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Empório das Corujas

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Re: Empório das Corujas

MensagemDinamarca [#193010] por Alex Jensen » 08 Jul 2019, 22:17

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Caminhas pelo Beco Diagonal com Veronika era um pouco cansativo, mas divertido. Carregava as sacolas e observava enquanto a pequena adiantava-se agora a sua frente, olhando por algumas das vitrines como se explorasse o país estrangeiro. As vantagens de falarem russo é que tinham muito mais intimidade para se comunicar do que se estivessem se preocupando com cada adulto a seu lado. Mesmo que alguém fosse entender, não era absolutamente todo mundo, então já considerava o bastante.

- Eu queria um animal de estimação. O Sr. Dubrovsky diz que não querem que eu tenha um porque daria trabalho para eles, mas se for apenas ficar durante as férias, acho que não terá problema algum. Assim eu provo que sei cuidar, não é? - a jovem comentou em voz alta, num momento raro de expressar-se mais sobre si mesma. Seu olhar parecia um pouco perdido e o azul em suas orbes parecia buscar uma resposta no nada. Ela queria que ele a incentivasse?

Alex dificilmente dava apoio para que alguém fizesse algo que pudesse causar muitos problemas, quando sabia que realmente era perigoso. No caso de Veronika... sabia como ela era vista como a herdeira perfeita. Não era uma filha de sangue, porque aquele casal jamais deixaria alguém nascido de seu sangue, mas ela era... mesmo humana, um tanto bizarra. Eles levariam anos para encontrar alguém igual, e não seria por um bichinho que a incomodariam, certo?

- Eu posso ajudar você a escolher. Não que eu tenha algum, mas... eu acho animais fofinhos. - não gostava de tanta proximidade com eles geralmente, por medo de machucá-los, mas ainda havia um amor infantil em seus olhos quando via algo adorável. - Você tem preferência por algum tipo de bichinho?

- Acho que um que não faça muito barulho... pra não ter problemas incomodando alguém de noite quando estiver nos dormitórios. - também era porque Veronika gostava do silêncio absoluto e de ser discreta. Era algo que de fato combinava com ela e Alex sabia disso. Ambos começaram a fuçar entre os diferentes corredores. Eram realmente bonitos. O garoto ficava especialmente interessado nas aves, em como elas eram seres tão... solitários, em gaiolas, mesmo quando estavam com outros iguais a si.

Gatos, cachorros, corujas, até mesmo os sapos, que o lembravam da estranheza do garoto que conhecera no primeiro dia indo para Durmstrang. Algumas pessoas realmente gostavam de animais inusitados. Não que sapos fossem completamente feios e não tivessem seu charme, mas eram... estranhos?

- Falou o normalzão. - comentou consigo mesmo, vendo a amiga apenas dar um pequeno sorriso ao ver que ele pensava em voz alta. Sorriu meio sem graça, quando seus olhos encontraram uma área pequena com coelhinhos. Céus, como eram fofos! Pareciam tanto com a amiga que a conexão foi imediata. - Ali. Vamos olhar os coelhos! Parecem você. - comentou, aproximando-se de todos ali. Via um coelho preto, que o encantava, um cinza que parecia tão animado e curioso que não parava de pular e um pequeno, branco, encostado em um dos cantos, com seus olhos vermelhos que pareciam julgar a todos ali.

O menino imediatamente abriu um sorriso mais animado e encantado. Era igualzinho. A estranheza adorável, a reclusão e a forma como aqueles olhos vermelhos pareciam dilacerar a alma de qualquer um... Definitivamente, sua noiva arranjada!

