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Casa dos Gritos

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Re: Casa dos Gritos

MensagemRussia [#194305] por Alik Yuriev » 31 Ago 2019, 19:55

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    Seria irônico dizer que sabia controlar mais meu próprio corpo que muitos adolescentes da mesma idade mesmo sendo muitas vezes o próprio exemplo de impulsividade e descontrole? Pois.
    Mas ridiculamente era essa habilidade que me permitiria pensar e imaginar tudo que havia imaginado durante aquelas minutos fantasiando idiotices com um sorvete e logo em seguida poder levantar e ir embora andando sem passar vergonha. Para ser sincero conscientemente não havia parado para pensar no quão estranho poderia parecer ter duas pessoas diferentes habitando ali, dentro de mim, isso porque ser outra pessoa se tornara algo simples de fingir. Precisava vestir tantas vezes aquela roupa que já havia me convencido que fosse outro Alik presente nas horas necessárias e que precisaria evocar muitas vezes mais.

    - Você não tinha medo na primeira vez que pisamos lá? A maioria dos alunos estavam com medo.- Dei de ombros desviando automaticamente os olhos em direção a casa ao longe junto com o gesto do mais novo, saindo completamente de meus devaneios anteriores, estreitando levemente os olhos na direção da casa antiga sondando cada palavra do mais novo. - E o que você vai fazer? Gritar até assustar os visitantes?- Voltei os olhos em direção ao mais novo novamente desta vez me levantando e indo em sua direção. -Aquele lugar deve estar realmente vazio... E se não encontrarmos nenhuma fada para te morder e assim eu me vingar por aquela aula?- Estava próximo o suficiente para segurar a mão do ruivo com o sorvete e levar aos meus lábios não o sorvete em si, mas a mão do mais novo, lambendo seus dedos saboreando não o gosto estranho entre doce e ácido do limão e sim o vermelho do rosto do outro talvez efeito do gelado do sorvete que lhe deixara a boca contornada e vermelha.

    - Vamos. Um passo para trás e podia assim puxar o mais novo para que se colocasse de pé. Havia um caminho relativamente longo com grama alta não aparada por anos até que alcansacemos a antiga construção com a certeza de que ninguém nos veria.

    Nunca mais havia voltado a entrar naquela casa em ruínas, mas confesso ter estado algumas vezes naquelas trilhas que levavam até o local acompanhado não para ficar olhando uma casa velha e por experiência sabia que aquele seria o último ponto que a maioria dos alunos visitavam depois do próprio vilarejo e suas lojas e em um dia como aquele muitos ainda estariam entretidos, porém não por muito tempo. - Vai amarelar agora?- Já estava a alguns passos abrindo o portão de madeira ressecada que separava os terrenos da casa do outro lado da estrada, olhando por sobre os ombros Uri ainda parado no mesmo lugar.

    Me certifiquei de entrar primeiro na casa assim que alcançamos a porta, pisando mais forte que o normal a cada passo para certificar que a madeira não cederia abaixo dos nossos pés. Não recordava tanto quanto pensava daquele lugar e claramente apesar da história popular e mais conhecida dizer que estaria abandonada a centenas de anos o estado de conservação da casa era ótimo internamente apesar das inúmeras camadas de poeiras que havia sobre alguns móveis. - Fique perto.- Não era medo dos famosos fantasmas e sim de que houvesse algum bicho escondido ali que pudesse vir a machucar o ruivo que me fizera segurá-lo literalmente pela mão atrás de mim enquanto avançava por entre os corredores, abrindo cautelosamente cada porta pelo caminho fazendo por vezes ecoar o ranger alto das dobradiças secas.

    - Vai começar a gritar agora ou quer que eu te avise quando houver platéia lá fora?- Sussurrei entre um meio sorriso e sem esperar exatamente uma resposta do mais novo o puxei para dentro do próximo cômodo apertando-o num abraço e calando seus lábios com um beijo sedento de saudade, de verdade.

