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O trevoso!

Descrição: A trama do trevoso.

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Re: O trevoso!

MensagemEstados Unidos [#180489] por Sammuel Wolters » 06 Out 2017, 01:08

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Diariamente, milhões de criaturas mágicas são, serão, ou foram transportadas de um polo a outro por meio de diversos e magníficos transportes. As trajetórias, rotas, meios de locomoção e até mesmo o estado inicial e final físico destes tão majestosos seres são rastreados com um código. Seus caminhos são diversos, porém a pilha de formulários aumenta e diminui a cada dia que Sam trabalha avidamente para que todos estejam indo para seus locais. Algumas vezes, não era necessário que assinasse ou precisasse de um carimbo especial do Ministério, já que os locais eram capazes de realizar a sua parte. Para outros, de grande porte e extremamente perigosos, precisavam até mesmo de supervisão dos oficiais do Ministério de Vaduz, sendo mais uma testemunha e proteção para estes animais. Tirando aqueles que, infelizmente faziam parte do tráfico de Criaturas Mágicas, recebiam um número de rastreamento, que passeava em cores pelo mapa de Wolters. O grande e poderoso mapa tinha cores diversas, mas a maioria funcionava pelas mesmas rotas, ou pelas alternativas, facilitando a vida do americano em identificar divergências, como também os outros Ministérios. Sempre havia funcionado, desde sua instalação, mesmo que de vez em quando, coisas novas surgiam... em especial com um grupo de criaturas que normalmente deveria ter um oficial junto.

- Tem certeza disso, Bertha? - Sabia que refazer esta pergunta era extremamente perigoso, quando se tratava da senhora que dormia no formal (aka 97 anos), já que ela gritava ao seu ouvido no espelho de duas faces parecendo ter 19. O homem, ainda tentando acordar, esfregou a mão no rosto, sentou-se na cama, ainda buscando discernir a voz da mulher - Calma lá - Replicou, esperando ter entendido direito - Você quer dizer, que um grupo de criaturas mágicas simplesmente surgiu, assim, como mágica - Um claro indício de que já estava começando a ter suas engrenagens mentais funcionarem, ele continuou, ainda de olhos estreitos para o espelho - Que um grupo de Dementadores não registrados, apareceu em uma floresta na Ucrânia. É isso? - O resumo de diversos gritos por horas parecia ter sido feito pela confirmação física da mulher, que sacoalhava a cabeça que sim. Sam até mesmo pensara em pedir para ela reduzir a velocidade, pois não gostaria que perdesse a cabeça por aí. Coçou o cabelo e questionou - E desde que horas a senhorita está sabendo dessa situação intensa de calamidade? - Era o óbvio, por assim dizer. Não sabia com exatidão quando a mensagem havia sido passada a ela, muito menos se seu relógio, que confirmara ser exatamente quatro e quarenta e cinco da manhã estava certo.

“Há 2 horas e por isso estou tentando te ligar, Wolters. Você dorme como um Urso Hibernando. E se fosse sua irmã mais nova correndo perigo?” Sam, como muitos sempre o chamavam, parecia ainda ter a resposta da mulher ecoando em sua mente por diversas horas naquela manhã. Havia conseguido um grupo de oficiais, incluindo um especialista nas florestas da Ucrânia para acompanha-lo naquela investigação. Não acreditava que precisava ser extremamente dramática, mas ao mesmo tempo, não podia negar de que estava certa. Ali, em meio a temperatura gelada de uma simples mata fechada, havia sido sábio trazer um casaco extra, por assim dizer - Stanckovaci! Achei que iria deixar essa de fora. - A coreana, que trabalhava no resgate e trato de criaturas selvagens no Ministério Francês e também não gostava de ser chamada pelo sobrenome de seu padrasto, havia decido juntar-se ao grupo que estava prestes a entrar na floresta. Trajada de roupas mais quentes que encontrara, também trazia consigo uma quantidade absurda de chocolates, e Sam concordou - Melhor todos termos chocolates conosco. Não sabemos se mais alguém está dentro da floresta e precisaremos de extra para todos.

Esta, na verdade, era a sua preocupação. A floresta de Kriev era enorme, porém era somente seguir o rastro frio dos dementadores para encontra-los. Tanto eles, que estavam acostumados a lidar com diversas criaturas, como pessoas indefesas, cheias de emoções, medo, felicidade, ou coisa pior. Sam sabia muito bem que essas criaturas não tinham pretensão em deixar passar qualquer um com um passado terrível, ou que tivessem coisas que não foram resolvidas e os faziam sofrer.

Junto a ela, estavam também um especialista em Dementadores, Krostoff Luffendorf, um Checo que havia passado grande parte de sua vida analisando estas criaturas. Trabalhava atualmente em Azkaban, em um livro que lançaria no fim do ano sobre a estrutura comportamental destes seres “das trevas”. Ao seu lado, alguém não tão empolgado para ver eles em um mundo longe das prisões, estava um senhor de uma barriga saliente chamado Ludwing Browlien. Responsável pela região e conhecedor das florestas, parecia estar era tremendo de medo por saber que ali dentro, onde passava grande parte do dia cuidando das criaturas, havia “demônios” (suas palavras, não de Sam). Com personalidades tão diferentes, mas também emoções opostas, poderia ser um ótimo receptáculo de esconderijo contra quem estavam procurando, como também o centro de tudo - Melhor andarmos - Começou, virando-se para eles, pensando em como abordar a situação da forma mais clara possível - Eles foram vistos na entrada da floresta de madrugada, rodeando exatamente aonde estamos por algumas horas, até então adentrarem. - Respirou fundo e voltou a encará-los.

- Precisaremos descobrir se eles estão aqui por terem sentido as intensas emoções de alguém, ou foram comprados para seguirem por esta rota não permitida. Por isso o Luffendorf está aqui, nos auxiliando com o comportamento deles, e que possamos nos comunicar com eles. Alguém tem alguma dúvida? - As perguntas, de modo geral, não eram aprofundadas. Nem mesmo Sam imaginava que iriam ficar lá dentro por muito tempo, ou qualquer risco de vida. Estavam preparados e poderia ser capaz de destruir o que viesse pela frente - Prontos? Browlien, por favor, nos guie. - O senhor engoliu seco, olhando para os lados, vendo uma Morgan girando sua varinha divertida, enquanto Krostoff detinha pergaminhos curtos e uma pena, pronto para anotar tudo. Sam esperou que adentrassem e, por incrível que pareça, lembrou-se da floresta de Morrigan. Era melhor ficar de olho em tudo o que acontecia. Algo lhe dizia que não seria tão fácil quanto parecia.

xXx


- Eles são diferentes, Sr. Wolters – Continuou o murmúrio do escritor Luffendorf, que ainda mantinha os olhos presos nas criaturas, que agora, pareciam não se mover da forma esperada. Sam concordava com ele, pois se realmente estavam sendo comandados por alguém, já teriam agido. Se tivessem seguindo o cheiro de emoção negativa ou descontrolada, teriam imediatamente acabado o serviço – Eles também não perceberam nossa movimentação. Ou, não se importaram – Concluiu, mas ainda mantendo o onióculos no rosto, preso para qualquer movimentação. Sua declaração era mentirosa. Por diversas vezes Sam precisou criar ilusões de proteção para que os dementadores não reconhecessem que havia um grupo de humanos os seguindo. Por farejarem medo, pavor e outras emoções negativas, precisaram várias vezes dopar o Browlien com doces, para que se sentisse “bem”. Mas não podia negar que era uma situação extremamente inusitada. Era um grupo enorme: dez dementadores caminhando por uma floresta, deixando rastros de gelo no chão e um frio pior que brincar no polo ártico. Estavam seguindo-os pelas colinas e caminhos sinuosos por pelo menos duas horas, quase dando oito e pouco da manhã, sem ter sucesso do que realmente estavam fazendo. Por seu comportamento diferente, era difícil se preparar para um futuro, como também entender se os atacariam ou não.

Antes de darem mais alguns passos para se aproximarem, um estranho cheiro de podridão tomou as narinas dos quatro. Morgan escondeu-se atrás de uma enorme árvore, esperando por um possível ataque, enquanto os outros agacharam-se esperando por qualquer coisa. Sam levantou a cabeça, percebendo que o cheiro se intensificava, como também algo, como uma voz surgia. O som de suas palavras gelava os ossos, como também parecia entrar na mente, como uma possível magia negra - Mantenham-se firmes - Murmurou, e olhou para Morgan, que estava de ouvidos tampados, lutando contra a voz. O chefe de departamento permitiu-se ouvir o que se dizia, como se estivesse comandando os dementadores de tal forma que não restavam dúvidas que eles haviam sido guiados para ali. Luffendorf observou-o e tentou rever suas anotações, mas uma rápida movimentação dos dementadores em sua direção, fez com que paralisasse - Fiquem a postos - Sinalizou com a boca, deixando claro que todos ali deveriam salvar a si mesmos, como também uns aos outros. Se houvesse uma das almas ali tão atemorizada que não pudesse controlar as emoções, tornaria a situação ainda pior.

Pronto para defender o grupo, se preciso, que já podia sentir o chão começar a esfriar e o ar diminuir a temperatura, Sam manteve-se a postos. Encarou Morgan, que parecia lutar contra seus próprios medos e preocupações, dando sorrisos, parecendo esforçar-se para pensar em coisas boas. Mas uma vez, não veio - O que eles estão fazendo? Estão sob algum Imperio? - A pergunta parecia cabível, já que nem sequer observaram as emoções externas, seguindo para um caminho diferente, seguindo a voz que não se parecia saber de onde vinha. De todas as coisas que se recordava da voz vingativa, que mesmo parecendo fraca, demonstrava uma intensa maldade no que se estava sendo dita. Levantou-se, sem se importar em limpar as vestes de folhas e terra, começando a seguir em direção aos dementadores – Wolters – Exclamou Morgan, ficando em sua frente, tentando impedi-lo – Viemos aqui para colocar dementadores nos seus devidos lugares e não para lidar com criaturas malignas que falam pelo ar. Vamos precisar de reforços. Será que não dá para avisar alguém? – Ela estava certa. Respirou fundo, tentando tomar uma decisão. Precisava da equipe de catástrofes, mas também os aurores poderiam servir muito bem para o caso – Decida logo, não podemos perder o caminho deles – Retrucou a mais nova e também tão cheia de sabedoria ao encarar seu superior.