Pelo sorriso apaixonado e levemente estranho da garota, ela também tinha adorado o pequeno. Adoravam-no e saíram dali com Alex carregando uma grande gaiola para que pudessem colocar o bichinho ainda sem nome ali quando a menina ficasse cansada de carregá-lo aconchegado em seus braços. Daquela forma, juntos, decidiram por um bichinho de estimação perfeito para a jovem garota de cabelos claros.
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Re: Empório das Corujas

MensagemEstados Unidos [#194653] por Noctis Blackwood » 28 Set 2019, 16:31

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THE true FACE


      Noctis estava passeando pelas ruas do Beco Diagonal em Londres. Raramente fazia isso, ainda mais à luz do dia e com a sua verdadeira aparência. Parado numa calçada, ele respirou fundo e sorriu quando o brilho do sol tocou em seu rosto. Sua pele estava tomando tons avermelhados que há anos não tomava. Não daquele jeito. As mínimas coisas lhe eram importante porque não era de seu feitio sair assim, ainda mais em Londres. As chances de encontrar algum conhecido eram grandes, já que estudara em Hogwarts. Havia feito muitas amizades para isso. O único problema era encontrar alguém que conhecesse seu irmão, sua família, ou pior, encontrar a sua família. Como estava perto das aulas retornarem, as chances de ver Norris de perto eram grandes.

      Contudo, ainda era manhã. As chances de ver a cara carrancuda de Noah eram mínimas. Ele ainda lembrava que seu irmão gostava de acordar tarde e Norris o mesmo, ainda mais de férias. O sorriso nos lábios do mais velho dos Blackwood havia aparecido. Eram poucas as férias que ele sabia que seu irmão mais novo curtia de verdade, Noah se certificava bem em fazer de suas férias um inferno. Mas, dessa vez, ele havia visto seu irmão bem, sorrindo. Norris estava feliz e na companhia de um amigo. Seu sorriso aumentou ao lembrar da cena. Havia seguido seus irmãos na inauguração do distrito mágico, com o rosto de um bruxo qualquer que havia sequestrado, porque queria ver há quantas andavam a relação dos dois. É, para sair, tinha que fazer suas gambiarras e numa caminhada qualquer numa tarde em I, vira o moreno caminhando pela praça com um rapaz de cabelo acobreado. Até o beijara! Fora um beijo casto e breve, mas, fora um beijo.

      Noctis deu uma gargalhada de onde estava e esfregou os olhos, achando que havia visto coisa demais, mas, não. Norris até sorria e parecia relaxado. Se seu irmão estava feliz, ele também estava. Aquilo lhe dava ânimo para tentar uma aproximação. Ele estava com medo? Claro! E muito! Mas, precisava dar um jeito de enfrentar as consequências do passado. Por isso, estava ali. O movimento de pessoas no beco diagonal ainda estava lento e se aproveitaria disso para ir à loja de corujas. Sim, ele iria escrever para seu irmão e compraria uma coruja para lhe ajudar nessa missão. Sabia que poderia receber um enorme “não” como resposta, mas, preferiu não pensar assim. Até porque, o não ele já tinha, o jeito, era lutar pelo sim. — Vai valer a pena. — Murmurou quase inaudível para si. Com a mão esquerda, empurrou a maçaneta da porta e adentrou no local.

      O cheiro forte do ambiente o fez roçar alguns dedos pelo nariz, não era nada agradável. Ele sabia que teria de ser rápido, mas, não tanto. Inúmeras gaiolas com os mais variados animais. Ele só queria uma coruja, sendo que era impossível não se deixar distrair com as outras espécies de animais que estavam dispostos ali. Há anos não entrava naquele recinto e pode perceber que nada mudou. Ele gostava disso. Com um pouco de pressa, seguiu até a área em que estavam as aves. Assim que ficou diante delas, algumas se eriçaram e começavam a voar para o fundo da gaiola. — Foi mal, gente... não quis assustar. — Rapidamente, se desculpou com as aves, achando que estas iriam lhe entender facilmente.

      Não demorou muito para escolher a que queria, o que o deixou bastante contente. Queria sair dali o quanto antes. Noctis nunca havia sentido tanto cheiro de cocô na vida. No momento em que iria procurar alguém para lhe ajudar na compra, assim que olhou para o lado, suas orbes se depararam com uma pessoa que ele não esperava ver. De imediato, o americano reconheceu o rapaz que estava com seu irmão na praça do novo distrito mágico. Noctis tinha certeza que era ele e o rapaz estava vindo na sua direção. Será que iria falar com ele? Lhe confundindo com algum atendente? Seu corpo ficou tenso. “Devia ter vindo com o rosto do Kelly”, sua mente começara a lhe alertar, mas, ele não saiu dali. Continuou encarando as corujas, como um cidadão comum.