    No castelo podia abraçá-lo afinal éramos irmãos, mas não daquele jeito, não com tanta liberdade e fora um deslize ou outro mais arriscado em alguns locais raríssimas vezes, não havia voltado a tocá-lo e doía internamente tê-lo ao lado e ainda assim ser restrito a tudo, analisar e medir cada gesto para nada parecer suspeito mesmo que suspeitar daquele tabu fosse algo que ninguém de fato faria, mas sabe como é? Quem deve sempre tem medo.
    E se não fosse ele talvez continuasse tão relapso quanto era antes, mas era do Uriah que estávamos falando e Merlin sabe o medo que sentia de que de alguma forma um simples gesto fizesse alguma fofoca surgirem e então algum professor ou outro funcionário intrometido e então ele... Nosso pai, ouvir algo da escola.

    - Estou com saudades, Uri. Com tanta... saudade.- Sussurrei em nossa língua mãe em meio ao protesto do mais novo ao morde-lhe o lábio inferior, colando nossas testas juntas e apertando sua cintura entre meus braços ainda envoltos nele como se para segura-lo perto.
    Não se tratava apenas de sexo (coisa que até então havia acontecido só na viajem durante o verão mesmo), mas de ter e compartilhar o que antes trocavamos em carta, da sensação de compreensão, de ser entendido.

    Mas óbvio que também estava sedento pelo seu calor, seu cheiro que me atormentava dias afins como se ele fosse um lago cristalino de água fresca e eu um viajante no deserto e na maioria das vezes havia um muro alto de grades que não me permitia beber do lago me fazendo lamentar e definhar. Porém naquele momento não havia grade, não havia o risco de alguém nos ver ou saber quem éramos, nenhum professor, aluno ou quadro estúpido a espreita.

    Só... O lago e eu.



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Re: Casa dos Gritos

MensagemRussia [#194504] por Uri Yuriev » 08 Set 2019, 21:10

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CONTEUDO SUGESTIVO, LEIA POR RISCO PRÓPRIO.

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Parte II


- Claro que a maioria estava com medo, nós éramos do que? Segundo e terceiro ano? Primeiro? Eu achava que era algo aterrorizante.– Rebati, bufando brevemente diante da provocação, erguendo levemente o rosto numa atitude que eu só poderia explicar como pura e simplesmente esnobe. Um sorriso repleto de segundas intenções se fez presente de maneira quase instantânea no meu rosto, seguido por um simples dar de ombros quase inocente. – Se eu tiver motivos pra gritar...– Deixei que aquelas palavras flutuassem no espaço entre nós, deliciando-me com o sabor azedo do sorvete quase no fim. – Por quê? Quer me morder?

Talvez eu devesse aprender que toda ação tem uma reação. Era óbvio que minhas provocações, nesse quesito, não seriam vazias e teriam retaliação... como acontecia agora. Senti o rosto queimar e a voz fugir de mim, mordendo levemente o lábio inferior com um suspiro, os pelos se eriçando na minha nuca seguidos de um arrepiar delicioso daqueles que te faz querer mais. – T-tá...– Deixei escapar, baixinho, terminando o sorvete com algumas mordidas, seguindo-o rapidamente, lambendo os dedos melados antes de tentar limpá-los com o resto do guardanapo que trazia no bolso. –C-calma, Alik... Eu vou acabar tropeçando... – Lembrei suspirando.

Parei, recuperando o folego por alguns momentos. Sabe, uma coisa era tentá-lo e provocá-lo dessa maneira, outra era ele comprar e aceitar aquelas investidas e, bem, retribuir. Hesitei durante alguns momentos, ideias do que poderia acontecer entre quatro paredes avançando a uma velocidade incrível em minha mente. Sentia o estomago se agitar, como se milhares de borboletas tentassem perfurar um buraco em minha barriga para sair de sua prisão. – A-amarelar? – Gaguejei, deixando meu nervosismo escapar sem querer. – Claro que não, por quê? Você quer desistir? Medo das fadinhas, Alik? – Brinquei, forçando aquele nervosismo goela abaixo. Me adiantei, seguindo a forma borrada deste.

