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Inglaterra Calleb Archie D'Alterre Bellamy [ 15850 ]

Situação Atual: CADASTRO NORMAL E ATIVO

  • Calleb Archie D'Alterre Bellamy
  • Mundo Mágico

  • Mundo Mágico

  • NOME COMPLETO

    Calleb Archie D'alterre Bellamy

  • RAÇA

    Humana

  • CLASSE

    Mágica

  • ALTURA

    1,80m

  • PESO

    70kg

  • OLHOS

    Vermelho Intenso

  • CABELOS

    Loiro Escuro

  • SEXO

    Masculino

  • OPÇÃO SEXUAL

    Heterossexual

  • IDADE

    23 anos

  • DATA DE NASCIMENTO

    23/02/1991

  • SIGNO

    Peixes

  • NOME DO PAI

    Nathan Alexander Bellamy

  • NOME DA MÃE

    Anne Marie Fournier D'alterre

  • ORIGEM SANGUÍNEA

    Sangue Puro

  • LOCALIDADE

    Mundo Mágico

  • CIDADE/PAÍS

    Kingsbridge/Inglaterra

  • RELACIONAMENTO

    Em um relacionamento

  • NÍVEL

Calleb Archie D'Alterre Bellamy. O Segundo a herdar o nome Bellamy, dando início à família que posteriormente ficaria mundialmente famosa no ramo da pirataria. Chamaria-me apenas Archie se dependesse de minha mãe cujas origens são francesas e que tinha suas raízes na nobreza, no entanto, antes de partir, aquele que vinha a ser meu pai fez com que ela prometesse que eu teria um nome digno para uma ratazana do mar. Nasci onde fica Kingsbridge, em Devonshire, um grande priorado no sudoeste da Inglaterra.

Desajustado. Acho que é a palavra que mais se encaixa para o meu tipo físico. Cada milímetro, cada músculo, cada extensão do corpo parece estar fora de lugar, como se não pertencesse a ali. As pessoas do condado onde nasci estavam sempre comparando minhas feições às de meu pai, com o qual pouco/nada convivi. Sou loiro, mais de sol do que por qualquer outro motivo, os fios que pendem do cocuruto da cabeça começam lisos e finos, mas engrossam com a proximidade do pescoço, por isso os mantenho um pouco mais curtos do que o normal. Tenho a pele branca, no entanto, de tempos em tempos ela está terrivelmente bronzeada, algo entre o vermelho e o caramelo, devido às incansáveis horas que passo no porto durante o ano, trabalhando. Podemos dizer que nos tempos de estudante, Hogwarts me fazia alvo e, quando eu saía do castelo, o mundo fazia questão de lembrar a que lugar eu ainda pertenço. Meus olhos são vermelhos. Sim, sem discussões. A mulher que me deu a luz, aquela a quem eu chamo de mãe, possui exatamente a mesma tonalidade em suas orbes, algo que vaga entre o castanho e o avelã, entretanto, em fatídicos momentos, encarna um tom de sangue violento, característica vil que faz com que as pessoas temam a mim, sem razão. As duas orelhas são furadas, numa jaz um conjunto de três penas pardas e negras de coruja, falcão e águia. Na outra, um crucifixo fincado de bronze fino, que atravessa a carne, simbolizando uma espada.

Agitado. Acho que pode ser a primeira definição a ser citada aqui. Não sei bem se isso se encaixa nas qualidades ou nos defeitos, talvez seja só a minha essência me impedindo de ficar muito tempo no mesmo lugar, exercendo a mesma função, como todos os mortais costumam fazer. Minha alma está no mar, por isso passo tanto tempo nos cais e portos da Inglaterra. É a sensação de calmaria que me atrai, algo que costumava levar para Hogwarts de tempos em tempos, ah, e como eram bons aqueles tempos. Sou esquentado, no entanto. Odeio que pisem em mim ou ser tratado como capacho devido à minha atual situação financeira. Tenho o desejo de crescer, desbravar os mares num navio só meu e encontrar meu pai, para juntos, fazermos fortuna e recriarmos nossa família. A habilidade com armas é inata, por muitas vezes ouvi minha mãe dizer que meu jeito de portar uma espada ou segurar uma pistola se assemelha e muito com meu desconhecido pai. Bravura cega é um dos meus maiores defeitos e também, minha mais soberba qualidade, almejo a glória e não meço esforços para consegui-la, sem, no entanto, passar por cima dos que à mim se aliam. Considero-me leal por conta disso.