      O garoto não falou com ele, o que o deixou aliviado e com isso, permitiu seu corpo relaxar devagar. A coincidência era que o rapaz também havia parado na parte das corujas. Ficou ao seu lado, admirando as criaturinhas de olhos grandes. Noctis deixou um sorriso de canto se formar em seu rosto. “Será que ele entraria em contato com Norris?”, pensou amistoso. Nesse exato instante, um rapaz com um crachá passou por ele. — Hey, sr… Glasgow. — O chamou assim que leu o nome preso em sua blusa. — Eu vou querer essa aqui. — Apontou para uma coruja pequena, marrom e de olhos cor de mel, como os seus. Com um aceno de cabeça, o atendente lhe ajudou. Tirou um molho de chaves do bolso e abriu a gaiola para pegar a que pedira. — Quer segurar? — O atendente lhe perguntou, mas, já estava colocando-a em sua mão. — Claro. — Com calma, Noctis a aninhou na palma de sua mão esquerda e com a outra, a acariciou. — Hey, sweet… — A coruja piou baixinho em sua mão, lhe respondendo.

      Noctis repousou o olhar sobre o mais novo que estava próximo e não queria perder a oportunidade. O rapaz não lhe conhecia mesmo, então, tentaria descobrir alguma coisa. Seu nome, onde estudava, se ainda manteria contato com Norris… — E pensar que há seres humanos que fazem mal à essas criaturinhas lindas. — Disse a frase, querendo que soasse como um pensamento em voz alta, desejando muito que o garoto lhe desse atenção e… deu certo. O rapaz que estava sentando no chão, se distraindo com as demais corujas, havia até se colocado de pé para falar com ele. Noctis meneou a cabeça com sua resposta. — Podem morrer, mas também podem sofrer o mal que fizeram as corujas dez vezes pior. Não acha? — Rebateu, erguendo a coruja que estava em sua mão para o garoto vê-la melhor. — E sim, irei levá-la. Já passou da hora de eu ter uma. — Comentou, com um sorriso. — Pode segurar, se quiser. — Tentou ser gentil ao máximo.

      O garoto parecia ser simpático e isso agradava Noctis. Seu irmão precisava de pessoas assim ao seu redor. Mas, ele nem sabia se eles ainda mantinham contato. Só se viram um dia... tudo bem que o encontro de ambos parecia fofo demais para ser esquecido assim, mas, não podia criar tanta esperança. Pelo menos, o loiro havia sido uma lembrança boa para seu irmão mais novo, melhor do que as dele mesmo. — Por incrível que pareça, eu estou assustado. Os animais costumam demorar para se acostumar com a minha cara. Vai ver é minha cara carrancuda... — Falou despreocupado, deixando uma breve risada escapar. Ao ouvir mais uma pergunta, Noctis se sentiu agraciado. — Serei obrigado a comprar, eu viajo bastante... mas, se quer saber se ela viverá em cativeiro, a resposta é não. — Sua voz havia saído um tanto grave e firme. — Não gosto dessas coisas. Eu não vivo preso, por que ela vai viver? — Encarou a coruja que se movia em sua palma, mexendo as patinhas devagar.

      O mais velho ouvia o garoto com atenção e concordava com tudo que ele dizia. — Eu também concordo com o julgamento dos animais... — Era verdade mesmo. Os animais sabiam muito mais do que os seres humanos, o julgamento deles, definitivamente, era o mais verdadeiro. Contudo, sua fala a respeito das gaiolas incomodou o menino, o que fez Noctis soltar uma risada sarcástica. — Na verdade, glossia com coruja é um dom que nem todos tem. Pode ser adquirido, mas, a pessoa precisa querer. Até tenho esse devido raciocínio e a tão temida capacidade, só que com os animais que me convém. — Ele seria mais grosseiro em sua resposta, se não houvesse escutado um nome que tanto perambulava em sua cabeça. O garoto ainda mantinha contato com o Norris. — Quem ia gostar? — Sua voz saiu um pouco esganiçada.

