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Cabeça de Javali

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Cabeça de Javali

MensagemInglaterra [#138977] por Mestre de Hogwarts » 17 Set 2014, 14:25

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Em uma das ruas laterais do vilarejo de Hogsmead o som oriundo do ranger de correntes era uma das poucas coisas que quebrava o silêncio. Correntes enferrujadas e pesadas que seguravam um letreiro velho com a cabeça de um javali decapitado que ainda possuía restos de sangue em sua estrutura de madeira que sustentava a parte do javali. O letreiro fora a única coisa conservada da antiga taverna, totalmente reformulada em seu interior.
O cheiro de cabras deixado pelo antigo dono sumira, o odor que reinava no recinto agora era o da comida preparada na cozinha. Não havia mais poeira ou copos sujos. A estante atrás do balcão estava perfeitamente limpa e exibia uma boa coleção do mais variado tipo de bebidas alcóolicas. No decorrer do recinto, diversas mesas redondas de madeira estavam espalhadas, cada uma contendo quatro cadeiras do mesmo material. O balcão era de madeira escura e no canto esquerdo havia dois grandes barris de madeira com cerveja. Pendurada na parede composta de tijolos, ao lado do balcão, estava o equipamento mais moderno de todo o estabelecimento: uma TV de 52” magicamente enfeitiçada para transmitir os jogos da liga europeia de quadribol. Quando não haviam jogos da liga, a programação era bem variada.
Fora o ambiente do par, ao lado direito do balcão de atendimento, encontrava-se uma estreita escadaria de madeira, que levava até o segundo andar do prédio, onde diversos quartos poderiam ser alugados para que viajantes que encontrassem um pouco de repouso pudessem passar a noite.
Em breve teremos coxinha.


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Re: Cabeça de Javali

MensagemReino Unido [#139172] por Gerrard Matthews » 24 Set 2014, 21:11

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    - Amor, a galera tá combinando de ir beber no Cabeça de Javali. Tá afim? – Perguntei, pois sabia que se não o fizesse teria problemas. Melany andava muito ciumenta desde que eu entrei para o Puddlemere United e tinha que lidar com o assédio das fãs. Mal sabia que eu só tinha olhos para ela.

    - Ed e Cacá vão, vai ser legal. – Sabia que ao citar seus amigos ela cederia e iria mais feliz. Abracei-a, segurando-a entre meus braços e dando leves beijos em seu pescoço, subindo para a maçã do seu rosto e por último em seus lábios. – Por favor.

    E fomos.

    Um comboio saiu do estádio onde havia sido realizado o amistoso na direção de Hogsmeade. Praticamente todos os jogadores acolheram a ideia com empolgação. Essa era a melhor parte de ser adulto e jogar quadribol: poder sair com os amigos depois das partidas. E por falar em amigo, antes de rumar para o povoado bruxo, peguei meu celular – porque sim, eu gostava de algumas tecnologias trouxas – e mandei um sms para Ethan com os seguintes dizeres: “Álcool, Amigos, Cabeça de Javali, Apareça”. Eram as palavras mágicas para atrair meu velho companheiro de Ravenclaw.

    Alguns mais ousados resolver ir de vassoura, o que ao meu ver era uma perda de tempo. Eu, acompanhado de minha belíssima namorada, preferi aparatar, diminuindo o tempo e aumentando o conforto. Era outono, então ainda não tínhamos neve para todos os lados, mas um vento fresco corria pelo vilarejo. De tempos em tempos alguém mais aparatava no local, trazendo consigo alegria e diversão. Curiosamente, alguém espalhou a notícia e muito mais gente do que eu esperava surgiu no lugar.

    Adiantei-me com Melany e fomos falar com Erwin, dona do Cabeça de Javali. Como havia sido capitão do time patrocinado pelo estabelecimento da mulher, achei que as negociações seriam mais fáceis.


    - Oi, tudo bem? – Perguntei, colocando meu melhor sorriso no rosto e estendendo a mão para cumprimenta-la. – Eu e um grupo grande de amigos marcamos de nos encontrar aqui no seu bar. Haveria a possibilidade de reservarmos o local só pra gente? E não se preocupe quanto ao rendimento, tenho certeza que iremos consumir até mais do que você está acostumada. – E sorri, vendo Melany me olhar de rabo de olho. A última vez que bebemos de verdade as coisas saírem um pouco do controle.


    - Eu sabia que ela aceitaria. Sou um negociante nato. E olha esse meu rosto bonito? Impossível resistir. – E assim que terminei minha frase, ganhei um tapa no braço. Eu adorava quando Melany sentia ciúmes, ela ficava ainda mais linda.

    Ethan chegou minutos depois, todo bonitão e com aquele sorriso característico nos lábios. Nos abraçamos e demos um aperto de mãos secreto, como fazíamos nos tempos de escola.
    – Veio preparado para o abate, brother? – Melany rolou os olhos. Ela sabia que eu estava brincando, mas não gostava do jeito que eu falava aquelas coisas. – Venha, vamos pegar uma bebida. – Dei um beijo em minha namorada e saí com Holzer para o bar, vendo-a se dirigir para sua amiga Porter.

    - Um Hidromel, por favor. – Pedi para a mulher assim que me sentei num banco alto perto do balcão. Ethan fez o mesmo, mas pediu outra bebida.

    - Falei com Kamille dias desse. Sinto falta do nosso time, era tão engraçado ver os acessos de raiva do Sean ou as frases malignas da Mille. – Relembrei, fingindo secar uma lágrima dos olhos, o que nos fez rir. Ao fundo percebi uma agitação, o que mostrava que mais alguém havia chegado. Olhei para trás e vi alguns outros amigos, sorrindo na direção deles. Depois de conversar com Holzer daria atenção para os outros – isso se eu ficasse sóbrio por tempo suficiente.

    - E o namoro, como vai?