-Não precisa pedir duas vezes... – Sussurrei em resposta, apertando-lhe os dedos de leve entre os meus. Diferente do exterior, a casa em si tinha uma iluminação tênue que dificultava a minha vida, ali dentro eu era literalmente cego e pouco conseguia discernir além de um ponto ou outro de luz. Mesmo a visão periférica, menos afetada pela doença, não era capaz de me dizer muito sobre o lugar além de aumentar a aura assombrosa. Meu coração batia forte no peito a essa altura e cada pisão que Alik dava me fazia tremer de leve com um breve susto.

-P-pensando melhor eu acho que... – Minhas palavras foram interrompidas por um tropeço e quase queda, silenciadas de imediato por lábios quentes e macios e o raspar áspero de um rosto que parecia querer crescer uma barba. Fechei os olhos de imediato, apoiando brevemente o peso do corpo no mais velho, encontrando novamente meu equilíbrio e abraçando-lhe o pescoço, mesmo que tivesse de me esticar um pouco e ficar na ponta dos pés para isso. Queria manter aquilo para sempre, de modo que abrir os lábios foi um gesto automático. Queria mais. Era engraçado como certas coisas faziam falta depois de conhecidas.

Pensando desta maneira, acho que era certo dizer que queria ter continuado inocente por mais tempo, ai – talvez – não estaria sofrendo tanto quanto agora. Vivendo por migalhas, me atirando em cima de cada toque, aproveitando ao máximo cada instante roubado. O ar me escapou com um choramingar baixo assim que aquele beijo – tão desejado – fora findado. Um gemido baixo encontrou seu caminho entre os lábios agora desocupados. Assenti debilmente em resposta, me deixando levar por aquele sentimento que me ocupara a mente antes, mais cedo durante o verão. – Da*... – Disse baixinho. –Eu também... eu também...- Abaixei as mãos.

Apoiei meu corpo novamente contra o dele, apertando-lhe os braços de leve antes de levar os dedos gentilmente ao rosto do outro, acariciando lhe as bochechas com cuidado, deslocando o rosto para roubar-lhe um novo beijo, mais calmo, mais rápido. –E-eu consigo ficar quieto, s-sabe disso...– Murmurei, sentindo o rosto queimar. Era um convite imprudente e eu sabia disso, não só era aquela casa um lugar... bem.... publico, mas também não exatamente salubre. O que conseguiríamos ali? Joelhos esfolados e uma nova rodada de anti-tetânica? Voltei a lhe abraçar o pescoço, acariciando gentilmente o cabelo da nuca. Talvez o banho fosse um local mais propenso.

Sentia meu coração martelar no peito, talvez isso fosse um motivo a mais para pressionar tanto o corpo contra o dele. Queria que ele sentisse aquilo também... –Eu preciso tanto de você...– Proferi por fim, os lábios roçando contra os dele no desespero de não querer me afastar. Do que tinha medo? Que aquele momento se despedaçasse em uma nuvem de poeira? –O tempo todo... as vezes, de noite, eu penso em você e... – Pausei, o rosto mais vermelho que nunca, “E preciso trocar o pijama” era como aquela frase teria continuado, preferi deixar aquela informação ao vento.

-E eu queria ter um lugar assim, sem ninguém... só a gente... pra fazermos o que quisermos...


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Re: Casa dos Gritos

MensagemRussia [#195752] por Alik Yuriev » 08 Jan 2020, 15:20

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Conteúdo em Spoiler. (+18)


Spoiler: Mostrar
    O rosto vermelho do mais novo com suas próprias palavras e pensamentos pervos enchiam meu peito a ponto de me fazer rir desejando saber o que exatamente se passava naquela cabeça quando a história sobre seus pensamentos pré-sono repentinamente sessaram. - Se ficar difícil dormir você pode me chamar, conseguimos dar um jeito, achamos um lugar e eu consigo resolver isso pra você.- Abaixei para depositar outro beijo contra os lábios molhados do mais novo deslizando uma das mãos em suas costas sobre a camisa sem soltá-lo do abraço em momento algum.

