aprontava para ele fazendo-o ter de lidar com a estonteante e ousada bruxa em uma missão que poderia ser um pouco mais longa do que ele gostaria que fosse. Não havia como discutir as decisões do chefe. O jeito seria ter paciência e aguentar firme sobre as investidas da bela mulher que parecia ter uma predileção especial por tirá-lo do sério com sua sensualidade exacerbada.

Sentou-se em uma mesa e, enquanto esperava pela chegada da colega, passou a folhear a papelada sobre o caso que tinham em mãos. Desejou naquele momento que sua parceira fosse a colorida Louise. Ela era esperta e ambos já demonstraram que funcionavam juntos em campo. Seria muito mais confortável para ele lidar com a bruxinha, ainda mais por que, apesar de não admitir, gostaria de passar um pouco mais de tempo com ela.

Ainda era cedo e ele teria um tempo sozinho para poder raciocinar sem ter que lidar com as incomodas situações que Antonella lhe imporia mais tarde. Assim, ele aproveitou para estudar mais minuciosamente todo o caso antes que Antonella invadisse o local como uma rainha que triunfante adentra os salões de sua corte.

Por sorte, ele já esperava uma dessas aparições de tirar o fôlego que a bruxa sempre fazia quando queria atenção e, por isso, assim que ouviu a porta se abrir com estrondo, sequer ergueu a cabeça e conseguiu disfarçar bem, fingindo que estava totalmente absorto em sua leitura, frustrando a entrada triunfal da mulher.

Sentiu-se satisfeito por ver a mulher ter de chamar seu nome para ser notada e, mais uma vez, fingiu surpresa ao vê-la diante de si, como se sua presença só tivesse sido notada naquele instante. Antonella, no entanto, não pareceu se abalar. Talvez ele não fosse assim tão bom em disfarçar. No entanto, aquele não era um momento para aquilo e ele se concentrou novamente no trabalho. A bela bruxa já havia providenciado a chave do portal que os levaria à America para começar a investigar toda aquela loucura que aos poucos começava a se espalhar por todo o mundo. Prontos para iniciar sua missão, ambos tocaram a chave do portal e foram lançados ao seu destino.


Assim que deixaram o beco e adentraram o bosque, León já não pensava mais em que tipo de constrangimento a colega poderia fazê-lo passar. Tudo o que tinha em mente naquele momento era sobre o estranho caso dos garotos que entravam em combustão espontânea após ler inscrições misteriosas. Aquilo tudo lhe parecia alguma brincadeira potencialmente perigosa e insana, como a maioria dos jogos que vez ou outra apareciam como moda entre os jovens trouxas. Desafios imbecis como os de fazer o outro desmaiar por asfixia ou de se cortar entre outros tantos que povoavam as cabeças de jovens que não conheciam o significado de auto estima ou do amor próprio. Um pensamento um tanto hipócrita, para quem já havia desistido de viver há tanto tempo, e se embebedava até cair como ele.

Se encontraram com o agente que deveria ser o elo deles com o mundo trouxa e logo o homem mostrou-se simpaticamente eficiente. Após alertá-los sobre a importância de manterem o segredo do mundo mágico, ele também os deixou a par do que sabia até aquele momento, o que não era muita coisa, mas era um começo.
Deixou que Antonella fizesse as perguntas ao homem. Ela era mais comunicativa e persuasiva que León e o jovem Orlov tinha total consciência disso, confiando as partes sociais daquele caso para que ela resolvesse. Silencioso e ponderado, seguiu as indicações que Deivid fornecera e depois se colocou a andar pelo local à procura de pistas que pudessem ajudar um pouco mais a desvendar o que estava ocorrendo.

Então, foram impedidos por um segurança de continuar. Aquilo lhe pareceu um empecilho incomodo mas, como numa virada da sorte, se depararam com o pai do garoto morto, o qual León evitou tão logo o vira. O homem, desnorteado com sua perda, lembrava-lhe a si mesmo nos primeiros dias de sua dor e León decididamente não queria ter que lidar com aquilo, deixando novamente para a colega a interação social e se atendo apenas a observar, procurar e anotar tudo o que era importante naquela missão. Uma coisa era certa, tinha esperanças de ajudar a amenizar um pouco da dor daquele pobre homem.
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"Sou um urso sobrevivendo à tempestade de gelo no ápice do inverno."
León Nicolaj Orlov
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Re: O trevoso!

MensagemCroacia [#177073] por Gwendoline Stankovački » 13 Jun 2017, 14:58

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Sim, agora aquele brutamontes tinha conseguido me irritar... Quer dizer que ele me chamou até aqui para simplesmente esperar até o dia seguinte? O jogo tinha me deixado cansada, mas era praticamente insignificante se comparado com a frustração de ter minha noite arruinada para nada. Estava começando a me arrepender de não ter acertado o balaço que eu tinha dito que acertaria naquela cabeça enorme. E para a cereja do bolo ele ainda me mandou pro Brasil junto com o novato, justo quando minha paciência estava menor que uma mosca. Apenas senti pena do pobre Andrew por ter de me aguentar nesse estado. - Te encontro aqui amanhã de manhã então? Assim evitamos de nos desencontrar. - Perguntei ao novato, quando todos já estavam seguindo para suas respectivas funções. - E se eu fosse você não iria todo engomadinho assim. Não sei se você já foi pro Brasil, mas lá é um pouco mais quente do que aqui. - Sorri irônica para ele, imaginando a cena do coitado suando feito um condenado fazendo trabalho forçado. Escondi as mãos dentro dos bolsos da jaqueta novamente e segui até a entrada do ministério, tentando não socar a cara de cada um que esbarrava em mim.