    VAMO BEBEEEEEEEEER!
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Gerrard Matthews
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Re: Cabeça de Javali

MensagemAustralia [#139555] por Madge McPhillips » 05 Out 2014, 23:05

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head in the cloud
got no weigth on my shoulder
-------------------------



Madge ficou sabendo do amistoso logo que chegou. Estava frequentando bastante o Cabeça de Javali, tinha gostado muito da cerveja amanteigada de lá. O hidromel do Três Vassouras era igualmente bom, mas a cerveja tinha ganho o coração de Madge, afinal, não tinham essa bebida lá na Austrália. Tinha várias coisas que ela precisava se acostumar aqui na Europa, e uma delas era o frio. Usando mais roupas do que estava acostumada, tinha desenvolvido um carinho pelos lenços e cachecóis. Também tinha aprendido a tomar muito chá e café, para esquentar seus interiores. Tinha aprendido a nunca mais sair de sapatilha no frio, e estar sempre com um guarda chuvas aquecido dentro da bolsa. Seu delineador derretia bem menos aqui, e agora ela poderia usar muito batom vermelho sem parecer uma louca no sol. Seus amores novos se resumiam então em cerveja amanteigada, lenços e maquiagem.

Charlie iria ficar decepcionado em saber que sua irmã moleca estava usando tanta maquiagem assim. Madge sorriu, tomando o último gole da sua caneca. O pessoal do amistoso iria se reunir ali, e ela sabia muito bem que alguns dele iriam ser seus rivais dentro de campo. Planejava tentar fazer amizade, não conhecia ninguém por ali a não ser o dono do bar, que tinha alugado um quarto para ela por uma semana, até se instalar corretamente. Ficou observando enquanto os jogadores chegavam, fazendo barulho. Ela sentia falta disso, de ter gente para conversar, de ter coisas para ouvir e dar risada. Era triste ficar sozinha num país frio.

Observou mais alguns instantes, percebendo que todos pareciam se conhecer previamente. Bom, seria seu primeiro desafio, fazer amigos. Pelo menos os australianos tem uma ótima tática para isso: comida e bebida. Pena que não tinha os doces de sua mãe, a comida do bar teria que servir. Pediu umas garrafas de cerveja amanteigada e alguns pedaços de pizza, pediu para entregar na mesa grande, e se levantou do balcão. Decidida, mas ainda sim um pouco nervosa, se encaminhou até a mesa onde todos estavam reunidos. Sentiu a tensão atingir seus ombros, mas ela não vacilaria, isso seria mostrar fraqueza antes mesmo do início dos combater no ar.


- Oi, pessoal. Eu vi o jogo de vocês, foi muito legal, de verdade. Meu nome é Madge McPhillips, e acho que vou competir com alguns de vocês esse ano. Fui contratada pelo Mgpies. Hm... Vocês aceitam uma bebida? Por minha conta, claro. Costume da minha terrinha...





[off]- Péssimo post, gente, desculpa. Mas precisava começar a interação de algum jeito, né?[/off]
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Re: Cabeça de Javali

MensagemAlemanha [#139598] por Hanz von Kroussi » 06 Out 2014, 23:16

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Coincidências
Capítulo um

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Eu não sei onde estava minha cabeça quando decidi participar daquele programa “Coruja do Amor”. Se alguns de meus colegas de trabalho ou quaisquer uns de meus conhecidos descobrissem isso, eu nunca mais teria paz em minha vida. A primeira vez que ouvira falar neste programa fora enquanto o pequeno rádio em meu escritório estava sintonizado numa rádio romântica, e não pense que eu que gostava de ouvir músicas melosas, as culpadas eram as faxineiras que quando vinham arrumar meu consultório, ligavam meu radinho e trocavam de estação. Fora numa dessas ocasiões, em que eu chegara de manhã para começar mais um longo turno, e enquanto eu arrumava alguns relatórios aproveitei e liguei o rádio. Já estava prestes a mudar para a minha estação favorita, quando veio a propaganda desse programa, e, o que eu posso fazer se fui atraído? Não, eu não estava carente. Era só uma maneira de eu me divertir. Eu mandei uma carta imediatamente para o programa, com a minha ficha, e o meu perfil: Mulheres, de idade entre vinte a trinta anos. Tudo seria em anonimato, e se desse certo, talvez com a permissão dos dois, poderiam se encontrar e finalmente se conhecer. Eu realmente esperava que aquilo não desse em nada, mas parece que foi totalmente expresso, pois três horas depois recebi uma carta com uma estampa cheia de corações, que eu quase morri de vergonha quando uma das enfermeiras, curiosa, viu.

Dentro do meu escritório, abri com ansiedade aquela carta, eu não queria dar o braço a torcer, mas eu realmente estava esperançoso. Desde que minha mulher havia morrido, eu não me relacionara com ninguém. Quando minhas necessidades eram demais, eu ia atrás de garotas para uma única noite. O meu coração estava fechado por muito tempo, e aquele programa, mesmo eu não percebendo imediatamente, havia me dado alguma esperança, que há muito tempo eu não tinha. Provavelmente era a coisa mais vergonhosa que eu havia feito em toda minha vida, mas, talvez mais para frente pudesse realmente valer a pena, por um futuro amor, ou só pela diversão que isso traria. Li aquele pergaminho, em que dizia que tinha várias candidatas para o meu perfil, e que eu deveria escolher uma delas, mandando uma nova carta para tal lugar, endereçada ao nome fictício. Escolhi entre os dez nomes listados, o terceiro, que me chamou mais atenção, e me aprontei em escrever aquela carta. Escrevi que eu era um homem solitário, que havia tido muitas tragédias em minha vida, e que isso fizera meu coração se endurecer, e por muitas vezes repudiar qualquer interesse romântico, mas que com aquela carta, e se a pessoa destinatária tivesse interesse, com as futuras cartas, eu poderia me tornar um dos homens mais doces que talvez ela tenha conhecido, e no fim, coloquei as iniciais: H.K, que seria Hans e Kroussi. Eu não era um cara famoso, então essas iniciais nunca apontariam para mim.

