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Brasil Diamantino Farquhar [ 17368 ]

Situação Atual: CADASTRO NORMAL E ATIVO

  • Diamantino Farquhar
  • Mundo Mágico
  • Mundo Mágico

  • NOME COMPLETO

    Ernesto Henrique Diamantino Farquhar

  • RAÇA

    Humana

  • CLASSE

    Mágica

  • ALTURA

    181m

  • PESO

    78kg

  • OLHOS

    Preto Escuro

  • CABELOS

    Preto Escuro

  • SEXO

    Masculino

  • OPÇÃO SEXUAL

    Heterossexual

  • IDADE

    42 anos

  • DATA DE NASCIMENTO

    15/11/1974

  • SIGNO

    Escorpião

  • NOME DO PAI

    Iván Hermenegildo Árias Farquhar

  • NOME DA MÃE

    Anabel Natalia Pereira

  • ORIGEM SANGUÍNEA

    Mestiço

  • LOCALIDADE

    Mundo Mágico

  • CIDADE/PAÍS

    Soure/Brasil

  • NÍVEL

Você já enjoou de alguma coisa na vida? Eu aposto que já. Aliás, todo mundo já enjoou de alguma coisa na vida. Vou contar uma história pra que fique claro.

Meu bisavô veio dos EUA no início dos anos 1910. Ele era um magnata do ramo dos imóveis. Era dono de hotéis e mansões nos estados de Nova Iorque, Nova Jérsei e Washington DC. Mas ele possuía um gosto muito exótico. Dizia aos amigos que havia cansado da vida urbana e queria algo diferente para viver. Importou 90 cabeças de búfalo da Índia e as levou para a ilha do Marajó, no Brasil, bem no limite da floresta amazônica. Alguns diziam que era maluquice. Outros diziam que búfalos eram o gado do futuro. Maiores, mais rústicos, mais baratos e, naturalmente, mais lucrativos. Nessa onda, Everett Farquhar criou a primeira fazenda de búfalos da América Latina. Nada demais, exceto que o negócio foi uma falha monumental. Os animais se adaptaram maravilhosamente ao ambiente de selva da ilha, mas eram terríveis no manuseio e a carne tinha gosto de lama. Ora, os bichos passavam a vida inteira nos pântanos inundados do Marajó. Não podia dar outra. Vovô Everett ainda conseguiu salvar algum dinheiro investindo em gado no interior do então Grão-Pará. Tratava-se de um pequeno rebanho de gado zebu. Os búfalos da ilha continuavam lá, mas sem nenhum proveito econômico.

Apesar das perdas, o patriarca Farquhar ainda tinha seu patrimônio preservado na “mainland” e bastaria voltar e cuidar de seus negócios nos Estados Unidos para recuperar-se financeiramente. Bastaria. A crise de 1929 veio e obliterou toda a riqueza que restava. Seu patrimônio resumia-se a um amontoado de prédios desocupados e inutilizados. Morreu a míngua, amaldiçoando o dia que veio para o Brasil.

Meu avô Robert, no entanto, era mais pragmático. Foi o único filho da vida amorosa irrelevante do meu bisavô. Ainda hoje me pergunto se ele era filho legítimo do velho. Apesar de não valerem nada, as construções estavam de pé e fez das tripas coração para que continuassem zelados. E deu certo. No advento da segunda guerra, o governo americano alugou quase todos os bens da família Farquhar e recuperaram-nos financeiramente. Não atrapalhou em nada o gado zebu que restou no Pará. Com as grandes importações de mantimentos para as tropas, meus antepassados lucraram duplamente. Nessa onda de prosperidade, ele e sua esposa mexicana tiveram 3 filhos: Ramiro, Anamaría e meu pai, Ivan. Tio Ramiro viveu de corrida de carros, patrocinada pela imobiliária do meu avô, até um sofrer um acidente horrível em Fontana, CA. Tia Anamaría era bruxa. Fez fortuna própria vendendo artesanato mágico. A Amazônia provou-se uma fonte inesgotável de coisas exóticas que os gringos pagavam caro para possuir. Meu pai pegou as migalhas do rebanho zebu, uns empréstimos vultosos nos bancos de fomento e tornou-se o maior produtor de proteína animal do mundo.

Queria que eu fosse contador, para que pudesse pagar menos impostos, nas próprias palavras. Depois achou melhor que eu fosse advogado, assim poderia entrar na Justiça para pagar menos aos trabalhadores e ao Estado. Pensou até em me criar veterinário, assim gastaria menos com cuidadores do rebanho. Em suma, ele me tratava como um investimento no gado. No começo eu achava divertido, depois foi ficando chato, até eu perceber o que ele queria e a coisa degringolar de vez. Toda minha família sempre se moveu e se reinventou em busca de dinheiro. Não nego que seja bom pode ter tudo que se quer, mas na vida é preciso algo mais. Quando eu via as crianças de Soure andando descalças, pedindo nos cantos eu me perguntava porque elas não poderiam ter as mesmas coisas que eu tinha. Até me dar conta de como o sistema funcionava e pensar como eu poderia usá-lo a favor delas.

Então tive a ideia de me formar em medicina e medibruxaria. Minha vó introduziu o sangue bruxo na família e minha mãe e tia continuaram. Se existia algo que eu pudesse fazer por quem não teve a mesma sorte, eu faria. Tornei-me cirurgião pediatra e saí pelo mundo, com os Medibruxos Sem Fronteiras. Com essa fortuna toda dando cobertura, atendemos crianças e toda sorte de gente que precisou em várias partes do mundo, zonas de guerra e de praga. Congo, Ruanda, Moçambique, Curdistão, Afeganistão, Síria.

Em Moçambique conheci a patroa, Salomé. Foi ela que me fez pensar em parar um pouco. Já havia feito muito na frente de combate. Minha presença, tanto por conta do nome quanto da experiência poderia ser mais útil onde conseguisse canalizar esforços e recursos. Boa publicidade todo mundo quer, então colocar o nome da família a frente de um esforço humanitário ajudou. O escritório dos Medibruxos Sem Fronteiras fica em Londres, onde moro agora. Meu pai ainda é vivo e deixa claro todo o dia o desgosto que sente. É a vida, não se pode ter tudo. Mas é bom pelo menos ter o que importa.

Este perfil já foi visualizado 30 vezes. Atualizado pela ultima vez em: 09/08/2018 às 22:22:29