      Ouvir o nome e sobrenome ser proferido do lábio do mais novo o faria sorrir largo, se não tivesse que esconder sua identidade. O garoto parecia ter percebido sua mudança corporal e vocal, ele precisava agir com mais cautela. Ao ser perguntado se conhecia Norris Blackwood, ele queria dizer que sim, mas, não podia. Se estivesse com a forma do italiano que havia sequestrado, poderia arrumar uma desculpa mais plausível. — Hm... não que eu me lembre. Eu entendi outra coisa, me desculpe. — Falou de modo descontraído. Noctis torcia muito para que o garoto não insistisse nesse assunto. — Bom, independente disso, acho que qualquer um gosta de corujas. São irresistíveis. — Sorriu para a criaturinha em sua mão. — Contudo... pergunte primeiro antes de fazer surpresa. Vai ver ele nem quer uma coruja e tem preferência por um outro animal. — Comentou, tentando persuadir o rapaz. Ele se lembrava que Norris gostava de hamsters ou ratos.

      O garoto acreditou em sua rota de fuga e logo começou outro assunto. Noctis achava incrível como havia dado sorte em ter encontrado com alguém próximo de seu irmão e se considerou mais sortudo ainda por ter conseguido um ponto em comum para dialogar com ele. O garoto se distraía fácil demais com as corujas. “Benditas sejam”, declarou mentalmente. No momento em que o rapaz lhe pedira uma sugestão de como fazer uma surpresa para alguém, tentou parecer o mais tranquilo possível, porque ele queria sorrir. — Hm... esse Norris é seu namorado? Porque, datas comemorativas são ótimas para surpresas. — Comentou de modo tranquilo, mas, ansioso com a resposta. Tinha que aproveitar a chance para conseguir o máximo de detalhes possível. — Não digo nem aniversário de namoro e sim Natal, Ações de graças... essas coisas. — A coruja gostava do toque do mais novo à sua frente e ele se perguntava se ela estava lhe dizendo algo a respeito de seu dono. “Ainda bem que a coruja é nova…”

      Dessa vez, foi difícil para Noctis não sorrir. Foi um sorriso fino e singelo, mas, foi um sorriso. O garoto corou ao ser perguntado se namorava Norris, coisa que ele achava a mais comum possível. Ao ouvir que a relação dos dois era complicada, o mais velho se sentiu preocupado, mas, não deixou isso transparecer. Ele sabia que Norris gostava de usar drogas e isso não era nada bom, principalmente se estivesse afetando a relação deles. — Complicado... sei como é. Coisa de jovens. — Comentou, tentando amenizar a tensão do mais que ainda estava sem jeito. — Pensa positivo, o complicado sempre descomplica. — Disse, buscando os olhos do rapaz que continuavam desviados do dele. Numa tentativa dúvida de mudar de assunto, é claro que ele mudaria, o garoto se apresentou como Darien Morris. — Kelly Burkhardt. — Ele estendeu a mão direita para o mais novo.




Post #2
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Re: Empório das Corujas

MensagemJapao [#194665] por Gales Miyamoto » 29 Set 2019, 21:01

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Darien Morris|5º ano|Slytherin

