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Na Zonko's não citamos nenhum dos personagens dos livros ou filmes. Vivemos no mundo mágico, mas nem Harry Potter, Voldemort, Dumbledore, Comensais da Morte e etc. existiram em nosso mundo, com isso você não pode usar nenhum sobrenome dos personagens dos filmes ou livros. O fórum encontra-se nos dias atuais, no ano de 2013 d.c. e as condições climáticas variam de dia para dia e de tópico para tópico, conforme você poderá observar. O nosso período letivo dura oito meses contando com as férias. Nossos adultos recebem por dia de presença e seus tópicos em ON lhe renderão pontos e goldens (nossa moeda). Você nunca poderá interpretar a ação de outro personagem (salvo com autorização), mas poderá interpretar livremente o seu personagem (seja sempre coerente), lembrando que toda ação possui uma reação. A capital do Mundo mágico está localizada em Vaduz, Liechtenstein.

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McAlisters - Casinha nada humilde

McAlisters - Casinha nada humilde

MensagemEstados Unidos [#194725] por All McAlister » 04 Out 2019, 13:40

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Localizada em uma fenda mágica em Ohio, nos Estados Unidos, a casa abriga os membros da família imediata (ou não, uma vez que sua amada irmã e seu marido, juntamente com seus quatro filhos adotivos também possuem residência fixa nela) do Primeiro Ministro da magia Americano, Christopher McAlister.

Residentes no local:

Christopher McAlister (patriarca) - NPC
Niméria McAlister (matriarca) - NPC
Allastor McAlister (primogênito)
Ambroggio McAlister (caçula)
Cassie McAlister (filha adotiva do Christopher)
Alina McAlister (Irmã do patriarca) - NPC
Harold Smith (marido de Alina) - NPC
Damien Morris (filho adotivo de Alina e Harold)
Danica Morris (filha adotiva de Alina e Harold)
Dayse Morris (filha adotiva de Alina e Harold) - NPC da Cissa
Darien Morris (filho adotivo de Alina e Harold) - NPC da Nick



Cozinha

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Sala de estar


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Piscina

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Banheiro Principal


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Quarto de Allastor McAlister


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Quarto de Darien Morris


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TÓPICO EM CONSTRUÇÃO!
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All McAlister
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Postado Por: Nick/Pinscher.


Re: McAlisters - Casinha nada humilde

MensagemJapao [#195367] por Gales Miyamoto » 14 Dez 2019, 18:03

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Darien Morris|5º ano|Slytherin

Maybe Christmas...



Ele estava nervoso. Muito nervoso. Se certificou pela décima vez se todos os remédios estavam bem escondidos na mala com fundo falso e se todas as roupas que precisaria estavam bem organizadas. — Ok. Eu não estou esquecendo nada, estou? — Honey Moon meneou sua cabecinha repleta de penas em um gesto carinhoso. Ela parecia preocupada havia tempos, mas não lhe dizia uma palavra sobre aquilo. Nunca. — Ok, ok... Então acho que você já pode ir voando. Nos vemos em Nova York, ok? Tome cuidado. A viagem é longa. — A pequena coruja assentiu e voou até Darien lhe dando uma leve bicada na bochecha. Lhe sussurrou que também tivesse cuidado e que não esquecesse dos horários de todos os remédios. Eram muitos e Darien respondeu que não se esqueceria. Claro, Honey Moon não o deixaria esquecer também. Ela sempre voava baixo, próxima a janela do trem, e com certeza daria um jeito de lembrar o menino se ele viesse a esquecer por algum motivo. Ainda não era natal, mas ele tinha muito o que fazer. Tinha a missa, tinham as compras de natal... Tinha Norris. Ele iria ver Norris. Ele estava ficando ainda mais nervoso. Sua barriga parecia repleta de borboletas. Céus! Como ele achava aquela expressão imbecil! Achou que iria morrer sem usá-la nunca... E, olhem só! Lá estava ele, usando como se não houvesse amanhã. Mordeu o lábio pálido e se dirigiu até o espelho. Sua aparência estava um lixo, mas ele podia cuidar para que parecesse pelo menos um lixo guardado em um saco dourado. Ajeitou o topete com um pouco mais de gel e fechou a mala com o zíper. Era hora de partir. — Vai... Vou me despedir de Claire, Cassie e Kit e vou logo depois de você. — Relutante, Honey Moon levantou vôo através da janela aberta. Darien saiu pela porta logo em seguida.



A viagem foi conturbada. Darien passou mal algumas vezes. Tontura, vômito... Algumas coisas que nada mais eram do que efeitos colaterais da medicação. Ou da ansiedade. Ou das duas coisas ao mesmo tempo. Estava bem longe do expresso de Hogwarts, no avião para os Estados Unidos. Sentado na janela, amaldiçoava-se mentalmente por ainda ser menor de idade e não poder aparatar. E, ao mesmo tempo, queria se enfiar debaixo da terra e não aparecer na frente de Norris. O que ele acharia daquela coisa cheia de ossos que Darien havia se tornado? Ele não estava mais atraente. E também não queria dizer que estava com leucemia. Não queria de verdade preocupar Norris no pouco tempo que ainda teriam juntos. Ele... Ele saberia como esconder? Passou tanto tempo perdido naqueles pensamentos que nem reparou quando o avião pousou no aeroporto, tendo de ser avisado pela aeromoça que o desembarque já estava liberado havia tempo. Engoliu seco. Seu corpo parecia pesar mil quilos. Se ergueu da cadeira e foi caminhando para fora com sua bagagem de mão. Pegaria o resto depois, obviamente. Mas será que veria Norris antes disso? Com certeza as batidas de seu coração eram audíveis até para as pessoas ao seu redor.

E, como que em concordância com seus pensamentos, a resposta que ele queria veio. Veio mais rápida do que ele pensou que viria. Enquanto procurava um lugar para encher sua garrafa de água antes de pegar o vôo para Ohio sentiu que alguém o observava. Quando seguiu a direção de onde achava que vinha aquilo tudo seus olhos se encontraram. Os olhos escuros e selvagens que o deixara sobressaltado na arquibancada da semifinal do Got Talents nas férias. Os mesmos olhos doces e profundos que o derreteram minutos depois quando desceram para se pegar pela primeira vez. Pela primeira e mais profunda vez. Darien tentou sorrir, mas tinha certeza de que o que saiu foi um sorriso nervoso. Estava em pânico. Feliz, mas em pânico.
— Bem... Se for alguma espécie de sonho estamos sonhando juntos. Porque eu tô vendo a mesma coisa, né? A gente não ia se encontrar direto no aeroporto de Ohio? — Perguntou depositando sua bagagem de mão no chão para poder estar livre para eventuais abraços.

Ele não se importava se haviam se esbarrado na baldeação. No fim o destino era o mesmo, não era? Os braços de Norris. Quando o morrigano se aproximou encaixando o queixo em seu ombro e segurando sua mão o sonserino o abraçou. O abraçou com toda a pouca força que ainda tinha. Céus! Como Darien havia sentido falta daquele aperto. Daquele delicioso aperto! Ele próprio respirou fundo para sentir o cheiro do namorado. Sim. Do namorado! Era tão estranho e ao mesmo tão certo chamar Norris assim. Era a primeira vez que se viam desde as férias. Tanta coisa havia mudado e... Darien estava com leucemia. O menino mordeu forte o lábio inferior e tentou afastar o pensamento. Afastar o fato de que estava com uma aparência deplorável. Norris não iria se importar, certo? Não devia. E ele não deveria ficar sentimental demais por causa de uma doença. Uma doença que logo logo estaria curada. Sem se importar em nada com os transeuntes no aeroporto, segurou a nuca de Norris e guiou seu rosto até que seus lábios estivessem selados pelos próprios. Não gostava muito da exposição que um beijo público trazia, nas estava com tanta saudade e tão fragilizado que aquela foi a última coisa que se passou em sua mente. Apenas aprofundou o beijo e era como se absolutamente ninguém estivesse passando. Estavam sozinhos. Os dois. Naquele aeroporto enorme.

Mas eles precisavam parar, não precisavam? Ambos precisavam de ar. Darien sentia as pernas falharem e a cabeça girar. Mas o contato com os lábios dele era tão bom, mas tão bom que ele morreria ali sem nenhum problema. Mas ainda não era a hora. A hora não chegaria tão cedo.
— Senti sua falta... — Murmurou ainda com os olhos fechados colando sua testa na dele após mordiscar seu lábio inferior, pausando o beijo.

Norris mordeu seu lábio inferior de volta e lhe deu um selinho antes de lhe responder. Darien sorriu. Se continuasse com os olhos fechados quase podia se sentir saudável novamente. Norris lhe dava força. Mas ele não precisava ficar falando isso o tempo todo e nem perdurando um momento tão meloso. Eles ainda tinham um longo caminho pela frente.
— Se formos entrar numa competição sobre isso eu vou ganhar. Eu sempre ganho. Vamos? O avião não vai ficar esperando pela gente. — Ele se afastou com cuidado voltando a olhá-lo nos olhos, a mão ainda segurando a dele, catando sua bagagem no chão com a mão livre.

Norris o lembrou que o ano letivo ainda não tinha acabado. Como se fizesse alguma diferença. Todos sabiam qual seria o resultado daquela aposta, não sabiam? Deu de ombros.
— Como assim você não comprou ainda sua passagem? Cara... Você é muito doido. E sortudo. Quer ir comigo? No jato do meu tio? Ele vai deixar a gente em Ohio e minha mãe vai nos encontrar lá e nos levar pra casa. O plano era encontrar você lá, por isso o jato não vai direto. O que acha? — Mesmo que parecesse lhe dar uma bronca, Darien estava gostando. Ia ser muito melhor ir com Norris do que ir sozinho naquele avião não tão pequeno quanto deveria ser.

Dary sorriu. Sorriu tão largo que era como se os cantos de sua boca fossem rasgar. Seus olhos brilhavam. Norris tinha aceitado ir com ele! No fim era uma coisa boa que ele não tivesse comprado a passagem. Ele teria companhia! A melhor companhia de todas, afinal! Segurou sua mão, entrelaçando seus dedos. Algumas pessoas passaram por eles e torceram o nariz. Preconceito besta. Darien sentiu vontade de tirar satisfações, mas o que ele ganharia com isso? Revirou os olhos e puxou o namorado pegando a própria bagagem de mão do chão e fazendo um gesto para que Norris fizesse o mesmo.
— Meu tio sempre manda um jato me buscar quando venho de férias. E nem é o melhor deles que vem hoje. Segundo Honey Moon já estava sendo usado e... — Ele pausou. Não havia dito a Norris que falava com corujas, havia? Se bem que... Aquilo poderia ser interpretado como a leitura de uma carta trazida por ela. Respirou fundo conduzindo ele até a plataforma particular de seu tio naquele aeroporto. — Só não se preocupe. Ele é rápido. Vamos chegar em Ohio já já...

Era bom ver que Norris não se importava que o melhor jato já estivesse ocupado. E melhor ainda que ele não tinha percebido que quase havia falado sobre sua glossia. Tudo estava indo relativamente bem. Isso agradava o sonserino.
— Que horas tem, hein?! — Provavelmente já estava na hora de seu remédio de novo. Ele tomaria quando estivessem sentados. Já estavam na pista de decolagem e um segurança começou a revistá-los antes de permitir o embarque. Ninguém pediu os documentos de Darien ou de Norris. Era bom que seu tio tivesse mandado funcionários já antigos na família. Darien conhecia todos. E todos conheciam Darien. — Vermelho é a cor favorita de mamãe e eu quero rosas assim pra entregar pra ela quando voltar, tio! — Ele disse animado para o segurança. Charles o nome dele. Era a frase de segurança para o caso de estarem usando polissuco para se passarem por ele e terem acesso a casa do primeiro ministro. O homem sorriu e bagunçou os cabelos de Darien. Aquela também tinha sido a frase que Darien dissera aos onze anos espontaneamente quando fora para Hogwarts pela primeira vez. — Esse é o Norris. Ele também é americano... Mas estuda em Beauxbatons. É meu namorado, tio. — Fez as devidas apresentações e Charles estendeu a mão em um cumprimento a Norris bastante sério. Desejou uma boa viagem e então o embarque foi liberado. As bagagens foram levadas por outros funcionários e a porta aberta por um outro. Era uma cena tão corriqueira para Darien, mas para qualquer outra pessoa seria meio como que estar no clipe de Glamouros da Fergie. O jato não era repleto de cadeiras. Parecia era uma grande e confortável sala repleta de puffs, aparelhos eletrônicos e iluminação que poderia ser controlada através de um controle remoto. Uma luz baixa e violeta era a que iluminava o local naquele momento.

