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Russia Joseph Blandert [ 2396 ]

Situação Atual: CADASTRO NORMAL E ATIVO

  • Joseph Blandert
  • Mundo Mágico
  • Mundo Mágico

  • NOME COMPLETO

    Joseph Blandert

  • RAÇA

    Humana

  • CLASSE

    Mágica

  • ALTURA

    1,93m

  • PESO

    91kg

  • OLHOS

    Cinza Intenso

  • CABELOS

    Preto Intenso

  • SEXO

    Masculino

  • OPÇÃO SEXUAL

    Heterossexual

  • IDADE

    28 anos

  • DATA DE NASCIMENTO

    07/02/1982

  • SIGNO

    Aquário

  • NOME DO PAI

    Vicent Blandert

  • NOME DA MÃE

    Marichiella Blandert

  • ORIGEM SANGUÍNEA

    Sangue Puro

  • LOCALIDADE

    Mundo Mágico

  • CIDADE/PAÍS

    Moscou/Rússia

  • RELACIONAMENTO

    Solteiro

  • NÍVEL

A ROSA NEGRA


(JOSEPH BLANDERT)


 


Para ser sincero, minha vida tornou-se interessante na reta final do meu sétimo ano escolar. Restava uma semana para o termino das aulas, como sempre, estava na mesa da Morrigan me deliciando com o café da manhã quando as corujas chegaram com as correspondências. Uma ave de porte médio, penas cinzentas e olhos amendoados veio em minha direção, não tive duvida que era a coruja de meu irmão mais velho, Edward. Em sua pata estava presa à notícia que mudaria o rumo de minha vida. Notícia que me colocaria no caminho que me trouxe até aqui. Carta maldita, carta que dizia que minha mãe havia falecido.


 


Não existem palavras para descrever a dor que aquela carta me trouxe. A li com o choro preso na garganta, com o peito prestes a romper, mas não choraria, não ali. Minha mãe era o que possuía de mais sagrado, meu bem mais precioso. Porém, daquele dia em diante, haveria apenas as lembranças e um vazio tomaria conta de meu peito.


 


Devido as minhas excelentes notas e a boa influência de meu irmão, permitiram que deixasse Beauxbattons antes do fechamento do ano letivo, de modo que pudesse comparecer no funeral de minha mãe. Edward, como sempre havia dado seu jeito e convencido o diretor da escola, aliás, ele mesmo venho até a Academia Francesa me buscar.


 


Éramos quatro irmãos, dois homens e duas mulheres. Edward, ou Ed, como eu o chamava, era o mais velho de nós.  Também era o mais sensato dos Blanderts e o orgulho de nossa família. Edward tinha um importante cargo no Ministério da Magia, era um inominável, embora eu apenas tenha descoberto isso após sua morte. Mas desde adolescente já colecionava seus sucessos. Foi capitão da equipe de quadribol da Mélusine e trouxe anos dourados para esquadra azul. Cheguei a enfrentá-lo uma vez, já que pertenci a Morrigan, porém, meus balaços não foram páreo para a habilidade de Ed. Ao final, a casa roxa estava arrasada e os azuis em festa. Edward havia pegado o pomo dourado em menos de um minuto. Quis matá-lo naquele dia, mas não o odiei por isso. Edward era como um pai para mim e sempre me protegeu dos garotos mais velho, uma vez que sempre fui muito briguento e vivia me metendo em confusão. Já as meninas, chamavam-se Marichiela e Romã, ainda eram muito crianças nessa época, ou seja, não se lembram de muita coisa, por isso, falarei delas mais para frente.


 


Devido suas origens, o corpo de minha mãe foi sepultado em Lyon, cidade da frança, lugar de seu nascimento, assim como era o seu desejo. Já fazia algum tempo que ela estava enferma, presa a uma cama. Porém, aos meus olhos o verdadeiro problema dela era a tristeza que meu pai lhe causava. O homem havia se afogado em bebidas assim que sua aposentadoria fora anunciada. O mas viril dos aurores russos caminhava para u final melancólico. Edward não suportou aquela situação por muito tempo, por isso, logo que se casou, afastou-s de nossa família, nos visitando apenas em situações raras.


