JORNAL LUMMUS

DURMSTRANG, Maio de 2022

It’s Time To Duel!

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Quem não gosta de uma competição saudável? Seja de xadrez, quadribol ou corrida ou qualquer outro campeonato esportivo eram sempre emocionantes e o mundo bruxo, constantemente, estava antenado a respeito das competições que o envolviam e quando aconteciam nas escolas de magia, não deixavam de ser um evento surpreendente. Em parceria com Durmstrang por conta do intercâmbio, Hogwarts ofereceu um Torneio de Duelos, para que os alunos pudessem colocar em prática e exibir as habilidades que adquiriram em suas devidas escolas.

Disponível para os alunos de todas as idades, os duelos ocorreram na Arena Poliesportiva da academia russa em variados horários, de modo que não atrapalhasse a grade curricular dos discentes e foi dividido em categorias para que não houvesse arbitrariedade. Dos alunos do primeiro ano, Categoria I, os que mais se destacaram, foram Zeg Krumskyh, da dinastia Rurikovich, Ulyana Elingbova e Joseph Willen, da dinastia Romanov, sendo estes os três finalistas.

Na Categoria II, tendo participantes apenas dos segundo e terceiro anos, teve como finalistas uma alcateia. Não, não eram lobos de verdade, mas eram tão ferozes quanto a espécie. Os três irmãos Volkov: Nathaniel, Kathryn e Ryan, tiveram a oportunidade ou azar de se enfrentar na arena, mas apenas um poderia ser o vencedor. A Categoria III foi concorrida por alunos do quarto e quinto anos, e os três últimos finalistas foram Kawonin James, Cecily Y. Owen e Katerina Yakovlöva. Por último, mas não menos importante, a Categoria IV recebeu alunos dos sexto e sétimo anos, e seus finalistas foram Chiao Ming Lee, Alice Gutiérrez e Ares Hatzimichalis.

Apenas um poderia ser o vencedor, apenas um sentiria o doce néctar da vitória. Não foi dessa vez que os gregos venceram a Tróia, nem os britânicos à Rússia. Os aclamados campeões da disputa em cada uma das hierarquias mencionadas acima foram Joseph Willen, Ryan Volkov, Katerina Yakovlöva e Alice Gutiérrez. Duas dinastias, dois campeões de cada uma. É um tanto excêntrico não ver vencedores da escola inglesa uma vez que esta promoveu o torneio, mas, é com muita estima que o Jornal Lummus parabeniza a todos os participantes, pois seus feitos não foram em vão. Parabenizamos também o Instituto Durmstrang e a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts pelo exímio trabalho em conjunto.

Escrito por: T’Challa Marvil DiCristi

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13/03/2021 às 11:52:31



JORNAL LUMMUS

BEAUXBATONS, Janeiro de 2022

Ascenção das deusas
A queda dos Noir e as manifestações das deusas

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A queda dos Noir, um grupo aparentemente separatista de ‘hereges’ e pessoas não compactuantes com a lei das Deusas, parece ter servido de estopim para uma segunda revolução Religiosa de Beauxbatons, trazendo à tona memórias de uma Inquisição presente em nosso passado recente. A diferença é que, dessa vez, os perseguidos se tornaram os perseguidores. A recente presença de alunos de variadas crenças e nacionalidades mais exóticas do que originalmente presentes na instituição francesa, juntamente com a queda do grupo pseudo terrorista parece ter incitado uma série de revelações e acontecimentos teoricamente sobrenaturais, atribuídos à presença das Deidades – até então adormecidas - que comandam a Ilha.

Deste modo, como em comemoração do retorno das ‘Deusas’ e queda da facção terrorista denominada de ‘Filhos da Noite’ – já que obviamente não queremos ser racistas – uma série de festas rodou por toda a ilha Francesa, fazendo questão de agraciar a ilustre presença de suas regentes. Infelizmente, no entanto, o ano não foi composto apenas de felicidade e não podemos deixar que a alegria descomunal presente nas festas nos cegue e tire do foco o que realmente aconteceu. A verdade, meus caros leitores, é que a ilha que tanto lutava contra ditaduras religiosas talvez seja uma.

Embora as entidades estejam em sua razão de lutar para preservar seu patrimônio, algumas medidas tomadas tanto em nome de Morrigan quanto Mélusine poderiam de muito bom grado ser vistas com maus olhos e disso falamos da presença de um Banshee durante plena luz do dia e na tentativa séria – e razoavelmente grave – de afogamento de uma morrigana pelas mãos das sereias que zelam pelos cuidados da Caverna de Mélusine. Fora estas tentativas pouco populares e desesperadas por qualquer tipo de atenção, o começo do ano trouxe novidades para alunos não simpatizantes com a crença da ilha.