Resignado, enviou uma mensagem imediata para Bertha, sua secretária, por meio de um patrono para que imediatamente acionasse os departamentos dos aurores e de catástrofes. Esperou que aquele tão belo dragão norueguês fosse extremamente rápido e eficaz, desaparecendo antes que os dementadores percebessem uma movimentação em suas costas. O que quer que estivesse acontecendo ali precisariam de ajuda para combater. Não era momento de se separar e bancar um herói, e sim trabalhar em conjunto. Seguiram o traço frio e devastador por mais meia hora, quase se aproximando das 9 horas da manhã, sinalizando de que estavam naquela perseguição por algum tempo. Infelizmente, aquela que era somente uma simples condução de dementadores para uma das rotas se tornara, talvez, a descoberta de mais um bruxo das trevas, e Sam não sabia exatamente como lidar com o assunto. Desceram uma encosta, percebendo, mais a frente, uma casa, que parecia não estar protegida, sendo somente um local que talvez um caçador trouxa usava no verão ou primavera para pegar suas presas. O que não fazia sentindo era porque as criaturas seguiam exatamente para aquela direção, como se estivessem hipnotizados por lá - **Vamos usar Accio Vassouras. Precisaremos de velocidade se quisermos chegar antes deles aonde quer que forem.// - Sugeriu, vendo todos utilizarem-se do feitiço Accio para poderem ter maior mobilidade.

Enquanto esperavam “pacientemente” pelos objetos mágicos, o som limpo de um patrono se aproximou, de uma pequenina e firme lebre, parando a frente de Sam. Ele ergueu a sobrancelha, tentando se preparar para as possíveis informações. - Como assim ele não está em seu departamento? - Quase urrou, ao saber pelo patrono de sua secretária que o Lasse estava era, na verdade, em algum lugar em uma missão secreta. Inspirou ar, pensando em como faria, ainda mais vendo os dementadores começarem a formar o cerco na casa. Estreitou os olhos, ouvindo o restante da conversa de que grande parte de sua equipe também estava nesta missão e que a senhora iria descobrir o máximo que podia. Mas no fim, havia desejado boa sorte e Sam quase riu: a velha sabia que estavam indo para uma missão suicida – E eu achando que estávamos somente lidando com problemas simples – Disse Browlien, agora tremendo mais que vara verde no inverno enquanto encarava os encapuzados com temor. Fechou os olhos, não vendo que o escritor guardava suas coisas de escrita, retirando a varinha e Morgan enfiava mais chocolate nos lábios. O que fariam? Teriam de proteger o que estivesse na casa, somente em quatro contra dez? Não que fosse impossível com patronos, mas, se aqueles dementadores fossem mais fortes do que o esperado, aquilo implicaria em ficarem ali, por algumas horas em um protego, até Lasse voltar. Com a decisão tomada, decidiu verbalizar, antes que perdessem mais tempo se escondendo.

- Vamos descer e proteger o que quer que esteja ali dentro. - Sentenciou, ainda encarando o local, vendo a organizada formação das criaturas das trevas. Luffendorf concordou, relembrando algumas coisas básicas dos dementadores e se houvesse alguém lá dentro em completo descontrole, o melhor era acalmar, para então afugentar - Morgan, prepare o Protego Totallum quando nos aproximarmos. Terá que ser rápido, já que todos estaremos na mira dos dementadores. Luffendorf, comigo vamos conjurar os patronos e espantar o máximo que podemos e... - Browlien encolheu-se diante da possibilidade de se enfiar em uma guerra e Sam não podia culpa-lo. Por anos cuidou de animais, protegendo-os e deixando que tivessem suas próprias batalhas. O zumbido das vassouras se aproximando indicou que estava na hora. Ter dementadores ali, verdadeiros predadores, não parecia ser uma boa ideia se meter - Fique de olho se mais alguém chega. Precisaremos de o máximo de ajuda possível. Diga que estamos lá embaixo e como podem ajudar. Está bem? Pode fazer isso, certo? - Era uma afirmação. Não iria esperar que ele confirmasse. Estaria fora de combate, avaliando a melhor situação e se precisassem de ajuda, era somente acionar. Subiram em suas vassouras e começaram a descer a encosta, tentando ganhar tempo.

Antes que chegassem ao final da colina, um intenso vento os fez recuar alguns metros, levantando folhas e após os atingir, recuaram para trás de algumas árvores, para não perderem o equilíbrio – O que... – Disse Luffendorf, conseguindo enxergar entre as folhagens, que o grupo de dementadores, juntos, parecia ter criado, do nada, uma... – Tempestade? Eu estou louco! Nunca vi isto antes! Dementadores capazes de criar este tipo de magia? – O escritor e quase um antropólogo estancou no lugar, enquanto observava a beleza da tempestade centralizada, cheia de neblina e chuva intensa, que parecia começar a crescer cada vez mais. Sam não desgrudava os olhos da cena mais apavorante que já havia presenciado, percebendo que também estava ali, encarando o caos se instalar sem se mover. A força da tempestade, com ventos intensos começava a se fortalecer, parecendo um redemoinho, afastando a todos que estavam fora da casa. Morgan tentou avançar, mas a cada movimento que fazia, dois a forçavam a ir para trás – PRECISAMOS NOS PROTEGER – Gritou para os outros dois que logo se esconderam atrás de árvores, procurando alternativas de descer. Com os corações quase a boca, tudo parecia em vão para fugirem daquilo que parecia ser um fim. Tentaram utilizar-se do feitiço de cessar a tempestade mágica, mas não obtiveram sucesso, fazendo-os cogitar se era realmente parte de algo além do esperado - Vamos descer contra o vento. Será difícil, mas se um de nós cortar o ar, os outros conseguem ir no vácuo logo depois. - Os outros dois concordaram com a ideia do chefe, descendo com Sam (o maior e, logicamente, mais pesado) seguido de Luffdorf e Morgan respectivamente.

O que os fizera acelerar, grudando seu corpo na vassoura, foram, principalmente, gritos. O som misturado dos agudos sons dos dementadores, mais os barulhos de vozes humanas fizeram com que Sam alargasse o passo, sem se importar mais se ficava cada vez mais difícil de entrar no olho da tempestade. Morgan segurou a mão de Luffdorf, e seguiram juntos não muito atrás do destemido Chefe de Departamento. Movido pelo plano que haviam criado, o americano cortou o último empecilho que os separava do casebre e a intensa chuva caiu sobre ele. Foi levemente empurrado para frente pelos outros dois e logo observaram aonde estavam Lasse e sua equipe: ALI! No meio do caos - MUDANÇA DE PLANOS! - Gritou enquanto olhava para ver um grupo de três dementadores avançar com tudo em direção ao Norueguês. Nem sequer desceu da vassoura, e já começou a dar ordens - Protejam aos outros. MORGAN! DÊ CHOCOLATES A ELA! - Falou, tentando passar os gritos de Morgan, que saltava da vassoura para proteger Gwen, sua meia-irmã. Luffdorf concordou, seguindo o mais rápido que pode para perto dos outros que tinham três dementadores para se proteger e realizar patronos e o que sabia fazer de melhor para controlar

- NÃO ENTREM NA CASA ENQUANTO AQUI NÃO ESTIVER ORGANIZADO. MANTENHAM ELES AFASTADOS! NÃO ESQUEÇAM DAS MELHORES MEMÓRIAS. DEMENTADORES NÃO DEVEM ATACAR! - Ordenou, enquanto corria até o outro chefe, ouvindo imediatos gritos de confirmação. A densa chuva quase o impediu de assistir a dolorosa e nauseante cena do mesmo estar sendo destruído aos poucos, por dementadores. Sentindo a necessidade de salvá-lo, tentou esquecer as próprias imagens horrorosas que começaram a invadir sua mente. Antes, não era uma ameaça e por isso não era afetado diretamente pelas criaturas, mas agora que estava literalmente impedindo algo de acontecer, podia sentir o frio invadir seus ossos. A preocupação de horas atrás, advinda de uma raiva intensa de sua secretária agora parecia completamente inútil. Sam agora tinha coisas maiores para se preocupar do que somente com um grupo de dementadores que precisava voltar ao “rebanho” das trilhas, dar-lhes uma carta de formulário e os forçar para voltar ao seu local inicial. O que o fazia mudar? O fato de que a ajuda ali em um combate era muito maior. Ser um chefe implicava em fazer todos estarem bem em primeiro lugar, e então cumprir seu trabalho.

Os gritos de Lasse o faziam continuar, mesmo que já não estivesse muito longe de onde estava. Pensando que o homem iria estar lhe devendo milhões de coisas quando isso acabasse, lembrou-se de sua melhor emoção. Uma que nenhum deles poderia retirar de sua alma, já que estava guardada dentro de si e cravada em seu coração. Lembrando-se de seus irmãos e a ponta de sua varinha brilhou em um intenso azul, soltando uma das mãos do cabo de madeira, pronunciando - Expecto Patronum - Logo mais, o enorme dragão norueguês apareceria, defendendo seu dono e quem quer que fosse com agressividade, sem temer por nada e nem ninguém. Mas em especial defenderia Lasse. Aquele que não precisava de um beijo de dementadores hoje.


Ação: Proteger Lasse dos Dementadores.

SURPRESA!
.wawa
Feitiço: Accio[dificuldade: 7];
Descrição: Faz com que qualquer objeto convocado pelo feitiço chegue às mãos daquele que o realizou. Caso o objeto esteja fora do campo de visão do bruxo, é necessário falar o nome do objeto a ser convocado depois da palavra Accio, se estiver dentro, apenas o nome do feitiço basta.
Feitiço: Expecto Patronum[dano: 35]; [dificuldade: 18];
Descrição: Ser de luz que protege o bruxo de Dementadores e Mortalhas-Vivas. É branco-prateado e sua forma varia de acordo com cada bruxo. O encantamento para sua criação é Expecto Patronum e o bruxo tem de estar pensando numa lembrança muito feliz para conseguir executá-lo. Sendo assim, o Patrono é uma reprodução da felicidade da pessoa, mas como não é um ser humano, os Dementadores não podem vencê-lo.

Itens Utilizados:

  • Varinha de Castanheira, 28cm, Pelo de Barba de Fauno, Flexível

    Usou um Varinha de Castanheira, 28cm, Pelo de Barba de Fauno, Flexível.

  • Vassoura: Firebolt Galaxy

    Usou um Vassoura: Firebolt Galaxy.

  • Oníoculos

    Usou um Oníoculos.

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Sammuel Wolters
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Re: O trevoso!

MensagemFranca [#180492] por Antonella Carbeshôn » 06 Out 2017, 02:08

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    No local o garoto caminhava para uma tranquilidade quase imaginável, contudo, rapidamente tudo mudou. Ele tornou-se visivelmente desnorteado e agressivo, embora eu estivesse tentando manter a atenção, foi difícil compreender o que havia motivado tamanha mudança. Eu não era perita em criaturas magicas e aquele tipo de poder não fazia parte do meu histórico de poucas memórias, mas não era difícil de reconhecer um obscurial. Aquele garoto precisava de ajuda e apesar de todos estarem executando suas funções na missão, eu ainda não me sentia segura para enfrentar todo aquele poder.