Assim que cheguei em casa corri mais uma vez até os quartos procurando algum sinal de vida dos pirralhos, mas a unica coisa encontrada foram algumas roupas sujas em cima da cama do Kenny.
- Bom, pelo menos ele lembrou que tem de vir para casa trocar de cueca. - Eu tento dar uma de irmã indiferente, mas eles são meus irmãos menores, não posso simplesmente ignorar a ausência deles. Fora que se algo acontecer meu pai me mata, então não vamos arriscar. Enfim, voltei para a cozinha e como planejado me afundei no sufle antes de dormir para tentar esquecer aquela noite horrível.


[...]


No dia seguinte, como eu imaginava, minha frustração não tinha diminuído nem um pouco, pelo contrário, dormir sozinha quando se tem a expectativa de ter companhia deve ser uma das piores sensações do mundo. Sem mencionar que não era qualquer companhia... Enquanto escolhia o que usar para nossa "pequena jornada" até cogitei e ideia de colocar um shorts ou algo do tipo, mas os mosquitos me fizeram repensar a ideia. Acabei optando por uma calça jeans e uma regata mais cavada dos lados, com uma boa dose de repelente e o par de tênis mais confortável que eu tinha no guarda roupas. Joguei a varinha e alguns aparatos necessários para satisfazer toda a minha abstinência pré-jogo e em alguns instantes a entrada do ministério tomou o lugar da pequena e nada discreta bagunça do meu closet. Olhei para os lados e nada do engomadinho, porém, o relógio ainda marcava 5 minutos para o horário combinado.
- Quem diria, justo eu chegando adiantada.

Apoiei meu corpo contra a parede fria daquele prédio velho, retirando o cigarro posicionado estrategicamente na orelha para finalmente servir ao seu propósito: me libertar dessa ansiedade maluca que me fazia tremer. Eu devia estar tão saudosa desse pequeno prazer que até o toque da seda na minha boca já me trazia um pouco mais de tranquilidade... Ou era isso que eu imaginava que me trazia. Pode ser também que eu estivesse ficando louca de vez, muito provável... Enfim, puxei a varinha de dentro da mochila e com um toque na ponta do baseado o acendi, fechando os olhos para sentir melhor cada nervo do meu corpo se acalmando, para sentir o quão dependente eu era daquilo. Porém, meu pequeno transe foi interrompido por uma voz familiar. - Até que enfim, pensei que eu fosse ter de enfrentar os mosquitos sozinha. - Aparentemente o novato tinha aceitado meu conselho sobre as roupas mais leves, mesmo estando obvio o quão incomodado aquele tipo de vestimenta o deixava (algo que me divertia um pouco).

Olhei no relógio de pulso que carregava e constatei a pontualidade prevista de meu novo companheiro.
- Aceita? Ajuda a acalmar os nervos. - Ofereci meu cigarro para ele, mesmo sabendo da obvia recusa, afinal, mamãe soube dar educação aos seus filhos (ou pelo menos parte deles). - Ok então... - Apaguei a ponta do cigarro na parede e guardei o restante num dos bolsos da mochila. - Vamos? O tal do Ricardo já deve estar esperando a gente. - Andrew concordou e eu retirei da mochila uma velha escova de cabelo, segurando uma ponta enquanto ele ficou com a outra. Aquela sensação horrorosa de praticamente se desintegrar e voltar ao normal tomou conta do meu ser, fazendo com que eu me perguntasse porque diabos tinha aceitado aquilo sendo que eu podia estar em casa tomando um pote de sorvete. Em segundos a entrada do ministério foi substituída por uma pequena viela, um tanto quanto quente apesar de escondida do sol. - É, definitivamente isso é o Brasil. - Prendi o cabelo com o elástico que carregava no pulso e segui na direção do prédio onde deveríamos encontrar o brasileiro.

Ricardo parecia esperar algo mais do que uma garota de cabelos azuis e um "gringo" completamente desconfortável em seus trajes, mas eu não podia fazer nada por ele, se algo o incomodava ele que reclamasse com o brutamontes, eu já estava de saco cheio de toda aquela frescura. Não podia fazer nada se ele não confiava na nossa capacidade de resolver aquela situação a não ser lhe provar o contrário, afinal, adorava quando me desafiavam.
- Então esse é o lugar... - Constatação meio obvia não, Gwendoline? Só não era mais obvio do que o incomodo do novato com aquele calor.

Subimos até o apartamento do garoto carbonizado e a cena não foi nada agradável. O espaço era minusculo, não sei como uma pessoa conseguiria viver daquele jeito, não me admirava que ele tivesse "enlouquecido". As paredes estavam cheias de runas já um pouco desgastadas, dificultando a leitura. Continuei caminhando pelo apartamento enquanto Andrew perguntava o queria e mau-humorado Ricardo o que tinha acontecido de fato.
- E o que mais encontraram no apartamento, fora essa pequena bagunça? Já chegaram a verificar se existe algum tipo de magia negra no que encontraram? - Perguntei, me aproximando da estranha estatua situada no meio do quarto. - Sim, já encontramos os itens e tudo em uma mochila. Dentro tinha uma moeda de ouro, um celular e itens pessoais, como documentos, produtos de higiene, mudas de roupas... Um livro de filosofia todo rasgado. O livro de filosofia também tem várias runas sobre renascimentos e rituais de força. Incrível porque parece que descobrimos uma parte disto. Pode ficar com o telefone. - Ricardo me entregou a mochila com todos os pertences e o celular do garoto. Eu não era muito boa com aquelas tecnologias trouxas, mas não custava tentar dar uma olhada, afinal, essas crianças de hoje em dia carregam a vida nesses aparelhos.
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Gwendoline Stankovački
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Postado Por: Ana C..


Re: O trevoso!