Protect the owls


Darien sempre teve uma relação muito complicada com relação a lojas de animais. Ele adorava passar horas e horas olhando as criaturinhas disponíveis nas vitrines e em suas gaiolas. Mas tinha um problema muito sério naquilo tudo: as vitrines e gaiolas. Animais não haviam sido feitos para viverem presos. Principalmente aves. Principalmente suas amadas corujas. Nunca se atrevera a deixar Honey Moon em um espaço apertado ou qualquer coisa que a tirasse a liberdade que possuía. Talvez fosse por isso que se davam tão bem. Ele e Honey Moon. Mas a coruja não havia vindo com ele para o evento de férias. Darien imaginou que ela estivesse cansada e a viagem até Hogwarts seria longa. E ela iria voando atrás do trem já que Darien se recusava a colocá-la em qualquer tipo de transporte. Bom... Ele estava com saudades. Morrendo de saudades. Nenhuma das corujas da loja de animais seria como sua Honey Moon, mas... Ele queria só ouvir o piado de alguma delas... Ver as penas... O mover das cabeças... Por mais que as gaiolas o irritassem. Foi por isso que acordou cedo. Foi por isso que se dirigiu àquela manhã à loja de animais. Foi por isso que caminhou na direção das corujas e se abaixou ao lado de um rapaz que parecia escolher uma para comprar. Darien nem se deu ao trabalho de olhar na face do homem. Ele não era importante. Se algum atendente viesse lhe perguntar qualquer coisa, bom... Ele estava só olhando. Era isso. Estendeu o dedo na direção da fresta das grades de uma das gaiolas e deixou que sua pele acariciasse a ponta macia da cabeça de uma coruja mansa. As corujas gostavam dele do mesmo jeito que ele gostava das corujas. Mas foi nesse momento que o homem parado ali resolveu que era uma boa hora para puxar assunto. Darien o ignoraria solenemente se não fosse por um fator: o assunto era corujas. Ele sorriu. O homem tinha uma coruja filhote nas mãos e ela o olhava com os olhos grandes e apelativos. Darien sorriu de forma doce. — Quem faz mal a uma criaturinha como essa merece a morte... — Ele se ergueu. A atenção completamente tomada pelo filhotinho na palma do outro. — Vai levar ela?

Uma resposta não doce e nem com juízos exaltados acerca do que o caçula dos Morris havia dito. Aliás, a ideia do desconhecido até fora ainda melhor que a dele próprio. Tortura. Fazer com que a pessoa sentisse exatamente o mesmo que o animalzinho se o infligisse algum mal. Darien não ia muito com a cara das pessoas sem conhecê-las, mas podia quase apostar que gostaria daquele homem se eles convivessem.
— Que bom que vai levar ela... Ela gostou de você. Isso é difícil quando elas são assim tão pequenas. São assustadas. Ariscas. — Ele sabia muito mais de corujas do que geralmente deixava transparecer. Honey Moon era sua melhor amiga. Ela, Claire e Cassie. Ele conversava com a coruja quando tinham tempo. E ela lhe respondia. Estranho, não? Era um tipo de glossia. Ele não contava isso pra ninguém, mas era algo conveniente e divertido. E com muita utilidade prática quando necessário. — Não vai comprar gaiola... Vai? — Darien ergueu os olhos verdes da coruja para seu futuro dono. A resposta dele também revelaria muito sobre seu caráter. Muito.

Ele lhe confessou que os animais costumavam ter medo dele. Que era particularmente estranho que aquela coruja em específico houvesse lhe dado uma chance tão rápido. Ele afirmou ser talvez sua expressão carrancuda o motivo de tão demora por parte das criaturinhas em deixá-lo se aproximar. Darien deu de ombros.
— Eu confio no julgamento dos animais muito antes do de humanos. Se eles se afastam de você algo deve ter. Mas se essa coruja lhe deixa se aproximar assim, de graça... Bom... Eu acredito que esse algo não deve ser tão grave assim. — Ele arqueou uma das sobrancelhas e depois deu um meio sorriso. A resposta do homem acerca do uso de gaiolas havia lhe satisfeito. — Quando viajo com Honey Moon ela me segue solta e aparece na escola sem eu precisar lhe dar instruções nenhuma. Talvez se convers... — Ele se impediu de falar no meio da frase. Ele o chamaria de louco se continuasse. Não era todo mundo que possuía glossia. Nem era de conhecimento tão geral assim. Ou talvez fosse e Darien só estivesse envergonhado. Geralmente ele não falava sobre isso. Por que estava parecendo tão natural? Porque o assunto eram suas amadas corujas. Ele sempre se empolgava demais quando o assunto eram suas amadas corujas. — Bom... Eu entendo que nem todo mundo tem a capacidade e o raciocínio necessário para treinar um bichinho de forma adequada. Principalmente um tão sábio quanto uma coruja. Me pergunto se Norris gostaria de receber uma... — A parte final saiu mais como um sussurro. Estava conversando consigo mesmo. Aparentemente, desde o dia que conhecera o garoto americano não conseguia estabelecer um diálogo com outro ser humano sem enfiá-lo na conversa ou em seus pensamentos.

