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Théâtre des Deux Vierges

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Re: Théâtre des Deux Vierges

MensagemItalia [#188974] por Enloya Di Stefano Rinaldi » 26 Jan 2019, 11:51

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{ Are you out there? 'Cause you're all I've got!
ENCONTRO ÀS CEGAS DO TINDER ZONKOS
CASAL 1 – LUCIAN E ENLOYA
THÉÂTRE DES DEUX VIERGES
POST II
}


Enloya Rinaldi – agora Marescotti – sabia que tinha alcançado o cúmulo da ansiedade quando se pegava ansiosa, atrás daquela porta de madeira maciça, simplesmente para a ansiedade passar. Era uma redundância absurda, convenhamos! Esse mar de repetições em sua vida quebrava tanto à costa do cérebro fincado na cabecinha de alabastro, que a condessa passou a ignorá-las e simplesmente deixar que lhe atingissem. Quando recebeu permissão para atravessar a barreira que a separava do ator, entendeu que a falta de decoro seria um problema naquela noite, ainda mais quando os lábios se partiram em assombro ao encontrar um loiro seminu jogado confortavelmente perto da penteadeira. Quando as orbes azuis encontraram as dela, sucedeu-se uma cena bizarra, grotesca e divertida. Ele percorreu o recinto, completamente atrapalhado, buscando por algo que lhe cobrisse o torso definido. Não era do feitio da italiana reparar nesse tipo de coisa, porém, foi inevitável, uma vez que a surpresa retirava todo o pudor num primeiro instante e o recolocava em cascatas violentas num segundo momento.

Havia rubor nas bochechas alvas quando estendeu a mão para o homem e tentou não encarar o próprio reflexo no espelho que ele voltava em sua direção. Estava destruída emocionalmente e aquilo era exposto como em tinta fresca nas olheiras que mencionara anteriormente. Uma expressão cansada que condizia pouquíssimo ou quase nada com sua costumeira atitude nobre. “Há na sensualidade uma espécie de alegria cósmica”, disse Giono. E aquele, de fato, era um exemplar masculino da espécie deveras atraente. Não que fosse uma moça intrigada pelo estilo “badboy”, mas, gostava de pensar nos significados daquelas tatuagens e no fim que as levava.
– Está tudo bem... – Quando as palavras escaparam, vieram carregadas de um sotaque italiano arrastado. – Peço perdão por invadir seu momento de descanso. Il Signore Leffout sempre me permite visitar os bastidores, uma vez que sou frequentadora assídua, das plateias e dos palcos. – Seu sorriso era uma comunhão de pérolas brilhantes que se alinhavam uma a outra quando a boquinha de rosa se alargava no gesto. Maroto e dançante, como Enloya gostava de ser.

- Não é sempre que eu peço para vir. – Aquelas duas avelãs que a condessa tinha no lugar dos olhos reluziram em rios de chocolate que se transpuseram aos dele. – Só quando o espetáculo é valioso. – Pelo canto do rosto, achou um pedaço de pano que parecia ser algo trajável. Sendo assim, segurou-o, confirmando ser uma camisa de botões e, após isso, retirou delicadamente o espelho das mãos de seu portador, passando-lhe a veste. – Pronto, assim não terá que ficar constrangido perto de mim. Odeio fazer as pessoas sentirem vergonha, em qualquer situação. – Havia uma garrafa de vinho sobre a mesa, num canto. Estava fechada, a italiana notou. Cortesia de Leffout, de certo. Ele sempre providenciava o melhor para seus artistas, mesmo que o mercado de espetáculos estivesse quase falido hoje em dia. E, para sua surpresa, enxergou a marca da família no rótulo: Era um Rinaldi. Um Sangiovese clássico que o pai apelidou de Buio – que significava “penumbra” em sua língua nativa – por sua cor escura e sabor intenso e que lembrava, sutilmente, notas de morangos frescos.

- Um bom gosto para vinhos você tem. – Acrescentou, sabendo que, muito embora o loiro pudesse nem conhecer aquela safra, teria de experimentá-lo com a dona do império dos Rinaldi. – Sou Enloya di Stefano Rinaldi... – O mesmo sorriso brincalhão de outrora estava exposto na face, amenizando o peso das olheiras, todavia, ele logo sumiu ao completar a frase com: Marescotti. Seu marido era famoso na Europa, um grande ricaço de Siena e que tinha muitas posses, ela inclusive. Gostava de ser lembrada pelos vinhedos, as boas safras e uvas frescas, nunca pelo dom inacreditável de se meter com homens inadequados. – Você deve ser il Signore Heinsten de quem todos estão falando. Um auror no mundo das artes, que curioso.