MensagemLiechtenstein [#177221] por Narrador » 26 Jun 2017, 20:05

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    O grito de pavor da comunidade ecoava por toda a cidade. Repentinamente a enorme sombra tomou conta do pequeno vilarejo. As crianças assombradas correram junto com suas famílias e antes mesmo que o prefeito e todas as autoridades pudessem evacuar a pequena comunidade, muitos corpos já estavam jogados ao chão. Os asfaltos estavam destruídos e as casas em chamas. O cheiro de sangue e podridão tomava conta do ar gélido e trevoso. Ninguém sabe onde começou, quem ou de onde veio.

    ***



    Mal Gwen ligara o telefone trouxa para coletar informações que o número começara a tocar. Ricardo e os demais assustaram-se com a ligação e ao ser atendida e posta em viva-voz, pode-se ouvir ruídos e gritos agonizantes de socorro. Uma voz ao fundo quase inaudível dizia:- Por favor, não faça isso... Não... É você! Consegue se controlar, é isso! Não nos mate, NÃAAOOOOOOOO! – O chiado prevaleceu e então um enorme silêncio pairou por alguns minutos. O som de alguns passos se aproximando e de estalos evidenciaram algum perigo. Alguém estava morrendo? Quem seria? Onde seria?

    Enquanto isso, Ricardo ligou para o departamento e solicitou o rastreio do sinal telefônico. O endereço dava para uma pequena comunidade na Ucrânia. Permaneceu-se então, o mistério de quantas mortes ou casos podem ter ocorrido. Após algumas horas, quando estavam no departamento de onde Ricardo trabalhava, puderam ver pela TV a notícia internacional: uma sombra com traços humanoides misturadas à de um dementador invadiu os céus e enquanto isso, um foco de incêndio não identificado se alastrou devastando a comunidade local.

    Alguns sobreviventes estavam em estado grave nos hospitais de outras cidades e o CAOS estava alarmante. Mais uma vez, as mesmas escrituras encontradas no livro, estavam em alguns telhados parcialmente destruídos. Ao todo, contabiliza-se 150 mortes de crianças, adolescentes, adultos e idosos. Os bombeiros trabalham incansavelmente junto com as demais autoridades do entorno para poder encontrar mais sobreviventes. Gwen e Andrew foram convocados logo em seguida para Ucrânia.

    ***


    Assim que Leon e Antonella chegaram das investigações em seus respectivos aposentos temporários, puderam ver pela TV trouxa que no interior da Ucrânia, um fato havia acontecido: uma devastação sem igual. Mais de 200 mortes confirmadas na comunidade, um fogo sobrenatural que já durava horas e relatos dos repórteres dizendo que haviam escrituras estranhas parciais em alguns telhados. Os detalhes e escrituras eram compatíveis com o que tiveram no caso analisado. Bastavam agora, encontrar alguma conexão para tamanho alastramento de mortes.

    Ao analisarem novamente as provas e informações coletadas, puderam ver que um nome em especial: “Alec”, de origem ucraniana em um fórum estava espalhando sobre os ‘sinais mágicos’. Seria fácil entrar na internet e acessar tudo. Assim era o que ocorria. Logarem no fórum, podiam ver um teclado de criptografia e o texto enorme em runas antigas, não somente uma página, mas várias. Falava-se muito sobre um trevoso e a maldição dos bruxos que não queriam ser bruxos ou não podiam... E todos os nomes das vítimas espalhadas pelo mundo, estavam ali, naquele fórum.

    E antes que pudessem ter um tempo de descanso, foram convocados imediatamente para comparecerem na Ucrânia.

    ***



    A sirene ecoou longe. Kristof e Sigmund levantaram-se assombrados. O sinal de que algo estava acontecendo era aquele. Denny apenas respondera que uma emergência estava acontecendo. Imediatamente os telefones ficaram loucos ao ponto de ver a enorme movimentação no departamento se tornar extremamente agitada e estonteante. Um homem chegara quase correndo, sem se apresentar. – Denny, está acontecendo! Senhor Sigmund! – Chamara-os. Todos seguiram o homem até uma outra sala cheia de aparelhos televisivos. A cobertura local estava precária e toda esfumaçada, mas mesmo assim, a imagem era bem nítida do humanoide misturada à um dementador. Os telefones convocavam todas as policias e ajuda possíveis, todas as autoridades e socorros imediatos. Na onda, Denny convencera Kristof e Sigmund de levar Lasse e Alisson. A única preocupação era de chegarem atrasados.

    Ao chegarem à comunidade no interior do norte da Ucrânia, após três horas de viagem com toda a equipe do departamento, puderam ver o CAOS instaurado. As cinzas cobriam as estradas, as chamas eram vistas ao longe e diversos carros de socorro iam e vinham. Durante a viagem, acompanhavam a situação pela transmissão ao vivo e os telefonemas de contagem dos corpos. Ao final, diziam ser algo ‘incontrolável’ pelas mãos humanas. E após três horas de viagem, já tinham notícias de milhares de mortos e destruição.

    ***



    Como puderam ver, todo mundo teve sucesso nas quests, sobretudo, a segunda parte se tornou impossível. Mais um motivo do departamento ser alvo de críticas, pois a demora na investigação causou mais mortes e devastações.

    Objetivo geral 1: todos irão narrar e descrever o estado de IMPONÊNCIA dos personagens.
    - Levem em consideração os fusos horários e que agora não podem se locomover magicamente para Ucrânia, narrem criativamente como chegaram até o local do ocorrido.

    - Antonella e Leon: estão com informações do fórum na internet. Onde descobriram ser a principal fonte de divulgação dos textos, etc. Ao chegarem na Ucrânia deverão narrar como foi o acompanhamento durante a viagem do CAOS que acontecera. Antonella e Leon deverão avisar a Gwen e Andrew do site e das informações adicionais.

