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Château d'If

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Château d'If

MensagemFranca [#146476] por Guardião Francês » 04 Abr 2015, 12:13

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                Um lugar belo e possuidor de belos jardins. De fato, sua beleza incontestável chega a ser um convite para a curiosidade daqueles que se deparam nos arredores do Castelo. Suas paredes rústicas, lisas e bem estruturadas foram uma bela escultura feita pelos mais poderosos Deuses celtas, o que nos faz crer que o local tem uma história interessante. Além disso, o local costuma ser cenário de vários contos, escritos pelos mais fiéis e patriotas escritores franceses. Para aquele que deseja adentrar o território histórico, uma bela rampa feita recentemente, guia o automóvel até as grandes portas de madeira que preservam a misteriosidade do castelo. O primeiro comodo é o Saguão, onde o chão reflete o curto teto da entrada, que ilustra histórias célticas, além de obter um lindo lustre feito de ouro e diamantes vindo da África. Uma escadaria separa as alas esquerda e direita, ligando, também, o Saguão com os andares de cima. Em seus degraus, um tapete de veludo vermelho se estende, enfeitando o mármore que a compõe; o corrimão é feito de outro, assim como muitas outras partes e cantos do castelo. À esquerda encontra-se uma passagem que leva os hospedes à área de lazer do castelo: sala de música, biblioteca central, jardins, e sala de estar.

                À direita encontram-se: cozinha, sala de jantar, quarto dos empregados, e passagem para um amplo Salão de Festas, que se liga aos jardins e à ala da esquerda. No segundo andar estão os quartos de hospedes, além das mais diversas suítes e banheiros que ali foram feitos. Subindo mais um andar, mais precisamente no terceiro, encontra-se o museu particular do castelo. Ali são guardados todos os tipos de relíquias que compõem a história daqueles que residenciaram o esplendido local, além de documentos e quadros que retratam a mitologia céltica. Existem, também, torres onde ficavam lugares mais isolados, com quartos misteriosos e onde nunca, ninguém, pode frequentar. As portas que mantém o lugar misterioso foram trancadas à sete chaves, de modo que somente a pessoa que obtém tal objeto possa adentrar ali. De qualquer forma, o castelo é um local magnifico e sempre é alvo de excursões com alunos interessados e exposições ou festas de luxo.
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Re: Château d'If

MensagemInglaterra [#149013] por Karleen Grace » 07 Jun 2015, 18:21

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─ Bree, eu já estou pronta! Precisarei mesmo te esperar o dia todo? ─ A Britânica quase não podia acreditar na sorte que estava tendo. Aquele poderia ser apenas mais um dia comum, sentada no sofá da sala da casa de uma das muitas amigas da universidade, esperando até estarem prontas para visitar algum local desconhecido. E, de certa forma, a situação atual era bastante comparável à conjuntura anterior, excetuando-se o fato de que não estava em um lugar qualquer para visitar um local qualquer: Sabia que os pés desnudos tocavam o solo de uma casa construída na França. Sempre fora apaixonada pelas mais diversas culturas , talvez, seu amor englobasse de forma surpreendente a civilização francesa. Havia riqueza de eventos históricos, artes, músicas, literatura um e ar clássico que davam ao país um aspecto diferente da maioria dos locais que desejava conhecer. Era como se pudesse achar ali tudo que esperava encontrar em suas viagens ─ futuras, quando tivesse a oportunidade de não depender do dinheiro e vontades de outro alguém que a acompanhasse ─, todavia surpreendendo-se com cada detalhe. Para completar, iria visitar um dos castelos mais antigos, ainda que modernizado. Diversas obras francesas se passavam ali e seria um prazer a mais conhecer o cenário de alguns de seus livros prediletos.

─ Por que você está tão apressada? Até parece que o castelo vai sair do lugar. Além do mais, uma mulher precisa dedicar seu tempo para beleza. ─ O rosto francês de Bridget, cujo apelido Bree fora dado por Karleen no dia que a conhecera, não deixava dúvidas sobre sua nacionalidade. Seu inglês era carregado de sotaque, já que tivera pouco tempo para incorporá-lo durante os dois estudando artes cênicas em Cambridge e os modos pareciam ter vindo de um filme. Ainda assim, era uma boa companhia e uma pessoa divertida. Quando soube que sua amiga britânica adoraria visitar a frança, não hesitou em convidá-la para passar algumas semanas consigo, na casa da própria família, pedido esse que foi prontamente aceito, ainda que com a condição de que fossem apenas duas semanas ─ isso porque ao fim daqueles catorze dias, precisaria voltar à Inglaterra e iniciar seu trabalho como bibliotecária em Hogwarts, ainda que escondesse de seus colegas a condição de bruxa.─ Não estou apressada. O problema é que a gente combinou há vinte minutos e eu estou te esperando desde então, oras. ─ Um sorriso travesso surgiu em seu rosto, talvez pela ironia da situação. Já era a décima manhã que esperava por alguma coisa vinda de Bree e ainda assim estava reclamando.