Eu teria de ir até Hogsmeade para enviar minha carta, e não me fiz de rogado. Assim que meu turno acabou, quase seis da tarde, aparatei para o vilarejo mágico, e segui as instruções que recebera na carta cheia de corações. Finalmente com as mãos livres, e o coração apertado, decidi que daria uma pequena passada em um dos pubs do lugar, sentindo saudades de quando era adolescente e ia a viagens de escola para lá. Entrei no meu pub favorito de juventude, chamado Cabeça de Javali, e me surpreendi com a mudança de ares do lugar. Onde tinha apenas pessoas de aparência duvidosa, poeira, entre outras coisas, agora tinham pessoas de todos os estilos, não havia uma única sujeira sequer, e até a iluminação melhorara. Sentei-me em uma das mesas perto do balcão, e deixando minhas coisas, que era uma bolsa de lado, onde guardava meu equipamento médico de emergência, meu bipe, minha identidade, alguns galeões, e meu jaleco, além da chave da minha casa, e um celular, que era um aparelho trouxa de comunicação, que me era muito útil em alguns casos, na mesa, fui em direção ao balcão.


- Olá, por gentileza, eu gostaria de um Whisky de Fogo e um... – Pensei um pouco, pois estava morrendo de fome, além da vontade de encher a cara até cair, vontade essa resultante do estresse que pensar em minha falecida mulher causava. – Hambúrguer. – Depois de o homem no balcão anotar o pedido, e pedir que eu esperasse, voltei para a minha mesa, mas quando eu ia sentar na cadeira, não notei que vinha vindo alguém. O esbarrão foi forte e eu fui empurrado para frente, se não fosse pela mesa magicamente presa no chão, eu teria levado ela longe enquanto eu caia. Mas como a mesa não se movia, eu fui salvo da humilhação de cair no chão num bar, e olha que eu não havia bebido nada. Com a velocidade que eu fui para frente, minha barriga foi quase esmagada, pelo impacto da mesa com o meu corpo. Ok é um exagero, mas você não imagina a dor que eu senti. Depois de me recompor, eu me endireitei e mesmo com a dor quase hercúlea, virei para trás, procurando em quem eu havia batido. Talvez a moça tivesse caído do céu naquela hora, por isso o quase acidente. Aquilo não era um humano, era um anjo, um querubim, um serafim. Com tom de preocupação na voz, perguntei. – Desculpe, você está bem? – De repente me importei com minha aparência. Eu não era feio, mas não era páreo para uma mulher como aquela. Suspirei aliviado ao lembrar que no dia anterior havia cortado os meus cabelos, e aparado a minha barba. E até que eu não estava vestido mal. Um jeans preto, com uma camiseta social branca, com as mangas dobradas cuidadosamente até o cotovelo.


___________________________


With: Aurélie Delacroix.
Lola, ai está o post do Hans... ficou meio gigante, mas me empolguei. *u* Espero que você tenha gostado.
Ps: Para quem não gosta dos meus posts, é só não ler. ;)
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Re: Cabeça de Javali

MensagemBelgica [#139643] por Aurélie Delacroix » 07 Out 2014, 20:41

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Encontro de estranhos
Parte 01

“Coruja do amor”. Aquele nome soava muito brega, quase tão brega quanto a carta em si. As cores obedeciam a um gradiente do vermelho ao rosa claro, com toques de dourado por toda parte, imagens, fotos, textos brilhosos e uma série de animações cafonas que só deixavam a leitura da mensagem muito, mas muito difícil. Apertava os olhos um tanto perturbados, tentando reter minha atenção àquilo que me interessava. Eu já estava oficialmente participando do programa, e não só estava cadastrada, como já havia sido escolhida por outro participante, assim dizia a mensagem. Eu estava bastante nervosa com a perspectiva de ter que responder a carta, o que aconteceria mais cedo ou mais tarde, mas nem de longe se equiparava ao stress do contato direto, olho no olho. Para mim, àquele programa era uma oportunidade de conhecer alguém sem o ofuscar das propriedades do sangue mestiço que corria em minhas veias, eu acreditava, que com ele as pessoas eram incapaz de um julgamento sincero à meu respeito. Apesar do objetivo do programa ser encontrar um parceiro romântico, eu não estava tão focada nisso quanto em ter um “diálogo saudável”, era a minha maneira de não criar altas expectativas, afinal, eu não imaginava que muitos rapazes interessantes de 18 anos se inscreveriam. Não que eu estivesse dispensando, sim esta moça de lábios imaculados está inclusive interessada contato físico, mas isto seria completamente impossível sem confiança e nesse aspecto, o caminho era longo, tortuoso e com pelo menos um 5 chefões no caminho.

Eu deveria receber uma nova carta nos próximos dias que segundo constava epístola, o remetente seria o meu novo correspondente. Agora só me restava esperar, e com a agenda atribulada que eu estava nem teria tempo de ficar ansiosa. Nos próximos cinco dias eu teria três entrevistas de emprego, além de estar auxiliando meu pai com a instalação da nossa lareira. Eu estava completamente focada em deixar meu tão recém-adquirido título de desempregada, mesmo que fizesse pouquíssimo tempo, eu já carregava aquela alcunha tão pesada nas costas.

Hoje, eu deveria encontrar-me com alguma pessoa de Hogwarts, em um vilarejo próximo ao castelo. Como eu estivera na Grã-Bretanha pedi dicas a um tio meu que trabalhou por dois anos no Ministério da Magia Inglês, antes de se afastar do cargo por motivos de doença. Ele lembrava-se do vilarejo com animação, dividindo comigo alguns relatos. Desenhou-me um mapa e me deu algumas diretrizes, o suficiente para que eu conseguisse chegar ao local no dia seguinte sem nenhuma dificuldade.