    - Gwen e Andrew: descobriram que todos os nomes envolvidos nas mortes dos últimos tempos estavam no whats do telefone e um dos nomes com maior conversa era o: “ALEC”. Entrem em contato com Antonella e Leon para ver se possuem algo em comum. Também expliquem da ligação que receberam.

    - Lasse e Alisson: Poderão caminhar pelos destroços e cinzas, cuidado para não pisarem nos corpos e cuidado com a fumaça tóxica liberada. Podem analisar de longe o fogo que não se apaga, mas não podem chegar mais que 1km de proximidade ou ficarão intoxicados.

    Objetivo geral 2: A próxima etapa começa com todos reunidos na comunidade devastada.

    - Prazo para postagem: 07/07 -
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Postado Por: Fórum Zonko's.


Re: O trevoso!

MensagemAlemanha [#177250] por Alisson Jules » 28 Jun 2017, 14:27

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O clima da conversa estava ficando estranho, mas tentei responder a pergunta (de novo) da forma mais simpática possível. Precisávamos da confiança deles. O senhor Lasse resolveu tomar a frente por uns instantes e reforçou de onde tínhamos vindo, talvez um pouco confiante demais para apenas um "funcionário" que estava acompanhando seu Chefe em uma investigação. Pigarreei num tom baixo, o suficiente para ele entender que tínhamos que manter as aparências.
- Exatamente rapazes, assim como o Lasse lhes disse, precisamos do endereço e de tudo que tiverem para acrescentar ao caso, pode ser realmente qualquer coisa, até o que parece ser uma pista simples. Estamos aqui para ajudar, por isso vocês vão precisar confiar em nós, mesmo que isso não seja uma coisa muito agradável no momento. - Encarei Kristof, que pareceu ter entendido muito bem o que eu quis dizer com isso. Nessa missão, ou pelo menos por enquanto, eu era a Chefe do departamento, como tal eu tinha que agir imponente. - Tem certeza que não tem nada para ser compartilhado? - Eu disse me voltando para Singmund que estava um pouco atrás de nós. Inesperadamente, ele se aproximou e ordenou ao Denny para nos entregar alguns dos documentos que eles tinham conseguido e que também nos acompanhasse durante a visita à casa do Sebastian. - Muito obrigada, senhor. - Melhorei a minha postura e meu tom de voz sendo mais imponente.

Após a ordem, Denny nos direcionou para sua sala, onde ficamos aguardando por poucos minutos os documentos. Os olhos de Lasse não saíam de mim, provavelmente ele estava curioso quanto a minha reação ao ver meu antigo "amigo". – Não sabia que vocês já se conheciam assim. - Disse ele rapidamente no momento em que ficamos sozinhos na sala. Suspirei e revirei os olhos, infelizmente meu chefe tinha percebido tudo logo de cara.
- É, eu o conheço muito bem. Ou então eu achava que conhecia né? Nunca ia imaginar que ele pertencia ao mundo bruxo. Mas é uma longa história, quando tivermos um tempo sobrando eu explico tudo. - Calei a boca assim que Denny retornou com a papelada na mão e nos guiou até o estacionamento, pelo o que percebi, uma das viaturas da DIP nos levaria até a casa do Sebastian.

No estacionamento, longe dos olhares de seus dois chefes, o tal do Hiroshi - como ele parecia gostar de ser chamado agora - estava mais relaxado um pouco. Aproveitei a oportunidade para fazer a pergunta que tanto estava me incomodando. Fiz um sinal com a cabeça para o senhor Lasse, que pareceu entender o que queria e ficou um pouco atrás de nós esperando o carro. Andei para mais perto do Denny, que fingiu não notar minha presença.
- Ei! - eu disse baixinho para ele - Por que você está fingindo que não me conhece? Eu tenho certeza que se lembra de mim. Se tivesse me falado que era de família bruxa, as coisas poderiam ser diferentes...- Olhei para baixo corando um pouco. Denny pareceu ignorar completamente a primeira pergunta e ainda bem formal, passou a mão no meu queixo levantado meu rosto, mas deixou um sorriso de canto de boca escapar.

Eu estava prestes a ter minha tão esperada resposta, porém fomos interrompidos pelo alto barulho que ecoava da sirene na DIP. – Denny, está acontecendo!- Disse a voz desesperada de um homem atrás de nós três. Me virei de olhos arregalados. Será que ele tinha visto Denny tocar meu rosto? Mas da mesma forma que o homem tinha aparecido ele se foi, berrando o nome do senhor Sigmund. - O que é esse "está acontecendo?" - Perguntei a ele franzindo as sobrancelhas.
- É uma emergência. - Disse ele sério. Eu e o senhor Lasse nos entreolhamos desconfiados. Pelo desespero que aquele homem tinha deixado passar, isso estava longe de ser "apenas uma emergência" algo muito grave deve ter acontecido. Sem ter tempo e sem pensar em mais nada, seguimos rapidamente para dentro da DIP novamente.
A movimentação no departamento era intensa, os telefones não paravam de tocar. Eu, Denny e Lasse seguimos o homem até uma sala cheia de aparelhos televisivos, onde Kristof e Sigmund já se encontravam. - A notícia já está passando na TV? Cara... Isso é ruim. - Falei baixinho para o senhor Lasse. Apesar da imagem do local estar bem esfumaçada, era nítido a figura do humanoide misturada à um dementador. Várias das ligações recebidas pela DIP pediam auxílio da polícia e socorros imediatos. Essa era uma ótima oportunidade de ganhar a confiança deles e investigar.