Listening To: Simple Plan-Astronaut. // Talking To: - MR. Marescotti (NPC), Lucian <3, Leffout (NPC)// NOTES: Enloya fala muito hahaha
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Enloya Di Stefano Rinaldi
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Re: Théâtre des Deux Vierges

MensagemAlemanha [#190033] por Max Vanderhoff » 08 Abr 2019, 21:49

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Welcome to the JUNGLE!


Sua mãe adorava torturá-lo e ele adorava deixá-la pensar que ganhou. Maximiliano tinha o dom sutil da lábia Vanderhoff e usava isso a seu favor sempre que possível, no entanto, não conseguir vencer sua mãe. Ela adorava ópera e desde que Harold parecia muito disposto a ignorar a existência de Max com todas as forças, a mulher mais linda de todo o mundo mágico - segundo o próprio Max, estava mais do que feliz que ele estivesse seguro em casa. A guerra era uma força a ser temida e ainda mais quando o poder era o único objetivo dela, sem qualquer pensamento no próximo ou no bem estar do ser humano, apenas poder. Aquilo enojava Max mais do que qualquer coisa e seu limite havia chegado. E por mais que meses já tivessem passado, seu pai ainda tinha prazer em dizer o quanto estava decepcionado ou afirmar categoricamente que o homem não era mais digno de ser filho dele. Max não se importava.

- Seu pai deveria vir comigo, mas teve uma... reunião de alguma coisa. - Fechando os punhos com raiva, ele respirou fundo antes de ajudar a mãe a descer da limousine em frente ao teatro. Ele conhecia perfeitamente as ''reuniões'' do pai e na grande maioria das vezes, envolviam prostitutas caras e bebidas. Uma raiva ainda maior surgiu dentro dele ao imaginar que sua mãe poderia ficar sabendo e que isso causaria nela uma dor profunda, porque apesar do homem asqueroso que Harold era, a mulher ainda o respeitava. - A senhora hoje tem companhia melhor, minha belíssima Sra.Vanderhoff. Permita-me!? - Colocando o braço em arco, esperou que sua mãe o aceitasse e sorriu pra ela. - Eu gostei que tenha prendido o cabelo, você sabe que eu não gosto desse tamanho... quando vai cortar? - Ela não era muito sutil, mas ele adorava a forma gentil dela expressar qualquer emoção. Enquanto subiam as escadas na direção dos camarotes, ele respirou fundo e sorriu mais largamente.

Deixando que ela entrasse primeiro, esperou que o vestido estivesse longe o suficiente de seus sapatos. - Mamãe, a senhora me trouxe a ópera enquanto eu poderia estar em um lugar mais animado. Uma coisa de cada vez, o meu cabelo fica pra outro dia. - A mulher sorriu enquanto o acariciava no rosto e Max aproveitou a oportunidade para deixar que ela conversasse com uma conhecida que havia chegado, e ele observou ao redor. Muitas mulheres incríveis, vestidas para impressionar e outras que só estavam desatentas a própria beleza. Uma delas chamou a atenção dele quase que imediatamente, e talvez aquela belíssima morena estivesse desacompanhada - desde que só encontrava-se com uma outra mulher loira tão magnifica quanto. Seria possível que ele estivesse levemente hipnotizado, mas sua mãe o chamou de volta a roda de conhecidos, o que o fez desviar o olhar com um sentimento de tristeza e um sorriso presunçoso.

Ele sorriu ao que ela tinha falado. - Tão galante quanto é, continua tão desatento quanto tinha quinze anos. - As senhoras riam e ele manteve-se em posição firme, com as mãos nos bolsos até que todos começaram a entrar em seus camarotes. Parecia cedo, mas ele aproveitou para tirar a mãe dali. - Se a deslumbrante Sra.Miler nos der licença, preciso levar minha adorável mãe aos nossos lugares. - Inclinando-se com o seu charme não desapercebido, beijou a mão da mulher suavemente enquanto se curvava e então abriu seu sorriso matador. - Encantado em reencontrá-la. - Só então pôde ouvir os suspiros, enquanto dava as costas e quando estavam seguros no camarote, sua mãe o beliscou no braço cheio de músculos, o que causou risos nele. - Você continua impossível, Maximiliano. Como posso te conter desse jeito? - Resmungou com um sorriso enquanto sentava e ele aproveitou para sorrir de volta, enquanto aproximava-se da mãe. - Essa é a questão mamãe, a senhora não pode mais. - Ela não pareceu afetada o que o deixou ainda mais focado no palco a sua frente, embora sua mente estivesse voltando até a bela morena de alguns momentos antes.