Darien se jogou no primeiro puff que encontrou e pegou um frasco do bolso. O frasco onde seus remédios estavam.
— Droga... Não peguei água. Você pode pegar um pouco pra mim? — O menino indicou com um sinal de cabeça o frigobar ao canto onde copos de cristal repousavam sobre. E eram copos de cristal muito bem ornamentados. Certeza que eram escolhidos por sua tia Niméria. Ela tinha um gosto impecável. — Por que está com essa cara? Está se sentindo bem? — Darien franziu o cenho ao perceber certo desconforto vindo de Norris. Aquilo era preocupante. Será que ele tinha medo de voar?

O morrigano pegou sua água, enchendo um dos copos de cristal com a jarra que encontrara dentro do frigobar. Darien colocou o comprimido na boca e tomou o líquido para ajudar a descer. Guardou os remédios de volta no bolso enquanto sentia um arrepio perpassar seu corpo com o beijo que acabara de receber na nuca.
— Está cansado? Quer tirar um cochilo até chegarmos? Pode deitar a cabeça no meu colo... — Abriu um sorriso leve lhe dando um selinho e ajeitando os cabelos dele para trás para que os cachos não caíssem nos olhos. Darien adorava os cabelos de Norris. Eles eram lindos. Se Norris perdesse todo o cabelo? Darien continuaria o amando da mesma forma. Será que Norris o amaria quando seus cabelos começassem a cair? Quanto tempo demoraria até que isso acontecesse? Ele havia começado a quimioterapia havia pouco tempo. Muito pouco tempo. Seu coração começou a bater rápido. Ele não queria pensar sobre aquilo. Não mesmo.

Darien foi surpreendido e retirado de seus pensamentos por um novo ato de Norris. Ele deslizou para seu colo e lhe deu um selinho. Lhe deu um selinho e disse que só iria dormir se Darien quisesse. Aquela fala foi seguida de outra atitude. Uma que vez Darien fechar os olhos e esquecer de absolutamente tudo o que acontecia a sua volta, fosse presente, passado ou futuro. Ele percorreu o caminho entre sua bochecha e sua orelha com a boca e distribuiu mais beijos na área. Quando ele puxava o ar para dentro de si, um ar carregado com o cheiro do perfume de Darien provavelmente, o sonserino se arrepiava. Foi instintivo. Ele levou as duas mãos aos quadris de Norris e o apertou. A força que não tinha antes aparecendo como mágica.
— Acho que não estou com sono... Mas... Tadinho... — Era a hora de seu demônio interior acordar. Deu um meio sorriso de canto abrindo os olhos e tomando a liberdade dele próprio começar a beijar o pescoço do namorado. Lentamente. De forma dolorosamente lenta. — Você está cansadinho, não está? — Mordiscou a pele e depois depositou um leve chupão. — Talvez precise dormir um pouquinho mesmo...

Norris sabia entrar no jogo. Seus gemidos, ainda que baixos, deixavam tudo mais interessante. Darien fechou os olhos quando sentiu a mão dele se fechar em em seu membro. Delicioso! Parecia uma eternidade desde que haviam se tocado daquela forma pela primeira vez. Ele sentia falta. Todo seu corpo sentia falta. Cada fibra de sua alma sentia falta. A tonteira que veio com a onda de prazer sequer foi associada a sua doença. Era efeito colateral do toque de Norris. Um efeito colateral muito bem vindo. E então... Ele saiu de seu colo. As mãos de Darien tiveram de deixar seus quadris e a pressão já não era a mesma. Norris estaria o torturando? Sim. Era isso. As palavras que seguiram dele confirmavam.
— Eu? Insistindo? Você que disse que estava cansado... Eu só não quero que você se sinta mal ou coisa do tipo... — Seus olhos ardiam em contato direto com os dele.

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No que Norris estava pensando, hum? O coração de Darien estava batendo rápido e ele estava realmente tonto. Ainda assim correspondeu ao beijo com igual selvageria, murmurando leves gemidos contra seus lábios. — Como quiser então... Mas... Você sabe que quando o piloto der o sinal da decolagem a gente vai ter que sentar num lugar mais seguro, né? Pelo menos até ele atingir a altura que ele precisa. — Murmurou afetado pelo prazer enquanto separava as pernas para que ele tivesse melhor acesso ao membro que já pulsava de tão rijo entre suas pernas.

Era engraçado ver o namorado tão frustrado por seu comentário. Eles não precisavam parar nada de verdade. O piloto só iria decolar quando Darien dissesse que podia. Era o combinado sempre, certo? Um avião de papel seria lançado pelo piloto e Darien só o deixaria retornar ao remetente quando se sentisse preparado pro vôo. Era assim desde que era pequeno. Desde que tiveram medo de voar. Agora ele não tinha mais esse medo, mas o combinado lhe era extremamente conveniente.
— Relaxa... Ele não vai fazer nada até eu disser que pode. Você pode fazer o que bem entender... Nós podemos... — Sussurrou de modo provocante lhe dando uma mordida leve no lóbulo, seguida de uma lambida nada discreta. Ia até dizer mais alguma coisa, mas o comentário dele fez com que Darien franzisse o cenho. — Deusas? Você tá de brincadeira, né? — Só podia ser brincadeira. Só existia um Deus verdadeiro. Todos sabiam disso. Norris deveria estar caçoando ou coisa do tipo.

Mas Norris não estava brincando. Pelo menos estava fazendo um grande esforço para convencer Darien de que não estava brincando. O respondeu com firmeza quanto a sua indagação. Darien estreitou as sobrancelhas.
— Como "por quê"? Porque isso de deusas não existe. É coisa de gente pagã que quer desviar as pessoas do caminho correto do cristianismo. — Não era óbvio para Norris? Porque isso era uma coisa óbvia para Darien. Óbvia até demais. Mas ele sabia que questões religiosas as vezes culminavam em grandes discussões. Ele não queria discutir. Mas também não engoliria seus argumentos para evitar uma discussão.

Darien ouviu atentamente toda aquela baboseira sobre deusas escolherem em Beauxbatons. Havia ouvido falar naquilo, mas nunca dera muita importância. Nunca mesmo.
— Uma blusa, é? E como é essa blusa? — Pelo menos ele havia admitido ser só uma expressão e até disse ter ganhado uma blusa para irem juntos na missa! Darien não pôde deixar de sorrir. Pelo menos até que algo espetou sua nuca e ele virou para trás. Era o avião de papel. — Tsc... Parece que já vamos ter de sentar no banco lá atrás e apertar os cintos. Você fala demais. — Brigou com Norris ainda com o sorriso no rosto e se ergueu, fechando o zíper e guardando suas intimidades. Assim que ambos se sentaram, Darien deu o sinal para o avião de papel retornar ao piloto. Iam levantar vôo.


Darien ainda tinha certo medo de altitudes. Era algo que permanecia nele desde sua infância. Quando ouviu o motor ligar segurou a mão de Norris com força, na verdade com a pouca força que ainda lhe restava para ser mais exato, e fechou os olhos. Ele não tinha medo quando o avião já estava no alto... Mas a decolagem sempre era complicada. Tentou olhar para a janela e ver se Honey Moon ainda os seguia, mas seria pior fazer isso naquele instante. Precisava respirar. E a mão de Norris na sua era a única coisa que precisava sentir para ficar um pouco melhor.

Norris pareceu perceber seu nervosismo quanto a Honey Moon, pois lhe disse que tinha certeza que ela estaria bem. Gostava disso nele. Neles. Não precisavam de palavras. Eles se comunicavam. Céus! Estava realmente apaixonado, não estava? Ele deixou um riso frouxo escapar. Gostou também dele ter sussurrado em seu ouvido que tinha uma surpresa. E que precisava que o avião estivesse estabilizado para entregar para ele. Dary adorava presentes. Adorava de verdade.
— Okay... — Afirmou enquanto tentava estabilizar seu coração assustado pela turbulência inicial do avião se erguendo. Em segundos estariam no ar. Segundos que lhe pareceriam horas.

Quando o vôo finalmente se aquietou o coração de Darien se acalmou um tanto. Iria demorar muito mais se ele estivesse sozinho. A mão de Norris lhe fazia maravilhas segurando a sua. O toque lhe era caro demais. Foi com dificuldade que permitiu que ele soltasse seu aperto. Ele tinha algo para lhe entregar agora. Lhe perguntou se ele estava preparado. Pediu para que fechasse os olhos e abrisse a boca. Seria... Seria um doce? Os olhos de Dary brilharam como os de uma criança. Ele obedeceu de pronto. Fechou os olhos e separou os lábios ansioso.

Era torturante. Ele era ansioso e queria logo seu doce, porque tinha certeza de que era um doce. Permanecia ali com a boca aberta e quando finalmente foi agraciado com algo sentiu o rosto de Norris se aproximar. Muito. Eles iam dividir um doce? Era o que estava parecendo e... Gelado! Ele deixou um gemido leve de surpresa escapar dos lábios. Era gelado demais. Era doce. Mas era Norris. E ele queria mais daquele fogo congelado. Levou a mão até sua nuca o puxando contra si.

Darien estava ficando maluco. Era impossível. Eles estavam se beijando de modo tão intenso que ele tinha certeza de que se abrisse os olhos o lugar inteiro estaria rodando. Jogou a cabeça para trás quando seus lábios se separaram e Norris começou a percorrer o caminho até seu pescoço, lhe dando mais liberdade para fazer o que bem entendesse. A mão dele agarrou seu membro. De novo. Aquilo era insano. E delicioso. E ele queria ficar assim para todo o sempre.


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Ele havia se esquecido de onde estava. A mão que segurava a nuca de Norris apertou os fios de seus cabelos entre os dedos. Com força. Os lábios de ambos estavam gelados como uma pedra de gelo. Os corpos de ambos estavam quentes como a lava de um vulcão. Permaneceu de olhos fechados quando os lábios de Norris desceram por seu pescoço. E desceram para... — Hey... Espera um minuto! O que está tentando... Hummmm... — Mas Norris era rápido demais. Já havia envolvido seu membro com os lábios e aquilo fez com que Darien hiperventilasse. — Imbecil... Não era mais fácil esperar até chegarmos em casa? Eu preciso de um banho... Devo estar imundo... — Não havia muito tempo que tomara um bom banho e o clima não estava abafado ao ponto de precisar de outro... Mas... Ainda assim... Norris não precisava fazer aquilo se não quisesse. Apertou a almofada do assento onde estava e mordeu o lábio inferior. Que boca macia Norris tinha! Mesmo que gelada daquele jeito…

Ele não saberia dizer quanto tempo havia ficado ali, só recebendo as investidas de Norris de forma tão pacífica e passiva. Ele só sabia que estava sendo bom. Muito Bom. Bom demais. Ele não queria se derramar rápido, muito menos na boca de Norris, mas estava complicado segurar. Resolveu dizer isso a ele.
― Acho que não é uma boa ideia continuar com isso, Norris… ― Percebeu que ele iria protestar e querer continuar com aquele joguinho, mas o corpo de Darien pedia por mais. Mais do que apenas o que estava tendo. Puxou seus cabelos. Puxou até o colocar de pé e depois o empurrou para seu colo, para que se beijassem. A mão descendo para abaixar sua calça e para que pudessem se unir de forma plena. Mas, foi exatamente nesse momento que a porta que separava o interior do jato da cabine do piloto bateu. Alguém queria falar com eles. Francamente! Isso era hora? ― Vamos ter que dar uma pausa… ― Sussurrou contra os lábios dele, as testas coladas.

A frustração de Norris era clara e Darien também não era a pessoa mais feliz do mundo naquele segundo. Estava dormente de desejo e seu membro doía pelo gozo interrompido. Ele precisava respirar. Respirar porque não dava simplesmente para ignorar a batida na porta que os interrompera.
— Aconteceu alguma coisa? — Perguntou incapaz de dizer para que a pessoa entrasse. Foi avisado que o avião já ia pousar. Ok. Quanto tempo eles passaram ali naquela brincadeira? — Tudo bem, Norris... A gente continua quando chegar em casa, tá? Vamos precisar apertar os cintos de novo...