Darien não gostava quando riam dele ou quando o respondiam daquela forma. Aquela forma incômoda que o homem usara. Não havia lhe dado permissão para que ele falasse sobre sua glossia, tinha? Sua sobrancelha estava tão erguida que, se se erguesse mais um pouco, sairia voando mais rápido que a própria Honey Moon. Mas aí o mais velho pareceu mudar de postura. Seu tom de voz até se alterou. Estaria ele... Nervoso? Perguntou de quem Darien havia falado. Ele era surdo por acaso?
— Norris. Norris Blackwood. Você conhece? — Era a única dedução possível através da reação após a menção ao nome. Ou ele conhecia o Norris que Darien conhecia ou havia confundido com outro.

O homem disse ter entendido outra coisa. Bem... Fazia sentido. Darien havia falado bem baixo. Nem sabia como ele havia escutado. Logo, as chances de ter sido mal interpretado eram altíssimas. Ele suspirou e deu de ombros voltando a atenção para a corujinha nas mãos de seu companheiro de conversa. Ela era absurdamente fofa e parecia ter muito a dizer. Mas estava com vergonha.
— Se eu perguntar como farei surpresa? Você me sugeriria algo? — Perguntou enquanto acariciava a cabeça da corujinha com a ponta do indicador. Era muito macia. Muito macia mesmo.

Darien quase engasgou com a própria saliva com a pergunta do homem mais velho. Se Norris era... Era... Se ele era seu namorado? Não, não, não! Era óbvio que não! Ou será que não era tão óbvio assim? Ele sentiu o rosto empalidecer e corar ao mesmo tempo. Algo assim era possível? O que ele e Norris eram? Amigos. Amigos que... Que fazem o que fizeram dias atrás e que se beijavam? Existia aquele tipo de coisa. Mas Darien não era aquele tipo de pessoa. Não.
— Minha relação com o Norris é... Complicada. — Foi o que se limitou a dizer voltando a admirar a corujinha. Não olharia o rapaz nos olhos. Precisava era mudar de assunto, isso sim. — A propósito... Não nos apresentamos... Sou Darien Morris. Como se chama?


Interação com: Noctis Blackwood.


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Re: Empório das Corujas

MensagemPolonia [#194779] por Nathan Park » 12 Out 2019, 19:13

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Ter uma gata era bem mais complicado do que a maioria imaginaria. Agora que sabia que a pequena Jinx teria filhotes, então? Faltava pouquíssimo tempo para eles chegarem e sua irmã ainda por cima o apressava para que não perdesse de vista que precisariam redobrar os cuidados e que precisava cuidar deles enquanto as férias não acabassem.

Nathan estava com os cabelos em pé de tantas preocupações. Precisava estar preparado para todo tipo de ocasião. Élise prometera cuidar dos filhotes e encontrar um lar propício para cada um deles, se não acabassem ficando com eles mesmos, após o retorno de Nathan para Hogwarts. Jieun aceitara ficar com um deles. Nathan não sabia quantos filhotes gatos tinham, mas não deviam ser muitos, certo?

Seu melhor amigo fora passar um tempo com ele, também esperando pelos tão aguardados filhotes e o acompanhara em sua saga pelos suprimentos corretos. Enquanto olhava pelas prateleiras, buscou um saco grande de ração para filhotes e alguns saches com alimento úmido próprio para eles, buscando também algumas coisas para sua gata preta.

Kyoshi, acha que isso é o bastante para filhotes? Eu não faço ideia de quantos virão pela ninhada, mas não devem ser mais do que... quatro, né? — torcia que não. Élise não falara uma palavra sobre aquilo, mas o lembrara que depois daquilo definitivamente castrariam sua pequena. — Tem razão... Como sempre. — suspirou longamente ao pegar mais um saco. Era melhor pecar pelo excesso que pela falta. E estava muito pesado!! Por sorte o amigo estava ali para ajudá-lo a carregar tudo.

Por que aquele lugar era tão cheio? Aquela era a única coisa que o incomodava e muito. Gostava do escuro, mas tanta gente atrapalhava seu momento de diversão e de admirar os bichinhos. Os coelhos eram fofos, as corujas eram tão belas, os cachorros eram engraçadinhos, e os gatos... céus, que gatos lindos! Não mais lindos que os filhotes de Jinx e Yuuki seriam, se puxassem os pais, mas eram sempre criaturas superiores.