    “Um lugar assim.”
    Quantas horas havia perdido pensando exatamente aquilo? Estar em um lugar onde não houvesse qualquer tipo de ameaça a tudo aquilo que éramos, daria tudo no mundo por isso durante o resto da vida, porém infelizmente no momento o que tínhamos como consolo não passava de alguns minutos em banheiros escuros e casas abandonadas aparentemente e com certeza não desperdiçaria nenhum segundo com devaneios por mais que aquele não fosse o lugar mais perfeito do mundo.

    - Uri, precisamos aproveitar o que temos... Olha... Não sabemos se isso irá durar para sempre e se não durar não sabemos quando ao certo irá acabar e eu juro que será apenas desta vez e será a última que vamos conversar desta forma.- No final das contas não podíamos ser apenas adolescentes apaixonados. - Tente só não pensar no que não temos e focar no que somos agora, eu sei que vamos ficar sofrendo pela próxima oportunidade de estarmos a sós, mas se não ficarmos pensando apenas nisso não será tão doloroso esperar e chegará rápido.- De repente pular do barco fosse a decisão mais sábia a se tomar, mas o pouco de maturidade que tinha estava sendo gasta em tentar acalentar o irmão e havia prometido não pensar no quão errado eu era justamente para não fazer qualquer besteira.

    - Vou te recompensar por cada espera, prometo. Pelo menos isso eu posso te prometer.- Recostei a testa contra a testa do mais novo, encarando-o por alguns segundos antes de voltar a lhe tomar os lábios levando a mão que antes lhe acariciava as costas até seus cabelos, explorando cada centímetro de sua boca com vigor. Desejava-o tanto naquele momento que meu corpo correspondia automaticamente a cada movimento de Uriah e podia sentir -na verdade bastava olhar os volumes- que o ruivo desejava o mesmo e já estava quase sem fôlego quando o mesmo se afastou por alguns segundos, o suficiente para me abaixar e puxá-lo para cima segurando-o nas coxas e carregando-o até uma mesa próxima antes coberta com um tecido velho e empoeirado que por sorte ao ser retirado levara consigo praticamente toda a sujeira acumulada.

    - Eu sei que você consegue ficar quieto, mas se fizer barulho eu não ligo.- Uma nova gargalhada veio junto com o rubor das bochechas do ruivo e lentamente o empurrei com uma das mãos para deitasse com as costas sobre a mesa onde havia colocado-o, deslizando os dedos sobre os lábios do mais novo desenhando-os suavemente antes de descer para o queixo e pescoço até alcançar o primeiro dos botões de sua camisa e desabotoar um a um até que boa parte de seu peito estar amostra para então debruçar sobre este, me encaixando entre suas pernas depositando beijos carinhosos por toda extensão do peito.

    Entre um beijo e outro surgia algum chupão e não demorou para que toda a pele alva estivesse marcada, alguns pontos mais do que outros e antes que pudesse perceber ou o mais novo questionar meus dedos se encontravam novamente em seu pescoço desta vez apertando-o levemente. - Shh.- Obviamente não iria estrangula-lo, mas a sensação de domá-lo daquela forma era inebriante. Voltei minha atenção novamente ao peito passeando com a ponta da língua sobre o desenho imaginário entorno do seu umbigo, alternando a força aplicada envolta do pescoço alternando entre a privação do ar e o alívio repentino de obter o mesmo de forma fácil, utilizando minha outra mão livre para abrir o zíper de Uri e enfim ter acesso ao prêmio final entre meus lábios.