Ainda que sob protesto, Norris seguiu para de banco e apertou os cintos. Darien fez o mesmo que ele após, pela segunda vez naquele dia, guardar suas intimidades e fechar o zíper da calça. O namorado estendeu a mão para que Darien segurasse e assim ele o fez. Seus corpos ainda estavam quentes e aquilo acendia ainda mais o desejo que o sonserino estava lutando tanto para reprimir. Quando a autorização para desembarque veio, Darien se ergueu o mais rápido que pode para que saíssem logo dali. No momento tudo o que mais queria era chegar em casa. Desceu do avião de mãos dadas com Norris, se despediu do piloto e logo em seguida saiu da pista de pouso, indo direto para a entrada do aeroporto onde o primo All estaria esperando pelos dois. Não foi difícil reconhecer o rapaz em meio a tantos piercings e cabelos naturalmente prateados os quais ele teimava em pintar a raiz de preto para dar um "charme". Ele fumava. O rosto de Darien teria se iluminado ao ver seu primo favorito, se não fosse aquele detalhe. — Só um minuto. — Soltou a mão de Norris e marchou na direção de Allastor como um soldado prestes a enquadrar alguém. Sem nenhum pedido de permissão retirou o cigarro da boca do mais velho e o apagou na parede, jogando-o no chão e o pisando para ter certeza de que havia sido inutilizado. All ficou com cara de tacho. Os braços abertos esperando um abraço que não veio. — O que pensa que está fazendo? — O primo riu e falou para que Darien afrouxasse a gravata de vez em quando, ignorando sua irritação e seguindo na direção de Norris. Se apresentou como Allastor McAlister, o homem que iria matá-lo se brincasse com o coração de Darien. Após essa apresentação tão calorosa, estendeu a destra com um sorriso amigável e até doce em sinal de cumprimento. Darien revirou os olhos. Família era um negócio complicado. Projetado especialmente para te fazer passar vergonha nos momentos mais inusitados da vida.

All pareceu abrir um sorriso assassino especialmente preparado para aquela situação quando viu que Norris estava nervoso. Darien revirou os olhos e quase viu seu cérebro de tão profundo que foi o ato.
— Não liga pra ele. Late que nem um pastor Alemão, mas é um poodle amestrado. — Comentou enrolando o braço no de Norris para que seguissem caminho. Allastor o corrigiu dizendo que não era um poodle e sim um pinscher. — Não dá pra refutar essa sua lógica. Só vamos, está bem? — Eles iam de carro e Allastor que dirigiria. Darien ainda queria conversar a sós com o primo quando tivesse a chance. Ele era o único que sabia sobre a sua doença e assim permaneceria. Apesar do jeito de All, Dary confiava nele. Entraram no carro minutos depois e seguiram para a residência que ficava em uma fenda mágica em Ohio. A residência dos McAlister. Darien achou de verdade que sua tia Niméria ou sua mãe Alina estaria ali para recebê-los, mas a casa estava silenciosa. — Mora gente demais aqui pra não ter ninguém em casa. Onde eles foram? — Compras. Mamãe e titia haviam saído com o resto da casa e não haviam voltado até agora. Ok. Elas sempre se perdiam fazendo compras mesmo. A piadinha de Allastor fez Darien lhe dar um tapa na cabeça. Dizer que poderiam aproveitar a casa só pra eles, ele e Norris era algo que se passou por sua cabeça, mas ele não queria aquilo verbalizado. — Imbecil... Isso não é da sua conta, ok? Vamos, Norris... Vamos deixar a bagagem no meu quarto e comer alguma coisa... Os elfos devem ter preparado pelo menos um lanche...

A ideia de Norris era que eles pedissem comida para comer no quarto. Um tom bastante duvidoso foi empregado em sua voz. Ele tinha outras intenções. Darien deixou uma risada discreta escapar. Seu rosto pálido se enchendo com um pouco de vida.
— Você não perde tempo, hein? — Lhe deu um selinho quando pararam na frente de seu quarto após subir um lance de escada e virarem em um corredor. Abriu a porta e fez um sinal para que ele entrasse. — Vou pedir para o Hudolf trazer alguma coisa então. Fica a vontade aí, tá? Se algo não estiver do seu agrado me fala que eu dou um jeito de ajeitarem, tá? — Lhe deu um beijo na bochecha e o deixou sozinho no quarto por alguns segundos, tomando a direção da cozinha para falar com o elfo.

A conversa com Hudolf foi tranquila. Ele ajudava Grenda, a elfa de Alina, a confeitar um bolo. Um bolo que fez Darien salivar, mas que era para a sobremesa do jantar. Mas biscoitinhos ele poderia levar. Ok. Biscoitinhos serviam. Pegou a bandeja com uma porção enorme de biscoitos e fez um sinal para que Grimmy, elfo que cuidava da cozinha de modo geral, pegasse copos e uma jarra de suco. Os dois seguiram pela escada e logo estavam de volta ao quarto.
— Valeu, Grimmy... Ah! Norris... Esse aqui é o Grimmy... Se precisar de alguma coisa... Pode chamar ele ou o Hudolf... Eles são ótimos. — Comentou colocando a bandeja sobre a escrivaninha e pegando os copos e o suco de uva das mãos do elfo, depositando a jarra ao lado da bandeja e depois dispensando o elfo. — Não me deixaram pegar mais do que isso... O jantar já já vai estar pronto. Pelo que vi só estão esperando mamãe, titia, papai, titio, minhas irmãs e meus primos... Não entendo porque resolveram sair todos juntos se sabiam que eu ia chegar hoje. — Suspirou se sentando sobre a cama onde Norris estava deitado preguiçosamente.


Norris era um fofo. E como o fofo que era se inclinou na direção dele, sentando-se ao seu lado. Comentou que poderiam estar lhe fazendo uma surpresa. Mas Darien estava preocupado com algo que não poderia falar. Será que All havia contado sobre a doença para eles? Não. All era de confiança. All não faria isso. Mas... Será que desconfiariam ao ver como Darien estava diferente? Pálido, magro... Fraco. Sua saúde sempre fora frágil, mas... Aquilo era absurdo. Ele sorriu um sorriso cansado para Norris segurando a mão que ele havia depositado em seu ombro.
— Eu também adoro biscoitos. Principalmente com pasta americana em cima... — Mudar o rumo de seus pensamentos sempre era uma boa ideia quando a tristeza por culpa de seu câncer começava a bater. Ele não queria e não deveria sentir pena de si mesmo. E nem medo. Ele sairia daquilo tudo. Não precisava preocupar ninguém.


Seu namorado encheu dois copos com suco. Uma para ele e o outro para si, bebendo-o e depois comentando ser o melhor suco do mundo.
— Suco de uva é um negócio divino mesmo. É meu favorito. É o mais doce... — Agora era ele quem provava do líquido, mas deu uma golada tão generosa que o copo chegou até a metade. — A missa vai ser daqui a dois dias, tá? Acho que esqueci de te falar isso...

Escutar do outro garoto que ele daria suco de uva de presente para ele o fez se lembrar de uma coisa muito importante. Ele se ergueu da cama. — Não... Mas nem preciso... Hudolf vai separar pra mim depois... Escuta... Eu tenho um presente pra você... Eu tenho o presente de natal e esse presente que também é de natal, mas que não pode esperar até o natal... Está preparado? — Comentou e com um sorriso caminhou até o banheiro que ficava em seu quarto. Ele tinha de entregar logo. Não seria fácil esconder aquele bichinho até o natal e ele já ia dar outra coisa para Norris no natal mesmo. — Fecha os olhos! Quando você fechar me avisa que eu volto pro quarto. — Ele se abaixou e pegou o ratinho de dentro da gaiola. Havia sido a dica de um estranho na Empório das Corujas. Esperava que Norris gostasse. Esperava mesmo. Voltou para o quarto quando o namorado disse estar de olhos fechados e parou na frente dele. — Agora estende as mãos... — Pediu esticando a mão onde o ratinho estava até que ela encostasse na dele, o bichinho relutante em passar de uma mão para outra. — Pode abrir os olhos agora. —


Interação com: Norris Blackwood e Allastor McAlister

Itens Utilizados:

  • Animal: Rato Doméstico

    Usou um Animal: Rato Doméstico.

Editado pela última vez por Gales Miyamoto em 14 Dez 2019, 19:15, em um total de 2 vezes.
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Re: McAlisters - Casinha nada humilde

MensagemIlhas de Faroe [#195370] por Guinevere Mortimer » 14 Dez 2019, 23:31

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Norris Blackwood | 5º ano | Morrigan

.:: You make me better... ::.


    Pela primeira vez na vida, Norris estava arrumando suas malas. Mas, arrumando de verdade. Ele dobrou as blusas, as calças, peças íntimas... até as meias estavam com seus devidos pares. Tão acostumado a passar o Natal na escola que não fazia questão alguma de se preocupar com essas coisas. Esse ano era diferente. Havia combinado com Darien de passarem o feriado de fim de ano juntos e desde o início do ano letivo, o morrigano já havia preparado absolutamente tudo para sua fuga. Iria sem o consentimento de Noah, o que para ele não valia de muita coisa ou nada. Estava mais para o nada. Ele amava a cidade em que morava, mas, odiava demais a possibilidade de ter de ficar apenas em casa na companhia do mais velho. Sentia muita pena de Liesel por ter que aturar a companhia dele sozinha. Mas, ela não conhecia a verdadeira face de seu pai e Norris queria muito que ela não conhecesse. Era a única coisa que lhe preocupava. Ela era sua preocupação. Assim que estivesse com Darien, pediria a coruja para escrever para a mais nova.

    Darien. A ficha estava caindo de verdade. Ele iria encontrar o sonserino em breve e isso o fez sorrir que nem um idiota. Isso costumava acontecer com muita frequência toda vez que mencionava o nome do namorado ou pensava nele. Assim que fechou o malão, seguiu para o local de encontro com os demais alunos para pegarem a chave do portal para retornarem à suas casas. Suas mãos suavam enquanto puxava o malão. Claro que estava nervoso. Dentro do bolso, puxou o maço de cigarro e só havia um. Era o último e seria o último por muito tempo. Para Darien, o morrigano havia parado de fumar. Mas, ele ainda não havia conseguido parar, o tratamento com os chicletes medicinais havia falhado e precisaria esconder sua abstinência por alguns dias. Dias que iriam parecer anos, mas, tinha que tentar. Por Darien.

    Escondido num canto do colégio, fumou o último cigarro daquele maço. No malão não tinha nenhum e o restante de drogas que possuía, tivera que incinerar. Com um certo pesar que fizera isso, mas, era necessário. Seria de muita má índole chegar na casa de Darien com aquilo. Na casa do Ministro da Magia dos EUA.
    — Put* que pariu… — Essa informação ainda era muito surreal para ele, a ficha estava caindo ali. Lavou o rosto enquanto antes de sair do banheiro e esfregou muito sabonete em suas mãos para retirar todo o cheiro da nicotina. Ainda estava nervoso quando tornou a andar pelos corredores e o nervosismo o fez se recostar na parede mais próxima. — Respira. — A voz de Aimée soou em seus ouvidos. A brigitana também estava pronta para ir embora. — Estou tentando. — Disse, dando uma risada trêmula. — Não vai dar para trás agora. Você está esperando isso há tanto tempo… — Ela afagou seus ombros. — Vou aguardar as novidades em janeiro. — Ele sorriu e concordou com a cabeça. — Feliz Natal, Aimée. — O morrigano a abraçou e se despediu da garota.

[...]


    Uma vez fora de Beauxbatons, Norris se sentia livre. Ele estava muito ansioso e com toda certeza como a soma de dois mais dois serem quatro. Acenderia um cigarro se não tivesse um compromisso tão importante. O morrigano saíra muito bem arrumado da instituição francesa. Ele vestia uma calça jeans preta, uma camisa de botão quadriculada na cor preta com um dourado escuro, deixando o primeiro botão aberto. Era de manga, mas estavam dobradas, apenas para dar um charme. Calçava seus tradicionais all star, mas, o par da vez era na cor branca. Seu cabelo estava um pouco bagunçado, mas, não o suficiente para passar vergonha. Encontraria Darien no aeroporto que iria para a cidade dele, então, tinha que estar no mínimo ajeitadinho.

    Chegou num horário considerável no aeroporto para não perder seu vôo. Ao olhar o relógio em seu pulso, percebeu que sairia em poucos minutos. Apressou os passos para chegar logo no avião que iria direto para Nova Iorque. Só havia uma coisa que ele poderia fazer durante a viagem e essa coisa se chamava dormir. Sim, ele dormiria. Da França para os EUAs seria uma viagem muito longa, então, a primeira coisa que fez ao se acomodar na poltrona foi tirar os abafadores de dentro da mochila. Se privaria de qualquer barulho. Uma pessoa desconhecida que sentou-se ao seu lado começou a querer puxar assunto e arqueando uma das sobrancelhas, Norris a ignorou solenemente e fechou os olhos, se permitindo entrar no sono mais profundo e inteiramente seu. O americano não fazia muita questão de esbanjar sua simpatia de graça para pessoas que não conhecia.