O vilarejo de Hogsmeade consistia basicamente em dois grupos de casas aglutinadas voltadas para uma larga rua de pedras, o mesmo material que revestia as casas, diferenciado apenas pelo aspecto das pedras, as fachadas eram mais encarquilhadas e o piso, polido devido ao caminhar das pessoas que a desgastava. Eu deveria encontrar um estabelecimento chamado Cabeça de Javali e que estava assinalado no meu mapa com um asterisco. Ele ficava no extremo de uma das poucas bifurcações que havia na malha do vilarejo, era um curioso prédio que se destacava dos demais pelo seu porte - ele era um pouco mais alto - e pelo mau gosto, havia uma enorme cabeça de javali presa sobre a porta de entrada. Só me restava entrar. Ao menos o aspecto interno não era tão asqueroso quanto o externo sugeria, e a melhor parte é que estava praticamente vazio, até mesmo a luz não era muito densa e eu poderia sentar-me em uma mesa reclusa e aguardar sem ser abordada.

Levantei a gola do casaco, afundando levemente a cabeça, cobrindo parcialmente a minha face. Aquele era um dos meus casacos favoritos, preto, grande e confortável, cabiam quase duas Aurélies dentro, era como se eu estivesse sendo abraçado por um “mini-puff” gigante, se eles tivessem braços. Meu pai costumava dizer que eu não vestia, que eu me escondia, e ele não poderia estar mais certo quanto a meu estilo, meu desejo era passar desapercebida. Talvez, eu tivesse conseguido chegar tranquilamente a minha mesa, se aquele idiota não tivesse cruzado o meu caminho. Ele, ao contrário de mim que andava quase sobre as pontas dos pés, vinha rápido demais. Eu nem mesmo consegui desviar, quando dei por mim já havia colidido com as suas costas o lançando contra uma das mesas. O impacto me deixou um tanto desnorteada e quando eu ergui a cabeça, recobrando a consciência, dei de cara com o homem, seus olhos azuis miravam diretamente os meus. Estabelecendo contato visual com o sexo masculino? Droga, eu precisava sair dali quanto antes e eu teria feito tão rapidamente que ele sequer haveria notado não tivesse eu ficado um tanto embasbacada com a sua voz do homem, o que ao notar, me fez enrubescer da cabeça aos pés. Contudo, lembrando que não teria muito tempo, dei um passo apressado para trás: – Está tudo bem... Sem problemas... – dei um meio- sorriso evitando a todo custo olhá-lo nos olhos, mas o olhando na face, em um ponto entre as suas sobrancelhas. Subitamente, agachei-me segurando a maleta de couro que havia deixado cair, erguendo-me em seguida e caminhando para o lado oposto ao homem, em direção à porta de entrada do estabelecimento.



Com: Hans Von Kroussi
Status: Aberto
Enjoy! ;)
ImagemShe's a veela, shhh!
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Re: Cabeça de Javali

MensagemAlemanha [#139699] por Hanz von Kroussi » 08 Out 2014, 21:23

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Coincidências
Capítulo dois

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Eu sempre tive curiosidades em como o universo era regido. As leis da atração, o positivismo, o destino, as coincidências, as tantas faces da sorte, tudo me era de grande curiosidade. Eu acreditava que nós poderíamos manipular o destino, as forças em nosso favor, e naquele momento em que fitei aqueles olhos azuis claros, vi-me totalmente perdido em sua beleza, era como se todo o mundo tivesse parado, e o bar ao nosso redor houvesse simplesmente evaporado, e no silêncio, só existisse nós dois. Eu, e aquela bela desconhecida. Em minha mente totalmente apaixonada, os pensamentos rodopiavam como se estivessem num torneio de skate, dando cambalhotas e manobras diversas, mas tudo numa velocidade assustadora. Eu sentia como há muito tempo atrás sentira, que ali estava a mulher da minha vida. A única vez que sentira aquilo, fora no quinto ano de Dumstrang, quando pela primeira vez vi Renée, minha falecida esposa. E agora, quase dezesseis anos depois, ali estava eu, com a mulher mais bela, justo no dia em que eu enviara aquela para a Coruja do Amor. Era ou não era o destino? Despertei-me de meus devaneios apaixonados, e percebi que a moça estava prestes a escapar pelos meus dedos. Havia ficado embasbacado com ela, e aproveitando a deixa, o anjo quase tinha escapado de mim. Quase. Eu não poderia deixar um ser divino daquele me escapar. Corri em direção á mulher, e fiquei na frente da porta do pub, impedindo que ela passasse para ir embora. – Você acabou de entrar, e já vai embora? É algo comigo? – Observava aqueles cabelos negros como em propagandas de shampoo na televisão.

Escutei o anjo dizendo que tinha de ir embora, por que estava atrasada, ocupada, ou algo assim, eu não prestei muito atenção ás palavras, pois estava concentrado olhando para os olhos dela. Parecia que a mulher tinha medo de mim, e eu me preocupei com isso. Era involuntário, mas via que o anjo se encolhia quando eu fazia menção de chegar um pouco mais perto.
– Por favor, eu não irei te agarrar, ou algo do tipo. Só quero que você se sente comigo em minha mesa, e eu farei questão de pagar uma bebida para você. Lá fora está muito frio, e você acabou de chegar, tem de se esquentar um pouco. E... – Dei risada, pois eu estava impedindo a passagem dela, e de qualquer pessoa para dentro, ou fora do Pub, e eu escutava os xingamentos das pessoas que queriam entrar. – Eu estou com um problema aqui. – Sorri, e apontei para a porta. – Se eu sair daqui, você talvez vá embora e me abandonará. Se eu ficar aqui, talvez eu seja expulso pelo dono do Cabeça de Javali, pois estou impedindo a passagem de potenciais clientes. Então farei o seguinte. Eu sou médico, não sou um traficante de anjos, e posso provar. – Tirei o meu habitual colar do pescoço, e mostrei minhas credenciais médicas, meu nome, e minha foto existentes no crachá. – Vou deixar a porta livre, para você fazer o que quiser, mas ficarei imensamente feliz se você sentar comigo. Á propósito, meu nome é Hans. – Sorri de torto.