 


Embora fosse verão, na manha do funeral de minha mãe, Lyon havia amanhecida gelada e cinzenta, era como se o seu chorasse a partida dela. Edward, como filho mais velho, havia cuidado de tudo, uma vez que nosso pai havia se recusado viajar até a frança. Preferiu ficar com sua garrafa de vodka e suas amantes. Atitude que fez com que meu irmão resolvesse levar nossas irmãs para morarem com ele, uma vez que já estava decidido que eu usaria a herança que minha mãe havia me deixado para viajar o mundo e me tornar um medibruxo, assim como era o desejo de minha mãe, assim como o pai Del foi. Meu pai não compactuava com essa ideia, queria fazer de mim um auror e a minha escolha não havia o deixado nada feliz. Era como se eu tivesse deixado de existir para ele. Ele me odiava.


 


Esperei que todos os que compareceram o funeral deixassem o cemitério para poder ficar com minha mãe.  Queria ficar sozinho, me despedir em paz dela. Uma fina chuva caia naquela manhã e o vento era cortante, fazendo com que as minhas bochechas ardessem a cada vez que as rajadas as agrediam. Rapidamente meu rosto fora coberto pelas lágrimas quentes que brotavam de meus olhos cinza, escorrendo por toda a minha face. Finalmente eu poderia expressar tudo o que sentia finalmente eu poderia chorar.


 


Ainda não tinha ciência, mas seria diante do túmulo de minha mãe que a minha vida mudaria drasticamente. Seria naquele dia cinzento que nasceria o homem que sou um anjo, um futuro que jamais pensei existir em meu caminho. Ainda estava ajoelhado ao lado da sepultura de minha mãe quando dois homens me ergueram, deixando-me cara á cara com um velho. Sequei meus olhos e o encarei com a fúria de um Blandert, mas seu olhar era frio, vazio, como se nada o assustasse. Por outro lado, eu estava tremendo de medo e aqueles olhos faziam com que minha alma se congelasse por completo.  Após um longo tempo me olhando, o homem por fim rompeu o silêncio. Apresentou-se como Luigi Antônio Villadesko, antigo amigo de minha mãe, embora, no futuro descobriria que na verdade os dois tiveram um romance proibido, o qual não foi aceito por nenhuma das famílias. Sor Luigi, como era chamado pelos outros dois, me envolveu em um manto negro, protegendo-me do frio como um pai protege o seu filho. O velho me conduziu para fora do cemitério, onde um carro nos aguardava. Estava ali por uma razão, por uma promessa que havia feito a minha mãe. Havia prometido me proteger e meu guiar em minha jornada que estava prestes a começar. Mudei-me para a Itália, para um lugar chamado Fiorenza. Sor Luigi havia me dado tudo o que precisava moradia, emprego e uma vaga em uma grande universidade de medicina bruxa.  Era o inicio de um novo capitulo de minha vida, o começo de um futuro que de alguma forma parecia me assustar.


 


Durante o tempo que permaneci em Fiorenza, não mantive contato com minha família, embora pensasse neles todos os dias que se passavam. Lá eu era conhecido como Giuseppe di Bianchi, como assim quis o velho Villadesko, alegando que seria seguro para mim e minha família. Não entendi bem as suas razões, mas por fim confiei e também o que importava, para muitos, não passava do motorista do homem, embora, fosse tratado como seu próprio filho. Luigi tinha dois filhos, Alexei e Steffan, os quais se tornaram meus melhores amigos, era como se fossemos irmãos.


 


Fazia pouco mais de um ano que estava soube a proteção da família Villadesko e nesse tempo, todos os dias recebíamos lição do patriarca, era como se ele preparasse a mim e aos seus filhos para alguma missão importante, algo como a sua sucessão, embora estivesse explicito que seu sucessor era Alexei, o primogênito. Steffan seria a sabedoria, já que éramos o mais sábios dos irmãos e eu, seria a espada.