Notes: Eu amo o Max. <3
Vestindo isso.
Max Vanderhoff
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Re: Théâtre des Deux Vierges

MensagemFranca [#190040] por Isabelly Blanch » 08 Abr 2019, 22:48

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          Havia algo de completamente inusitado e belo na ideia de ir à ópera. Há anos não dedicava tanto tempo para si, preocupada com metas e objetivos que em nada tinham a ver com as milhões de expectativas - da escola, da família, dos colegas e amigos. Agora, restava lembrar-se do porquê era tão importante dedicar esforços para o lazer. É claro que para isso não poderia faltar a companhia de Jennyfer, cuja ilustre presença tinha sido fundamental para a escolha da noite: ópera ou peça de teatro? Ficaram com a primeira. A segunda era comum demais e poderiam seguir a qualquer momento, enquanto a primeira…. ganhava toques de excepcionalidade especialmente atraentes.

          “Sabe que há anos não vejo esse vestido?” Abriu um sorriso, a risada que fugiu dos lábios tão leve quanto o tecido. Viu a amiga por cima dos ombros, antes de voltar ao trabalho de aplicar rímel. “Pensei que fosse usá-lo, mas nunca achei uma oportunidade. Culpa de ter me casado com os livros.” Zombou com uma espécie de sorriso contido, enquanto se observava no espelho. Não faltavam nem dez minutos para o horário de saída, mas por sorte só faltava retocar algumas coisas. “Ah, J… Eu gosto desse esforço todo mesmo sem ter motivo.” Suspirando, tentou não se jogar na cama, mas sentar-se delicadamente. Sabe como é, para não sofrer agressões de uma certa loira por ter estragado o cabelo.

          “Eu sei, eu sei, você vive dizendo que eu não cuido de mim. Mas agora estou! Viu?” Pelo menos parou. A continuação não teria sido tão boa, nem divertida, pensando melhor. Maaaas…. o que importava agora era esquecer dos quinhentos problemas da vida e se divertir com um bom show, um canto de arrepiar e talvez até chorar de tão trágica e linda que seria a história.

          Quem sabe, né?
          (...)


          “Merci, monsieur.” Delicadamente, a mão de Blanch deixou a do segurança, que com certeza já tinha recepcionado muitas outras ‘damas’. Ela, é claro, fez um esforço para não se demorar demais, porque o motorista certamente tinha outros afazeres que não esperar por uma francesa de nariz empinado, como diriam uns mal-humorados. Naquela noite, vestida para arrasar nem contemplava sua imagem. O vestido curto, até pouco abaixo do joelho, era de belíssimo gosto mesmo para os mais refinados. Nem tão rosa, nem tão vermelho, de forma que espalhafatoso não condizia, mas sim o tipo de discrição que leva exatamente ao contrário do adjetivo. O toque acima dos seios era suave, com uns babados dando destaque ao que ela queria sem chamar atenção indevida. Sexy, sem ser vulgar.

          Algumas pessoas deveriam seguir o mesmo conselho, mas esse era um papo para o mais tardar.

          No fim das contas, virou-se para Jenny e as duas foram adentrar, sugadas pelo mundo de cumprimentos com as poucas pessoas que conheciam. A ideia, na verdade, era justamente se esconder um pouco do que tinham como ‘realidade’. Era viver naquele tipo de mundo da lua que faz bem quando não em doses extraordinárias. “Você tinha razão, aqui é mesmo lindo.” Não escondeu o espanto, mesmo após as diversas visitas a lugares distintos, fantásticos. França era…. um país incrível por si só, capaz de encontrar a perfeição nos detalhes mínimos, deslumbrar com o todo. Aquela casa de ópera poderia ser a prova final disso.