─ Vamos? ─ Questionou, levantando-se, calçando as sapatilhas que trouxera e vestindo um chapéu dourado. Trajava um vestido crouchet branco composto por alguns "babados" em ambas mangas, eficaz em realçar tanto simplicidade quanto beleza. Na face, apenas um pouco de cor ─ sua vaidade resumia-a se a roupas, nunca exagerava na maquiagem e não possuía coleções de sapatos ─ completava o look, de forma que, ao olhar-se no espelho antes de sair, decidiu que acertara na vestimenta. Talvez não fosse o mais apropriado para um castelo, todavia seu maior interesse era na parte exterior. Para a parte interior, trazia consigo uma legging cor da própria pele e um casaquinho leve na bolsa; tinha utilizado um feitiço de redução para não ocupar muito espaço, sem que a acompanhante visse. ─ Mas é claro que sim. ─ E saíram; A rota até o castelo era simples e a localização próxima, de forma que, ao invés de utilizarem carros ou transporte públicos, optaram por duas bicicletas. Era um meio de transporte quase infantil, mas divertido e cumpriria o necessário, levá-las até seu destino.

***


─ Podem entrar, madames. ─ Sinalizou o senhor que tomava conta de quem entrava na "atração", depois de ter feito algumas perguntas e pedido seus documentos para conferir se estava tudo certo. ─ Muito obrigada, senhor. Tenha um ótimo dia. ─ Murmurou em um francês perfeito, sem nenhum traço de sotaque britânico. Karleen era apaixonada por línguas desde a infância; consumia seu tempo aprendendo, quando não estava com sua melhor amiga. Era capaz de falar diversos idiomas, ainda que nunca parecesse suficiente, e sempre tentava alcançar o máximo de perfeição em cada um deles. Ela se orgulhava principalmente do Francês, já que poderia se passar como cidadã francesa com facilidade exemplar. Quando aprendia uma língua, também aprendia a cultura dos locais em que ela era falada, seus esportes, suas tradições e etc. Era um meio de se sentir conectada àqueles povos, mesmo que talvez não tivesse chances de treinar. Bom, tinha sim. Era sortuda por estudar num local com tantas pessoas diferentes. Talvez sua próxima tentativa fosse japonês ou coreano... Quem saberia dizer? ─ Por onde acha que devemos começar? Esse local parece imenso! Duvido que iremos conseguir visitar tudo em um dia.

Riu, surpreendida com a ansiedade da amiga. Estava ansiosa e nervosa com aquela visita, além de uma curiosidade imensa para com o que iriam encontrar nos arredores, todavia nada se comparava a excitação na voz de sua acompanhante. ─ Eu sei para onde queres ir, Bree! Fique a vontade para ir ao interior. Soube que a exposição de artes está mais vazia hoje, por conta do ótimo tempo. A maioria das pessoas estão preferindo visitar os jardins. É para lá que eu vou, na verdade. ─ Sorriu, traçando um caminho em sua mente. Começaria pelo exterior, que era mais rápido, ainda que estivesse mais cheio, e então iria até o castelo. A visita aos jardins deveria durar no máximo uma hora, portanto, quando desse meio-dia, já estaria pronta para impressionar-se com a verdadeira história das paredes de pedra. ─ Está bem, então. Nos encontramos às dezoito horas? ─ Questionou, esquecendo-se de marcar um lugar. ─ Claro, claro. E não se preocupe. Eu saberei onde te encontrar. ─ Piscou, levando a mão ao chapéu e, brincando, tirou-o, gesto acompanhado de uma leve reverência. Saiu, então, depois de piscar o olho direito, tomando distância. Seria um dia divertido, imaginara.


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Interção com Bridget (NPC); Adorei fazer esse post, tão meio o/ Só uma intro mesmo =D Espero que goste, Dandy, porque eu gostei.

Se quiser dar uma conferida: http://www.skinnyliar.com/2013/07/garden.html#more
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Re: Château d'If

MensagemAlemanha [#150714] por Alphonse Derek Friedrich » 09 Jul 2015, 14:51

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a postura combativa, ainda tô aqui viva
UM POUCO MAIS TRISTE, MAS MUITO MAIS FORTE.




                França, era nesse país, sem quase uma gota de conhecimento sobre o idioma, que Theresa estava, mais especificamente no ‘Château d'If’ onde sua irmã dois anos mais velha havia marcado um encontro. Lhe era estranho estar ali, mas não podia imaginar porque motivo, Mégara havia se mudado para aquele território, ainda mais trazendo June consigo que assim como ela tinha apenas um pouco de conhecimento sobre a língua falada.

                Contudo, aquilo não era o mais importante no assunto, faziam-se anos que a jovem morena não detinha qualquer contato direto com sua sobrinha, ou com seu falecido irmão, com Mégara? Bem, a verdade é que com essa louca a qual chamava de irmã, o contato poderia ser pouco, mas mesmo assim existente, afinal foi graças a ela que Tess teve que mudar seu sobrenome ao ajudar uma mulher do hospital que trabalhava e consequentemente os filhos desta. Um dos quais fora vigiada pela própria Hernandez.

                Um suspiro escapou por entre os lábios da americana que ainda estava um pouco confusa por tudo que tinha acontecido, ou melhor, pelo que lhe fora contado. Seu irmão e sua cunhada assassinados, sua sobrinha, que ao que se lembrava, era um poço de alegria, criou uma nova forma de viver. Sorria, mas não da mesma forma de antes. Um modo de esconder o medo e a raiva que detinha dentro dela, e o que por sua experiência, estaria lhe fazendo extremamente mal.