 


Era o inicio de setembro quando Sor Luigi me chamou em sua sala, segundo ele, teria o meu primeiro grande trabalho. Minha missão? Dar fim a vida de dois vagabundos que havia estuprado a filha de um velho associado da família Villadesko. Jamais vou me esquecer daquela noite chuvosa. Fazia muito frio, por isso, assim que entrei no bordel onde encontraria minhas vitimas, segui para o balcão, onde me servi de uma boa dose de vodka. Como Steffan havia previsto, os dois estariam lá, festejando com garotas e muitas bebidas. Pobres almas. Após muita festa, os dois, completamente embriagados decidiram que era hora de ir embora. Eu tremia feito vara-verde, mas sabia que o momento havia chegado. Matei minha bebida em uma única golada e joguei uma moeda de ouro sobre o balcão. Esgueire-me por entre a multidão, ficando longe da vista deles e os segui até um beco escuro, estava bêbados demais para notarem a minha presença. Não havia como se defenderam e quando se deram conta do perigo, já havia abatido o primeiro com um rápido feitiço, abrindo um corte profundo em sua garganta. O segundo tentou fugir, mas o álcool havia acabado com sua capacidade de locomover-se por isso, não tive problemas em abatê-lo. O primeiro morreu instantaneamente, já o segundo, me permitiu ver o brilho da vida se apagar em seus olhos. A cena mais bela que pude presenciar em minha vida. O trabalho estava feito.


 


Na manhã seguinte, quando cheguei ao Castelo Villadesko, fui recebido por festa pelos irmãos, os quais me conduziram até o escritório de Sor Luigi. Na mesa do homem havia um jornal, o qual trazia na sua primeira capa o corpo dos dois jovens. – Um trabalho limpo e perfeito, digno de um Villadesko. – Foram as palavras do velho, o qual tinha em sua companhia outro velho e duas moças, Saori e Scarlet, garota que segundo o pai eu havia lavado a honra na noite anterior. Havia me tornado um deles.


 


Um mês havia se passado de minha primeira missão e lá estava eu outra vez, no escritório do meu protetor. Junto a ele estavam seus filhos, Alexei e Steffan, os quais me olhavam de forma ansiosos, deixando-me ainda mais nervoso. Segundo o chefe da família, havia chegado o momento de provar minha lealdade para com os Villadeskos. Era o meu batismo de fogo. Também disse que em caso de sucesso, ao final da missão eu receberia uma recompensa, o que me animou muito.


 


Assim que Sor Luigi se calou, Steffan tomou a palavra, fazendo um pequeno resumo sobre o meu alvo. O caçula dos Villadesko era perfeito nesse tipo de trabalho, um verdadeiro mestre do disfarce.  Em seu relatório me descreveu cada falha de minha vitima e a situação de sua família, a qual me lembrava de muito a minha. Um sorriso se formou em meus lábios, estava fácil demais, não havia como eu falhar. Porém, com a mesma facilidade que o sorriso formou-se em meus lábios, desapareceu assim que Alexei abriu sua boca. – Seu alvo chama-se Vicente Blandert. – As palavras do italiano saíram de forma natural, mas para mim foi um choque. Aquele era o nome do meu pai, como não me dei conta. Aquele relatório que o Steffan havia me passado era sobre a minha própria família. Olhei os três por um longo tempo, tempo em que o silêncio tomou conta do escritório onde estávamos.  Memórias passaram em minha mente como um filme, porém, para o azar de meu pai, nenhuma pesava ao seu favor. A missão estava aceita.


 


Já era inverno quando cheguei a Moscou e uma violenta nevasca castigava a cidade. O frio era tão grande, que fazia meus ossos doerem. Pensei em visitar Edward, ver como as meninas estavam, mas admito que não tivesse coragem para tanta ousadia. Tinha negócios a resolver e havia decidido que não me demoraria muito tempo na Rússia. Ao final de minha missão retornaria a Fiorenza e tomaria Scarlet como esposa, ou assim imaginava. Ainda era um garoto verde, com muito que aprender.