    A tempestade torrencial lá fora era tão forte como se pequenas balas de chumbo estivessem sendo lançadas no telhado, no entanto, sempre havia alguém para bancar o herói e ninguém menos que o chefe do departamento para ser o primeiro a se arriscar indo ao encontro da fulana de cabelo azul, sendo seguido pela jornalista xereta que pouco faria naquela missão onde também teria que ser protegida. Já me bastava um maluquinho pronto para matar todo mundo e agora tinha mais uma querendo cometer suicídio. – hei, onde que você pensa que vai?– Era tudo o que o bendito jornal sensacionalista estava precisando naquele momento, mais uma falha do ministério da magia para expor ao mundo bruxo. A vontade naquele momento era de revirar os olhos, mas nem para isso eu tive tempo, havia coisas realmente urgentes para serem resolvidas e já me bastava um para tomar conta.

    Alisson parecia ter o controle da situação, o garoto mais calmo doava o que parecia ser suas ultimas esperanças para a loira que com mais jeito e empatia que eu, matinha o controle emocional para ficar á frente do que pra mim parecia ser impossível. Seguindo as ordens do chefe, me restava naquele momento pedir ajuda e em minha mente só cabia espaço para uma pessoa, a única que eu poderia confiar para me atender onde quer que eu esteja, seja a hora que for: Charlie.

    Ao me retirar do cômodo habitado pelo garoto e me direcionar para onde não fosse tão evidente ser ouvida, tomei em mãos o espelho de dois sentidos que seria mais útil do que das outras vezes em que contatei Charlie para uma de nossas rapidinhas com o intuito de passar o tedio, tensão ou mesmo à saudade momentânea de me sentir preenchida pelo meu maridinho em todos os sentidos. – Charlie? - Como sempre, nem sequer me deixou esperando e logo atendeu, o que era um alivio e apesar de tensa ainda tentei disfarçar a voz para que não parecesse tão assustada quanto realmente estava. – Xuxu, você poderia me dar uma ajudinha? Temos um Obscurial para cuidar e eu meio que estou perdida. – Sorri como se nada demais estivesse acontecendo enquanto percebi pela face de espanto que nem mesmo Charlie sabia o que pensar. – Como assim? Você precisa sair dai o mais rápido possível, Sai já dai Antonella! Corra para o mais longe que você puder, eu nunca me perdoarei se alguma coisa acontecer com você. - Tão Charlie, tão lindo e tão preocupado. – Clama neném, a situação está controlada apesar da forte e anormal chuva, até agora ninguém morreu. Estamos na Ucrânia, Kiev, para ser mais exata. Não sei quanto tempo estaremos por aqui, mas caso alguma coisa aconteça, não esqueça que eu... – Um grito forte correu pelo ambiente e quase confundido com um trovão daquela magica tempestade, pude perceber de quem se tratava: Lasse. – Preciso desligar, seja rápido e caso não chegue a tempo, diga ao Nathy que eu sempre estarei com ele.– Carinhosamente mandei um beijo para Charlie enquanto desligava a chamada e meu coração pareceu parar quando o frio me atingiu.

    "O sentimento de medo, traição e ódio me invadiram repentinamente. Uma fenda em minha mente estava se abrindo e a realidade se perdendo. A minha memoria falhava... Apesar de não haver chamas, o frio parecia me queimar, era como se estivesse fogo em mim. O corpo no chão era de alguém familiar, mas quem? Eu já não sabia mais quem mesmo era. Seria aquela a sensação da demência? Aquele com certeza não era o momento ideal para eu ter um dos surtos da minha memoria conturbada."




Rolagem de dados: http://www.zonkos.com.br/magia/viewtopic.php?f=155&t=11413&start=30#p180412

Itens Utilizados:

  • Espelho de Dois Sentidos

    Usou um Espelho de Dois Sentidos.

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Re: O trevoso!

MensagemNoruega [#180516] por Lasse Løkken Matberg » 06 Out 2017, 19:11

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    Jamais deixamos um soldado ou a metade dele perdido no campo de batalha... Era fácil dizer isso quando já fora coberto de lama ou de poeira em missões no Afeganistão. Momentos que eram bem mais fáceis por não ter tanta magia, ou melhor, ser no mundo trouxa. De fato não era tão habilidoso com a varinha, mas era o suficiente e infelizmente, naquela hora, qualquer média de habilidade que possuía, não era mais o suficiente. Gwen não seria deixada para trás e era meio obvio ver que as coisas já tinham desandado desde o primeiro momento em que vira o Ministro... Bom, se estava para me lascar, que agora seja por completo!

    Sabia que Alec iria sentir-se ameaçado com tais ações, sabia de todas as consequências, mas a que menos queria era perder um soldado na batalha... Nem que isso significasse, eu sendo o alvo. Nesse incessante momento, entreguei-me à burrice de mal fazer um leão como de costume e ao invés de espantar os dementadores que não deveriam estar aqui, os atraí. – GWEN CORRE! – Caminhei alguns passos recuando sabendo da merda que tinha acabado de fazer... AH SE MAYA SOUBER!

    O frio tomou conta da espinha dorsal e do corpo todo, logo toda a sensação de amor ou de bondade se fora. A dor era pior do que até mesmo receber um cruccio por alguns minutos. Repentinamente a cena do primeiro beijo que dera em Lilith, ou de quando brincava com meus pais iam embora. Parecia uma mina de ouro recém descoberta. Toda a alegria ia saindo pelo meu corpo e as cordas vocais que já estavam doloridas, faltavam pouco estourar... Não poderia ir além, não poderia deixar eles dominarem, porém, parecia que aquele não era o meu dia. Seria esse o castigo por desobedecer o meu tio? Essa seria a primeira missão de toda a minha vida que iria falhar vergonhosamente?

    A cena de ter Maya em meus braços se fora e naquele momento tentei erguer-me para evitar que mais de mim fosse retirado, porém, o corpo tremia e fraquejava contrariando totalmente minhas intenções verdadeiras. Ao longe ou o máximo que mal conseguia ver, meus companheiros estavam em apuros, mas ao menos Gwen parecia segura... Em tempos depois pude ouvir a voz masculina de um homem, talvez era Sam? Pouco difícil de ouvir quando já sentia cansaço até mesmo por gritar. AO menos, tinha pouco mais de ‘menos cansaço’ quando nitidamente os dementadores diminuíram.


como nos dados ele foi falho, ele apenas tentou fazer algo e não conseguiu -q. tai
obrigada -q
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Re: O trevoso!

MensagemDinamarca [#180524] por Andrew A. Schleswig » 06 Out 2017, 23:12

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    Um príncipe deve aprender desde pequeno a não ser levado por sentimentalismos ou emoções. Um príncipe deve ser firme, ser visto e ouvido, sem que jamais deixe nada o abalar, pois, um único momento de fraqueza será sua ruína. Um príncipe deve saber se adaptar, lutar contra sigo mesmo e sempre pensar com frieza e racionalidade, pois, essas, e somente essas, o farão tomar a decisão correta no momento oportuno. Leis e regras? Esse também deve aprender a segui-las, ou ao menos aparentar fazê-las. Pois um mínimo rompimento nessa ordem, representará sua desgraça.

    Não sentir pena, dó ou culpa. Não expressar emoções, nem mesmo estimula-las. Tirar qualquer resquício de fraqueza humana de minha cabeça, a substituindo pelo peso do dever. O peso de alguém para quem nunca foi permitido ter vontade. Assim fora criado o principezinho do gelo desde seus primeiros anos, e assim eu havia sido blindado desde o início de todos aqueles sentimentalismos baratos ou empatia em relação àquele adolescente bruxo. Largando pela frente apenas um dever que sabia ser o certo: eliminá-lo em hora oportuna antes que mais pessoas encontrassem sua morte ou o véu do mundo bruxo despencasse diante de seus erros.

    Culpa? Aquele não era um conceito que via com subjetividade, e nem ao menos considerava em meus pensamentos, enquanto apenas observava a situação com meu sorriso robótico. Embora encarasse tudo com uma apatia quase incomoda. Inclusive o calor das chamas, a chuva estranha e a imensidão de rostos a me encararem vez ou outra em seus sussurros constantes. O rosto dos mortos que só eu via e que pareciam aguardar que me juntassem a eles desde o dia em que nascera. Não que aquilo me incomodasse mais tanto como outrora. Talvez apenas houvesse optado por ignora-los quando fosse possível, como fazia com quase tudo a minha volta sem valor “útil” aos meus objetivos.

    -Não pretendo sair da missão por algo assim… - Respondi a Lasse sem nem ao menos me preocupar em alterar meu tom de voz para algo mais agradável e menos bitolado, enquanto girava a varinha em meus dedos. Esperando a hora, esperando o momento. E…

    Arg! Ao mesmo tempo em que vi os lábios de Lasse se moverem em uma frase que não entendi, uma sensação estranha me ocorreu. Algo como uma intuição mais mais forte, embora não soubesse definir. Algo como um vazio no fundo da minha mente, e então os vultos constantes simplesmente diminuindo sua quantidade e “parando no tempo”. Aquilo não era bom. Tinha um mal pressentimento, embora não pudesse dizer se era apenas uma impressão pessoal ou uma preocupação real.

    De qualquer forma, assim que voltei aos meus sentidos normais, minha mão segurou o braço da jornalista que tentou seguir Matemberg, a freando. Não deixar que nada acontecesse a ela (em tese) era parte da missão. Embora não estivesse em meu modo mais cavalheiro para lhe servir de baba. -Se vai atrás dele, prepare uma rota de fuga. Tenho um péssimo pressentimento sobre isso- - Afinal, se gatos e espíritos tem ligação como dizem as lendas, deveria deixar-me ouvir seus sinais ao menos uma vez na vida, e, com aquela fumaça e o garoto descontrolado, essa não era uma má oportunidade para improvisar. -Levá-los até lá não é difícil, posso arranjar uma chave de portal para lá.

    Ideia que tecnicamente era melhor do que aparatar, já que não tinha tanta experiência com o último, mesmo que aquela cidade não fosse totalmente estranha para mim devido à já ter ter estado em um famoso acampamento bruxo que costumava ocorrer na região durante minha infância. Mas, agora nos esqueçamos dos detalhes e da forma corrida, como uma flecha, como a repórter pareceu se soltar de meu braço para ir atras de meu amigo brutamontes, e nos concentremos na parte importante. Ou melhor, na parte onde, de como mexi a varinha tentando ser o mais discreto possível, e a apontando para uma tábua solta antes que o ar ficasse mais irrespirável que antes e essa pegasse fogo, fazendo-me tossir e recuar.

    Droga. Aquilo não era bom, muito menos aquela sensação nauseante e sufocante que do nada pareceu aumentar de uma vez, não podendo ser referida apenas como um efeito da fumaça. Por instantes, minhas mãos foram à frente, forçando um apoio no solo para que não caísse enquanto tossia audivelmente, e meu estômago começava a revirar desconfortavelmente, ao mesmo tempo em que minha cabeça doia. Os vultos que antes tinham sumido com o estranho comportamento, voltavam a me cercar enquanto toda minha vista parecia ficar branca, não vendo nada mais que seu corpo ilusório mais real que tudo, apesar de não terem forma. Olhares perdidos, vozes estranhas e em uníssono (Uma, varias, os dois ao mesmo tempo), como uma prece desconhecida que, do nada, me trouxe um estranho frio na espinha, embora o seu conteúdo me fosse incompreensível.