                Porém, não era naquele momento que deveria pensar sobre isso, havia vindo cedo para o local de encontro para se distrair desses pensamentos e dores, pois queria dividi-los com sua irmã, e não para remoer tudo sozinha, e muitas vezes se culpar por algo que nem sabia se poderia ter sido evitado. Respirando fundo, Johnson seguiu até os jardins, que de certo modo lhe lembrava a Grécia, quando seu irmão lhe arrastou, praticamente pelos cabelos para conhecer a noiva dele. Perdida em lembranças a mulher mal sabia o que estava fazendo, apenas sabia que estava andando, sem observar muito por onde ia ou a paisagem que se apresentava diante de seus olhos.

                Perdida nos momentos bons que tivera em sua adolescência com seus irmãos que eram quatro na época, dois garotos e duas garotas. Era engraçado, lhe fazia recordar de um livro trouxa que lera, contando a história de quatro irmãos assim como fora sua família um dia, agora? Só restará três. E o outro homem da família tinha sumido do mapa, assim como ela fizera, mas James tinha seus motivos para tal ato, será que o veria de novo? Pelo menos mais uma vez em sua vida, ao menos uma carta para saber se ele está vivo? Foi nesse momento de pensamentos aleatórios, e falta de atenção por onde andava, que esbarrou em alguém.
– Desculpe, eu não estava prestando a atenção. – disse automaticamente em inglês, mas logo recordou-se onde estava, e ao encarar a face da jovem com quem trombara, percebeu que ela não teria entendido o que a americana havia falado. – Pardon. – repetiu o pedido na língua certa desta vez, mesmo que cheia de sotaque, e com uma ‘frase’ bem menor. Apenas esperava que a bela morena a sua frente não tivesse ficado irritada.


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Re: Château d'If

MensagemInglaterra [#150806] por Karleen Grace » 12 Jul 2015, 01:25

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Diferente da parte interior das grandes construções, jardins tinham sua própria áurea, que não mudava independente da localização ou do tipo de plantio cultivado. Poderia estar visitando aquele jardim ou um que ficava do outro lado do mundo. Não importava, pra dizer a verdade, pois os jardins sempre trariam consigo aquela áurea de relaxamento e a essência das flores serviriam como uma imensa distração. Podia ver de tudo naquele em especial; fechar os olhos e apenas sentir as essências faria com que estas se misturassem e tornassem a tarefa de definir quais flores ali havia algo impossível. Decidiu-se então por demorar, relaxar a mente e deixá-la aberta, de forma a aproveitar ainda mais a visita ao interior do castelo. Sorriu quando notou um pequeno animal voando, em zigue-zague sobre a cabeça dos visitantes, como se a chamar sua atenção e tentar conduzir-lhe. Ia devagar, voando num ritmo lento, dando-lhe tempo de desviar o olhar para as espécies em cultivo, todavia o ritmo frenético lhe impedia de parar e cheirá-las. Era uma borboleta, na verdade, e aquela conclusão só foi possível porque o animal se mantinha relativamente perto. Mesmo assim, seguí-lo, prestar atenção para não esbarrar em alguém e manter-se atenta ao local era uma tarefa complicada.

"Preciso lhe abandonar. Há pessoas demais aqui e seguir você poderá significar problemas. Imagina só se eu esbarrar com um daqueles homens grandes que não tem medo de puxar briga?" Pensou, imaginando as palavras fluírem para fora de sua boca e a borboleta lhe entendendo. Agachou-se, então, seu olhar pendendo sob uma parte do cultivo repleto das chamadas "Lisianthus". Não sabia o que ela representava, apesar de já tê-la visto em algumas buscas pela internet ─ ok, talvez uma rápida pesquisa sobre flores no google imagens, mas não se interessou o suficiente para procurar mais sobre ─ e pela vida. Mesmo assim, chamou-lhe a atenção vê-las logo a sua frente, a um palmo de si. Eram bonitas, afinais, e possuíam uma áurea forte, elegante, como se de alguma forma não pudessem pertencer a ninguém, mas estando prontas a entregar-se. Notou, então, uma delas caída no chão, quase tocando seus pés, e não resistiu a pegar-lhe. Não iria dar-lhe um lar, não tinha os materiais necessários e era provável que morresse logo, todavia parecia errado deixá-la ali, a mercê da beleza daquelas que continuariam vivas e respirando por muito mais tempo. Segurou-a com firmeza antes de se levantar, apenas para continuar a visita.

Não foi possível seguir por muito tempo. Isso porque deixou que a flor tomasse seus pensamentos por alguns instantes; estendeu suas duas mãos e ficou olhando-a, parada, esperando que as pessoas tomassem cuidado para desviar de si. Sentiu, então, alguém se aproximando mais do que deveria, e tomou o cuidado de desviar suas mãos num ato de puro reflexo, como se fosse mais importante proteger aquele ser semi-morto do que a si. Um pequeno aviso: Não era uma grande especialista sobre a natureza, nem entendia porque aquela tinha lhe chamado tanto a atenção. Mas tinha e isso que importava, não? "Esse foi um começo de dia estranho. Perseguir uma borboleta, encontrar uma flor caída e depois esbarrar em alguém? Realmente..." Se estivesse falando aquilo, meu tom de voz provavelmente sairia divertido. Gostava daquelas experiências esquisitas, no fim sempre arranjava boas lembranças, mesmo que não dessem em muita coisa. ─ Ça va pas de problème. ─ Respondeu, com um sorriso franco aos lábios, querendo indicar que aquilo não fora nada demais; foi então que percebeu o olhar perdido da mulher que esbarrara em si e, agora em inglês, a língua que ela usara primeiramente para falar consigo, repetiu. ─ Tudo bem, não tem problema.