    Ele não percebeu quanto tempo durou o vôo e só soube que estava chegando porque fora acordado por uma comissária, dizendo que faltava pouco.
    — Obrigado. — A agradeceu e estralou o pescoço. Queria esticar o corpo todo, mas, teria que esperar o avião pousar para poder ficar de pé. Devolveu os abafadores para a mochila e aguardou ainda mais ansioso a chegada. No instante em que saiu do avião, seguiu para o aeroporto a passos largos. Ainda haveria mais um vôo. Seria breve, mas, ainda seria um vôo. Ele arrastou, distraidamente, seu malão com uma das mãos e com a outra, segurava a alça da mochila no meio de um amontoado de gente. O morrigano esbarrava nas pessoas sem se importar em pedir desculpas. Era gente demais, logo, teria que pedir desculpas demais. Isso não era de seu feitio e sua paciência não era a das maiores.

    Enquanto caminhava para pedir informação sobre seu vôo, Norris parou abruptamente e semicerrou seus olhos ao avistar um rosto. Por alguns segundos, sua mente se recusou a acreditar. Era sorte demais e uma coisa que ele não tinha era sorte. Tornou a andar, mas, mais rápido. Sentiu o coração acelerar cada vez que se aproximava. Era quem ele achava que era. Estava tão diferente da última vez que o viu pessoalmente, mas, ainda era ele. Agora ele tinha certeza. Seus lábios se entreabriram enquanto olhava diretamente para o seu rosto. Reconhecia aqueles olhos, a boca, tinha certeza do que estava vendo. O sonserino estava muito diferente, mais magro do que quando o vira da última vez, muito mais magro, e estava tão pálido quanto o dia em que ele desmaiara na sua frente enquanto conversavam pelo espelho de duas faces. Norris sempre o perguntava se estava bem e sempre obtinha como resposta que sim, estava tudo bem quando na verdade não estava. Mas, o que estava acontecendo? Ele teria alguns dias para descobrir. No instante em que parou na frente do garoto, sentiu as pernas falharem. Não iria entrar naquela questão, deixaria para depois… bem depois. Norris queria abraça-lo primeiro. O coração estava mais que acelerado e suas mãos começaram a suar.
    — Isso é real? — Perguntou, largando seu malão e deixando a mochila escorregar no chão. Mais uma vez ficava na frente de Darien sem tomar uma atitude imediata, mas, aquilo estava sendo tão surreal que não sabia como agir.

    Ele sentiu o coração acelerar só em ouvir a voz de Darien lhe respondendo e logo sorriu.
    — É um sonho e tanto. — Norris estava começando a suar de puro nervosismo. Não esperava por aquilo. — Sim, mas... está melhor do que a encomenda, não? — Sua voz era um pouco trêmula e estava se sentindo um idiota. Nem parecia que via Darien com frequência, mesmo que fosse pelo espelho. Ele deu dois passos à frente, se aproximando ainda mais e tomando a liberdade de segurar sua mão e puxá-lo mais para perto. — Eu senti tanto a sua falta. — Disse, encostando a cabeça em seu ombro e inalando o cheiro que tanto sentia falta.

    Norris segurou firme uma das mãos de Darien e a outra pousou em suas costas. O sonserino correspondeu o gesto quase que imediatamente e o apertou. Não havia tanta força no gesto, mas, ainda assim, pode perceber que ele se esforçava. Norris não queria estragar o momento, perguntando o que havia acontecido com ele. Por mais que quisesse muito, não faria aquilo naquele instante. Mas, para sua surpresa, Darien fora além. Sentir a mão dele em sua nuca o fez soltar a respiração devagar, numa leve arfada. Aquilo lhe causou um leve arrepio no local. Ele sabia o que iria acontecer, só não esperava que sonserino começasse. Ele iria fazer aquilo com o namorado querendo ou não. Mas, não se incomodou, muito pelo contrário, deixou que Darien conduzisse a situação. Ao sentir os lábios dele nos seus, Norris achou que coisas ao seu derredor pareciam ter sumido por completo. O morrigano correspondia à altura, sugando seus lábios com o mesmo calor e o puxando mais para perto. Norris apenas desejava que aquilo não acabasse.

    Sua mão estava começando a escorregar devagar pelas costas de Darien e por muito pouco, Norris não começou a ergue-la. No que diabos ele estava pensando para fazer aquilo? Isso mesmo, nada. Só queria curtir aquele momento ao máximo, mas, fora acordado do transe ao sentir os lábios do sonserino se afastando dos seus. Ele não conseguiu abrir os olhos, ainda estava inebriado, mas, suas testas permaneceram unidas. Ao ouvir Darien dizer que sentia sua falta, deixou um sorriso surgir em seu rosto. Ele não respondeu naquele momento, apenas consentiu com a cabeça. Enquanto sentia Darien mordiscar seu lábio inferior, ele sibilou de prazer ao estar tão perto e ao mesmo tempo tão longe dele, e acabou devolvendo o gesto, dando outro selinho.
    — Não mais do que eu… — Sussurrou em seus lábios.

    Darien era muito competitivo, um pouco convencido, talvez, até nas coisa mais simples. Norris abriu os olhos para ver o sorriso do sonserino e diante do comentário dele, o morrigano rebateu.
    — Não esqueça que o ano letivo ainda não acabou. — Norris desviou o olhar apenas para pegar suas coisas que havia largado no chão. A mão que estava livre, segurou a de Darien para seguirem a caminhada até o avião. — Eu ainda tenho que comprar minha passagem... você já tem a sua? — Perguntou, encaixando os dedos nos deles.

    Ele fechou os olhos ao ouvir a voz de Darien em tom de esporro. Não havia nem cinco minutos que estavam juntos e isso já estava acontecendo.
    — Não comprei porque ainda dá tempo de comprar. — Comentou, mantendo a calma. Na parte em que foi chamado de doido, ele concordava. — Sou mesmo... e por você. — Rapidamente, deu um beijinho em sua nuca. Contudo, as sobrancelhas de Norris se ergueram em total surpresa. — Há um jato te esperando? — Perguntou calmamente, mas, em sua voz também havia surpresa. A ansiedade que Norris havia deixado de lado enquanto dormira no avião e depois reencontrava Darien estava voltando. Darien era sobrinho do ministro da magia americano, logo, Norris estaria o acompanhando para a mesma casa, já que moram todos juntos. Logo, Darien era podre de rico. — É... se não for um incômodo, eu aceito. — Não deixou seu nervosismo transparecer em sua voz. Respirou fundo para se acalmar, mas, ele podia sentir algumas gotículas de suor se formando em sua nuca.

    O sorriso de Darien era largo ao ouvir a resposta do morrigano. Ele adorava aquele sorriso, só não estava curtindo muito a situação. Darien era podre de rico, sobrinho do ministro da magia americana — sim, sua mente naquele momento fazia o favor de lembrá-lo com mais frequência esse detalhe — e ele era só um Zé ninguém, viciado em heroína e qualquer droga que o oferecesse. A situação financeira de Norris não era ruim, muito pelo contrário, só que comparada a de Darien, ele se sentia a mosca de um cocô de um cavalo perdido no interior do Texas.
    — Eu imagino que não vai demorar para chegarmos mesmo... é um jato. — Disse com um ar descontraído e risonho. Mas, estava sem graça em saber que não era o melhor jato e ao mesmo tempo muito feliz em ver que não seria um jato com tecnologia de Dubai para levá-los à Ohio. Não precisava disso.

    Norris não tinha relógio, mas pode ver que havia um digital mais longe.
    — Quase 03:00 PM. — Comentou para ele enquanto andavam até onde o tal jato estava. Essa situação ainda era muito surreal na cabeça de Norris e aquilo o fazia querer um cigarro. Muito. Assim que alcançaram a área de embarque, Norris pode ver o jato. Era um fodendo jato e nem era o melhor, segundo o sonserino. Assim que entraram, Darien falou com um homem alto que o cumprimentou e depois o apresentou para ele como namorado. — Oi. Muito prazer. — Ele apertou a mão do cara que tinha intimidade com Darien, pois até bagunçou o cabelo dele. Outros funcionários apareceram e logo levaram sua bagagem. As suas e as de Darien. Norris não queria ter entregue a mochila, mas, não teve outro jeito. Assim que chegaram na parte em que havia onde sentar, definitivamente, Norris não queria conhecer o melhor jato. Ele esperou Darien se sentar para saber onde ficaria, pois ficaria perto dele. Não sairia de seu lado por nada.

    Norris sorriu ao ver Darien tão à vontade e assim que ouviu o pedido do sonserino, rapidamente o fez. O frigobar estava cheio de coisas, menos de bebida alcoólica, coisa que Norris aceitaria de bom grado no lugar do cigarro.
    — Aqui. — Disse, estendendo um copo com água para Darien e se acomodando ao seu lado. Tudo ali era estupidamente lindo.

    Darien notou que ele não estava tão sorridente e logo perguntou o que estava acontecendo.
    — Estou ótimo. — Respondeu imediatamente. — Só estou um pouco cansado... não é nada. — Disse, se aproximando dele e beijando sua nuca. — E você, está bem? — Se tivesse que conversar com Darien sobre todo o luxo, não ia ser naquele momento. Deixaria para depois e tentaria aproveitar ao máximo a companhia dele.

    Norris se aproximou ainda mais de Darien. Assim que ele terminou de beber a água e colocou o copo num canto do chão dali. Sentir as mãos do namorado em seu cabelo o fez fechar os olhos e logo ele se ergueu, e se acomodou em seu colo.
    — Só vou dormir se você quiser dormir também. — Disse, lhe dando outro selinho. — Posso deixar para descansar quando chegarmos em sua casa. — Agora, Norris beijou da sua bochecha até a orelha. Por alguns segundos se manteve ali, o beijando e inalando o cheiro dos cabelos de Darien. Era tão doce como o sabor de seus lábios.

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    Darien estava gostando do que Norris fazia e isso só o empolgava mais. O sonserino o apertou pela cintura, lhe fazendo arfar. Norris olhou para o seu rosto e viu um meio sorriso malicioso. Sorriso este que esperou por meses para ver pessoalmente. Darien estava de volta, eles estavam juntos de volta e isso o fez sorrir também. Quando sentiu a língua de Darien beijando seu pescoço, seu corpo todo se enrijeceu. Norris o segurou com um abraço e gemeu baixinho em seu ouvido. Tinha certeza que aquele beijo na nuca o havia marcado. A pergunta de Darien sobre ele estar cansado e talvez precisar dormir o fez sorrir mais uma vez. — Só se você quiser... e você não parece querer. — Norris olhou nos olhos dele enquanto encaixava sua mão no membro de Darien por cima da roupa. Segurou com um carinho firme naquela região e arfou em seus lábios. — Mas, eu posso parar já que está insistindo tanto. — Norris fingiu ser um menino obediente e deu outro selinho em Darien, removendo as mãos de seu membro e se erguendo para se sentar no puff ao lado do namorado.

    Norris conseguiu deixá-lo um pouco perdido. “Perfeito”, pensou. O morrigano não estava acreditando no que ouvia. Se sentir mal?
    — Por que eu me sentiria mal? Estou com você. — Norris respondeu, olhando dentro dos olhos mais lindos que viu na vida, o mar de águas verdes que habitavam as orbes de Darien. Seu corpo estava quente, estava louco para voltar para o colo dele. Mas, não o fez. Apenas arrastou o puff em que se sentou, ficando ainda mais próximo. Sua mão esquerda começou a passear pela sua coxa, seguindo em direção ao seu membro que permanecia rijo. — Já disse que posso descansar depois. — Norris puxou Darien pela camisa e o beijou com certa força e muita necessidade. Ele precisava daquilo. Sentir a língua de Darien misturada a sua o deixava sem ar. Tão logo já estava em seu colo de novo, acariciando seu cabelo com uma das mãos e a outra abrindo o botão de sua calça.

    Ver Darien cedendo o excitava ainda mais, mas, ele tinha razão. Iriam decolar em breve e mais uma vez teriam que pausar a brincadeira. — Que merda. — Norris rosnou irritado por mais uma vez ter que parar de agarrar seu namorado. Ele respirou fundo, tentando se acalmar. — Talvez seja um sinal... — Ele continuava puxando o ar devagar. — Devemos esperar chegar na sua casa... deve ser isso. As deusas me odeiam. — Concluiu, passando os braços pelo ombro de Darien e o abraçando.