    Sabia que deveria ter tomado mais uma dose daquela poção… Pensei com certo arrependimento e tentando me livrar daquelas visões um tanto taquicardico e estranhamente nervoso, mas de certa forma, elas não sumiam. Ficavam piores, tomando formas, ganhando mais cores e cheiros. A casa, antes lotada de odor esfumaçado, agora tinha um estranho cheiro fétido e pútrido, que fez meu nariz se afilar e eu quase tampá-lo em resposta. O menino enlouquecido, parecia estar envolvido em uma aura vermelha e quente e, em contraste, linhas mais finas e azuladas pareciam ligar os espíritos a minha volta com espectros voadores, que me lembravam em muito dementadores. Sem esquecer é claro daquela presença, forte, estranha e, intuitivamente, perigosa que podia sentir para todas as minhas direções a minha volta.

    Não. Aquilo não era bom. Deixei-me cair tempo demais. Pensei fechando os olhos em pânico e voltando a sala e ao ambiente da casa em chamas devido a um beliscão que dera em minha coxa. Meu estímulo para acordar e voltar à realidade, embora não soubesse ter sido tão efetivo e rápido quanto gostaria. O que era totalmente claro através de minha agitação e nervosismo não usual, em meio a qual eu tentava ignorar as chamar e a fumaça, concentrando meus olhos no chão, a procura de uma tábua solta que pudesse usar como chave e a voltar às plenas faculdades mentais.

    Se isso demorou ou não? Não sei. Estava agitado e em pânico demais para perceber, enquanto o meu coração parecia querer saltar pela boca, sendo suplantado apenas pelos pensamentos de querer sair dali o mais rápido possível enquanto engolia lufadas de ar de forma totalmente estranha para mim.

    Sorte ou azar? Não sei ao certo. Mas logo, meus olhos visualizaram o que eu queria. E dessa vez não quero dizer espectros ou espíritos andantes, mas uma real tábua removível, para a qual minha varinha se apontou. -Portus! -Pronunciei o mais claramente que conseguia, pensando na floresta e no velho acampamento que deveria ter lá.

    Olhando quase de esguelha para minhas companheiras como se quisesse indicar nossa saída, embora não tivesse qualquer ressalva de ir por mim mesmo se aquilo piorasse. Eu realmente estava em pânico.

    Off: Ação é transformar uma tábua solta em chave de portal para eles terem uma rota de fuga.
Feitiço: Portus[dificuldade: 16];
Descrição: Encatamento para transformar um objeto em uma Chave de Portal.

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    Usou um Varinha de Mogno, 29cm, Espinhos de Manticore, Flexível.

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Re: O trevoso!

MensagemCroacia [#180529] por Gwendoline Stankovački » 07 Out 2017, 11:59

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Toda aquela situação estava mexendo comigo muito mais do que eu imaginava. O leopardo das neves surgiu na minha frente, mas seus olhos prateados sumiram assim que tocaram o dementador a minha frente. Tinha sido inútil, nada naquele momento seria útil. Eles eram muitos e eu sabia que não conseguiria fazer nada. O vento batia forte contra meu corpo molhado, o frio vindo junto com o dementadores ficava pior. Eu queria que alguém me tirasse dali, queria gritar, sair correndo, chorar... Queria tudo e ao mesmo tempo nada. Não conseguia ter reação nenhuma, apenas fiquei sentada, olhando para o dementador que tentava atravessar a barreira, até ela se desfazer por completo.

A figura encapuzada se aproximou de mim, me levando de volta aquele poço que insistia em me convidar para conhecer seu fundo. Estava quase implorando para me levarem, até ser chamada de volta pela luz de um lobo prateado na minha frente. Olhei para trás e me deparei com a jornalista apontando a varinha na direção do lobo, junto com Lasse seu leão, tentando afastar os dementadores. A figura a minha frente se juntou aos outros dementadores que rodeavam a casa e eu ainda não conseguia mover um músculo sequer. Eu via o que estava acontecendo, eu sabia o que deveria fazer, mas simplesmente não conseguia. Lasse parecia gritar comigo, mas as palavras não faziam sentido para mim. Meus dedos se afrouxaram em torno da varinha, deixando-a cair entre minhas pernas e eu foquei numa figura que se aproximava pela chuva. Seria socorro? Kenny, que finalmente resolveu aparecer? Ou não...


- Morgan? - O que ela estava fazendo lá? - Você trouxe o Kenny? O que tá acontecendo? - Ela não parecia entender o que eu dizia, ou então eu não estava conseguindo me comunicar direito, não saberia dizer ao certo. Suas mãos me entregaram algo e eu só consegui entender que era para comer, mesmo sem ter ideia do que seria aquilo. O gosto doce em minha boca me fez voltar a minha infância, no expresso para Hogwarts, no exato momento em que abria meu primeiro sapo de chocolate. - Chocolate? - Sim, doces... Mas porque ela teria doces consigo? Ela sabia que enfrentaríamos dementadores? Se soubesse, porque Morgan tinha acesso a esse tipo de informação e nosso esquadrão não? Isso não fazia sentido nenhum...

Muito menos aquele dragão... Dragão? O que estava acontecendo? Voltei minha atenção para a enorme figura prateada que afastava os dementadores próximos ao brutamontes. Mas onde estava o leão? Ele estava em plena forma para atrapalhar minha vida, mas quando era pra salvá-la ele não conseguia nem sustentar o patrono? Eu ia matar aquele troglodita até o fim da semana. Morgan ainda me olhava, provavelmente tentando ter certeza que eu estava bem.
- É um inútil mesmo. - Aquela altura eu já tinha me recuperado o suficiente pra entender toda a situação. Vários dementadores estavam voando em volta da casa, Morgan estava lá com o que parecia ser o chefe do departamento de criaturas mágicas, mas Alisson e os outros ainda pareciam estar dentro da casa. Empunhei novamente a varinha, e parei um minuto para analisar a situação. Eu não teria forças para conjurar outro patrono, não naquele momento, mas poderia tentar atrasar os dementadores um pouco. - Protego Totalum! - Apontei a varinha novamente para o alto da casa, conjurando uma nova barreira para ganharmos tempo e nos recompormos... Mesmo estando interessada em entender um único ponto de toda aquela história. - Morgan, o que você está fazendo aqui? - Nós estávamos sendo atacados? Estávamos? Tinha um obscurial dentro daquela casa? Tinha... Mas para mim era mais importante descobrir porque a coreana estava lá e não o pirralho inútil. Kenny iria ter sérios problemas comigo quando eu voltasse para casa.

______________________________

Off: refazer a barreira com o protego

[feitico]Protego Totalum[/feitico]
Feitiço: Protego Totalum[dificuldade: 20]; [protego: 3];
Descrição: Protego Totalum é o encantamento para o feitiço defensivo de proteção de pequenas áreas. Forma uma "bolha" protetora em torno do alvo lançado, devendo ser renovado com periodicidade de 3 rodadas. Repele qualquer feitiço (exceto as maldições imperdoáveis). Adiciona +40 na defesa do executor.

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Re: O trevoso!

MensagemIsrael [#180544] por Dalia Jones » 07 Out 2017, 19:36

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катастрофа #004


Os dementadores pareciam duplicar, triplicar, mas talvez fosse apenas uma sensação, uma ilusão que o cérebro de Annegrieth usava para justificar a força e determinação daquelas criaturas, principalmente quando percebeu que os dois ministeriais ao seu lado estavam realmente mal, tendo seus patronos consumidos pela tristeza e dor. O leão já não parecia tão belo e imponente, o leopardo dava a impressão de mancar, se transformando num gatinho assustado, apenas o lobo parecia feroz, lutando pelos outros, mas demonstrava sinais de cansaço. Tudo isso, é claro, numa linguagem metafórica, criada enquanto Lasse insistia em mandar que a mulher voltasse para a casa. Na mente de Anne o filme que rodava era o da mesma com Rod e os filhos, com aproximadamente seis anos, correndo por uma espécie de parque, todos rindo, felizes e brincando. Aquele dia, estavam na Escócia, visitando alguns antigos amigos e familiares de Rodric e acabaram saindo para um picnic com as crianças.

Sua memória fora bruscamente interrompida pelo som emitido por Lasse. Não era um grito, gritos eram quase superficiais, mas um urro, esse sai do fundo das entranhas. O urro de Matberg passava a exata sensação de que os demetadores estavam fazendo muito mais do que sugando sua alegria, mas o ferindo fisicamente de forma impiedosa. Três estavam em cima o homem que não mais conseguia realizar o patrono. Enquanto isso, seu lobo do ártico permanecia atacando, mas não o suficiente para afastar tantos dementadores. A situação deveria ser controlada por ela e sim, a russa tinha plena convicção de ser capaz de realizar aquilo sozinha, mesmo com as proporções tão desiguais. Estava determinada a isso.

- Lasse, eu preciso que você aguente um pouco mais! - Gritou para o homem de joelhos ao seu lado na esperança de que ele pudesse ouvir. Ela estava tentando o máximo que podia, não iria permitir que os outros se deixassem vencer. Um grupo chega, um trio, na verdade. Holmes conhecia um deles, outro membro do ministério de Liechtenstein, mas apenas de vista, não sabia o nome ou setor em que trabalhava. Aquele trio não parecia perder tempo, afinal, mal chegaram e já entraram em ação, executando patronos e ajudando a afugentar aqueles malditos dementadores, pelo menos dois daqueles que impediam Lasse de ficar de pé. Nunca verbalizaria isso, já que seu excesso de confiança e egocentrismo nunca permitiriam, mas a mulher era grata pela força extra. Era apenas uma jornalista e mesmo que minimamente treinada para situações assim (por ser da área investigativa e política), ainda não era uma ministerial.

"Espero que aqueles quatro tenham conseguido fugir daqui!"” pensou antes de se concentrar novamente para fortalecer seu lobo. Desta vez, a lembrança era com os filhos já crescidos, chegando em casa com seus uniformes da escola e diplomas nas mãos. Haviam se formado na escola de magia, estavam adultos, traziam ainda mais orgulho para casa. Naquela noite houve um jantar especial, feito por Rodric e Annegrieth, ansiosos pela chegada dos filhos, o casamento que já havia sofrido tanto, reconstruía seus laços, mais fortes dessa vez.