Olhou para o chão, em busca de alguma coisa que não sabia, e então voltou a observá-la. Teve apenas alguns segundos para analisar as feições da desconhecida; era bonita, muito bonita, mas de um jeito exótico, como se de alguma forma não pertencesse a nenhum estereótipo, pelo menos os conhecidos. Era um pouco mais alta, mas não chegava a ser demais, e tinha uma expressão perdida no rosto, como se de alguma forma não conseguisse entender muito bem o que estava a acontecer. Sendo assim, tratou de tentar ajudar. ─ Problemas de primeira viagem? Acontece com todo mundo. ─ O tom era leve, descontraído, como se estivesse a falar com uma velha amiga, por mais que a situação não permitisse, realmente, aquilo. Ainda assim, estava de frente a alguém que provavelmente precisava de ajuda, nem que em alguma coisa superficial envolvendo localização ou a língua francesa. Por que não oferecer uma ajuda? ─ Seria muito ousado da minha parte oferecer ajuda? Quer dizer, você não parece entender muito bem o francês e eu posso tentar ajudar... Ainda não vi a parte de dentro e seria legal oferecer uma ajuda com os textos. Há bastante e não da pra visitar esse castelo sem aproveitar tudo que for possível.

Juntou a flor que carregava sobre os seios, tentada a repousá-la na orelha, como já vira algumas pessoas fazendo. Tomava cuidado para não soar animada demais, mas era mentira dizer que não se empolgava com facilidade. Gostava bastante de aproveitar o que estivesse acontecendo, mesmo que fosse algo chato ou entediante ─ tinha um talento para tornar todo tipo de coisa em uma experiência digna de ser lembrada ─, e estava decidida a manter uma conversa com a americana, se seus instintos estavam certos e ela era realmente de lá. ─ Ah, espera! Me empolguei tanto que esqueci de me apresentar, desculpa. Sou Karleen Grace, Britânica de 21 anos. Bem, acho que o fato de termos nos esbarrados me dá direito a uma apresentação básica. ─ Sorri, novamente, ainda com o humor, como se estivesse rindo muito baixo, porque a situação era, de alguma forma, cômica. Realmente... O que de estranho poderia acontecer a uma visita a um castelo francês? Pois é, muita coisa. Mesmo. E isso porque nem tinha entrado no interior, ainda. Isso se aquela conversa a(s) levasse até lá.


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Ooook, falar que eu não viajei legal nesse post seria uma baita mentira u.u Mas eu até que gostei, ficou fofo e divertido de ler <3 Não vou pôr a tradução direta aqui do que ela disse em francês porque é basicamente o que ela falou em seguida.

E sobre a flor, here it is, AKA Lisianthus: http://blog.giulianaflores.com.br/wp-co ... thus02.jpg ou http://blog.giulianaflores.com.br/wp-co ... anthus.jpg

Well, espero que goste desse post o/ Foi feito com amor e carinho, tá? *-*
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Re: Château d'If

MensagemFranca [#159596] por Louise Françoise La Valliére » 15 Mar 2016, 20:55

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Et j'aimerais bien une compagnie douce- Partie I


Louise sobrevoava o meio do campo quando avistou o redemoinho, sentiu um frio na barriga e imediatamente tentou buscar James, sabia bem que, se o pomo estivesse por ali ele tentaria alcançá-lo. Sua visão não o encontrou em nenhum lugar e o alivio acalmou seu coração por um segundo, apenas um segundo. James surgiu voando muito próximo do chão. Louise não percebeu o quanto aquilo era animador para sua pessoa, tão empolgante que a fez voar para perto, apenas para acompanhar de camarote a movimentação do apanhador. A jovem apanhadora do time adversário em um movimento ousado enfiou-se de cabeça no instante em que o apanhador do Vanish se jogou para cima do pomo que pairava tranquilo em meio ao tornado de areia. A reação de Louise foi inclinar a vassoura e voar em direção ao companheiro. Com um misto de nervosismo e ansiedade, apertou os olhos para enxergar o resultado e para sua surpresa, para a surpresa de todos, o redemoinho dissipou-se e James mantinha a mão erguida e um belo sorriso no rosto. – YEYYYYYYYYYY – Louise em um ato impulsivo, voou em direção a ele, e abraçou-o, sentiu instantes depois o resto do time se aproximar gritando em comemoração ao final do jogo.