Desobstrui a passagem, e dei uma pequena risada quando os bruxos entraram, bufando de raiva. Sabia que talvez ela fosse embora, e meu coração deu um pequeno aperto. Ok, eu não era tão bobo assim a ponto de me apaixonar á primeira vista, mas aquela mulher tinha algo de diferente, que atraia o meu olhar e me impedia de pensar em qualquer outra coisa além dela. E sentia que, se ela fosse embora, eu ia sofrer.
– Se você for embora, foi um prazer trombar com você. – Fiz uma pequena reverência, e segui para a minha mesa. Puxei a cadeira do outro lado da mesa o suficiente para alguém sentar, e pisquei para a moça, que ainda estava ali, olhando para mim. Talvez eu a tivesse assustado para valer. Suspirei fundo e sentei em minha cadeira, que era de costas para a porta do estabelecimento. Passei a mão direita pelos meus cabelos, que estavam revoltos. Ela deveria ter se assustado com minha aparência, só podia ser isso. Escutei a porta sendo aberta, e respirei fundo, com uma expressão de pesar. O anjo realmente tinha ido embora. Um homem veio em minha mesa, e entregou o meu pedido. Whisky de Fogo com um copo e um grande hambúrguer, mas eu realmente não estava com mais tanta fome. Abri a garrafa, e despejei o conteúdo dela no copo, enchendo até quase transbordar, e então em apenas um gole acabei com tudo o que tinha, engolindo sem pena. A ardência em minha garganta não era tão maior do que a ardência em minha mente. Pensei em Evelin, minha filha que estava em Dumstrang, em Renée, e abaixei a cabeça até tocar minha testa na superfície da mesa. Coloquei minhas mãos em minha cabeça, entranhando meus dedos por entre meus fios de cabelo.

Estava tão envolto em pensamentos que não percebi a cadeira ser arrastada, alguém sentando ao meu lado, e então me surpreendi com a voz feminina. Levantei a cabeça e dei um sorriso.
– Você voltou! – Já me sentia um pouco estranho. Pedi que o homem do balcão trouxesse mais um copo, meu sorriso ainda presente.


______________________________


With: Aurélie Delacroix.
Notes: Haha, eu realmente adorei este post, apesar de ter viajado um pouco. Explorei o lado romântico do Hans huehuehue. É com você, Lola.
Ps: Já sabe... Se não gosta dos meus posts, apenas não leia.

Itens Utilizados:

  • Whisky de Fogo

    Usou um Whisky de Fogo.

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Re: Cabeça de Javali

MensagemBelgica [#139724] por Aurélie Delacroix » 09 Out 2014, 16:02

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Encontro de estranhos
Parte 02

Mais alguns passos e eu estaria fora daquele restaurante e não teria mais que enfrentar cantada de nenhum trintão querendo se dar bem com uma ingênua menina. Eu já conhecia muito bem aquela história, homem aborda menina no bar, paga-lhe uma bebida e espera que esta lhe “pague de volta” logo. Meu plano era deixa-lo imediatamente antes mesmo que ele pudesse propor qualquer coisa, eu só não previa que ele poderia ser tão veloz e me interceptar antes mesmo de chegar à porta. Próximo a última fileira de mesas eu já notei seu vulto, e pouco tempo depois este se revelou frente a porta, impedindo que eu saísse como eu planejava. Parei logo depois que ele posicionou-se, com ambas as mãos sobre as paredes laterais, e me questionou comovido: - Você acabou de entrar e já vai embora? É algo comigo? – nervosamente levei uma das mãos aos cabelos, ensaiando uma resposta mental, até satisfazer-me com uma que seria consideravelmente crível. Não que eu precisasse prestar contas com ele, mas não tinha forças para simplesmente dizê-lo a verdade e ainda não estava convencida de que uma abordagem direta era sempre a melhor saída. – Não é nada disso... – balancei a cabeça negativamente enquanto olhava o assoalho de madeira escura e os sapatos sociais do homem. – É que... é que, eu me lembrei de algo que esqueci de fazer e não posso perder tempo, senhor, eu realmente preciso fazê-lo agora. – ergui o olhar timidamente apenas até o ponto de encontrar o dele, fixo em mim e com aquela expressão maravilhada que me deixava ao mesmo tempo constrangida e atemorizada. Corei ao notar que ele percebera meu olhar e já ensaiava o complemento, quando ele emendou um discurso, acompanhado de gritos e vaias vindos daqueles que tentavam entrar no estabelecimento sem sucesso e que notavam pelas janelas laterais a causa do impedimento.

Sua expressão alterou-se quando ele, em uma tentativa de aproximar-se fez com que eu reagisse dando um passo para trás. Seu semblante agora estava mais ameno, e sua voz acompanhou a sutileza, abrandando gradativamente. Sentiu necessidade de explicar-se, já que foi isso que ele fez em seguida, passou a fazer um discurso, um apelo, quase uma súplica. - Por favor, eu não irei te agarrar, ou algo do tipo – com isso, ele conseguiu que eu compadecesse um pouco com ele e prendeu a minha atenção momentaneamente, até o ponto em que completou com sua proposta “inocente”. Nada que eu já não tivesse imaginado, recebia convites para ganhar bebidas de graça o tempo todo, e todos eram sempre com interesses paralelos a este.

Achei que ele tivesse finalmente acabado de falar e que estava pronto para contentar-se com um falso endereço que lhe anotaria seguido de meu pedido de desculpas esfarrapadas, mas o homem permaneceu no seu mesmo posto. Nesse ponto, os protestos daqueles que tentavam entrar eram tão intensos, de tal modo, a chamar à atenção de outros passantes, estes, juntavam-se as reclamações, bufando indignados e disparando alguns impropérios ou mesmo, apenas paravam para assistir a cena incrédulos através das duas únicas janelinhas de vidro ao lado da porta, as únicas que algo revelavam. E pobre de mim, que fizera tanto esforço para passar despercebida agora podia sentir os olhares me pesarem e me contorcia como se desejasse me afundar naquele casaco ali mesmo. Fora um fatídico acidente aquele, ter me encontrado com o homem loiro que não satisfeito em ter a atenção daqueles do bar e de quase ter me derrubado no chão, agora chamava atenção de toda Hogsmeade.