          Por fim, depois de dois ou três ligeiramente conhecidos, virou-se para a loira. “E aí, qual o plano para a noite? Ópera, casa?” Não impediu a risada, não por zombaria mas sim porque, conhecendo a loira, ela com certeza já tinha planejado algo mais; provavelmente envolvendo a si e uns caras bonitos. Longa história, mas estava bem na solteirice. “Vai ser incrível, mesmo. E dizem que hoje é uma das melhores cantoras. Difícil de acreditar que temos acesso, né?” Suspirou, porque no fim das contas, era; ainda mais levando em consideração suas origens. Virou-se por fim, para observar mais do local, das pessoas-

          teria continuado, se o olhar não tivesse cruzado com o de alguém que… ela não sabia como descrever, a imagem. Ombros fortes e largos, olhos azuis, se tivesse de adivinhar, uma altura que sobrepunha a maior parte das pessoas naquele espaço e, claro, uma postura que não combinava exatamente com o salão mas, ao mesmo tempo, demandava atenção. O fato dele estar olhando diretamente para si era, talvez, apenas um bônus. Talvez, e teria se convencido disso não fosse pelo sorriso que sentiu escapar dos lábios - tomado, então, por uma boa dose de auto-confiança. Deixou que ele soubesse que era para ele mesmo, suavizando o olhar enquanto parava com a ‘análise’.

          Quando girou o corpo num movimento ligeiro, sentiu um toque estranho no estômago, um tipo de calafrio que percorreu o corpo e parou em partes das quais ela não sentia nada demais há tempos… muito, muito tempo. “Acho melhor procurarmos nossos lugares.” Engoliu em seco, instável. Os pés ameaçaram falhar mas recuperou-se logo, a postura de meia-veela e estudante raíz de Beauxbatons impedindo quaisquer demonstrações de fraqueza (se é que podia chamar o que quer que fosse aquilo de fraqueza). A imagem daquele homem, quem quer que fosse - e certamente era mais velho que ela, a ponto de chamá-lo assim -, insistia em não sair da cabeça.

          Talvez a ópera fosse a melhor forma de tirá-lo. Duvidava que, o que quer que tenha acontecido naquela troca de olhares, fosse durar mais do que os segundos passados.

Aaaaaaaaaaaaaaaand I'm practically back! Here's the dress and here's the hair <3 (dá um zoom no cabelo, porque deu pregs pra cortar)
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.......................................................Mel e Belly (foto tiradas nas férias) ................................................. Jenny e Belly (foto tirada nas férias) ....................... Fred (foto tirada no início desse ano letivo, por Isabelly)
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Re: Théâtre des Deux Vierges

MensagemAlemanha [#190182] por Max Vanderhoff » 11 Abr 2019, 05:18

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Pra ele, era pura gritaria. Claro que entendia o amor de sua mãe pelas obras clássicas, mas para alguém que era fã de rock contemporâneo e vintage, ouvir ópera era quase uma tortura em smoking. Se permitiu sorrir quando viu sua mãe começar a lacrimejar e então aproveitou para ceder a ela seu lenço pessoal. Como admirava aquela mulher, mais do que qualquer pessoa e isso poderia facilmente ser identificado em sua forma de reagir ao que ela pedia ou mesmo na maneira de se comportar. Max estava no auge de sua idade e, ao contrário de seu primo Lars que tinha uma futura esposa e filhos a caminho, ele encontrava-se sem um novo rumo. Podia imaginar executando a diplomacia pelo resto da vida, mas desde que não havia benefício a não para aqueles que não os mereciam, ele afastou-se da área para tão longe quanto pode e nunca foi julgado pela maravilhosa Adela Vanderhoff. Sentia-se completo por tê-la e o simples pensamento de magoá-la o deixava transtornado em muitos níveis.

Por outro lado e esse bem mais teimoso, estava se perguntando quando ela o deixaria em paz quanto a seu cabelo e sobre os netos. Agora Lars tinha dado ao homem uma obrigação de também encontrar uma esposa para lhe dar uma família. Um sorriso surgia nos lábios de Max a cada vez que sua mãe mencionava o fato, como naquele momento. - Imagine quando estiver trazendo meus netos aqui. Eles vão adorar cada segundo! - A voz sugestiva o fez rir ainda mais e então ele recostou-se na poltrona como se estivesse em seu apartamento e respirou fundo. Por algum motivo, ele sabia que não aconteceria tão breve quanto ela queria, mas apesar de ser amada e gentil, a Sra.Vanderhoff tinha a sutileza de uma leoa. - Eles irão sofrer tanto quanto eu agora, mamãe. - Em seu tom exagero, ele levantou para seguir na direção da porta do camarote, mas antes a beijou na testa e avisou que iria ao banheiro por alguns minutos. Sua mente precisava de um descanso de todo aquele alvoroço de carruagens de bailarinos ou uma mulher gritando. Precisava de sossego. Não que fosse provável encontrar ali.