Depois sobrevoar algumas vezes toda a extensão do campo tirando muitas fotos, dando autógrafos e saciando a curiosidade de seus fãs e as perguntas dos repórteres, Louise flutuou de volta ao vestiário. Ali todos conversavam animados e cumprimentavam-se pelo belo jogo. O time de improviso, mostrou-se superior e unido. Certamente renderia algumas boas recordações daquele dia e quem sabe algumas boas amizades o que deixava a menina dos cabelos rosa um tanto quanto feliz. Louise conversava com Kamille animada, quando os mais antissociais despediram e partiram. Estava na hora de voltar à rotina. Foi só quando a oriental capitã se despediu e se afastou que James a surpreendeu com sua pergunta repentina. -Oi? Claro. – A jovem sorriu sem graça com o pedido do homem. Encontrar com ele dali a uma semana para conversarem. Em sua mente um tanto quanto inocente, a curiosidade sobre o que conversariam a fez olhar profundamente dentro dos olhos dele. Seu sorriso sem graça transformou-se em um largo sorriso. – Te encontrarei lá nos jardins as 9 pode ser?


❦❦❦❦❦


O local onde Hogarth tinha escolhido para se encontrarem era um tanto quanto clássico o Château d'If. Louise particularmente adorava os jardins daquele grande castelo. Passava muito tempo por ali em suas folgas, sentada em um dos bancos lendo, ou apenas apreciando a bela composição de flores. Seria um local bem adequado a um primeiro encontro. Louise vestiu um vestido azul claro de alcinha, o pano era fino e fluido. Um sapato de salto nude deixava a baixa estatura um pouco menos visível. Sua maquiagem era delicada, seu chapéu de palha protegia o seu alvo rosto do sol. Louise esperava calmamente sentada em um dos bancos com uma cesta de palha perfeitamente acomodada em seu colo. Próximo a uma árvore com flores amarelas que fazia uma sombra falhada, onde o sol brilhava por entre as folhas. Louise não sabia muito bem o que esperar daquele encontro, tinha interagido muito pouco com o homem, mas desde o primeiro momento tinha simpatizado com seu jeito sério e seu belo rosto. Sentia-se um pouco nervosa e muito curiosa. Sorria sozinha imaginando mil formas de começar um assunto.

Não muito depois James apareceu, caminhando decidido e sua direção. Louise que ria sozinha ao se lembrar que, em sua mentira contada para a família do homem-elefante em uma de suas missões do departamento de obliviação, James foi lembrado e usado. Talvez tenha sido esse encontro que não saía de sua mente que fez a garota lembrar-se dele enquanto trabalhava. Quando percebeu a presença de James se aproximar, observou seu jeito forte de caminhar e sentiu-se nervosa, olhou em volta e certificou-se de que naquela parte do jardim estavam sozinhos. Sentiu sua bochecha corar e quando ele estava próximo o suficiente levantou-se repousando a cesta na pedra do banco. – Muito bom dia, já tomou café da manhã? Eu... Gruhah Começou um discurso ensaiado sobre um piquenique, mas fora interrompida por sua barriga que roncava tão alto que a petrificou de vergonha. Sem saber como agir permaneceu ali imóvel e em silencio sentindo suas bochechas arderem em vergonha. Que fiasco, a garota tinha acordado bem mais cedo e preparado várias guloseimas e sanduíches, sucos e chá para surpreender o homem, mas sua barriga esfomeada foi quem roubou a cena.


Tags:James Hogarth
Nota: Louise tentando ser fofa e sua barriga não deixando tadinha rsrs
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Re: Château d'If

MensagemIrlanda [#159720] por Kyran Hearn » 17 Mar 2016, 16:55

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Um encontro

Parte I


                - Vai a um encontro, patrão? - William, o mordomo, perguntou, observando seu empregador se arrumar em frente ao espelho. Há tempos ele não via o chefe e amigo tão feliz. O patrão não demonstrava, claro; James Hogarth jamais permitiria que qualquer um soubesse o que estava pensando ou sentindo. Mas William o conhecia, e por baixo daquela máscara de frieza ele conseguia distinguir uma faísca, um brilho naqueles olhos que ele não via há muito tempo. - Na verdade vou, William. Inclusive, arrume meu quarto enquanto eu estiver fora, sim? - Disse isso e ao virar-se deu de cara com Jacqueline, sua protegida, que o olhava com uma sobrancelha erguida e um sorriso malicioso nos lábios. - Sabe, para que eu possa jogar Monopoly mais tarde. - Disfarçou. Ainda não havia se acostumado à presença da garota em Bereton Hall, mas não podia negar que estava sendo uma experiência agradável. Sua personalidade alegre e extrovertida parecia contrastar com a frieza do auror, e agradava-lhe a ideia de que pudesse passar seus conhecimentos a alguém. - Vou ter uma mamãe? - Perguntou Jacqueline quando se sentaram à mesa. A menina parecia se divertir com a ideia de deixar seu tutor envergonhado, ou pelo menos, irritado. - Ela tem idade para ser sua irmã. - Respondeu James, sem tirar os olhos do jornal em suas mãos. - Você tem idade para ser meu irmão. - Replicou a menina, erguendo as sobrancelhas sobre o suco de laranja que tomava no desjejum. James apenas bufou, balançando a cabeça. Levantou-se para ir embora. - Não vai comer, senhor? E quer que eu pegue a bengala? - Perguntou o mordomo. - Não, William, vou comer algo por lá mesmo. E vou dispensar a bengala hoje, obrigado. - Disse James, antes de rumar para a saída. Jacqueline o interrompeu. - Você disse que iria me ensinar hoje. Política. - James virou-se para a menina, que mordiscava um croissant, e sentou-se na cadeira ao seu lado. - Pois bem, hoje aprenderemos a importância do governo. William, tire o restante da mesa, por favor. - James esperou até que na mesa de jantar só restavam o copo de vidro com suco de laranja de Jacqueline e um pequeno prato com o que a pequena estava comendo: dois croissants e um brioche. - Este café da manhã é seu, certo? Você pode comê-lo, jogar no chão ou no lixo, enfim, a escolha é sua. - A menina concordou com a cabeça. - Muito bem, eu sou o governo. - James pegou o brioche e deu nele uma boa mordida. Também fez isso com os croissants e o suco, do qual bebeu um gole. - Eu posso pegar 40% do seu café da manhã. E é assim, Jack, que os impostos funcionam. - Terminou, se levantando. A garota olhou para ele e depois para o café da manhã, inclinando a cabeça com curiosidade. James se retirou, indo em direção à porta. - Fez bem em deixar a bengala. Você fica ridículo andando com aquilo.Onde vai ser seu encontro? - Sua protegida perguntou. - França. - Respondeu ele, sem olhar para trás. A menina se engasgou com o suco.