    Mesmo depois de Norris reclamar, Darien o acariciou, mantendo firme o abraço. Isso o fez sorrir. Ele gemeu ao sentir os lábios de Darien em sua orelha, se entregando ao jogo do namorado e esquecendo que o avião poderia começar a qualquer momento. Mas, sua última frase incomodou o sonserino, que o fez parar abruptamente o mais simples toque. Havia muita indignação na voz do namorado, o que deixou o morrigano um tanto perplexo.
    — Por que eu estaria brincando? — Comentou, encarando seu rosto. — Não conhece as deusas? — Indagou com tranquilidade. Não iria começar uma discussão por causa daquilo e preferia que Darien também não.

    Norris se ajeitou no colo do seu namorado e o encarou. Ele precisava medir suas palavras. O morrigano sabia que Darien era religioso, mas, não ao ponto de ignorar todas as outras religiões. Falar sobre isso era comum iniciar uma briga.
    — Eu só disse porque em Beauxbatons as casas são de acordo com as deusas celtas. Não sabia disso? Eu por exemplo, fui escolhido pela Morrigan. — Norris não acreditava muito nas deusas, até porque, nunca fora imposto a seguir religião nenhuma e ele tinha preguiça demais para isso. — É só uma expressão. — Disse, lhe dando um selinho e alisando seu rosto com o polegar. — Aliás, eu ganhei uma blusa para usarmos na missa que me convidou no Natal. Está de pé ainda, certo? — Mudar de assunto era a melhor coisa a ser feita naquele momento.

    Havia dado certo a mudança de assunto, o que fez Norris ficar mais aliviado.
    — Sim. — Falou satisfeito. — É uma blusa cinza de botões, a manga é comprida... muito bonita. — Deu outro selinho assim que viu o sorriso do sonserino. Daria um beijo melhor se não tivessem sido atrapalhados com o aviso do piloto, iriam levantar vôo. O morrigano suspirou e fez um biquinho triste quando o viu fechar o zíper. Ele ergueu-se do colo de Darien e sentou-se ao seu lado, colocando o cinto. Norris estendeu a mão para o namorado antes de ouvir o barulho do motor ligar. Era a primeira vez que voavam juntos e ele se sentia numa cena de um filme.

    Não demorou para que Darien pegasse sua mão, o que fez o morrigano sorrir. Com doçura, beijou a mão do namorado para tentar acalmá-lo. O barulho o incomodava, mas, nada assustador.
    — Tenho certeza que ela está bem. — Disse no instante que viu Darien tentar olhar pela janela, ele tinha certeza que o namorado tentava ver sua coruja. — Eu tenho uma surpresa. — Ele comentou, aproximando-se de seu ouvido. — Mas, precisamos estar no ar. — Norris relaxou um pouco mais na cadeira, esperando o avião ganhar uma altura estável para poder se mexer.

    Nunca em sua vida Norris achou que iria conseguir se importar com alguém além de si mesmo e Liesel. Mas, a vida costumava surpreender as pessoas, não é mesmo? Estava comprovado ali o quanto ele queria que seu namorado se sentisse bem. Era louco por ele e não fazia questão alguma de negar. Tentou passar o máximo de segurança possível, mas, ele sabia que Darien ainda estava tenso. Não soltou sua mão nem por um segundo e apesar de todo o barulho para ganhar altitude, não ficou temeroso. Alguns minutos depois, Norris pode confirmar que era seguro se mexer, estavam no alto. Afrouxando o cinto, ele começou a mexer na mochila que estava caída ao seu pé.
    — Preparado? — Perguntou para o sonserino. — Preciso que feche os olhos e abra a boca. — Havia um sorriso malicioso em seus lábios.

    Ele adorava o modo como Darien agia. Sabia que ia conseguir prender sua atenção com o que falara. Não perdeu tempo e devagar abriu uma caixa de chicletes de língua de gelo e retirou um para si imediatamente, fazendo o mínimo barulho possível. Não demorou para fazer efeito e rapidamente se pôs à frente de Darien para colocar a língua em sua boca. Devagar, fez com que o caldo adocicado caísse em sua boca, deixando ambos os lábios levemente congelados, mas ao mesmo tempo. Um calor percorreu pelo seu corpo ao dar mais intensidade ao beijo, mas, tentaria ao máximo se controlar.

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    Contudo, a palavra controle parecia ter sumido de sua mente após ter ouvido o gemido de Darien e sentir sua mão o puxando para perto. Foi a sua vez de deixar um gemido escapar. A intensidade do beijo fazia com que Norris também quisesse os lábios que já estavam unidos aos seus cada vez mais. Uma de suas mãos estavam segurando firmemente o quadril de Darien, mas esta desejava descer um pouco mais e assim o fez. Ele gemeu mais uma vez ao tocar no membro de seu namorado e fez com que sua boca mudasse de rumo, beijando o pescoço do sonserino. Norris queria testar aquele frescor em cada parte do corpo dele.

    O namorado cedia cada vez mais e ele gostava disso. Continuou beijando-o no pescoço, hora ou outra seguindo de seu maxilar para o ouvido enquanto acariciava seu membro por cima das roupas. Mas, suas mãos eram ágeis e logo desabotoou a calça, já que por cima da roupa não dava para fazer muita coisa. Assim que sentiu o membro em suas mãos mais uma vez, soltou mais um gemido. Esperara aquilo por tempo demais e precisava recuperar o tempo perdido. Sua mão se movia com certa rapidez e tão logo soltou o cinto de ambos com a mão que estava desocupada, para permitir que se mexessem com mais liberdade. Sem perder tempo, Norris beijou os lábios de Darien mais uma vez e parou abruptamente para deixar que o ar gélido de seus lábios soprassem na direção dos dele. Mas, não pararia ali. Sua boca rumou para outra direção e sem aviso prévio, a colocou em seu membro. Nunca havia provado o gosto de Darien e achava isso injusto demais.

    Darien estava tentando impedi-lo, mas, ele não se importava nem um pouco. Era a primeira vez na sua vida que fazia sexo oral em alguém. Por mais que estivesse excitado, também estava nervoso. E se fizesse algo errado? E se o machucasse com os dentes? Nunca iria se perdoar e ia enfiar a cabeça embaixo da terra. Mas, até aquele momento, não havia feito nada de errado. Muito pelo contrário, estava arrancando gemidos de seu namorado e aquilo o excitava ainda mais. Concordou com uma parte das palavras do sonserino, porque realmente seria melhor se estivessem em casa, mas, ele não queria esperar mais. Darien reclamou de banho e Norris quis rir, mas, se conteve e sugou o seu membro com ainda mais força. Sua língua passeava animadamente pela glande e em seguida, tornou a colocá-lo na boca, o sugando ainda mais rápido e soltando um gemido de prazer. Ele mesmo não estava se aguentando e esperava estar agradando Darien do mesmo modo.

    O sonserino o queria tanto quanto ele e surpreendeu o morrigano, dizendo que não seria bom continuar. “Iria gozar?”, pensou. Era o que ele queria. Mas, não o teve. Mais uma surpresa viera do namorado e isso o fez sorrir. Darien puxou seu cabelo com força que fez com que Norris rosnasse em protesto e puxasse o cabelo dele de volta quando o fez ficar de pé, encaixado em seu colo. Estava no colo de Darien mais uma vez e ele só queria que aquilo durasse a eternidade. O sonserino estava prestes a tirar sua calça enquanto se beijavam mais uma vez, quando alguém bateu à porta.
    — Ah, não... — Sua voz era sôfrega. — De novo não. — Murmurou contra os lábios de Darien, fechando os olhos e unindo sua testa à dele. Norris queria chorar de raiva. Se ele pudesse quebrar alguma coisa naquele momento, seria a cara de quem havia batido na porcaria da porta.

    Sair do colo de Darien e voltar para o banco fora a coisa mais difícil que fizera naquele instante. Como ele queria ter continuado... precisava daquilo, precisava de Darien mais do que nunca. Sentira a sua falta desde o momento em que o deu as costas no dia em que voltara para casa quando as aulas estavam para retornar. Só se verem pelo espelho durante o ano letivo não era o suficiente, mas, era melhor do que nada. Norris deu um suspiro pesado e se ajeitou em seu banco assim que Darien lhe dissera para colocar os cintos. Sua calça estava no lugar, quem entrasse ali não veria algo tão diferente de como estava antes. A não ser seu cabelo, este estava sempre um pouco desgrenhado e não fazia muita questão de arrumar. — Tudo bem... — Seu tom de voz era neutro. Ele deveria ficar tão chateado? Nem ele sabia, mas também não conseguia evitar. Quando o namorado se sentou ao seu lado, ergueu a mão, pedindo para que ele a segurasse.

    O morrigano suspirou no momento em que Darien segurou sua mão. Ele sabia que certos vôos eram rápidos, mas, não tanto. Teria que esperar até à noite para ter um momento de paz e à sós com o namorado. Não iria admitir, mas, que estava puto... ele estava. O pouso havia sido feito e com certa relutância a sua ereção havia ido embora. Segurar a mão de Darien o deixava aceso, mas, não era mais hora para aquilo. Quando soltou os cintos, ajustou suas roupas ao corpo, pôs a mochila nos ombros e seguiu com Darien para a saída do avião, segurando sua mão. Ele sempre seguraria. Precisava de Darien, mais do que tudo. Seguiram juntos até a entrada do aeroporto e sem mais, nem menos, o sonserino soltou sua mão, dizendo que não demoraria para voltar. Ele seguiu até um homem de cabelos prateados que estava parado por ali. O cara era estiloso demais. Tinha piercings e com muito charme soltava a fumaça de um cigarro. Tudo o que Norris mais queria naquele momento era um cigarro e Norris o invejou demais. Assim que Darien alcançou o loiro, apagou seu cigarro com brutalidade. “Se ele soubesse quanto custa, não faria isso”, pensou, ficando boquiaberto com a atitude do namorado. Darien voltou para o seu lado e o apresentou para o loiro que se chamava Allastor McAlister. Ele limpou a garganta e ergueu a mão para devolver o aperto ao primo de Darien. “Estou segurando a mão do filho do fuckin' ministro da magia dos EUA”.
    — Prazer. — Comentou antes de responder a ameaça. — Não se preocupe... não tenho intenções. — Ele riu de nervoso, literalmente. O cara era filho do ministro da magia dos Estados Unidos. Norris só conseguia pensar no quão fodido estava.

    Se desse, Norris sairia correndo. Mas, permaneceria firme. Era provável que passasse por coisa pior, ainda iria conhecer sua sogra, seu sogro e os cunhados. Sua respiração estava começando a ficar trêmula, nunca na vida fora a casa de um namorado conhecer seus familiares formalmente porque ele NUNCA TEVE UM NAMORADO. Quando o braço de Darien tocou o seu, ele pareceu voltar para a realidade. Aninhou o braço dele ao seu e começarem a caminhar até o carro que os levariam. Quando chegaram até o veículo, Norris não deixou de soltar um leve silvo para apreciar sua beleza. Também, não esperava menos. Era o filho do ministro da magia americana! Ele podia ter um carro com a Demi Lovato dentro. Sentou-se no banco traseiro com Darien e Allastor não demorou para seguir o curso até a residência dos McAlister.

    Quando chegaram na entrada do portão, Norris deixou sua boca entreabrir. A casa era foda. Humildade não existia no vocabulário daquela família e ele não queria imaginar se o seu jeito desastrado derrubasse alguma coisa de cristal. Ele não fazia ideia de onde iria arrumar o dinheiro para devolver. Mas, não iria pensar nisso, deixaria para sofrer depois. Ele tinha que parar com isso de sofrer antecipadamente. E se ele se impressionou com a parte da frente, quando viu o interior, sentiu os ombros encolherem automaticamente. Era simplesmente perfeita. Tudo. As cores, os móveis, as pessoas, mesmo não havendo ninguém no momento. No caso, o morrigano falava do namorado mesmo que era tão perfeito quanto uma aurora boreal no Yellowknife, Canadá ou em Muonio na Finlândia, e de seu primo que possuía uma beleza fora do comum.

    Allastor falara que a mãe de ambos havia saído para fazer compras e que a casa estava livre para fazerem o que quiserem. Norris não conseguiu deixar de sorrir e se perguntava se estava tão explícito assim sua vontade de ficar sozinho com Darien. O sonserino não gostou muito de ouvir a resposta de seu primo e disse que preferia deixar as bagagens no quarto e descer para comer alguma coisa. Darien pediu que Norris o seguisse e ele obedeceu, não antes de sussurrar em seu ouvido.
    — Seu primo não está tão errado... — O sorriso tornou a aparecer em seu rosto, nem parecia que havia se chateado no avião. — Até porque, podemos comer no quarto. — Allastor não estava por perto e poderia ser mais íntimo com o namorado. A última frase poderia ser entendida do jeito que Darien quisesse.