Gosto de pensar que as ‘Deusas’ tomaram essa decisão de maneira a se protegerem contra os alunos intercambistas vindos da instituição inglesa, assim como adoraria pensar que as ‘falhas’ e punições aplicadas tivessem o mesmo âmbito, mas a verdade é que não foi isso que observamos. O que vimos foi Beauxbatons fechar seus templos para qualquer um que ela acreditava não ser um credor de seus ensinamentos e se vingar furiosamente de simples crianças que pareciam passar um pouco de seus limites ortodoxos e deveras engessados em um passado de glória. O que é estranho é que não se voltaram contra os estrangeiros, mas contra seus próprios alunos.

Os intercambistas pareceram não sofrer muito com a ira das Deusas, salvo um jovem Lufano presente no momento da infeliz aparição do Banshee, mas de modo geral a ilha pareceu receptiva, razoavelmente feliz em ter seus terrenos repletos de alunos e mentes cruas o suficiente e repletas de respeito para absorverem todos os seus ensinamentos. Os alunos também pareceram gostar, na maior parte do tempo, da mudança de ares e da possibilidade de formar novas amizades com os Ingleses além-do-canal. Apesar de uma notícia feliz, isso também confirma algumas suspeitas quanto às ações das Deusas e contra o tipo de pessoas a quem eram direcionadas.

Contra a minoria que possuía crenças, religiões diferentes. Beauxbatons revidou com violência o que poderia ter sido simplesmente resolvido com palavras de candura, com sinais mansos e pacatos como devem ser todos os sinais que visam angariar seguidores e não os afastar. Ficou claro para nós, minorias, que as Deusas seguem os ensinamentos de Maquiavel e preferem ser temidas a serem amadas.

Caros leitores, a instituição francesa parece estar se tornando o que mais temia.

Uma ditadura religiosa. Enxerguem isso como a verdade e se perguntem, estariam os Noir tão errados assim?


Escrito por: Élise Fierro

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13/03/2021 às 11:45:34



JORNAL LUMMUS

BEAUXBATONS, Dezembro de 2021

Hogwarts x Beauxbatons
Uma visão de intercambista.

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[justificar]Saindo do expresso de Hogwarts, os alunos se depararam com enormes carruagens capazes de abrigar anos inteiros de alunos guiadas por majestosos cavalos alados. Os alunos vestidos como que saídos de algum catálogo de moda francesa, com seus uniformes de aparência cara, cheios de vestidos de seda e blazers sofisticados. Os intercambistas, o assunto do momento, chegando com seus uniformes pretos com detalhes nas cores das suas casas mais primárias pareciam se destacar em meio àquele mar de azul claro, roxo e salmão.

O jantar de seleção, no belíssimo templo dedicado às Deusas que cuidam da escola, Morrigan, Brigit e Melusine, não têm um chapéu seletor. As Deusas escolhem seus protegidos, sussurrando em seus ouvidos enquanto uma faísca da cor principal da casa lhe tinge a veste. É peculiar como cada escola pode ser diferente na forma de selecionar, a autora que vos escreve pensava que todas tinham um chapéu seletor. No jantar havia talheres demais e os alunos veteranos pareciam plenamente aptos a usá-los. Mas o banquete era saboroso, diferente do inglês, mas ainda assim, muito bom.

As diferenças não paravam na entrada, isso era só para mostrar que estávamos adentrando num mundo completamente novo que não entendíamos nada. Logo na primeira semana, clubes foram apresentados aos alunos em uma feira incrível, a escola inglesa nunca tivera nada extracurricular desse nível. Eram clubes que podiam ou te preparar para uma profissão - no caso de medibruxaria, culinária e hipismo -, ou então te divertir, como jogos de tabuleiro e performances musicais. Ainda tinha duelos, quer melhor preparo para a vida que esse?

As aulas também eram diferentes, a única que não deixava dúvidas do que se tratava era Esportes Mágicos. Mas eles tinham aulas como Artes e Etiqueta, que não tinha em Hogwarts. Estas combinavam com o ar refinado da escola francesa, para falar a verdade, mas Etiqueta soava como uma perda de tempo para alguns alunos (e não apenas os intercambistas). Magia Complexa, Magia Natural, Magizoologia, Ervas e Decocção, Historial e Mitológico, tantas matérias que deixavam o calendário cheio com aulas de segunda a sábado. Hogwarts não parece assim tão puxado!

As Deusas estão muito presentes no dia a dia escolar. É bonita a devoção a elas, que estão sempre por aqui. Mas às vezes podem ser um pouco más com alguns alunos que as desrespeitam. Não é recomendado desrespeitar elas ou seus locais sagrados.

Beauxbatons é um local diferente de tudo que já vimos e vamos aprendendo a conviver mais a cada dia. Sem fantasmas, com Deusas, clubes e aulas diferentes, eu me despeço como meus novos amigos: Au revoir.

Escrito por: Gweneth Hughes-Cunningham

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25/02/2021 às 19:35:14

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