▲ ▲


                Um estalido se fez presente quando o auror aparatou nos belos jardins franceses naquela manhã ensolarada. As mangas da camisa cinza-claro estavam puxadas até os cotovelos. Apesar de não ter se permitido usar paletó naquele encontro casual e ao ar livre, não dispensara o colete, de um cinza mais escuro, do mesmo tom das calças, nem a gravata, preta como de costume, assim como os sapatos. A varinha estava presa num coldre na parte de trás de sua cintura, paralela ao chão, escondida pelo colete. Andou por alguns minutos entre os jardins, admirando a beleza natural do lugar. Quantas histórias aquele lugar tinha para contar! Quantas mortes, traições, amores e paixões aquelas pedras não haviam testemunhado! Avistou a pequena mulher com quem havia marcado de se encontrar sob a copa de uma das árvores, sentada sobre um banquinho. aproximou-se com as mãos nos bolsos, sorrindo. Ouvindo o estômago da jovem roncar, colocou a mão direita atrás da cabeça, descontraído, e sorriu. Então, gentilmente beijou a mão direita da moça, apenas encostando os lábios na pele macia da mulher cuja mão ele segurava na sua própria. - Você está linda. - Anunciou, com sinceridade. Sorriu novamente. - Ainda não comi, e acho que você está com fome. Vamos procurar algum lugar para nos acomodarmos? Estou curioso para saber o que há nessa cesta. - Perguntou, estendendo o braço direito para que Louise alçasse o seu esquerdo nele.


Interagindo com: Louise Françoise La Valliére.

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Roupas do James: http://i.imgur.com/lq1shTM.jpg
Tá aí <3
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Re: Château d'If

MensagemFranca [#159888] por Louise Françoise La Valliére » 20 Mar 2016, 15:27

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Et j'aimerais bien une compagnie douce- Partie II


A situação incômoda foi completamente desfeita com um gesto simples. Louise ergueu os olhos do chão, o qual fitava desde que sua barriga fizera barulho e fitou o rosto do homem beijando-lhe sua mão. Sentiu o rosto arder ainda vermelho, mas já não era por causa da fome. Sorriu e entrelaçou o braço ao dele. – Muito obrigada... – Agradeceu ao elogio do homem, não sabia dizer se era apenas um gesto de educação ou se realmente ele lhe achava bonita. – Ah, fiz alguns lanchinhos para um pique-nique. Espero que goste. – Indicou a arvore próxima e ao pé da mesma depositou a cesta. Dela retirou uma grande toalha clara e forrou a grama fofa. Retirou seu calçado e começou a preparar a refeição. Ao centro da toalha colocou um prato com uma linda Tarte Tatin¹ de maçã, mais um com Profiteroles², um terceiro com torradas acompanhadas de potinhos com 2 ou 4 variedades de patês e um quarto prato com Croissant. Uma garrafa térmica continha café com leite e outra jarrinha continha suco de laranja. -Tcharan um café da manhã típico de minha família. – Sorriu animada em demonstrar seus dotes culinários. Puxou o homem para cima do pano de algodão segurando sua mão esquerda com ambas as mãos e sentou-se próximo a ele.

O fato de ter comida era um facilitador, podia assim servir o homem e observar seus gestos, sua expressão enquanto tentava desvendar o que de fato ele queria dela. Louise a muito tempo tinha perdido sua inocência característica de criança, em que acreditava no bem e no melhor das pessoas. Por mais que ainda gostasse de ser otimista, sabia que no mundo, nada era simples e puro como parecia. – O que gostaria? – Perguntava indicando a comida, mas adoraria que a resposta fosse referente a si própria. O que ele gostaria dela? Algum favor? Ou simplesmente tinha se interessado de verdade por seu jeito animado de ser. – Posso lhe chamar de James? Chamar-lhe de Senhor soa um tanto quanto formal, o que não condiz a essa bela manhã. – Sorriu animada e curiosa. Queria saber o que ele queria, queria saber mais sobre ele e se certificou de deixar isso claro enquanto servia um copo de suco de laranja. – Já te vi no ministério, mas, não sei e qual departamento trabalha, é algo sigiloso ou pode me contar mais sobre você? Sou obliviadora e como sabe, artilheira do Montrose Magpies – Alargou o sorriso, gostava cada vez mais de seu emprego e seus companheiros de trabalho.