    Norris deixou escapar uma pequena risada com a resposta de Darien.
    — Mas, estou errado? — Nisso, recebeu um selinho dele quando pararam diante da porta de seu quarto. — Está vendo, você confirma minhas ideias. — Sorriu de novo, mordendo seu lábio inferior. Assim que a porta foi aberta, mais uma fucking vez ele fez cara de idiota impressionado. O quarto era simplesmente perfeito e organizado. — Como tem coragem de dizer isso? O quarto tem que estar agradável para você. É seu! — Comentou um pouco exasperado, arrastando a mala para o canto ao lado da porta. Quando o sonserino avisou que iria sair, lhe deu um beijo na bochecha e ele sorriu. — Está tudo perfeito. — Disse, sentando-se à beira da cama e observando-o sair do cômodo. Involuntariamente, fechou os olhos e deixou suas costas pesarem sobre o colchão, dando um pesado suspiro. Não iria dormir, mas, aproveitaria o momento para relaxar. Tirou o tênis na posição que estava e se aconchegou ainda mais, torcendo para Darien voltar logo. Ele estava com fome de verdade também.

    O namorado realmente não demorou e também, não voltou sozinho.
    — Oi, Grimmy! — Disse, acenando para o elfo antes dele se dirigir à saída. Norris se ergueu e se sentou ao lado de Darien para poder comer os biscoitos. — Vai ver todo mundo quer fazer surpresa para você. — Deu um leve esbarrão em seu ombro, implicando com o garoto. — E eu adoro biscoitos. — Pegou um e colocou na boca, indo em direção de Darien para que ele mordesse também.

    O sonserino sorriu antes de aceitar o biscoito e segurou sua mão que estava no ombro dele o acariciando amigavelmente e devagar sobre seus ombros. Darien ainda comentou sobre gostar mais de biscoito com pasta americana e quando Norris terminou de digerir, beijou seu rosto. O sonserino parecia cansado e ele entendia, viajar de avião costumava deixar as pessoas exaustas. Ele também estava um pouco cansado, mas, faria qualquer coisa que Darien quisesse. O sonserino estava com a aparência muito mais magra do que quando o conhecera e até queria falar sobre isso, mas, achava que aquele ainda não era o momento certo. Gentilmente, pegou a jarra de suco e serviu os dois copos, depositando um destes em sua mão. Ao provar, não pôde deixar de comentar.
    — É o melhor sabor de suco que existe.

    Ele roubou um beijo de Darien ao ouvir que também era seu suco favorito. — Já sei o que te dar de Natal. — Falou sério, mas, logo começou a rir. — Brincadeira... seu presente é outro. — Ele bebeu mais um pouco do seu suco e comeu outro biscoito enquanto Darien falava sobre a missa. — Tudo bem. — Sorriu. A única coisa que Norris desejava era não dormir dentro da igreja. Pelo que ele se lembrava, missas costumavam ser chatas, cansativas e principalmente, sonolentas. — Você já separou sua roupa? — Perguntou, comendo mais um biscoito e colocando uma perna sobre a de Darien.

    Darien usava o elfo para escolher as próprias roupas. O elfo deveria ter muito bom gosto porque seu namorado andava sempre na beca. Achou graça de quando ele se explicou sobre o presente de natal que não podia esperar até o natal para ser entregue.
    — Estou muito preparado. — O sorriso em seus lábios havia aumentado. Estava ansioso com a surpresa e começou a rir antecipadamente, ainda mais com o pedido de ter que fechar os olhos. — Estão fechados! Vem logo! — Ele realmente estava de olhos fechados. O seu último presente havia sido um desenho de Liesel e ele em casa. Há anos não ganhava um presente de verdade. O último pedido de Darien era que ele estendesse as mãos e rapidamente o fez. — Ai, Darien... você quer me matar de ansiedade. — Disse, batendo as pernas no ar enquanto estava sentado na cama que nem uma criança de dez anos.

    Quando Darien colocou o presente em suas mãos, Norris o segurou e sentiu o presente brigar com ele. Imediatamente abriu os olhos.
    — Não acredito... não acredito! — Disse, dando uma risada. — É UM RATINHO! — Ele sorriu ao ver o rato cinza, num tamanho médio, com a barriga e as patinhas na cor branca. — Ele é lindo... — Disse, suspirando enquanto a criatura se movia em suas mãos. Ele se colocou de pé e beijou o namorado de modo apaixonado. — Obrigado... — Sussurrou, roçando o nariz no dele, sorrindo mais uma vez. A companhia de Darien o fazia sorrir a cada segundo. Enquanto estivesse com ele, sabia que tudo ficaria bem.



Avec: Darien Morris, o crush et Aimée Deschamps (minha NPC)
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Re: McAlisters - Casinha nada humilde

MensagemJapao [#195452] por Gales Miyamoto » 25 Dez 2019, 14:15

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Darien Morris|5º ano|Slytherin

Maybe Christmas...


Então ele também tinha um presente para ele? Darien era bastante agarrado a tradições e queria deixar para ver seu presente apenas no natal... Mas ainda faltavam quatro dias, não faltavam? Ele estava ansioso demais. E ver a alegria no rosto de Norris ao receber seu ratinho era uma coisa que o inspirava a querer quebrar suas próprias regras. Ainda que só um pouco. — Quero... Mas... Assim... Não precisava... E... Ah! A quem eu tô querendo enganar? Precisava sim! O que você me trouxe? — Ele riu uma risada gostosa. Ele não era do tipo que fingiria uma humildade que não tinha. Ele adorava receber presentes. Ainda que Norris fosse o maior e melhor presente que já houvesse recebido na vida.

Norris pediu para que ele fechasse os olhos e assim o fez. Seu coração estava agitado e era como se fosse uma locomotiva. Ele estava muito ansioso para saber o que o namorado havia lhe comprado. Tentava adivinhar mentalmente, mas não iria desgostar, fosse o que fosse. Sabia que o namorado tinha um gosto incrível. Confiava nele. Estendeu a mão para que o objeto fosse depositado na sua palma.
— Já posso abrir os olhos, Norris?

Aquela tensão estava o matando. Tá... Não literalmente. Mas ainda assim... Dava para entender o que ele estava querendo dizer, certo? Um pequeno espaço de tempo se fez entre sua pergunta sobre a abertura dos olhos e o consentimento de Norris. E ele mal havia aberto os olhos e já sentiu algo em seu dedo anelar. Era... Um anel! E um anel lindo! Absurdo! Ele sentiu o sorriso que se formou instantaneamente em seus lábios quase rasgar a sua face. Estava radiante.
— Eu não acredito! Obrigado, Norris! — Você... Você tem um igual pra você também? Eu... Eu quero colocar no seu dedo!

Havia sim um outro anel e aquilo fez o sorriso de Darien aumentar consideravelmente. Se achava que tinha rasgado o rosto antes, agora então... Pegou o anel que o namorado estendeu para ele e se posicionou para colocá-lo em seu anelar.
— Isso é um anel de compromisso, certo? — Se inclinou para a frente lhe roubando um selinho e logo depois colando suas testas. — Eu usaria uma coleira se você me pedisse, sabia? — Ele não estava mentindo. Faria exatamente isso se Norris quisesse.

Norris não perdia tempo e em questão de segundos estava o beijando de forma ávida e ainda havia o empurrado para a cama. Era muito bom ouvir Norris dizer que faria o que ele quisesse. Isso era como música para seus ouvidos.
— Você me deixa maluquinho, sabia? — Murmurou após ter o lábio inferior mordido, levando a destra a nuca dele e apertando-o contra si, beijando-o novamente como se o mundo fosse acabar em dois minutos. E talvez fosse mesmo. Lá fora, passos poderiam ser ouvidos por orelhas atentas, mas ambos não estavam tão atentos assim. Estavam perdidos um no outro. Perdidos demais para perceber a mãe de Darien parada na porta vendo a cena toda.

Os gemidos contínuos de Norris e a forma como ele passeava com as mãos por seu corpo deixavam o sonserino extasiado. O mundo poderia se acabar naquele instante e ele não sentiria. Norris ia retirar sua blusa, ele tinha certeza que sim e iria ajudá-lo naquela empreitada.
— Eu também quero você... Muito... — Ele devorou os lábios de Norris e deixou os lábios descerem por seu pescoço, virando-os de posição e colocando-se por cima. Ia começar a tirar as roupas dele quando ouviu o pigarro vindo da porta. Quando percebeu de quem se tratava ele quis morrer. — Mamãe?


Interação com: Norris Blackwood e Alina McAlister
Editado pela última vez por Gales Miyamoto em 25 Dez 2019, 14:16, em um total de 1 vez.
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Re: McAlisters - Casinha nada humilde

MensagemIlhas de Faroe [#195461] por Guinevere Mortimer » 25 Dez 2019, 21:10

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Norris Blackwood | 5º ano | Morrigan

.:: You make me better... ::.


    Ah, ele adorava o jeitinho convencido de ser que Darien possuía. Precisava de presente sim. Ele adorava receber e também gostava de presentear aqueles que gostava. Sem soltar seu mais novo amiguinho, Norris pegou sua mochila que havia largado no chão. — É... preciso que feche os olhos também. — Ele solicitou ao namorado, antes de retirar a caixinha de sua bolsa. O coração do morrigano estava ficando acelerado. Ele sabia que era um grande passo e estava nervoso. Darien poderia não gostar do presente e ele precisava estar pronto para aguentar a resposta negativa.

    Assim que o namorado fechou os olhos, Norris seguiu com seu mais novo amigo, Lep, até o banheiro. O colocou na gaiola e depois, carregou a gaiola até o pé da cama de Darien. Com o indicador nos lábios pedindo silêncio para o ratinho, o morrigano retirou de sua mochila uma caixinha de veludo. Ele respirou fundo e parou diante de Darien à uma curta distância. Olhou para a caixa, em seguida olhou para a mão do namorado que estava estendida. Norris sorriu largo ao ver aquilo, Darien era a sua criança. Iria mimar o namorado sempre que pudesse porque ele merecia, apesar dele já ser bastante mimado. Silenciosamente abriu a caixa e quando o sonserino lhe perguntou se podia abrir os olhos, Norris pegou a aliança e mirou em seu dedo. — Pode abrir. — E no instante em que falou, colocou o anel em seu dedo anelar. — Feliz Natal. — Norris deu um passo a frente e deixou um selinho demorado nos lábios dele.

    A reação de Darien era melhor do que o que ele esperava. Ao ver aquele sorriso, não pôde deixar de sorrir também.
    — Pois pode acreditar. — Disse enquanto o namorado “não acreditava” na situação em que se encontrava. — É claro que tem outro anel. — Norris respondeu quando foi perguntado se havia um par, Darien estava fazendo questão de colocá-la nele. — Está aqui. — Ele estendeu a caixa de veludo que continha o outro anel e foi a vez do morrigano estender sua mão.

    Ele sorriu ao ver Darien colocando a aliança em sua mão. Agora Norris tinha algo concreto da relação que possuía com Darien além do espelho de duas faces. O namorado lhe perguntou se era um anel de compromisso e ele respondeu que sim, recebendo um selinho inesperado. Darien colou sua testa na dele e sussurrou que usaria uma coleira caso ele pedisse. Aquela resposta havia dado a Norris um ânimo que e não sabia conter a não ser, jogando seu corpo contra a cama e beijando-o ardentemente.
    — Você é o meu dono, Darien... — Por alguns segundos, parou para admirar seu rosto. Era a escultura mais perfeita, mesmo que um pouco mais magra do que antes. — Eu faço qualquer coisa por você. — Disse, mordendo o lábio inferior ele e o beijando novamente.

    Ao sentir as mãos de Darien segurando sua nuca e o apertando contra seu corpo, Norris deixou escapar um leve gemido. Para o morrigano, o mundo se fechou ali. Só haviam os dois e mais ninguém. Norris moveu seu quadril, se encaixando mais ao corpo de Darien... estava ficando excitado. Seus lábios rumaram até seu pescoço, onde mordiscava devagar. Depois rumou para seu ouvido, onde deixou outro gemido escapar. Suas mãos deslizavam pelo peitoral do namorado, com o intuito de arrancar a camisa deste.
    — Eu quero você, dear Darien... — Murmurou com desejo ao morder o lóbulo de sua orelha.