– Eu estou com um problema aqui. – e você só foi perceber isso agora, gênio? A porta atrás dele tremia e parecia que iria romper a qualquer momento, mas aquilo não parecia incomodá-lo, nem mesmo o pequeno, porém enfático dono do estabelecimento e suas ameaças eram o suficiente para convencer o homem a sair. - Eu sou médico, não sou um traficante de anjos... – eu já tinha ouvido de tudo nessa vida, mas traficante de anjos era completamente inédito! -...e posso provar. - colocou a mão no bolso da camisa retirando um crachá que estendeu em minha direção. Estava longe e eu não conseguia ler com clareza, mas podia ver o brasão do Theophrastus von Hohenheim que confirmava o que ele dizia, mas não era assim tão relevante para mim, eu não confiava tanto assim em médicos. Esse foi seu último golpe, com isso, liberou a porta que abriu-se quase que instantaneamente com um baque de tal modo que rapidamente, aqueles que a empurravam adentraram o espaço trocando passos, quase tropeçando. Eu rapidamente tive que dar um passo para lado, caso contrário, eu seria atingida diretamente e aí, não teria mesa encantada para salvar-me dessa vez.

Hans então em uma reverência exagerada despediu-se e foi caminhando em direção a sua mesa, onde puxou uma cadeira e me lançou uma piscadela despudorada. Ri e ruborizei ao mesmo tempo, e apesar de ter de certo modo gostado do jeito atrapalhado e louco dele, sabia que o único motivo pelo qual ele estava sendo tão insistente era pela aura de veela, e eu não podia suportar aquela ideia. Eu teria sim saído, não tivesse eu notado que alguns rostinhos me miravam ao longe com aqueles olhinhos enfeitiçados, um deles me lançou um sorriso ao notar que eu o observava. Eu iria me lançar ali naquele covil? Dei meia-volta, caminhando até a mesa onde Hans estava, puxei uma cadeira ao seu lado e sentei timidamente. – Olá. – ele respondeu-me alegremente e rapidamente prontificou-se a chamar o garçom e me pedir uma bebida. Antes lidar com um só do que com um exército deles.



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Re: Cabeça de Javali

MensagemReino Unido [#139862] por Cacá Porter » 13 Out 2014, 17:28

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- Não posso deixa-lo aqui. Não posso! – olhava pro carrinho de sorvetes, de onde podiam se servir a vontade no pré-jogo – Simplesmente não posso!

Seus olhos mantinham-se fixos naquela representação de amor em forma de comida. E o que mais ela precisava naquele momento em que se sentia deixada de lado no lugar onde acreditava que acharia o bendito?

Não que os cuidados de Nico deixassem a desejar nesse sentido, mas, bem, Nico era seu amigo, certo? E o tipo de amor que lhe faltava era outro. Era extremamente grata a ele e teria que arrumar um jeito de demonstrar sua gratidão mais pra frente – quem sabe não dividia o amor em forma de comida com ele? Isso seria uma demonstração gigantesca!

Ele não parecia entender a grandiosidade do carrinho na vida dela naquele momento. Parecia até um pouco cético, mas ela não estava disposta a abrir mão daquilo hoje.

- Eu o amo, Nico. E sinto que ele me ama de volta. Acho que não posso mais viver sem ele – dramática? Mas como não ser, quando se tem sorvetes a vontade num momento e no outro tem que deixa-lo pra trás, como o azulão sugeria? Não seria tão fácil assim deixá-lo pra trás, quanto ele queria. – Ótimo conselho. Guarde-o no bolso e repita quando o sorvete acabar e nosso amor não for mais possível. Até lá, você devia ficar do meu lado, Nico! Você devia me incentivar a lutar pelo meu verdadeiro amor! Pra ele não há barreiras e...Ele vai comigo e seremos felizes enquanto durar! – o argumento dele era bom, mas não estava disposta a deixa-lo vencer essa – Você está prezando pela parte errada de mim! E com o meu coração partido, fazemos o que? – estava mesmo! E ficaria ainda mais ao deixar o mais novo alvo de seu amor pra trás. Colocou a mão no peito, como se estivesse seriamente ofendida – Deixará de ser meu amigo se a minha bunda for maior?

O que, era praticamente um sonho de consumo da garota, diga-se de passagem, desde que esteve no Brasil naquele campeonato de duelos e percebeu o quanto era desabonada nesse quesito em comparação as mulheres locais. O biquíni ficava bem mais bonito nelas. Mas se fosse pensar bem a respeito, aumentá-lo por gordura talvez não fosse a resposta. Olhou pra trás conferindo seu material. Não era mais tão pequeno quanto naquele tempo e Heinrich até insistira que ele estava nos conformes. Céus! Tinha quatorze pra quinze anos naqueles tempos! Isso já tinha quatro anos! Era inegável que seu corpo assumira contornos mais arredondados com o passar do tempo, o que melhorou bastante nesse quesito. O argumento dele era algo a se ponderar. Mas ainda não estava pronta pra deixa-lo pra trás.

- Já sei! Correrei mais enquanto isso durar! É isso! Sem contar que será como qualquer outro relacionamento amoroso que eu possa ter na vida. Se não me cuidar, acabo barriguda. – estava rindo a essa altura. Era meio difícil não o fazer. – Vamos! Deixa de ser dramático e me ajuda nessa missão! Prometo não ser ciumenta. Dividirei com todo mundo! – inclinou-se sobre o objeto de seu afeto, abraçando-o. Olhava pra cima, dando o seu melhor sorriso fofo, numa tentativa de conquistar a ajuda de McGregor – Por favorzinho?