Sentia uma pitada de empolgação ali naquela situação. Louise se lembrou dos tempos de escola onde os dias eram calmos, e sua maior preocupação era ser linda e amada pelos garotos da escola, a quanto tempo não tinha um encontro? A quanto tempo não se permitia relaxar e apenas curtir uma companhia agradável? James era um tanto misterioso, e isso aguçava sua curiosidade e seu interesse. O fato de ser belo contribuía para manter o sorriso da jovem Louise sempre a mostra. Afinal, é a Louise nossa protagonista, mostrando todo o seu lado doce, mas diferente dos tempos de escola, possuía agora, gracejos de uma mulher, em meio a um jeito de menina.




Tags:James Hogarth
¹ Tarte Tatin: Consiste em uma torta normal de fruta, com a especial particularidade de ser confeccionada ao contrário, ou seja: na forma colocam-se as frutas e por cima, derrama-se até cobrir, a massa. Ao desenformar a torta após cozedura no forno, esta fica com as frutas no topo.
² Profiterole: É uma sobremesa feita com uma massa açucarada recheada com cremes, sorvetes e caldas de acordo com a preferência do consumidor.
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Louise Françoise La Valliére
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Re: Château d'If

MensagemFranca [#179389] por Alleria Vladislav » 10 Set 2017, 11:12

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Os trouxas sempre me incomodaram. Seus locais para viver pareciam similares aos nossos mágicos, mas sempre havia algo que os rebaixava por causa disso. Naquela tarde, infelizmente, precisei retornar a um desses locais. Havia um homem que possuía algo que eu precisava, como os outros objetos, mas era necessário ter várias discussões com ele, pois não gostava de ficar enrolando e tendo de pagar um preço injusto. Edmund já havia me dito que poderia ser qualquer valor que oferecessem, mas era o nosso dinheiro e, para quem vivia sempre paranoica, isso não iria acontecer. Jamais deixaria que alguém abusasse de nosso dinheiro. Nunca. “Em quanto tempo chegaremos ao local?” Perguntei a Jörk, que havia sido resquisitado para auxiliar na tradução da linguagem mágica de sinais. Sua resposta firme que dentro de minutos nossa chave de portal estaria pronta e logo poderíamos caminhar

Não fora difícil encontrar o homem em sua sala, com um objeto escondido por um tecido vermelho do mais puro sangue. A conversa, em si, não fora difícil de descobrir. Entre sinais, conversas e palavras, não era difícil de imaginar o preço que ele queria para isso: cem mil goldens. Ergui a sobrancelha, sorrido divertida, percebendo que meu amor por negociação poderia estar subindo à cabeça, pois logo iniciei a discussão. “Fechado. Cinquenta Mil Goldens e eu quero ver o Globo”. O comerciante, agora um tanto temeroso devido a metade do valor, retirou relutante o tecido revelando aquele maravilhoso Globo Localizador. Sorri mais uma vez, aproximando-se do objeto e confirmei com a cabeça, informando que a compra estava feita.

O comerciante aceitou os ternos, recebendo a maleta cheia de goldens, já previamente contados. É claro que tinha vindo preparada. Conseguir uma negociação com o objeto presente confirmava que o homem baixaria para qualquer valor que desejávamos seu preço. “Este globo é magnífico” , sinalizei com os dedos, ouvindo mais uma vez suas maravilhas e não me importei. Era um objeto dos Vladislav e eu faria questão que estivesse dentro do castelo em Dargavs esta noite.



Tentando ae participar do Caça ao Tesouro e pegar o Globo localizador.
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Postado Por: Dih.


Re: Château d'If

MensagemCroacia [#189036] por Wilhelmina Stankovački » 30 Jan 2019, 00:12

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    Willow as... THE Willow


    – Em que planeta isso seria uma boa ideia? – questionei para Jake olhando seriamente para a cara dele. Naquele momento, estávamos jogados no sofá mais largo do The Royal Doxies Palace, nós três, um do lado do outro, cada um jogado de uma forma diferente, com as pernas entrelaçadas e os cabelos bagunçados. Era uma cena normal, ainda mais com aquele famoso cigarro ao lado. Deveria ser mais uma sessão criativa para uma música nova, mas dava para ver que essa não tinha dado certo pelo que fazíamos naquele momento. A ideia do ruivo era que cada um de nós criasse uma conta em um aplicativo de relacionamento (no meu caso e do Jimmy o Tinder, já que nosso vocalista iria para o Grindr), e tentássemos pegar a maior quantidade de pessoas com aquele perfil, sem mandar nenhuma foto ou fazer qualquer coisa que pudesse delatar que aquelas contas eram reais e não fake. O argumento de Jake era que a maior parte das pessoas não levaria aquilo a sério, afinal, artistas mundialmente conhecidos no Tinder? Quais as chances, não é mesmo? E justamente por isso não poderíamos provar nada, para afastar do radar os interesseiros de sempre.