Enquanto caminhava pelos corredores vazios, ou melhor, ocupados apenas pelos funcionários do teatro, ele se pegou pensando na jovem morena que havia encontrado logo quando chegou. Ela tinha uma profundidade no olhar, e pelo azul, parecia ser perfeito para se mergulhar ou se afogar. Um sorriso ainda maior ocupou o rosto do homem, enquanto recostava-se em um dos pilares em frente a área dos banheiros. Os trouxas usavam aquele espaço para fumar seu cigarro mal cheiroso e sufocante, mas ele só precisava de alguns minutos. Permitindo-se pensar no quão jovem ela parecia, mas tão linda quanto qualquer outra mulher que já havia encontrado. Certamente sua mãe iria planejar um casamento se soubesse que ele andava pensando daquela forma em uma moça tão mais nova - ao menos, aparentemente mais nova. Ela tinha feições delicadas, quase como as pinturas que costumava fazer na época da escola. Era possível que tivesse imaginado-a ou mesmo visto de relance para idealizar seus olhos tão azuis. Era até perigoso se perder assim dentro de si mesmo.

Por outro lado, não era loucura. Ali estava ela, tão atordoada quanto ele. Era um caso incomum. Max se pegou pensando em como agir sem parecer louco ou mesmo irresponsável. - Eu poderia jurar que você não era real quando a vi mais cedo... talvez efeito do álcool. - O sorriso agora era ainda maior, e por mais que tivessem alguns funcionários do teatro ao redor, não pareciam que estavam atentos a conversa ou que iria interferir, o que era bom. - Fico feliz de estar errado... senhorita. - Curvando-se um pouco, pegou uma das mãos dela e a beijou no dorso por alguns segundos, antes de soltá-la. Em pleno século XXI, era extremamente antiquado manter tal atitude, ainda mais com ela parecendo tão jovem, mas os costumes de sua mãe eram difíceis de ir embora - ainda mais com ela o lembrando pelos últimos quatro meses com bastante frequencia. Mas ali estava ele, bem próximo dela e aproveitando a oportunidade para confirmar o quão profundo poderia se aventurar naquele olhar, e pelos dez segundos seguintes, o ar lhe faltou e ele piscou. Parecia que poderia se afogar com mais facilidade do que qualquer outro mar... Uh. Ele adorou aquilo.


Notes; O homem é um perigo! .*-*
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Re: Théâtre des Deux Vierges

MensagemFranca [#190261] por Isabelly Blanch » 13 Abr 2019, 11:57

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          Havia anos desde que deparou-se com a chance de assistir uma performance - fosse uma peça, ópera, ou mesmo um desfile de moda, como tão bem teria lembrado uma antiga vice-diretora. Isabelly dedicou todo o seu tempo do último ano para os estudos, determinada a passar com notas que fariam qualquer um ter inveja e, no processo, assegurar uma vaga dentre alguns dos hospitais mais desejados entre bruxos recém-formados. Ainda que fosse tomada pela vontade de ajudar - e curar - pessoas, seu maior desejo era seguir para a área de pesquisa, de competição dura e distinta para bruxos; recém-formados raramente tinham chances. Por outro lado, seu currículo não batia com a maioria dos bruxos da mesma idade, pela residência de anos em um hospital e uma pesquisa desenvolvida desde os dezessete; era com isso que contava.

          Era justamente pelo esforço que, agora, permitia-se descansar. Inclusive assistindo aos cantores de origem francesa fingirem, cantarem, chorarem e, vez ou outra, atraírem risadas da plateia. Gostava de perder-se ali. Ópera podia não ser seu gênero predileto - longe disso -, mas aquele era o trabalho de anos de tantas pessoas, muitas que não apareceriam no decorrer da peça, e não podia deixar de ficar grata pelo esforço; levada, aos poucos, para uma dimensão distante da vida real. Esquecia-se dos problemas, das expectativas e daquele nó no estômago fazia semanas não desatava, desde que enviou sua última carta para uma instituição.