Sucesso! Nicolas foi tão bonzinho que além de levar o bendito carrinho, a levou junto na aparatação. Talvez ele ainda estivesse com cuidados com ela, por conta do joelho recém restaurado, ou apenas quisesse dar uma de macho alpha, mas foi bem gentil da parte dele. Quando o aperto no peito sumiu, ela se preparou e mantendo as pernas flexionadas não sofreu nenhum grande impacto.

- Valeu, Blueberry! – estava bem contente a essa altura. Abraçou McGregor e em seguida o carrinho do Floreans. – A ALEGRIA DA FESTA CHEGOU!
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Cacá Porter
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Re: Cabeça de Javali

MensagemAlemanha [#139893] por Hanz von Kroussi » 13 Out 2014, 21:50

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Coincidências
Capítulo três

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Olhei para os olhos azuis do anjo que estava agora sentado em minha frente. Eu havia conseguido. Mas tinha certa sensação de que ela não estava totalmente á vontade comigo. Eu até imaginava, um estranho te aborda no bar e quase implora para que você tome uma bebida com ele. Totalmente coisa de estuprador ou qualquer um que não tenha boas intenções. O problema era é que a minha intenção era boa. Eu só queria pegar aquele anjo para mim, para sempre. Ainda tinha comigo aquela sensação de que se eu a deixasse escapar, nunca mais a veria novamente, e o vazio que eu sempre sentia, voltaria de vez. Sentia o acanhamento da mulher e percebi que estava olhando fixamente para ela por um bom tempo. Abaixei os olhos e senti meu rosto quente. Algo totalmente novo, já que fazia muito anos que eu não ruborizava. – Desculpe. Não quis de assustar, mas é que você tem uma aura mágica a mais, eu consigo sentir e é totalmente intensa. Você é muito bonita. E seus olhos emanam um brilho que me paralisou por completo. Parece até... – Levantei a cabeça novamente e observando os cabelos brilhosos do anjo. Não poderia ser. Ela tinha cabelos pretos. Sabia que estava falando demais, era a bebida já fazendo efeito. Além de falar demais, seu sotaque se acentuava. Claro que um sotaque alemão no inglês era totalmente sedutor. Dei risada. – Veela. – A mulher olhou para mim com uma expressão assustada e fez menção de levantar. Eu me desesperei e a segurei pelo braço, mas sem exercer força nenhuma no toque. – Eu disse algo de errado? Fica aqui, não direi mais nada que te assuste. – Eu estava entrando em algum colapso totalmente bizarro emocional. Eu estava perdendo o controle das minhas emoções e isso não era bom.

Talvez fosse a aura do dia que havia se passado. Talvez fosse aquele programa que mexera comigo, ou até mesmo aquela mulher, que me lembrava de Renée tão fortemente que meu coração não aguentava. O anjo se sentou e eu relaxei.
– Qual é seu nome? – Escutei-a dizer, com aquele tom de voz tão sedutor. Não era possível, ou ela era veela, ou alguma coisa desse tipo. Com a cabeça um tanto confusa, tentei criar um plano. Eu não mais a olharia nos olhos. Apesar de serem totalmente tentadores e maravilhosos, eram eles que estavam me enfeitiçando. Queria realmente aproveitar a mulher sentada ao meu lado, e já estava me sentindo bêbado, imagine bêbado e enfeitiçado pela beleza dela? Eu não tinha um humor tão agradável, era atlético, e se eu em minha inocência bêbada fizesse algo contra ela que a assustasse demais?

Sorri para o anjo.
– Aurélie? Você é francesa? De qualquer forma, senhorita, vou me apresentar adequadamente... – Dei uma mordida em meu hambúrguer, suspirando enquanto sentia aquele gosto majestoso em minha boca. Apontei para a minha janta. – Não vai pedir nada para comer? Este hambúrguer está uma delícia! – Limpei minha boca com o papel, e então comecei a tamborilar na mesa com a mão direita. – Acho que já devo ter falado que meu nome é Hans. – Dei uma risada. Eu não deveria ter bebido tudo de uma vez. Estava ficando meio zonzo. – Meu nome é Hans Von Kroussi, sou médico especialista em Danos Causados por Magia no hospital TvH. Não sou tão velho quanto aparento. – Sorri de torto, e passei as mãos pelos meus cabelos, um hábito que eu tinha, já que eles eram um tanto rebeldes e sempre gostavam de cair em meu rosto, atrapalhando minha visão. – Eu tenho trinta e dois anos... Sou alemão, já fui casado uma vez... – Suspirei fundo. Dei mais uma mordida no lanche. – Atualmente apenas trabalho no hospital, atrapalho anjos em bares e jogo quadribol profissional. E você? – Uma música começou a tocar bem baixinho, e eu me surpreendi. Abri a minha bolsa, na cadeira ao lado e tirei o meu celular. Com um sorriso de desculpas, pedi que a moça esperasse um pouco.

Atendi o celular. Era o meu empregado, Pop. Dizia que tinha achado algumas informações sobre o paradeiro dos assassinos de minha família.
– Excelente, Pop. Eu ligarei mais tarde, assim que chegar em casa. Estou ocupado agora... Mas por favor, mande para mim o relatório da busca. Você é um velho muito inteligente. – Terminei a ligação dando risada, e olhei para Aurélie, que tinha acabado de conversar com um atendente que passara por ali, pedindo sua comida. – E então, senhorita? Qual é a sua história? – Olhava para a beleza do rosto da mulher, mas nunca para seus olhos. Como eu pensara, eu me sentia menos confuso, apesar da bebida já estar em minha corrente sanguínea, mas conseguia pensar com mais clareza. E ainda achava aquela mulher linda.