Olha, Kyoshi! É um gato siamês! — chamou a atenção do maior com um pequeno sorriso ao ver o bichano lambendo a própria pata com elegância. Muito mais elegante que sua gata atrapalhada. Logo ao lado, olhou um Sphynx, a raça favorita dos alérgicos, e riu um pouco nasal. — Se você realmente tivesse alergia, acho que recomendaria um desses. Mesmo ele parecendo um pouco... Nu? — eram fofos, mas estranhos. Gatos sem pelos não tinham a melhor parte que era enfiar a mão nos pelos na hora de fazer carinho. Havia tantas espécies ali que se não houvesse tanta gente procurando um mascote... passaria muito mais tempo ali com seu melhor amigo para aproveitarem o passeio rápido pelo Beco Diagonal. Élise devia encontrá-los em breve para tomarem um sorvete conforme prometido pela mais velha antes mesmo que chegassem.

Estava realmente feliz naquelas férias. Não apenas poderiam brincar com filhotes, mas tinha Kyoshi consigo. Aquelas férias tinham tudo para serem as melhores férias de todos os tempos! O Natal... seria incrível e cheio das luzes LED colocadas por Élise na casa. Imaginava que fossem passar os dois, sua irmã e Charlie juntos se tudo corresse bem e nenhuma das duas acabasse super ocupada. E se estivesse, incomodaria quem quer que fosse com toda sua habilidade de ficar emburrado na semana que faltava.
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Re: Empório das Corujas

MensagemEstados Unidos [#194868] por Cassie McAlister » 26 Out 2019, 23:04

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To the Diagon Alley
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      — E por que não um pato? — Ela prendeu uma risada ao perguntar isso, enquanto caminhava com as mãos nos bolsos pela calçada ao lado de Cameron. — Ah, qual foi… vai ser mole de cuidar. E você disse que em Beauxbatons tem um lago, pode aproveitar os terrenos da escola e tudo o mais. — Cassie terminou de falar, soltando de vez a risada, zoando seu irmão mais novo que estava com uma expressão de impaciência.

      — Relaaaaxa… relaxa, maninho. Só estou brincando. Ninguém merece criar um pato, seria loucura demais. — Passando um dos seus braços pelo ombro dele, ela continuou conversando, na tentativa de fazer o garoto se empolgar. Era aquilo, né… adolescentes. Cassie sabia o quanto adolescentes eram chatos e ela mesma se achava um porre quando uma. — O importante é você cuidar. Mas, cuidar de verdade! Não é como você cuida do seu guarda-roupa.

      Cameron ia passar um dos braços pela cintura dela, mas, apenas a afastou um pouco. — Será que você pode falar um pouco mais baixo? — Ele resmungou, o que a fez sorrir. — Por que acha que não vou cuidar? — E Cassie o encarou com uma sobrancelha arqueada, ainda duvidando da pergunta que havia recebido. — Não deve ser tão difícil assim cuidar de uma cobra. — Disse, coçando a cabeça. — Ela vai ficar numa caixa de vidro bem maneira… vou levá-la para passear sempre que der. — Ele ajeitou a gola da manga que sua irmã havia deixado torta.

      — Eu só quero ver. Vou querer uma foto semanal. — Implicar com o irmão mais novo era um de seus lazeres favoritos. O americano revirou os olhos e soprou um suspiro com impaciência. — Você só teve gatos quando estudou em Ilvermorny? — Tratou logo de mudar de assunto. — Não… — Havia um sorriso em seu rosto ao lembrar. — Também tive uma corujinha. Pretty, era como ela se chamava. — Quem prendeu o riso naquele instante fora Cameron.

      — Really? Foi o melhor nome que pode arrumar? — Ela deu uma breve risada. — Eu sei que não sou boa com nomes… — Cameron pôs as mãos nos lábios e fingiu surpresa. — Não me diga! Achei que fat fosse apelido para Fausto. — Ele continuou a provocando, mas, já sorria divertido. — Ah, c’mon! Aquele gato é gordo desde o dia em que o peguei. E eu peguei ele nenenzinho! — A mais velha tentou não rir, mas, era impossível não rir das caras que o irmão fazia. — Eu sei que não sou criativa, okay? — Ela continuou rindo.