 


Haviam se passado três dias desde a minha chegada quando por fim resolvi executar o meu trabalho. Quase não reconheci o lugar onde cresci e passei boa parte de minha infância. A propriedade dos Blandert estava tomada em ruínas e nada mais do meu passado existia ali. Sobre o lugar para apreciar o lugar uma vez mais, recordei-me das partidas de quadribol que disputei com Edward, das nossas brincadeiras e traquinagens. Bons tempos aqueles. Libertei-me de minhas lembranças e usei a escuridão para me ocultar, trajava um manto negro para me proteger do frio, um capuz caia sobre meu rosto, tornando-se impossível alguém me reconhecer. Quando entrei na mansão, encontrei Vicent parado em meio à sala de estar, completamente embriagado. O lugar era apenas iluminado por algumas velas, o que me permitiu se ocultar por um bom tempo, ainda mais pelo fato do ex-auror já não ter uma visão. – Sabia que viriam me pegar... Mas aqui só acharam a morte.  – Disse o russo assim que ouviu o barulho de meus passos. Vicente já estava com sua varinha empunhada e olhava para silhueta do meu corpo com seus olhos fracos, mas dotados de coragem. Havia sido o mais valente dos aurores, havia combatido os Comensais da Morte do passado, mas hoje, era cercado de melancolia e solidão. Queria ter algum sentimento por ele, mas não tinha. Era como se houvesse me tornado uma pedra de gelo e a cada vez que ele me desafia, um sorriso frio e sereno formava-se em meus lábios. Aquela situação de alguma forma me divertia. – Vai ficar ai parado? Perdeu a coragem? Covarde! – Urrou o velho auror, gargalhando, já confiante em seu triunfo. Porém, seu rosto sorridente deu lugar ao pânico, seu olhar vitorioso tornou-se derrotado. Havia deixado as sombras e retirado o capuz, revelando-me para ele. Meu pai não acreditou que seu algoz seria o seu próprio filho, mas logo compreendeu que não haveria outra saída. Por mais que fosse um pai ausente em seus últimos dias, fomos uma família feliz no inicio e naquele momento, consegui sentir o amor que ele tinha por mim, mas já era tarde para voltar atrás. Vicente ajoelhou-se diante de mim. – Faça o que tem que fazer... Meu filho... – Falou de forma rouca, mais ainda com um tom corajoso. Aquilo tornou as coisas um pouco mais difíceis, porém, não iria hesitar.  Rezei para que os deuses tivesse piedade da alma de meu pai e lhe desse o descanso eterno, então, encarei seus olhos cinzentos uma vez mais e vi o sorri que me divertia quando eu ainda era criança, quando ainda éramos uma família. Meu pai esperava a morte e ela então veio buscá-lo. Ajoelhei-me diante do corpo imóvel e fechei seus olhos, depositando uma rosa negra sobre peito. Era o meu recado para Edward.


 


No dia seguinte, do alto de uma torre, acompanhei o funeral de meu pai. Ao meu lado estavam Alexei e Steffan, com a minha recompensa, porém, não tinha vontade de descobrir o que ela era não naquele momento. Apenas tinha olhos para o enterro do meu pai, o qual partiu para seu jazido com as honras de um verdadeiro auror. Muitos foram os que vieram prestar as homenagens ao velho Blandert, mas apenas um fato me chamou a atenção. Ed estava sozinho. Não entendi a ausência de Marry e Romã, muito menos a da minha cunhada. Algo estava errado e mais tarde eu descobriria que haveria cometido um grande erro. Se tivesse aberto a minha recompensa assim que recebi, o pior talvez pudesse ter sido evitado... Mas, o destino assim não quis.