- Senhores Kristof e Sigmund, por favor. Nos deixe ir com vocês e ajudar nesse caso. - Eu disse prontamente e precisamente para os dois homens que se entreolhavam. Denny balançou a cabeça afirmativamente para eles, num pedido silencioso para aceitar nosso apoio. Convencidos pelo senhor Hiroshi, Kristof e Sigmund ordenaram toda a equipe do departamento a se preparam para ir ao local do acidente. Infelizmente a opção de ir para lá através da magia estava vetada, por isso, não podíamos perder mais tempo, apesar de saber que já chegaríamos atrasados. Não demorou muito e o carro que estávamos esperando no estacionamento foi o primeiro a ficar disponível, mas a rota agora seria outra ao invés da casa do Sebastian.

⥊ ❇ ❉ ❊ ❈ ⥋


Após três horas de viagem, acompanhados com toda a equipe do departamento, finalmente estávamos perto de chegar à comunidade no interior do norte da Ucrânia, onde era o local do acidente. De longe já conseguíamos ver as chamas, o lugar estava um caos. A estrada estava coberta de cinza, vários carros de socorro chegavam e saíam dali.
Para não perdermos nada do que estava acontecendo enquanto nos locomovíamos de maneira trouxa, acompanhamos os noticiários com transmissão Ao Vivo e telefonemas com a contagem de corpos encontrados. Eles alegavam ser algo "incontrolável" pelas mãos humanas. A situação não poderia ser pior, ter que agir como trouxa e tentar descobri o que estava causando esses ataques. Após essas três horas de viagem, a destruição e a contagem de corpos era alarmante. Os números aumentavam bruscamente em um piscar de olhos.

Saí do carro já tapando meu nariz com a mão direita, o cheiro de fumaça e da poeira misturada com cinzas por ali era intenso. Olhei agoniada para o senhor Lasse, esse era de longe o pior caso em que eu já tinha participado. O desespero, a calamidade, a destruição, os corpos no chão... Imagens tão pesadas. Pior era saber que parte disso foi por imprudência nossa, por que não recebermos a notícia enquanto estávamos naquele jogo de Quadribol.

A chama que vimos da estrada ainda não tinha se apagado, para falar a verdade aquele fogo parecia muito vivo ainda. - Acha que pode ser efeito de algum feitiço? - eu disse para o senhor Lasse enquanto apontava em direção das chamas. Me voltei para algumas pessoas da DIP, incluindo Denny e seus chefes. - Não podemos chegar muito perto por enquanto por causa dessa fumaça, melhor analisarmos as coisas por aqui por enquanto. Verificar qualquer tipo pista ou marca em alguns corpos e ver se achamos alguém vivo. Cuidado com os corpos espalhados pelo chão e o principal, sem magia. Tem muito olhares trouxas por aqui, incluindo as câmeras, não queremos mais um caso de escândalo no meio desse caos. - Eu disse tomando a frente. - Lasse, temos que nos dividir por um tempo, dê uma olhada por ali – apontei para a direção leste – enquanto eu vou por aqui na direção oeste. - Falei firmemente ainda sustentando meu papel de chefe, na frente Kristofer e Singmund.

Nesse momento, olhei de relance sem querer para Denny. O rosto dele tinha uma mistura de dor, confusão, surpresa e orgulho. Não sei o que se passava na cabeça dele ou se ele queria me dizer algo, só sei que não tínhamos tempo para ficar preocupando um com o outro agora ou pelo menos, eu ficar preocupada com ele. Com muito cuidado, caminhei em direção a um amontado de cinzas, onde parecia ter dois corpos, deixando Denny e o senhor Lasse para trás.
Alisson Jules
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Re: O trevoso!

MensagemIsrael [#177301] por Dalia Jones » 01 Jul 2017, 10:57

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катастрофа #001


Era início de manhã na Rússia quando Anne descobriu as coisas que vinham acontecendo. Tomava seu café na sala, ainda trajando o robe de seda azul e o marido dormia na cama do quarto. Era comum acordar tão cedo, ver as notícias. Era isso que estava fazendo naquela manhã específica com o celular em mãos, rolando pelo feed do Twitter. Tinha um grande apreço por aquela rede social específica, as notícias circulavam muito rapidamente, as mais quentes, logo paravam nos Trending Topics. “"Tantas inutilidade…"”Pensa, bebendo um gole do café. Anne é uma jornalista investigativa, gosta do que lhe intriga, os crimes e mistérios, odiando assim quando seu chefe do Moscou News a envia para cobertura de eventos de shows. Estava decidida a fechar o aplicativo e finalizar seu café, quando numa última rolada, algo pareceu pular diante de seus olhos. Os símbolos da imagem lhe pareciam runas, algo peculiar de se encontrar na mídia trouxa.

Largou o celular na hora e correu para o quarto, em busca de seu laptop, sentando-se na cama rapidamente para procurar mais informações sobre aquela runa. Seu marido acordou com o barulho feito por ela. Ele murmurou algo, mas Anne estava tão concentrada em sua busca que respondeu simplesmente: - O café está na garrafa. Bom trabalho, querido. - Os olhos vidrados na tela, notícias de mortes instantâneas surgiram nas buscas relacionadas às imagens. “"Isso só pode ser magia negra… O que o ministério está fazendo?"” tenta imaginar. Aquelas coisas estavam muito à cara, onde estavam os responsáveis pelo sigilo da magia?

Deixou sua casa às pressas. Por estarem morando na Rússia agora, Anne não precisava de meios bruxos para seguir para a redação do jornal trouxa. Poderia ser só mais um dia de trabalho para os outros, mas não para ela. Holmes estava decidida a descobrir mais sobre aquele intrigante assunto. Finalmente as coisas estavam ficando interessantes.