    Um sorriso apaixonado surgiu no rosto de Norris ao ouvir que também era desejado. Estava quase retirando a blusa de Darien quando este o trocou de posição, deixando-o por baixo em cima da cama. Ele gemeu outra vez, ainda mais ao sentir os lábios dele em seu pescoço. Sua ereção era nítida. Até fechou os olhos para poder se deliciar ainda mais a sensação de ter o namorado no controle da situação. Por isso, não percebeu que havia uma pessoa parada à porta até ouvir um pigarro e em seguida, Darien pronunciou a palavra “mamãe”. Os olhos de Norris se abriram num rompante e ergueu o tronco com o susto, colocando Darien ao seu lado. Norris estava ofegante, mas, de desespero. Nunca desejou tanto que um buraco se abrisse na sua frente. Se enfiaria nele e não sairia nunca mais.


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Re: McAlisters - Casinha nada humilde

MensagemJapao [#195466] por Gales Miyamoto » 25 Dez 2019, 23:54

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Darien Morris|5º ano|Slytherin

Maybe Christmas...


Quando dois corpos celestes se chocam com muita violência o estrago poderia ser incomensurável. Era como uma área devastada o espaço que havia na cabeça de Darien Morris naquele momento. Ele só conseguiu chamar pela mãe quando a viu e mais nada. Estava paralisado. Norris o empurrou para o lado e se sentou, talvez tão ou até mais chocado do que ele, mas não disse nada também. Alina estava quieta. Seus cabelos graciosamente penteados em um rabo de cavalo alto não escondiam nenhum detalhe da expressão de surpresa tímida que tomava sua face. — Então... Eu sugiro que fechem a porta da próxima vez... Passei aqui pra avisar que chegamos e que já já será a hora de jantar. Está tudo bem com você? Com vocês dois, no caso? — Alina era um anjo de candura e agora tentava sorrir para que o clima pesado saísse de cena. Darien respirou fundo. Tinha de retomar o controle da situação. Agora foi a vez dele de pigarrear. — Sim, sim... Estamos bem, mãe. Esse... Esse é Norris Blackwood, meu namorado. Norris, essa é minha mãe, Alina. — Apresentou os dois tentando entrar no jogo do “não aconteceu nada” que Alina propunha.

Darien segurou a mão de Norris. Ele sabia que o namorado deveria estar querendo correr para as montanhas... Ele também queria. Mas sabia que Alina era gente boa. Sua mãe era a melhor. E como a melhor mãe que era se aproximou deles, agora o sorriso era bem mais verídico.
— Que isso... Não sou nenhuma madame. Sou apenas a Alina. Bem vindo a família, querido. — E, como a fada que costumava ser, se inclinou dando um beijo na testa de Norris. — Dary fala de você o tempo todo, sabia disso? Em toda transmissão, em toda carta... Sinto até que já te conheço por anos... — Darien queria se esconder agora. Seu rosto pálido ficou a coisa mais vermelha da face da terra. Norris não precisava saber disso, precisava? — Depois desçam, está bem? Senão a comida vai esfriar. — E, assim, a mulher deu meia volta e saiu do quarto, fechando ela mesma a porta atrás de si.

Era nítida a animação de Norris depois das palavras de Alina. Darien sentia que o namorado ia explodir. Ele repetiu as palavras de Alina dizendo que ele era da família. Seus olhos brilhavam. Darien ergueu uma das sobrancelhas.
— Claro que é da família... Você e eu somos um agora... — Esclareceu o óbvio enquanto o namorado soluçava. Ele estava... Chorando? Pelo amor de Deus! — Eu não acredito nisso... Eu fiz algo de errado? Pensei que estivesse feliz... Você está triste? — Esticou a mão para tentar limpar quaisquer lágrimas que aparecessem rolando por sua bochecha. Estava visivelmente preocupado e faria qualquer coisa para deixá-lo bem de novo. — Não se preocupe por ela nos ter pego no flagra... Ela já deve ter pego a Cassie no flagra umas mil vezes e... Bem... Ela não odeia você. Minha mãe é maravilhosa. Ela não odeia absolutamente ninguém... — Esticou-se e o abraçou. — Onde está o Lep, hum? Não vi você guardando ele antes da gente começar a... Bem... Você sabe...


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Re: McAlisters - Casinha nada humilde

MensagemIlhas de Faroe [#195472] por Guinevere Mortimer » 26 Dez 2019, 19:03

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Norris Blackwood | 5º ano | Morrigan

.:: You make me better... ::.


    O coração de Norris estava mais que acelerado. Ele podia jurar que estava infartando. A mãe de Darien estava ali, na frente deles, vendo-os com as roupas amassadas e cabelos bagunçados. Ele queria morrer. Ela sugeriu que fechassem a porta da próxima vez e o rosto de Norris começou a queimar de tanta vergonha. Ao ser perguntado se estava bem, ele achou melhor não responder. Era nítido que não estava nada bem.

    Quem acabou respondendo foi Darien que respirou fundo e disse que estavam. Norris queria dizer que não, mas, as palavras, onde estavam? Ele não sabia. Seus olhos estavam fixos no chão e suas mãos apertavam o colchão. Tamanha era sua vontade de sair correndo para o banheiro, mas, não faria isso. Até porque, Darien o apresentou como namorado para sua mãe. Alina, esse era o nome dela.
    — É um prazer, madame. — Respondeu e lentamente, ele erguia seus olhos até ela. Era muito bonita e parecia ser mais adorável do que o que Darien contava.

    Sentir a mão de Darien sobre a sua fez com que a tensão que percorria pelo corpo de Norris diminuísse. O morrigano conhecia Alina apenas pelas palavras do namorado e só de observá-la, pôde ter certeza de que Darien não mentira em absolutamente nada. A atitude que esta tomou foi a comprovação de que sua sogra não era desse mundo. Ela beijou sua testa e lhe deu um bem vindo à família. As maçãs de seu rosto aqueceram e ele sentiu vontade de chorar.
    — Obrigado. — A respondeu, segurando firme a mão de Darien. Ela começou a contar que parecia que se conheciam há anos de tanto que descobrira sobre ele através de seu filho e isso fez com que seu coração batesse um pouco mais devagar.

    Ela sabia sobre ele. Norris não tinha alguém confiável de sua família para contar, mas, seu irmão, Noah, sabia em partes. Mas, não se importava. Quem sabia mesmo eram seus amigos e todos lhe apoiavam. Norris olhou para Darien e sorriu timidamente. Quando foi alertado de que precisavam descer para o jantar, ele respondeu educadamente.
    — Sim, mad- — Cortou sua fala, se lembrando do que ela falara. — Alina. A gente já vai. — A mais velha saiu do quarto, fechando a porta atrás de si e Norris enfiou o rosto no colo de Darien, soluçando baixinho. — Eu sou da família. — Sussurrou, o apertando no abraço.

    As palavras de Darien ainda o surpreendiam, eles eram um. Quando o namorado notou que ele estava chorando, tratou de secar suas lágrimas e o perguntou se estava chateado.
    — Não! Não estou! Longe disso. — Comentou, dando uma risada embargada. — E você não fez nada de errado. É só que... — Como ele conseguiria dizer? Estava em segurança e com uma família de verdade, com uma pessoa que gostava dele. Ele tinha segurança. — Eu só me surpreendi. Ela podia brigar com a gente. Nunca senti tanta vergonha na minha vida. Por que eu não fechei a porta? Fui uma anta. — Disse, inspirando profundamente. — E quem é Cassie? — Perguntou curioso, com um ar de riso.

    — Sua mãe é incrível, Darien. Você tem muita sorte. — Disse, dando um selinho em seus lábios. O sonserino perguntou onde estava seu rato e ele se levantou, pegando a caixa que tinha deixado ao pé da cama. — Olha ele aqui. — Sorriu ao erguer a gaiola. — Vou deixar ele aqui para a gente poder descer. Queria tomar um banho antes do jantar, mas, vai ter que ficar para depois. — Assim que deixou a gaiola no chão, se encaminhou até o banheiro. — Já volto. — No cômodo, ajeitou seu cabelo, fechou os botões de sua blusa e o da calça. — Vamos? — Perguntou, erguendo a mão para o namorado pegar e guiá-lo até a sala de jantar.



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Re: McAlisters - Casinha nada humilde

MensagemJapao [#195596] por Gales Miyamoto » 31 Dez 2019, 20:57

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Darien Morris|5º ano|Slytherin

Maybe Christmas...


O ratinho estava na caixinha, quietinho como deveria ser. — Mutante! Como colocou o Lep aí dentro sem eu conseguir ver? Você tem super velocidade ou algo do tipo? —Ergueu uma das sobrancelhas e cruzou os braços. Não que esperasse uma resposta de verdade, sabia que estivera ocupado demais para captar todos os movimentos de Norris que não houvessem sido direcionados à sua boca. — Cassie é irmã do All... Meu primo//irmão que nos trouxe até aqui, lembra? Ela tem uma vida social bastante agitada. Tô louco pra saber como vai ser o namorado novo que ela vai trazer pra passar o natal com a gente. A cada ano é um melhor que o outro. Você vai gostar dela. Ela é doida e muito divertida. — Darien concordava que tomar banho agora era algo que não poderia estar nos planos deles. O jantar iria ser servido e o próprio Darien odiava deixar as pessoas esperando. Quando Norris retornou do banheiro, Darien segurou-lhe pelo braço estendido e ambos tomaram o rumo das escadas, fora do quarto, direto para a sala de jantar onde toda a família já se encontrava sentada. — Família... Esse é Norris Blackwood. Meu namorado. Norris, essa é a minha família. —Apresentou o garoto parando frente a mesa com o braço ainda enlaçado ao dele.

Todos cumprimentaram Norris quando Darien o apresentou. Muito receptivos. Seu pai Harold até perguntou se ele gostava de pavê. Darien queria jogar uma bomba na cabeça dele. Com toda a certeza ele iria fazer aquela piadinha imbecil do pavê e Norris não merecia aquilo de jeito nenhum.
— Vamos só nos sentar e comer a comida que é "pah comê", ok? — Harold reclamou de Darien ter acabado com a graça de sua piada e Nimeria foi a primeira a comentar que era estranho. Passar o primeiro natal sem o Damien. Darien concordava. Ia até verbalizar isso quando seu Ambroggio tomou a palavra perguntando o motivo dele estar tão fisicamente magro. Queria saber se estavam maltratando ele em Hogwarts. All foi quem respondeu o irmão. Disse que era a puberdade. Que Darien tava namorando agora e era normal que perdesse umas calorias extras por... — Palhaço. — Darien amassou um pedaço de pão e jogou nele. — Estou bem. Só ando muito atarefado. O quadribol, a monitoria... A escola também tem pesado bastante a mão... Estamos na época dos NOMs. — Explicou sua meia verdade.

Era engraçado ver como Norris estava um tanto sem jeito. Não entendia o motivo, todo mundo estava tratando ele tão bem. Ele comentou que Darien deveria parar com o quadribol. O sonserino franziu o cenho visivelmente incomodado.
— Não. — Foi o que respondeu simplesmente antes de Cassie pegar sua mão e avaliar seu anel de compromisso. — Nossa, Cassie... Vai largar o ministério pra trabalhar em joalheria? Foi precisa. — Ergueu uma das sobrancelhas e depois se voltou para Norris para que ele confirmasse o que Cassie dizia, já que ele próprio não entendia paçocas dessa coisa toda. E daí em diante o jantar decorreu ameno. Todos conversavam de forma leve e a comida estava maravilhosa. Esperaram todos terem terminado de comer para que os elfos retirassem a mesa e so então Darien deu boa noite a todos e disse que ele e Norris iriam se retirar. All mandou que usassem camisinha. Darien mandou ele se lascar. Segurou a mão de Norris e seguiu com ele para o quarto. Finalmente trancando a porta. — E aí? O que achou da minha família?


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Re: McAlisters - Casinha nada humilde

MensagemIlhas de Faroe [#195710] por Guinevere Mortimer » 04 Jan 2020, 23:21

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Norris Blackwood | 5º ano | Morrigan

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    Norris sorriu ao ver que Darien não havia ouvido seus passos até o banheiro quando pediu que ele ficasse de olhos fechados. — Eu tenho minhas qualidades, meu caro. — Comentou, fazendo uma mesura. — Relaxa... só andei bem silenciosamente para que não me ouvisse. Eu não podia largar o rato e mexer na mochila. E eu não queria colocar ele no meu bolso... se ele escapasse, o que muito provavelmente iria acontecer, ia nos dar trabalho. — Pontuou. Ao ouvir a respeito da tal Cassie, ele sorriu. — Essa garota deve ser divertida. — Comentou, enquanto o namorado segurava sua mão para se erguer, mas, o sonserino foi além. Darien lhe deu o braço e assim, o casal saiu do quarto e caminhou até a sala de jantar.