 


À noite, no quarto do hotel onde era hospede, finalmente resolvi abrir o meu presente e naquele dia aprendi que um Villadesko honra a sua palavra. Sor Luigi havia me devolvido tudo o que a vida havia me tirado, eu apenas precisava recolhê-los. No relatório feito por Steffan, estavam todos os detalhes de minha família e naquele momento descobri que Edward precisava de minha ajuda, que minhas irmãs precisavam de proteção. Era hora de reencontrar a família, pelo menos foi o que pensei...


 


Quando cheguei ao lugar onde meu irmão residia, percebi que algo estava realmente errado. A casa estava revirada, como se alguém estivesse procurando algo. Na sala, encontrei meu irmão agonizando, lutando por alguns últimos minutos de vida. Ajoelhei-me ao seu lado e coloquei sua cabeça em meu colo. A voz de Ed já estava fraca e seu tempo prestes a acabar. Com dificuldade, ouvi seus relatos e tudo o que havia acontecido e com lágrimas nos olhos vi o brilho de sua vinda se apagar, imagem que desta vez não fora tão bela como das outras vezes. Edward havia partido, mas minha vida havia ganhado um novo propósito com sua partida. Cuidei para que ele tivesse um funeral digno da pessoa que foi, mas não pude me prolongar na despedida como desejava. Tinha muito que fazer. Os assassinos de Edward haviam levado minhas irmãs e minha cunhada, juntamente com meus dois sobrinhos haviam desaparecido.


 


Logo após o funeral, parti para Lyon, seguindo as coordenadas que foram deixadas por meu irmão em seu leito de morte. Edward havia me conduzido ao lugar onde nossa mãe havia nascido, onde ele havia erguido a fortaleza de sua ordem. Quando cheguei ao lugar, estava sendo esperando por três homens, estes que usavam uma roupa negra, igual o manto que usei no dia que matei meu pai. O mais velho disso que me esperavam e sabiam que Edward me enviaria mais cedo ou mais tarde. Porém, antes eu precisava provar que era o escolhido da profecia. Confuso, ignorei as palavras do ancião e continuei a seguir as instruções de meu irmão. Desta vez, ele havia me guiado até uma câmera secreta em meio à fortaleza. Não foi fácil chegar ao lugar, afinal, muitas eram as armadilhas que se colocaram em meu caminho, mas nessa hora, o treinamento dos Villadesko prevaleceu e eu cheguei aonde meu irmão desejava. Na câmera encontrei um diário, o qual Edward chamava de Diário das Rosas Negras. Era a minha herança, o legado que ele havia me deixado.


 


Com o diário em mãos, mantive-me recluso na fortaleza por muitos dias, sendo testado e provado pelos três anciãos. Testaram-me de todas as formas possíveis e muitas vezes, foram cruéis comigo. Porém, não importava o desafio, eu sempre passava. Sendo assim, tornei-me o líder das Rosas Negras, como assim dizia o testamento de Edward, a marca da Ordem havia surgido em minhas costas e ao que pareciam, os homens não tinham mais dúvidas que era eu o escolhido. Porém, a profecia também dizia de outros escolhidos, os quais se juntariam num futuro breve e juntos desafiaram a fera das trevas que maquinava contra o mundo mágico.


 


Embora o diário de Edward fosse dotado de muitas informações, as principais páginas estavam escritas em um idioma antigo, o qual eu não conhecia. Precisava decifrar aquelas mensagens, mas ao que parecia, teria que ser paciente. O trabalho de Edward havia custado sua vida, mas era o meu dever terminar o que meu irmão havia começado. Com a ajuda de suas anotações, pude caçar todos os seus assassinos, supostos membros de uma Ordem maligna, a qual era inimiga declarada da Rosa Negra. Uma guerra sangrenta e secreta teria inicio no Mundo Mágico e as pessoas, se quer saberiam dos ocorridos, isto é, se eu obtivesse sucesso.