Off: || Tagged: Dimitri Holmes; Ania Holmes; Rodric Holmes | With: Lasse Matberg; Gwendoline Stankovački; Sammuel Wolters; Morgan Lee Gewn; Ludwing Browlien (NPC) | Wearing: Click Me! | Note: Sustentando esse patrono aí. Sorry o post micro mas tava sem inspiração xD | Music: Tooth and Claw – Murray Gold ||

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Re: O trevoso!

MensagemLiechtenstein [#180770] por Narrador » 17 Out 2017, 21:17

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“As conseqüências dos nossos atos são sempre tão complexas, tão diversas, que predizer o futuro é uma tarefa realmente difícil." - Alvo Dumbledore.



Sorte é sempre a designação efêmera para justificar as casualidades boas que o destino nos trás, tal como seu contraste, o azar nos remete justamente ao inverso de tais bênção. É ele o culpado pelas mazelas de nossas vidas, é ele que determina o início e o fim, o verdadeiro arauto da morte, trazedor de desavenças e senhor das desgraças. Aquele realmente não era um bom dia para a equipe de catástrofes. A tempestade assolava firmemente a pequena casa que ainda se mantinha firme em meio a destruição, os ventos rodopiavam fortes com sua intensidade crescendo a cada segundo. O ar estava gélido e o chão totalmente coberto por uma fina camada de gelo, a vida parecia ter desaparecido daquele lugar e tudo o que podia ser sentido era desespero latente e a certeza de que a felicidade nunca havia existido.

A imponência da presença dos dementadores tão próximos do chefe de departamento causou um momento de contemplação, os sons dos ventos desapareceram e apenas o grito de dor podia ser ouvido. Lasse agonizava e por mais que os patronus se esforçassem para afugentar as criaturas, nada parecia surtir efeito. Mas aquele não era o dia que o rapaz deveria morrer, a sorte havia surgido como uma luz em meio a escuridão, eles não estavam sozinhos. Era hora de equilibrar a balança.

- Expecto Patronum! - O grito conjuratório ecoou e imediatamente um grande dragão luminoso desceu do céu em um rasante estrondoso. A potência do feitiço atraiu para si a energia de todos os patronuns que estavam ali, eles subiam como feixes de luz em direção a fera que descia ferozmente. Por alguns instantes o céu clareou como se não houvesse chuva ou tempestade e os dementadores que sobrevoavam o local foram empurrados de suas posições. O dragão enfim tocou o chão exatamente onde a alma de Lasse estava prestes ser arrancada, a energia espalhou-se por mais de dez metros de raio, afugentando o mal e a infelicidade que imperavam por ali. E assim que os segundos da explosão de luz e felicidade passaram, o grupo pode contemplar seus salvadores. O departamento de controle e regulamentação de criaturas.

Samuel desceu de sua vassoura e logo seus companheiros fizeram o mesmo, os subordinados com as varinhas apontados para cima trataram de subir novas defesas para o local, Gwen - por sua vez - já fazia subir outro Totalum. A bonança parecia ter voltado a imperar, mas algo chamou atenção de todos. Lasse estava de pé segurando sua varinha como se nada tivesse acontecido. - Não permita que ninguém entre. Esse é um assunto nosso, faça o que for necessário para impedir. - Disse ele totalmente impositivo voltando-se para sua funcionária. - Fiquem aqui e cuidem para que ninguém entra na casa. - A voz do norueguês estava carregada com uma peculiaridade que os conviviam com ele, tinham certeza que não fazia parte sua sua personalidade. Lasse falava com um tom de ordem, sem se importar com possíveis questionamentos. Ele estava estranho e totalmente diferente.

Luffendorf aproximou-se de Sam. e cochichou em seu ouvido. - Só dois dos três dementadores foram repelidos, essas criaturas não existem em nenhuma literatura. Não tenho ideia do que eles são capazes de fazer. - A voz do homem estava trêmula, não havia motivos para um especialista em dementadores não saber o que fazer. Aquela altura, Morgan já havia distribuído suas barras de chocolate e agora seus olhos se mantinham atentos a quietude da área externa, mesmo ela sabendo que estavam momentaneamente protegidos, algo a fazia ter certeza que a briga ainda não havia acabado. - Se eles voltarem, não será essa barreira que os fará parar. Haviam apenas três aqui no solo e vejam o que foram capazes de fazer. - Disse ela apontando para a grama morta e a camada de gelo formada por ali, o local estava totalmente infértil.

Dentro da casa, Andrew agia como um príncipe calmo e cauteloso, sempre pensando dois passos a frente. É claro que eles poderiam precisar de uma saída de emergência, no entanto, seus olhos o levaram a outro lugar. Andrew ainda estava na casa em Kiev, mas tudo estava destruído, distorcido aos olhos que o enxergavam um outro mundo. O dinamarquês vislumbrara o mundos dos espíritos e lá, sua íris cor de esmeralda mostraram muito mais do que sua mente podia compreender. A imagem de onze criaturas o chamou atenção, todas cobertas por seus mantos efêmeros, Andrew não podia dizer exatamente o motivo para tantos espectros circularem por ali, quanto mais tempo ele passava analisando os fatos, maior eram os riscos, não dava para imaginar o que aquelas criaturas eram capazes de fazer. O príncipe voltou seus sentidos ao mundo material e rapidamente executou a “porta” para sua fuga, contudo, o pior pareceu a acontecer.

Seus pelos se eriçaram da cabeça aos pés. - Você não pode fugir, homenzinho. - Disse uma voz horripilante próximo de seus ouvidos, o som vinha de longe, mas ele chegava a sentir o hálito pútrido tocando em sua carne. Andrew, sabia que não podia “abrir seus olhos”, mas algo em seu âmago o fazia ter certeza de que Alec não era o mal a ser temido, algo muito maior estava chegando perto e ninguém naquela casa - além dele mesmo - poderia lutar contra criaturas daquele tipo. O príncipe tinha certeza que seu dever era tirar todos daquele lugar, nada poderia parar a imensidão de maldade que “caminhava” indo de encontro aos ministeriais.

O ruivo dinamarquês não era o único dentro da casa que tentava fazer algo útil, Antonela era mulher vulgar e totalmente fora dos padrões esperados por uma Ministerial, no entanto, ela não era tola e sem dúvida logo início um pedido de ajuda. Charles, o pobre esposo, daria sua vida para salvar a da mulher, mas ele nem ao menos tinha meios para chegar ao local, talvez o escocês pudesse ajudar, mas com rapidez em que os fatos aconteciam, era pouco provável que ele conseguisse chegar a tempo. A loira sentiu sua cabeça doer e imediatamente a realidade se dissipar em sua mente, a frente o corpo caído do grande amor a atormentaram e a confusão sentimentos a compeliram a fugir daquela imagem. Antonela correu em direção ao corredor que a levaria para fora da casa, contudo, algo estava em seu caminho.

Lasse caminhava lentamente e ao ver a figura feminina indo em sua direção, não titubeou em fazer um rápido movimento com sua varinha. - Crucio - Disse a voz horripilante que saíra de sua voz, a francesa sequer teve chance de defesa, as dores tomaram conta de seu corpo enquanto o homem parecia se deliciar com os gritos que eram emitidos. Antonela fora erguida no ar para que o executor pudesse olhar melhor o sofrimento em seus olhos, ele apenas deu um sorriso ao vê-la se contorcendo. Era certeza que ela não aguentaria muito tempo, as dores certamente a fariam enlouquecer ou até mesmo fazer o cérebro parar de receber informações. Aquele era um feitiço tão poderoso que muitos diziam ser o único meio de se romper os efeito de Obliviate. Talvez Antonela até pudesse tirar algo de produtivo daquela desgraça.

- O que foi isso? - Disse Alec ao ouvir os gritos de Antonela exatamente no momento em que Alisson atravessa a barreira imposta pelo garoto. Seus olhos estavam cheios de medo, a inconstância do menino era um perigo para todos naquele lugar, mas sua protetora não sabia o que estava acontecendo. A criatura aproximou-se da jovem e a abraçou fortemente, o Obscurial era uma força das trevas, contudo, Alec não passava de um menino assustado. Por alguns instantes Alisson pode sentir toda a dor que aquela criança havia sofrido, ele havia decidido mostrar a verdade para a Ministerial que o abraçava.

As chamas envolveram os dois em uma espécie de casulo, nada podia ser visto lá dentro e embora o fogo fosse tremulamente, Alisson sentia apenas cócegas e nada mais. Aos fechar os olhos, ela pode ver um menino pequeno apanhando de seu pai. - Você não deve fazer isso, é feio e abominável. - Dizia um homem segurando uma “régua” de maneira rígida, a cada palavra dita o menino recebia um golpe firme, a criança possuía vários hematomas e algumas partes de seu corpo era fácil ver o sangue escorrendo. O rosto do agressor era fácil de ser reconhecido, ele era o diretor da DIP, talvez por isso o velho tivesse afastado o próprio filho do convívio familiar, um segredo como aquele poderia destruir a promissora carreira do figurão.

- Vocês ouviram isso? Acho que veio de dentro da casa. - Disse Luffendorf encarando Gwen. - Acho que temos outros problemas… - Disse Morgana ao ver um impacto na barreira protetiva. - Chefe? - Perguntou com a intenção de saber qual deveria ser o próximo passo. Samuel, sabia que conjurar patronus não era algo fácil e que não tinham uma fábrica de chocolates. - Senhorita? - Luffendorf se aproximou da jovem jornalista que mantinha seu patrono ainda ao seu lado. - Acho que já vi seu rosto em algum lugar… - Disse o homem tentando se lembrar de onde conhecia aquela mulher tão atraente. - Ficarei ao seu lado, acredito que uma varinha como a minha será bem útil para protegê-la. - O amor não escolhia hora ou lugar para nascer e o brilho nos olhos de Luff indicavam um interesse muito maior que o de que se podia esperar de alguém como ele.

Como dito na frase introdutória “nossas ações fazem o futuro ser totalmente imprevisível”, mesmo o amor pode nascer em meio a desgraça, sempre existe esperança. Que Merlin, possa lhes dar costas fortes para sustentar o peso que as trevas estão impondo. Sejam fortes, sejam heróis, sejam o Ministério da Magia!



Off

Spoiler: Mostrar
PONTO 1 - Bom, acredito que não sejam necessárias muitas instruções. Basicamente que vocês devem agir sem uso de informações off, para saber que o Lasse está com o capiroto no couro, é preciso ter visto ele e fazer a seguinte ação extra.

D1 + Pers + Consciência + DCAT OU Magia das Trevas OU Ocultismo + Médium.


Caso a pessoa não tenha sucesso nessa ação, não será possível saber ou ter certeza. Caso alguém entre na casa ou passe pelo corredor, vai ver apenas a Antonela totalmente atordoada caída no chão.