“Você me ama, mas não faz ideia do que eu sou! Então, só me deixe ir embora! Assim ninguém vai se machucar.”

E foram as últimas palavras que Anne Marie, minha mãe, aos dezesseis anos, ouviu do pirata pútrido mais temido da Inglaterra: Nathan Bellamy, ou, como era conhecido entre os do ramo, Nautilus Bellamy. Meu pai. Nunca soube como se conheceram, na realidade, jamais me interessou saber como uma boa moça, filha de um famoso mercador de Sarlat, na França, que tinha inúmeros bens materiais trazidos de lá e possuía grande moral, se envolveu com alguém tão vil quanto o corsário sanguinário que era o famoso Bellamy.

Foi um desastre, entretanto – e vocês bem podem imaginar porque -, quando a bela e educada Anne Marie apareceu grávida e sem um pai para assumir o bebê. Foi expulsa de casa por meu avô, um homem rude e preso aos bons costumes de sua época e, com isso, acabou por ter o bebê dentro de um estábulo no sudoeste da Inglaterra: Kingsbridge, onde moramos por toda minha vida.

Tive uma infância difícil. Logo cedo, comecei a trabalhar para conseguir amenizar o peso dos impostos sobre nossa débil existência. Os ricos não suportavam a pobreza e nós, ah, nós éramos a escória da sociedade burguesa. Pão, peixe, água, frutas, suco e fibras. Foi disso e basicamente apenas disso que eu me alimentei durante boa parte dos anos de que me lembro. Tristonha, mas sempre linda, vi minha mãe definhar aos poucos enquanto eu me tornava um jovem. Tão ocupada em fazer bordados para os bem afortunados, ora tecendo vestidos, ora cobertores de leito, com os dedos furados e sangrando, olhos cheios de lágrimas por conta da fumaça tênue da vela que era sua única amiga nas madrugadas sombrias, ela não me olhava mais.

Senti que ali eu era um estranho, um estorvo, quando aos dez anos tive minha primeira manifestação de magia. Era uma noite boa de se lembrar, talvez a mais fresca de todo o ano. A temperatura amena proporcionava ótimas sensações dentro de corpos como o meu, acostumados com o sofrimento. Ela estava lá, como em todos os dias, sentada junto à máquina de costura com os dedinhos calejados percorrendo cada canto da linha. Inerte ao mundo a volta dela, só vivendo pra trabalhar e trabalhando pra viver. Uma escrava das circunstâncias, assim como eu.

Não podia deixar que minha mãe definhasse mais uma noite junto aos tecidos, não quando o tempo estava tão bonito. Fui até a rua, mediante a sarjeta, onde inocente, uma rosa branca crescia, sobrevivendo a praga que atingiu todo o resto da roseira. Meu pai havia me deixado duas coisas antes de partir para sempre: Um medalhão, com a Jolly Roger, a bandeira pirata com a caveira e as espadas cruzadas, cravada na prata, algo que uso em volta do pescoço desde meu nascimento. E um punhal de lâmina curvada, inofensivo conta a carne, mas eficaz quando se tratava de talhar madeira. E foi este artefato que usei para cortar o caule da flor e retirar seus espinhos.

Entrei em casa naquela noite com um brilho diferente no olhar. Faria o bem a uma pessoa amada, um sentimento que eu ainda não conhecia. Ela me olhou ao segurar a rosa. Suas lágrimas desceram como cascatas, tingindo de vermelho as bochechas de alabastro. Jamais havia mantido seus orbes castanhos em mim por tanto tempo, talvez por isso, a elétrica sensação que percorreu minha espinha tivesse causado o que veio a seguir. Sangue. A emoção que o momento causara, despertou algo de tão intenso dentro do corpinho frágil do garotinho que eu era que, ao ver minha mãe tão bela e feliz, a rosa transbordou em sangue e de branca, ficou rubra.