          Ainda assim, não hesitou a levantar quando entraram no intervalo. Limpou uma poucas lágrimas que caíram, tomando cuidado para não borrar a maquiagem, e deixou os lábios delimitarem um sorriso, observando a loirinha; ela tinha um coração mais sensível e por isso precisou de alguns lencinhos. “Eu já volto! Segura essa bolsa um pouquinho?” Cerrou os olhos, com humor, perante a resposta da loira (algo nos limites de “claro que não! Vai que você precisa ir embora….”), uma menção mais do que óbvia a um homem que Jenny podia jurar, tinha ficado segundos a observando. O fato daquilo poder ser real, e ter visto alguém nas mesmas descrições, só prejudicou o frio no estômago; mas seguiu de queixo levantado e postura perfeita.

          Finalmente, viu-se na entrada do banheiro. Não demorou mais do que alguns minutos, o último retocando a maquiagem. Preferiu não pensar que fez isso pela chance de ter uma pessoa prestando atenção em si, mas não podia negar o quanto isso era divertido; também há meses não saia com alguém, ou mesmo se divertia por uma ou duas noites. Isso porque os garotos de Beauxbatons pareciam ter uma inclinação a ignorá-la ou, no pior dos casos, colocá-la de lado assim que a adrenalina de estar com uma meia-veela passava. Ela é que não ia perder tempo com idiotas. “Ah, desculpa!” Exclamou assim que um empurrão a fez perder a linha de pensamentos, uma risada escapando assim que percebeu ser uma criança, mais vermelha do que ela, na verdade. Saiu do banheiro ainda rindo, como uma piada interna e uma pequena ajuda na confiança.

          Nem ao menos ralhou consigo ao parar no corredor, o olhar procurando por um rosto dentre todas as faces moviam-se apressadas. Sabia tê-lo visto andar para uma direção diferente dos que sentaram nos lugares mais comuns, e enquanto andava para os corredores mais distantes, pegou-se pensando em duas coisas; a primeira, que deveria ser muito boba e só um pouco louca de procurar por alguém que não conhecia, e tinha uma ínfima chance de estar fazendo o mesmo. A segunda, que seja lá quem fosse, devia ter uma surpreendente boa sorte, ou condição, para estar nos camarotes. Isso, ou - e apostava nesse pensamento - não mediu esforços para encontrar um espaço onde pudesse dormir.

          É claro que os pensamentos foram por água abaixo quando o viu. Diferente das reações normais, não pegou-se cruzando os braços ou arqueando a sobrancelha como a se perguntar se ele era real. Pelo contrário, abaixou o queixo com o menor dos gestos e deixou que os olhos azuis o estudassem; era alto, ridiculamente alto, e com mais músculos do que já tinha visto qualquer pessoa suportar sem parecer um macaco deselegante. Ainda assim, havia algo nos olhos azuis que era…. caloroso e.. convidativo. Essa, sim, era uma boa palavra. Tão convidativo que viu-se mostrando o mais discreto dos sorrisos, os pés empurrando-a para frente antes que pudesse pensar. Parou para escutá-lo, a sensação no estômago transformando-se em algo delicioso. Então ele também passou pela mesma coisa.

          A dose de confiança não era algo comum, nem mesmo a ousadia. Mesmo assim, viu-se tomada por ambas. “E o que você pretende fazer, senhor… para provar que não está mesmo sob efeito do álcool?” O toque suave dos lábios em suas mãos formigou pelo braço, e não hesitou em pensar como seria se abandonasse a amiga ali para.. ter uma aventura. O mais próximo que já teve, com alguém desconhecido, de uma forma tão- distinta. Não sabia como colocar aquela elegância, pois a reconhecia, dentre todas as outras características até então, mas teve a ligeira impressão que ele não a decepcionaria se seguisse por um caminho mais do incomum. Queria seguir, na verdade, e isso a assustou menos do que o normal. Seria esse o efeito de ter ficado ‘presa’ por tantos anos?

          Levou menos de um segundo pensando - não em uma provocação muito boa. Não era sua praia, por assim dizer, mas podia tentar; talvez fazer-se de tola e se divertir um pouco, na mesma medida. Aquele sim era outro pensamento convidativo. “Dizem que é preciso horas para livrar-se do efeito dessas substâncias, e….” pausou, o olhar tão firme no azul quase tão claro quanto os seus, enquanto o lábio afundava-se no inferior “nem todas têm formato de líquido. Algumas se parecem muito com uma pessoa em um bar, ou uma ópera.”


Tá fofo <3 alguém ensina essa criança a flertar, por favor .what
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