    – Óbvio que você ia aceitar. – disse para Jimmy assim que ele topou, já pegando seu celular para baixar o aplicativo. – Nesse caso, eu vou também, afinal, tenho que jogar na cara de vocês quando ganhar essa bagaça. – afirmei, abrindo um sorriso como não poderia deixar de ser. Então lá fui eu também, baixar o famoso Tinder e começar a construir o meu perfil de uma maneira bem genérica, usando fotos que já tinham sido publicadas anteriormente em várias redes sociais e colocando apenas um trecho de uma música na descrição, para ser ainda mais deprimente, porque né... E como eu era malandra, claro que coloquei que minha preferência estava nos dois gêneros, afinal, assim teria o dobro de chances. – Agora eu tenho uma pergunta importante. O que é mais relevante: ganhar a aposta ou manter uma reputação? – questionei, aproveitando para mostrar a foto do cara que tinha aparecido na minha tela, alguém cuja beleza poderia ser avaliada no máximo em um 5 e cujo senso de estilo passava longe de ser considerado decente. Seria muito fácil sair dando like em todo mundo pra tentar pegar qualquer um, mas convenhamos né, limites existiam.

    – Ganhar a aposta, manter a reputação e de divertir. Ok, parece fácil. – disse, repetindo a resposta de Jake enquanto ponderava a respeito. Mas antes que negasse a figura de antes, o ruivo completou, afirmando que aquele caso ali não valeria a pena, já que nem ele completamente bêbado aceitaria, nem para fazer o que ele geralmente não costumava negar. E aqui fica pra imaginação de vocês cogitar o que é que ele havia descrito com aquelas palavras. – Fica tranquilo, eu não costumo ser do tipo que faz caridade. Ainda mais nesse nível. – falei, deixando que o sorriso maldoso aparecesse no canto dos meus lábios. Com aquela primeira negação, logo passei para as próximas, tentando manter um critério mínimo para dar aquela famosa arrastada para o lado direito.



    Nessa história, acabei dando match com várias pessoas, mas, como esperado, muitas desistiram no processo por acreditar que não passava de um fake. E dentre todas as pessoas, quem mais pareceu interessada foi uma garota ruiva que parecia ser gente boa. Considerando a conversa, não foi tão surpreendente assim quando chamei ela para uma espécie de encontro e ela aceitou. A questão do lugar que foi um pouco problemática né, porque se iria na versão famosa, poderia acabar chamando atenção desnecessária. Lembrei então que Gwen era recém-formada de Beauxbatons e que lá na França tinha um castelo maneiro que até foi usado em um clipe nosso, ou seja, seria um cenário ideal, para todos os efeitos. Com a confirmação do local, tudo estava arranjado e no devido dia, lá estava eu, aproveitando o sol que fazia para usar um chapéu cinza e óculos escuros que serviriam de certa forma para corroborar na missão de me disfarçar. Como o ponto de encontro era nos jardins, simplesmente segui para lá, me apoiando em um arbusto qualquer enquanto aguardava.

    – Isso. Gwen, certo? – respondi assim que ela perguntou se eu era a Willow. E que fique claro que sua pergunta não foi aquele tom de “nooooossa, você é mesmo a Willow?”, parecia que de fato ela só queria saber se eu era a pessoa com quem ela tinha conversado pela internet. Na verdade, durante todas as conversas, ela nunca havia mencionado nada sobre aquela personalidade do The Royal Doxies, foi algo que começou do zero e seguiu sem que precisasse mencionar nada sobre carreira ou qualquer coisa do tipo. Então sim, existia a possibilidade de ela realmente não ter a menor ideia de quem eu era, o que diminuía um pouco a graça da coisa por conta da aposta. Mas não tinha nada que desclassificava ela, não é mesmo? De qualquer forma, agora entra outro detalhe: aquele tipo de situação era completamente inusitado para mim, ou seja, eu tinha zero noção de como proceder. – Sim, de fato não é um ambiente muito usual, por isso eu gosto dele. – disse, dando mais uma olhada ao redor, usando aquilo como desculpa para pensar no que mais poderia falar.

    – Tudo bem? – perguntei, por fim, tentando fazer daquilo uma conversa casual e não transparecer que no fundo só me perguntava o que diabos teria que fazer a seguir. Claro que poderia ter feito muito melhor, mas como eu disse, não era exatamente a minha área, tanto que questionar como ela estava tinha sido a única coisa que me veio na cabeça. E aquele ajeitar de cabelo dela deveria significar que ela se encontrava mais ou menos na mesma situação? Talvez fosse apenas timidez ou mania mesmo, então melhor não ficar fazendo suposições. – Tudo ótimo. – disse, percebendo que de fato tinha sido um péssimo começo. – Concordo, é um prazer finalmente te ter aqui na minha frente, sem a tela de um celular para atrapalhar todas as interações. Isso faz diferença. – falei, abrindo um sorriso divertido, ainda mais porque estava cada vez mais claro que ali eu tinha voltado a ser apenas a Willow normal, mesmo que a aparência fosse a outra.

    Off: post do Tinder (literalmente)
    Com: Gwenhwyfar LeFay
    Look: meio assim, com um óculos de sol
Wilhelmina Stankovački
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