[ . . . ]


- Clark, eu estou te dizendo, é coisa grande! (...) Eu sei, eu sei, mas vou investigar e (...) Clark, trouxas estão morrendo e isso coloca em risco o sigilo bruxo. Eu já pesquisei tudo com o que tenho, o Profeta já saiu na nossa frente com a notícia! (...) Eu sei que o Matberg vai surtar quando eu chegar, mas eu preciso ir para a Ucrânia (...) Certo, obrigada (...) Sim, eu te atualizarei sempre que possível - A russa discutia com a vice diretora do Lummus no telefone, já juntando alguns pertences na pequena mala de viagem. Durante sua pesquisa na mídia trouxa e no jornal de Moscou, obteve grande avanço sobre o caso. Sua sala na redação trouxa agora parecia uma sala de reunião do exército: papéis com dados importantes, um mapa mundi com alfinetes coloridos pregados, indicando mortes, fotos das runas, trechos de reportagens e suas próprias anotações. Sua casa não estava muito diferente.

Com um bilhete colado na geladeira, endereçado para seu marido e filhos, partiu para o aeroporto, onde pegaria o primeiro vôo com destino à Ucrânia, pois havia descoberto (graças ao marido) que dois membros do ministério seguiriam para lá, na vila onde tudo havia começado.

[ . . . ]


Oito horas da manhã. Annegrieth chegou no quarto do hotel Ucran’s Hotel, que avia reservado quando estava embarcando na Rússia. Não havia tempo para muita coisa. Após um banho e a troca de roupa, a mulher abriu sua mala na cama e começou a pegar as coisas importantes. Estaria em ambiente trouxa, uma pena de repetição rápida não seria uma boa jogada, então enfiou um bloco e caneta no bolso interno da jaqueta, junto com a carteira, o celular foi no bolso de trás de calça, no outro bolso, o gravador. Sua varinha se encaixava perfeitamente em outro compartimento secreto do casaco. - Espero não estar esquecendo nada… - Falou consigo mesma.

Graças ao contato prévio com a chefe, um carro já esperava a loira na porta do hotel e a levaria para a vila. Com alguma sorte, chegaria antes dos outros, e poderia fazer sua investigação em paz, entrevistar os trouxas e quem sabe até visitar o orfanato do pobre Sebastian. Seus planos, porém, foram frustrados ao passar na recepção do hotel, onde todos estavam aglomerados em frente à televisão. Um belo desastre era exibido na tela do aparelho e nela, uma imagem estranha, de humano ou dementador, fazia Annegrieth sentir um peso puxar o seu coração para baixo. Sabia que as coisas estavam ruins, mas não tanto. Por que o ministério demorou tanto para tomar uma atitude? Esperavam chegar a esse ponto? Ela não quis esperar ainda mais, deixou o hotel às pressas e entrou no carro que já a aguardava.

A viagem durou cerca de duas horas e meia e aquela sim, era uma visão do próprio inferno. As casas em chamas vivas, cinzas de construções definhadas jaziam no chão com alguns corpos. Alguns dos poucos sobreviventes gritavam chamando por familiares e eram retirados por ambulâncias. - M***a! - Soltou ao descer do carro, com o estômago embrulhando. Logo sacou seu gravador e começou a narrar tudo o que via, toda a destruição e o caos. Muitos diziam que a mulher não tinha coração, era o retrato de uma russa, fria, uma jornalista calculista que perambulava por cenas como aquela sem deixar uma lágrima sequer escorrer, mas ela tem uma família, um marido, filhos… Ver aquele tipo de coisa, pessoas chamando por familiares provavelmente falecidos, entristecia o seu coração profundamente, e desta vez, a culpa era dela, do povo dela, os bruxos. A culpa era do ministério e seus representantes que pareciam ocupados demais com o quadribol para se aterem à um problema tão grande.

Andava pelas cinzas sem interromper sua narração para o gravador, procurando sempre dar todos os detalhes do cenário. Não tinha exatamente um rumo, agora o lugar parecia uma cidade fantasma, exceto pelas câmeras dos jornais de todo o mundo. Topou com uma loira, já conhecida por ela. - Jules… - Antes que pudesse completar a fala com qualquer coisa, olhou para o mesmo lugar que a outra loira observava, e novamente seu estômago embrulhou: eram corpos sobre as cinzas, provavelmente carbonizados o suficiente para jamais serem identificados.

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Re: O trevoso!

MensagemDinamarca [#177458] por Andrew A. Schleswig » 07 Jul 2017, 22:11

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    Serviços de campo nunca fizeram muito meu estilo. E embora minha retórica infelizmente não fosse tão afiada quanto a de meu irmão mais novo, tenho certeza que caso houvesse tentado, teria convencido Lasse a me deixar trancado em um escritório do ministério sozinho e analisando as evidências, ao invés de ser mandado para um país quente e de clima infernal no dia seguinte para procurar um certo contato brasileiro. Mas, infelizmente, no entanto, suponho que príncipes nem sempre possuem o benefício de serem mimados, principalmente quando tentam conquistar a liberdade, mesmo que temporária, de seus cansativos deveres reais, com um passatempo nada convencional como aquele emprego no ministério. Mas, pensemos no lado bom, ao menos iria viajar e conhecer lugares novos, mesmo que minhas preferências girassem em torno de um destino mais próximo e menos abafado.