PONTO 2 - O Andrew é o único que pode fazer a ação de ver o mundo espiritual, mas agora será uma ação normal. Existem informações que só podem ser obtidas lá, só retificando que será necessário um valor total de 25 para que seja efetivada. Em caso de sucesso, eu passarei as devidas informações. Segue a fórmula:

D1 + Per + Consciência + Dcat OU Magia das Trevas + Ocultismo + Médium + Fraquezas


PONTO 3 - A Alisson está vendo o passado do Alec, a ação para se manter vendo o que está acontecendo é a mesma a de acalmar o garoto. Também existem mais informações nessas lembranças.

Carisma + 1 Habilidade + 1 Conhecimento + 1 Qualidade + 2 Fraquezas


PONTO 4 - Antonela deve registrar esse post, ela receberá 40 de dano e não poderá tomar ações nessa rodada, apenas narrar os últimos acontecimentos. Lembrando que o Lasse recebeu 60 de dano que ainda não foi debitado.

PONTO 5 - A galera que está do lado de fora pode tomar qualquer ação - exceto a restrita ao Andrew - e a defesa manterá todos seguros durante essa rodada.

PONTO 6 - Avisando que todas as ações só serão validadas desde que possuam valor igual ou superior a 20.


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Re: O trevoso!

MensagemDinamarca [#180887] por Andrew A. Schleswig » 22 Out 2017, 11:33

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    Dizem que quanto mais você enxerga o abismo, mais ele te enxerga. Mas o que fazer quando sua única opção, mesmo diante do pânico e do recuo inicial, seja simplesmente se jogar dentro desse e prender a respiração esperando que tudo dê certo? E, naquele momento, realmente não tinha muita opção enquanto meu coração batia alto em meu peito e meu corpo congelava, mesmo diante do feitiço feito com perfeição? O que fazer quando a própria visão parecia falhar perante ao pânico e a hesitação, e quando o único som que ouvia ou via apenas girava em torno desse pânico, me sufocando mesmo que não tivesse ofegante, como uma criatura ou um príncipe patético que deveria parecer, naquele chão, tentando mostrar a saída, apenas pelo medo de descobrir a real verdade ou fugir para uma ilusão imaginaria.

    A verdade que que me cercava, derrubando as máscaras e a calmaria através de um hálito pútrido e frio às minhas costas. Eu estava sendo visto, não estava mais seguro em meu mundo perfeito e totalmente forjado em aparências, ou um lugar onde não me encontrariam. Não. Eu era visto, e continuaria sendo. Não importava para onde eu fosse, eu corresse, não conseguiria fugir. Não importa se eu usasse a chave de portal ou desse um jeito de sair dali. Eu sentia que aquela coisa, aquela criatura que sentia me observar Ainda estaria ali. Assim como as sombras que me observavam de outro mundo. -Eu vejo o abismo e ele me vê. - Repeti o mantra, com a visão embaçada e desvanecida. A expressão de pânico que tirava minha calmaria atual fixa em minha face como se visse um fantasma a minha frente, embora uma rolha em minha garganta não me permitisse gritar qualquer coisa aos outros. E minha consciência só tendesse a se extinguir, enquanto meu corpo parecia se mover por conta própria. Fazendo um pequeno corte em minha mão direita, então sussurrando um pequeno encantamento que misturava magia negra e transfiguração. Mas que eu sabia que permitia manter a segurança parcial em outro plano.

    -Se o abismo está a nossa frente, por que não saltar dentro dele?- O pensamento apareceu fugaz em minha mente, embora não soubesse de onde veio, até que todo meu despertar fosse apagado, deixando apenas o outro ali. O outro que não temia abrir os olhos.

    O outro que realmente estava satisfeito das poções não estarem fazendo efeito, embora um tanto insatisfeito e incomodado com a situação atual. Principalmente, porque, ao abrir seus segundos olhos, tentando identificar a causa daquilo tudo, apenas se viu fora da casca do ruivo caído próximo a tábua que lhes dariam a rota de saída. Embora soubesse estar hígido, com postura ereta e imponente como um príncipe, e não como aquele garoto patético que parecia ter desmaiado perante a visão de uma assombração. -Aquele imbecil fez o salto errado? - O outro se perguntou, fechando suas pupilas esmeraldas novamente, que no mundo cinza tinham um tom muito mais aguado e translúcido, como todas aquelas sombras que não eram mais sombras, e luzes. Mas quando abriu novamente os olhos, após tentar voltar. Nada aconteceu.

    O corpo do príncipe da Dinamarca continuava caído à frente de meu novo eu. As chamas tão vividas e quentes, agora eram sombras de um outro mundo irreal, e os outros ministeriais, eram como vultos de movimentos estranhos. Partes de um sonho bizarro e surrealista que sempre fugira, assim como as paredes, agora sem consistência, através das quais eu enxergava os espectros, e um vulto a se contorcer mais à distância. Podia supor ser Antonella pela aparência, mas para o outro, tanto ela quanto os outros não passavam de algo insignificante diante do que lhe significava seu nome e de como descobrir como sair dali. Ao menos, no meio tempo, a criatura havia desaparecido.

    -Ao menos não vou ficar com ânsia de vomito. - Repeti para mim mesmo com certo asco e de forma fria, passando meus olhos pelo ambiente a minha volta e andando por entre os espíritos com a varinha na mão, primeiramente fixando minha visão em direção aos espectros, sem me aproximar deles, então nos fios de energia luminosa que os ligavam. Eles convergiam ou era impressão minha? Me perguntei seguindo naquela direção a passos firmes e precisos.

    - Bombus -Pronunciei de forma clara e precisa, apontando a varinha em direção à alguns dos espíritos que se interpunham no caminho entre mim e meu objetivo, e então simplesmente interpondo a barreira sempre com os olhos fixos ali. Algo me dizia que aquela convergência de energias era a chave para o que procurava. O fim daquela missão. Ou seria essa mais uma face da Prepotência real?

    Não que aquilo importasse muito ali. Com os efeitos do feitiço, quase todos os vultos afastaram-se abrindo caminho para minha passagem. E as formas pareciam mais claras. Primeiramente algo parecido com as sombras de um círculo de chamas onde o garoto provavelmente se encontrava. E, dentro daquela sombra avermelhada que havia notado antes, uma massa disforme e negra que não podia identificar muito bem, devido a uma grande quantidade de espíritos misturados em uma única forma e, no centro, o Obscural dentro do menino. E também aqueles sentimentos, mais evidentes que em qualquer um dos vultos sussurrante, raiva, fúria e fome. Embora essa ultima parecesse ser sanadas por outro vulto próximo, que ele parecia consumir. Embora realmente não houvesse me interessado tanto assim para me permitir aproximar mais, para continuar observando ou tentar descobrir o que era, ou será que era por que tinha a sensação que não iria gostar nenhum pouco da resposta aquela pergunta?

    Era um ato idiota e perigoso se aproximar de animais selvagens, e eu realmente não tinha a mínima vontade de que me confundisse com uma presa, mesmo que não fosse sentir qualquer remorso em eliminá-las a mínima ameaça. Mas, não somente por isso, mas por outra coisa. As sombras, os espectros agora mais próximos que pareciam rodea-lo, quase de forma hipnotizante, de forma que me travaram momentaneamente atraindo meu olhar. Os dementadores de antes que não eram dementadores, e dos quais podia aos poucos voltar a sentir o cheiro pútrido emanar. Mais forte, mais forte. Principalmente do maior deles e mais deformado, que magicamente parecia transmutar entre os vultos como se todos fossem o mesmo ser.

    Era a criatura que estava atrás do outro antes. Pensei, embora tivesse mais asco e incomodo em minha mente que o pânico de antes. E também a estranha sensação de que já havia o visto antes. Talvez em algum pesadelo.

    Off Só exclarecendo que o Andrew está desmaiado - em coma - através de certo trecho do post e fora do próprio corpo, na dimensão espiritual like in avatar ^^'
Feitiço: Bombus[dano: -10]; [dificuldade: 10]; [perde rodada: 1];
Descrição: Feitiço que provoca um zumbido ensurdecedor paralisando todos que os ouça, com exceção do executor, em um raio de três metros. É necessária muita força de vontade para se manter móvel, detalhe, o zumbido atinge todos os amigos e inimigos de uma determinada área ao redor do conjurador num raio de três metros.

Itens Utilizados:

  • Varinha de Mogno, 29cm, Espinhos de Manticore, Flexível

    Usou um Varinha de Mogno, 29cm, Espinhos de Manticore, Flexível.

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Re: O trevoso!

MensagemEstados Unidos [#180893] por Eden Phoenix » 22 Out 2017, 13:20

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A warning to the prophet, the liar, the honest
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This is war
Parte I


Tempo, segundo o dicionário, era a duração relativa das coisas que cria no ser humano a ideia de presente, passado e futuro; período contínuo no qual os eventos se sucedem. Para mim, no entanto, era também um instrumento de trabalho, uma incógnita, uma pergunta, uma arma. O tempo era toda a essência da existência, era o que regia a tudo, era o que colocava um início e um fim a qualquer questão. Mais do que isso, o tempo era selvagem e imprevisível e caótico em toda sua previsibilidade e ordem. Era algo que nós não podíamos controlar e, talvez por isso, fosse um dos ‘objetos’ mais estudados nos confins do Ministério da Magia, no lugar onde pessoas entravam e boa parte delas não costumava sair.

A minha frente, em uma das paredes de minha sala, existia um quadro negro repleto de contas, números, palavras que para um leigo soavam desconexas, como se simplesmente jogadas ali para que fizessem com que a pessoa que ocupava esta sala parecesse inteligente. Talvez a cena lembrasse Einstein no momento da criação de suas fórmulas, ou mesmo Hawkins e sua teoria de tudo... Para falar a verdade, com toda minha brutalidade e ‘cara de homem das cavernas’ eu ousava dizer que me assemelhava a eles. No canto extremo do quatro, uma borboleta desenhada em giz era o ponto final de minhas equações e pensamentos colocados ali, a vista para todos... A teoria do Caos, o Efeito Borboleta... era isso que regia nossas vidas.

A teoria do Caos dizia que o mundo seguia uma vertente não linear de imprevisibilidade, no final das contas a mesma basicamente assegurava a Lei de Murphy, que dizia que se poderia dar m*rda, iria dar m*rda, de modo que provava – por contas matemáticas – algo que todos nós sempre soubemos. O tempo, o clima, o controle de massas era algo imprevisível. Aliás, era por conta disso que as previsões do tempo erravam o clima do dia seguinte, era assim que um dia que deveria ser chuvoso amanhece ensolarado e o contrário. É assim também que acidentes acontecem em lugares completamente seguros, como um bêbado cair no fosso de gorilas em um zoológico.

No final das contas a teoria do Caos dizia que a imprevisibilidade era, bem, inteiramente previsível. Ela, no final das contas, lhe assegurava que o que não pode ser controlado realmente não pode ser controlado, diz que a previsão do tempo erra e jamais poderá ser 100% certeira por conta de condições naturais, assim como não garante que bêbados não vão entrar em jaulas de gorilas exatamente pois existe uma espécie de personalidade implícita em tudo isso. Existe sempre a possibilidade no final das contas, uma iminência de que certas coisas aconteçam, mas nada que de fato as force a acontecer. No final das contas, a teoria do caos garantia que até as coisas mais óbvias não passavam de um ‘E se’, de modo ordenadamente caótico. Probabilidade de risco, é isso que acaba estudando esses motivos.