 


Vinguei a morte do meu irmão e recuperei as minhas irmãs, porém, o tempo mostrou que naquele período, seria melhor que elas fossem mantidas longe de mim, o que não significava longe de meus olhos. Os anos iam se passando e meu poder crescia cada vez mais. Sor Luigi havia falecido e Alexei tomando o seu lugar, fazendo de mim seu conselheiro de guerra, ao lado de seu irmão Steffan. Porém, nunca esqueci o meu dever para com Edward. Jamais deixei de procurar seus filhos e por dois persegui e eliminei os responsáveis por sua morte. Para cada deles havia uma rosa negra e não demorou a que aurores e jornalistas ligassem os pontos. A imprensa havia me batizado de Anjo da Morte e alguns até me acusaram de sequestrar o Ministro da Magia, mas seria isso possível?  Tudo o que eles tinham eram suposições e meu rosto, jamais foram capazes de descrever. Para alguns, até asas negras eu tinha.


 


Com o tempo, descobri que muitas páginas do diário de Edward estavam desaparecidas e que na verdade, os textos não eram todos de suas autorias, principalmente os que estavam no idioma antigo. Precisava encontrar as páginas que faltavam descobrir o meio de parar o inimigo que meu irmão morreu combatendo. Era uma jornada difícil, mas a cada novo passo, um aliado eu encontrava, incluído minhas duas irmãs, que assim que se tornaram maiores, juntaram-se a minha causa. O destino também me trouxe dois irmãos, Angie e Ethan. Claro que não fora do meio mais comum, porém, como dito na profecia, a rosa negra nos uniria.


 


Lembro-me como se fosse hoje o dia em que vi Angie pela primeira vez. Havia acabado de assassinar seu pai, ele tinha uma das páginas do diário do meu irmão e ao que parecia, meu nome estava em sua lista negra. Havia se tornado uma ameaça para mim e precisei eliminá-lo. Porém, sou humano e assim como tenho emoções, elas me levam a cometer erros. No instante em que terminava o meu trabalho, Angie entrou na sala e viu não apenas meus olhos, mas a marca que carregava em minhas custas. Jurou que se vingaria de mim, mas seus olhos me diziam uma coisa. Havia me apaixonado pela ruiva.


 


Angie era tão determinada como meu irmão e suas habilidades eram tão grandes como as de Steffan. Por várias vezes a holandesa me emboscou e por muito pouco não ceifou a minha vida. Devo dizer, que mesmo cercada por meus homens, ela poderia ter me matado, mas algo a impediu, algo não permitiu que ela tirasse minha vida. Angie também minha amava e por isso, passou para o meu lado, tornou-se minha rainha em minha missão. Juntos fizemos um império e nos tornamos uma ameaça muito maior para nossos inimigos.


 


Dez anos depois, encontro-me aqui, ainda perseguindo meus objetivos. Lutando para manter vivo o legado que meu irmão foi deixado. Muitas vitórias foram conquistadas, assim como tive minhas derrotas. Falhei em proteger meus amigos Alexei e Steffan, mas não cometerei os mesmos erros com seus filhos, os quais são meus protegidos. Minha família agora repousa embaixo de minhas asas, protegidas do mau. Ainda me faltava encontrar um dos filhos de Edward, mas a sua menina, miniatura de nossa mãe, estava a cada dia mais próxima de mim. Logo também a protegeria de nossos inimigos e mostraria a ela o quanto seu pai foi honrado e valente.  A batalha final se aproximava e ao final, não será eu que vou perder...


 


 


Sou Joseph Blandert, o Anjo da Morte e está é a minha história.


[Ojesed] - Maior Sonho: Ele veria-se casado, com dois filhos
[Bicho Papão] - Maior Medo: Se transformaria no pai dele após a morte de sua mãe, quando ele chegava bêbado em casa.
[Dementador] - Memória: O dia em que ele matou o próprio pai
[Testrálios] - Viu a Morte?: Sim, ele veê Trestrálios
[Tattoo] - Marcas corporais: Uma rosa negra tatuada nas costas

Este perfil já foi visualizado 1.672 vezes. Atualizado pela ultima vez em: 05/04/2015 às 01:19:28