______________________________


With: Aurélie Delacroix.
Notes: Esse ficou bem confuso, no meu pensamento, mas espero que você tenha gostado. E já sabe, algo, pm-me.
Ps: Já sabe... Se não gosta dos meus posts, apenas não leia.
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Hanz von Kroussi
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Re: Cabeça de Javali

MensagemBelgica [#140479] por Aurélie Delacroix » 25 Out 2014, 15:57

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Encontro de estranhos
Parte 03


Eu estava junto a Hans na mesa e aquilo muito me animava pelo simples fato de que eu não precisaria me importar com os demais membros do clube do bolinha que adentravam o local. Para que se entenda isso é preciso explicar parte do tratado machista do século XXI, aquele que impede todo e qualquer homem de por os olhos sobre uma moça se essa estiver junto aquele que a detém (como posse). Isso não chega a termos explícitos, pelo menos, caso contrário seria muito mais ridículo do que já é de fato. É um tratado não verbalizado mas fielmente obedecido, passado de pai pra filho e por mais que eu discordasse dessas práticas abria mal das minhas convicções por um pouco de conforto. Felizmente (ou infelizmente) funciona e estou muito bem com isso. Sempre me lanço disso quando na companhia do meu irmão mais velho que por comodidade em nada se parece comigo, de modo a não levantar nenhuma suspeita do nosso parentesco. Caminhamos de braços dados como um casal e nenhum outro menino ousa aproximar-se.
Hans agora era como meu irmão para mim, meu escudo dos demais. Porém, ele não tinha a menor ideia disso, estava satisfeito consigo, com o fato de o “anjo” não tê-lo abandonado. Não quis estragar as esperanças do homem que eu acreditava ter idade para ser meu pai e deixei por conta dele os motivos que me fizeram retornar, seu charme, carisma ou qualquer outro que lhe conviesse. Ele falava. Bastante! Senhor como aquele homem falava, mas sua voz era bela, rouca e sedutora, deve fazer muito sucesso com as mulheres, presumo, ao menos quando não está bêbado e dramatiza em bares, intitulando-se sequestrador de anjos ou alguma outra de suas loucuras que não me recordo. Na verdade, para sua idade ele era bem bonito, ainda que eu esteja mais convencida que para ele os anos lhe fizeram mais bem que mal e parte do seu charme estava, na verdade, nos cabelos ligeiramente grisalhos daquele médico. Entretanto, eu não me renderia a ele ou qualquer outro Brad Pitt enfeitiçado, me perdoem se sou careta, mas quero uma companhia que goste de mim de fato.
Ele me contemplava fixamente sem reservas com um sorriso satisfeito meio aparvalhado estampado no rosto. Apesar dos seus, suponho, 30 anos, suas feições no momento eram como as de uma criança de não mais de 10, com um sorriso ingênuo e olhar meio perdido como se estivesse longe dali. Seus olhos corriam por entre minhas feições, ignorando a etiqueta de “não encarar” e igualmente sem dar importância a meu constrangimento, eu desejava me afundar e ser completamente encoberta pelo tampo da mesa. Só me aliviei quando senti seus pesados orbes azuis se arrastaram para cima da mesa, mas logo meu rosto relaxado foi tomado por terror. – Desculpe. Não quis de assustar, mas é que você tem uma aura mágica a mais, eu consigo sentir e é totalmente intensa. Você é muito bonita. E seus olhos emanam um brilho que me paralisou por completo. – A palavra já estava na ponta de sua língua, podia sentir aonde ele chegaria com aquela análise, e fiquei na esperança de que meus cabelos o fizessem descartar a hipótese e o convenceriam de estar sendo leviano em pensar de tal forma. No entanto, meu incômodo veio realmente à tona quando ele pronunciou em um sussurro a raça com que eu dividia metade do meio sangue, das minhas iguais por parte de mãe, as igualmente encantadoras e aterrorizantes Veelas.
Após recobrar a paciência, sentei-me mais uma vez, convencida por ele e pela ideia de que ainda estava no aguardo de uma entrevista de emprego e não poderia simplesmente deixar o local. – Me chamo Aurélie. – disse lhe calma e pausadamente, ajeitando-me na cadeira e retirando aquele grosso casaco que já se fazia desnecessário, meu corpo já adaptara-se ao ambiente. Coloquei-o por cima do encosto e apoiei os cotovelos sobre a mesa, ouvindo Hans que não me permitiu explicar minha origem, pois logo depois de lançar a pergunta já emendou sua reapresentação, com algumas interrupções eventuais do mesmo. Uma me serviu para relembrar um fato pouco confortável, não comia desde o almoço e já era quase 7 horas da noite, até mesmo eu que não era uma grande fã de hambúrguer já estava começando a achar aquele que Hans devorava apetitoso. – É mesmo, você tem razão. - Desse modo, gesticulei para um dos atendentes que com um meneio indicou que havia me visto e que logo viria.
Em sua apresentação, Hans confirmou algumas de minhas suposições, tinha 32 anos e era alemão. Sua nacionalidade eu notara pelo sotaque que ele deixava escapar hora ou outra e que eu já tinha conhecimento da origem já que tinha estudado com alemães não foi muito difícil para eu perceber. Disse também com algum pesar que ele era divorciado, mas não deixou a tristeza durar e logo soltou uma de suas piadinhas, chamando-me, como ele costumava, de anjo. Agora era minha hora de fazer uma apresentação como a dele, mas antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, seu celular tocou e concomitantemente o atendente aproximou-se da mesa. Primeiramente analisei o cardápio pulando o menu de bebidas e partindo diretamente para as comidas. Espantei-me com o fato de servirem no local salada de frutas e como adorava o prato fiz deste o meu pedido. – Uma salada de frutas, por favor. – o atendente foi levando meu pedido e Hans já me aguardava para retomarmos de onde havíamos parado, me lançou a mesma pergunta que agora eu já estava pronta para responder sem gaguejar. – Tenho 18 anos e sou Belga. Vim a Hogsmeade para uma entrevista de emprego, acabei de formar. – dei um meio-sorriso, e ajeitei nervosamente uma das mechas do cabelo que escorregou pela minha face.



Com: Hans Von Kroussi
Status: Aberto
P.S.: Antes tarde do que nunca, rs Agora com as devidas alterações!

Itens Utilizados:

  • Salada de Frutas

    Usou um Salada de Frutas.

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Aurélie Delacroix
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