Surpresa, porém, incrivelmente feliz, ela lançou a flor longe, despedaçando-a em mil pétalas vermelhas com seus gritos de alegria enquanto me abraçava fortemente. Mamãe, sem que eu jamais tivesse notado, era bruxa e mundana, mas, não estava preparada para que, em meio à miséria, seu filho se tornasse... Diferente. Um igual. A carta de Hogwarts chegou um ano depois, pouco antes do meu aniversário de onze anos. Não sabíamos como comprar tantas coisas e nem tínhamos dinheiro bruxo para usar. Um conhecido de meu pai, entretanto, mandado pelo mesmo, visou que algo assim poderia acontecer com o pequeno Bellamy e fez a gentileza de nos visitar naquele verão.

Foi a primeira vez que pus meus olhos num bandido de verdade.

Ele era alto, provavelmente o homem mais alto que já tinha visto. Usava um chapéu de abas grandes e cobertas de furos. Em uma das orelhas havia um brinco de madeira da grossura de um dedo e na outra, um curioso acessório de penas marrons e escuras, belíssimas partes de aves que, de fato, não poderiam mais existir nesse mundo onde tudo é cinza. Ao menos, era o que uma criança de onze anos pensava. O nome do ser era Barnabás Heatfield, aquele que, depois de muito tempo, descobri se chamar Olho-Cego Heatfield, o braço direito de meu pai. Foi ele quem me ensinou tudo sobre magia e o trabalho fácil, a pirataria. Foi Barnabás também quem me levou até Hogwarts pela primeira vez, dando-me de presente o brinco de penas que pertencera ao meu pai um dia.

Foi em Hogwarts, pouco após fazer doze anos também, que recebi a notícia por meio de uma coruja-carteiro de que minha mãe estava grávida novamente. Não nego que, num primeiro momento, meu coração se encheu de felicidade por pensar que existiria alguém no mundo a quem eu poderia dar amor, conforto e segurança, coisas que jamais tive daquela que me dera a luz. Mas foram sentimentos que quase nada duraram devido à última linha da mensagem que dizia: "Novamente confiei no homem errado, meu filho, e nada posso fazer para que esta criança tenha uma vida melhor do que a que você teve. Eu sinto muito, mas fracassei."

Encontrei-a seis meses depois com uma barriga enorme e redonda, não sabia o quanto mulheres ficavam lindas naquele estado ou se realmente todas se encontravam em tamanha beleza durante a gravidez como minha mãe, porém, havia certeza em meu ser de que por detrás do sorriso afável havia dor e sofrimento inigualáveis para alguém tão sensível. Como sempre fazia no verão, parti para o mar com Barnabás e não acompanhei o restante da gestação de Anne Marie, soube também por carta enquanto visitava as Ilhas Tarfell que a criança havia nascido morta, uma menina.

Eu nada mais tinha a fazer em Kingsbridge, não havia ser indefeso para cuidar e ensinar e todos os sonhos foram por água abaixo. Minha irmã, mal havia chegado ao mundo e já estava morta.

Após a decepção, a jornada como bucaneiro teve início no primeiro semestre na escola de magia e bruxaria. Ao voltar pra casa, Heatfield me esperava e assim, começou a carreira de Devil Bellamy na vida-louca-do-mar. Nunca matei, não cheguei a roubar navios ou participar de grandes saques, porém, aos vinte e um anos, eu já havia cometido inúmeros furtos, destruído alguns rostos, virado garrafas de rum e gim a perder de vista e seduzido belas donzelas por baías aleatórias. A vida era linda, gostosa de se viver. Metade de um bruxo formado e apto a usar magia para o bem de sua causa, a outra metade nos mares e portos ingleses, manuseando espadas e dando tiros em sacos de farinha com as pistolas que Barnabás trazia. Tudo o que eu realmente queria era começar a viver de verdade, levar ouro para casa e tirar Anne Marie de cima das costuras, como ela merecia. Um dia, eu iria de encontro ao meu pai.


[Ojesed] - Maior Sonho: Viver em paz e ser motivo de orgulho para si mesmo.
[Bicho Papão] - Maior Medo: Jamais poder voltar ao mar.
[Dementador] - Memória: Ver sua mãe definhar dia após dia nas costuras durante toda sua vida.
[Testrálios] - Viu a Morte?: Algumas vezes, mas nada que o tenha marcado.
[Tattoo] - Marcas corporais: Pequenas cicatrizes no abdome, região das costelas e nas costas, algumas provindas de travessuras da infância, outras de duelos por ai.

Este perfil já foi visualizado 535 vezes. Atualizado pela ultima vez em: 20/04/2019 às 21:56:41