    As escadas pareceram maiores do que já eram. Norris achava que suas pernas iriam falhar a cada vez que descia. Quando chegaram na sala de jantar, toda a família de Darien estava à mesa e seu coração mais uma vez pareceu que ia sair pela boca. O fodend* ministro estava ali. As pernas de Norris estavam falhando e ele sentia que poderia cair a qualquer momento, mas, precisava ser forte. Assim que se aproximaram mais, o sonserino o apresentou a família. Norris sentia o corpo transpirar.
    — Boa noite a todos. — A voz do morrigano soara estranha e ele limpou a garganta. — É um prazer. — Comentou, ainda nervoso. “O chão tinha que se abrir pra eu poder me jogar”, seu nervosismo era latente, mas, tentava ser o mais firme possível.

    O morrigano não via a hora de sentar numa cadeira, ele podia jurar que suas pernas podiam falhar a qualquer momento. Um homem mais velho fez uma piadinha sem graça, do tipo que se escuta em época de Natal e ele quis rir. Uma risada nervosa, mas, ainda assim, queria rir. Darien parecia impaciente e pelo jeito não estava curtindo nada a piadinha. Até respondeu o mais velho num tom meio seco, o que fez Norris sorrir. Uma mulher loira comentou sobre a ausência do irmão mais velho de Darien e ele supôs que ela fosse a esposa do ministro, visto que, Allastor era muito parecido com ela e Allastor era filho do fodend* ministro da magia americana.

    Ele respirou fundo e continuou ao lado do namorado enquanto falava com sua família. Um garoto que ele não conhecia perguntou a Darien o que estava lhe acontecendo para estar tão magro e Norris comemorou internamente. Queria falar sobre aquilo com o americano desde que se encontraram, mas, preferiu adiar até estarem sozinhos. Bom, eles ficaram sozinhos, mas, o morrigano não pensou em nada disso. Todavia, ele estava feliz por alguém ter sido mais direto. Antes de Darien responder, Allastor fala por ele, dizendo que ele estava na puberdade e que quando se está namorando, era normal perder calorias extras. “Mas, a gente praticamente só namorou por cartas!!!” — Norris respondeu mentalmente, deixando as palavras serem verbalizadas pelo namorado. Ele estava curioso com a resposta e quando esta chegou, não se convenceu muito.
    — Você deveria parar com o quadribol... e se ficar tonto quando estiver no alto da vassoura? — O mais novo dos Blackwood estava preocupado.

    Antes de se encaminharem para sentar, uma garota ruiva segurou uma das mãos de Darien. Sendo bem específica, segurou a mão em que estava com a aliança de compromisso e a alisou por alguns segundos.
    — Tungstênio com ouro rosé. — Ela sorriu com uma expressão orgulhosa em seu rosto. — Congrats. — Respondeu, soltando a mão dele com delicadeza e devagar. Um “não” curto e grosso foi a resposta de Darien para a sua pergunta e isso o fez rir. Claro que Darien iria lhe contrariar, era o Darien! Quando a garota segurou sua mão, avaliando o novo anel que enfeitava a mão direita, o rosto de Norris enrubesceu de novo. “Está tão chamativo assim? Ou ela que é enxerida demais?”, o garoto estava nervoso. Quando Darien a respondeu, ele arqueou as sobrancelhas discretamente. “Hmmm... então essa é a tal Cassie. Um prazer conhecer você também”, respondeu mentalmente a saudação da garota.

    — Reconheço o que é bom, é mais forte do que eu. — Ela respondeu ao sonserino, sentindo orgulho de seu dom. Darien o encarou, pedindo para que ele complementasse a resposta da ruiva. — É... e-eu só achei que era a mais bonita. — Norris ainda estava tímido e essa foi a única coisa em que conseguiu pensar. Depois disso, eles se sentaram à mesa e jantaram como uma família. Havia tanta gente na mesa que o morrigano não conseguia contar, mas, estava adorando todos os rostos e todos os assuntos que foram debatidos ali. Ele não sabia o que era um jantar em família e divertido daquele jeito fazia cinco anos. A melhor parte foi a sobremesa, o tal bolo que Darien havia mencionado antes... antes... mais cedo. Ele não queria lembrar de Alina chegando na porta do quarto de novo. Norris sentia que deveria desabotoar os botões da calça de tanto que havia comido. Ele estava tímido, mas, sua fome não e não disfarçou nem um pouco enquanto comia o segundo pedaço de bolo, acariciando a coxa de Darien.

    Quando todos terminaram, seu namorado segurou em sua mão, pedindo para que o acompanhasse até o quarto e saudou a todos dando “Boa noite”. Mais uma vez, Norris sentiu o rosto ganhar a coloração de um tomate recém colhido, ainda mais com o comentário de Allastor pedindo para que usassem camisinha.
    — Sem gritos. Okay? Preciso dormir! — Dessa vez foi Cassie quem falou, fazendo alguns outros rirem enquanto eles saíam. Norris a encarou por alguns segundos e apenas negou movimentando a cabeça. Ele nunca subiu escadas tão rápidas em toda a sua vida. Quanto mais rápido sumisse da frente de todos após as piadinhas, melhor.

    No instante em que ouviu o trinco da porta, ele se jogou na cama e suspirou alto. Sem perder tempo, Darien o perguntou o que ele tinha achado de sua família.
    — Eles são... incríveis. Sério. Todos eles. Eu gostei de tudo. Até mesmo as piadas ruins. — Disse, apoiando-se com os cotovelos na cama enquanto observava o namorado ainda de pé.



Avec: Darien Morris, o crush e toda a sua família.
Note: Enfim, juntos...


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Re: McAlisters - Casinha nada humilde

MensagemJapao [#195791] por Gales Miyamoto » 09 Jan 2020, 21:44

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Darien Morris|5º ano|Slytherin

Maybe Christmas...


Incrível definitivamente não era a palavra que Darien usaria para se referir àquela galera toda, mas... Servia. Ele amava cada um deles, mesmo eles sendo estranhos e pentelhos às vezes. Se sentou no colchão em que Norris havia se jogado e deixou um sorriso tomar conta de seus lábios. — Eles são legais. Você... Você tinha que conhecer meu irmão mais velho. É uma pena que ele não possa sair de Durmstrang. Minha mãe e meus tios não estão nada felizes que ele está por lá, sabe? Eles tem medo daquela escola.

Norris deitou a cabeça em seu colo e disse entender a implicância que a família de Darien tinha com Durmstrang uma vez que Noah havia estudado lá e não era a melhor pessoa do mundo. Mas disse que Damien não seria afetado pela má áurea do local. Como ele iria explicar que era um pouco diferente?
— É um pouco mais... Complicado que uma simples implicância, sabe? — Ele passou a mão nos cabelos de Norris o acariciando com extremo carinho. — Tem uns muitos anos o irmão do avô do meu tio foi estudar lá e simplesmente sumiu. Ninguém tem notícias dele. Ninguém sabe o que pode ter acontecido com ele. Isso deixa todo mundo na família aflito. Sei que Dam sabe se cuidar, mas... Sei lá... É um lugar tão escondido e tão cheio de nove horas que eu não sei comoe sentir. Eu... Eu sinto a falta dele, na verdade.

Norris queria saber mais detalhes sobre a história do Tio-avô Aron. Darien não esperava menos. Era uma história estranha até para ele que já havia escutado ela inúmeras vezes consecutivas.
— A escola fez as buscas por um tempo. Mas também não encontraram nada. Era como se a terra tivesse engolido ele. Depois disso nenhum McAlister teve permissão para ir estudar em Durmstrang uma segunda vez. Todo mundo se formou em Ilvermorny. Eu fui pra Hogwarts porque li que era a melhor do mundo e quis estudar na melhor do mundo. Mas se eu pedisse por Durmstrang... Dificilmente teriam deixado. E Damien... A mamãe não tinha outra opção. Ele iria de toda a forma. Meu irmão é muito cabeça dura. Sei que já devo ter te falado isso, mas acredita que ele se recusa a aceitar que mamãe e papai ajudem a pagar a faculdade dele? Ele trabalha num bar de atendente aos finais de semana. Eu acho isso inaceitável. — E então, com o assunto mudando para o âmbito irmãos, Norris lhe perguntou se queria ver uma foto do irmão mais velho desaparecido dele. Darien sorriu. Óbvio que queria conhecer o rosto do famoso Noctis. Assentiu com um sinal de cabeça e esperou.

Não se espantou com a reação de Norris acerca das atitudes de Damien. Ele mesmo achava o irmão extremamente maluco por agir daquele forma. Por que o julgaria por pensar o mesmo que ele sobre a situação? Se ajeitou na cama enquanto Norris ia pegar a tal foto e não demorou para que ele estivesse de volta.
— Para de bobeira! Tenho certeza que você foi uma criança linda e... — Ele perdeu a voz. Era como se houvesse levado um soco no estômago. Sua pele, já cadavérica, havia atingido um tom ainda mais pálido enquanto Norris falava sobre as suas duas fotos favoritas. Sim, ele era uma criança linda. Assim como era um rapaz lindo. O que assustava Darien não tinha muito a ver com Norris. Era... O homem que o segurava. Ele... Ele o conhecia. Era... Aquele cara na loja de animais! Aquele... Aquele que comprou uma coruja no mesmo dia em que Dary havia comprado Lep! Era... Ele era o irmão desaparecido de Norris? Ok. Aquilo fazia o sonserino perder o ar. E ele não podia falar nada agora. Não podia dar falsas esperanças. Não podia. Ele tinha de confirmar primeiro. Honey Moon tinha de chegar logo. Ela iria ajudá-lo. Darien ainda se lembrava da coruja que Noctis havia comprado naquele dia. Darien sabia que aquela era a chave e... — N...Norris... Por favor ... Na minha mochila, primeiro bolso. Tem uma vasilha com umas cápsulas... Pega pra mim? — Se apressou em pedir antes que tudo ficasse escuro de vez.

Norris estava preocupado. Não era para menos, era? Darien deveria estar com uma cara péssima.
— Não precisa chamar ninguém... Eu... Eu tô bem. Tem um frigobar ali no canto. E um copo dentro dele. Por favor. — Ele não precisava completar. Queria o copo para engolir o remédio. Era só isso que precisava. Isso e se acalmar. E fingir que nada tinha acontecido. Respirou fundo quando Norris finalmente trouxe a água e engoliu o remédio, bebendo cada gole como se ele fosse salvar sua vida de uma vez por todas. A água gelada o acalmava. — Então... Seu irmão sumiu tem quanto tempo mesmo? — Esticou o braço para colocar o copo no criado mudo.

Darien queria dizer que havia visto Noctis. Mas e se ele estivesse errado? E se tudo estivesse errado? Ele tinha de se controlar. Não fazer nenhuma besteira. Não estragar tudo. Ok. Cinco anos. Cinco longos anos longe da família. Ele tinha de ter uma razão muito forte para fazer uma coisa daquelas. Ele não parecia doente ou encarcerado quando apareceu pra ele no Beco Diagonal. Darien queria respostas. Norris precisava das respostas e Darien as conseguiria para ele.
— Sumiu no dia em que seus pais morreram? E te deixou na mão do Noah? Sua relação com esse Noctis era boa mesmo?

Ver o jeito como Norris falava do irmão lhe dava um aperto no coração. Darien não podia imaginar como devia doer para o namorado. Se aquilo acontecesse com Damien... É. Seria horrível.
— Sim. Vivo ele está. — Deixou escapar com convicção demais e depois viu que tinha feito besteira e tentou consertar. — Quer dizer... Notícia ruim sempre chega rápido. Se ele tivesse morrido vocês saberiam. Eu... Eu acho que o Noah precisa de tratamento psiquiátrico. E você precisa sair daquela casa. Não dá pra viver sendo saco de pancadas pra sempre, Norris! — Ele deixou todo o fervor de seu corpo tomar conta das últimas palavras. Ele realmente já queria dizer aquilo havia muito tempo e era a oportunidade perfeita para mudar de assunto.

Norris argumentou que não queria deixar a sobrinha sozinha com Noah. Também puder, não é mesmo? O irmão se seu namorado era extremamente violento e garotinha era muito pequena.
— Leva ela com você. Se você conseguir provar a insanidade do seu irmão em juízo a guarda dela pode ficar contigo. E a sua guarda pode ficar com alguém responsável. Como... Como a minha mãe. — Ele queria arrumar uma forma de inserir o assunto. Havia falado com seus pais e seus tios já havia dias e eles se animaram muito com a ideia. — Imagina só! Você e ela vivendo aqui... Com a gente... Comigo.


Interação com: Norris Blackwood e todos os McAlister
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