De maneira levemente diferente, o Efeito Borboleta garantia algo similar. Ele dizia que o mundo era equilibrado, tal como era sugerido na Teoria do Caos, de tal modo que se uma borboleta batesse asas nos Estados Unidos, um tufão aconteceria no Japão. É interessante, por assim dizer e, também, inteiramente aplicável. Veja, por exemplo, os terremotos. Um rearranjo tectônico no Golfo do México, por exemplo, costuma anteceder algum tipo de tremor no Japão, mesmo que o mesmo seja ‘imperceptível’. Isso acaba acontecendo simplesmente para que os buracos causados por uma movimentação sejam vedados novamente. Quando isso não acontece observamos extravasamento de lava que endurece rapidamente com o fundo gélido do oceano e, se a movimentação for intensa e o dano grande, talvez tenhamos uma nova ilha... mas isso não muda o fato de que algo que acontece em um ponto da terra interfere em algo do outro lado.

É simples, alguém nasce, outra pessoa morre... as coisas se movimentam, se renovam, entram em ordem em meio ao caos. Elas encontram um sentido... e era isso que eu tinha em meu quadro neste momento. Era o que dizia porque objetos como ‘vira-tempos’ deveriam ser usados com precaução. “Claro...” Refleti, com um leve suspirar. Qualquer alteração no passado resultaria em algo no futuro, a criação de um universo paralelo, uma história diferente em outro mundo, um paradoxo. Era por conta disso que não deveríamos mudar o passado e sim aprender com ele. Ter em mãos essa equação era como resolver o ENIGMA, a antiga maquina nazista de codificação.

A diferença é que todos deveriam saber disso. “E sabem...” Era algo implícito na cabeça da maioria dos bruxos e bruxas que existem e, até mesmo os trouxas, tinham noção dos perigos que o tempo implicava. Eles tinham filmes sobre isso, livros, ficções e planos de construir maquinas do tempo e promover viagens para o passado. Querem alterar as guerras, evitar os massacres, genocídios e exterminações de povos inteiros. Compreendo suas boas intenções, mas não é com elas que me preocupo. Não é com o paradoxo criado com a eliminação de uma guerra. Não. O que me preocupa é o que me mantém acordado mesmo em meu mundo... é a possibilidade de que todo esse ‘Poder’ (com P maiúsculo) suba a cabeça de alguém... e vai subir.

O homem é fraco de alma. É fraco de carne. Se deixa levar por qualquer oportunidade de poder, faz de propósito, faz sem querer, os motivos não importam. O que importa é que o poder sobe e causa danos terríveis. No final das contas somos egoístas, queremos um mundo inteiramente moldado em nossos termos, queremos eliminar o mal sem saber que estamos acabando com o equilíbrio, mas é aí que entra o Caos e o Efeito Borboleta. O mundo tende a equalizar as coisas. Digamos que uma pessoa volte no tempo e elimine as guerras, que crie um regime de paz ferrenha... O mesmo estará criando uma ditadura. A paz não combina com liberdade, combina com medo. Combina com pessoas que mantém a paz por medo de serem exiladas ou mortas exatamente por perturbarem essa utopia imaginaria.

Existem exceções a toda regra e essas são as pessoas responsáveis por manter o equilíbrio. Pode haver estabilidade, é claro, durante alguns anos... mas eventualmente as pessoas se cansam de não ter liberdade, elas enxergam o que realmente está acontecendo. Elas querem pensar por si mesmas, então organizam levantes, passeatas, vão contra o sistema, criam outra guerra. Por que? Porque sem guerra, não existe Paz, não existe liberdade, não existe equilíbrio. “É fantástico...” Belo e, atrevo-me a dizer, sedutor, todo esse caos organizado. A fórmula da vida e do desastre. Acenei a varinha na direção de alguns papéis e uma pena, deixando que a mesma começasse a transcrever meus estudos quando a figura luminosa se apresentara na sala com um breve aviso.

-Falando na imprevisibilidade...– Murmurei, uma vez que o Patrono desaparecera. Esta era apenas um dos exemplos de minhas teorias. Aliás, era um bastante ferrenho. Se a minha presença fora requisitada com minhas melhores varinhas, significava que – provavelmente – nós éramos o último recurso ou a situação realmente era mais inesperada do que o esperado. –Sr. Argo? Preciso que reúna a equipe de emergência. Terá uma chave de portal os esperando. Tem uma hora para partir. – Avisei, tomando em mãos os materiais necessários, atirando-os para o interior da mochila. Tirei do suporte a jaqueta de couro negro que ali descansava, pouco me importando com minha composição pouco ortodoxa de vestuário. Jeans, all-stars, uma camiseta de botões branca e agora a jaqueta me davam a aparência de um bad-boy qualquer em vez de um chefe de departamento, mas queira entender, eu não sou uma dessas pessoas que vai trabalhar de terno e gravata.

Nunca fora, nunca seria. Presava o conforto e mobilidade mais do que a beleza antiga de blazers, ternos, calças sociais e sapatos brilhantes de bico fino, muito embora aderisse coletes e pull-overs de lã por cima de camisetas de botões para garantir, pelo menos, uma apresentação melhor. Hoje, no entanto, as coisas deram levemente erradas. Não que me importasse... Segui de maneira decidida para o nosso ‘heliporto’, o ponto de onde nossas chaves de portal saiam, tomando fôlego antes de tocar a peça.

***


O silencio tomava conta de meu corpo e minhas ações, de modo que nenhum som me escapava naquele instante além do emitido pelo ar ao escapar minhas narinas e o do pulsar constante em meu peito. Eram sinais que comprovavam a minha existência, a minha vida... era algo que me tornava diferente em relação a cena que se desenrolava a minha frente. Sentia, em meu amago, que estávamos atrasados, demoramos demais para responder ao que acontecia. A voz do norueguês fora o que me trouxera de volta à tona, forçando a abandonar meus pensamentos. –Dez, senhor. Dez dos mais confiáveis.– Assegurei, por um instante hesitando. –Não acho que precisaremos mais do que isso...– Media as palavras com cautela, precisava estar certo de todos os meus movimentos nesse instante. Não podia cometer erros. Não podia ser apenas mais uma falha.

Virei os olhos na direção do ancião, tomando em mãos os documentos. Suspirei, deixando que o ar me escapasse as narinas lentamente antes de abrir a pasta, focando minha atenção naquela momentaneamente, muito embora soubesse que não era necessário. Bastava uma olhadela para que as informações fossem decoradas, mas eu exigia mais. Sentia que a conexão era importante. Era necessário sentir compaixão, encontrar a calma, buscar o sentido em meio a tudo aquilo. –Deveria ter trazido uma piscina também...– Comentei, a voz carregada de sarcasmo, sacudindo a cabeça para afastar esses pensamentos. – Não é necessário providenciar uma piscina, só preciso que o levem na direção do Dniepre, é um corpo de água extenso o suficiente e...– Pausei, erguendo os olhos em busca dos de Eiríkr.

-Abate, senhor? – Repeti, com certo desgosto. – Não pretendo mata-lo. – Era uma afronta, desobediência em primeira ordem contra um homem que, ouso dizer, tinha literalmente minha vida nas mãos. “É apenas uma criança...” Estreitei os olhos, -Tenho algo em mente para controla-lo. Além disso, temos mão de obra mais do que o suficiente para, pelo menos, tentar fazer alguma coisa.–Irredutível, essa era a palavra que descrevia a minha postura. –Os tempos são outros, Sr. Glücksburg. Nãos somos mais obrigados a matar tudo aquilo que parece ser difícil de se subjugar. – Além disso, seres como aquela criança eram raras. Agora compreendia a necessidade da minha presença ali. Aquela criança era como um elo perdido, uma criatura errante entre dois mundos com capacidade de alterar sua matéria de um modo surreal.

Assenti rapidamente em resposta, virando os olhos na direção da construção que resistia às intempéries, se erguendo sem vacilar em meio a tempestade. – Falarei com ele assim que tiver a oportunidade...– Murmurei, franzindo levemente o cenho ante a ameaça. “Vamos destruir tudo, tudo mesmo...” Aquilo ecoava em minha mente, com um ‘incluindo quem estiver no caminho’ fúnebre sendo automaticamente adicionado as palavras. Eu compreendia o que ele queria dizer com aquilo, tanto quanto aceitava. O ministro não poderia permitir que um Obsucuro continuasse oferecendo tanto perigo por causa dos caprichos de uma mente curiosa. –Se algo der errado, Ministro, vocês tem carta branca para acabar com ele.– Falei por fim, - Se essas coisas parecerem sair do controle, não esperem pela minha permissão para acabar com tudo. – Odiava ter de reconhecer a possibilidade do fracasso, mas é como dizia... O mundo é caos. Não se pode prever que os planos darão certo.

- Nem pretendo me preocupar. – Assegurei, com um sorriso que relembrava algo entre diversão e ansiedade. E que os jogos comecem, não é mesmo?

***


- Meu caro, sua presença é requisitada em Kiev na Ucrânia. Haverá um inominável o esperando no nível nove. Deverá seguir para lá imediatamente.– Dizia à forma criada pelo Patrono, permitindo-me alguns instantes para apreciar a visão do grifo. Era uma criatura formidável, para se dizer o mínimo. A cabeça de falcão, as asas fortes, a traseira de um leão... deixei que o mesmo me deixasse, dando-lhe as últimas coordenadas para seu destino. As ultimas noticias do garoto e sua repercussão na mídia, foram as responsáveis por saber onde ele se encontrava, assim como o estopim para que descobrisse alguns fatos sobre o mesmo como, por exemplo, a ocluação.

Ele manuseava fogo e, bem, é necessário fogo para lutar contra fogo. Imaginava que a presença do rapaz poderia controlar, balancear, os poderes do jovem Obscuro. “Pelo menos poderá controlar parte da destruição.” Refleti, voltando a atenção para os oficiais. – Elliot...– Era um homem que beirava seus 35 anos, com ombros largos e feições severas que me faziam lembrar um nazista da SS, ainda mais com seu cabelo loiro cortado curto e olhos azuis que me lembravam uma geleira. -Leve-o até chave de portal. Dê a ele cinco minutos para chegar, se não vá até o Departamento de Esportes e o arranque de lá.– Observei o bruxo aparatar, virando a cabeça na direção dos demais, tomando folego.