      Quando alcançaram a entrada da loja, Cassandra suspirou. Já dava para ver que a loja estava cheia. — O cheiro daqui não muda nunca. — Disse assim que entrou com o irmão em seu encalço. Ela esfregou o nariz para tentar amenizar a situação, mas, fora uma tentativa falha. — Porr*. — O garoto comentou num tom de indignação e um recebeu um tapa no ombro dele por ter xingado. — Ai! O que foi? — Questionou, acariciando o local atingido. — Nós não fazemos isso aqui. — Cameron estalou a língua no céu da boca e começou a andar, se espremendo no meio do monte de gente que tomava conta da loja. — Saiu sem querer. Esse lugar fede muito, por Morrigan! — Clamou a deusa, mas, no fundo ele queria ter soltado um "put* que pariu".

      — Não foi nada sem querer, seu cínico. E anda logo que eu estou com fome. — Ele apenas riu, seguindo para a parte que lhe interessava. A ruiva segurou em seu pulso para que não se perdessem. Assim que alcançaram a vitrine com diversos tipos de cobras, Cameron cruzou os braços e encarou as espécies à sua frente com atenção. — Eu queria uma totalmente roxa… — Disse, resmungando, mas, sem desistir de comprar o animal. — Vai desistir? Tem umas corujinhas fofinhas ali… Ahhh, e tem coelhos também. — Cameron a encarou com as sobrancelhas arqueadas. — Até parece que vou comprar um coelho.

      E nesse instante, foi Cassie quem cruzou os braços. — Qual o problema com coelhos? — O garoto suspirou. — Nenhum, eu só não quero coelhos. Ok? — A impaciência dele estava começando a ficar nítida. Mas, ele se segurou e puxou a irmã para perto. — Olha aquelas duas ali, maninha. São bem exóticas, não? — Uma delas era escura com algumas tonalidades coloridas, já a outra, era verde, mas, um verde claro e que parecia mesclado com azul. Cassie o puxou para ficar mais perto da vitrine onde as criaturas. — Essa é bem bonita. — Disse, tocando no vidro. A cobra estava perto e mexeu levemente a cabeça. Havia uma etiqueta falando a respeito da espécie. — Parece preguiçosa, que nem você. — Disse, dando um sorriso fino.

      Cameron coçou a barriga e deu uma risada forçada. — Muito engraçada. — Ele tornou a olhar para a criatura. Se aproximou mais do vidro e esboçou um breve sorriso. — Eu acho que gosto dela… — Olhou para Cassie que o encarava. — Acha? Tem que ter certeza, garoto. — O americano fez uma careta para ela e tocou no vidro. A cobra se mexeu novamente, mas, dessa vez, devolveu o toque no vidro. Isso o fez sorrir e acreditar que podia ser um sinal de que a cobra também gostava dele. — É, vai ser essa aqui. — Falou com convicção. — Okay. Vamos procurar o atendente pra gente sair logo daqui. Minha fome está aumentando.

      Juntos, seguiram em busca do funcionário. Não demoraram para encontrá-lo, só que precisaram esperar um pouco, devido ao grande público do local. — Já decidiu o nome? — Ela o perguntou, enquanto estavam parados. Cassie mexia as pernas para matar o tédio. — Gosto de Justine. O que acha? — Ela deu de ombros, pendulando a cabeça. — Nada mal… — Cassie respondeu e complementou. — Se fosse minha, eu daria o nome de Naja. — Cameron riu, balançando a cabeça negativamente. — Eu desisto. — Ele ergue as mãos, se rendendo diante de tamanha criatividade. A garota riu junto com ele, mas, logo pararam. O atendente havia os chamado. — Finalmente. — O morrigano disse, puxando a irmã pelo pulso.

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With: Cameron McAlister (até o momento, npc)
Notes: Post meio meh só pra liberar a loja… ainda tô conhecendo a char.
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Cassie McAlister
Mundo Mágico
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Rosie Leslie
 
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