    Mas o que podia fazer? Lasse era o chefe por alguma promoção muita improvável. E, portanto, mesmo contra a vontade ou qualquer um de meus impulsos de não querer me levantar da cama para ir em direção a um fim de mundo qualquer ou recorrer aos benefícios de uma antiga amizade de infância, ali estava eu no dia seguinte da reunião: Pontual, com uma expressão educada e, claro, completamente impecável, se é que aquilo era possível com aquelas roupas dignas de dar inveja a um turista americano em plena viagem de férias. Roupas que, não posso negar, contrariavam completamente meus trejeiros usuais, a ponto de me tornarem não mais alguém parecido com o príncipe herdeiro da Dinamarca, mas sim um jovem completamente desconhecido de vinte e poucos anos sem qualquer rastro de elegância. E, sim, esperava realmente que ninguém me reconhecesse. Pensava, enquanto, à passos rápidos e silenciosos, me aproximava do ponto de encontro, bem a tempo de me encontrar-me em uma situação um tanto quanto inesperada. Que estranho. Ela estava ali antes de mim? Aquilo era incomum, afinal, minha pontualidade sempre fora impecável e Tinha certeza que meu relógio estava completamente ajustado. Mais uma vez, como em um sintoma de TOC, meu perfeccionismo me fez olhar o pulso, em direção aos ponteiros de ouro de meu relógio. Não. Eu não estava atrasado, como pensei.

    Ou quase me aproximei, já que o cheiro conhecido daquele cigarro me fez recuar, franzindo o nariz quase imediatamente, para não recorrer ao risco de ter minhas roupas impregnadas por um odor indesejado. Maconha... Sobre aquilo não tinha a menor dúvida, visto não ter sido apenas uma vez que flaglara meu irmão ou um de seus amigos com um daqueles, embora sinceramente nunca tivesse o mínimo interesse de experimentar. Estava satisfeito o suficiente com os prazeres que minha vida já proporcionava. - Bom dia, senhorita Stankovacki, me perdoe pela demora, creio que meu relógio possa ter se enganado um pouco...- Soltei em um tom educado, um pouco não natural e com um sotaque dinamarquês carregado, apenas para chamar-lhe atenção sobre minha presença. Afastado? Talvez também tivesse um pouco, embora não se pudesse definir se era por causa do baseado ou de um costume inato. Talvez uma mistura aos dois. - Sim... Acho que não pretendo derreter por lá.- Lhe respondi com desconforto claro, enquanto me esforçava para parecer menos formal, forçado e mais natural, sem muito sucesso. Existiam coisas com que, definitivamente, eu não conseguia me acostumar.

    Sua oferta do cigarro, no entanto, recebeu uma resposta mais rápida e certeira, assim como o quase monossílabo ágil em concordância que pronunciei antes de tocar a ponta daquela nojenta escova de cabelo que nos levaria para o Brasil. Ou melhor, como gosto de chamar depois de ter passado férias anos atras no Rio de Janeiro, interior de um dos maiores fornos naturais do mundo. Ou seria algo pior?

    Infelizmente, essa pergunta logo foi respondida não muito depois, mais especificamente, assim que as paredes do ministério sumiram da frente de meus olhos verde esmeralda, dando lugar as vielas decadente de uma cidade com pouca infra-estrutura, e o próprio ar, de uma hora para outra, pareceu se tornar pesado e difícil de respirar. Abafado, quente e úmido. Que tipo de louco poderia gostar de viver ali? Pensei quase imediatamente, enquanto minha respiração se tornava dispnéica e com acenos silenciosos eu seguia Gwen. O que seria pior... Aquelas vestes ou aquele forno? Era uma boa pergunta a se fazer. Embora o estado de quase insolacao em que meu cérebro se encontrava não me permitisse encontrar uma resposta decente a não ser a vontade quase incontrolável de conjurar um glacius.

    -Definitivamente aqui é pior que o Rio. Ao menos por lá, o hotel tinha um ar condicionado em todos os corredores. - Constatava para mim mesmo, enquanto me imaginava derretendo ali a qualquer segundo, ou então pegando um melanoma quase instantemente tamanha a quantidade de radiação que constantemente incidia sobre minha pele pálida. Exagero? Talvez um pouco, mas como não o ter quando até meus pensamentos pareciam nublados por aquela sensação, e nem meus passos pareciam firmes ou certos o suficiente enquanto seguia Ricardo para o apartamento. Mas também, o que esperar? Sou um homem do Norte, alguém nascido no alto inverno dinamarquês. Tanto aquelas roupas, quanto aquele tempo, me eram seres completamente estranhos.

    E, falando em estranheza, o ambiente do apartamento do garoto não era exatamente o que se podia ser considerado normal, mesmo para um lugar cercado pela pobreza e a miséria. Embora antes, durante o que pude notar no trajeto, eu não pudesse ver qualquer sinal de incêndio além dos danos físicos e psicológicos acusados pelo astro rei, ali, naquele cubículo, tudo parecia carbonizado. Mas não no sentido de um incêndio criminoso para queimar provas, afinal, tínhamos uma estátua bizarra no meio de tudo, parecia mais como um fogo maldito lançado ao acaso... Talvez pelas próprias magia que foi decifrada. Pensei, focando então meus olhos nas runas da parede, como se procurasse alguma coisa familiar. Algo que pudesse ser relacionado ao fogo ou uma maldição. Do tempo que estudei em Durmstrang, ou quando trabalhei no departamento do ministério, podia recordar a regra principal de ler runas: elas normalmente seguiam um padrão, mesmo diante de origens diferentes. E, embora não pretendesse desvenda-las, até porque presava pela minha vida, encontrar um padrão poderia me dar uma pista dessa origem se comparadas a algo já conhecido. Mas, ao fim, nem isso foi possível, as runas estavas desgatadas demais, inelegíveis para alguém que trabalhava em um baixo débito de atenção, fazendo-me voltar à estaca zero.

    Onde mesmo eu fui estacionar minha vassoura? Pensei com um suspiro de quem preferia estar entre as paredes geladas do palácio na Dinamarca ao invés de preso naquele fim de mundo em pleno verão. Pensando bem, até aqueles decretos para ler ou ficar debruçado sobre a um livro de legislação dinamarquesa me pareciam opções agradáveis para substituir aquela temperatura e o suor que já começava a molhar minha pele, tornando a camisa um pouco grudenta demais para meu gosto.