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Re: Casa dos Gritos

MensagemRussia [#195941] por Uri Yuriev » 16 Jan 2020, 11:55

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Parte III


O corpo se movia de maneira lenta enquanto arrumava as roupas, ajeitando a postura da camiseta e fechando o cinto enquanto Alik terminava de atar os laços do cadarço. Um breve deslizar de dedos pelo pescoço me avisava de alguns pontos doloridos logo abaixo da gola, fazendo com que um suspiro brevemente irritado me abandonasse as narinas. –Sabe, tá um pouco quente demais pra usar cachecol... então... espero que me compense bem pelo tempo que vou ter de passar calor só pra esconder isso. – Puxei-o pela gola novamente em minha direção, colando uma última vez os lábios nos dele, - Vamos?

- Já... tá ficando tarde. Vão perceber se a gente demorar e eu sinceramente não estou nem um pouco de ter meus direitos de passeio revogados...– Abandonei outro beijo, um breve selinho e um beijo na ponta do nariz antes de enfim me afastar, jogando a mochila nas costas e dando alguns passos cuidadosos em meio às taboas crepitantes sob meus pés. Estava três passos a frente quando senti o mais velho me tomando pela mão. Sabe, considerando meu passado com Alik chegava a ser engraçado ver ele assim, cuidadoso... Apertei levemente os dedos entre os meus, simplesmente feliz.

-Mhn... eu me jogaria numa lagoa neste momento...- Deixei escapar, depois de alguns minutos em silêncio em meio a vazia estrada que nos levava de volta para Hogwarts. – As vezes eu sinto essa vontade, sabe? Tipo, de entrar no lago negro. Na verdade, acho que devia ser liberado nadar lá, ou ter algum lugar pra nadar... – Enchi o ar com a minha voz, esta adornada com certa vivacidade infantil que muito combinava comigo. – Digo, Hogwarts está a li a trocentos anos, não é possível que eles não consigam entrar em consenso com os sereianos pra deixar os alunos nadarem...

Era o bendito sangue russo falando, estava tão acostumado com temperaturas gélidas que quando o calor europeu chegava eu, bem, faltava derreter... Muito embora a própria Moscou sofresse com ambos os extremos térmicos existentes. Enlacei os dedos aos dele, fazendo-lhe um carinho breve com o dedão. – Acho... que disso eu sinto saudade em casa, de poder nadar...– Pisquei algumas vezes, voltando os olhos para a imagem levemente-menos borrada de Alik contra o sol. A luz me ajudava nesse momento a enxergar um pouco mais do que o normal. –Talvez a gente possa passar o verão assim...- Sugeri, pensativo.

- Digo... Ninguém lá em casa gosta muito de nadar. Sasha prefere treinar no tatame e as meninas também... então a gente teria o lago só pra nós...– Esperava que isso fosse o suficiente para chamar a atenção do mais velho, aquela possibilidade de algo mais que nos era permitido. Claramente além disso planejava as eternas escapulidas para sua cama durante a noite, afinal de contas já me tornara mestre em fazê-las. – E tem todas aquelas grutas e escadas esculpidas nas pedras... Tem bastante lugar pra se esco- brincar... sabe?– Pisquei, um sorriso travesso me iluminando o rosto. – E sabe qual é a melhor parte? A cachoeira faz tanto barulho... que... bem... qualquer coisa é engolida pela voz da água.


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Re: Casa dos Gritos

MensagemRussia [#195946] por Alik Yuriev » 16 Jan 2020, 16:18

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    Em parte o calor excessivo que fazia com que um filete de suor escorresse também minha têmpora se desse ao fato do exercício praticado juntamente com o fato de não haver uma única janela que não estivesse lacrada com madeiras e pregos impossibilitando a entrada de qualquer brisa.
    Prontamente me coloquei de pé afim de lhe retribuir o beijo enquanto ainda tínhamos aquelas paredes para esconder nosso segredo, buscando analisar rapidamente o pescoço do mais novo afim de certificar se as marcas que o mesmo protestava seriam apenas superficiais. - Desculpa.- Porém antes de conseguir olhar por baixo de sua camisa o ruivo se esguiara para longe.