Nós estávamos atrasados. A situação toda havia piorado, a tempestade assolava o terreno sem piedade, os dementadores agiam sem pausa, mais pessoas foram acionadas. Eu vi o dragão prateado. Era hora de agir. – Dominick.– Me virei para a ruiva, o cenho levemente franzido, sabia que Maëlle – muito provavelmente – ainda me odiava. Eu não a culpava, na verdade, sabia que eu bem merecia. –Preciso que cuide dessa tempestade. Jones, Isla, Hills e Harveaux, vocês vão com ela, sejam rápidos. – Pedi, permitindo que fossem com um aceno de cabeça. Uma dispensa rápida, simples, ordenada e obediente, não era necessário mais do que isso. – O restante, cuidaremos dos dementadores. Usaremos uma formação em semi-lua, compreenderam? A partir da casa, em direção ao interior do campo, a ideia é de fazermos com que recuem, já ganharam espaço demais nessa brincadeira. – E, é claro, eu precisaria de uma margem de segurança para que pudesse entrar na casa, não poderia me dar o luxo de estragar tudo o que faziam, ou tentavam fazer, até então.

-Preparem-se.– Pedi, aguardando então que Elliot retornasse. Sentia o coração castigando o peito, o pulsar forte e ansioso. Lembrava-me dos cenários de guerra, do medo e apreensão. Era inevitável, um tipo de sentimento que jamais nos abandonava, mas que não regia minhas ações. Eu estava acostumado demais com situações de combate para permitir que meu corpo travasse, congelasse, em resposta direta ao pânico. I knew it better, sabia que a falta de responsividade significaria a morte. “Vamos logo...” Desejava, encarando o relógio. Cada minuto que se passava se esticava, pareciam horas... Horas cruéis, torturadoras e sem um fim aparente... – Maldito alemão... – Praguejava em tom baixo, sentindo a impaciência tomar conta de mim. Caminhava de um lado para o outro, eram os sete minutos mais longos de toda a minha vida.

-Finalmente...– Murmurei, deixando o ar me escapar assim que Johann Elliot voltava a aparecer na companhia do dinamarquês. –Iremos ao meu sinal.– Disse aos oficiais, observando-os enquanto os mesmos de preparavam para o voo, deixando-nos para trás. –Bem vindo, rapaz.– Cumprimentei, com um leve menear da cabeça, esticando a mão em um sinal breve de formalidade. –Temo não termos muito tempo, estamos atrasados em nosso cronograma. – Era rápido, não poderia me dar ao luxo de perder mais minutos preciosos. Cada segundo que se passava significava uma desvantagem maior. –Pedi que te trouxessem aqui,- Até parece que fora um pedido, era uma ordem. Não havia margem para uma decisão, pelo menos não do garoto, - porque sei que o senhor é ocluador. Dentro daquela cabana temos uma criança, um obscuro, que compartilha desse dom. Imagino que você seja capaz de controlar a capacidade destrutiva do garoto.

- No entanto, temos um problema mais imediato. Dementadores, como pode bem observar. O plano que temos em mente é afasta-los da casa, criando um perímetro de segurança a partir do campo de proteção ao redor da casa. Uma vez que tivermos uma margem boa o suficiente, entraremos na casa e você vai ser o responsável por controlar o fogo.– Expliquei, erguendo os olhos na direção dele como se inquirindo alguma confirmação. – Ótimo. Fique perto de mim, garoto.– Uma última ordem antes de tomar a vassoura em mãos, de seu ponto encostada junto da porta que desembocava na cobertura do prédio. Deslizei a mão para o bolso, tirando dali uma pequena caixinha. –Essência de Murtisco.– Falei, virando-me para o rapaz, - Use se um dementador chegar perto demais.– Afinal de contas, eu obviamente não era do tipo que leva chocolate para lugar algum.

- Anime-se, rapaz. – Abri um meio sorriso, diante da expressão do mesmo. –Isso te recupera melhor do que qualquer outra coisa, além disso, pense que é por um bom motivo. Pelo menos vai ser uma boa história para contar em um bar depois. – Pisquei, com um tom divertido que seria considerado fora de lugar. O que posso fazer se a perspectiva de ação me animava? Montei a vassoura, tomando impulso para o ar, -Lembrem-se! Formação de meia lua a partir da casa! Aproveitem o momento de estabilidade do olho da tempestade para se situarem. Elliot, garoto... comigo.– Bradei as últimas ordens, virando-me na direção da tempestade no momento seguinte.

O vento e a chuva castigavam a mim e os oficiais naquele breve trajeto até a casa que se erguia, vitoriosa, em meio a destruição. Era como uma bandeira, pelo menos para mim, um sinal de que ainda havia chance de mudar as coisas. Era um símbolo de esperança. A estabilidade no olho da tempestade era revigorante, nos dava tempo para pensar por um instante, assim como a possibilidade de tentar enxergar algo ao nosso redor, por mais difícil que fosse, qualquer vantagem era uma vantagem. Saltei do transporte, permitindo que o corpo se transfigurasse durante a queda, tornando visível a negra criatura com quem compartilhava o corpo.

O impacto, para a pantera, era mais suave, mais confortável e a besta era mais rápida, além de passar desapercebida entre os dementadores. Corri, uma vez que minhas patas tocaram o chão úmido. Sua visão também era melhor, assim como suas orelhas. Eram olhos de caçador, viam melhor no escuro, os sentidos eram melhores na penumbra. Rosnei, avançando com convicção, tornando-me humano uma vez que alcancei uma distância mais propícia ao acerto. Tirei do coldre a varinha, erguendo-a na direção do ‘monstro’. – Expecto Patronum! – Bradei, no fundo de minha mente misturando o peso da varinha com o da semi-automática, sentindo aquela sensação tal como das outras vezes, aquele sentimento de que era isso que faria toda a diferença, a necessidade de sobreviver.


O que ele vê, -O que os outros dizem-, -O que ele diz- e o que ele "pensa".
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Interagindo com: Ministro, Maelle, Inominaveis, Garoto...
Ação: Conjurar e usar o Patrono.
Notas: Editei pra alterar a estética =X
Feitiço: Expecto Patronum[dano: 35]; [dificuldade: 18];
Descrição: Ser de luz que protege o bruxo de Dementadores e Mortalhas-Vivas. É branco-prateado e sua forma varia de acordo com cada bruxo. O encantamento para sua criação é Expecto Patronum e o bruxo tem de estar pensando numa lembrança muito feliz para conseguir executá-lo. Sendo assim, o Patrono é uma reprodução da felicidade da pessoa, mas como não é um ser humano, os Dementadores não podem vencê-lo.

Itens Utilizados:

  • Varinha de Olmo, 29cm, Corda de Coração de Dragão, Porosa

    Usou no ambiente um Varinha de Olmo, 29cm, Corda de Coração de Dragão, Porosa.

  • Vassoura: Nimbus 2500

    Usou um Vassoura: Nimbus 2500.

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Re: O trevoso!

MensagemAlemanha [#181003] por Alisson Jules » 26 Out 2017, 18:44

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Pensar que Alec seria a única coisa perigosa no nosso caminho foi um pouco de ingenuidade minha. Tudo bem que as coisas ficaram piores depois dele ter se descontrolado um pouco por causa do movimento repentino do Lasse, mas talvez as coisas não estariam tão ruins quanto agora. Minha concentração estava total no menino, mas não sou surda, não dá para ignorar o grito que agora parecia ser de Antonela e outros barulhos do lado de fora da casa. Mas a questão é: algo tão perigoso quanto Alec estava por aqui. E não, eu não podia me afastar do menino agora, não depois de ter tido tanto trabalho para ele confiar em mim um pouco. Aproveitei o momento de distração dele e consegui atravessar por completo a barreira de fogo que ele tinha posto sem querer – ou intencionalmente – entre nós.
- Hey pequeno!- Eu disse sorrindo assim que vi os olhos arregalados de medo do menino. Talvez ele também estivesse se culpando por ter me machucado com o fogo, ou talvez fosse o grito de Antonela que ainda o estava assustando. A dor cortante que senti com as chamas antes mudou completamente, agora pareciam me fazer cócegas, como se fosse um leve vento quente. - Consegui. Viu? Eu disse que eu não iria a lugar nenhum sem você.- Falei novamente mantendo a calma para não estragar nada.

O que veio seguir foi uma coisa que nem de longe eu tinha pensado que poderia acontecer. Alec me deu um abraço sufocante de tão forte. Arfei com a pressão que ele fazia contra meu corpo e ao mesmo tempo fiquei surpresa, era difícil de admitir apesar do meu instinto protetor com aquela criança, mas realmente ele era muito perigoso. As chamas de fogo agora ficaram ao nosso redor, formando uma espécie de casulo, que agora mesmo tremulantes, eu não conseguia ver o lado de fora delas. Uma parte de mim pensou "Você está bem ferrada nesse momento, Alisson. Não basta você estar colada em um obscurial, agora você tem que ficar em uma 'capsula' de fogo junto com ele? É sério isso? Cadê o testamento? Já deixou alguma coisa para sua irmã Sarah?" Porém, uma outra parte pensou que aceitar aquele abraço de bom grado, fosse a chave para atingir os sentimentos do menino. - Al... - Tentei dizer o nome dele. Eu queria dizer que ia dar tudo certo, uma mentira que se tornava mais real a cada momento, porém senti uma vontade enorme de fechar os olhos, como se eu estivesse sendo dominada por algum tipo de transe, como se eu não fosse mais a Alisson.

Sem entender nada, segui essa vontade praticamente inegável, deixei minha consciência vagar e praticamente ao mesmo tempo fui tomada por uma dor terrível. Não uma dor física dessa vez, mas a dor sentimental. A carga emocional que existia dentro de Alec tomava conta de cada pedaço do meu corpo enquanto ele me mostrava as lembranças dele. Um homem segurava algo parecido com uma régua enquanto ameaçava um menino pequeno, ele o golpeava a cada palavra dita. O repreendia e o chamava de abominável. O choro daquela criança, os hematomas e o sangue saindo dos ferimentos naquele pequeno corpo me entristeceram de uma forma que eu não sei expressar. Eu me sentia enjoada, enjoada e com muita raiva. Como aquele homem poda fazer aquilo com uma criança? Aquele homem SIM era um monstro ao meu ver. Aquele homem... Eu o conhecia, seu rosto estava furioso e transtornado, mas ainda assim era reconhecível: O diretor da DIP. A vida de uma pessoa arruinada para manter a própria carreira? Foi esse o preço que ele pagou para se manter onde está hoje? Aquele velho nojento não pensou em como o filho se sentia a cada palavra mal dada? O corte profundo na alma daquele pequeno ser com certeza doía muito mais do que os cortes que ele tinha pelo corpo. Lágrimas escorriam pelos meus olhos, mesmo eles estando cerrados não pude conter minha emoção ao ver aquela cena tão vívida e triste na minha cabeça. Deixei ele apenas me guiar, mesmo não gostando de ver mais das suas memórias dolorosas, mas querendo entender melhor o que ele sentia e o que tinha acontecido para chegar no estado que ele se encontrava agora.
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