    -Se desejar ajuda com o celular, senhorita Stankovacki, possa te auxiliar em algumas coisas.- Ofereci para Gwen, assim que me aproximei da mulher e da mochila. É bem verdade, que não era nascido trouxa ou especialista em tecnologia deles, mas, ainda assim, sabia o básico sobre alguns modelos. Algo como ligar, desligar, atender e gravar contatos. Algo que aparentemente, pelo olhar de minha companheira, essa não sabia fazer. -Ganhei um desses de uma amiga nascida trouxa uma vez. - Expliquei em uma meia mentira fugaz, tirando o aparelho de suas mãos com delicadeza e calma, e no instante seguinte deixando meus dedos caminhavam sobre o aparelho, apertando o botão lateral por alguns segundos, até que a mensagem de que o aparelho estava sendo ligado aparecesse. -Aqui está, milady. - E lhe devolvi o aparelho com tranquilidade e um belo sorriso, ignorando a irritação e falta de paciência de minha colega de trabalho. Podia ser algo indevido a se considerar em uma missão importante. No entanto, o que viria a segui? Jogaria ela o aparelho no chão e o pisotearia ou esbravejaria mais diante de seu dia provávelmente ruim? Me perguntava com certa ironia que poderia significar uma pequena diversão interna em outro cenário, embora não demonstrasse, enquanto a observava quase arrancar o cabelo para mexer no celular.

    Andrew, Andrew... Deveria parar com esse tipo de pensamento. Falava para mim mesmo como uma bronca interna impossível de ser obedecida. Ao menos até o telefone tocar de uma vez, nos surpreendendo a todos e quase me fazendo cair para trás. O conteúdo da ligação? Algo confuso, como aqueles sequestrou relâmpagos onde os presos pedem o pagamento pela vida da vítima, mas ainda assim mais sinistro. Sim. Pois não estamos falando do sequestro em si, mas como algo semelhante a um assassinato de vítima desconhecida. Ou pelo menos isso fora o que conseguira inferir com o semblante sério e um pouco frio demais, quase analisativo. Como sempre eu não conseguia sentir empatia por um desconhecido, só me preocupando em revisar mentalmente cada uma daquelas frases. Mas também quando consegui sentir algo assim?

    Meu pai sempre me disse que um príncipe deve ser forte, nunca se abatendo em nenhuma situação. Ele sempre me disse que sentimentos eram coisas de criança e servos, e que apenas serviam para nublar uma mente sã, a tornando contaminada e fraca o suficiente para se quebrar facilmente. Amor, ódio, compaixão... Todas essas coisas sempre foram ambíguas e quando não ignoradas, apenas representaram mais pedras no meu caminho. Não. Um príncipe não devia ter distrações, ele me dizia, devia poder raciocinar com clareza e fazer o possível para vencer uma guerra ou trazer a glória para sua nação. Quantos morreriam por isso? Nunca fora minha tarefa me importar.

    Talvez por essa razão, mesmo quando seguimos ao departamento de Ricardo e as terríveis notícias passavam na televisão, eu permanecia apático, observando as mensagens do tal Alec no celular, embora não pudesse dizer que estava totalmente calmo. Não. Eu me sentia um tanto frustrado devido ao orgulho ferido, e por não ter desvendado aquilo tudo até então. Afinal, não costumava ser eu um aluno prodígio em artes ocultas e runas a tal ponto que com dezessete anos fui convidado a trabalhar no departamento dos ministérios? Então afinal por que não tinha nada além de nome, nomes e mais nomes? Por que parecia não entender nada que estava acontecendo?

    Minhas unhas se arrastaram pela palma de minha mão direita, quase rasgando minha pela, e meus dentes morderam os lábios. - Não é aceito que eu falhe... Não posso falhar... -Praticamente sussurrava para mim mesmo envolto em pensamentos, enquanto o rosto severo de Anthony encarava um pequeno menino ruivo de não mais que quatro anos em minha ilusão. -Que criança patética você é... Tem certeza que é meu filho? Vamos lá, última chance. Não quero nada menos que perfeição - Sim. Nada de falhas... Eu apertei os dedos com mais firmeza, quase balançando a cabeça para acordar do transtorno transitorio.

    No momento seguinte, já voltava a encarar Ricardo. - Tem como arranjar uma maneira de obtermos contato com o ministério da Ucrânia? - Perguntei de maneira um pouco autoritária e firme demais sem querer. Haviam informações e dados a serem cruzados. E, embora não estivesse me importando muito com a enxurrada de mortes, sabia que algumas coisas deveriam ser silenciadas antes de se tornarem efetivamente uma pedra em meu sapato.

    -Parece que todos eles estavam se comunicando com frequência, sobretudo um tal de Alec... Lhes é familiar?- Comuniquei aos colegas ministeriais assim que o brasileiro mesmo contra vontade conseguira uma ligação a longa distância para a sede ministerial do país leste-europeu. Rápido e direto? Um pouco, mas não gozava de muito tempo. Além disso, tinha um relatório ainda maior de detalhes das mensagens para lhes relatar mais tarde.

    Mas isso aconteceria apenas quando estivesse na Ucrânia. Havia aprendido há tempos que coisas confidenciais não podem ser ditos em meios de comunicação onde possam se extraviar, mesmo que esses meios sejam completamente bruxos. E essa era uma lição que não pretendia esquecer.

    Off: Desculpem o post ruim.

Itens Utilizados:

  • Varinha de Mogno, 29cm, Espinhos de Manticore, Flexível

    Usou um Varinha de Mogno, 29cm, Espinhos de Manticore, Flexível.

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