    - Não deve ser tão tarde.- Voltei a me abaixar para enfiar de qualquer maneira os cadarços para dentro do tênis, observando a luz que atravessava a pequena fresta de uma das janelas do cômodo ainda azul e radiante denunciando que se quer o sol ameaçava se por.
    Apanhei a mochila próxima enfiando nela a camisa que usava sobre a regata atual que podia ser dispensada no momento e seguindo em direção ao ruivo com certa pressa antes que acabasse tropeçando em algo. - Espere.- Tomei sua mão acompanhando o ritmo de seus passos até que finalmente estivéssemos nos jardins de gram alta que rodeava os limites da velha mansão, porém não antes de certificar que não haveria qualquer pessoa testemunhando nossa saída da casa.
    Até porque ser pegos por invasão a propriedade privada seria bem pior do que apenas perder a hora em qualquer loja do vilarejo e chegar um pouco atrasado na escola.

    Por sorte boa parte dos alunos já haviam se cansado do calor e retornado á escola tornando o caminho de volta tranqüilo. Naquele momento realmente desejava o silêncio, estava com fome, cansado, mas acima de tudo havia uma paz interna que poucas vezes havia sentido, estava feliz.
    - Não creio que o problema seja apenas os sereianos. Não acha que grindylows, sereianos e peixes são as únicas coisas que vivem lá, não é? Aliais, com a maturidade que muitos alunos dessa escola aparentam ter não seria educado e inteligente que invadissem a moradia de outros seres. Sinceramente não levaria qualquer um dos alunos a nossa casa, porque iria querê-los na casa de outros?- Verdade fosse dita, alunos invadiam a floresta sem permissão, explodiam vez ou outra parte da escola e sendo o lago um limite e extensão do castelo o que um bando de adolescentes indisciplinados não poderiam causar?

    - Não acho que só os sereianos sejam contra a entrada de alunos naquelas águas, existem instituições responsáveis pela segurança daqueles seres... Enfim, deveria visitar o ministério russo com o papai um dia, tem alguns departamentos interessantes.- Claro que nem de longe qualquer visita com nosso pai durante seus “negócios” vimos realmente o que o Czar fora de fato fazer no ministério, digamos que Sasha e eu ficamos perambulando pelo lugar antes da porta restrita que óbvia mente não ultrapassaríamos nem mesmo sendo filhos de Uriah.

    E mesmo que animais mágicos não fosse um assunto animador, nem para mim por mais que estivesse falando deles com propriedade que não possuía, continuar naquele assunto teria sido mais animador que pensar no fantasma que seria as férias em nossa casa.
    Sim, havia um lago nos terrenos da mansão, podíamos tomar banho e nos refrescar na pequena queda d'água que se encontrava em uma parte de sua extensão, porém estar em casa não seria desfrutar de tudo como Uri imaginava, não naquele sentido. Jamais o colocaria em risco, jamais arriscaria se quer olhá-lo diferente estando próximo do próprio demônio que seria nosso pai. - Tem razão. Vamos faze isso nas férias, tirar alguns dias da semana pra nadar, talvez possamos negociar uns dias livres dos treinos.- Havia um tom forçado de ânimo em minha voz que beirava o real embora não acreditasse de fato em minhas palavras.

    Simplesmente não podia desfazer o sorriso dele. Não podia desanimá-lo com a realidade dos fatos, pelo menos não por hora se ele podia continuar sonhando que tudo podia ser perfeito daquela forma porque não deixar que sonhasse? Que mal teria?

    O respirar se tornara dolorido em meu peito levando embora toda a paz que vinha desfrutando minutos antes durante nossa partida da casa dos gritos e instintivamente meus dedos apertaram os seus ainda segurando-o firme trazendo-o para perto com a desculpa de ajudá-lo na estrada de pedrinhas soltas apenas para poder tocá-lo mais um pouco e amenizar o sentimento de angustia em pensar que não poderia protegê-lo da verdade assim que o ruivo a descobrisse.



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